A Rússia decretou o embargo aos vegetais de toda a União Europeia e Bruxelas não gostou. O enviado europeu a Moscovo lembrou mesmo que esta atitude contradiz o espeírito da Organização Mundial do Comércio, (OMC), à qual a Rússia tenta aderir. Mas Putin não se intimida e responde taco a taco: “Todos os países da Eurozona se digladiaram entre eles por causa dos pepinos… Os representantes da Comissão Europeia dizem que a nossa decisão contradiz o espírito da OMC. Falo francamente quando digo que não percebo que espírito é que isto contradiz, porque, depois de comerem os pepinos, a pessoas morrem. De facto, estes pepinos cheiram mal”. E os primeiros a sofrerem os efeitos do mau cheiro foram os produtores espanhóis que, desde que as autoridades de Hamburgo puseram em causa os seus vegetais, deixaram de vender. Madrid ameaça pedir indemnizações à Alemanha. Os governos da Espanha, da Holanda e da própria Alemanha já pediram à Comissão Europeia que pondere a concessão de ajudas aos produtores afectados pela crise. Portugal e a França preparam-se para fazer o mesmo.
ESTUDANTE CHINÊS VENDE RIM POR 2.200€ PARA COMPRAR iPAD
Esta história insólita aconteceu na província de Anhui, no leste da China. Zhen, assim se chama o jovem, leu um anúncio no jornal onde ofereciam cerca de 2.200 euros por um rim. E decidiu aceitar a proposta. "Queria muito ter um Ipad 2 mas não tinha dinheiro. Encontrei um anúncio, colocado online, a dizer que pagavam 20 mil yuans (2.200 euros) por um rim", contou Zhen à Shezhen TV. O adolescente deslocou-se posteriormente a um hospital onde foi operado, esteve internado três dias, e no final da cirúrgia recebeu o dinheiro que lhe prometeram. Quando chegou a casa com um computador portátil e um iPad2, a mãe questionou-o sobre como tinha arranjado dinheiro. Mas só após muita insistência, Zhen confessou tudo à mãe, que informou as autoridades sobre o sucedido.
DESEMPREGO DISPARA NOS EUA
O desemprego voltou a subir nos Estados Unidos, quando as previsões apontavam para uma estagnação nos nove por cento. Atingiu o seu valor mais alto desde Dezembro de 2010, quando a taxa era de 9,4 por cento, segundo dados revelados hoje pelo Ministério do Trabalho norte-americano. Apesar de ficar apenas um ponto percentual acima do valor estimado, os 9,1 por cento de desemprego nos EUA representam a segunda subida consecutiva. A taxa cresceu 0,1 pontos percentuais face a Abril. A este dado soma-se o número de contratações no mês de Maio, que cresceram três vezes menos do que o esperado. Foram 54 mil contratações, contra as 232 mil do mês de Abril, insuficientes para absorver os novos trabalhadores acabados de entrar no mercado. Os analistas consultados pela agência financeira Bloomberg apontavam para 165 mil novos empregos. É o aumento de emprego mais fraco desde Setembro de 2010. Nas contratações privadas, esperava-se um aumento de 179 mil novos funcionários, mas a primeira economia mundial registou apenas 83 mil novos postos de trabalho.
DURÃO BARROSO GASTOU 249.000 EUROS EM VOOS PRIVADOS
Segundo o britânico "The Guardian", que cita o trabalho de uma organização dedicada ao jornalismo de investigação, o gabinete de Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia (CE), acumulou uma factura 249 mil euros em jactos particulares na altura em que participou da convenção sobre alterações climáticas das Nações Unidas, em 2009. Esta factura, que diz respeito a um período de nove meses, é uma pequena parte dos 7,5 milhões de euros gastos pela CE em viagens em jactos privados nos últimos cinco anos. Além destes voos, o gabinete de Durão Barroso e de outros 35 comissários gastaram 28 mil euros no luxuoso Hotel Peninsula em Nova Iorque, durante a participação na convenção das Nações Unidas. A investigação denuncia ainda 75 mil euros gastos na recepção (cocktail) de uma conferência sobre ciência ("Discovery 09"), além de 300 mil euros em outros eventos descritos na contabilidade da Comissão Europeia como festas (cocktail parties) no mesmo ano. Vinte mil euros foram gastos em lembranças oferecidas aos oradores convidados pela Comissão desde 2008, incluindo joalharia da marca de luxo Tiffany.
