OS ILUMINADOS DA BAVIERA (II)

"teremos um governo mundial,...pela força ou com consentimento" (Paul Warburg, senador)

«Quantos adeptos existiriam, vivendo disfarçados entre a normal humanidade, ocultando cuidadosamente o seu avançado estado por detrás de uma vulgar máscara de respeito, estupidez ou resignação? […] Um verdadeiro adepto poderia interpretar qualquer papel ou padecer qualquer humilhação para cumprir a sua “obra especial” (o satanismo).» (in, As Máscaras dos Illuminati, Robert Anton Wilson)

O canadiano William Guy Carr, autor do clássico “Fumo vermelho sobre a América”, resume assim os objectivos dos Illuminatti: «a destruição do mundo tal como hoje o conhecemos, aniquilando a cultura ocidental e o cristianismo, assim como as nações clássicas. Em troca, apoiarão a fundação de um governo planetário que instaurará um culto mundial a Lúcifer e reinará sobre uma massa homogénea de seres humanos desprovidos de qualquer diferença de raça, cultura, nacionalidade ou religião, e cuja única função será trabalhar escravizados ao serviço dos seus amos. Para forçar o exército definitivo, os Illuminati haviam-se infiltrado em sociedades internacionais, partidos políticos, lojas maçónicas, bancos e grandes empresas, religiões organizadas… Impulsionando desde estas todo o tipo de movimentos subversivos, crises financeiras e políticas, guerras e conflitos até criar uma instabilidade mundial insuportável. Nessa altura, “quando as massas, desesperadas pelo caos que as rodeia, buscarem alguém que as tire da desgraça, os Illuminati apresentarão o seu rei, que será aclamado por todos em todo o mundo e tomará assim o poder.»
(in, Illuminati, Paul H. Koch, Editorial Planeta SA, 2006, Barcelona)

OS ILUMINADOS DA BAVIERA (I)

Adam Weishaupt, funda os ILLUMINATI da Baviera, em 1776

«No primeiro de Maio de 1776 (1+7+7+6=21, nº do PODER na Cabala), um obscuro personagem chamado Adam Weishaupt fundou uma sociedade secreta conhecida como “os Iluminados da Baviera” ou “Illuminati”. Ainda que os seus cultos remontassem aos cultos pré-cristãos e maçonaria medieval, intervieram de forma notável nos principais acontecimentos dos últimos três séculos da história da humanidade» (in, Illuminati, Paul H. Koch, Editorial Planeta SA, 2006, Barcelona).

Pode-se afirmar que o actual desmoronar do mundo foi previsto ou “planeado” maquiavélica e cautelosamente por um grupo de pessoas ditos “iluminados” exactamente há 233 anos!!!... Parece incrível, mas Paul H. Koch, reputado especialista em dinâmica de grupos e organização de sociedades, actualmente professor universitário em Viena, doutorado em Humanidades, História e Ciências Sociais, nascido em Hamburgo em 1953, dedicou os últimos anos da sua vida a resumir documentação fundamental que lhe permitiu concluir o seu profundo estudo sobre esse grupo intitulado “os Illuminati”. No seu livro “ILLUMINATI” faz uma importante abordagem histórica, crítica, prospectiva e contemporânea do fenómeno em si, com um método isento de fundamentalismos conspiratórios, sempre na tentativa de chegar à verdade comprovada dos factos, o que faz desta obra científica uma verdadeira bíblia sobre o tema, onde cada página é inseparável do todo, pois cada uma representa uma peça do gigantesco puzzle da TRAMA mafiosa dos ILLUMINATI, de proporções e impacto globais.

Uma grande guerra pode estar próxima, provocada pelo confronto entre o sionismo político e o Islão, já prognosticado por Pike Y Mazzini (adeptos dos Illuminati) e que poderá conduzir a um posterior cataclismo final. Os sintomas e sinais da sociedade global, manipulada por políticos e grupos macroeconómicos chefiados por ILLUMINATI’s, prenunciam já a previsão Maia (na qual se baseia uma parte importante do misticismo deste grupo) de um “grande final” da humanidade, não definitivo mas de proporções absolutamente catastróficas, em Dezembro de 2012, o qual poderá dar início a uma NOVA fase da humanidade, a NOVA ORDEM que profetizam e reclamam. Perante este cenário, Koch propõe dois caminhos: baixar os braços vivendo alegre e despreocupadamente ou, um caminho mais nobre, lutar para mudar este estado de coisas, cada um como puder, à sua maneira… Os ILLUMINATI não têm necessariamente que ganhar ou “prevalecer”, pois já foram vencidos noutras épocas…

OS MÍDIA: SUBCULTURA DE MASSAS

a televisão, com os seus "REALITY SHOWS" infinitos e vazios de conteúdo...

A quem interessa manter na total ignorância os milhões de pessoas que assistem às televisões que emitem programas e conteúdos vazios de informação, cultura e conhecimento? E porquê manter propositadamente estas pessoas numa cultura inferior? Corresponderá isto a uma estratégia de retirar “PODER” aos cidadãos de todo o mundo, de os manter entretidos com banalidades sem consequência para a VIDA REAL? Porque afinal de contas, CONHECIMENTO e SABEDORIA são as principais armas contra a manipulação, prepotência, controle e poder… Adriano Camargo Monteiro fala-nos deste fenómeno no excerto que abaixo se transcreve.

