GOVERNO ATACA CONTRIBUINTES COM JUROS DE 7% SOBRE DÍVIDAS AO FISCO

vale a pena ler a edição do Correio da Manhã de hoje sobre este tema

O Correio da Manhã noticia hoje em manchete que as Finanças estão a cobrar juros de mora de 7% sobre as dívidas em impostos.

ASSUNÇÃO ESTEVES ESTEVE À BEIRA DE SE DEMITIR DA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

o Governo começa a ser pressionado por todas as forças políticas para deixar de ser ditatorial

Assunção Esteves ameaçou demitir-se durante uma reunião no Parlamento, entre os líderes parlamentares para resolver a questão da comissão de inquérito ao BPN, noticiou a TSF e o Público. Neste encontro as posições entre o PS e a maioria PSD/CDS extremaram-se e a Presidente da Assembleia da república teve que lançar a ‘bomba atómica' para resolver a questão. Ao que o Económico apurou junto de fontes socialistas Assunção Esteves terá ameaçado demitir-se quando Luís Montenegro, do PSD, se mostrou irredutível em aceitar que prevalecesse no requerimento a palavra potestativo como insistia o PS. Nuno Magalhães, do CDS, já estaria a aceitar uma proposta de conciliação entre partidos, mas o líder parlamentar do PSD não estava a querer ceder. Já a direita tem uma versão diferente do que aconteceu na reunião de ontem à noite. Outra fonte da maioria avançou que "tudo se deveu à irredutibilidade de Carlos Zorrinho para que a palavra ‘potestativo' contasse no título do documento". Luís Montenegro, líder da bancada laranja, de facto não quis ceder neste braço de ferro o que terá levado Assunção Esteves a dizer, em tom de riso, assegura a mesma fonte, "esta legislatura está cheia de casos inéditos, mais dois ou três e eu vou-me embora". Palavras que a direita entendeu como um desabafo e não como uma ameaça efectiva de demissão. Tudo isto aconteceu num dia em que a presidente da Assembleia da República foi muito pressionada pelos partidos, mesmo durante o plenário, com várias questões burocráticas a suscitarem trocas de palavras com o PS e algumas desorientações logísticas. No final, Assunção Esteves conseguiu fazer com que os dois principais partidos chegassem a um consenso para a comissão de inquérito ao BPN e hoje Assunção Esteves já garantiu que "só o povo é que me vai tirar daqui, ou quando eu quiser ir embora, no final do mandato". Segundo a TSF, Assunção Esteves ameaçou, mas não sem antes ter citado o contrato eleitoral que os deputados têm com o povo. Questionada sobre o braço de ferro com a direita, ontem à noite, respondeu: "Lembramos muitas vezes nos nossos debates a nossa relação com a rua, com a vida. É o essencial da função política".

CAVACO PEDE "CONFIANÇA" AOS JOVENS

o que é preciso é paciência para aturar os discursos desta figura política decorativa

"A confiança é a palavra verdadeiramente chave neste momento. Sem confiança os empresários não investem, os empresários não contratam mais pessoas, sem confiança é difícil atrair o investimento estrangeiro, sem confiança os capitais procuram outras paragens, sem confiança é difícil mobilizar os cidadãos para vencer as dificuldades", afirmou. O Presidente da República falava no auditório municipal de Mirandela, no final de mais uma manhã passada em Trás-os-Montes, onde disse que fez questão de visitar para mostrar que "todos têm de ser mobilizados". Nos tempos difíceis que o país atravessa, o "desafio mais sério" para o presidente da República, "é o combate ao desemprego" e "a confiança é uma chave que pode abrir a janela de esperança no futuro para os nosso jovens". Cavaco Silva lembrou os cerca de 800.000 portugueses desempregados e os cerca de 150 mil jovens que não têm emprego. "É preciso mobilizar toda a comunidade portuguesa para conseguir inverter a tendência para a queda da produção económica e a queda do emprego", referiu, defendendo que "o futuro do nosso país vai depender muito da capacidade, como comunidade, para criar um ambiente favorável ao investimento empresarial, à produção de bens que concorrem com a produção estrangeira, que podem ser exportados ou substituir produtos que neste momento são importados". Ressalvou, no entanto, que "ao mesmo tempo" é preciso manter "a coesão social" e, para isso, considera necessário "mobilizar todas as forças, todas as iniciativas, todas as regiões do país", com destaque para o papel das autarquias. A reportagem: http://sicnoticias.sapo.pt/economia/article1399999.ece.

SANTA COMBA DÃO REGISTA MARCA "SALAZAR" PARA VENDER PRODUTOS LOCAIS

o que diriam os alemães se fosse criada uma marca "Hitler" para vender queijos e vinhos?

Ideia parva, ideia de milhões, chamem-lhe o que quiser, mas um conjunto de oportunistas vai utilizar o nome de um ditador para ganhar dinheiro pois, segundo eles, este nome "vende" best-sellers... Só em Portugal, um país onde ninguém se insurge, poderia permitir uma vergonha destas, para além do facto de que registar um nome de um político como seu ser altamente inconstitucional. Salazar vai ser marca registada para potenciar a economia do concelho que viu nascer o antigo Presidente do Conselho, Santa Comba Dão, e um dos primeiros produtos com esse cunho será o vinho “Memórias de Salazar”. O projecto da marca “vai contar com a firme oposição” da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP). António de Oliveira Salazar nasceu no Vimieiro, a 28 de Abril de 1889, onde está também sepultado, mas a ideia de recorrer à “marca Salazar” para o desenvolvimento do concelho, como explicou à Lusa o presidente da autarquia, João Lourenço (PSD), “não pretende alicerçar-se no saudosismo nem nas romarias da saudade” em relação ao antigo ditador.

“A nossa é sempre uma perspectiva objectiva e histórica, porque os juízos de valor não têm de ser feitos pela autarquia, têm de ser as pessoas, os historiadores, os investigadores [a fazê-los]. Nós temos apenas de demonstrar a nossa convicção de que o que estamos a fazer é útil para o concelho e para a região. E se temos um vinho “Memórias de Salazar” é porque sentimos que as pessoas procuram essa ligação quando nos visitam”, disse o autarca. António Vilarigues, dirigente do núcleo local da URAP, lamentou que a autarquia prossiga na ideia de recorrer à “realidade trágica” do Estado Novo, “que conduziu à detenção de milhares de portugueses e à morte de centenas”, para alicerçar o desenvolvimento do concelho. “Estamos perante a mesma questão de sempre, a tentativa de reescrever a história daquilo que foi o regime fascista em Portugal”, apontou Vilarigues, sublinhando que “este revisionismo histórico é uma ofensa a milhares de portugueses que sofreram às mãos de Salazar”.

A URAP, adiantou o dirigente do núcleo da união em Viseu e Santa Comba Dão, “nada tem contra a investigação e o estudo daquilo que foi o estado Novo”, mas frisou que “toda a documentação importante está na Torre do Tombo” e, por isso, “aquilo que se pretende para Santa Comba Dão nada adianta”. O objectivo da autarquia – que criou já a Associação de Desenvolvimento Local (ADL) de Santa Comba Dão – é “ligar um nome conhecido em todo o mundo aos produtos da terra”, como é o caso do vinho, criar condições para historiadores e investigadores poderem estudar o Estado Novo e fornecer aos visitantes um espaço que lhes permita contactar com o passado de Oliveira Salazar na sua terra”. A questão comercial e da marca merece “a clara oposição” da URAP, frisou António Vilarigues, que contesta a ideia de ligação das memórias de Salazar ao desenvolvimento quando “é sobejamente conhecido que o Estado Novo produziu subdesenvolvimento, obrigou milhões de portugueses a emigrarem para fugir à miséria e conduziu milhares à morte e às prisões e a 13 anos de uma guerra colonial geradora de imenso sofrimento”. “Todos os dados estão aí para desaconselhar esta ideia. A 24 de Abril de 1974, Portugal era um país subdesenvolvido e com uma pobreza onde todos os índices de desenvolvimento humano o colocavam na cauda da Europa”, acrescentou.

A ideia da autarquia é dar agora um “novo fôlego” ao projecto, criar uma “marca Salazar” e, através da ADL, “procurar investidores que permitam o desenvolvimento integral da ideia, que passa pela recuperação da área urbana do Vimieiro ligada ao património que pertenceu a Salazar e espaço envolvente”. Toda a parte de recuperação patrimonial pode custar, segundo o autarca, dez milhões de euros, dinheiro esse que terá de vir da iniciativa privada, “mas também de entidades públicas” que tenham como missão o desenvolvimento local, sendo que este “é um dos ‘projectos-âncora’ para o desenvolvimento da região Dão-Lafões”. Segundo João Lourenço, “o tempo dos grandes investimentos acabou para as autarquias. Os municípios têm tudo feito, das redes de saneamento aos espaços culturais e desportivos, e, obrigatoriamente, o papel dos municípios terá de ser redireccionado, o desenvolvimento tem de partir de ideias locais”. Em cima da mesa há, todavia, questões por resolver, como o património ainda na posse dos dois herdeiros - Rui Salazar, que vive no Vimieiro e com quem a autarquia “tem tudo bem encaminhado”, e António Salazar, o outro sobrinho-neto do ditador, “com quem decorrem conversações com muitos pormenores por acertar”. (extractos do Jornal Público)

POLÍCIA JUDICIÁRIA ACUSA ADVOGADOS DE FAZEREM CADA VEZ MAIS LAVAGEM DE DINHEIRO DE CLIENTES

as máfias privadas expandem-se e recorrem ao trabalho dos advogados para protegerem os seus bens

Os advogados são cada vez mais procurados por políticos e gestores corruptos para disfarçar a origem de dinheiro sujo, diz a Judiciária, mas parecem ignorar a lei do branqueamento. Em 2011, não denunciaram uma só suspeita à PJ. "Cada vez mais, os branqueadores de capitais, nomeadamente os PEP [Pessoas Expostas Politicamente] corruptos, procuram o aconselhamento ou serviços de profissionais especializados, em particular, os advogados, para ajudar e facilitar as suas operações financeiras, que envolvam esquemas de grande complexidade, visando disfarçar a origem e a propriedade do dinheiro", assinala o relatório que a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária acaba de elaborar sobre a sua actividade em 2011.