GREVES DA CP VÃO CONTINUAR DEPOIS DAS ELEIÇÕES
As greves na CP vão continuar caso a empresa deixe de aplicar o acordo de empresa, disse hoje o presidente do sindicato dos maquinistas. António Medeiros afirmou que os maquinistas darão "continuação do conflito e da greve", que se irá sentir nos próximos dias, "caso a empresa não retroceda das suas intenções". Os maquinistas mantêm a "exigência da aplicação do acordo de empresa, que teve o apoio das finanças", e que a administração "com o pretexto de uma inspecção-geral não o aplica", acrescentou. O representante sindical esclarece que em relação à supressão de comboios "a empresa para diminuir a oferta na linha de Cascais, não tem qualquer justificação", e que "não pode justificar a redução da oferta com a greve dos maquinistas". António Medeiros disse ainda que os "maquinistas estão disponíveis", e que "é um argumento falso que a empresa deve esclarecer a população", das "razões da supressão dos comboios e da diminuição da oferta". O sindicalista defende que a "administração está a aproveitar-se de uma luta justa dos maquinista" para "concretizar um plano de diminuição muito significativa da circulação de comboios", em todo o país. A razão da "diminuição da oferta, e da disponibilidade de transporte às populações" serve "para reduzir custos, mas empresa justifica-o com a greve dos maquinistas", o que "não tem nada a ver uma coisa com a outra", sendo "uma falsidade completa", acrescentou.
RYANAIR ENVIA ROSAS AOS TRIPULANTES DA TAP A AGRADECER GREVE
manobra de marketing da Ryanair apanhou de surpresa a TAP 

A Ryanair enviou 10 rosas ao Sindicato Nacional da Aviação Civil para celebrar os 10 dias de greve da TAP. A Ryanair vive bem com os problemas da TAP. A companhia irlandesa enviou hoje 10 rosas para o Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil. (SNPVAC) para comemorar os 10 dias de greve anunciado pelos tripulantes da TAP. Assim, a empresa convida os turistas portugueses a proteger as suas férias de Verão, evitando os aviões da TAP. "Enviámos aos dirigentes do SNPVAC 10 rosas em representação dos seus 10 dias de greve e do apreço que sentimos por eles aumentarem o nosso negócio. Claro está que esta greve irá causar muito incómodo aos passageiros da TAP e às suas famílias", afirmou a Ryanair em comunicado. Esta semana, o presidente da TAP, Fernando Pinto, considerou que se a greve dos tripulantes não for desconvocada, a transportadora portuguesa corre o risco de fechar.
FMI NÃO EMPRESTA MAIS DINHEIRO À GRÉCIA
A imprensa alemã garante que o FMI não vai desembolsar os 3,3 mil milhões que lhe cabem na quinta parcela do resgate à Grécia. "É agora dado como certo que o FMI não irá pagar a sua parte na próxima tranche do actual programa de ajuda [à Grécia] no final de Junho", escreve hoje o Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), sem citar fontes. O jornal lembra que o FMI só pode desembolsar recursos se o receptor tiver condições para honrar os seus compromissos nos próximos 12 meses. "A ‘Troika' aparentemente concluiu que não é esse o caso", sublinha o FAZ. Recorde-se que uma equipa da ‘troika' está em Atenas há algumas semanas para avaliar os progressos orçamentais da Grécia acordados no âmbito do resgate. O relatório deverá ser conhecido no final desta semana ou no princípio da próxima. Dessa avaliação dependerá a entrega da quinta tranche do resgate à Grécia, no valor de 12 mil milhões de euros, dos quais 3,3 mil milhões são da responsabilidade do FMI.
TAP FECHA PORTAS NO VERÃO POR CAUSA DA GREVE DO PESSOAL DE VOO
"Com isto a empresa fecha" foram as palavras do presidente da TAP, reagindo assim ao pré-aviso de greve do pessoal de voo que decidiu parar 10 dias este Verão. Em conferência de imprensa, Fernando Pinto revelou que depois do anúncio "tivemos uma corrida ao nosso sistema de reservas para cancelamento de voos". Avisou o responsável que "estamos a entregar à concorrência aquilo que é tão precioso para nós" e "com isto a empresa fecha", sublinhou o gestor. O presidente da companhia aérea de bandeira nacional alerta ainda os sindicatos que "enquanto a greve não acontece aceitamos negociar". No entanto, esclarece, "quando a greve acontecer não tem jeito". Perante este cenário, "apelo ao pessoal de cabine para que pense bem e compareça aos voos. Não destruam a empresa, porque sem empresa fica tudo mais complicado", pediu Fernando Pinto. O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) decidiu hoje lançar um pré-aviso de greve para 10 dias nos meses de Verão: cinco em Junho e outros cinco em Julho. A decisão foi tomada "em resposta à deliberação da TAP", que determinou "unilateralmente" retirar um elemento por tripulação, quando o Acordo da Empresa estabelece que a medida tem de ser tomada "com o acordo das duas partes".
