O bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo deixou esta quinta-feira um desafio aos políticos cristãos para que cedam 20 por cento dos rendimentos para um fundo social. A Igreja Católica espera que venha a ser feito um pacto social em Portugal para que a pobreza e as desigualdades sociais possam ser combatidas. D. Carlos Azevedo defendeu que a crise é tão grave que todos têm de dar um contributo para que as vítimas não continuem a aumentar. O bispo sugeriu que os políticos católicos abdiquem de 20 por cento dos rendimentos contribuindo para um fundo social. «Era muito bom que os políticos cristãos dissessem eu cedo do meu ordenado 20 por cento para um fundo social. Isso era um testemunho concreto. É preciso decisões novas, alguma coisa que digam às pessoas que é possível», afirmou. «É bom partilharmos antes que nos tirem porque aquilo que nós temos em situações de necessidade não é nosso, é do bem comum. Este é o princípio da moral cristã», defendeu. «Os pobres precisam de soluções e não de paliativos», foi a resposta da deputada independente do PS, Teresa Venda, ao desafio lançado pelo bispo. Teresa Venda, do Movimento Humanismo e Democracia, eleita como independente, disse à TSF que o dinheiro não é a solução e, para além disso, os políticos também não ganham de modo a poderem abdicar de 20 por cento do seu salário.
OBAMA PROMULGA REFORMA DO SISTEMA FINANCEIRO
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promulgou hoje a mais vasta reforma da regulação financeira do país feita desde os anos 30 e destinada a evitar uma crise como a de 2007-2009. "Os americanos deixarão de pagar os erros de Wall Street", disse o presidente norte-americano, num discurso pouco antes de assinar o texto, no centro de conferências Ronald Reagan, em Washington. Obama destacou o reforço da protecção que é dada aos consumidores com esta reforma, salientando que a mesma vai "travar os abusos e excessos" que ameaçaram o sistema financeiro e vai "introduzir transparência nas transações complexas que contribuíram para desencadear a crise financeira". Assim deveria em Portugal...
CHINA ULTRAPASSA EUA NO CONSUMO DE ENERGIA
na China, mais energia significa muito mais poluição 

A China ultrapassou os Estados Unidos no ranking dos maiores consumidores de energia e chegou ao topo da lista após mais de um século de liderança dos norte-americanos, de acordo com reportagem do "Wall Street Journal", citando dados da IEA (Agência Internacional de Energia). A China consumiu 2,252 bilhões de toneladas de petróleo em 2009, o que equivale a cerca de 4% mais que os 2,170 bilhões de petróleo utilizados pelos EUA no mesmo período. Segundo o jornal, o indicador mostra como a crise económica mundial atingiu com mais intensidade os EUA do que a China e prejudicou a actividade industrial norte-americana. Há dez anos, o consumo energético total da China tinha sido apenas metade do tamanho do consumo dos EUA. "O fato da China ter ultrapassado os EUA como a nação que mais consome energia simboliza o início de uma nova era na história do sector energético", afirmou o economista chefe da IEA, Fatih Birol. Resta saber se houve "mãozinha" secreta dos EUA, para deixar de ter o 1.º lugar neste sector do consumo, tão negativo para o Ambiente e, consequentemente para a sua imagem perante o mundo...
CONSTITUIÇÃO: PS ACUSA PASSOS COELHO DE NÃO ESTAR "PREPARADO"
As acusações dos socialistas foram feitas por Pedro Silva Pereira em conferência de imprensa, no final da reunião do Secretariado Nacional do PS, que definiu a posição deste partido em relação ao anteprojeto do PSD de revisão constitucional. Na conferência de imprensa, o dirigente socialista afirmou que Pedro Passos Coelho lançou "uma polémica totalmente artificial, inútil e desnecessária sobre a Constituição", o que "não revela bom senso, nem preparação, nem maturidade política". Para contestar o "timing" em que foram apresentadas as propostas do PSD, designadamente aquelas que alteram o sistema político, Pedro Silva. Pereira serviu-se do calendário das eleições presidenciais, que estão previstas para janeiro de 2011. "É preciso recordar que o próprio líder do PSD garantiu expressamente, em pleno congresso, que o seu partido não iria propor nenhuma alteração dos poderes do Presidente da República, mas a verdade é outra: nesta proposta o PSD dá o dito por não dito e propõe-se alterar profundamente o sistema político, subverter o atual equilíbrio de poderes e modificar os poderes do Presidente da República", apontou Pedro Silva Pereira. Para o também ministro da Presidência, a atitude de "querer debater candidaturas presidenciais ao mesmo tempo que se discute, e altera, a duração do mandato e a extensão dos poderes do Presidente que está para ser eleito é uma ideia absolutamente estapafúrdia, que não há memória de alguma vez ter sido proposta por um líder político irresponsável".
