"Mad Max: Fury Road", o filme que vai trazer de volta ao cinema a famosa saga do herói popularizado por Mel Gibson nos anos 70 e 80, terá novo remake mas em 3D. Foi o próprio realizador George Miller quem confirmou que as filmagens estão a ser feitas com as novas câmaras de capatação de três dimensões. A estrela deste novo episódio será, desta feita, um semidesconhecido jovem actor britânico chamado Tom Hardy. Não deixa de ser curiosa esta reedição de um tema do cinema dos anos 80, para seguir a tendência da moda e da arte em reeditar aquela época. Mas o tema está actualíssimo, pois no seguimento da crise económica internacional perpretada pela NWO, prevê-se que o mundo actual possa tornar-se no mundo "imaginado" de Mad Max muito em breve...
PS PREPARA-SE PARA AVANÇAR COM A REGIONALIZAÇÃO
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, afirmou esta semana que a regionalização aumenta a eficiência da admonistração pública e deve ser concretizada ainda nesta legislatura. "Mais do que nunca, precisamos disto", sustentou numa intervenção no âmbito do seminário internacional sobre regionalização, realizado no Porto. Mais comedido foi o presidente da autarquia portuense, Rui Rio, segundo o qual a lei das regiões deve ser submetida a um referendo, para que se chegue a um consenso o mais alargado possível. Mas o que os portugueses devem mesmo saber é que a regionalização vai permitir que a corrupção económica imiscuída com o poder político local vai ser muito mais fácil e com acesso a mais dinheiro, retirado directamente das contribuições dos portugueses.
SÓCRATES "CONDENADO" NO TRIBUNAL EUROPEU
O braço de ferro que Sócrates fez usando a golden share da PT para impedir o negócio da Telefónica (espanhola) sobre a Vivo (brasileira) ultrapassou o direito comunitário da Europa. Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia esteve do lado da razão e apoiou a decisão do Tribunal Europeu: a Telefónica ganhou a causa. Agora resta saber o que vai a Telefónica exigir ao Governo português para cumpriri o negócio. Sócrates tinha dito uns dias antes que a Comissão Europeia estava a manter "posições ideológicas ultraliberais" acusando desta forma Durão Barroso de defender os interesses das multinacionais privadas sobre os direitos dos estados membros. Mas na realidade a golden share portuguesa foi imposta à PT, e agora o tribunal europeu diz ser uma posição "abusiva" aos olhos do direito comunitário... Neste "jogo" o resultado fica: Sócrates 0 - Durão Barroso 2.
CUBA LIBERTA 52 DISSIDENTES
Cuba vai libertar 52 presos políticos, anunciou anteontem em Havana a Igreja Católica. Esperava-se a libertação de cinco deles ao final do dia, enquanto os restantes 47 serão libertados nos próximos 3 ou 4 meses, segundo a agência noticiosa France Press. O acordo surgiu depois de conversações entre o presidente cubano, Raul Castro e o cardeal Jaime Ortega. Esta será a maior libertação em massa de presos políticos cubanos das últimas décadas.
JOVENS, EMPRESÁRIOS À FORÇA
Muitos Centros de Emprego estão a incentivar alguns jovens a criarem o seu próprio emprego à custa de contraírem empréstimos em certos bancos para verem o seu problema de emprego resolvido. Mas com os "fundos perdidos" esgotados, todo o investimento terá de ser feito pelos interessados e pago, geralmente num máximo de 7 anos. É exemplo disto a empresa municipal DNA-Cascais que trabalha com o BPI e que apoia jovens empresários na criação do seu negócio. Mas com a crise a aumentar e a agravar-se nos próximos anos, fazer investimentos de risco, torna-se num risco ainda maior. Parece não haver solução para criação de emprego sério em Portugal...
O NEGÓCIO DA FORMAÇÃO EM TEMPO DE CRISE
Muitos Centro de Emprego e Agências de Trabalho Temporário encaminham pessoas para formações específicas, a maioria delas pagas. Ora muitas destas pessoas vivem com poucos recursos económicos e encontram-se à procura de emprego há vários meses, sem sucesso. O sistema está corrupto e é totalmente subversivo. As empresas de formação aproveitam-se dos mais necessitados e pobres para os esmifrarem um pouco mais e os deixarem na penúria absoluta, tudo isto com um "empurrãozinho" do Estado e das suas "influências"...