A "MÁQUINA DE PROPAGANDA" QUE BLOQUEIA JORNAIS, TELEVISÕES, SITES E BLOGUES
«A máquina do Governo dispõe de uma redacção que ataca os artigos e os colunistas considerados hostis. Muitas vezes fala-se da ‘máquina de propaganda’ do Governo socialista. Mas nunca houve uma tentativa séria de investigar como funciona, que métodos utiliza, quantas pessoas envolve, quem a dirige, etc. Vou dizer o que sei. Essa máquina desdobra-se por várias frentes. Tem uma espécie de redacção central, que funciona como a redacção de um jornal, cuja missão é fazer constantemente contra-propaganda. Dispõe de um blogue chamado Câmara Corporativa (http://corporacoes.blogspot.com) e está permanentemente atenta a tudo o que se publica, desmentindo as notícias consideradas negativas para o Governo. Além disso, critica artigos de opinião publicados nos jornais, rebatendo os argumentos e, por vezes, ridicularizando ou desacreditando os seus autores. Mobiliza pessoas para intervir nos fóruns tipo TSF que hoje existem em todas as estações de rádio e TV. Selecciona na imprensa internacional notícias, artigos ou entrevistas favoráveis ao Governo português e põe-nos a circular entre jornalistas e colunistas ‘amigos’. É por esta última razão que vemos às vezes opiniões publicadas em obscuros órgãos de comunicação estrangeiros citadas em Portugal por diversas pessoas como importantes argumentos.»«Outra vertente são as relações com jornalistas. Há uma rede de jornalistas ‘amigos’ e a coisa funciona assim: um assessor fala com um jornalista amigo e dá-lhe determinada informação. Chama-se a isto ‘plantar uma notícia’ – e todos os Governos o fazem. Só que, uma vez a notícia publicada, às vezes com pouco destaque, os assessores telefonam a outros jornalistas e sopram-lhes: «Viste aquela notícia no sítio tal? Olha que é verdade! E é importante!». E assim a notícia é amplificada, conseguindo-se um efeito de confirmação. Umas vezes as notícias plantadas são verdadeiras, outras vezes são falsas. O Expresso, por exemplo, chegou a publicar em semanas consecutivas uma coisa e o seu contrário. Significativamente, o que estava em causa era Teixeira dos Santos, que o PS queria queimar. E constata-se que as notícias desagradáveis para a oposição têm mais eco do que outras. Veja-se a repercussão que teve uma carta de António Capucho publicada no SOL, que era um documento interessante mas não tinha a relevância que acabou por ter. A máquina de propaganda amplifica as notícias que interessam ao Governo. Em seguida, os comentadores colocados pelo PS nos vários programas de debate que hoje enxameiam as televisões repetem os argumentos convenientes. José Lello, Sérgio Sousa Pinto, Emídio Rangel, Francisco Assis, etc., repetem à saciedade, às vezes como papagaios, as mesmas ideias. E mesmo António Costa, na Quadratura do Círculo, um programa de características diferentes, não foge à regra: nunca o vi fazer uma crítica directa a Sócrates. Mas vi-o fazer uma crítica brutal a Teixeira dos Santos, na tal altura em que começou a cair em desgraça.»«As únicas situações em que as coisas fugiram do controlo da máquina socrática foram os casos Freeport e Face Oculta. Só que aí era impossível abafá-los. E para os combater foram lançadas contra-campanhas, como expliquei noutros artigos. E houve pessoas que pagaram por isso. A par das relações com os jornalistas, que se processam diariamente, há outro aspecto decisivo que passa pelo controlo dos principais meios. A tentativa de comprar a TVI falhou, mas José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes foram afastados e a orientação editorial da estação mudou. José Manuel Fernandes foi afastado do Público, e a orientação do jornal também mudou. Medina Carreira foi afastado da SIC. O SOL foi alvo de uma tentativa de asfixia. E estes são apenas os casos mais conhecidos. Por outro lado, o Governo soube cultivar boas relações com os patrões dos grandes grupos de media – a Controlinvest, a Cofina e a Impresa –, também como consequência das crises financeiras em que estes se viram mergulhados. Podemos assim constatar que, das três estações de TV generalistas, nenhuma hoje é hostil ao Governo. A RTP é do Estado, a TVI – que era muito crítica – foi apaziguada, a SIC tem--se vindo a aproximar do Executivo. Ora isto é anormal na Europa. Em quase todos os países há estações próximas da esquerda, há estações próximas da direita, há estações próximas do Governo, há estações próximas da oposição. Em Portugal é diferente.»