ORÇAMENTO EUROPEU À BEIRA DO COLAPSO E SEM DINHEIRO PARA REEMBOLSOS

a má gestão e despesismo da UE continua; não conseguem nem sequer controlar as suas próprias contas

No mesmo dia em que o parlamento alemão, o Bundestag, deu o “sim” à participação da Alemanha no novo Mecanismo de Estabilidade Europeia (MEE), no valor de 500 mil milhões de euros, o responsável pelos orçamentos da Comissão Europeia queixou-se de que o principal orçamento da União se encontra numa situação crítica. Ou seja, enquanto a Europa tenta salvar a Grécia e o euro, o orçamento comunitário está em vias de entrar em colapso. O orçamento da União Europeia está “em vias de entrar em colapso” de pagamentos, porque os grandes contribuintes, solicitados a salvar o euro, se mostram relutantes em aumentar a sua participação, avisou ontem Alain Lamassoure, presidente em exercício da comissão dos Orçamentos do Parlamento Europeu.

A Comissão Europeia deve apresentar a 26 de Abril a sua proposta orçamental para 2013, mas é “pouco provável” que os Estados aceitem um aumento, lamentou-se Lamassoure em Estrasburgo, acompanhado pelo comissário do orçamento Janusz Lewandowski. Os Estados-membros impuseram um orçamento de austeridade para 2012 com despesas limitadas a 129,1 mil milhões de euros, menos que os 133,1 mil milhões solicitados pelo Parlamento Europeu. O comissário Lewandowski confirmou ter dificuldades em encontrar 11 mil milhões de euros para reembolsar as facturas apresentadas pelos Estados em finais de 2011 e disse que está a negociar um orçamento rectificativo para pelo menos metade dessa quantia. “O orçamento europeu não tem um euro de défice, mas está à beira do colapso”, avisou Alain Lamassoure. “Estamos perante um problema político.

A Alemanha, França, Holanda, Finlândia e Áustria, que são contribuintes líquidos, recusam-se a fazer qualquer aumento dos seus contributos nacionais, porque sobre eles recai o peso do resgate do euro e não querem pagar duas vezes”, disse. “Para o médio e longo prazo é preciso dotar o orçamento europeu de recursos próprios”, sublinhou. Um grupo de trabalho debate uma taxa sobre as transacções financeiras, disse, explicando “ser claro que isso não é para 2013”. Entretanto, o conselho de ministros da Alemanha elaborou uma proposta de lei que aprova o mecanismo de resgate e protecção do contágio da crise da dívida soberana na zona euro, que deverá entrar em vigor em Julho. O Mecanismo de Estabilização Europeia tem um limite de 500 mil milhões de euros. Depois do “sim” do governo alemão à proposta de lei, o parlamento terá de a aprovar. O MEE é o fundo permanente que substituirá o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o mecanismo de resgate temporário da zona euro, que expira em 2013. Tem uma componente de liquidez de 80 mil milhões de euros, para os quais a Alemanha, como maior economia da zona euro, tem de contribuir com 22 mil milhões. Depois dos resgates à Irlanda, Grécia e Portugal, o fundo só dispõe de 250 mil milhões de euros, de um total inicial de 440 mil milhões.

OTELO SARAIVA DE CARVALHO DEFENDE INTERVENÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS PERANTE PERDA DE SOBERANIA DO POVO

a perda dos direitos e liberdades do povo justificam uma intervenção militar a curto prazo

O coronel Otelo Saraiva de Carvalho afirmou esta quarta-feira à noite, em Coimbra, que só as Forças Armadas, em nome do povo, poderão resolver o problema da perda de soberania de Portugal. Para o "Capitão de Abril", tal como o que se passava com o governo socialista liderado por José Sócrates, com atual executivo "há esta submissão grande em relação à grande potência atual da Europa que é a Alemanha", com "uma perda de alta soberania" de Portugal. Ao proferir uma palestra no Instituto de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) sobre "As Forças Armadas na Defesa da República e da Democracia Portuguesa", Otelo disse que àqueles que reclamam um novo 25 de Abril responde "sem dúvida que era necessário". "Esta perda de soberania é tão marcante que, foi por isso que eu disse, estão a ser atingidos limites. Quando esses limites forem ultrapassados... E aqui, nesta ligação constitucional das Forças Armadas ao povo, com as Forças Armadas ao lado do povo, em defesa do povo português, aí de facto as Forças Armadas terão que atuar", sustentou. Para Otelo Saraiva de Carvalho essa atuação das Forças Armadas passaria por "uma operação militar que derrube o Governo que está" em funções. "Mesmo apesar de eu saber que o Governo foi eleito. Mas foi eleito em que condições? E atualmente há satisfação dos portugueses em relação ao poder que foi eleito? E se houver outras eleições haverá satisfação? Não!", responde aquele que foi um dos protagonistas da revolução democrática do 25 de Abril, em 1974.

SONANGOL PREPARA-SE PARA DAR GOLPE FINAL NA GALP E PASSAR A LIDERAR A EMPRESA

a posição do Estado Português na Galp mudará radicalmente se a Sonangol ficar detentora maioritária

A petrolífera angolana está a negociar a compra de 16,6% da Eni na empresa portuguesa. A Sonangol não desiste de comprar uma participação directa na Galp e reafirmou o seu interesse na empresa liderada por Ferreira de Oliveira. A petrolífera angolana está a negociar a aquisição de 16,6% dos 33,34% que os italianos da Eni têm na Galp, garantiu um dos administradores da Sonangol à Reuters. "Estamos a trabalhar nesse negócio", confirmou Sebastião Gaspar Martins. "Vamos continuar... Acredito que o negócio será fechado", reforçou. Já na passada sexta-feira, dia 9, a Africamonitor noticiou que a Sonangol poderá tornar-se a principal accionista da Galp e assumir o controlo de gestão da petrolífera nacional, através da compra da posição da Eni. Porém, as negociações entre os grupos angolano e italiano estarão condicionadas por outros interesses, centrados em Lisboa. A informação contraria o que tem sido noticiado até agora. A Sonangol terá, de acordo com a mesma fonte, recebido o aval das autoridades angolanas para avançar com uma proposta de aquisição de toda a posição da Eni na Galp (33,34%), na sequência da recente viagem do presidente do grupo italiano, Paolo Scaroni, a Luanda. Aos 33,34% a comprar à Eni, a Sonangol agregaria os 16% que já detém, de forma indirecta, através da Amorim Energia, accionista de referência da Galp e onde a petrolífera angolana e a empresária Isabel dos Santos têm uma participação de 45%. O empresário Américo Amorim detém os restantes 55% e tem-se mostrado contra um reforço dos parceiros angolanos.

CASO DOS CARTÕES DE CRÉDITO DO GOVERNO SÓCRATES LEVADO A TRIBUNAL INCENDEIA PARTIDO SOCIALISTA

o Governo Sócrates atacou as regalias dos juízes e agora sofre o revés...

“Vingança” e “atitude persecutória” são algumas das expressões utilizadas por socialistas para classificar a decisão da Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) de enviar ao Ministério Público um conjunto de documentos que levantam suspeitas de que os ex-ministros de José Sócrates utilizaram dinheiros públicos para despesas pessoais. Os socialistas relacionam a iniciativa dos juízes com o facto de algumas medidas dos governos de José Sócrates terem atingido os privilégios dos magistrados judiciais. “Parece-me que há uma espécie de vingança e uma atitude persecutória da parte da associação”, diz ao i o deputado socialista Vitalino Canas, lamentando que os juízes tenham avançado com esta iniciativa (que remonta a Outubro de 2010) “quando se sentiram atingidos por algumas medidas”. As férias judiciais ou as alterações ao estatuto dos magistrados judiciais foram algumas das guerras que os juízes travaram com os governos de Sócrates e não falta quem no PS acuse os juízes de quererem “fazer a judicialização da política”. O ex-ministro da Agricultura e agora deputado do PS António Serrano – que pertenceu ao último governo socialista – admite que “é um direito” dos juízes levantarem esta questão, mas classifica-o como “um direito quase folclórico”.

