OBAMA FAZ ULTIMATO A REPUBLICANOS PARA SALVAREM EUA DE GRAVE CRISE

republicanos abriram crise por recusarem impostos a milionários, bilionários e empresas

Num discurso de 15 minutos à nação, emitido em directo nas televisões a partir da Casa Branca, Barack Obama apelou aos norte-americanos para fazerem pressão sobre o Congresso, onde os republicanos detêm a maioria na Câmara dos Representantes. Barack Obama disse hoje que a atitude dos republicanos no debate sobre a dívida pública norte-americana conduziu a um impasse "perigoso", mas disse acreditar ser possível chegar a um compromisso antes de 02 de Agosto. Num discurso de 15 minutos à nação, emitido em directo nas televisões a partir da Casa Branca, Barack Obama apelou aos norte-americanos para fazerem pressão sobre o Congresso, onde os republicanos detêm a maioria na Câmara dos Representantes, para os Estados Unidos chegarem a acordo. "Se querem uma abordagem equilibrada para reduzir o défice, façam-no saber aos vossos eleitos no Congresso", disse, alertando que os Estados Unidos arriscam entrar em incumprimento se não chegarem a acordo sobre o teto da dívida antes do prazo estabelecido pelo Tesouro. "O povo americano pode ter votado para ter um governo dividido, mas eles não votaram para eleger um governo disfuncional", disse Barack Obama. O presidente norte-americano advertiu que os Estados Unidos arriscam-se a contrair uma "profunda" crise económica caso o acordo não seja realizado antes de 02 de Agosto, e insistiu na urgência da luta contra a dívida a longo prazo, que se continuar a crescer ao ritmo actual, irá "cortar empregos e provocar graves desgastes na economia", advertiu.

FIM DAS GOLDEN SHARES É "CHUTO" NA CORRUPÇÃO DE TOPO

"um grande dia para Portugal" afirmou Patrick Monteiro de Barros

Em entrevista à SIC, defendeu que a eliminação das “golden shares” vai permitir “uma limpeza da casa”. O fim dos direitos especiais do Estado nas empresas “é um grande dia para Portugal. Vamos dar uma limpeza da casa, ao retirar do meio económico todo este clã dos chamados grandes gestores públicos, os ‘jobs for the boys’, a chamada cultura do tacho”, afirmou Patrick Monteiro de Barros, empresário, em entrevista à SIC. “A limpeza que se vai dar com o fim das ‘golden-shares’ vai atrair investimento estrangeiro, de que nós precisamos”, explicou, adiantando que, neste novo enquadramento, é um potencial candidato às privatizações. “A partir do momento em que as regras do jogo são iguais às de outros mercados, com certeza que estou interessado”, afirmou, sem especificar quais as empresas que podem atrair o seu possível investimento. O empresário com interesses no sector energético, critica o facto de “Portugal ter privatizado [empresas] para fazer encaixe, mas quis manter a gestão, manter uma voz invocando que é estratégico. Se é estratégico não se vende. Agora não vai com subterfúgios a dizer que o Estado não nomeia administradores mas tem poder de veto sobre um terço do conselho e o presidente. Deu este resultado. O tecido económico e empresarial sofreu muito. Com ‘boys’ as coisas não andam”. Monteiro de Barros diz que não há uma situação comparável no Ocidente. “Tão mau como esta [situação em Portugal] não conheço no mundo Ocidental”. (in, Jornal de Negócios).

BANQUEIROS QUEREM QUE GOVERNO PAGUE DÍVIDAS A TEMPO

banqueiros reagiram ao repto do governador (Banco Port.) para venderem os seus activos