«Ainda no plano da contra-propaganda, já falei noutras alturas da técnica do boomerang. Como funciona? Quando alguém da oposição (regra geral, o líder do PSD) diz qualquer coisa passível de exploração negativa, toda a máquina se põe a mexer para usar essa ideia como arma de arremesso contra quem a proferiu. Passos Coelho diz que quer mudar certas regras na Saúde – e logo Francisco Assis, Silva Pereira, Vieira da Silva, Jorge Lacão ou Santos Silva, os gendarmes de serviço, vêm gritar: «O PSD quer acabar com o Serviço Nacional de Saúde!». Passos Coelho diz qualquer coisa sobre as escolas públicas e as privadas – e lá vêm os mesmos dizer: «O PSD quer acabar com o ensino público gratuito!». Passos Coelho diz que quer certificar as ‘Novas Oportunidades’ – e os mesmos repetem: «O PSD ofendeu 500 mil portugueses!». E, no final, todos dizem em coro: «O PSD quer acabar com o Estado Social!». Passos Coelho não soube lidar com isto de início. E, perante estes ataques, acabou muitas vezes por bater em retirada. Propôs uma revisão constitucional e recuou. Outras vezes explicou-se em demasia. E com isso deu uma ideia de impreparação e falta de convicção, que só recentemente conseguiu corrigir. Mas a máquina não fica por aqui. Tem muitas outras frentes de combate. Os assessores do primeiro-ministro organizam dossiês para cada ministro, dizendo-lhes como devem reagir perante o que diariamente é publicado na imprensa. Assim, bem cedo pela manhã, um assessor telefona a um ministro, faz-lhe uma resenha da imprensa e diz-lhe o que ele deve responder a esta e àquela pergunta.»«Claro que há ministros que não aceitam este paternalismo. Que querem ter liberdade para responder pela sua cabeça. Mas esses ficam logo marcados. Admito que Luís Amado não aceite recados, estou certo de que Campos e Cunha não os aceitou, Freitas do Amaral também não. Mas a maioria dos outros aceitou-os ou aceita-os, até para tranquilidade própria: assim têm a certeza de não cometer gaffes e não desagradar ao primeiro-ministro. E já não falo nos boys colocados em todos os Ministérios e em todas as administrações das empresas públicas e que funcionam como correias de transmissão da opinião do Governo. Rui Pedro Soares é o caso mais conhecido. Mas obviamente não é o único. Eles estão por toda a parte. Muitas vezes nem têm posições de grande relevo. Mas o facto de se saber que são os porta-vozes do poder confere-lhes importância acrescida, porque as pessoas receiam-nos. Como resultado de tudo isto, muita gente, mesmo dentro do PS, tem medo. Evita falar. No congresso socialista, que mais parecia um encontro da IURD, vimos pessoas respeitáveis participar alegremente na farsa sem um gesto de distanciação. Chegou a meter dó ver António Costa, António Vitorino, o próprio Almeida Santos, envolvidos naquela encenação patética. Que foi produzida como uma super-produção, com sofisticados meios audiovisuais. Quando Sócrates começou a proferir a primeira das três últimas frases do seu último discurso, uma música ‘heróica’ começou a ouvir-se baixinho. E foi subindo, subindo de tom – e quando Sócrates acabou de falar a música estoirou, as luzes brilharam, não sei se houve fogo preso mas podia ter havido, choveram flores, foi a apoteose.»«Quem dirigirá esta poderosa e bem oleada máquina de propaganda e contra-propaganda? Haverá certamente um núcleo duro, ao qual não serão alheios aqueles que dão a cara nos momentos difíceis: Francisco Assis, Jorge Lacão e os três Silvas: Vieira da Silva, Augusto Santos Silva e Pedro Silva Pereira. Há quem fale numa personagem misteriosa, sibilina, que não gosta dos holofotes e que dá pelo nome de Luís Bernardo. Actualmente é assessor de Sócrates, antes foi assessor de Carrilho na Cultura. Pedro Norton, actual número 2 da Impresa e seu amigo, diz que ele é «o homem mais inteligente que conhece». Acontece que uma máquina política pode ser muito boa, pode estar muito bem oleada, pode funcionar na perfeição, mas tem sempre um ponto fraco: depende em última análise da performance de um homem. Durante anos essa performance foi quase perfeita – por isso chamei a Sócrates um ‘robô político’. Ora esse robô, agora, começou a falhar. E a derrota televisiva perante Passos Coelho pode ter posto em causa toda a engrenagem. O robô engasgou-se, exaltou-se, esteve à beira de colapsar. E quando isso acontece não há máquina de propaganda que valha.» (in, Jornal Sol, "O robô e a máquina de propaganda", 30 de Maio de 2011, por José António Saraiva, http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=20467).
NATO VISTA PELOS AFEGÃOS COMO FORÇA DE OCUPAÇÃO
A NATO arrisca-se a ser vista como uma “força de ocupação” se continuar a bombardear as casas dos afegãos. O aviso foi feito, esta manhã, pelo presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, apenas dois dias depois de ter lançado um “último aviso” à força internacional, apelando para que cesse as “operações unilaterais”. Uma reação ao raide aéreo que, no sábado, que matou 14 civis, incluindo 10 crianças, segundo as autoridades locais. A NATO pediu ontem desculpas pelo sucedido, justificando que os helicópteros visaram um local onde se escondiam cinco insurgentes, mas acabaram por atingir duas casas. Na mensagem desta terça-feira, Hamid Karzai relembrou que os ataques contra as habitações não são permitidos e que o povo afegão já perdeu a paciência. A reportagem em: http://pt.euronews.net/2011/05/31/karzai-alerta-a-nato-para-que-nao-seja-forca-de-ocupacao/.