O ex--ministro de Sócrates lembra que os governos do PS “tocaram nos interesses dos juízes” e defende que “a justiça tem problemas mais importantes com que se preocupar”. Uma crítica partilhada pelo deputado José Lello, que aconselha os juízes “a terem juízo e a contribuírem para que o país tenha uma justiça melhor”. “O problema é que não têm juízo”, acrescenta Lello, defendendo que “é absolutamente controverso” que os juízes possam ter uma associação sindical, já que “são um órgão de soberania”. O presidente da ASJP nega qualquer tentativa de vingança em relação aos governos de Sócrates. “Tudo para esses tipos é uma cabala”, diz ao i António Martins, em resposta às críticas dos socialistas. JUÍZES CONTRA JUÍZES A iniciativa está longe de ser pacífica e o presidente da Associação de Juízes pela Cidadania, Rui Rangel, diz tratar-se de “uma aberração e um desprestígio para toda a classe”. Em declarações ao i, Rangel considera “lamentável” e “um tiro nos pés dos juízes” a decisão da ASJP. “Excede manifestamente a legitimidade que lhes é conferida pelo voto”, acrescenta o juiz desembargador, avisando que “a associação não se livra” de ser acusada de estar a ter “uma atitude persecutória”. Este processo foi iniciado em 2010, quando a ASJP pediu aos ministérios e secretarias de Estado – no âmbito da discussão sobre o Orçamento do Estado para 2011 – informações sobre a utilização dos cartões de crédito de uso pessoal dos governantes, bem como sobre os documentos de “processamento e pagamento das despesas de representação”. António Martins diz que, nessa altura, os juízes foram confrontados com “uma atitude de opacidade” e com “desculpas tolas”. Os juízes, perante a resistência dos governantes em fornecer a documentação, recorreram para tribunal e conseguiram que quase todos os ministérios lhes respondessem. A excepção terá sido o Ministério da Defesa, embora – de acordo com um comunicado da ASJP – só dois o tenham feito “integralmente”.

Depois de terem acesso à documentação, os juízes decidiram avançar para o Ministério Público perante indícios de que “alguns membros do anterior governo – não obstante terem recebido despesas de representação por inteiro durante todo o período de exercício de funções – utilizaram cartões de crédito e telefones de uso pessoal pagos pelo Orçamento sem regulamentação e enquadramento legal ou violando o enquadramento legal”. “Tínhamos a obrigação de o fazer”, diz ao i António Martins

CRISE: PORTUGUESES CONSOMEM MUITO MENOS CARNE E MUITO MAIS PRODUTOS BRANCOS

menos vaca, mais porco e legumes da horta é a nova dieta da média das famílias lusas

A crise está a obrigar as famílias portuguesas a mudar os hábitos de consumo. Compram cada vez mais marcas brancas nos super e hipermercados, optam pelos iogurtes, bolachas e cereais básicos e trocam a cerveja, o vinho e os refrigerantes pela água. No raio-X à sociedade em Portugal, os dados são arrebatadores. Na mesa dos portugueses há menos leite e bacalhau. O volume de leite caiu 4,5% nos últimos três meses de 2011, enquanto as despesas com o bacalhau baixaram para 1,4% o ano anterior, em relação ao mesmo período do ano de 2010. Mas é na carne que os números são surpreendentes. Os portugueses consomem menos carne de vaca e apostam mais nas menos dispendiosas, como o porco e as aves. Em 2010, o consumo de carne fresca aumentou 4,8%, com destaque para o porco com 9,1% e para as aves com 6,5%. A carne de bovino manteve os mesmos valores do último trimestre de 2010, ao subir apenas 0,8%. Segundo dados do INE (Instituto Nacional de Estatística), os portugueses cortaram nos gastos com a carne no terceiro e quarto trimestre de 2011, desde que há estudos do instituto sobre a matéria, ou seja, 1996. Os dados foram apresentados ontem no portal “Conhecer a Crise” pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Lisboa.

Os mais de 150 indicadores analisam à lupa temas variados como o apoio social, a balança de pagamentos ou as finanças públicas. Segundo o estudo liderado por António Barreto, a região do Algarve é a mais afectada pelo desemprego, com uma taxa de 17,5% no quarto trimestre de 2011. Por outro lado, é também nesta zona do país que o endividamento das empresas é maior. Só no Algarve há 11,4% instituições que não pagaram os empréstimos concedidos no último trimestre do ano passado. Para combater a crise, os portugueses gastaram menos dinheiro em roupa e calçado e nem as despesas com o carro em combustível escapam. Em Janeiro deste ano, 2,6% dos portugueses optaram por pagar com cartão o combustível em relação ao mesmo período do ano anterior. No mês seguinte, os gastos com o combustível caíram para 0,6% em relação ao período homólogo de 2010. Estes valores comprovam que há menos carros a circular nas estradas portuguesas. Retrato do país. O objectivo do portal é simplificar as informações e permitir aos utilizadores perceber melhor os verdadeiros efeitos da crise.

Apesar dos cortes anunciados pelo Ministério da Segurança Social, o número de beneficiários de abono de família cresceu e em Fevereiro de 2012 chegou a 1 156 526 pessoas. Os beneficiários do rendimento social de inserção aumentaram para 322 919, tendo o valor médio atingido os 91,2 euros. Quanto às aquisições de bens, os automóveis, computadores, máquinas fotográficas, televisores e outros electrodomésticos tiveram uma queda de 31,8% no quarto trimestre de 2011, relativamente a igual período de 2010. No caso do endividamento dos particulares, os empréstimos para consumo e outros fins lideram a tabela das pessoas em incumprimento. A situação agravou-se no quarto trimestre de 2011, com um aumento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado. É o exame a pente fino dos números da crise em Portugal.

ANTÓNIO GUTERRES ALERTA PARA POSSÍVEL EXPLOSÃO SOCIAL NA EUROPA

Guterres partilha da mesma opinião de Mário Soarres

António Guterres, em entrevista à Rádio Renascença, mostra-se muito preocupado com a forma como a Europa está a enfrentar a crise económica e alerta para o perigo de uma “explosão” social na região. “Há uma lacuna base de solidariedade (na Europa), e quando isso acontece, as soluções que parecem óbvias. Um modelo matemático que tente resolver os problemas da economia sem compreender ou sem incluir os dados sociais, é um modelo que se arrisca a uma explosão”, afirma o alto comissário da ONU para os Refugiados. O antigo primeiro-ministro lamenta que as decisões sobre a Grécia tenham sempre sido tomadas “à beira do abismo”, esquecendo o sofrimento das pessoas. O ex-primeiro ministro disse ainda não estar preocupado com “a herança” política que deixou no país e que não tenciona escrever as suas memórias.

SUBSÍDIO DE DESEMPREGO SOFRE REDUÇÕES NA DURAÇÃO E NO VALOR JÁ EM ABRIL

o dia das mentiras, entra em vigor mais um pacto de agressão social contra os portugueses  

As novas regras do subsídio de desemprego vão entrar em vigor a 1 de Abril, depois de o Presidente da República ter dado luz verde ao diploma do Governo que trará consigo uma protecção mais rápida mas por muito menos tempo e menos dinheiro do que até aqui. As consequências mais imediatas, que serão sentidas por todos os que peçam o subsídio a partir do próximo mês, está no valor da protecção. A prestação social continuará a garantir 65% do salário base, mas não poderá ultrapassar os 1.048 euros, contra os 1.257 euros em vigor até aqui, o que penalizará os desempregados com salários acima de 1.615 euros. Ainda ao nível do valor, estão previstos cortes de 10% para quem ao fim do sexto mês ainda não tenha encontrado colocação (estas medidas não afectam quem já esteja a receber ou peça subsídio até 31 de Março). O tempo de atribuição do subsídio continua a depender da idade e tempo de descontos, sendo tanto maior quanto mais velho e maior a carreira contributiva do desempregado, mas sofre cortes substanciais. Passará a vigorar entre cinco e 26 meses, o que significa que os mais jovens perdem quatro meses de subsídio, enquanto os mais velhos perdem um ano de protecção social.

O diploma que saiu da concertação social, com acordo da maioria dos parceiros, apenas traz consigo duas boas notícias: enquanto até agora para ter direito ao subsídio era preciso ter descontado 15 meses nos últimos dois anos , de futuro 12 meses de descontos darão acesso ao apoio, o que beneficiará sobretudo os jovens. Esta medida só avança, contudo, em Julho, já depois dos cortes estarem a ser aplicados. Excepcionalmente durante este ano, as famílias com filhos em que ambos os titulares estejam desempregados terão direito a uma majoração de 10% por cada beneficiário. Como já tinha sido garantido, o diploma acautela que quem já esteja a receber subsídio quando a nova lei entrar em vigor não será abrangido por estas mudanças. E quem venha a perder o posto de trabalho após a entrada em vigor das regras poderá manter o tempo de subsídio de desemprego que acumulou ao abrigo das regras actuais. Medidas como a possibilidade de acumular subsídio com uma remuneração mais baixa ou a protecção social para quem prove ter sido falso recibo verde, já anunciadas, só avançarão no segundo semestre deste ano. Partilhar

FRANCISCO LOUÇÃ ACUSA GOVERNO DE FAZER JOGOS CÍNICOS DE PALAVRAS E DE ESTAR A COLOCAR O PAÍS A SAQUE

o Governo disse que não houve "pagamentos duplicados" indevidos à LUSOPONTE, mas sim "recebimentos"...