«Podemos observar que, disseminada pelo mundo, existe uma cultura inferior que apela e faz apologia ao que há de mais baixo e degradado na existência. Há também a nobre cultura útil e dignificante, mas percebemos que é sufocada pela grande massa que não se interessa e se agarra à própria ignorância e à degradação cultural e social. Como as grandes massas humanas não buscam elevar-se e evoluir conscientemente, é interessante para os governos mantê-las na ignorância e estupidez, bombardeando-as com pseudocultura para escravizá-las. Os MÍDIA, que manipulam a opinião pública, com os seus programas vulgares, de entretenimentos fúteis, estúpidos e prejudiciais cumprem o papel de idiotizar a grande maioria de indivíduos fracos, inconscientes e mecanóides para mantê-los distraídos, iludidos, dispersos e confusos com infindáveis informações inúteis e “ordens” de acções subliminares. Infelizmente é uma subcultura entorpecedora e desagregadora do ser, cheia de modismos efémeros e modernismos que não expressam nada mais além de degradação repetitiva e enfadonha e não contribuem em nada para o autoconhecimento, auto-respeito e expansão das potencialidades da consciência.»
(in, A Revolução Luciferiana, Adriano Camargo Monteiro, Madras Editora Lda, 2007, São Paulo)

ISRAEL E O III REICH

Shimon Peres, visivelmente contente com a sua xenófoba ofensiva militar

A forma como Israel decidiu invadir a Faixa de Gaza e os territórios palestinianos, lembram a invasão de Hitler à Polónia, facto histórico que marcou o início da 2.ª Guerra Mundial. Estes factos são a prova viva que uma sociedade “dita civilizada” como os israelitas, são capazes dos actos mais bárbaros e com a maior falta de objectivos militares, políticos e diplomáticos que se tem visto nas últimas décadas, demonstrando uma xenofobia cinicamente mascarada de estratégia defensiva contra “perigosos terroristas”. Claro que os palestinianos disparam rockets, contra os poderosos mísseis israelitas e bombardeamentos pesados, criando uma tortura constante, diária, “em directo” debaixo da qual são obrigados a viver no seu próprio território. Avançam as tropas israelitas e disparam a matar indiscriminadamente, porque trata-se “apenas” de palestinianos, sem o poder bélico da sua potente máquina militar, uma das mais tecnologicamente avançadas do mundo. Os palestinianos são um povo miserável que tenta sobreviver nas condições mais bárbaras que se possa imaginar: transportar vacas e ovelhas por túneis de terra escavados entre “um campo de concentração” e o Egipto numa repetição da história do povo hebreu: pensei nunca vir a assistir na minha vida a imagens tão degradantes da miséria humana!!!... E a grande maioria das pessoas do mundo assiste em directo na televisão, sentados nas suas poltronas, bebendo uma cervejinha e a fazer zapping de canal em canal, para ver onde há mais sangue…

Mas quem é, afinal, Shimon Peres?...

«Eleito presidente de Israel em Junho de 2007 […] o estadista de 84 anos tem uma longa carreira política. Peres, que nunca venceu diretamente uma eleição nacional em Israel, mas ocupou por duas vezes o cargo de premier […]. Nascido na Polónia, Peres migrou para o Oriente Médio antes de Israel ter se transformado num Estado e galgou postos dentro do Partido Trabalhista como aliado do primeiro premier do país, David Ben-Gurion. Como ministro da Defesa no final dos anos 1950, Peres negociou um acordo secreto com a França para lançar o programa nuclear israelita, usado pelo Estado judaico, segundo especialistas, para produzir armas atómicas. […] Em 1995, depois do assassinato de Yitzhak Rabin. Peres recebeu o Nobel da Paz junto com Rabin e Yasser Arafat, presidente palestino já morto, pelo acordo de paz interino em 1993, o primeiro selado entre os israelenses e os palestinos. Em 2005, Peres abandonou o Partido Trabalhista para participar da criação do partido Kadima, de centro, junto com Olmert e com Ariel Sharon, o ex-primeiro-ministro que está em coma há dois anos, desde que sofreu um derrame». (in, Blogue da jornalista Valéria Reis, http://valeriareis.blogspot.com)

DEMAGOGIA INFORMATIVA

a inflacção não é sentida por "alguns", com ordenados "um pouco" acima da média

É triste ter de ler notícias como a que passo a transcrever parcialmente, publicada num jornal gratuito fornecido nas estações da CP no dia 07.01.2009: “Queda de inflação para 1% em 2009 aumenta poder de compra dos portugueses – FAMÍLIAS VÃO TER MAIS DINHEIRO DISPONÍVEL”. E continua: “Para este ano, Banco de Portugal prevê recessão de 0,8%, depois de o PIB ter diminuído nos últimos seis meses de 2008. Os portugueses que consigam manter o emprego ao longo deste ano vão beneficiar de um aumento do poder de compra”.

Depois de toda a informação que circula em todos os MEDIA como é que um jornal se pode dar ao luxo de publicar uma provocação destas?...Haja mais idoneidade informativa, formativa e ética profissional. Por favor!!!… E esta outra, publicada no dia 08.01.2009 noutro jornal equivalente: "os portugueses estão a sorrir cada vez menos desde 2003, o que pode estar relacionado com a crise económica e social, conclui um estudo do Laboratório Facial da Emoção". É pá, que laboratório é este e que parvoíce vem a ser esta...?

DIPLOMACIA MUNDIAL…

a tradicional foto de "la famiglia", de políticos claro, porque das outras já não há...

É de ficar espantado ou não com a opinião pública, face à RECESSÃO “ARTIFICIAL” MUNDIAL?...Existe opinião pública?...

Será que as pessoas de todo o mundo não se conseguem aperceber que, em grande parte, esta “pretensa” recessão mundial que alastrou globalmente num par de meses, como se fosse um vírus mortal, não é senão um dos maiores embustes da história da economia mundial, tal como o foi a recessão de 1929?... Estados a financiarem bancos, através do dinheiro dos próprios contribuintes, desemprego exponencial, falências a caminho de um recorde nunca antes atingido, colapso financeiro de inúmeras multinacionais, políticas de extrema-direita em inúmeros países como justificação da crise… Afinal qual o papel dos milhões de políticos, economistas e analistas financeiros pagos pelos contribuintes de todo o mundo para gerirem os territórios que habitam?