REINO UNIDO DESPEDE 600.000 FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS EM 5 ANOS
O governo britânico quer despedir 600.000 funcionários públicos nos próximos cinco anos, mas antes aprovará legislação para reduzir os custos com as indemnizações. Os Estados europeus continuam a brincar com a vida das pessoas...
1.840 EMPRESAS FALIRAM NO 1.º SEMESTRE DE 2010
No primeiro semestre deste ano faliram cerca de 1.840 empresas portuguesas, um aumento de 2,5% relativamente ao mesmo período no ano passado. Metade destas empresas estavam localizadas em Lisboa e Porto. A média é de 10 empresas por dia...
APPLE EXPANDE-SE COMERCIALMENTE NO SEIO DA EUROPA
A Apple, empresa norte-americana de informática abriu esta semana a sua segunda loja no seio da Europa, em pleno centro de Paris. Depois da inauguração em Novembro de 2009 no Museu do Louvre, agora chegou a segunda loja no bairro da Ópera. Parece que os EUA estão decididos a investir forte na Europa e reconquistar este território ganho comercialmente nos últimos anos para multinacionais oriundas do Oriente. O dólar a querer tirar partido do euro...
APIFARMA COBRA 50 MILHÕES EM JUROS AOS HOSPITAIS PÚBLICOS
A Apifarma decidiu cobrar oito por cento de juros sobre as dívidas dos hospitais públicos com mais de três meses, dívidas que ascendem já aos 550 milhões de euros. O valor das dívidas hospitalares à indústria farmacêutica quase duplicou nos últimos 16 meses, tendo atingido em Abril o valor recorde de 788 milhões de euros. Apesar de achar que a decisão de cobrar juros sobre as dívidas de hospitais com mais de três meses ser legítima, Pedro Lopes lembra que os hospitais também têm dinheiro por receber. A indústria farmacêutica fez saber que não tinha outro recurso senão cobrar juros aos hospitais públicos em dívidas com mais de três meses, em vista do agravamento da situação. O Ministério da Saúde e os hospitais ainda não receberam qualquer informação da Apifarma sobre a eventual cobrança de juros que a indústria farmacêutica pretende impor aos hospitais. Esta medida repentina da Apifarma poderá ser uma "resposta" às medidas drásticas do Ministério da Saúde que fez reduzir substancialmente os lucros das farmacêuticas nos últimos meses, designadamente a lei da unidose, com vista à redução da despesa do governo com a Saúde. O Infarmed assegurou recentemente, por exemplo, que nenhuma farmácia ou oficina em Portugal aderiu à venda de medicamentos em unidose. A Ordem dos Farmacêuticos e a Apifarma assinalaram os perigos de contrafacção desta prática que está a ser abandonada em alguns países.
PROCESSO DE SÓCRATES CONTRA JOSÉ EDUARDO MONIZ "ARQUIVADO"
O processo por difamação que o primeiro-ministro interpôs em Março do ano passado contra cinco jornalistas da TVI, incluindo o então director-geral da estação, José Eduardo Moniz, foi ontem arquivado pelo Ministério Público, confirmaram à Lusa dois dos jornalistas envolvidos. Admitindo "não estar surpreendida", a jornalista Ana Leal - autora da notícia que deu origem ao processo - defendeu que o arquivamento do processo "só vem provar que nós fazemos notícias sérias e rigorosas". Ana Leal sublinhou ainda que nunca perdeu um processo judicial e afirmou que a decisão mostra que as notícias da TVI são "feitas de forma inquestionável". Também o jornalista Carlos Enes, outro dos visados na queixa, disse à Lusa não se ter surpreendido com a decisão. "Sempre tive consciência profissional das peças que fizemos, que são factualmente indesmentíveis", assinalou. A queixa era "abstrata" e "não apontava nenhum facto concreto" que permitisse ao Ministério Público dizer "onde é que tinha havido difamação contra o primeiro ministro", assinala o jornalista, que questiona o porquê de "tanto tempo" no arquivamento do caso. A queixa foi feita depois de a TVI ter exibido no 'Jornal Nacional de 6ª' uma peça a gravação de uma conversa entre um administrador do Freeport, o empresário Charles Smith, e o funcionário João Cabral. "Tendo tomado conhecimento da divulgação pela TVI de uma gravação contendo referências ao meu nome, a propósito do caso Freeport, esclareço o seguinte: No que me diz respeito, essas afirmações são completamente falsas, inventadas e injuriosas", disse na altura Sócrates, cujo nome foi invocado por Charles Smith como envolvido em contrapartidas financeiras.