Durante um jantar-comício no âmbito das jornadas parlamentares do partido, Francisco Louçã utilizou por diversas vezes a ironia e o humor para criticar o que disse ser "o autoritarismo" do Governo PSD/CDS-PP e as suas explicações sobre casos como o da Lusoponte, da privatização do BPN ou os dividendos na REN e EDP. "O Governo descobriu agora uma nova forma de tratar os problemas e eu quero falar-vos dela, porque ela é imaginosa, não podíamos supor que isto fosse possível. A solução do Governo é: se há um problema, mudamos-lhe o nome, chamamos-lhe uma coisa diferente", ironizou. Sobre o pagamento de dividendos aos novos acionistas chineses e omanitas das empresas energéticas portuguesas, o coordenador do BE usou o mesmo tom, referindo-se ao confronto com Passos Coelho no debate quinzenal para reiterar que está em causa "a palavra" do chefe do Governo. "Dizia então o primeiro-ministro 'não, não, não tem nenhum sentido, como é que é possível?' Veio a secretária de Estado do Tesouro corrigi-lo ontem, dizendo que não haja dúvidas, 36 milhõezinhos são garantidos", continuou Louçã. Em seguida, Louçã referiu-se ao BPN: "Eles estão a inventar uma nova linguagem, uma nova língua portuguesa. Vejam só, ao BPN tinham dado 5.000 milhões de euros, deram mais 600 milhões e agora ainda vão dar 300 milhões a juro zero, mas esses 300 milhões, dizem eles, não são um empréstimo, são uma linha de crédito".

O líder bloquista referiu-se depois ao caso das portagens da ponte sobre o Tejo para acusar o Governo de "pensar que o povo é parvo". "A Lusoponte, dirigida por um ex-ministro do PSD, cobrou as portagens e cobrou ao Estado o que o Estado tinha de lhe pagar se não tivesse recebido as portagens dos automobilistas. Pagaram duas vezes? Não, diz o Governo com um ar indignado. Dois pagamentos? Não, houve dois recebimentos. É uma nova língua", disse. Neste contexto, Louçã afirmou que "afinal o problema do Governo não é o Acordo Ortográfico". "O problema é que não falam português, inventaram uma nova língua que é o 'financês', que, aliás, se conjuga com 'hipocrês'. É uma nova língua", disse, com ironia. Mais à frente, Francisco Louçã apresentou o que disse ser "o resumo que não podia ser mais claro da falta de transparência, de respeito, de responsabilidade", referindo que "uma empresa que tutela as águas de Barcelos ficou com a água de oito municípios do distrito de Aveiro", após ter ganho 172 milhões de euros numa disputa legal por "não ter sido gasta água suficiente" no município onde está fixada. "O contrato garantia que era paga a água gasta e a água não gasta. Não gastaram o suficiente, não desperdiçaram água, não abusaram da água, multa sobre essa gente. Há quem tenha um contrato que pode impor 172 milhões de euros num município como Barcelos", criticou. Para Louçã, o caso prova que "o país está a saque".

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO: "GOVERNO ESTÁ A TRANSFERIR CUSTOS ELEVADÍSSIMOS PARA A POPULAÇÃO"

é urgente acabar com este Governo antes que este Governo acabe com as nossas vidas  

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou ontem o Governo de estar "a transferir custos elevadíssimos para as pessoas e a dificultar o seu acesso a cuidados essenciais" de saúde. Depois de se reunir com profissionais da área da saúde num almoço de trabalho, no Porto, António José Seguro afirmou aos jornalistas estar preocupado com "as medidas que o Governo está a tomar, que são cortes cegos [na despesa], dentro de uma política do custe o que custar" e que "estão a pôr em causa o acesso básico ao SNS" e a sua qualidade. Na sua opinião, esta política "vem diminuir a qualidade da prestação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e está a atirar portugueses para fora dos cuidados de saúde que estão habituados a ter". "O Governo tem que olhar para esta situação, que é grave", alertou, acrescentando esperar "que a tragédia não aconteça". Segundo o líder do PS, é preciso não ignorar "os especialistas que já vieram dizer que o número anormal de mortes não se deve apenas à questão dos vírus que são normais nesta altura do ano, e que podem estar associados a outras razões, designadamente de natureza social e económica".

Para Seguro, quanto ao estabelecido no memorando da 'troika', "está tudo a ser feito ao contrário", porque o que lá está é que "é preciso contenção, redução de custos, mas sem pôr em causa a qualidade da prestação dos serviços de saúde". O secretário-geral do PS voltou a afirmar que "Portugal precisa de mais tempo para proceder à consolidação das contas públicas", porque dessa forma os sacrifícios pedidos aos portugueses "não serão tão violentos como o que está acontecer". O aumento das taxas moderadoras e a retirada de transportes a "pessoas carenciadas e que precisam deles para se deslocarem a unidades de saúde", disse, "não fazem sentido". Na conversa com os profissionais de saúde, Seguro percebeu que estes "estão preocupados com a situação concreta dos portugueses", que já pedem para que o intervalo entre consultas seja maior por não conseguirem suportar os custos inerentes. Este almoço integrou-se no primeiro dia da semana em defesa da saúde -- "Avaliar o Presente, Perspectivar o Futuro", que Seguro iniciou no Porto.

SECRETÁRIO DE ESTADO DA ENERGIA ATACOU EDP E... FOI POSTO NA RUA

sugeriu que fossem diminuidas as rendas da EDP para diminuir em 27€/ano as facturas dos consumidores...

Henrique Gomes, secretário de Estado da Energia, é a primeira baixa no governo liderado por Pedro Passos Coelho. Henrique Gomes, que defendeu uma contribuição especial sobre as rendas excessivas no negócio regulado da energia em Portugal, bate com a porta numa altura em que o governo, mesmo sob grande pressão da troika, está dividido sobre a forma de reduzir a protecção dada ao sector, dominado pela EDP. O governo confirmou ontem à noite a demissão do secretário de Estado, avançada pelo “Diário Económico”. O nome de Artur Trindade, actual director da ERSE (o regulador do sector da energia), já foi proposto ao Presidente da República para substituir Henrique Gomes. A justificação oficial para a saída são os tradicionais “motivos pessoais e familiares”. A edição online do “Jornal de Negócios” avança, contudo, que Henrique Gomes já tinha apresentado a demissão na semana passada depois de ter sido impedido de falar especificamente sobre as rendas excessivas na energia de que beneficia sobretudo a EDP. A saída do secretário de Estado é um sinal público da divisão do governo sobre a austeridade a aplicar ao negócio da energia.

No final de 2011, Henrique Gomes apresentou uma proposta de criação de uma contribuição especial para reduzir o custo da energia – a proposta acabou por ser chumbada pelo ministério das Finanças. Vítor Gaspar – aconselhado pelos assessores que mediaram a privatização da EDP – não quis prejudicar o encaixe financeiro do Estado com a venda da eléctrica aos chineses da Three Gorges. Desde essa altura que é conhecido o mal-estar de Henrique Gomes na pasta da energia. O dossiê da energia é um dos pontos fulcrais para a próxima avaliação da troika, para quem a redução do preço da energia é fulcral para a competitividade da economia portuguesa. Segundo apurou o i, quer na segunda missão de avaliação (em que o tema levou três semanas a ser discutido), quer na terceira, os técnicos da Comissão Europeia e do FMI mostraram impaciência e descontentamento sobre a lentidão e hesitações que o governo – Vítor Gaspar e o secretário de Estado adjunto Carlos Moedas – mostram nesta área. A troika impõe agora uma solução, caso contrário Portugal arrisca-se a não receber a quarta tranche. No governo a divisão explica-se em parte com o receio de rasgar contratos assinados e em vigor. O homem que agora entra, Artur Trindade, não será uma escolha próxima das pretensões das empresas de energia, em particular a EDP. “Acompanha o dossiê da revisão das rendas do sector muito de perto e tem uma posição idêntica à de Henrique Gomes”, aponta ao i uma fonte do sector.

BURLA ECONÓMICA NA CGD LEVA À PRISÃO ALGUNS ADMINISTRADORES

os crimes económicos que vêm a público são meras gotas no oceano da corrupção, em Portugal

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e alguns dos seus administradores foram acusados pelo Ministério Público de burla fiscal. Notícia que é avançada na sequência de o "Público" ter dado conta, em Julho de 2011, de que o banco público estava sob investigação. O jornal deu conta de que a fusão da Sumolis com a Compal estava a ser investigada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) por suspeitas de crimes fiscais. Em causa estaria um montante de vários milhões de euros relativo ao pagamento do Imposto Municipal de Transacções onerosas de imóveis (IMT). A Caixa Geral de Depósitos financiou a fusão entre as duas empresas em 2008 e detinha uma posição na Compal, adquirida em 2005 em parceria com a Sumolis. Na operação de fusão, a Compal teria assumido os encargos financeiros da operação, provocando um encargo na empresa que evitaria o pagamento de impostos. À data, a CGD respondeu que "se rege sempre pela preocupação do cumprimento estrito e rigoroso da legalidade transparência e integridade pelo acompanhará tranquilamente a conclusão", acrescentando que repudiava "a forma como o jornal 'Público' tratava o diferendo interpretativo entre a Sumol-Compal e a Administração Fiscal relativamente à operação de fusão" da sociedade. Hoje, o "Económico" cita fonte oficial do banco, que diz que "a Caixa Geral de Depósitos e os seus gestores no exercício das suas funções cumprem estritamente a lei". Jorge Tomé disse que "a lei foi cumprida religiosamente” e referiu estranhar ter sido acusado, uma vez "que não fazia parte dos órgãos sociais das sociedades [em causa]".