Está provado que palavras como POLÍTICO, ou DIPLOMACIA, pertencem definitivamente ao léxico do século XX. No século XXI, face ao exponencial alastrar das máfias no seio dos políticos que tiveram início em todo o tipo de sociedades secretas e organizações pouco transparentes, fizeram com que se perdesse definitivamente a confiança nestas “figuras” diplomáticas, anteriormente credíveis ou fiéis dignatários e representantes justos do povo, da república e da democracia. Já sem qualquer efeito prático positivo nas vidas pessoais e sociais dos cidadãos, o político é agora sinal e sinónimo de ludibriador, enganador, mentiroso, mafioso, corrupto... Esta subversão “induzida” na sociedade, do papel diplomático original do político, pelo próprio comportamento corrupto e prepotente do político, está a levar a uma “doce” e “consentida” instalação de sociedades de extrema-direita “induzidas” pelos mesmos políticos, por todo o planeta, como forma de “salvação”, dos problemas por eles criados. Pescadinha de rabo na boca, portanto…

Os políticos ou a política, tal como a conhecemos no século anterior, claramente já não servem à democracia, aos direitos humanos, à justiça e até ao progresso tecnológico tão esperado para o século XXI. Mas então que sistemas e modelos implementar na gestão das sociedades do futuro, sem ser, claro, a EXTREMA-DIREITA, o NEOFASCISMO, e os FUNDAMENTALISMOS que alastram rapidamente por todo o mundo?...

MENOS “JUSTIÇA” EM 2009

em 2009, tribunais portugueses a funcionarem como os hospitais, em ruptura

Os tribunais portugueses demonstram-se preocupados face ao panorama da profunda crise económica nacional que levará à ruptura dos tribunais portugueses que já se encontram em situação de grande congestionamento. As falências das empresas, o não pagamento de prestações ou dívidas, os conflitos por falta de dinheiro, o aumento da criminalidade violenta e do pequeno furto, a violência doméstica, levarão, devido à falta de pessoal e condições físicas ao acumular de processos e consequente arquivamento de inúmeros processos, considerados “menos prioritários”. Se os tribunais vão estar congestionados, onde vão ser aprisionados todos os condenados durante este aumento exponencial de “criminosos”?... Afinal a JUSTIÇA é mesmo relativa, não é?...Mudam-se pequenas variáveis na equação e o que hoje é criminoso pode ser um “bom cidadão” amanhã…

As sociedades europeia e mundial, face a um “abanão” económico, revelam as suas fragilidades, como peças de dominó que desabam em segundos, com um simples toque…

GÁS: UMA QUESTÃO ESTRATÉGICA

os gasodutos são construídos devido a interesses e "políticas privadas" das empresas

O grande problema do gás na Europa não reside no facto de a Rússia ter fechado as torneiras do seu fornecimento à União, a qual depende em cerca de 55% desta energia proveniente daquele país. Acima de tudo, trata-se de uma questão de gestão territorial e diplomacia política. Os extensos gasodutos são infra-estruturas caras e que, nos dias de hoje, já não fazem sentido por múltiplas razões. Produzir gás ou energia no outro lado do mundo e fazê-la transportar a distâncias incomensuráveis não é uma medida lógica do ponto de vista da gestão económica, ambiental e territorial. Os resultados estão à vista…

Com o avanço da tecnologia, neste princípio do século XXI, seria de esperar que as nações de todo o mundo, e sobretudo a União Europeia, implementassem e dinamizassem a construção de soluções locais, regionais e nacionais para o problema energético. Substituir tecnologias obsoletas nas indústrias por tecnologia “verde” modernizada custa dinheiro e um grande esforço económico, e de certo que esta não é a melhor altura para investimentos. Mas os problemas vão surgir e têm de ser resolvidos. A população mundial de milhões de pessoas, não pode estar sentada, ao frio, à espera das lentas decisões políticas e das ainda mais lentas soluções técnicas industriais. A grande máquina da indústria está lentamente a parar e se parar, é a morte de muitos milhares de pessoas por todo o mundo… Será que esta estratégia fratricida interessa a alguém?…De certo que sim, caso contrário, em vez de se criarem ainda mais problemas, apareceriam soluções…

OS BANQUEIROS E A GUERRA…

a tradicional árvore de natal de NY, defronte do "simbólico" Rockefeller Center

«Teremos um governo mundial […], pela força ou com consentimento”, afirmava antes da 2.ª Guerra Mundial o “iluminado” Paul Warburg, banqueiro norte-americano. Arséne de Goulevitch no seu livro “o Czarismo e a revolução” descreveu como “os principais financiadores dos fundos da revolução (russa), certos círculos de britânicos e americanos que durante muito tempo prestaram apoio à causa revolucionária russa”. […] Em Fevereiro de 1949, o diário New York Journal American expunha as impressões de John Schiff, neto de Jacob (Schiff), que afirmava que o seu avô havia investido um total de vinte milhões de dólares para que o movimento bolchevique triunfasse na Rússia. […] Com o passar do tempo descobriu-se que J.P. Morgan e a família Rockefeller haviam igualmente investido naquele insólito negócio, que, ideologicamente, não podia ser mais oposto ao seu tipo de actividades. De Goulevitch também apontava os britânicos Sir George Buchanan e o Lord Alfred Milner como inspiradores, em parte financeiros, em parte teóricos, da Revolução Soviética.»

«A “humanitária” ajuda da família Rockefeller foi compensada com contratos como o que permitiu adquirir a favor da Standard Oil de New Jersey, 50% dos campos petrolíferos russos no Cáucaso, que haviam sido teoricamente nacionalizados. […] Segundo um relatório do banqueiro e embaixador dos Estados Unidos na Rússia, Averell Harriman, em Junho de 1944, […] Estaline reconhecera que “cerca de dois terços da grande organização industrial da URSS haviam sido construídos com a ajuda ou apoio técnico dos Estados Unidos”. A ajuda foi também bélica. O New York Times de 15 de Fevereiro de 1920 destaca “a espectacular despedida” que a cidade soviética de Vladivostok rendeu a um contingente norteamericano que, entre 1917 e 1921, havia proporcionado a ajuda militar necessária para que o regime soviético pudesse “expandir-se para a Sibéria”. Os magnates do petróleo dos Estados Unidos estavam especialmente interessados por essa enorme e, em geral, inóspita massa de terreno, devido às grandes quantidades de crude detectadas durante as prospecções.»