STRAUSS KAHN UM ELO INCONVENIENTE AO FMI E À NWO, AGORA AFASTADO
Dominique Strauss Kahn foi vítima de uma conspiração construída ao mais alto nível por se ter tornado uma ameaça crescente aos grandes grupos financeiros mundiais. As suas recentes declarações como a necessidade de regular os mercados e as taxas de transacções financeiras, assim como uma distribuição mais equitativa da riqueza, assustaram os que manipulam, especulam e mandam na economia mundial. Não vale a pena pronunciar-nos sobre a culpa ou inocência pelo crime sexual de que Dominique Strauss Kahn é acusado, os media já o lincharam. De qualquer maneira este caso criminal parece demasiado bem orquestrado para ser verdadeiro, as incongruências são muitas e é difícil acreditar nesta história. O que interessa aqui salientar é: quem beneficia com a saída de cena de Strauss Kahn? Convém lembrar que quando em 2007 ele foi designado para ser o chefe do FMI, foi eleito pelo grupo Bilderberg, do qual faz parte. Na altura, ele não representava qualquer "perigo" para as elites económicas e financeiras mundiais com as quais partilhava as mesmas ideias. Em 2008, surge a crise financeira mundial e com ela, passados alguns meses, as vozes criticas quanto à culpa da banca mundial e à ao papel permissivo e até colaborante do governo norte-americano. Pouco a pouco, o director do FMI começou a demarcar-se da política seguida pelos seus antecessores e do domínio que os Estados Unidos sempre tiveram no seio da organização. Ainda no início deste mês, passou despercebido nos media o discurso de Dominique Strauss Kahn. Ele estava agora bem longe do que sempre foi a orientação do FMI. Progressivamente o FMI estava a abandonar parte das suas grandes linhas de orientação: o controlo dos capitais e a flexibilização do emprego. A liberalização das finanças, dos capitais e dos mercados era cada vez mais, aos olhos de Strauss Kahn, a responsável pela proliferação da crise "made in America".
O chefe do FMI mostrava agora nos seus discursos uma via mais "suave" de "ajuda" financeira aos países que dela necessitavam, permitia um desemprego menor e um consumo sustentado, e que portanto não seria necessário recorrer às privatizações desenfreadas que só atrasavam a retoma económica. Claro que os banqueiros mundiais não viam com bons olhos esta mudança, achavam que esta tudo bem como sempre tinha estado, a saber: que a política seguida até então pelo FMI tinha tido os resultados esperados, isto é os lucros dos grandes grupos financeiros estavam garantidos. Esta reviravolta era bem-vinda para economistas progressistas como Joseph Stiglitz que num recente discurso no Brooklings Institution, poderá ter dado a sentença de morte ao elogiar o trabalho do seu amigo Dominique Strauss Kahn. Nessa reunião Strauss Kahn concluiu dizendo: "Afinal, o emprego e a justiça são as bases da estabilidade e da prosperidade económica, de uma política de estabilidade e da paz. Isto são as bases do mandato do FMI. Esta é a base do nosso programa". Era impensável o poder financeiro mundial aceitarum tal discurso, o FMI não podia transformar-se numa organização distribuidora de riqueza. Dominique Strauss Kahn tinha-se tornado num problema. Recentemente tinha até declarado: "Ainda só fizemos metade do caminho. temos que reforçar o controlo dos mercados pelos Estados, as políticas globais devem produzir uma melhor distribuição dos rendimentos, os bancos centrais devem limitar a expansão demasiado rápida dos créditos e dos preços imobiliários Progressivamente deve existir um regresso dos mercados ao estado". A semana passada, Dominique Strauss Kahn, na George Washington University, foi mais longe nas suas declarações: "A mundialização conseguiu muitos resultados... mas ela tem também um lado sombrio: o fosso cavado entre os ricos e os pobres. Parece evidente que temos que criar uma nova forma de mundialização para impedir que a "mão invisível" dos mercados se torne num "punho invisível"". Dominique Strauss Kahn assinou aqui a sua sentença de morte, pisou a linha vermelha dos perigosos Bilderberg, por isso foi simplesmente "afastado".
PARQUE ESCOLAR VAI COBRAR RENDAS ÀS ESCOLAS
A Parque Escolar EPE (http://www.parque-escolar.pt), criada pelo Decreto-Lei nº41/2007, de 21-2 (http://dre.pt/pdf1sdip/2007/02/03700/12871294.pdf), é a empresa pública que veio assumir as competências dos serviços de obras das Direcções Regionais de Educação, que sucederam à extinta Direcção Geral das Construções Escolares. Os resultados líquidos dos exercícios têm sido negativos, como já se imaginava (2009 - 1.716.536,43 euros de prejuízo) e a maior parte dos finaciamentos provêm de bancos estrangeiros (só o Banco Europeu de Investimentos financia 50%) e são mais uma dívida a acrescentar ao défice público (Vide Relatórios de Gestão de 2007, 2008 e 2009). Para cobrir os resultados negativos de exploração e o serviço da dívida a bancos de investimento estrangeiros, a Parque Escolar vai cobrar rendas às escolas de 1,65 €/m2. (in, http://ex-dgemn.blogspot.com).