ESQUADRAS DA PSP SEM TINTEIROS DE IMPRESSORAS FICAM INOPERACIONAIS

a escrita, ou neste caso, a ausência dela, pode ser uma arma contra a Troika, usada pela PSP

Depois de ter sido assaltada no último fim-de-semana no Cais do Sodré, C. telefonou para a 5.a esquadra da PSP de Lisboa, na Boavista, para saber que documentos deveria levar consigo no momento de apresentar queixa. Mas foi aconselhada, ontem, a dirigir-se à esquadra vizinha do Bairro Alto. A justificação do agente que atendeu a chamada é que ali as impressoras não trabalham há mais de um mês e a queixa não poderia ser formalizada. “Disseram-me que devido à falta de tinteiros o melhor seria ir à esquadra do Bairro Alto”, relata C. Ao i, um agente da esquadra da Boavista confirma que os queixosos estão a ser encaminhados para outras esquadras de Lisboa – nomeadamente a do Bairro Alto, por ser a mais próxima – há cerca de um mês, desde que se acabaram os tinteiros das impressoras: “É uma situação que tem gerado constrangimentos, porque as pessoas nem sempre compreendem e pensam que é má vontade da nossa parte”, acrescenta o agente, que prefere manter o anonimato. Fonte da polícia garante que a situação não é única no comando metropolitano de Lisboa, com “várias esquadras impedidas de registar queixas” devido à falta de tinteiros. No Porto, a inexistência de consumíveis também tem efeitos e já obrigou agentes da PSP a dar boleia a queixosos até às esquadras onde ainda há tinteiros. Segundo o “Correio da Manhã”, na Areosa e em Leça de Palmeira há mais de duas semanas que não é possível formalizar uma queixa.

O comando metropolitano do Porto diz estar à espera de verbas para a reposição dos tinteiros, sublinhado que se tratam de situações “pontuais”. Já a direcção nacional da PSP, contactada pelo i, garante que estes casos “nada têm que ver com falta de dinheiro”. O problema estará relacionado com os os prazos dos contratos de aquisição pública. Ainda na semana passada, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou estar para breve a conclusão de um concurso público internacional para a aquisição de viaturas para as polícias, cujo processo foi iniciado já em Janeiro. “A PSP só pode dar início a qualquer tipo de aquisição depois de, administrativamente, todas as fases dos concursos estarem terminadas”, justifica a direcção nacional. A “crise” na polícia não se resume às impressoras. Há esquadras, como a 83.a, em Carnaxide, sem gás há um mês. E existem outras, garante fonte da PSP, “em que oficiais já tiveram de pagar do seu bolso a mudança de óleo das viaturas policiais”. Além disso, segundo o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Rodrigues, existem “centenas de viaturas imobilizadas por causa de pequenas reparações, sobretudo em Lisboa, no Porto e em Setúbal”. Ontem, o próprio director-nacional da PSP, Valente Gomes, admitiu que a falta de meios na polícia pode ser um factor de “descontentamento” para os agentes. O superintendente garantiu que estão a ser estudados “mecanismos que permitam atalhar a resolução de situações mais prementes, sem pôr em causa os procedimentos da lei da contratação pública”. (in, Jornal i)

MINISTÉRIOS DO GOVERNO SÓCRATES ACUSADOS EM TRIBUNAL POR USAREM INDEVIDAMENTE CARTÕES DE CRÉDITO

tal como aconteceu na Gebalis, os cartões de crédito ilimitado eram usados para os mais variados fins ilícitos

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses enviou ao Ministério Público documentação que aponta para a realização de despesas ilegais por ministros do Executivo de Sócrates, escreve o "Diário de Notícias". "Os documentos e informações que nos chegaram levantam-nos sérias reservas sobre a legalidade dos procedimentos adoptados no que respeita ao uso de cartões de crédito, despesas de representação e uso de telefone pessoal". As declarações ao "Diário de Notícias" são de António Martins, o presidente da Associação dos Juízes, e dizem respeito aos gastos de 15 ministros de Sócrates, incluindo primeiro-ministro, os ministros de Estado e quase todos os restantes ministros sectoriais. À fúria da Associação dos Juízes só escaparam Alberto Martins (então ministro da Justiça) e António Serrano (Agricultura e Pescas) que, segundo os juízes, lhes prestaram toda a informação e colaboração, sendo por isso poupados. O caso remonta a Outubro de 2011 quando, perante a decisão de cortar salários na Função Pública, incluindo aos juízes, estes quiseram saber se, afinal, também os ministros estavam a cumprir a Lei das despesas dos seus gabinetes. Feito o pedido de informação, os juízes não receberam resposta, tendo por isso ido para tribunal.

Após vários acórdãos acabaram por conseguir informação da maioria dos ministérios (a excepção foi o ministério da Defesa de Augusto Santos Silva), ainda que incompleta da maioria dos ministérios. Perante os dados, concluem que há indícios de crimes de peculato e abuso de confiança na utilização de cartões de crédito e despesas de representação. Pelo que enviaram a documentação para o Ministério Público. Fonte da Associação sublinhou que "era preciso apurar se os critério do Orçamento do Estado eram iguais para todos, incluindo os políticos". Não havendo memória de uma acção deste tipo, António Martins garante ao diário: "não procuramos uma exposição pública", acrescentando: "como havia interesse público, nomeadamente por parte da comunicação social, achámos que em função do cumprimento do dever de informação tínhamos de transmitir uma posição final sobre esse tema". Perante a pergunta do DN sobre porque pediram apenas informação ao Governo de Sócrates, António Martins respondeu que, o pedido de informação se deveu a considerarem que na altura das negociações dos cortes salariais tinham o direito a saber essa informação. Como o Governo não a entregou, "o assunto deixou de ser exclusivamente um assunto do interesse socioprofissional dos juízes para ser do interesse público". O jornal não perguntou e o António Martins não explicou se manteve ou pretende manter o mesmo tipo de actuação em futuros cortes salariais ou para os que já foram decididos para este ano pelo Executivo seguinte, liderado por Pedro Passos Coelho. (in, Jornal de Negócios).

COMANDO DA NATO DE OEIRAS PREPARA-SE PARA ENCERRAR

militares de patentes inferiores da NATO de Oeiras já terão recebido guia de marcha para Abril...

A continuidade do comando regional da NATO em solo português passa por se transformar numa estrutura naval, deixando de existir praticamente em solo, o que reduz a sua importância militar mas corresponde à vitória político-diplomática possível para Lisboa. A Cimeira da NATO de Lisboa debateu-se por evitar o encerramento do comando da aliança em Oeiras. Em Outubro de 2010, fonte governamental tinha avançado ao jornal « i » que a decisão já estava tomada há algum tempo. "Se o Comando de Oeiras fechar, outro comando assumirá as suas funções, mas será um erro se a NATO deixar de ter este comando", afirmou o Almirante Vieira Matias ao «i». "Arrisco-me a dizer que será uma perda grande para a NATO, menor para Portugal." Os argumentos que Vieira Matias utiliza na defesa do não-encerramento são racionais: para além de Portugal ter "uma posição geográfica importante, porque faz a articulação entre Atlântico Norte, Atlântico Sul e Mediterrâneo", é um país "membro fundador da NATO, extremamente fiel, e será nocivo para a cultura NATO excluí-lo" no seu plano de reestruturação dos comandos transnacionais.

Para o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, o comando de Oeiras “tem fortes argumentos a seu favor, mas os critérios e parâmetros das decisões quanto à nova estrutura de comandos da Aliança não serão apenas esses”. “A minha posição é aquela que tem sido a posição portuguesa. É indispensável para a nossa perspectiva e para o nosso interesse nacional que haja uma bandeira NATO em território português e que essa bandeira flutue num comando”, disse à Lusa o general Valença Pinto sintetizando a sua posição pessoal e a posição portuguesa perante a questão do comando da NATO em Oeiras. Depois de vários anos a cumprir funções estritamente navais, o comando de Oeiras passou a comando conjunto, tornando-se um dos três deste tipo na NATO, que, nas palavras de Loureiro dos Santos, "organizam e comandam forças nos diversos ramos das Forças Armadas". O processo de revisão da estrutura de comandos da Aliança Atlântica coloca uma vez mais em questão, tal como em 1982, 1999 e 2004, o estatuto do comando de Oeiras, actual Joint Headquarter Lisbon desde a última revisão, em 2004.

DESPEDIMENTOS EM MASSA NO INSTITUTO DO DESPORTO E NO INSTITUTO DA JUVENTUDE JÁ COMEÇARAM COM FUSÃO

estes Institutos já receberam as listas de quem fica e quem sai nas próximas semanas 

O Governo decidiu em Conselho de Ministros em Agosto de 2011 proceder às primeiras fusões e extinções entre organismos na dependência do Estado. As listas de "dispensados" já chegaram aos seus destinos. Serão muitas centenas a aumentarem as filas do desemprego. A fusão do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) e do Instituto Português da Juventude (IPJ), dará origem ao Instituto Português do Desporto e Juventude, I. P. (IPDJ). Adicionalmente foi decidida a extinção da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (organismo que comemoraria este ano o seu vigésimo aniversário) bem como a Movijovem. Destas extinções e fusão resultaram inevitavelmente despedimentos. O governo perspectiva uma redução dos quadros dirigentes de 112 para 43 e uma poupança imediata de 14 milhões de euros. Sublinhe-se que o Governo sublinhou em comunicado que as entidades agora extintas “apresentavam resultados líquidos negativos acumulados e que não demonstravam capacidade para gerar receitas próprias”, sendo este último um critério que, se bastante, poderá justificar a extinções de inúmeras instituições que se encontram particularmente dependentes do Orçamento do Estado.

