A polícia turca usou ontem em Ancara gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar os participantes de uma manifestação contra a reforma laboral. A marcha de protesto, que reuniu perto de 10 mil pessoas, avançou até ao recinto do Parlamento turco, ignorando a proibição imposta pelas autoridades, segundo testemunharam jornalistas da agência noticiosa espanhola EFE. O ministro do Interior turco, Besir Atalay, já classificou a manifestação como "ilegal", recordando que é proibido realizar acções de protesto junto ao Parlamento. Desde as primeiras horas do dia, a polícia bloqueou os acessos à praça de Kizilay, situada no centro da capital turca. Representantes sindicais ainda tentaram negociar com as forças de segurança, para que a marcha pudesse ir até às imediações do Parlamento, mas a polícia não permitiu. Alguns grupos de manifestantes mostraram a sua indignação e atiraram objectos contra os elementos das forças de segurança, que responderam com jatos de água e gás lacrimogéneo. Muitos manifestantes gritaram durante a marcha várias frases relacionadas com a actual revolta no Egipto. "Tayyip, desejamos-te um final feliz como Mubarak!", foram algumas das palavras de ordem ouvidas durante o protesto. A manifestação foi convocada pelos principais sindicatos turcos para contestar a reforma laboral proposta pelo Governo de Ancara. A "lei bolsa", que actualmente está a ser discutida no Parlamento, integra um pacote de 163 medidas, das quais se destacam a redução do salário mínimo para os jovens e a possibilidade de deslocar os funcionários e de contratar trabalhadores sem segurança social.
APOIANTES DE MUBARAK CERCAM HOTEL DOS JORNALISTAS
Grupos de partidários do presidente egípcio, Hosni Mubarak, cercaram o hotel Ramsés Hilton, no centro do Cairo, à procura dos jornalistas estrangeiros que ali se encontram, indicaram testemunhas citadas pela agência EFE. Dois jornalistas espanhóis que se encontram no hotel deram conta à agência EFE desta situação, enquanto a cadeia de televisão Al-Jazira anunciou que grupos de desordeiros entraram no edifício, o que não foi confirmado por responsáveis do hotel. A correspondente da TVE no Egipto, Rosa María Molló, foi agredida quando tentava cobrir os confrontos que opõem manifestantes pró e contra Hosni Mubarak. Molló relatou em conversa telefónica com a TVE que um grupo de civis mandou parar o táxi em que seguia. Foi-lhe pedido que saísse e depois de ser identificada como jornalista foi agredida. A jornalista contou que se tratou de uma agressão sem gravidade, mas teve de pedir ajuda ao exército e foi-lhe roubado material. Dois jornalistas gregos ficaram feridos nos confrontos na quarta-feira e um deles chegou a receber tratamento no hospital. A enviada da ABC Christiane Amanpour também indicou que na quarta-feira o carro em que seguia foi cercado por indivíduos que batiam nas janelas e foi lançada uma pedra que partiu o pára-brisas, mas sem ferir os ocupantes. As organizações Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) condenaram já as agressões a jornalistas registadas durante os protestos antigovernamentais no Egipto. A RSF indicou que foram atacados trabalhadores da BBC, da Al Jazeera, da CNN, da Al Arabiya e da ABC.
REVOLUÇÃO NO MEDITERRÂNEO ALASTRA À JORDÂNIA
O primeiro-ministro jordaniano Marouf al-Bakhit vai reunir hoje com a oposição, um dia depois de tomar posse, resultado de várias manifestações exigindo reformas, indicou um de seus colaboradores mais próximos, que pediu o anonimato. Bajit, cuja nomeação foi criticada pela Frente de Ação Islâmica (FAI), iniciou nesta quarta-feira os trabalhos de formação de seu governo, cuja composição "deve ser anunciada no sábado ou domingo se as consultas avançarem", disse a fonte. O primeiro-ministro designado reunirá na quarta e quinta-feira com os dirigentes de todos os partidos políticos, sobretudo os islâmicos e de esquerda, "assim como todos os sindicatos profissionais", acrescentou. O rei Abdullah da Jordânia destituiu na terça-feira o seu primeiro-ministro Samir Rifai para tentar apaziguar os manifestantes, mas os islamitas afirmam que o substituto "não é reformista" e prometem novos protestos.