Os banqueiros são unânimes: “Se o sector público pagasse as dívidas haveria dinheiro para a economia”. Nem ensaiado se teria conseguido melhor coro: os cinco banqueiros - que ontem se reuniram no IX Fórum da Banca e Mercado de Capitais, organizado pelo Diário Económico - foram unânimes em dizer que se o Estado pagasse os seus créditos a tempo e horas haveria muito mais dinheiro para emprestar à economia. Foi Fernando Ulrich quem abordou o tema de forma mais incisiva, chegando a apresentar soluções: "A linha de capitalização [de 12 mil milhões de euros] devia servir para o Estado pagar o que deve aos bancos". O presidente do BPI defendeu que o programa da ‘troika' não devia ter uma linha de capitalização para o Estado apoiar o reforço de capitais dos bancos, "mas que esse dinheiro era útil se fosse canalizado para o sector público, para que este pudesse pagar aos bancos nas datas em que os empréstimos vencem". Fernando Ulrich revelou que "estão sempre a pedirem-nos [ao BPI] moratórias para os programas do PME Invest e para as empresas públicas. Logo, esses 12 mil milhões faziam mais falta ao sector público para este poder pagar à banca". Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP avançou com um número: "a exposição do sector financeiro ao Estado são 61 mil milhões (contando com a dívida pública que os bancos têm no balanço). Ora, se o Estado fizesse o que lhe compete, que pague o que deve no prazo contratado, isso daria liquidez ao sistema financeiro", disse o presidente do BCP.

LUCRO DO BPI CAI MAIS DE 20%

um dos bancos mais bem cotados desce 20% dos seus lucros; crédito malparado em alta

O BPI conseguiu um lucro de 79,1 milhões de euros no primeiro semestre e voltou a ter exposição ao BCE. O banco liderado por Fernando Ulrich anunciou hoje, em comunicado enviado à CMVM, que fechou o primeiro semestre com um lucro de 79,1 milhões de euros, menos 20,4% face aos 99,5 milhões registados no mesmo período do ano passado. Este resultado ficou ligeiramente aquém das estimativas dos analistas que acompanham de perto o BPI. Uma ‘poll' da agência Reuters apontava para um lucro de 79,7 milhões de euros. O BPI explica que excluindo a contribuição extraordinária sobre o sector bancário, que representou um encargo de 7,6 milhões de euros, a queda do lucro teria sido de 12,8%. Além disso, sublinha o documento, "o BPI decidiu reconhecer na conta de resultados do primeiro semestre de 2011 um custo de 40 milhões de euros (antes de impostos) relativo a um programa de reformas antecipadas a concretizar até final de 2011 e um reforço de imparidades de crédito e outras imparidades no montante de cerca de 24 milhões de euros". A actividade doméstica contribuiu apenas com 31,8 milhões de euros para o lucro no primeiro semestre, menos 38,4%, enquanto o peso do negócio internacional, através do BFA em Angola, assegurou 47,4 milhões, apesar deste ter caído, num ano, 1,1%. A margem financeira - diferença entre os juros cobrados no crédito e os juros pagos nos depósitos - caiu 4,7% para 305,1 milhões de euros até Junho. Também as comissões caíram 6,5% num ano. (in, Jornal Económico).

CIFIAL ENTRA EM LAY-OFF E OBRIGA O ESTADO A PAGAR PARTE DOS SALÁRIOS

uma das maiores empresas do sector "fecha a torneira" para já, pelo lay-off

O Grupo Cifial entrou em lay-off durante os próximos meses, com redução do período normal do trabalho. Não sendo a primeira vez que a Cifial recorre a este processo, a intenção de o voltar a implementar no momento presente, em que se agravam e muito os problemas sociais no país e em particular no Concelho de Stª Mª da Feira, assume extrema gravidade. Desde logo porque vai reduzir drasticamente os salários de mais de duas centenas de trabalhadores por um longo período, com todas as consequências negativas para o seu nível de vida e das suas famílias, já atingidas pela sucessão de cortes da troika. Mas, além disso, tendo em conta que uma parte dos salários ( 70% ) será suportada pela Segurança Social, tal medida, a pretexto da crise, vai assim e mais uma vez disponibilizar recursos que são de todos os contribuintes para tapar "buracos" de empresas privadas que, ainda por cima, acumularam lucros e património consideráveis ao longo de anos à custa da maior exploração, isenções de taxas, subsídios europeus para a modernização e inovação e de baixos níveis salariais. O que é profundamente injusto e inaceitável num regime democrático e responsável. O que se está a passar agora no grupo Cifial não é, porém, um caso isolado. Esta e outras medidas, lesivas dos interesses dos trabalhadores, inserem-se numa ofensiva mais vasta do poder económico que reintroduz a lei da selva nas relações laborais. A empresa queixa-se da baixa de ratings nacionais que levou a que os fornecedores de matérias-primas exijam agora à Cifial que pague a pronto-pagamento os fornecimentos.