MESQUITA DE BRUXELAS ATACADA COM FOGO POSTO

as guerras em África e no Oriente que os EUA provocam têm repercussões directas em solo europeu

As tensões criadas pela situação na Síria poderão estar na origem do ataque de ontem contra uma mesquita xiita, no bairro de Anderlecht em Bruxelas. Um homem lançou um cocktail molotov sobre o edifício que foi parcialmente consumido pelas chamas. O líder religioso da comunidade morreu na sequência do ataque, intoxicado pelo fumo e pelo menos uma pessoa ficou ligeiramente ferida. O edil de Anderlecht condenou o ataque, “espero e não duvido que o responsável será punido à altura da violência do ato injustificado e injustificável”. A polícia deteve um homem suspeito de estar por detrás do ataque, alegadamente um muçulmano salafita que teria justificado a ação com a suposta responsabilidade dos xiitas nos massacres na Síria. A correspondente da euronews sublinha que, “o ataque ocorreu apenas alguns minutos antes do início da última oração do dia, o que terá evitado que outras pessoas tenham ficado feridas ou afetadas pelo ataque. De qualquer forma causou enorme consternação em toda a comunidade e as autoridades esperam obter mais informações sobre as motivações do autor”.

"GERAÇÃO À RASCA" DE HÁ UM ANO DEU LUGAR A "PORTUGAL INTEIRO À RASCA"

PEC's e Austeridade só afundam mais a economia e atiram para a rua milhares de famílias todos os anos 

Não é fácil perceber o que mudou para melhor desde que, a 12 de Março, o País assistiu a uma das maiores manifestações de que há memória, sem qualquer estrutura partidária ou sindical por detrás. Na altura, os ingredientes que confeccionaram o protesto foram vários, como recorda Alexandre Sousa Carvalho, um dos organizadores do protesto: a canção “Parva que Sou”, dos Deolinda, verbalizava a insatisfação de uma geração de licenciados que não conseguia encontrar estabilidade laboral; a Primavera Árabe continuava a derrubar ditadores no Norte de África e Médio Oriente. E o Governo Sócrates vivia uma fase de muita contestação. A soma destas partes foi igual a 300 mil pessoas na rua em Lisboa e no Porto. Hoje, a Primavera Árabe procura derrubar mais um líder – desta feita na Síria. Por cá, o Governo mudou, e até trouxe um “bónus”: a troika, pedida por José Sócrates a 6 de Abril, para resolver o problema de financiamento do País. “Um ano depois temos um Portugal à rasca. As medidas que estão a ser tomadas não têm em conta as pessoas, e estão a colocar-nos em recessão. Não há estabilidade profissional, o desemprego continua a aumentar”, lamenta Paula Gil, uma das organizadoras (são quatro) do 12 de Março – que deu origem ao Movimento 12 de Março (M12M). A descrição é facilmente entendível, numa altura em que o próprio Presidente da República se queixa da sua reforma. Alexandre Sousa Carvalho lamenta que a precariedade não tenha sido “tratada”. “Uma das nossas acções, em conjunto com outros movimentos, foi uma iniciativa laboral cidadã, um projecto-Lei para o qual recolhemos 36 mil assinaturas, e que agora está na Assembleia da República. Reunimo-nos com a bancada do PSD para discutir a proposta, e disseram-nos que não a tinham lido, apesar de ela apenas ocupar uma folha A4”, conta um dos membros do movimento. “Além disso, as crises política e económica estão mais graves e o desemprego em níveis que já não víamos há 20 anos”, observa. (in, Jornal de Negócios)

ARMÉNIO CARLOS PROMETE QUE CGTP VAI ENDURECER LUTA PELA DEFESA DO ESTADO SOCIAL JÁ QUASE TOTALMENTE PERDIDO

o Governo continua a cumprir os objectivos da Elite Mundial da NWO: desmantelar os benefícios sociais da classe média

"A CGTP continuará a colocar todos os esforços no sentido de levar os trabalhadores a exigir o respeito pelos seus direitos e a lutarem pela defesa da sua dignidade. Não aceitamos o documento que está neste momento na Assembleia da República, não aceitamos a sua promulgação e tudo faremos para lutar contra a sua aplicação. O primeiro objectivo da greve geral é contra a revisão da legislação laboral, quer para o sector privado, quer para a administração pública. Em segundo lugar, o combate e a contestação aos cortes salariais que se verificaram na administração pública e particularmente contra os cortes do subsídio de Natal e do subsídio de férias. É também uma greve geral contra a desprotecção social com que os desempregados estão a ser confrontados – reclamamos um reforço da protecção social. E é uma greve geral também contra a precariedade, por uma política económica que promova o emprego de qualidade e que simultaneamente dinamize uma política de rendimentos que assegure o aumento dos salários e das pensões", disse Arménio Carlos em entrevista ao Jornal i.

"Em relação aos salários, consideramos que é fundamental o aumento do salário mínimo nacional. As nossas reivindicações não se ficam por aqui, têm uma visão mais estratégica daquilo que queremos para o nosso país: a dinamização do sector produtivo. O nosso sector produtivo tem de responder, não só à problemática das exportações, mas ainda às necessidades internas do país, fornecer produção e serviços ao país, de forma a que possamos importar menos e reduzir por esta via também a dívida. E há ainda outra área para nós muito sensível que é aquela que tem a ver com a prestação dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, particularmente as que se relacionam com a saúde, a educação e a segurança social, a questão dos transportes e também do poder local, que, com a anunciada redução das freguesias, não só põe em causa postos de trabalho, mas também um direito indissociável do bem-estar das populações: a proximidade do poder local para prestar serviços e apoio às populações. Só podemos sair desta situação com crescimento económico, com criação de emprego e criação de riqueza, com uma outra política de rendimentos, pois só assim arranjamos dinheiro para dar resposta às necessidades internas e assumir os nossos compromissos internacionais."

"O que está aqui em marcha é precisamente o contrário disto, a negação do direito ao crescimento. E há outra questão, que está à vista de toda a gente, que é o aumento do desemprego, uma tendência que se acentuará nos próximos tempos. E as alterações da legislação laboral são mais uma peça que vem agravar rapidamente esta situação. Com uma consequência ainda mais dolorosa: é que a maior parte dos desempregados que hoje temos já não recebem subsídio de desemprego – 58 em cada 100 neste momento não recebem subsídio de desemprego – e, se estas políticas forem implementadas, dentro de seis meses, um ano, este número já não será o mesmo, teremos um número de desempregados muito superior sem qualquer tipo de protecção social. Estamos a propor soluções para resolver o problema, enquanto as políticas deste governo e da troika agravam a situação. Se for coerente com aquilo que diz, que está preocupado com a pobreza e o desemprego, a primeira coisa que deve fazer é reflectir sobre o documento que lhe foi apresentado e tomar uma decisão óbvia: não promulgar. Porque os conteúdos do documento que está em discussão pública na Assembleia da República não só promovem a facilitação dos despedimentos como incentivam os patrões a despedir, neste caso concreto a aumentar o desemprego e simultaneamente também as outras propostas visam a aceitação da pobreza. Se houver coerência, é isso que ele tem de fazer – não promulgar." (in, Jornal i).

POPULARIDADE DE OBAMA EM MÍNIMOS HISTÓRICOS

o 1.º Presidente negro dos EUA, uma oportunidade perdida para os afro-americanos, uma desilusão...

A popularidade do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, caiu abaixo dos 50%, dando aos seus adversários políticos margem de confiança para as eleições de novembro próximo, apontam os resultados de uma sondagem, hoje divulgados. A sondagem, realizada pela "ABC News" e pelo jornal "The Washington Post", indica que só 46 por cento dos norte-americanos aprovam a forma como Obama tem desempenhado o seu cargo, enquanto 50% reprovam. Estes dados contrariam os resultados de um estudo anterior, datado do início de fevereiro, em que 50% dos inquiridos aplaudiam a "performance" do Presidente, contra 46% que discordavam. Segundo a pesquisa, a quebra na popularidade de Obama pode ser atribuída nomeadamente à escalada dos preços dos combustíveis, que "ameaçam" afetar a já lenta recuperação económica dos Estados Unidos. A sondagem, realizada por telefone entre os dias 7 e 10 de março, possui uma margem de erro de cerca de quatro pontos percentuais.

SARKOZY QUER FECHAR FRONTEIRAS DOS PAÍSES EUROPEUS

Sarkozy, um neo-fascista francês, até já imita a mímica de Hitler nos seus discursos

Nicolas Sarkozy entra em palco como se fosse o pugilista Muhammad Ali, dando palmadas nas mãos das pessoas, ou fãs, que estendem os braços para o cumprimentar. Pronto para deixar nocaute a livre circulação dentro do espaço Schengen, o presidente francês reafirmou ontem a necessidade de proteger melhor as empresas e as fronteiras europeias e defendeu a revisão do acordo que prevê a liberdade de circulação de bens dentro desse espaço. Ameaçando suspender a participação da França no Acordo de Schengen, caso não se estabeleça “um governo político de Schengen” no prazo de um ano, o líder francês defendeu também a criação de uma iniciativa, “Acto Compre Europeu”, para estimular a economia na zona euro. Argumentando que “o acordo de Schengen não permite continuar a responder à gravidade da situação”, devido a um fluxo cada vez maior de imigrantes que chega ilegalmente à Europa, Sarkozy, que procura um segundo mandato como presidente francês, sublinhou que o controlo dos fluxos migratórios não deve ser deixado apenas “nas mãos de tecnocratas e dos tribunais”. Para Sarkozy, que luta para diminuir a distância para o favorito na corrida presidencial, o socialista François Hollande, “deve punir-se, suspender ou excluir de Schengen um Estado que falhar, assim como se deve punir um Estado da zona euro que não cumpra com as suas obrigações”. No entanto, o presidente não se poupa a esforços para obter um resultado alentador na primeira volta a 22 de Abril para ganhar ímpeto para derrotar Hollande na segunda volta a 6 de Maio.