«O fluxo de ajudas impulsionadas pela oligarquia dos Estados Unidos infiltrada pelos Illuminati nunca cessou. […] Depois da queda da URSS um documento do Kremlin que veio a público confirmava que um dos magnatas que financiou desde o primeiro momento a revolução soviética foi Armand Hammer. Não deixa de ser interessante que Albert Gore sénior, pai do político de mesmo nome que foi vice-presidente dos estados Unidos com Bill Clinton […], trabalhou boa parte da sua vida para Hammer. O próprio Al Gore júnior impedira, desde que fora colocado na Comissão de Relações Exteriores do Senado, várias investigações federais que pretendiam aclarar todas as relações entre Hammer e o governo soviético.»
(in, Illuminati, Paul H. Koch, Editorial Planeta SA, 2006, Barcelona)

“PUTOS” E VINHO VERDE…

a pipa e o garrafão, dois ícones do Portugal profundo, estão de volta "à vida"

Feito a martelo, de boa ou má colheita ou verde quase azedo, o que é certo é que, depois da pedofilia bem “tolerada” pelos portugueses, o consumo de vinho em Portugal, nos próximos meses, promete ser um sector em franco crescimento, contrariando totalmente a tendência do consumo face à recessão mundial. As tabernas, casas de pasto, tascas, adegas ou “bodegas” (termo espanhol) vão deixar de ser museus vivos das nossas tradições bem portuguesas do ESTADO NOVO, lojas para turistas, para renascerem enquanto mercado vivo e se encherem de desempregados a afogarem as suas mágoas. Com as famílias a perderem os seus empregos, sem poderem pagar as suas despesas básicas do mês, dívidas ou prestações bancárias, resta-lhes beber até cair para o lado, para esquecer, tal como se fazia antes do 25 de Abril…

A partir dos anos 90 deu-se uma grande substituição deste tipo de “negócio do vinho” pelo do café, e as tradicionais tabernas foram dando lugar às pastelarias em todas as esquinas e cantos. Por muito mau que estivesse o negócio, a “bica” dava sempre, e a acompanhá-la um salgadinho ou bolo sempre iam mantendo este tipo de negócio. Aos almoços servia-se uma sopita e uma “sandocha” barata. Mas agora muitas pastelarias têm os dias contados. Os empregados das empresas voltaram a levar os recipientes térmicos com café e bolos feitos em casa para o serviço. As pastelarias menos centrais ou encerram as portas de vez ou são compradas por “bandos” de brasileiros que rapidamente conseguem encontrar outras “viabilidades” mais lucrativas (e não é a servir cafés, garanto-vos!!!) para fazer face à enorme carga fiscal que têm de enfrentar ao que se vêm somar os exíguos lucros e enormes despesas e investimentos. Os “bêbedos” já se começam a acotovelar dentro e fora das tabernas… O cheiro a vinho voltou… Aaahhh, como adoro este Portugal único!!!... Já diz o ditado: “PUT(…)S E VINHO VERDE”…Tudo o que um bom "português suave" precisa para ser feliz nesta dura terra…Tá-se!

ELES E ELAS, CARECAS…

é das carecas que eles gostam mais?

Já todos repararam, com certeza, que cada vez há mais homens carecas e mulheres a perderem cabelo em quantidade. Um homem careca até pode ter a sua “pinta”, mas uma mulher… Se até os MORANGOS COM AÇUCAR falam nisso, já todos deviam saber… Bem o caso não é muito falado, por causa de algumas máfias envolvidas, mas rapidamente se chegam a algumas conclusões, com informações retiradas daqui e dali… Para além do factor excesso de sexo (visto que na última década se praticou mais sexo em todo o planeta do que em toda a existência humana planetária), que faz o organismo consumir todas as suas reservas de vitamina “E” acumuladas até à exaustão deixando insuficientes reservas para as células da pele, unhas e cabelo. Este enfraquece, mas o golpe de misericórdia é dado com shampoo’s de má qualidade química ou pelas toneladas de produtos de fixação para cabelo - gel, cera, lacas – que se acumulam com sais da transpiração e bloqueiam por completo os poros capilares, levando ao enfraquecimento sucessivo das raízes até ao ponto limite da queda de cabelo, que pode ser irremediável.

Claro que hoje existe a técnica de implante de cabelo, que apesar de não ser a mesma coisa que ter um cabelo saudável, tem o mérito de retirar o aspecto de cabeleira incompleta, pelo menos. Nos últimos anos, apareceram no mercado português algumas empresas especializadas em “salvar” os cabelos que restam das cabeças dos portugueses, frente a esta verdadeira “guerra” de “terra queimada” nos couros cabeludos nacionais. No entanto os preços são exorbitantes. Poderá, no entanto, optar por uma limpeza em profundidade das raízes do cabelo em cerca de 30 sessões (geralmente o mínimo). O cabelo fortalece, eles ficam contentes porque cobram cerca de 1.500 € e vendem uns produtos com o custo de cerca de 250€ por ano. O cliente também fica contente, pois da possível recuperação total das raízes (caso ainda existam) ao fortalecimento e melhoramento de aspecto do cabelo vai toda uma imagem a manter. Depois bastará fazer manutenção e utilizar produtos de fortalecimento capilar à venda nas farmácias.

A pergunta que se deve fazer é: com tanta certificação europeia para os produtos químicos capilares porque é que os produtos de fixação (gel, ceras, lacas) fazem tanto mal às raízes?... E meus amigos: não queimem toda a vitamina “E” em sexo, senão terão de tomar suplementos desta, por exemplo, através de sementes de linho em cápsulas, comprados na ervanária mais próxima… É barato!!!...Vá lá, vá comprar, trate do seu cabelo, porque se não for você a fazê-lo mais ninguém o fará!!!...