Hamza Mansour, líder da Frente de Acção Islâmica (FAI), ramo político da Irmandade Muçulmana rejeitou a designação de al-Bakhit após considerar "não ser a pessoa certa para as funções". "Al-Bakith é um homem dos serviços de segurança, um antigo general e quadro dos serviços secretos. Não acredita na democracia", considerou Mansour em declarações à agência norte-americana AP. Em alternativa, o líder político islamita disse que o país necessita "de uma figura nacional que retire a Jordânia da grave crise política e social". A Jordânia confronta-se com uma crescente dívida externa, avaliada em 11 mil milhões de euros, uma taxa inflação que disparou 1,5 por cento em dezembro para atingir os 6,1 por cento e um elevado índice de desemprego (12 por cento) e pobreza (25 por cento dos 6,5 milhões de habitantes). Na terça-feira, o rei Abdullah anunciou a demissão do Governo e ordenou ao novo primeiro-ministro medidas imediatas para revitalizar a economia, combater o desemprego e iniciar uma abertura política. Al-Bakhit, 63 anos, antigo embaixador em Israel, é conhecido pelo seu apoio sem restrições às fortes relações do país com os Estados Unidos e ao acordo de paz da Jordânia com Israel, opções muito criticadas pelos islamistas e das formações da esquerda jordana.
Hamza Mansour, líder da Frente de Acção Islâmica (FAI), ramo político da Irmandade Muçulmana rejeitou a designação de al-Bakhit após considerar "não ser a pessoa certa para as funções". "Al-Bakith é um homem dos serviços de segurança, um antigo general e quadro dos serviços secretos. Não acredita na democracia", considerou Mansour em declarações à agência norte-americana AP. Em alternativa, o líder político islamita disse que o país necessita "de uma figura nacional que retire a Jordânia da grave crise política e social". A Jordânia confronta-se com uma crescente dívida externa, avaliada em 11 mil milhões de euros, uma taxa inflação que disparou 1,5 por cento em dezembro para atingir os 6,1 por cento e um elevado índice de desemprego (12 por cento) e pobreza (25 por cento dos 6,5 milhões de habitantes). Na terça-feira, o rei Abdullah anunciou a demissão do Governo e ordenou ao novo primeiro-ministro medidas imediatas para revitalizar a economia, combater o desemprego e iniciar uma abertura política. Al-Bakhit, 63 anos, antigo embaixador em Israel, é conhecido pelo seu apoio sem restrições às fortes relações do país com os Estados Unidos e ao acordo de paz da Jordânia com Israel, opções muito criticadas pelos islamistas e das formações da esquerda jordana.
219 MORTOS E 510 FERIDOS NAS MANIFESTAÇÕES DA TUNÍSIA
Pelo menos 219 pessoas morreram e 510 ficaram feridas durante as manifestações e distúrbios que provocaram a queda do Presidente tunisino, Zine El Abidine Ben Ali, anunciou nesta terça-feira em Tunes o chefe da missão do Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas. Entre as vítimas mortais, 147 perderam a vida nos distúrbios e 72 nas prisões.
CORRUPÇÃO DO CASO SUBMARINOS LESOU O ESTADO EM 34 MILHÕES DE EUROS
Depois de muitas tentativas da defesa em anular o processo judicial das contrapartidas pela compra dos submarinos a um construtor alemão, nomeadamente através de incidentes de recusa, alegando a falta de isenção das peritagens, o juiz Carlos Alexandre decidiu no passado dia 25 de Janeiro, levar a julgamento os nove arguidos acusados de falsificação de documentos e de burla qualificada. Num despacho de pronúncia de 950 páginas, o magistrado diz que "todos os arguidos actuaram previamente acordados, em comunhão de esforços, deliberada, livre e conscientemente, bem sabendo que as suas condutas eram punidas por Lei". O grupo, composto por sete gestores portugueses de empresas do ramo automóvel que iriam beneficiar de contrapartidas e por três gestores alemães da Ferrostal (já julgados e condenados a prisão, multas elevadas e demitidos dos seus cargos, na Alemanha), é acusado de ter lesado o Estado em cerca de 34 milhões de euros.
