
Mas como se esta desgraça e a fatalidade da crise internacional (que encaixa e justifica estrategicamente muita da incompetência política dos governantes) não fosse suficiente, ainda se abriu uma nova vertente na política portuguesa: a GUERRA PS-PSD. Agora já assumida publicamente, após a "derrota" PS (que esperava maioria governativa, para continuar a lixar o zé povinho, e lembrar um pouco desse tempo salazarento do Estado Novo) degladiam-se o Presidente da República e o Primeiro-ministro, os candidatos à C.M. de Lisboa, e os demais militantes e simpatizantes... Montam-se cabalas, geram-se conflitos, denunciam-se corrupções, lava-se a roupa suja toda na praça pública. A República portuguesa despede-se dos seus 100 anos da forma mais "porca", que nem lembraria a Rafael Bordal Pinheiro retratar. Logo após as eleições, começam as perseguições e as vinganças. Cavaco persegue Sócrates. Sócrates persegue Cavaco. O DCIAP persegue Paulo Portas e tenta acusá-lo de corrupção. Portas que liderou na campanha legislativa o 3.º partido mais votado é, logo a seguir às eleições, denunciado "por alguém" (provavelmente com ligações ao PS ou ao PSD) para que "baixe a bolinha". Então quem terá interesse nisto? A maioria de influentes nas opiniões do PS pensam que o PP se deveria coligar com o PS e constituir governo. Mas esta denúncia servirá para pressionar Portas a isso (por influência do PS), ou antes afastar essa hipótese para dar espaço a um governo do bloco central (por influência do PSD)? Se esta segunda hipótese for mais verdadeira, então explica-se porque a ala liberal do PSD quer colocar fora da liderança do partido Manuela Ferreira Leite, o mais rapidamente possível...



