PIADA DO ANO: SÓCRATES PEDE MAIORIA ABSOLUTA!!!...

rir sempre foi o melhor remédio para os problemas, mas quem ri por último...

Ainda o ano vai no início mas já existe uma forte candidata a PIADA DO ANO. Na entrevista da SIC de 5 de Janeiro, José Sócrates pede aos portugueses uma nova maioria para as próximas eleições legislativas. Rir à gargalhada é a primeira coisa que nos vem à cabeça, mas quando começamos a pensar nas habituais promessas dos políticos semanas antes das eleições e como os portugueses têm memória curta, o sorriso desaparece. É que com muito azar, esse cenário até pode acontecer. Mas se acontecer, o melhor é o resto dos portugueses que acreditam na democracia e na liberdade, terem as malas prontas e zarparem para países democráticos, se encontrarem, na altura algum, pois ao ritmo a que a NOVA ORDEM ECONÓMICA MUNDIAL “processa” a sua “vantajosa” recessãozinha estratégica global para ver cumpridos os seus ideais de extrema-direita, bem pode ter dado início uma nova ERA FASCISTA por todo o mundo…

Como irão reagir os portugueses face à opção entre um Estado de Ditadura e um Estado de Direito…? Porque, por enquanto, ainda podem escolher…

“O DIA EM QUE O MUNDO PAROU”

cerca de seis milhões de camionistas pararam em toda a Índia, em protesto

No início de Janeiro, num terminal rodoviário em Mumbai, na Índia milhares de camionistas pararam até conseguirem resultados positivos com o governo para baixar o preço do gasóleo e dos pneus, essenciais para a sobrevivência do sector. Em todo o país somaram cerca de seis milhões!!!... A TOYOTA resolveu parar a produção durante 11 dias, em todo o mundo, face ao excesso de produção que tem em relação às vendas previstas para o sector em 2009 face ao cenário de recessão mundial. Investir nesta fase representa um “suicídio colectivo”. O líder dos medicamentos genéricos na União Europeia, Adolf Merkle, “parou” de viver, por suicídio, devido às centenas de milhões de Euros que perdeu na bolsa devido a acções que tinha investido na Volkswagen que envolveram o caso Madoff. Depois da recusa de alguns bancos em emprestarem dinheiro para salvarem a empresa, Merkle suicidou-se ficando imóvel na linha de comboio quando passava um comboio de mercadorias.

Também devido ao conflito Rússia-Ucrânia, o fornecimento de gás à Europa foi reduzido repentinamente em cerca de 100% na Eslováquia e República Checa e em cerca de 50 % em países como a Ucrânia e a Sérvia. “Pessoal”, preparem-se para o frio a sério porque com os ventos polares previstos de Janeiro a Março, sem gás!!!… Parece que PARAR é a palavra de ordem do momento, ou seja, antes que as coisas piorem ainda mais, é melhor pararmos todos, pensarmos bem no que andamos cá a fazer, e depois… irmos todos plantar batatas, porque ao ritmo que isto vai, se não há dinheiro, ao menos tem de haver que comer!!!... No filme “até ao fim do mundo” de Wim Wenders, realizado em 1991, este cenário aconteceu por todo o mundo, num momento frágil em que o desespero fez a humanidade esperar pelo pior: um ataque nuclear maciço que teria inicio num conflito interno, na Índia…

MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL

Laurinda Alves, jornalista idónea, "uma lufada de ar fresco" na política nacional

Tal como Hércules, fazia o seu destino, contrariando os deuses do Olimpo, Laurinda Alves, jornalista de renome enfrentará o Parlamento Europeu, esse grande “Centro de Negócios” em que se transformou a União Europeia… A líder do MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL propõe um Portugal diferente, um movimento cívico, por maior justiça, transparência e verdade, contra o medo, crença e controlo das políticas tradicionais, que cada vez menos servem o cidadão e cada vez mais os interesses exclusivos do Estado e de certos grupos económicos, com contornos bastante totalitários de políticas extremas e estéreis para o cidadão, cada vez mais desprotegido de direitos civis.

Temos fé neste Movimento pois o século XX demonstrou-nos claramente como funcionam as MÁFIAS partidárias nos bastidores de cada partido político, onde se acotovelam os caciques ávidos de “TACHO” e os “BOYS” capazes de tudo para satisfazerem os seus patronos a troco de um ordenado garantido… A juntar a isso, os partidos políticos tradicionais representam o imobilismo do nosso país, a hierarquia “pré-definida”, que defende meramente os “mais velhos” em detrimento do “sangue novo” logo “sugado” pelos vampiros que defendem a todo o custo a máxima salazarista: “ANTIGUIDADE É POSTO”.

FORÇA, Laurinda Alves, mostra-lhes do que são feitas as pessoas de fibra que acreditam que Portugal não é um monte de imbecis cheios de senilidade política e mafiosos homens de negócios capazes de levar este país para o abismo!!!...

PAZ EM ISRAEL: “OPERAÇÃO CHUMBO ENDURECIDO”...?

ISRAEL, berço do Cristianismo, 2.000 anos depois alvo potencial da apocalíptica JIHAD

Os políticos israelitas são xenófobos, de extrema-direita e conseguiram estragar o natal não apenas dos palestinianos mas de todos os cidadãos do mundo, destruindo com um só gesto, todo o “trabalho feito” no Iraque em anos de sacrifícios humanos e económicos para conseguir reduzir o fundamentalismo da sociedade muçulmana naquele país e nos países periféricos. O presidente israelita, Shimon Peres, rejeitou no dia 4 de Janeiro a possibilidade de uma trégua na Faixa de Gaza, mas garantiu que o país não pretende ocupar aquele território palestiniano. Este presidente devia ter vergonha em assumir cinicamente uma postura tão pretensamente diplomática perante todos os países do mundo, já que “defende” a “Paz” em Israel. Mais um exemplo de um político que anuncia uma coisa e executa outra… Este tipo de político deveria ser imediatamente banido do cargo por pressão das Nações Unidas. De outra forma, para que servem tantas e tantas reuniões sobre PAZ, quando vemos em frente aos nossos olhos morrerem inocentes crianças numa chacina bárbara medievalesca em pleno séc. XXI, originada por uma nação que se diz “desenvolvida”…?