No comunicado, o chefe do Governo reiterou desconhecer Charles Smith: "Reafirmo, mais uma vez, que não conheço o Sr. Charles Smith, nem nenhum dos promotores do empreendimento Freeport". "Quero repudiar, com veemência, todas as referências que procuram envolver-me, direta ou indiretamente, em qualquer comportamento ilícito, ou menos próprio, a propósito do caso Freeport", acrescentou o primeiro ministro. A Lusa tentou contactar os restantes jornalistas, mas, até ao momento, não foi possível. Ana Leal sublinhou ainda que nunca perdeu um processo judicial e afirmou que a decisão mostra que as notícias da TVI são "feitas de forma inquestionável". Também o jornalista Carlos Enes, outro dos visados na queixa, disse à Lusa não se ter surpreendido com a decisão. "Sempre tive consciência profissional das peças que fizemos, que são factualmente indesmentíveis", assinalou. A queixa era "abstrata" e "não apontava nenhum facto concreto" que permitisse ao Ministério Público dizer "onde é que tinha havido difamação contra o primeiro ministro", assinala o jornalista, que questiona o porquê de "tanto tempo" no arquivamento do caso.
No comunicado, o chefe do Governo reiterou desconhecer Charles Smith: "Reafirmo, mais uma vez, que não conheço o Sr. Charles Smith, nem nenhum dos promotores do empreendimento Freeport". "Quero repudiar, com veemência, todas as referências que procuram envolver-me, direta ou indiretamente, em qualquer comportamento ilícito, ou menos próprio, a propósito do caso Freeport", acrescentou o primeiro ministro. A Lusa tentou contactar os restantes jornalistas, mas, até ao momento, não foi possível. Ana Leal sublinhou ainda que nunca perdeu um processo judicial e afirmou que a decisão mostra que as notícias da TVI são "feitas de forma inquestionável". Também o jornalista Carlos Enes, outro dos visados na queixa, disse à Lusa não se ter surpreendido com a decisão. "Sempre tive consciência profissional das peças que fizemos, que são factualmente indesmentíveis", assinalou. A queixa era "abstrata" e "não apontava nenhum facto concreto" que permitisse ao Ministério Público dizer "onde é que tinha havido difamação contra o primeiro ministro", assinala o jornalista, que questiona o porquê de "tanto tempo" no arquivamento do caso.
PASSOS COELHO É PILATOS E SÓCRATES CRISTO?
O primeiro-ministro fez esta terça-feira críticas implícitas ao comportamento do PSD no negócio da Telefónica, que considerou própria de "Pilatos", contrapondo que, para o Governo, na defesa dos interesses estratégicos do Estado "é sim ou sopas". José Sócrates pronunciou-se de novo sobre a utilização da 'golden share' para travar o negócio dos espanhóis da Telefónica com a Portugal Telecom (PT), tendo em vista a compra da brasileira Vivo, na sessão de encerramento das Jornadas Parlamentares do PS. Num discurso em que visou indirectamente a posição do PSD em relação à actuação do Governo face ao negócio da Telefónica, Sócrates disse não lhe parecer certo que, "no momento em que o Estado é convocado para assumir uma posição, haja quem defenda no nosso país que não devemos dizer sim nem não, mas apostar antes numa tripla". "Há momentos em que os líderes políticos não podem apostar em triplas e muito menos podem comportar-se com uma posição clássica daquela grande figura do comentário político", disse, numa alusão também indirecta ao ex-líder social democrata Marcelo Rebelo de Sousa e à posição que este adoptou sobre o aborto - "é mau mas pode-se fazer". "Ele [Marcelo Rebelo de Sousa] inspirou esta posição [no caso da PT]: o negócio é mau mas pode-se fazer; a golden share existe mas não deve ser usada", afirmou, provocando risos na plateia.