OPENLEAKS O NOVO WIKILEAKS AGORA MAIS DIPLOMÁTICO
O antigo número dois do Wikileaks anunciou esta sexta-feira um projecto concorrente com o de Julian Assange: o OpenLeaks.org tem por objectivo tornar mais fácil e mais seguro aos utilizadores passarem informações confidenciais e de forma anónima para a imprensa. Daniel Domscheit-Berg explicou que pretende trabalhar com grupos de comunicação social, à semelhança do que faz o WikiLeaks, mas guardou reserva sobre quais serão os parceiros. «Precisamos de criar transparência onde isso é negado e temos a obrigação de dar protecção às pessoas», disse Domscheit-Berg, que já fez parte do grupo de hackers Chaos Computer Club. De acordo com informação posta a circular, o OpenLeaks não está ainda disponível, devendo entrar em testes nos próximos meses. O OpenLeaks terá como objectivo apenas servir de intermediário na manipulação de documentos. Não publicará documentos online mas disponibiliza-os a outros meios de comunicação social e a organizações. Os denunciadores poderão escolher o destino dos documentos fornecidos e o Openleaks apenas publicará informação que considere relevante. O projecto deverá custar um milhão de euros e até ao momento ainda não recebeu qualquer financiamento.
FAMÍLIA DE CASTRO ACELERA PROCESSO E ACEITA ACORDOS JUDICIAIS DA DEFESA
Renato Seabra declarou-se inocente pelo homicídio de Carlos Castro, mas a confirmação da acusação por homicídio em segundo grau atira-o para um cenário de pelo menos 15 anos de prisão. No estado de Nova Iorque, o homicídio em segundo grau é punido com uma pena que varia entre os 15/25 anos e a prisão perpétua. A defesa entra agora na fase de ataque: tem de reunir o máximo de provas e exames psiquiátricos para conseguir negociar com a procuradora de justiça e convencê-la a atribuir uma pena o mais reduzida possível, sem necessidade de levar o caso a julgamento. "A pena ficará entre os 15 e os 20 anos. Não acredito na hipótese de ser inferior a 15 anos", vaticina Tony Castro, com base na experiência de 14 anos como procurador de justiça no condado do Bronx. "A procuradora vai atirar para os 20 anos e o advogado vai pressionar para conseguir uma pena mais próxima dos 15", acrescenta o especialista em direito criminal.
A hipótese de o caso só conhecer um desfecho em julgamento está praticamente posta de parte. Não só porque as estatísticas o confirmam - só 5% dos processos em Nova Iorque são resolvidos em julgamento público - mas também porque há mais riscos do que benefícios em arrastar o caso para julgamento. "Os riscos de ir a julgamento são enormes. Se perde o caso arrisca-se à pena máxima, que é a prisão perpétua", explica o advogado Tony Castro. Em julgamento, Renato Seabra ficaria dependente do trial jury - um elenco de 12 jurados -, responsável por votar a condenação. "É preciso perceber se as provas da defesa são suficientemente fortes para arriscar. Se a procuradora não fizer uma oferta inferior a 20 anos, aí o advogado pode entender que não tem grande coisa a perder em julgamento: no máximo, perde por cinco anos", esclarece Tony Castro. A acusação por homicídio em segundo grau dá agora mais espaço de manobra à defesa. "Se fosse homicídio em primeiro grau, as hipóteses de negociar seriam reduzíssimas", adianta o ex-procurador Tony Castro.