As palavras de PAZ de Shimon Peres estão bem patentes nos nomes das ofensivas militares que lançou sobre GAZA e contra os Palestinianos: “OPERAÇÃO CHUMBO ENDURECIDO” e “ARRANCAR PELA RAÍZ”, bem como nos 130 alvos preliminares que escolheu, como escolas, hospitais e edifícios públicos. Onde está a moderação diplomática contra terroristas, tão criticada dos americanos com nomes tão “ecológicos e limpos” como: “TEMPESTADE NO DESERTO”…? A XENOFOBIA quando assumida publicamente por Chefes de Estado de países de tal desenvolvimento, fazem avizinhar um 2009 muito mas muito mais negro do que à partida se poderia pensar. ISRAEL, conseguiu num acto simples, convocar finalmente a JIHAD, a MÃE DE TODAS AS GUERRAS, unir de uma só vez, em massa, o povo muçulmano contra o resto do mundo. Agora sim, podemo-nos preparar para ataques terroristas suicidas em qualquer esquina. Muito mas muito obrigado senhor Shimon Peres!!!...

ROCK N ROLLA, O FILME DO ANO

GUY RITCHIE desmantela "à martelada" a MÁFIA LONDRINA em estilo neo-JAMES BOND!...

Guy Ritchie, ex-marido de Madonna não nos podia ter brindado com melhor obra cinematográfica sobre a MÁFIA LONDRINA e europeia. Finalmente arrancou para os grandes ecrãs, “EM GRANDE”!!!... Esperemos que o júri de Hollywood se deixe apenas levar pela excelente obra de arte que este realizador e argumentista nos apresenta. É que depois do excelente filme The Departed (Entre Inimigos) de Martin Scorsese (que arrecadou vários Óscares em 2007, entre os quais melhor filme do ano), passado em Boston, e que “desmantela” várias gerações de mafiosos de várias nacionalidades e profissões, com infiltrados até no Departamento Estatal da Polícia de Massachusetts que tece uma intrincada armadilha à Unidade de Investigação Especial, nada faria esperar um filme que o superasse ainda mais!!!...

Guy Ritchie faz-nos mergulhar no realístico mas violento submundo da MÁFIA LONDRINA, onde italianos, americanos e russos se juntam numa intrincada rede de interesses que escapa à violenta velocidade dos factos. Mostrado com enorme perícia artística e cinematográfica, quer no intrincado mas perceptível argumento, realização sublime e subtis efeitos especiais, que conferem drama real à acção sem mostrarem violência gratuita ou demasiado explícita.

ROCK N ROLLA pode muito bem ter sido uma pedra no sapato, no relacionamento de Guy Ritchie com sua ex-mulher, Madonna, que não será totalmente estranha a este submundo da MÁFIA, que envolve quase todos os famosos… Mas também, quem precisa da sombra da Rainha (do POP), em terras de Sua Majestade, depois de realizar tal obra-prima?... Para além dos óscares devidos, Guy Ritchie deveria receber igualmente a condecoração máxima, por exemplo da ORDEM DO TEMPLO, embora sabendo que não é grande adepto de MÁFIAS, SOCIEDADES SECRETAS e honrarias, pois revelou-se um digno CAVALEIRO da VERDADE. Guy Ritchie desmantela com fortes marteladas o que tem de ser desmantelado: a hipocrisia de tapar a verdade social com a mentira jornalística dos MEDIA. A MÁFIA apodera-se a grande velocidade de todos os pequenos ramos da frágil sociedade europeia e mundial que se desmembra, agora, nos seus valores fundamentais…

2009: POLÍTICA DE (DES)EMPREGO

"2010: a Space Odissey II"

Ainda mal começou o ano e já os noticiários “in-formam” o público da “BOA NOVA”: despedimentos das multinacionais por todo o mundo, notícia aliás já esperada…A NOVA ORDEM ECONÓMICA MUNDIAL em desespero para colocar a fase final do seu plano em acção, antes que percam a oportunidade: desempregar para enfraquecer o povo e de seguida instituir regimes de extrema-direita por todo o mundo. É preciso não perder tempo!!!... Andem, falta pouco para 2010 o grande ano da ODISSEIA NO ESPAÇO!!!... Como portugueses nem sequer já nos podemos a candidatar como “camponeses da Europa”, humildes servos dos “Senhores” dos países mais ricos, porque cada vez “mais”, temos “menos” quotas de produção também neste sector económico. São agora os pobres países recém-chegados da Europa de Leste que estão vocacionados a este humilde “papel”, tão esperançados estão, como nós estivémos nesse “MILAGRE ECONÓMICO” chamado “UNIÂO” europeia. As multinacionais, como abutres, migram apressadamente para esses países a montar as suas indústrias de produção de larga escala, seja de calçado, seja de sexo, pois é lá que a mão-de-obra está barata!!!...Assim “aguentam-se” mais uns meses face à RECESSÃO. Mas "NÓS", PORTUGAL, ficámos fora dos muros desta grande UNIÃO ECONÓMICA, essa grande NOVA ORDEM, essa grande MEGALÓPOLIS GLOBAL, tal como os pobres e desgraçados ficavam fora das muralhas das cidades, durante a IDADE MÉDIA.