SÁ FERNANDES CONDENADO POR DENUNCIAR CORRUPÇÃO DA BRAGAPARQUES

a corrupção é protegida pelo mar de leis confusas portuguesas e pela mora dos tribunais

O Conselho Superior da Ordem dos Advogados (OA) deu razão ao recurso interposto pelo administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, contra Ricardo Sá Fernandes. A acusação alega que o advogado deve ser condenado por violação do segredo profissional e dos deveres de lealdade. Sá Fernandes disse ao i que vai contestar a decisão. Se optar por arguir a nulidade da deliberação, pode dar origem a um novo recurso dos seus adversários, o que promete empurrar a discórdia entre a Ordem e o seu advogado até aos tribunais europeus. "Este é o preço a pagar por denunciar a corrupção em Portugal", afirmou ao i. E a conta não é pequena, já foi a tribunal por causa das denúncias de corrupção e está agora a braços com uma guerra na Ordem. O processo disciplinar questiona a gravação e a difusão de conversas de Sá Fernandes com Domingos Névoa. Estas gravações foram feitas em 2006, com o conhecimento do Ministério Público e da Polícia Judiciária. Os diálogos foram registados para documentar e provar uma tentativa de suborno a José Sá Fernandes, irmão do advogado agora acusado, para que este desistisse de uma acção popular que questionava e tentava impedir a concretização de uma permuta entre os terrenos do Parque Mayer e os da Feira Popular de Lisboa. O acordo foi celebrado entre a empresa Bragaparques e Câmara Municipal de Lisboa.

CHINA POWER PREPARA-SE PARA COMPRAR 10% DA EDP

já a negociar com o Governo português, a China pretende investir na produtora lusa

A China Power International intensificou nos últimos dias os contactos com Portugal, com o intuito de entrar no capital da EDP. O Diário Económico sabe que representantes da empresa sediada em Hong Kong estiveram em Lisboa, na última sexta-feira, para conversarem com o Governo de Passos Coelho. Fontes próximas do processo garantiram ao Diário Económico que "o objectivo da China Power é adquirir 10% da EDP e não apenas 2,5% ou 5% como chegou a ser avançado". Ainda esta semana a agência noticiosa norte-americana Dow Jones avançava que a China Power estaria interessada em entrar no capital da EDP, no âmbito da privatização da empresa prevista no Programa de Governo e no memorando da ‘troika'. Esta não é a primeira vez que a China Power é dada como interessada em deter uma participação na eléctrica nacional. O presidente da EDP, António Mexia, assinou em Novembro passado um protocolo com a eléctrica de Hong Kong, segundo o qual a China Power se assumia como um potencial "accionista de referência" da empresa portuguesa, numa operação que se deveria concretizar no "mercado".

GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL APELA AO APOIO DO CRÉDITO

Carlos Costa apela ao sacrifício dos bancos para que estes possam emprestar às famílias

O governador do Banco de Portugal apela a que os bancos reduzam a alavancagem dos seus balanços vendendo activos em vez de cortarem no crédito à economia. Só desta forma, se pode cumprir este objectivo com menores impactos recessivos.. "A desalavangem que tem que se operar, num quadro de condicionamento como o actual, terá de passar ou pelo apertar do crédito, o que aumentará o efeito recessivo, ou pela criação de margem para conceder crédito, vendendo activos", defendeu Carlos Costa no Fórum banca, organizado pelo Diário Económico. "Nas actuais condições de difícil acesso a financiamento de mercado, a preservação da liquidez no sector bancário é crucial para evitar uma forte e imediata contracção do crédito à economia portuguesa", defendeu. Assim, o governador apela a que os bancos vendam carteiras de crédito e outros activos para poderem, em vez de cortarem na concessão de crédito. Caso contrário, "é o financiamento da economia que fica em causa. E aquilo que se expulsa pela porta entra pela janela, já que a qualidade do crédito dos bancos é posta em causa" pelo efeito recessivo da contracção do financiamento à economia.