Para José Sócrates, esta posição assumida pelo PSD "é própria de quem quer agradar a todos os sectores", mas o sector das comunicações "é um dos mais promissores em termos de alavancagem do crescimento económico e essencial para a sociedade de informação, razão pela qual a dimensão de uma empresa assume um carácter fundamental". "O Estado Português votou contra porque defendeu os interesses nacionais, não se envergonha de defender o interesse geral - e essa é a nossa obrigação. Uma coisa nunca faremos é agir como Pilatos lavando as mãos e dizendo: sim o negócio é mau mas pode-se fazer; sim, a golden share existe, mas não deve ser usada. Isso conosco nunca: ou sim ou sopas", acentuou. Segundo a tese do primeiro ministro, contrária à dos defensores na Europa do fim das 'golden share´, em nenhum regulamento público os direitos especiais do Estado estão inscritos, porque "estes direitos nasceram no momento da privatização da empresa por acordo com todos os acionistas e cumprindo a lei geral das companhias privadas em Portugal". "Em áreas críticas, como as das comunicações e tecnologias de informação ou da energia - sectores sensíveis para o interesse de todos os cidadãos -, uma das formas para regular esses sectores, defendendo o interesse geral e não apenas os particulares, é justamente através da possibilidade dos Estados terem direitos especiais para serem considerados", advogou o líder do executivo.
SALDOS ANTES DO TEMPO PODERÃO LEVAR A UMA DEFLAÇÃO
Algumas lojas estão já a fazer promoções antes da época prevista pela lei, o que poderá levar a um consumo atípico dos produtos em saldo, quando se iniciar o período legal. Estes "saldos" estão, no entanto, a preços inflacionados o que poderá provocar um menor consumo dentro da época oficial. Mas a falta de capacidade para fiscalizar todos os comerciantes poderá provocar uma deflação no comércio. No ano passado a ASAE fez 97 fiscalizações nesse âmbito.
PRISÕES PORTUGUESAS VÃO CUSTAR 310 MILHÕES
Enquanto os mais pobres ficam sem dinheiro para pagar as suas contas, os criminosos e delinquentes verão as suas condições logísticas melhoradas e modernizadas, graças à política "amiga do prisioneiro" de José Sócrates. Com um custo total de 310 milhões para serem aplicados em dois anos, estes milhões levarão à construção de cerca de 10 novas prisões e remodelação de 3. Claro que com tanta miséria face às desastrosas políticas económicas e sociais deste governo, a criminalidade violenta aumentará. Em vez de se construírem habitações sociais, poderiam até construir-se directamente bairros-prisão... Assim era 2 em 1 e sempre se poupavam uns trocos a Teixeira dos Santos, o "ministro-merceeiro", tal como já é conhecido no meio dos economistas...
PROSTITUIÇÃO INFANTIL VOLTA AOS HOTÉIS DE LUXO E CASAS PRIVADAS
O Instituto de Apoio à Criança (IAC) alerta para o facto de a prostituição infantil, "negócio" ilegal altamente lucrativo em toda a Europa, estar a ser praticado em hotéis de luxo (muitos deles pertencentes a grupos espanhóis, por ser uma actividade muito praticada naquele país), especialmente em Lisboa e no Porto. Com idades de 11 a 15 anos, crianças femininas e masculinas entram nestas redes, muitas vezes através de seus familiares, que vêem nesta exploração uma forma de vida. A Equipa da Área das Crianças em Contexto de Rua do IAC diz que os dados oficiais da prostituição infantil recolhidos na rua, são por isso, enganadores.