A hipótese de o caso só conhecer um desfecho em julgamento está praticamente posta de parte. Não só porque as estatísticas o confirmam - só 5% dos processos em Nova Iorque são resolvidos em julgamento público - mas também porque há mais riscos do que benefícios em arrastar o caso para julgamento. "Os riscos de ir a julgamento são enormes. Se perde o caso arrisca-se à pena máxima, que é a prisão perpétua", explica o advogado Tony Castro. Em julgamento, Renato Seabra ficaria dependente do trial jury - um elenco de 12 jurados -, responsável por votar a condenação. "É preciso perceber se as provas da defesa são suficientemente fortes para arriscar. Se a procuradora não fizer uma oferta inferior a 20 anos, aí o advogado pode entender que não tem grande coisa a perder em julgamento: no máximo, perde por cinco anos", esclarece Tony Castro. A acusação por homicídio em segundo grau dá agora mais espaço de manobra à defesa. "Se fosse homicídio em primeiro grau, as hipóteses de negociar seriam reduzíssimas", adianta o ex-procurador Tony Castro.
David Touger pode tentar reduzir o número de anos de prisão ao mínimo num caso de homicídio em segundo grau - 15 anos. Renato Seabra só passará menos de 15 anos na cadeia se a sua defesa conseguir baixar a acusação para manslaughter em primeiro grau, o equivalente a homicídio involuntário. Para isso, as provas têm de sustentar um de dois cenários: que "Renato não tinha intenção de matar Carlos Castro ou que sofreu de uma insanidade temporária", explica Tony Castro. Nos próximos dias a defesa vai entregar requerimentos para tentar fragilizar a acusação. Os mais prováveis são um requerimento para tentar anular o indictment - a acusação formal do grand jury lida ontem - e outro para tentar anular a confissão de Renato à polícia de Nova Iorque. No dia 4, data da próxima audiência no Supremo Tribunal de Manhattan, o juiz vai dizer se os pedidos do advogado foram ou não aceites. Se David Touger conseguir provar ao juiz que a confissão de Seabra foi arrancada quando ele já tinha um advogado ou que o seu estado psicológico na altura não lhe permitia fazer uma admissão de culpa coerente, soma uma vitória na defesa do caso porque a confissão deixa de poder ser usada como prova. Ontem o tribunal permitiu o acesso a documentos do processo, como a acusação e a confissão do manequim. O documento revela que Renato Seabra confessou ter agredido Carlos Castro durante uma hora na sequência de uma discussão verbal que se transformou em confronto físico.
EXPLOSAO NA VENEZUELA EM DEPÓSITO DE MUNIÇÕES LANÇA CAOS
Um incêndio deflagrou uma série de explosões em depósitos de armas militares na cidade de Maracay a 100 km de Caracas, neste domingo, ferindo cerca de 40 pessoas e obrigando as autoridades a isolarem a área num raio de 6 quilómetros. Os depósitos, pertencentes à Companhia Anónima Venezuelana de Indústrias Militares, obrigou à evacuação de 10.000 pessoas. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas durante as explosões. A causa ainda não está esclarecida. Na televisão estatal, o ministro da Informação, Andres Izarra, pediu calma e disse que as autoridades já estavam no local. Isea acrescentou que explosões mais pequenascontinuavam no domingo de manhã e que os bombeiros aguardavam até que estas fossem menores, para se aproximarem da área.
COMEÇA O RACIONAMENTO SOCIAL: COMBOIOS DIA SIM, DIA NÃO
A CP vai rever a oferta de ligações internacionais que podem passar a circular dia sim, dia não, tal como nos anos 70 e 80. Segundo o administrador da transportadora Nuno Moreira, os comboios Sud Expresso e Lusitânia poderão deixar de ser diários em épocas de menor procura. São comboios com muita procura em épocas festivas, tais como Natal e Páscoa, mas fora desses picos de movimento são muito irregulares na taxa de ocupação. O serviço está a ser equacionado juntamente com os espanhóis e a redução de serviços na época baixa foi a solução encontrada. Actualmente o Sud Expresso parte diariamente de Lisboa e dá ligação Hendaye/Irún ao comboio de alta velocidade para Paris, enquanto o Lusitânia Comboio Hotel assegura a ligação da capital portuguesa a Madrid.