Pedro Silva Pereira considerou ainda "grave" as propostas do PSD pelo seu conteúdo social, dizendo mesmo que representado contra os direitos sociais dos portugueses e contra a proteção social do Estado". "Em nome de uma ideologia radical e liberal, que rompe com a tradição moderada do PSD, este partido pretende de uma só vez permitir os despedimentos individuais sem justa causa, acabar com o Serviço Nacional de Saúde universal e tendencialmente gratuito e acabar com a garantia de um sistema público de educação", disse. Para o PS, as propostas do PSD introduzem "desequilíbrio no sistema político a favor da instabilidade e reforça os poderes do Presidente da República, devolvendo-lhe, num regresso ao passado, o poder de demitir livremente o Governo". "As propostas do PSD não têm, nem terão, o acordo do PS", frisou Pedro Silva Pereira.
MOTA-ENGIL " A FAZER TIJOLO" EM ANGOLA
A Mota-Engil não deixa de surpreender pelas suas fortes influências em todo o tipo de negócios de milhões. Depois do negócio "chumbado" do caso da concessão ad aeternum do Terminal de Contentores de Alcântara por 27 anos agora fez um negócio chorudo, uma verdadeira galinha de ovos de ouro: a construção de uma fábrica em Angola (a Novicer) para construir 24 milhões de tijolos por ano, num total de 27,2 Milhões de euros de investimento. Esta "facilidade" até parece uma contrapartida "qualquer", talvez relacionada com o caso dos contentores, quiças...
COMISSÃO EUROPEIA DIZ QUE AJUDA DO GOVERNO AO BPP É ILEGAL
Bruxelas considera "ilegal e incpmpatível" a ajuda prestada pelo Estado português ao Banco Privado Português, sob a forma de aval, ao empréstimo de 450 milhões de euros contraído pelo banco junto de outras instituições financeiras portuguesas (BCP, BPI, BES, CGD, Santander Totta e Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo). Apesar de discordar o governo vai acatar as ordens europeias, tal como o fez com o caso da PT versus Vivo. Afinal quem manda em Portugal, não é já o "governo" europeu? No entanto, o Ministério das Finanças lançou algumas farpas à Comissão Europeia que o que levava esta a impedir a ajuda era por a comissão do Estado dever ser maior. Afinal, as falências dos bancos dão dinheiro a todos...
AFEGANISTÃO: NEGÓCIO DE MILHÕES ATÉ 2014
Em nome da segurança contra o "terrorismo internacional" (designação empolada propositadamente pelos EUA para fazer desenvolver este negócio lucrativo da guerra), a NATO garantirá a sua permanência enquanto "força de paz" no Afeganistão, garantindo assim mais um "mandato" de 4 anos para este negócio cada vez mais lucrativo para os EU - a guerra. Num total de cerca de 150.000 soldados internacionais "estacionados" no Afeganistão, a despesa será de muitos milhões, contas feitas no fim desta "missão". É demasiado evidente que as empresas norte-americanas ligadas a armamento, combustível para militares (os militares são o sector que mais gasta petróleo nos EUA), alimentação pré-preparada, aviação, construções precárias, ..., são realmente as únicas que lucram exponencialmente com esta "guerra virtual", que é e sempre será apenas mais um negócio inventado pela CIA para salvar a economia norte-americana, à custa dos "paus-mandados" maçons, bilderbergers e demais membros de sociedades secretas que, na Europa, mais não fazem do que "obedecer" às normas internas destas loggias secretas, que se limitam a cumprir as vontades directas da CIA. Parece demasiado rebuscado e incrível, mas mais não é do que a verdade, para quem ainda se interessa por ela...