GOVERNO VAI FAZER CORTES NA MANUTENÇÃO DAS ESTRADAS

sem manutenção vamos ter estradas com "buracos", como nos anos 70 e 80

Além de diminuir os encargos do Estado, a renegociação de contratos irá envolver também soluções para o aumento da receita nas concessões que já estão em operação. O Governo quer assim diminuir os encargos com todas as parcerias público-privadas (PPP), que este ano deverão ultrapassar os 1,5 mil milhões de euros. No caso específico das estradas, a ideia é fazê-lo através da redução da manutenção das vias e do alargamento dos prazos das concessões. Mas o plano passa também por encontrar formas de obter receita com as que estão em operação.

MARIA DE BELÉM E MAÇONARIA APOIAM MAIS UM VENERÁVEL "JS": JOSÉ SEGURO

maçónicas e misteriosas iniciais "JS" do PS: José Sócrates, Jorge Sampaio, João Soares

A líder parlamentar do PS manifestou esta quinta-feira o seu apoio público à candidatura de António José Seguro à liderança do Partido Socialista nas próximas eleições internas, que têm lugar este fim de semana. Fonte ligada à candidatura de António José Seguro adiantou à Agência Lusa que Maria de Belém Roseira, no seu discurso na última sessão de campanha, manifestou o seu apoio ao candidato, enaltecendo a sua capacidade de mobilização das pessoas em torno de projectos. Maria de Belém falava na reunião de militantes da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, que esta quinta-feira reuniu no hotel Altis cerca de 300 apoiantes de António José Seguro. Também o dirigente socialista e antigo ministro Vera Jardim expressou quinta-feira o seu apoio à candidatura de António José Seguro à liderança do PS.

CLÃS DA DROGA DISPUTAM VIOLENTAMENTE ZONAS DE VENDA NO PORTO

um negócio que nunca acabará pelos milhões que dá a ganhar a muitos grupos sociais

Habitualmente, os problemas eram resolvidos só entre eles. Mas, durante dois anos, os ajustes de contas entre as famílias Cavadora e Panela atingiram relevo tal que foi impossível afastar a Polícia. Por dezenas de casos de tiros e facadas, 42 vão estar lado a lado no banco dos réus. A disputa por negócios de tráfico de droga é a primeira razão da zanga constante que conduziu a várias batalhas campais entre os dois clãs, em pleno Bairro do Aleixo, Porto. Mas também, conta quem os conhece, motivos fúteis como invejas por alguém ter comprado um BMW ou um Audi e andar pelo bairro a exibir-se.

IMPOSTO "EXTRAORDINÁRIO" PODE SER REPETIDO MAIS VEZES?

objectivo político dos Bilderberg acabarem com classe média, quase atingido em Portugal

A sua inclusão no Código do IRS, apesar de ser transitória, é criticada pelos fiscalistas. A proposta de Lei chega hoje ao Parlamento. Se a sobretaxa de IRS, que este ano vai retirar aos portugueses parte substancial do seu subsídio de Natal, é apenas transitória, então porque decidiu o Governo alterar o Código do IRS (CIRS) em vez de optar apenas por uma lei avulsa? Trata-se de uma questão de técnica legislativa ou esta é, afinal, uma forma de o Executivo antecipar que talvez seja necessário voltar a deitar mão deste mecanismo para aumentar a receita? Afinal, como lembra Vasco Valdez, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, “será que para o ano esta medida, dita extraordinária, será dispensável?”.