A VERDADEIRA RAZÃO DA REVOLUÇÃO EGÍPCIA: AUMENTO DO PREÇO DO PETRÓLEO
A coincidência de várias revoluções no Norte de África não passa de uma estratégia da CIA para fazer, uma vez mais, aumentar o preço do petróleo e fazer a economia norte-americana ganhar pontos mundialmente. Uma vez mais o dólar se valoriza em relação às outras moedas. Os EUA continuam, pela mão secreta e maquiavélica da CIA, a melhorar todas as áreas da economia norte-americana no mundo. Desta vez a estratégia usada foi a revolução egípcia que criou o falso receio no mercado petrolífero de que o encerramento do canal do Suez faria subir o preço do petróleo obrigando os distribuidores a manter o preço do barril acima dos 100 dólares. O barril de Brent valia hoje 100,55 dólares no mercado de futuros de Londres, depois de ter superado, pela primeira vez desde outubro de 2008, a barreira dos 100 dólares. Embora não seja um dos grandes produtores de petróleo, o Egipto é o país que controla o Canal de Suez, por onde passam todos os dias um milhão de barris a partir do Golfo para o Mediterrâneo. Uma vez mais, a mãozinha da CIA.
EXPLOSÃO DA ESTRELA BETELGEUSE EM MEADOS DE 2012 "ANUNCIA FIM DO MUNDO"
Durante alguns dias poderão ser vistos dois sóis a brilhar nos céus, em meados de 2012. A explosão de uma estrela gigante da constelação de Órion, chamada “Betelgeuse” (Alpha Orionis), irá provocar um fenómeno cósmico inédito: o maior clarão da história do planeta. Os cientistas antevêem uma explosão em grande escala, mas não é possível antecipar a data da desintegração da Betelgeuse. Certo é que se trata de um dos mais espectaculares fenómenos jamais ocorridos na Terra. A noite vai transformar-se em dia e durante alguns dias será possível observar dois sóis. Segundo Brad Carter, professor de Física da Universidade Southern Queensland (Austrália), “a terra receberá de imediato um intenso brilho durante duas semanas, só visível em alguns pontos do globo”. A Betelgeuse vai transformar-se numa supernova e a sua explosão proporcionará o maior clarão da história do planeta, apesar de esta estrela gigante estar localizada a 640 anos-luz de distância, na constelação de Órion. A constelação representada precisamente no alinhamento das pirâmides do Cairo. Para alguns, este é o sinal de que 2012 é uma profecia fatalista para o planeta Terra e que se vai mesmo cumprir, tal como descrita pelas visões proféticas Maias.
ASSANGE PROMETE DILÚVIO DE DOCUMENTOS SE O SITE WIKILEAKS FOR ENCERRADO
O fundador do "WikiLeaks", Julian Assange, revelou no domingo um plano para divulgar "um dilúvio" de documentos secretos para o caso do "site" ser definitivamente encerrado, noticiou a AFP. Numa entrevista exclusiva ao programa "60 minutes" da cadeia de televisão CBS, Assange anunciou que o seu grupo tem "um sistema através do qual pode distribuir cópias encriptadas de documentos ainda não publicados". "Há cópias distribuídas por inúmeras pessoas, cerca de 100 mil, e tudo o que precisamos de fazer é dar-lhes uma chave encriptada que lhes permitirá prosseguir" a divulgação de documentos, destacou. Assange, que está a ser investigado criminalmente pela fuga de centenas de milhares de relatórios e despachos diplomáticos, adiantou que a chave só será distribuída em último caso. "Se um certo número de pessoas fossem detidas ou assassinadas e tivéssemos a sensação de não poder continuar (a divulgação de documentos), outras pessoas deveriam ter de nos substituir (no nosso trabalho) e aí poderíamos dar a chave", declarou. Durante a entrevista, o australiano de 39 anos desmentiu ser movido por sentimentos anti-americanos e classificou o seu grupo como "militante da imprensa livre".