CHEIAS: MORRERAM MAIS DE 1.000 PESSOAS NA CHINA EM APENAS ALGUNS DIAS
A China vive a pior temporada de chuvas desde 1998, com inundações que provocaram a morte de 701 pessoas e o desaparecimento de outras 347, em situação que se pode agravar ainda mais, segundo reconheceu nesta quarta-feira o Governo. Os números anunciados pelo Ministério de Assuntos Civis e o Escritório Estatal de Controlo de Inundações e Seca assinalam que as chuvas em 27 províncias afectaram 117 milhões de pessoas e obrigaram mais de 8 milhões a deixarem as suas casas. As perdas materiais directas somam 21 bilhões de dólares, com 645 mil casas derrubadas e sete milhões de hectares de cultivo comprometidos. Estes dados só são comparáveis, na história recente da China, com a situação vivida há doze anos, quando as inundações centradas no rio Yang Tsé, o de maior caudal do país, mataram 4.150 pessoas e provocaram a evacuação de mais de 18 milhões.
RUI PEDRO SOARES: DE ACUSADO PELO "SOL" A DIRECTOR DO JORNAL
Se o Sol não conseguir pagar a dívida, estou disponível para ficar dono do jornal", disse o ex-administrador da PT ao 'Público'. O ex-administrador da PT diz que está disponível para chegar a um acordo com os accionistas do 'Sol' relativamente à indemnização decorrente da violação da providência cautelar que proibiu o jornal de publicar as escutas do processo Face Oculta, admitindo a possibilidade de se tornar dono do semanário. As declarações foram proferidas depois de o director do Sol, José António Saraiva, ter dito à Lusa que acredita que o jornal tem "estofo financeiro" para pagar os 1,5 milhões de euros de indemnização. O director adiantou que acredita que não será necessário pagar a sanção, uma informação contestada pelo ex-administrador da PT, que garante que a providência cautelar não tem recurso. "Esta condenação já é definitiva", garante Soares. De recordar que o Tribunal da Relação de Lisboa condenou o semanário a pagar uma indemnização a Rui Pedro Soares, decidindo a favor da providência cautelar interposta pelo ex-administrador da PT para evitar a publicação das escutas da Face Oculta onde é interveniente. Quatro jornalistas do Sol - Felícia Cabrita, Luís Rosa, Ana Paula Azevedo e Graça Rosendo -, o subdirector Vítor Rainho, e a advogada do semanário, Fátima Esteves, foram formalmente acusados pelo Ministério Público de violação do segredo de justiça pela publicação de vários artigos acerca do processo "Face Oculta". Já não há palavras para a manipulação da informação e da liberdade de expressão em Portugal.
DÉFICE DO SUBSECTOR ESTADO AUMENTOU 462 MILHÕES
O défice do subsector Estado registou "7763 milhões de euros" no primeiro semestre deste ano, valor superior em 6,33% em relação ao período homólogo de 2009, informou hoje o Ministério das Finanças. Num comunicado em que apresenta os resultados da Execução Orçamental de Janeiro a Junho de 2010, a tutela diz que, no primeiro semestre, o défice do subsector Estado "registou um valor de 7763 milhões de euros, o que representa um aumento de 462 milhões de euros" em comparação com o mesmo período do ano anterior. Quanto à receita fiscal, nos primeiros seis meses deste ano o subsector Estado registou um "acréscimo de seis por cento" em relação ao período homólogo de 2009. Esta variação - prossegue o comunicado - resulta de um "aumento de 13,2 por cento na execução da receita dos impostos indirectos e de uma variação negativa de 3,8 por cento na execução da receita dos impostos indirectos". No que respeito aos impostos indirectos, a tutela destaca "a variação positiva de 16,3 por cento na execução da receita do IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado]", bem como "a variação positiva de 59,7 por cento na execução da receita do Imposto Sobre o Tabaco". Ainda nos impostos indirectos, a execução da receita do ISV (Imposto Sobre Veículos) registou uma "variação homóloga positiva de 21,3 por cento" no último semestre.