ITÁLIA LIBERTA-SE DOS ANOS DE OPRESSÃO DA EXTREMA-DIREITA DE BERLUSCONI
Caiu o bastião da direita italiana de Silvio Berlusconi. Milão passou para as mãos da esquerda na segunda volta das eleições municipais. A festa não se fez esperar. Giuliano Pisapia é o rosto da vitória. Obrigou a direita a discutir a segunda volta, o que já não acontecia há 15 anos, e acabou com um reinado com cerca de duas décadas. O candidato de centro-esquerda recolheu 55% dos votos, mais 10 pontos percentuais que a autarca cessante do partido no poder. O seu discurso de vitória parecia referir-se a um período de opressão e ditadura: "Libertámos Milão!!!". A conquista de Nápoles, feudo eleitoral da esquerda era outro dos objetivos do partido de Berlusconi. O candidato de direita ficou à frente na primeira volta, mas não resistiu ao tira-teimas. Luigi de Magistris apoiado pela esquerda recolheu 65% dos votos. O candidato do partido Povo da Liberdade não foi além dos 35%. O centro-esquerda já tinha conquistado Turim e Bolonha. Face aos resultados, muitos analistas admitem que partido aliado de Silvio Berlusconi, possa abandonar o governo. 81 Municípios passaram para a esquerda e juntos, derrotaram de vez a imagem de Sílvio Berlusconi. Em Itália o poder mudou de mãos, depois de vários anos das políticas muito pouco ortodoxas e escândalos sexuais de Berlusconi. O primeiro-ministro, a braços com a mais baixa taxa de popularidade de sempre, já reconheceu a derrota nas eleições, mas garante que continua a contar com o apoio da Liga do Norte. (in, Euronews).
TROIKA PREOCUPADA COM A HIPÓTESE DE PORTUGAL NÃO CUMPRIR ACORDO
A “troika” internacional manifesta preocupação com o risco de Portugal não cumprir as condições do acordo negociado com o FMI, BCE e Comissão Europeia. Em causa estão os reduzidos prazos para a introdução das medidas previstas no memorando. Os prazos para a execução das reformas foram encurtados após uma reunião dos ministros das Finanças em Bruxelas. Na base desta redução esteve a pressão de vários Governos do Norte da Europa. O líder do PSD voltou a prometer que se for eleito primeiro-ministro fará tudo para cumprir os prazos ditados pela “troika”. Pedro Passos Coelho escusou-se, no entanto, a comprometer-se com antecipação relativamente às medidas em si e voltou a criticar o Governo por não ter informado os partidos da oposição da alteração de calendários.
"THE GUARDIAN" ARRASA PORTUGAL RELATIVAMENTE À SEGURANÇA PARA TURISTAS
Um turista britânico, de 50 anos, morreu no Hospital de Faro, vítima de agressões no concelho de Albufeira. "O homem deu entrada dia 15 de maio no hospital por suspeita de agressão. Apresentava vários hematomas e traumatismos, nomeadamente um traumatismo na zona craniana, e ficou internado na Unidade de Cuidados Intensivos, porque o seu estado era muito greve". A vítima, de nacionalidade inglesa, agredida numa rua do concelho de Albufeira, veio a falecer dia 25, na quarta-feira passada, tendo sido pedida uma autópsia. No sítio da Internet "The Guardian" pode ler-se hoje que a vítima se chamava Ian Haggath, e era de Dunston, perto de Gateshead. A investigação deste caso esteve a cargo da GNR, mas poderá ter que passar para a alçada da Polícia Judiciária com a morte da vítima. A causa das agressões ainda não está totalmente apurada, até porque a vítima não foi roubada, adiantou a mesma fonte policial. Recentemente também um militar britânico foi atacado violentamente tendo falecido devido a um severo golpe no crâneo. Um outro jovem irlandês terá estado também em coma depois de agredido mas conseguiu recuperar. Os ataques, apesar de não provados, são atribuídos ao conhecido gang de Albufeira - o KDP (siglas de Quinta da Palmeira). Há cerca de um mês, um GNR do Posto de Albufeira foi agredido com um taco de basebol por dois elementos do KDP. Estava à civil e em tempo livre, caminhando na zona da Piscina Municipal, mas foi reconhecido. Fugiu e foi perseguido até ao estacionamento do Posto, onde os dois elementos foram detidos. Saíram em liberdade. Há um ano, outro militar do posto foi também agredido por elementos do gang. As agressões sugerem actos de vingança, a militares isolados, pelo forte empenho que a GNR local tem tido no combate ao gang. Este gang é constituído por delinquentes muito jovens, quase todos adolescentes, que lideram a pequena criminalidade em Albufeira. Actuam sobretudo na cidade onde, este fim-de-semana, na zona de Montechoro, terão ‘feito’ cerca de uma dezena de