MUITO SEXO, DROGA E PROSTITUIÇÃO NOS BASTIDORES DAS AGÊNCIAS DE MODELOS
A revista Sábado desta semana apresenta um artigo com inúmeros exemplos da relação directa existente no nosso mercado português, entre sexo, agências de modelos, drogas e prostituição de luxo. Estilistas, produtores de moda e fotógrafos fazem promessas a modelos em início de carreira, em troca de favores sexuais. Este mercado já está tão banalizado que a maioria dos jovens já se inscrevem nas agências de modelos com segundos objectivos. Basta terem um palmo de cara e um corpo minimamente trabalhado, no caso dos homens, ou serem magras e bonitas, no caso das raparigas. Depois a maquilhagem e os contactos fazem o resto... Festas, redes sociais e os bastidores dos grandes eventos de moda servem para estabelecer muitos negócios ou contactos. As festas podem ser uma forma de aceder a drogas, que funcionam como integração para os jovens mais vulneráveis e são também uma forma de manipulação fácil pelos "lobos" ou "abutres" como são conhecidos os mais velhos, os que estabelecem os contactos e o tráfico de influências. As festas decorrem, normalmente, na área VIP das discotecas, em vários pontos do país, à porta fechada. Neste grupo da moda incluem-se actualmente muitas hospedeiras de bordo, contratadas também pelas agências de moda, muitas vezes.
Só se entra por convite ou conhecimento do porteiro, com direito a bar-aberto e muitas drogas, em festas que, muitas vezes continuam em regime after-hours, até ao almoço do dia seguinte. Cocaína, LSD e ácidos. Há ainda as festas temáticas e as festas privadas, cujo objectivo é muitas vezes mostrar a "carne fresca", os novos modelos "disponíveis em catálogo". Lisboa, Porto, Setúbal Coimbra e Algarve são as cinco zonas de maior "ataque". A maior parte destes jovens acabam por trocarem contactos para, na mesma noite, ou uns dias depois, entrarem no mundo dos e das acompanhantes de luxo, que na maior parte das vezes acaba em sexo a troco de favores, dinheiro ou bens de luxo, como roupa de marca do tipo malas Louis Vuitton ou sapatos Louboutin. Quem "acompanha" em viagens de fim-de-semana pode mesmo chegar a receber 5.000 euros. O recente caso de Berlusconi em Itália prova bem como estes esquemas estão bem montados e funcionam à margem da lei, mesmo quando são primeira página de jornais, semanas após semanas... A Sábado conta ainda pormenorizadamente, como Carlos Castro costumava "engatar" e seduzir jovens de 19 e 20 anos recém-chegados a Lisboa e ao mundo da moda, pressionando-os por sms a estarem na sua presença, a troco de favores, almoços e viagens.
SEGUROS AUTOMÓVEL VÃO AUMENTAR ESTE ANO
O director-geral da Generali diz que é inevitável que as seguradoras subam os prémios este ano. Se tem carro e tiver que pagar o seguro do seu automóvel nos próximos meses não se admire se a factura for mais elevada do que no ano passado. Santi Cianci, director-geral da seguradora Generali em Portugal, refere que é inevitável que os prémios destas apólices subam em 2011. O motivo é simples: depois de muitas companhias terem optado por baixar os tarifários em 2009, "ficou claro que o nível de tarifário praticado nessa altura, e que foi parcialmente recuperado em 2010, tornava insustentável a operação", explica este responsável em entrevista ao Diário Económico. E adianta: "Os preços vão ter de subir ligeiramente para que as companhias cumpram a sua função". Apesar da crise que afectou áreas de negócio como o ramo automóvel e acidentes de trabalho.