Relativamente aos impostos directos, o ministério de Teixeira dos Santos dá conta de um "aumento de 11,8 por cento na receita de IRC [Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas]. Pelo contrário, a receita de IRS [Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Singulares] registou "uma diminuição de 13,5 por cento" no último semestre, devido à "significativa antecipação dos prazos de reembolso e à transferência para os municípios da participação variável neste imposto". A despesa efectiva "aumentou em 4,3 por cento" no último semestre e em termos homólogos, com "o grau de execução a situar-se em 48,7 por cento", o que resulta do "aumento das transferências do Orçamento do Estado [OE] para a Segurança Social [...] e para o Serviço Nacional de Saúde". No final de Junho deste ano, a Segurança Social tinha registado um "excedente orçamental de 948 milhões de euros", valor que está "bastante acima do objectivo subjacente ao OE 2010 (294 milhões de euros), embora apresente uma redução na ordem dos 230 milhões relativamente ao mesmo período do ano anterior". O subsector dos Serviços e Fundos Autónomos registou, em Junho de 2010, "um excedente orçamental de 843 milhões de euros", montante que está "acima do objectivo do OE 2010 e superior em 116 milhões de euros", face a igual período de 2009.
Relativamente aos impostos directos, o ministério de Teixeira dos Santos dá conta de um "aumento de 11,8 por cento na receita de IRC [Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas]. Pelo contrário, a receita de IRS [Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Singulares] registou "uma diminuição de 13,5 por cento" no último semestre, devido à "significativa antecipação dos prazos de reembolso e à transferência para os municípios da participação variável neste imposto". A despesa efectiva "aumentou em 4,3 por cento" no último semestre e em termos homólogos, com "o grau de execução a situar-se em 48,7 por cento", o que resulta do "aumento das transferências do Orçamento do Estado [OE] para a Segurança Social [...] e para o Serviço Nacional de Saúde". No final de Junho deste ano, a Segurança Social tinha registado um "excedente orçamental de 948 milhões de euros", valor que está "bastante acima do objectivo subjacente ao OE 2010 (294 milhões de euros), embora apresente uma redução na ordem dos 230 milhões relativamente ao mesmo período do ano anterior". O subsector dos Serviços e Fundos Autónomos registou, em Junho de 2010, "um excedente orçamental de 843 milhões de euros", montante que está "acima do objectivo do OE 2010 e superior em 116 milhões de euros", face a igual período de 2009.
CONSTITUIÇÃO DE PASSOS COELHO: ACABAR COM A SAÚDE E EDUCAÇÃO GRATUITAS
A proposta de revisão constitucional de Passos Coelho, prevê que a Lei Fundamental passe a consagrar os orçamentos pluri-anuais. Educação e saúde "tendencialmente gratuitos" para todos os cidadãos será um conceito riscado da nova Constituição que Pedro Passos Coelho quer aprovar brevemente em Conselho Nacional. O PSD quer ainda deixar claro na Lei Fundamental da nação que devem ser elaborados orçamentos pluri-anuais, cujos desvios na execução devem constar sempre dos orçamentos do Estado apresentados anualmente. Na questão da universalidade e gratuitidade do ensino e da educação, Passos Coelho dá o passo que sempre tem defendido desde que se candidatou à liderança do PSD: acabar com a gratuitidade para todos. Onde antes se lia que o direito à protecção da saúde era "tendencialmente gratuito" passa a ressalvar apenas que não pode, "em caso algum, ser recusado por insuficência de meios económicos" qualquer cuidado de saúde a um cidadão.
O mesmo princípio é aplicado na questão do ensino, riscando-se da lei a alínea que define como competência do Estado "estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino", salvaguardando-se, mais uma vez, que o acesso não pode, "em caso algum", ser "recusado por insuficiência de meios económicos". O professor de Direito Calvão da Silva, que integra o grupo de trabalho do PSD que está a redigir esta proposta, explica ao Diário Económico que "os que carecem de apoio terão sempre esse apoio", rejeitando a ideia que tem sido difundida pelo PS e por José Sócrates de que o PSD quer acabar com o Estado Social: "Estado social é garantir as necessidades das pessoas, mas cada um segundo as suas possibilidades e capacidades". No fundo, no que toca ao ensino, o PSD defende que deve ser tida em conta a meritocrassia, não recusando o acesso a ninguém com mérito que não tenha possibilidades financeiras de frequentar o ensino superior. Mas, por outro lado, quer acabar com a gratuitidade para todos os alunos com capacidade financeira para prosseguirem os estudos: "igualdade de oportunidades é garantir que sempre que não há possibilidade de estudar o Estado garante o ensino a quem tem mérito", defende o professor.