ORDEM DOS ADVOGADOS ALERTA: PROCESSO CASA PIA VAI PRESCREVER
Quando a própria Ordem dos Advogados avisa publicamente que o já longo processo Casa Pia vai prescrever, é porque este país já não tem solução. A Ordem diz-se impotente para resolver o problema e Marinho Pinto, o bastonário da Ordem afirmou em entrevista ao Rádio Clube que basta serem interpostos alguns recursos para arrastarem o processo até à sua prescrição. Não sabemos se devemos ficar contentes ou indignados com Marinho Pinto...
SECRETÁRIO-GERAL DA NATO EM LISBOA
Esteve presente em Lisboa, na semana passada o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen numa conferência sobre os novos desafios num planeta global. "Como Gerir a Segurança num Mundo Globalizado" foi o tema da sua intervenção no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Claro que na prática, o que a NATO quer é justificar mais intervenções militares, de paz ou não, para continuar a ter governos a investirem milhões nestas missões e na aquisição de todo o equipamento necessário para as levar a cabo, A Guerra-Fria foi o momento em que os EUA venderam mais armamento e as novas guerras do Iraque e Afeganistão estão já a ultrapassar esse orçamento. O Irão seguir-se-á, uma vez mais com um motivo qualquer, desde que justifique a mobilização de milhares de soldados, chefiados pela NATO, ou seja, pela CIA, as always...
GOVERNO PREPARA-SE PARA COMPRAR BASES DE DADOS ROUBADAS
Filipe Garcia, economista da IMF - Informação de Mercados Financeiros - informou publicamente num jornal diário da semana passada que o Estado português se prepara para adquirir informações privilegiadas roubadas de um banco suiço, com vista a pressionar os contribuintes portugueses que aí possuem contas bancárias a justificarem os seus rendimentos. O crime de receptação (obter vantagens com base em algo que foi obtido ilicitamente) está previsto no art.º 231º do Código Civil português. Em democracia os fins não podem justificar os meios, mas claro, se este Governo já violou várias vezes a Constituição Portuguesa, mais uma menos uma não faz diferença, certo...?
GOVERNO PREPARA CORTE DE 43% NA FUNÇÃO PÚBLICA
O governo está a preparar um corte adicional de 43% nas despesas com funcionários (massa salarial) no âmbito do novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), reduzindo o peso destes gastos no produto interno bruto (PIB) para o nível mais baixo dos últimos 26 anos. A medida é crucial para reduzir o défice para 3% do produto em 2012, um ano antes do previsto na primeira versão do programa enviado a Bruxelas. Além disso, em 2011 os funcionários serão confrontados com a maior redução de sempre na sua massa salarial. A intenção está inscrita no Relatório de Orientação da Política Orçamental, a que o i teve acesso. O documento prevê que os gastos com pessoal sofram um corte de quase 190 milhões de euros já este ano, valor que acumulará com poupanças superiores a 3,2 mil milhões de euros de 2011 a 2013, inclusive. Na primeira versão do PEC, datada de Março, o corte necessário era 43% inferior. Portugal tem cerca de 675 mil funcionários públicos, a maioria nos sectores da saúde e da educação.
As medidas de contenção - que passam, segundo refere o governo, por uma "forte contenção salarial e congelamento da admissão de trabalhadores em funções públicas" e por uma política de congelamento nos prémios especiais de desempenho - devem permitir baixar o peso das despesas com pessoal para cerca de 10% do PIB em 2013. Será o valor mais baixo desde 1987. Actualmente, o Estado gasta nesta rubrica 12% do produto, cerca de 20,5 mil milhões de euros. O próximo ano será, sem dúvida, o mais difícil de sempre para os funcionários do Estado, deixa perceber o relatório. A massa salarial pública (salários mais descontos) cairá quase 4% em termos nominais em 2011, naquela que será a maior contracção de sempre à luz das séries da Comissão Europeia. Isto acontece num ano agreste para a economia: esta deve desacelerar e crescer 0,5%; o desemprego deve chegar a um novo máximo (10,1% da população activa). Este ano, as despesas com a função pública ficarão estagnadas (à semelhança do que acontece com os salários individuais, sujeitos a um congelamento nominal/perda real de poder de compra). Contudo, de 2011 em diante a desvalorização nominal dos gastos com funcionários continuará: -2,4% em 2012 e -2,6% em 2013. O governo responde assim às preces dos economistas mais à direita, como Jorge Braga de Macedo ou Daniel Bessa, que pediram um corte nominal duradouro neste tipo de gastos de modo a reduzir o peso do Estado e a devolver a credibilidade às contas públicas. À esquerda, João Ferreira do Amaral defende que por esta via se deprime o poder de compra de centenas de milhares de pessoas, ameaçando a qualidade dos serviços públicos, o que prejudica seriamente a economia.