PORTUGAL VÊ PRAZO ALARGADO PARA PAGAR EMPRÉSTIMO DA TROIKA

depois de alargar o prazo para 15 anos, Passos Coelho quer juros mais baixos

Passos Coelho considera que Portugal saiu hoje de Bruxelas com melhores condições para cumprir com sucesso o seu programa de assistência financeira, na sequência da resposta "robusta" dada pela cimeira extraordinária da Zona Euro. No final de uma reunião dedicada a um segundo programa de ajuda para a Grécia e ao combate ao risco de contágio da dívida soberana, Passos Coelho disse que, "de uma assentada", os líderes da Zona Euro acordaram as condições para resolver, de uma forma credível, a questão da Grécia e alcançar uma reforma a nível europeu que, inequivocamente, permitem a Portugal e Irlanda verem "aumentadas as condições de sucesso" dos seus programas. Segundo o chefe de Governo, as agências de notação e os mercados não terão mais razões para duvidar das condições de sucesso do programa de Portugal, que até pode aspirar a regressar mais cedo aos mercados. Passos Coelho disse todavia não desejar que as boas notícias com que Portugal sai hoje de Bruxelas constituam "qualquer pretexto para que se pense que se pode abrandar o ritmo de aplicação do programa" ou "ter menos exigência", reafirmando que os tempos que o País enfrenta são "extremamente exigentes e difíceis".

GOVERNO POUPA 2,5 MILHÕES DESPEDINDO 2/3 DO STAFF DAS OBRAS PÚBLICAS

alta velocidade vai reduzir para velocidade portuguesa: devagar, devagarzinho...

RAVE, EDAB e NAER serão extintas e integradas na ANA e REFER. As medidas anunciadas ontem pelo Governo, e avançadas em primeira-mão pelo Diário Económico de ontem - vão permitir uma poupança anual de 2,5 milhões de euros. Este valor implica o despedimento de mais de dois terços do ‘staff' de apoio da Secretaria de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, segundo o comunicado do Ministério da Economia. O Diário Económico tentou esclarecer várias dúvidas, mas o Ministério da Economia escusou-se a prestar quaisquer esclarecimentos adicionais, remetendo exclusivamente para o referido comunicado. Já o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, afirma ao Diário Económico que "queremos sinalizar que estamos preocupados com a despesa". Na prática, o Governo não precisa qual será o número de funcionários do antigo Ministérios das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que serão despedidos. No final de 2010, este ministério empregava 2.689 funcionários. Se a medida incidir sobre este universo, o despedimento poderá afectar 1.900 funcionários do extinto Ministério das Obras Públicas.

DIA "D" E "PLANO MARSHALL" DA CIMEIRA EUROPEIA ANUNCIAM "GUERRA" ECONÓMICA

Barroso, contente pela estabilização forçada dos mercados graças à nova ajuda à Grécia

Dia "D" e "Plano Marshall" europeu foram duas expressões que marcaram a Cimeira Extraordinária da Zona Euro realizada nesta quinta-feira em Bruxelas. O espectáculo mediático em torno da realização desta cimeira extraordinária teve como principal objectivo anunciar o segundo pacote de ajudas à Grécia de quase 160 mil milhões de euros, financiados pela zona euro, pelo FMI e pelos bancos e outros credores privados da Grécia. Uma gigantesca manobra de marketing europeia, em resposta à guerra lançada pelas agências de rating norte-americanas, instigadas pela CIA a enfraquecerem o euro face ao dólar. Curiosas e nada inocentes foram as expressões copiadas do período da II Guerra Mundial - Dia "D" e "Plano Marshall" - utilizadas para designar respectivamente o dia da intervenção decisiva dos aliados e a respectiva solução económica para uma Europa, então arrasada. Na realidade estamos em plena guerra mundial e europeia: a económica da classe média. Em 1947 após instituição do Plano Marshall, a Europa instituiu igualmente passados uns meses, a NATO no velho continente. Agora os sinais são preocupantes. Parece que a história se está a repetir mas ao contrário, já que a Cimeira da NATO se realizou em Novembro do ano passado, antes, portanto, do "Plano Marshall".
Sabendo nós como são simbolistas e repetidores da história, estes Bilderberg's e llluminati's perguntamos: estarão a passar a mensagem subliminar mundialmente de que a verdadeira guerra económica está só agora a começar verdadeiramente, e que se estenderá pelos próximos 6 anos, numa repetição invertida da II Guerra Mundial, deixando para trás uma Europa devastada e arrasada economicamente, como se tivesse sido bombardeada pelas mesmas toneladas de bombas que a arrasaram entre 1939 e 1945?