REPRESENTANTE DO CONSELHO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS ALERTA PARA A PREOCUPANTE "EMIGRAÇÃO PARVA"

uma reportagem da SIC demonstrou como um emigante chegou à Suiça e ficou com 60 euros no bolso e sem emprego

Só na construção saem 9.000 por mês para empregos incertos ou "à aventura" pela Europa. Mas rapidamente descobrem que a emigração já não é solução, na maior parte dos casos. Caem em escravidões não remuneradas ou são mal-tratados, como foi o emigrante ilegal português estucador na Bélgica, deixado a morrer num beco depois de ter caído de um andaime. Uma reportagem da SIC Notícias deste sábado, demonstrou como um português da construção civil gastou tudo o que tinha num bilhete de autocarro para a Suiça ficando apenas com 60€ no bolso. Quando chegou o telefone para onde ligou não funcionava. Ali ficou com lágrimas nos olhos, sem rumo e desesperado...

Emigrantes portugueses na Suíça a dormir na rua. Outros sem dinheiro para comer. Um casal que tentou mudar a vida em Inglaterra mas não tem, sequer, dinheiro para regressar a casa. A emigração está a aumentar, mas a Europa já não é solução. Anúncios falsos nos jornais, colocados talvez por companhias de aviação e de autocarros de linhas europeias para apanhar "patos". A expressão "emigração parva" é usada pelo representante do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) no Luxemburgo, Eduardo Dias, para descrever a nova vaga de pessoas que tem chegado ao País do centro da Europa. São casais, entre os 35 e os 50 anos, que chegam com os filhos menores e sem garantias de trabalho, sem falar a língua e transportando apenas o conceito (errado) de que há um emprego à sua espera ao virar da esquina. Rapidamente ficam sem dinheiro, sem casa, à mercê de uma pobreza não assistida, num país onde não entendem a língua.

FALÊNCIAS DE RESTAURANTES ANUNCIADAS HÁ UM ANO JÁ AUMENTARAM PARA 68%

luxo, localização e inovação, são alguns truques que permitem alguns sobreviverem ao mercado de crise

Tiago Taveira explorou durante quatro anos um restaurante nas Caldas da Rainha. Investiu 250.000 euros, mas a crise e a subida do IVA obrigaram-no a abandonar o negócio. Este ano está a encerrar, em média, pelo menos um estabelecimento de restauração por dia, mais 68% em relação a 2011. E a situação vai-se agravar com o pagamento do IVA deste ano. Veja a notícia desenvolvida na edição do Correio da Manhã de hoje (12.03.2012).

GOVERNO DEMITE ADMINISTRAÇÃO DAS ESTRADAS DE PORTUGAL MAS DEIXA DE FORA AUTORIDADE NACIONAL P/ SEGURANÇA RODOVIÁRIA (ANSR)

já agora por que não demite o Governo o presidente (Paulo Marques) do ANSR?

O Governo já decidiu a estratégia a seguir na ressaca do caso Lusoponte. Uma vez perdida a confiança política nos três administradores da Estradas de Portugal que estão em funções, o Governo preferia a sua demissão imediata, mas tem um plano B: a nomeação de um presidente que assegure a relação de confiança entre uma empresa pública e a respectiva tutela e, no entendimento do Governo, o seu normal funcionamento. O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, foi claro na declaração que concedeu ao Expresso, no sábado: "terei de reflectir seriamente sobre a situação que se criou". Qual situação? A Estradas de Portugal reteve ilegalmente, segundo o instituto regulador do sector (INIR) um pagamento de 4,4 milhões de euros à Lusoponte pela não cobrança de portagens na Ponte 25 de Abril em Agosto. Mesmo tendo a Lusponte, por indicação do Governo, cobrado a referida portagem no ano passado, o contrato de reequilíbrio financeiro (FRA-8) impõe que o não pagamento seria uma violação ao acordo. Neste processo, o papel da Estradas de Portugal e da sua administração - reduzida a três desde que há um ano e meio Almerindo Marques e e Eduardo Gomes apresentaram a demissão - foi, no entender do Governo, lesiva das responsabilidades do Estado. A Estradas de Portugal - o braço financeiro do Governo nas relações com os concessionários - reteve o pagamento, e a Lusponte queixou-se ao regulador, que lhe deu razão. Posteriormente, suportado num parecer de um assessor técnico, Sérgio Monteiro ordenou o pagamento. Mas a desconfiança em relação à empresa, que também é acusada de divulgar publicamente documentos sobre este processo nas últimas semanas, estava perdida. A primeira ideia era demitir os três administradores, mas isso teria custos de indemnização que o Governo não quer pagar.

PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL DIZ QUE "MINISTRO DAS FINANÇAS É FORRETA"

Vítor Gaspar em vez de Álvaro Pereira à frente do QREN são más notícias, diz António Saraiva da CIP

Todas as confederações patronais portuguesas querem que seja o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, a coordenar os fundos comunitários e não o ministro das Finanças, Vitor Gaspar. António Saraiva, da Confederação Empresarial de Portugal, receia que, "sendo forreta, não se promova dinâmica na economia." Todas as confederações patronais portuguesas - agricultura (CAP), comércio e serviços (CCP), indústria (CIP) e turismo (CTP) - querem que seja o ministro da Economia a coordenar os fundos comunitários (QREN) e a ter a última palavra sobre os dinheiros europeus. António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), explicou ao JN porque não quer Vítor Gaspar a ter a última palavra na questão da gestão dos dinheiros do QREN: "As finanças são como as empresas. Quando a gestão da empresa fica na direcção financeira, a direcção comercial ressente-se, os clientes ressentem-se. Se deixarmos esse dinheiro nas finanças com a falta de recursos que temos hoje, e usando uma figura popular - forreta - receio que sendo forreta, os recursos são escassos, não se promova dinâmica na economia e nós precisamos de alguma audácia e risco".

CARLOS CÉSAR PEDIU FIM DA AUSTERIDADE A PASSOS COELHO PARA OS AÇORES

também Carlos César considera que o que é demais, é demais...

Em declarações aos jornalistas, na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, depois de ter sido recebido por Pedro Passos Coelho durante mais de duas horas, Carlos César adiantou que os Açores pretendem "ir ao mercado para ter 150 milhões de euros, embora isso não constitua qualquer acréscimo de endividamento líquido", precisando "do apoio do Estado para esse efeito". Por outro lado, o presidente do Governo Regional dos Açores defendeu que "não é necessário aplicar medidas de restrição ou de austeridade a uma região que já cumpre com todos os rácios e com todos os indicadores que o país procura atingir, e ainda não atingiu". Carlos César deixou ainda uma reivindicação relativa ao endividamento das empresas regionais: "Tal como o Estado afecta valores do fundo de pensões da banca ou o pagamento de endividamentos bancários de empresas públicas do Estado e da Administração Local, e estando aí até incorporadas contribuições na ordem dos 2,5 por cento dos Açores, também não me parece excessivo que esse fundo também possa contribuir para melhorar a situação das empresas regionais do ponto de vista também do seu endividamento".

QUEBRA NOS CEREAIS OBRIGA A IMPORTAÇÃO DE MAIS DE 100 MILHÕES

tempos de guerra económica: cereais mais caros em altura de crise levará ao aumento do preço do pão

Com 100 mil hectares de produção de cereais já condenada, os mais de 2.500 produtores afectados pela seca que se instalou em Portugal já perderam 40 milhões em investimento na produção, segundo a Associação Nacional dos Produtores de Cereais (ANPOC). Mas se os produtores já estão a perder, a falta de oferta nacional para a procura do país vai levar o impacto da seca às contas públicas. “Num quadro geral, Portugal vai ter de aumentar a sua exposição aos cereais importados”, avançou Bernardo Albino, presidente da ANPOC, especificando de seguida que cada hectare produz pouco mais de 5 toneladas de cereais, tonelada essa avaliada em 200 euros. Contas feitas, os cem mil hectares perdidos vão obrigar a comprar 105 milhões de euros a produtores de fora. Isto quando o equilíbrio da balança comercial é crítico para apaziguar a troika. Mas a factura que a seca vai impor ao país e aos produtores ultrapassa os cereais. Das batatas à saúde animal, passando pelo feijão, pelas couves ou pelas ervilhas, os riscos actuais para a agricultura ainda são imprevisíveis. A Confederação Nacional de Agricultores (CNA) chamou a atenção do i para os riscos acrescidos que a falta de chuva cria à produção deste ano: a falta de pastos está a obrigar os produtores de ovinos, caprinos e bovinos a incorrer em custos inesperados com rações – e o aumento da procura está a fazer disparar os preços até 80%. Depois há a questão dos terrenos. “A continuada ausência de chuva, se persistir em Março ou Abril, ou se a chuva não surgir de forma lenta e constante, vai deixar mais culturas em risco”, apontou Armando Carvalho, dirigente nacional do CNA.