A proposta do PSD altera também o princípio de que o Estado tem que criar obrigatoriamente uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população, defendendo apenas que o Estado deve "assegurar" essa existência. Ou seja, abre a porta a que sejam os privados a criar esses estabelecimentos, desde que esteja assegurada a cobertura das necessidades de toda a população. Ontem mesmo Passos Coelho lembrou que as pessoas ficam muito "inquietas" por causa dos "papões liberais", mas voltou também a defender a ideia de que é preciso mais "flexibilização" no mercado de trabalho. Afirmando que o PSD não quer liberalizar os despedimentos, defendeu que "a regra deve ser a segurança mas ela tem de casar com a flexibilidade" que é útil tanto para trabalhadores como para empresário, disse o presidente do PSD no encerramento de uma conferência promovida pelos Trabalhadores Social-Democratas.
O mesmo princípio é aplicado na questão do ensino, riscando-se da lei a alínea que define como competência do Estado "estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino", salvaguardando-se, mais uma vez, que o acesso não pode, "em caso algum", ser "recusado por insuficiência de meios económicos". O professor de Direito Calvão da Silva, que integra o grupo de trabalho do PSD que está a redigir esta proposta, explica ao Diário Económico que "os que carecem de apoio terão sempre esse apoio", rejeitando a ideia que tem sido difundida pelo PS e por José Sócrates de que o PSD quer acabar com o Estado Social: "Estado social é garantir as necessidades das pessoas, mas cada um segundo as suas possibilidades e capacidades". No fundo, no que toca ao ensino, o PSD defende que deve ser tida em conta a meritocrassia, não recusando o acesso a ninguém com mérito que não tenha possibilidades financeiras de frequentar o ensino superior. Mas, por outro lado, quer acabar com a gratuitidade para todos os alunos com capacidade financeira para prosseguirem os estudos: "igualdade de oportunidades é garantir que sempre que não há possibilidade de estudar o Estado garante o ensino a quem tem mérito", defende o professor.
A proposta do PSD altera também o princípio de que o Estado tem que criar obrigatoriamente uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população, defendendo apenas que o Estado deve "assegurar" essa existência. Ou seja, abre a porta a que sejam os privados a criar esses estabelecimentos, desde que esteja assegurada a cobertura das necessidades de toda a população. Ontem mesmo Passos Coelho lembrou que as pessoas ficam muito "inquietas" por causa dos "papões liberais", mas voltou também a defender a ideia de que é preciso mais "flexibilização" no mercado de trabalho. Afirmando que o PSD não quer liberalizar os despedimentos, defendeu que "a regra deve ser a segurança mas ela tem de casar com a flexibilidade" que é útil tanto para trabalhadores como para empresário, disse o presidente do PSD no encerramento de uma conferência promovida pelos Trabalhadores Social-Democratas.
FALÊNCIA DA GOLDTRAIL AFECTA 50.000 TURISTAS NO REINO UNIDO
A Goldtrail, um operador turístico britânico em situação de falência deixou milhares de turistas em terra, dentro e fora do Reino Unido, segundo informação da Autoridade da Aviação Civil do Reino Unido. A Goldtrail era especializada em venda de férias de baixo custo, para destinos como a Grécia e Turquia, estimando-se que cerca de 50 mil clientes serão afectados pela insolvência da empresa. No fim-de-semana passado dois mil turistas não puderam viajar e estima-se que na próxima semana serão quatro mil. Por outro lado, depois de ter sido anunciada falência da companhia na sexta-feira, estimativas apontam para a existência de cerca de 16 mil pessoas que viajaram com o operador e que agora precisam de regressar a casa.
PRESIDENTE DO IRÃO ACUSA EUA DE PROVOCAREM TERRORISMO
Ahmadinejad, o presidente iraniano acusou os EUA de provocarem e até pagarem a terroristas no Paquistão e Afeganistão para cometerem actos de terrorismo que justifiquem a intervenção da Nato e das forças norte-americanas naquela região. Acusa ainda Obama de cinismo ao enviar condolências para o Irão pelas 27 mortes e cerca de 100 feridos do recente ataque na zona sudeste do Irão.
ESTRANHA VAGA DE FRIO NA VENEZUELA MATA DEZENAS DE PESSOAS
Uma estranha e repentina vaga de frio polar assola desde sábado a Vezuela, em especial a região centro-este. Algumas pessoas morreram e os venezuelanos, habituados ao calor, foram totalmente apanhados de surpresa para este fenómeno climatérico pouco habitual para o seu clima quente. Será mais uma "brincadeira" HAARP?