residências, de onde furtaram plasmas (o seu alvo principal), telemóveis e algum ouro. Mas são também suspeitos de roubos por esticão a turistas, sobretudo no Verão, e também não desdenham o furto de viaturas. Há cerca de um mês, terão agredido, com um bastão, um militar da GNR e, há um ano, outro, à cabeçada. Referenciado por dezenas de crimes em Albufeira o gang mantém a sua actividade criminosa também em Armação de Pêra e Carvoeiro. A GNR reconhece-lhe "identidade própria e alguma organização", tendo fonte do Comando admitido estarem a decorrer "mais de uma dezena de inquéritos" com ele relacionados. Desde o seu aparecimento, há cerca de ano e meio, a actuação do KDP tem constituído uma dor de cabeça para as autoridades, moradores e empresários locais. Já comparados aos jovens delinquentes do Bairro da Bela Vista de Setúbal, o gang já é temido em Albufeira sobretudo pelos comerciantes e ingleses residentes. No bairro da Quinta da Palmeira, o silêncio é a palavra de ordem. Os próprios moradores têm receio do grupo, sobretudo no horário nocturno, altura em que as cerca de duas dezenas e meia de elementos do KDP (sobretudo rapazes mas também raparigas), "enchem o largo do Centro de Emprego e outras zonas do bairro, bem como as imediações das Piscinas Municipais, a fumar charros e a fazer barulho". Grafittis com tags nas paredes e no pavimento confirmam, aliás, ser aquele o seu território. Com idades entre os 13 e os 20 anos (os mais velhos são os líderes naturais), os KDP revelam organização. Furtam em grupo e fazem contravigilância, com recurso a auto-rádios, para detectar a GNR. Bonés na cabeça, meias sobre as calças: a imagem de marca dos KDP, alguns dos quais se identificam, na internet, como ligados ao grupo da Quinta da Palmeira. O sentido de identidade é claro e já uma imagem de marca de terror. No entanto são já inúmeras cidades ou localidades onde se estão a formar aos poucos gangs de jovens com os mesmos códigos de actuação.
PORTUGAL O PAÍS EUROPEU COM MAIS CRIANÇAS POBRES
2010 foi um ano em que Portugal também deu a cara pelo Ano Europeu Contra a Pobreza. Só o site oficial desta campanha contou com 135 mil visitas e a página do Facebook tem 18 mil fãs. Mas este foi também um ano em que a situação de muitas famílias se agravou. Portugal lidera mesmo a tabela dos países europeus com mais crianças pobres. E 2011 não deverá ser melhor. Quando foi idealizado, o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social seria uma forma de marcar na agenda a questão da pobreza. Jardim Moreira, presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, diz: «Vemos a pobreza a aumentar de forma desmesurada, causada pelas falências, desemprego e falta de apoio a muita gente que não recebe subsídios porque não descontava. Temos um mundo de gente em maus lençóis». Jardim Moreira aponta as crianças como o grupo mais frágil e lembra os últimos dados do Eurostat que colocam «Portugal à frente na Europa com a maior percentagem de crianças pobres»: um em cada quatro meninos que vivem no país passa dificuldades.
«É a falta de habitação, de higiene, de saúde, de acompanhamento familiar... São um conjunto de situações que levam a que a criança não tenha as condições necessárias para um crescimento integral e equilibrado». Pobreza não implica só ter falta de dinheiro. Estas crianças são «filhas de mães adolescentes, solteiras, divorciadas, que ficam muito debilitadas no seu apoio». Depois, «abandonam a escola» ou «têm insucessos escolares». No futuro «terão necessariamente dificuldades de reinserção». É ainda cedo para perceber se foi o agravamento da crise que fez com que a problemática ganhasse destaque ou se foi o Ano Europeu que fez com que o tema passasse a ser mais falado. Certo é que em 2010 a palavra «pobreza» passou a estar diariamente nos meios de comunicação social. De acordo com números do gabinete responsável pelo ano europeu do Instituto da Segurança Social, na imprensa escrita e online, as notícias sobre o tema ultrapassaram as 3.300. Na televisão, 220 notícias falaram no Ano Europeu. E na rádio mereceu 139 notícias. Estes números só dizem respeito a peças em que tenha sido referido expressamente o Ano Europeu de Luta Contra a Pobreza. Existem muitas outras sobre pobreza que não estão aqui contabilizadas, alertam os responsáveis pelo ano europeu em Portugal. Houve também uma «mobilização muito elevada» das associações e da sociedade civil. Mas o cenário não deverá melhorar no ano que vem.