Os funcionários públicos vão ser chamados a pagar parte da crise orçamental, mas muito por culpa dos excessos do passado. A generosidade salarial no sector público foi especialmente pronunciada durante os governos liderados por Aníbal Cavaco Silva (PSD) entre 1985 e 1994, anos em que se registou uma quase duplicação (mais 90%) dos gastos com funcionários, e os executivos de António Guterres (PS) entre 1995 e 2001, onde o aumento acumulado real foi de 40%. Entretanto, o país iniciou a convergência para aderir ao euro e mais tarde submeteu-se à disciplina do Pacto de Estabilidade, que não permite défices superiores a 3% do PIB. E a generosidade terminou. Entre 1999 e 2009, a evolução real da massa salarial da função pública foi das mais contidas da Europa. Os sindicatos da função pública relembram que a actualização salarial (real) penalizou o poder de compra destes trabalhadores entre 2000 e 2008. A variação real dos salários do sector privado tem sido mais favorável ano após ano desde 1997, pelo menos. (in, http://www.ionline.pt ).
As medidas de contenção - que passam, segundo refere o governo, por uma "forte contenção salarial e congelamento da admissão de trabalhadores em funções públicas" e por uma política de congelamento nos prémios especiais de desempenho - devem permitir baixar o peso das despesas com pessoal para cerca de 10% do PIB em 2013. Será o valor mais baixo desde 1987. Actualmente, o Estado gasta nesta rubrica 12% do produto, cerca de 20,5 mil milhões de euros. O próximo ano será, sem dúvida, o mais difícil de sempre para os funcionários do Estado, deixa perceber o relatório. A massa salarial pública (salários mais descontos) cairá quase 4% em termos nominais em 2011, naquela que será a maior contracção de sempre à luz das séries da Comissão Europeia. Isto acontece num ano agreste para a economia: esta deve desacelerar e crescer 0,5%; o desemprego deve chegar a um novo máximo (10,1% da população activa). Este ano, as despesas com a função pública ficarão estagnadas (à semelhança do que acontece com os salários individuais, sujeitos a um congelamento nominal/perda real de poder de compra). Contudo, de 2011 em diante a desvalorização nominal dos gastos com funcionários continuará: -2,4% em 2012 e -2,6% em 2013. O governo responde assim às preces dos economistas mais à direita, como Jorge Braga de Macedo ou Daniel Bessa, que pediram um corte nominal duradouro neste tipo de gastos de modo a reduzir o peso do Estado e a devolver a credibilidade às contas públicas. À esquerda, João Ferreira do Amaral defende que por esta via se deprime o poder de compra de centenas de milhares de pessoas, ameaçando a qualidade dos serviços públicos, o que prejudica seriamente a economia.
Os funcionários públicos vão ser chamados a pagar parte da crise orçamental, mas muito por culpa dos excessos do passado. A generosidade salarial no sector público foi especialmente pronunciada durante os governos liderados por Aníbal Cavaco Silva (PSD) entre 1985 e 1994, anos em que se registou uma quase duplicação (mais 90%) dos gastos com funcionários, e os executivos de António Guterres (PS) entre 1995 e 2001, onde o aumento acumulado real foi de 40%. Entretanto, o país iniciou a convergência para aderir ao euro e mais tarde submeteu-se à disciplina do Pacto de Estabilidade, que não permite défices superiores a 3% do PIB. E a generosidade terminou. Entre 1999 e 2009, a evolução real da massa salarial da função pública foi das mais contidas da Europa. Os sindicatos da função pública relembram que a actualização salarial (real) penalizou o poder de compra destes trabalhadores entre 2000 e 2008. A variação real dos salários do sector privado tem sido mais favorável ano após ano desde 1997, pelo menos. (in, http://www.ionline.pt ).