ALUNOS ENDIVIDAM-SE PARA ESTUDAR: O MODELO NORTE-AMERICANO IMPLEMENTADO PELOS GOVERNANTES DA NWO

dificultar a educação, ou seja, estupidificar a população é um dos objectivos da NWO para escravizar a população mundial

Bancos aprovaram só num mês mais nove milhões para este ano lectivo, com o Estado como fiador. Incumprimento já ultrapassa os 1,4 milhões de euros. Os estudantes universitários portugueses continuam a endividar-se para conseguir pagar os estudos. Só no primeiro mês das candidaturas para este ano lectivo, apontam os dados fornecidos ao Negócios pela Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM), foram concedidos mais 725 empréstimos, no valor de nove milhões de euros. Desde que, em 2007, arrancou o sistema de crédito com garantia mútua para estudantes do Ensino Superior, em que o Estado se assume como "fiador", mais de 16 mil alunos endividaram-se em quase 200 milhões de euros para conseguir o "canudo".Partilhar

OBRAS DO PARQUE ESCOLAR CUSTARAM 5 VEZES DO QUE O PREVISTO

 as obras de construção derrapam aos milhões e é o Estado que tudo paga sem questionar estes "estranhos" incumprimentos

Ministro diz que a auditoria da Inspecção de Finanças mostra que cada obra subiu quase 13 milhões de euros. As obras da Parque Escolar, responsável pela requalificação da rede pública de escolas, tiveram um custo superior em 450% face ao inicialmente estimado. O ministro da Educação e Ciência revelou ontem no Parlamento que tem já em seu poder a auditoria pedida à Inspecção Geral de Finanças, a qual, garantiu Nuno Crato, mostra que cada obra realizada por aquela empresa pública teve um custo real de 15,45 milhões de euros, sendo que o valor estimado para cada uma rondava os 2,82 milhões de euros. Ou seja, ficou cinco vezes e meia mais cara que o valor orçamentado. Esta terá sido uma das conclusões da auditoria que, segundo o membro do Executivo, "está concluída" mas que nem o ministério das Finanças nem a o da Educação quiseram ontem divulgar por inteiro aos jornalistas. Por saber, fica o valor total do desvio nas contas. No entanto, durante a audiência na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, o ministro revelou ontem que a auditoria mostra que a Parque Escolar "deveria ter estabelecido tectos máximos do investimento para cada obra" e não o fez. Além disso, a auditoria sublinha que a empresa "deveria ter feito uma apreciação crítica da arquitectura antes de avançar com as obras." Nuno Crato reforçou esta ideia e disse que a Parque Escolar "não o fez" e que, por isso, "houve uma subida de custos muito elevada", tendo sido esta uma das principais razões do endividamento da empresa que tinha previstas 332 intervenções em escolas. Por revelar também ficou o futuro da Parque Escolar. O ministro indicou que ainda está por concluir a auditoria do Tribunal de Contas, estando já na fase de contraditório.

MAIS DUAS IDOSAS ENCONTRADAS MORTAS EM CASA

23.000 idosos vivem completamente sós ou isolados; a morte chega silenciosa...

Duas mulheres, de 80 e 70 anos, foram encontradas mortas em casa pelos bombeiros, em Lisboa, na terça-feria à tarde. Uma mulher de 80 anos foi encontrada já cadáver pelo Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) em Lisboa numa habitação na Rua S. João da Praça. Fonte do RSB disse que o corpo foi descoberto pelas 14.30 horas de ontem. Duas horas mais tarde, o regimento foi chamado à Travessa do Barbosa, onde encontrou outro cadáver, também de uma mulher, com 70 anos.

AUTO-ESTRADA A32 ÀS MOSCAS DEPOIS DE TER CUSTADO 11 MILHÕES POR KM

a construção de estradas é precedida de estudos; quem fez o estudo de tráfego que levou à construção deste elefante branco?

A A32 foi inaugurada há cinco meses e dá a sensação de ter tido mais gente a falar dela do que a percorrê-la. A autoestrada que custou 11 milhões por quilómetro (386 milhões, no total) está às moscas. A Brisa e a Auto-Estradas Douro Litoral divulgam, esta quarta-feira, os dados de tráfego das suas concessões para o quarto trimestre de 2011. No que diz respeito às estradas do Norte, serão conhecidos dados para a A1, A4 e A3 e ainda da concessão Douro Litoral - A41 Picoto/Ermida, A43 e A32.

SARKOZY: "HÁ DEMASIADOS ESTRANGEIROS EM FRANÇA"

foi com ideias xenófobas destas que Hitler iniciou a sua saga contra a Europa

Nicolas Sarkozy, candidato à sua própria sucessão, durante um debate televisivo com o socialista Laurent Fabius afirmou que há demasiados estrangeiros em França. No mesmo debate sublinhou o seu desempenho durante a crise económica que abalou o mundo, desempenho que não foi partilhado por Fabius. “…São os franceses que julgarão. São eles que perguntarão se durante a crise eu os protegi. Se perante a violência que se bateu sobre o mundo, a Europa, a França, fiz bem o meu trabalho, ou se falhei. Depois olharão para François Hollande e perguntarão se ele teria feito melhor”, destacou Sarkozy. “Não. Fará melhor”, retificou Fabius Na ocasião, Nicolas Sarkozy prometeu ainda que, caso seja eleito, reduzirá para metade o número de imigrantes acolhidos cada ano, estimado em cerca de cem mil. Nas mesmas circunstâncias anunciou que também criará um imposto sobre os lucros das grandes empresas.

DÍVIDAS DE HOSPITAIS A FARMACÊUTICAS COLOCAM VIDAS EM RISCO

a falta de compressas para cirurgias no Hospital de Almada foi um alerta para a gravidade e implicações do problema

Os hospitais públicos estavam a dever, em Janeiro, mais de 1.300 milhões de euros aos laboratórios farmacêuticos, mais 30 milhões do que no mês anterior. O prazo médio de pagamento fixou-se nos 478 dias, tendo também crescido face a Dezembro (476 dias). O Centro Hospitalar Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente) é a entidade que mais deve aos laboratórios (mais de 175 milhões de euros), mas o Centro Hospitalar do Nordeste é o que deve demora mais tempo a pagar (899 dias), segundo os dados hoje divulgados na página da internet da associação portuguesa da indústria farmacêutica (Apifarma). O prazo médio de pagamento aos laboratórios derrapou 105 dias face a Janeiro do ano passado, altura em que os hospitais públicos deviam 983 milhões de euros. Os ministros da Saúde e das Finanças já disseram que será libertada a verba de 1.500 milhões de euros, proveniente da transferência de fundos de pensões da banca, para pagar dívidas dos hospitais às farmacêuticas. Esse pagamento começará a ser feito em Abril, mas o modo que será feito está a ser negociado entre o Ministério da Saúde e a Apifarma. Os ministros da Saúde e das Finanças já disseram que será libertada a verba de 1.500 milhões de euros, proveniente da transferência de fundos de pensões da banca, para pagar dívidas dos hospitais às farmacêuticas. Esse pagamento começará a ser feito em Abril, mas o modo que será feito está a ser negociado entre o Ministério da Saúde e a Apifarma.Partilhar

TRANSTEJO SUSPENDE BARCOS DEVIDO A PLENÁRIO DOS TRABALHADORES

entre as 13h25 e as 16h20 os passageiros terão de aguardar pelo fim da reunião...

O Grupo Transtejo anunciou hoje que as ligações fluviais entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, vão parar na tarde de terça-feira devido a um plenário dos trabalhadores. Os trabalhadores da empresa Soflusa, que pertence ao Grupo Transtejo, vão realizar um plenário no Barreiro, que vai originar a paralisação das ligações entre o Barreiro e o Terreiro do Paço das 13:25 às 16:20 e no sentido inverso entre as 13:25 e as 16:50. Os trabalhadores estão contra as reduções de horários no transporte fluvial e as alterações de escalas de serviços, temendo despedimentos no futuro. Vão também analisar uma proposta dos trabalhadores da empresa Transtejo, que pertence ao mesmo grupo, para a marcação de um dia de greve nas duas empresas, de três horas por turno, ainda durante o mês de março. O grupo Transtejo anuncia que o terminal do Terreiro do Paço será esta terça-feira encerrado nos períodos de paralisação das ligações "por questões de segurança".

EM PORTUGAL 23.000 IDOSOS VIVEM COMPLETAMENTE SÓS

solidão, isolamento e maus tratos à 3.ª idade são reflexo de uma sociedade insensível, pobre e convertida ao novo-riquismo 

A GNR identificou 23 mil idosos a viver sozinhos ou isolados, mais 7.405 do que na "Operação Censos Sénior" realizada no ano passado, revelou hoje aquela força de segurança. Segundo dados fornecidos à agência Lusa, dos 23.001 idosos identificados pela GNR , 18.082 vivem sozinhos e 2.483 residem em locais isolados. A Guarda Nacional Republicana registou ainda 2.436 idosos que vivem sozinhos e isolados. A segunda edição da "Operação Censos Sénior" decorreu entre 15 de janeiro e 29 de fevereiro e teve como objetivo registar todos os idosos que vivem sozinhos ou em locais isolados na área de responsabilidade da De acordo com aquela força de segurança, este ano foram registados mais 7.405 idosos do que no ano passado, quando a operação permitiu identificar 15.596. O distrito com mais casos é o de Bragança, com 2.442 idosos a viver sozinhos ou isolados, seguindo-se o de Santarém, com 2.131, Évora, 2.037, Guarda, 1.912, Castelo Branco, 1.810 e Viseu, com 1.897.