ESTADO PORTUGUÊS QUER DESFAZER-SE DE 10 DOS SEUS 16 DISPENDIOSOS F-16

600 milhões de euros é o que o Governo português pretende recuperar com este "gasto"

Parados por contenção de despesas dados os seus elevados consumos de combustível, os F-16 que custaram ao Estado português muitos milhões, são agora vendidos a preço de saldo em feiras de material de guerra. O Paquistão «solicitou informações» sobre estas aeronaves, referiu o Relatório de Execução da Lei de Programação Militar de 2010. Portugal estabeleceu «contactos com diversas entidades internacionais potencialmente interessadas», tendo a força aérea paquistanesa «manifestado interesse em realizar uma visita» a Portugal para avaliar os caças F-16 a alienar, lê-se no relatório a que a agência Lusa teve acesso. O documento refere ainda que o Paquistão «solicitou informações sobre configuração e ‘upgrades’ estruturais das aeronaves», tendo o Estado português enviada «as informações solicitadas» além de ter sugerido «possíveis datas de visita às OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal S.A)». Além dos dez caças F-16, que Portugal tem à venda, encontram-se ainda para alienação oito helicópteros Puma e dez aviões C-212 Aviocar, na «situação de inibidas ao serviço e já abatidas ao serviço», refere o relatório. Primeiro gasta-se, depois vende-se a preço de saldo. É para isso que servem os sacrifícios da Troika. Caminhamos para o abismo económico e social. Em breve muitos portugueses conhecerão a dura realidade que os nossos avós conheceram em tem de guerra: a verdadeira miséria.

ECONOMISTAS ALERTAM CIMEIRA EUROPEIA QUE "NÃO DECIDIR" SERÁ FIM DO EURO

Grécia no centro do furacão económico da Zona Euro

Economistas afirmaram em carta aberta aos líderes da UE que “decidir não decidir” na cimeira de hoje pode ditar o fim da zona euro. "Os líderes da União Europeia (UE) que se reúnem em Bruxelas hoje enfrentam uma responsabilidade histórica. É essencial que um acordo seja alcançado sobre um plano que previna uma maior escalada da crise", escrevem os especialistas, entre os quais se contam os nomes do conselheiro económico da Comissão Europeia Paul De Grauwe e o director do centro de investigação Bruegel, Jean Pisani-Ferry. Os 13 economistas indicam como centro das suas propostas a expansão do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), uma entidade que "deve ser capaz de tornar os bancos fortes o suficiente para aguentar uma falência [default] da Grécia". Com o título de "Uma chamada à acção: Líderes europeus devem agir para salvar o euro e evitar a recessão", a breve carta lembra que a crise da dívida chegou "ao núcleo da zona euro" ao tocar Espanha e Itália e que o valor de crédito de um terço da região está em causa. "Os decisores políticos europeus colocaram-se na posição de quem vai atrás dos acontecimentos. E isso leva à derrota porque, a cada vez, está-se sempre a tentar resolver os problemas de ontem, não os de hoje", acrescenta Pisani-Ferry, um dos primeiros defensores da ideia das Eurobonds, a emissão conjunta de dívida por parte dos países da União Europeia. Para o director do Bruegel, é a lentidão da resposta aos mercados a principal limitação da receita europeia para lutar contra a crise da dívida soberana nos países da periferia da moeda única, como a Grécia, Portugal e Irlanda, e a janela de oportunidade para que os políticos europeus se tornem mais determinados está agora a fechar-se.