FALÊNCIA: VIAGENS MARSANS ENCERRAM LOJAS E DEIXAM CLIENTES "APEADOS"
No maior calote em Portugal desde o escândalo do BPN e do BPP, a Agência de Viagens Marsans, de origem espanhola, deu ordem de encerramento repentino de todos os seus balcões em Portugal, curiosamente após Espanha ter reclamado contra Portugal sobre o negócio desfeito da Telefónica na tentativa de aquisição da Vivo à PT. Dezenas de pessoas em todo o país, que compraram pacotes de viagens à agência Marsans, não puderam viajar. A empresa mandou fechar as lojas sem emitir vouchers e sem pagar aos operadores. Viagens marcadas para sábado, domingo e segunda-feira, também não se vão realizar. Na terça-feira, o novo diretor-geral da Marsans Lusitana, José Vicente, deu instruções às lojas para cobrarem aos clientes com reservas a totalidade das viagens. Na quarta, pediu-lhes que depositassem essas verbas. Na quinta, foi para Espanha e, anteontem, mandou encerrar todos os balcões no fim-de-semana. Os funcionários das lojas Marsans - que são cerca de 30 em todo o país, fora as agências associadas - calculam que entre 300 a 400 pessoas tenham sido prejudicados neste fim-de-semana. Nesta segunda-feira, mais passageiros perderão a sua viagem porque os operadores, com pagamentos em falta por parte da Marsans, não emitiram os vouchers nem os bilhetes de avião comprados por eles.
O mesmo diretor-geral enviou um mail às lojas que causou perplexidade. Dava ordens para fecharem as portas, para sua própria proteção, e deixava a critério de cada um avisar ou não os clientes da impossibilidade de efetuarem as suas viagens marcadas para o fim-de-semana. Se o fizessem, deviam fazer esses contatos fora das lojas, noticia o Jornal de Notícias. Os funcionários da Marsans Lusitana emitiram um comunicado, solidarizando-se com os clientes e informando sobre a "medida de encerramento imposta". Alguns foram ameaçados por clientes frustrados ao telefone. O chefe de uma loja do Norte do país contou que durante a madrugada de sexta e o dia de sábado, os funcionários tentaram, pelos seus próprios meios, salvar algumas viagens. O presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo, João Passos, considera a situação "inadmissível e surrealista", além de inédita nos 45 anos em que atua no setor.Segundo o JN, tentativas de contato com o diretor-geral da Marsans Lusitana, José Vicente, ou ainda com o Grupo Auchan, foram infrutíferas. Estaremos a comprar uma guerra com Espanha, depois do que se passou com a golden share da PT?
O mesmo diretor-geral enviou um mail às lojas que causou perplexidade. Dava ordens para fecharem as portas, para sua própria proteção, e deixava a critério de cada um avisar ou não os clientes da impossibilidade de efetuarem as suas viagens marcadas para o fim-de-semana. Se o fizessem, deviam fazer esses contatos fora das lojas, noticia o Jornal de Notícias. Os funcionários da Marsans Lusitana emitiram um comunicado, solidarizando-se com os clientes e informando sobre a "medida de encerramento imposta". Alguns foram ameaçados por clientes frustrados ao telefone. O chefe de uma loja do Norte do país contou que durante a madrugada de sexta e o dia de sábado, os funcionários tentaram, pelos seus próprios meios, salvar algumas viagens. O presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo, João Passos, considera a situação "inadmissível e surrealista", além de inédita nos 45 anos em que atua no setor.Segundo o JN, tentativas de contato com o diretor-geral da Marsans Lusitana, José Vicente, ou ainda com o Grupo Auchan, foram infrutíferas. Estaremos a comprar uma guerra com Espanha, depois do que se passou com a golden share da PT?
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