MONGE BUDISTA NO BUTÃO CONDENADO A 5 ANOS DE PRISÃO POR FUMAR
O monge budista foi o primeiro apanhado a quebrar a estrita lei anti-tabagista do Butão e enfrenta agora uma pena de cinco anos de prisão. Este foi o primeiro caso detectado no país, desde que a lei que entrou em vigor em Janeiro. O Butão situado nos Himalaias, entre a China e a Índia, pretende tornar-se na primeira nação sem tabaco. O monge budista é acusado de consumo e contrabando de tabaco, após terem sido encontrados 72 pacotes de tabaco de mascar, dos quais não tinha recibo. De acordo com a lei do Butão, os fumadores só podem importar 200 cigarros ou 150 gramas de outros produtos de tabaco por mês, dos quais têm que apresentar recibo, quando abordados pela polícia. O jovem, de 24 anos, alega que adquiriu na fronteira da Índia para uso pessoal, mas que desconhecia a nova lei, de acordo com a Reuters. Aos olhos dos butaneses, o acto de fumar é considerado mau karma e, como tal, não existe tabaco à venda desde 2005. Fumar em privado não é ilegal, mas a nova lei prevê que os polícias possam entrar nas casas e pedir recibo, caso lhes cheire a tabaco. Quem não provar que os cigarros são importados ou for apanhado a vender ou comprar tabaco no comércio local, enfrenta cinco anos de prisão. A venda ilegal de cigarros, outrora a maior fonte de rendimento para o comércio mais pequeno, é agora quase inexistente. Os comerciantes afirmam que é muito difícil esconder tabaco dos cães pisteiros, usados desde 2005.
ALBERTO JOÃO JARDIM FALA DO PERIGO DAS SOCIEDADES SECRETAS DO PS
O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, afirmou este domingo ser necessário elucidar a população porque é «injusto» que esta confunda e penalize o partido na região pela política do executivo da República. Jardim falava no encerramento do XVIII congresso regional da JSD-M que elegeu um novo líder, José Pedro Pereira, num discurso que durou mais de 40 minutos. Sem falar explicitamente do resultado das eleições presidenciais, sublinhou que «a alternativa não é o fascismo, a Madeira Velha», acrescentando: «não estamos para voltar à sociedade feudal» que existia na região e que «o PSD tem a honra de ter mudado». Salientou ser necessário fazer entender «o que era a Madeira antiga, a Madeira Velha, que não foi invenção de Alberto João Jardim, e estão a querer voltar, com uma linguagem desbravada de esquerda». Realçou que a luta é assim «pela pedagogia para evitar que volte a Madeira Velha». O que «o PS fez ao país nos últimos anos, é uma situação inadmissível, mas o PS está estribado em determinado tipo de forças, como o capitalismo de forças e as sociedades secretas, o que permite continuar a abusar e a brincar com o país», disse.
ARGÉLIA PROIBIDA DE REALIZAR MANIFESTAÇÕES
O ministro argelino do Interior Dahou Ould Kablia afirmou, numa entrevista ao diário francês Liberté, que nenhuma manifestação será autorizada pelas autoridades. "As manifestações estão proibidas em Argel", disse o governante afirmando que esta medida não se aplica apenas às manifestações da oposição como a "todas as manifestações". No passado dia 22 a Polícia impediu uma marcha do RCD (Agrupamento para a Cultura e a Democracia), da oposição. "Se um partido da Aliança [presidencial] entender amanhã realizar uma manifestação em Argel, eu posso afirmar como ministro do Interior que será proibido", acrescentou. A Aliança, no poder, integra a Frente de Libertação Nacional (conservador), o Agrupamento Nacional Democrático (liberal), do primeiro-ministro Ahmed Ouyahia, e o Movimento da Sociedade para a Paz (islamista). Uma marcha em defesa do "fim do sistema" estava prevista realizar-se a 12 de Fevereiro, em Argel, apelando a um nova Coordenação Nacional para a Mudança e a Democracia, que agrupa os movimentos de oposição e organizações da sociedade civil. O ministro explicou que a proibição das marchas é justificada por razões de segurança. "Argel é uma cidade de três milhões de habitantes. Há problemas que podem não ter sido tidos em conta pelos organizadores das manifestações". A NWO testa em países do Norte de África a forma de actuar em todo o mundo dentro de um par de anos...