SÓCRATES CONTRA VETO DO GOVERNO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
O primeiro-ministro acusa o PSD de ter lançado «um estratagema constitucional» para aumentar a instabilidade política, criticando o regresso ao passado proposto pelos social-democratas. Numa intervenção no encerramento do Congresso da Juventude Socialista, que decorreu em Lisboa, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, José Sócrates afirmou em resposta às propostas lançadas pelo líder do PSD de revisão da Constituição, nomeadamente a consagração da possibilidade do Presidente da República demitir o Governo, que «isso não é nenhuma proposta de futuro, isso bem pelo contrário é um regresso ao passado e é criar condições para promover circunstâncias de instabilidade política». José Sócrates deixou duras críticas aos social- democratas, acusando-os de estarem a utilizar «um estratagema constitucional com vista a aumentar também as condições de instabilidade» do sistema político. «Isso tem apenas a ver com os interesses mesquinhos e conjunturais de um partido cujo único pensamento é fazer o possível para definir um modelo constitucional que provoque ainda mais instabilidade e que dê agora mais possibilidades para haver instabilidade política no nosso país», acusou.
Lamentando a «forma tão vazia e com tantas generalidades e vulgaridades» com que se fala sobre o futuro, o secretário-geral do PS considerou ainda que a proposta de o Presidente da República poder demitir o Governo é «um regresso ao passado», ao tempo «em que havia Governo atrás de Governo, instabilidade atrás de instabilidade, em que os problemas se somavam uns aos outros». «Não é assim que constrói o futuro», disse, salientando que o PS não aceita que se queira «ajustar contas com a história, pensando que esta Constituição precisa de ser limpa e assumindo, portanto, que é uma Constituição que nos envergonha». «O que a direita quer é fazer uma revisão constitucional que no fundo acabe com a gratuidade e com a universalidade do Serviço Nacional de Saúde e no fundo implementar um sistema de co-pagamento, quer na saúde, quer na educação», acrescentou, retomando uma ideia já por si deixada no encerramento das jornadas parlamentares socialistas.
CONTAS BANCÁRIAS PENHORADAS SEM ORDEM DOS JUÍZES
De acordo com o noticiado pelo Diário de Notícias (DN), a penhora de saldos bancários para pagamento de dívidas vai passar a dispensar a autorização de um juíz. O Governo quer que seja suficiente uma ordem emanada por agente de execução - solicitador, advogado ou oficial de jusitça - para que os devedores fiquem sem acesso às suas contas. Actualmente, existem pendentes 1,2 milhões de processos de execução, o que equivale, em média, a 1,8 mil milhões de euros em dívida.
CENSURA: "THE OBAMA DECEPTION" RETIRADO DO YOUTUBE PELA CIA
Com já quase cerca de 100.000 visitantes por dia no Youtube e um total de 6,5 milhões de visitas, este filme, uma cópia do DVD produzido pelo célebre Alex Jones e publicitado nos seus sites Infowars.com e Prisonplanet.com, foi retirado do Youtube, pela CIA. O filme - A Desilusão Obama (The Obama Deception) - produzido por Alex Jones atingia em cheio o presidente dos EUA nas suas falhas graves desde que tomou posse. No youtube e Google aparecia em primeiro lugar sempre que se fazia uma busca com o nome "Obama". Mas agora foi obliterado, através de uma acção policial da CIA, disfarçada de "hacker". Alex Jones contactou o seu informático que ainda assistiu em directo através do servidor, ao "apagar" de todos os ficheiros do seu site... No entanto continuam a existir dezenas de cópias deste filme no Youtube, claro, com menos visitas e por isso mesmo, já não aparece em primeiro lugar nas buscas. Também o seu filme "State police 4 - The Rise of FEMA", que revelava os estranhos campos de concentração construídos pela FEMA, para situações de emergência, foi apagado. Uma estratégia suja, um atentado à liberdade de expressão, permitida pelo ex-agente-secreto da CIA no Afeganistão: o próprio Barack Obama.
FBI BLOQUEOU 73.000 BLOGUES NOS EUA
Uma vez mais a administração Obama viola os direitos da Constituição Norte-Americana, ao permitir que o FBI bloqueasse ou encerrasse mais de 73.000 blogues no seu território. Esta acção, completamente abafada nos media convencionais, deixou muitos bloggers perplexos. O site Blogetery.com, hoster de inúmeros blogues, foi o alvo escolhido, com a justificação de ter tido no passado um historial criminal relacionado com direitos de autor. A empresa nem sequer foi notificada antes da acção policial, via internet...