Se nos outros países da Europa e do mundo a coisa vai mal, por cá será muito pior. É que a juntar à nossa tradicional história centenária de miserabilismo económico, se já em tempos de NÃO CRISE Portugal se revela contrário às tendências dos mercados de trabalho que evoluem com a economia e se especializam, imagine-se perante uma RECESSÃO MUNDIAL… Assim, prepare-se para o desemprego, com um sorriso nos lábios: não se esqueça que, em qualquer entrevista de emprego, um português com muita experiência é posto de parte por ter “EXCESSO DE CURRICULUM”, assim como ter mais de 30 anos já é considerado um bibelô na prateleira. Revelar iniciativa não é igualmente visto com bons olhos pelo empregador pois “contraria” séculos de história hierárquica: ANTIGUIDADE É POSTO (nunca esquecer)!!!... A “CUNHA”, esse neologismo e estigma salazarista, próprio de sociedades não evoluídas, mafiosas, garante da HIERARQUIA, do MEDO e do PODER CORRUPTO, vai imperar de novo, em larga escala. Minta em tudo o que puder: na idade, na experiência profissional, seja falsamente modesto, diga sim a todas as condições absurdas do seu empregador, mesmo se este sugerir sexo implícito (se não sugerir, sugira VOCÊ!!!). Talvez assim tenha a sorte de ser seleccionado de entre centenas ou milhares de candidatos, mesmo que o seu emprego seja para durar apenas alguns meses, semanas ou horas!!!...

Em desespero, os U2 vão a Marrocos e compõe o seu novo álbum: “no line on the horizon”. Em Espanha, cresce o mercado paralelo das empresas não declaradas ao fisco (cabeleireiros em casa “é mato”) e a venda e tráfico de droga. Por cá o panorama nacional será como um padre numa aldeia, que depois de dizer a missa e ter a igreja vazia de fiéis, fecha tranquilamente a porta, mergulhando no silêncio dentro daquelas quatro paredes. Ele meditativo, no interior, continua caminhando, mesmo depois da porta fechada, para a sacristia, onde conta os “trocos” das esmolas, por entre as moedas de cêntimo… e lembra-se: "tal como no tempo de Salazar"...

48 OU 65 HORAS/SEMANA?

um maior número de horas de trabalho "enfraquece" o poder de cada indivíduo

A prova viva de que as políticas europeias estão a regredir a passos largos a cada dia, é o novo pacote proposto no parlamento europeu para a passagem de 48 horas de trabalho semanal máximo obrigatório, para 65 horas, um significativo aumento com consequente perda de qualidade de vida do cidadão europeu!!!... As políticas de exploração do ser humano, típicas dos estados ditatoriais que escravizam o povo são agora apresentadas a todos os parlamentares europeus de forma inequívoca para espanto de todos os europeus!!!...

Em Portugal, ao contrário da maioria dos países europeus, essa normativa das 48 horas raramente era cumprida, sobretudo pelas multinacionais ou grandes empresas que se valem do seu nome e influência, garantindo alguma estabilidade e contratos aos seus trabalhadores através da exploração de um enorme número de horas de trabalho. O trabalhador “veste a camisola” e casa com o trabalho, muitas vezes prejudicando a sua vida familiar e pessoal (muitos divórcios e desentendimentos provêm deste fenómeno laboral). As férias são ditadas pelo empregador conforme as suas conveniências dentro do plano anual de funcionamento. O empregado é uma mera “peça” ou “pau mandado” da fria ““máquina”. Como diz José Gil em “Portugal Hoje: O Medo de Existir” tudo no nosso país não se “inscreve”, ou seja as leis escrevem-se em papel para ficarem escritas e registadas, para serem mostradas aos políticos europeus, mas na prática, raramente se aplicam, ou seja, muitas vezes apenas quando “se dá nas vistas”, em caso de denúncias ou escândalos públicos…

Depois da vergonhosa solução económica da política de financiamento aos bancos é a vez, dos políticos europeus defenderem em exclusivo as multinacionais, contra o cidadão comum. O estudo que se está a levantar na Europa “Viver para Trabalhar” ou “Trabalhar para Viver” acaba por revelar que a inversão das duas palavras, acaba por resultar na mesma injustiça social. Pouco faltará para o parlamento europeu discutir e votar a lei que permitirá instaurar novamente os campos de concentração, como “A SOLUÇÃO FINAL” para a recessão, não?...

“A MORTE DE PORTUGAL”

limpeza étnico-religiosa da "Santa" Inquisição, Autos-de-Fé, Terreiro do Paço

Para Miguel Real, autor deste excelente livro, frases como «para o Nada, a Não-Existência, caminhamos» (in, Ode, D. Leonor de Almeida, Marquesa de Alorna, 8 de Outubro de 1824) ou «desde sempre que nos perseguimos (os portugueses aos portugueses) com veneno e brutalidade» (in, Jornal Público, Vasco Pulido Valente, 14 de Julho de 2007), revelam bem a crise de valores nacionais e morais que os portugueses, enquanto povo, enfrentam na contemporaneidade.

«Ao longo de 400 anos, de D. João III a Oliveira Salazar, Portugal criou uma forma mental e uma visão do mundo que se alimentam exclusivamente da negativização do pensamento oposto, da doutrina contrária, da teoria diferente, nulificando igualmente os seus autores – conceito combatido, autor preso, exilado ou morto, livro queimado ou proibido. O pensador portador da diferença era encarado como inimigo a abater ou a esmagar e o povo – eterno rústico aldeão, alimentado pelas malhas da crendice e da superstição – como massa amorfa ignorante a iluminar e a converter. […] Assim, mais do que filosófica ou reflexiva, a cultura portuguesa tem sido eminentemente ideológica, isto é, enformada ou envolvida por um sentido de Estado que lhe guia a orientação político-social, ora entronizando no poder de uma(s) doutrina(s), ora excomungando a(s) doutrina(s) contrárias. […] de Igreja triunfante e perseguidora até ao reinado de D. João V a Igreja perseguida e humilhada no Liberalismo e na I República, trata-se da mesma forma mentis portuguesa, diabolizadora do pensamento alheio, ora castiço, ora “estrangeirado”, ora religioso, ora ateu, ora metafísico, ora cientifista. […] Contaminado de ideologia, o pensamento português deve a sua existência à configuração político-cultural donde emerge, morrendo com ele.»