IMPRENSA ESPANHOLA ACUSA RÁDIO DE RANGEL DE SER LOBBY DO PS
O grupo de media de Rui Pedro Soares e Emídio Rangel, com o apoio dos espanhóis da Media Pro, está a ser visto em Espanha como um aliado do Governo socialista de José Sócrates. "Media Pro também imita a Prisa em Portugal e cria um grupo favorável ao PS luso", titula o jornal online Capital Madrid, especializado em assuntos económicos e financeiros. De acordo com a publicação digital espanhola, "o primeiro-ministro José Sócrates tem pelo menos um motivo para invejar o seu bom amigo espanhol José Luís Zapatero. Ainda que ambos sofram a mesma perda de popularidade, o Partido Socialista há muito tempo que se queixa de não ter qualquer grupo mediático ao seu lado, enquanto o PSOE sempre pôde contar com o apoio mais ou menos crítico da Prisa e praticamente incondicional da Media Pro (La Sexta)".
O alinhamento político da imprensa, que em Portugal não tem tradição, é uma realidade, mais apreendida do que assumida, em Espanha, onde o jornal El País, detido pela Prisa, é historicamente próximo do PSOE, e o jornal El Mundo, propriedade da Unidade Editorial, alinhado politicamente com a direita e o PP. Segundo as notícias publicadas em Portugal, mas também em Espanha, a Media Pro, através da sua participada Media Luso, é um dos suportes de Rangel, antigo director-geral da SIC e da RTP, e comentador próximo de Sócrates, e de Rui Pedro Soares, antigo administrador da PT e arguido do caso Tagus Park. O objectivo é lançar um grupo de comunicação que englobe um jornal, uma rádio e uma televisão, com o apoio da espanhola Media Pro, que detém em Portugal o Porto Canal. Para isso, Rangel e Soares adquiriram à Media Pro, segundo informação veiculada pela imprensa, os direitos de transmissão da Liga espanhola de futebol, que até 2012 pertencem à Sport TV, detida em 50% pela Controlinveste, grupo que tem ainda o DN, o JN, O Jogo e a TSF.
CDS QUER CORTES NOS GESTORES PÚBLICOS E NOS SEUS SALÁRIOS
"Portugal tem empresas públicas a mais, gestores públicos a mais e endividamento a mais", assegurou Cecília Meireles, deputada do CDS, partido que interpelou o Governo sobre o sector empresarial do Estado (SEE). Lembrando que em matéria de empresas públicas "o único accionista é o contribuinte português", o CDS lembra que neste momento existem muitos gestores públicos com ordenados muito superiores ao do Presidente da República, lembrando que "não existe qualquer indexação". O CDS quer ainda que se possa "escrutinar os contratos de gestão". Uma matéria fundamental, uma vez que os gestores públicos costumam ter remunerações variáveis e estas estão indexadas a objectivos de gestão muitas vezes não devidamente quantificados. Ou seja, o CDS considera que a remuneração variável só se justifica se "o gestor efectivamente tiver atingido metas significativas". Por fim, os populares consideram ser necessário acabar "com as indemnizações desproporcionadas". Também o Bloco anunciou, pela voz de José Manuel Pureza, a apresentação de dois projectos de lei para limitar as remunerações dos gestores públicos. O líder parlamentar do BE defendeu ser necessário "credibilizar" o sector empresarial do Estado.
83.500 FICAM SEM APOIO SOCIAL JÁ EM FEVEREIRO
Mais de um milhão de beneficiários de prestações sociais efectuou a prova de rendimentos obrigatória na Segurança Social, que estima suspender cerca de 83.500 apoios durante o próximo mês de Fevereiro. Os agregados familiares foram chamados a fazer prova dos seus rendimentos junto dos serviços da Segurança Social até este mês, conforme previsto no diploma de condição de recursos que entrou em vigor a 1 de Agosto e que define o novo conceito de agregado familiar e as novas naturezas de rendimentos. Segundo a nota do Ministério, estima-se ainda que durante o próximo mês de Fevereiro sejam suspensas 83.500 prestações sociais. A larga maioria corresponde a prestações de abono de família de beneficiários que não fizeram o pedido de palavra-passe necessário junto da Segurança Social até ao dia 31 de Dezembro. Nas provas de condição de recursos, o beneficiário teve que comprovar, entre outras coisas, que o património mobiliário do seu agregado familiar (grosso modo o dinheiro que o beneficiário possui na conta bancária ou em aplicações financeiras) não excede os 100.000 euros.
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