MUSEU OSCAR NIEMEYER EM LISBOA CUSTARÁ MILHÕES A PORTUGAL
Oscar Niemeyer é a maior lenda viva da arquitectura brasileira da modernidade, mas será esse facto suficiente para que a Câmara Municipal de Lisboa vá construir um museu dedicado a este arquitecto, projectado pelo próprio homenageado? Afinal em que mundo vivemos? Temos tantos arquitectos portugueses que não têm direito a museus e um arquitecto estrangeiro vai desenhar o seu próprio museu com o "nosso" dinheiro, gastando milhões de euros e ainda é pago para isso? Numa altura de crise em que todos os governos europeus andam a obrigar os seus cidadãos a pouparem? Se fosse construído com dinheiro do Brasil, aí sim, fazia sentido... António Costa e o PS criticaram tanto Santana Lopes por ter gasto milhões com o projecto do Parque Mayer de Frank Gehry, mas afinal o que ele queria era ser ele a esbanjar os milhões dos portugueses...
ALTOS QUADROS DO BCP CONDENADOS A PAGAR COIMAS ACIMA DE 4 MILHÕES
A CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) aplicou coimas a nove ex-administradores do BCP, num valor total de 4,325 milhões de euros, por prestação de informação falsa ao mercado e inibiu da atividade bancária oito deles pelo máximo de cinco anos. A informação foi prestada hoje à agência Lusa por uma fonte próxima do processo que foi colocado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Jardim Gonçalves, antigo presidente, recebeu uma multa de um milhão de euros, a mais elevada, seguido por António Rodrigues (900 mil euros), ex-administrador financeiro, e por Filipe Pinhal, que foi administrador (e presidente durante um curto período), cuja coima ascendeu a 800 mil euros. Os três antigos altos quadros do BCP ficaram com cinco anos de inibição de exercer atividade bancária.
Seguiram-se-lhes os antigos administradores Christopher de Beck (650 mil euros e quatro anos de inibição), António Castro Henriques (250 mil euros e dois anos de inibição), Alípio Dias (200 mil euros e um ano de inibição) e Paulo Teixeira Pinto - antigo presidente - (200 mil euros e um ano de inibição). Já Filipe Abecassis recebeu uma coima de 250 mil euros e três anos de inibição, ao passo que Luís Gomes foi multado em 75 mil euros, mas não foi punido com a inibição para exercer a atividade bancária. A CMVM (a exemplo do Banco de Portugal) acusou, além do próprio BCP, os três antigos presidentes do banco - Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Filipe Pinhal - os ex-administradores António Rodrigues, Alípio Dias, António Castro Henriques e Christopher de Beck e dois altos quadros do BCP, Luís Gomes e Filipe Abecassis. A mesma fonte próxima do processo disse à Lusa que "as acusações remontam a um período entre 2002 e 2007", sendo que "as acusações de manipulação de cotações e de dolo [por causa do recebimento de prémios indevidos e da manipulação de mercado] não foram provadas".
Seguiram-se-lhes os antigos administradores Christopher de Beck (650 mil euros e quatro anos de inibição), António Castro Henriques (250 mil euros e dois anos de inibição), Alípio Dias (200 mil euros e um ano de inibição) e Paulo Teixeira Pinto - antigo presidente - (200 mil euros e um ano de inibição). Já Filipe Abecassis recebeu uma coima de 250 mil euros e três anos de inibição, ao passo que Luís Gomes foi multado em 75 mil euros, mas não foi punido com a inibição para exercer a atividade bancária. A CMVM (a exemplo do Banco de Portugal) acusou, além do próprio BCP, os três antigos presidentes do banco - Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Filipe Pinhal - os ex-administradores António Rodrigues, Alípio Dias, António Castro Henriques e Christopher de Beck e dois altos quadros do BCP, Luís Gomes e Filipe Abecassis. A mesma fonte próxima do processo disse à Lusa que "as acusações remontam a um período entre 2002 e 2007", sendo que "as acusações de manipulação de cotações e de dolo [por causa do recebimento de prémios indevidos e da manipulação de mercado] não foram provadas".
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