FRANCISCO LOUÇÃ: "PORTUGAL NÃO PODE SER UMA PROVÍNCIA DA BANCA MUNDIAL"
"Portugal não pode ser uma província dos bancos nacionais e estrangeiros", frisou Francisco Louçã num almoço-comício - na Alfândega do Porto. O líder do BE contou com mais de cinco centenas de apoiantes nesta iniciativa e recordou "o caso do BPN e os milhões que este já custou ao país e aos contribuintes". Disse ser necessário que o país com o seu voto "defenda os seus. Nesta campanha vamos virar o resultados das eleições para que o seu voto decida para responder pelo país" acrescentou. Francisco Louçã denunciou que foi "com votos falseados que se chegou a esta crise" e que " é necessário castigar os que pedem o voto para voltar a diminuir a escola pública e o Estado Social". O líder dos bloquistas assegurou que há um voto "que diz que não desistimos do rigor das contas, e que este voto é no do Bloco". Pelo contrário contestou os que pedem o voto para privatizar os CTT. Todos os que pedem o voto para as privatizações. Mas nós votamos por todos contra a privatização pois a chave do voto é a defesa da economia e das pessoas " exclamou . Louçã frisou ainda que "o país inteiro já sabe que a Grécia segue de há um ano o caminho de Portugal e está na bancarrota". Assegurou ser necessário que se aprenda com o caso grego. Com emoção lembrou ainda o poema de Natália Correia "Queixa das jovens Almas Censuradas", um hino dos anos setenta.
ESTADO EMITIU MAIS DE 3.700 CARTAS DE CONDUÇÃO FALSAS
Pelo menos 3.700 formulários foram produzidos com irregularidades em delegações regionais do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), permitindo a emissão de cartas de condução falsas. Os casos foram denunciados há três anos ao IMTT - entidade que herdou a competência de emitir cartas de condução da extinta Direcção-Geral de Viação (DGV). Ao que o DN apurou, a única medida tomada pelo IMTT na sequência das denúncias foi rescindir litigiosamente o contrato que tinha com a empresa responsável pelo processamento das cartas, pela sua digitalização e pela segurança. O processo está em tribunal. As recentes detenções pela Polícia Judiciária (PJ) de quatro funcionários da delegação regional de Lisboa do IMTT são apenas a ponta do icebergue. O DN teve acesso a uma extensa e exaustiva documentação que mostra que todas as delegações regionais aprovaram formulários com irregularidades para produzir cartas falsificadas. (in, Diário de Notícias).
MAIS UMA DERROTA DE MERKEL: ALEMANHA ABANDONA ENERGIA NUCLEAR
A Alemanha diz “não” à energia nuclear. Depois de muitas manifestações e da catástrofe japonesa de Fukushima, o governo germânico decidiu que o país vai ser a primeira potência industrial a desistir deste tipo de energia. O “apagão nuclear” está marcado para 2022, quando serão encerrados os últimos três dos 17 reatores do país. A decisão foi tomada ontem à noite e será formalizada em conselho de ministros a seis de junho. O ministro alemão do Ambiente disse que é algo “irreversível”. Norbert Röttgen detalhou que os sete reatores mais antigos – que já estavam afetados por uma moratória após o acidente nuclear de Fukushima – e o reator de Kruemmel vão ser desativados. “Um segundo grupo de seis reatores vai sair da rede até 2021 e os mais modernos vão ser encerrados em 2022”, concluiu. Até lá, a Alemanha tem de encontrar formas alternativas para produzir os 22 por cento de eletricidade até agora assegurada pelas centrais nucleares. Uma marcha atrás do governo de Angela Merkel que, no final do ano passado, tinha votado o prolongamento de doze anos da exploração dos reatores do país. A reportagem em: http://pt.euronews.net/2011/05/30/alemanha-anuncia-abandono-do-nuclear-em-2022/.
JERÓNIMO DE SOUSA: É PRECISO COMEÇAR A DEBATER A NOSSA SAÍDA DA ZONA EURO
Com a adesão à moeda única, Portugal perdeu "mecanismos de flexibilidade monetária e de adaptação" que seriam importantes numa crise, diz o líder do PCP. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu a saída de Portugal da zona euro de uma forma que "salvaguarde o interesse nacional", afirmando que é preciso começar a debater essa saída. "É um grande debate nacional que é preciso travar na sociedade portuguesa", disse Jerónimo de Sousa em entrevista à Agência Lusa, frisando que o PCP faz essa defesa "com grande sentido de responsabilidade". Jerónimo de Sousa afirmou que os comunistas alertaram, desde a adesão à União Europeia - à altura Comunidade Económica Europeia - para os riscos de pertencer à Zona Euro. O secretário-geral comunista afirma que se baseia numa "avaliação objectiva, sem carga ideológica", para concluir que "a História" acabou por dar razão ao PCP. Com a adesão à moeda única, Portugal perdeu "mecanismos de flexibilidade monetária e de adaptação" que seriam importantes numa crise. Outros alertas foram dados: "perda de competitividade, desmontar do aparelho produtivo, daquilo que sabíamos fazer bem". E avisou: "não venham agora aqueles que se valeram do euro", referindo-se nomeadamente à Alemanha, querer "expulsar sem condições" países como Portugal, "com todas as consequências que isso teria". (in, Jornal de Negócios).
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