«[…] Assim, se quiséssemos definir o tempo moderno e contemporâneo da cultura portuguesa entre 1580 – data da perda da independência – e 1980 – data do acordo de pré-adesão à Comunidade Económica Europeia -, passando simbolicamente pelo ano de 1890 – data do Ultimatum britânico a Portugal -, atravessando 400 anos de história pátria, defini-lo-íamos como o tempo do canibalismo, o tempo da culturofagia, o tempo em que os portugueses se foram pesadamente devorando uns aos outros, cada nova doutrina emergente destruindo e esmagando a(s) anterior(es), estatuídas estas como inimigas de vida e de morte, alvos a abater, e as suas obras como negras peçonhas a fazer desaparecer. Católicos ou erasmitas, papistas ou hereges protestantes, jesuítas ou “pombalinos”, religiosos ou maçónicos, tradicionalistas ou modernistas, espiritualistas ou nacionalistas, cada corrente só se entendia como una e independente quando via o seu reflexo “puro” nos olhos aterrorizados e impuros do adversário, quando o desapossava de bens, lhe subtraía o recurso para a sobrevivência e, em última instância, quando o prendia ou matava, por vezes mesmo “matando-o” depois de este estar morto, como sucedeu com os restos mortais de Garcia da Horta, em Goa, exumados e queimados. Porém, se umas correntes “matavam” o morto, privilégio dos dominicanos da Santa Inquisição, auto-orgulhosamente cognominados os “Cães do Senhor”, outras – animadas do mesmo ódio teológico ou racionalista – “ressuscitavam-no”, como aconteceu com os maçónicos e republicanos face ao legado pombalino, fundado numa das mais impressionantes mitologias culturais alguma vez inventadas em Portugal, erguendo a maior e mais importante estátua do Marquês de Pombal em pleno centro de Lisboa.»

«Assassínios individuais e colectivos (perseguição aos judeus pela Inquisição; perseguição da alta nobreza, dos jesuítas, do “herético” Cavaleiro de Oliveira e de pensadores e poetas pré-românticos pelo Marquês de Pombal; perseguição aos comunistas pela Igreja Católica e pelo Estado Novo no século XX), prisões individuais e colectivas – todos os protagonistas da história da cultura portuguesa, com raríssimas excepções, entre as datas indicadas (1580-1980), têm as mãos sujas e não poucos morreram em desespero às suas próprias mãos […]. […] Guerra de extermínio, como o fez durante mais de um quarto de milénio a Inquisição, como o fez durante trinta anos o Marquês de Pombal, como o fizeram liberais e republicanos durante cerca de um século perseguindo a Igreja Católica, e como o fez o Estado Novo a socialistas e comunistas. […] De 1890, data do Ultimatum inglês, a 1980, data da assinatura do pré-acordo de adesão à Comunidade Europeia (então Comunidade Económica Europeia), Portugal habitou o fundo dos fundos da Europa. Face à comunidade internacional, era indisfarçável o retrato de Portugal como país apenas existente no mapa, onde, mau grado todos os triunfalismos internos historicamente dominantes, da Monarquia Constitucional ao fim da I República, passando pelo fascínio imperial do estado Novo e desembocando no sonho comunista de 1975, conviviam majestaticamente a ignorância cultural, o atraso científico e a miséria económica, dados estatisticamente comprováveis. Em 1974, a taxa de analfabetismo rondava os 50% […]. Hoje, apenas os portugueses com menos de 30 anos conhecem, na ainda breve totalidade da sua vida, uma existência sem repressão política e sem guerra […].»
(in, A Morte de Portugal, Miguel Real, Campo das Letras-Editores SA, 2007)

“PORTUGAL HOJE: O MEDO DE EXISTIR”

os anos 90 marcaram em Portugal um BOOM de consumismo "induzido"

«[…] O Portugal de hoje prolonga o antigo regime. […] O “pequeno”, para o português, é, na realidade, o que para os outros povos representa o “médio”. É no meio dos pequenos objectos que ele se sente à vontade, é neles que investe enchendo a casa de bibelôs, fotografias, cobrindo as paredes com coisas pequenas […]. […] O ser pequeno é a estratégia portuguesa de permanecer inocente, continuando criança. […] Em Portugal […] qualquer promessa é vã. […] Ora se tenta inscrever freneticamente tudo, absolutamente tudo em actas, para que nada se perca, ora reina a maior negligência nos arquivos que ninguém consulta nem consultará (espera-se).»

«[…] A partir do fim dos anos 80 – a afectividade social de antigamente e o familiarismo sofreram golpes decisivos com a desestruturação da família e com […] o enriquecimento súbito, possível, para uma grande quantidade de cidadãos, e a saída definitiva da situação geral, de pobreza em que o país vivera durante séculos. […] A (de) uma modificação brusca de uma economia familiar de poupança para uma economia de consumo desenfreado. […] A poupança não foi apenas uma técnica, por assim dizer, artesanal, de amealhar […]. Foi uma estratégia de sobrevivência […] num país em que não existiam praticamente segurança social e apoio à saúde […]. A poupança não se praticava unicamente nas classes populares, abrangia quase sem excepções as classes médias. […] Poupava-se na comida, na roupa, na casa, nos divertimentos, nos prazeres da vida e de toda a ordem. […] Não é difícil imaginar as consequências de um tal regime de vida, […] controlo permanente, autodisciplina mutiladora da vontade de vida (e da vida da vontade). Além do desenvolvimento de um certo egoísmo social que limita a generosidade e a solidariedade, tão largas em geral nas sociedades de pobreza. […] À lógica de poupança seguiu-se, sem mediações, à lógica do consumismo e do desperdício. […] Mas se a Europa entrou em nós, nós não entrámos na Europa. […] E o nosso frágil tecido económico esboroa-se dia após dia. Portugal arrisca-se a desaparecer.»

(in, Portugal, Hoje: o Medo de Existir, José Gil, Relógio d’Água Editores, 2005)