GREVE DE TAXISTAS GREGOS POR TEMPO INDETERMINADO MATA TURISMO

na Grécia, a luta contra a austeridade é diária e unida contra o autoritarismo político

As autoridades do aeroporto internacional de Atenas já aconselharam os viajantes a utilizarem os comboios. Os taxistas bloquearam ainda o acesso ao terminal do porto de Pireu numa luta contra a “desregulação” da sua profissão, decidida pelo Governo no âmbito do programa de ajuda externa imposto pela União Europeia e pelo FMI. Além dos taxistas, várias profissões liberais, como os advogados ou os engenheiros, estão a ser liberalizadas, de modo a reforçar a concorrência e estimular a recuperação da economia. No segundo dia da greve de 48 horas levada a cabo pelos taxistas gregos, milhares de manifestantes a pé, de táxi e de moto dirigiram-se para o parlamento em protesto contra a decisão do governo liberalizar aquela profissão severamente regulada. Ontem centenas de motoristas de táxi bloquearam as estradas de acesso aos principais aeroporto e porto de Atenas. Em Creta também se registaram manifestações e na cidade de Iraklion um motoristas incendiou o seu táxi em frente à câmara municipal. os turistas estão impossibilitados de chegarem aos cruzeiros que iniciam viagem do Porto de Pireu ou deslocarem-se ao aeroporto por estrada. Os confrontos entre polícia e taxistas, que não arredam pé e que se mostram bem unidos nesta luta, estão a aumentar de tom, dia após dia.

SPREADS DO CRÉDITO HABITAÇÃO CHEGAM A 7% E SUFOCAM MILHARES DE FAMÍLIAS

bancarrota é o cenário mais provável pelo incumprimento massivo das famílias lusas

Os "spreads" no crédito à habitação continuam a subir. Desde o início do ano, a margem mínima exigida pelos bancos na concessão de financiamento para a compra de casa própria mais do que duplicou. E as taxas máximas estão a disparar, reflectindo o aumento do custo do crédito do sector. Há bancos, como o Banif, em que o "spread" mais elevado está já próximo dos 7%. Na primeira metade do ano, 11 mil famílias pediram ajuda à Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO). Os "spreads" elevados, associados à subida das Euribor, estão a tornar cada vez mais difícil o pagamento das prestações do crédito à banca. A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) prevê que um "aumento significativo", até ao final do ano, do número de famílias em dificuldade. No limite, muitas terão de entregar a casa à instituição financeira.

PRIVATIZAÇÕES VÃO AGRAVAR DÍVIDA EXTERNA E DÉFICE PORTUGUÊS

as privatizações pretendidas pelo Primeiro-ministro, matarão o que resta da economia

CTT, TAP, GALP, EDP e REN são algumas das empresas que o Governo pretende privatizar, o que, justificou Pedro Passos Coelho, «abrirá a nossa economia aos estímulos do exterior». Argumento desmentido por um estudo do economista Eugénio Rosa, a que o Destak teve acesso, que defende que «a privatização das empresas públicas, para além de o Estado perder alavancas importantes de desenvolvimento e lucros, irá contribuir para agravar ainda mais o problema do défice e da divida externa portuguesa». É que, embora possam «aliviar a situação» do País «transitoriamente », as privatizações vão determinar «a perda de uma importante fonte de receitas para o Estado» e «constituirão uma causa permanente de transferência de lucros e dividendos para o estrangeiro, agravando o saldo negativo da Balança de Rendimentos e, consequentemente, do défice e da dívida externa». Isto porque, defende o economista, «a maioria das empresas cairão em mãos de estrangeiros», já que «os grupos económicos nacionais estão profundamente endividados». Os números confirmam que o Rendimento Nacional Bruto (RNB), referente à riqueza que fica no País, tem vindo a diminuir desde 1995, tendo-se agravado a partir de 2000 – em 1995, o RNB era superior ao valor do PIB (riqueza criada no País) em 176 milhões de euros. Ou seja, «Portugal teve ao seu dispor um valor superior ao que produziu (176 milhões vieram do estrangeiro)». Depois, a situação inverteu-se, passando o RNB a ser inferior ao PIB (em 2010, foi inferior em 5872 milhões de euros).