A sua inclusão no Código do IRS, apesar de ser transitória, é criticada pelos fiscalistas. A proposta de Lei chega hoje ao Parlamento. Se a sobretaxa de IRS, que este ano vai retirar aos portugueses parte substancial do seu subsídio de Natal, é apenas transitória, então porque decidiu o Governo alterar o Código do IRS (CIRS) em vez de optar apenas por uma lei avulsa? Trata-se de uma questão de técnica legislativa ou esta é, afinal, uma forma de o Executivo antecipar que talvez seja necessário voltar a deitar mão deste mecanismo para aumentar a receita? Afinal, como lembra Vasco Valdez, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, “será que para o ano esta medida, dita extraordinária, será dispensável?”.
PORTUGAL VÊ PRAZO ALARGADO PARA PAGAR EMPRÉSTIMO DA TROIKA
Passos Coelho considera que Portugal saiu hoje de Bruxelas com melhores condições para cumprir com sucesso o seu programa de assistência financeira, na sequência da resposta "robusta" dada pela cimeira extraordinária da Zona Euro. No final de uma reunião dedicada a um segundo programa de ajuda para a Grécia e ao combate ao risco de contágio da dívida soberana, Passos Coelho disse que, "de uma assentada", os líderes da Zona Euro acordaram as condições para resolver, de uma forma credível, a questão da Grécia e alcançar uma reforma a nível europeu que, inequivocamente, permitem a Portugal e Irlanda verem "aumentadas as condições de sucesso" dos seus programas. Segundo o chefe de Governo, as agências de notação e os mercados não terão mais razões para duvidar das condições de sucesso do programa de Portugal, que até pode aspirar a regressar mais cedo aos mercados. Passos Coelho disse todavia não desejar que as boas notícias com que Portugal sai hoje de Bruxelas constituam "qualquer pretexto para que se pense que se pode abrandar o ritmo de aplicação do programa" ou "ter menos exigência", reafirmando que os tempos que o País enfrenta são "extremamente exigentes e difíceis".
GOVERNO POUPA 2,5 MILHÕES DESPEDINDO 2/3 DO STAFF DAS OBRAS PÚBLICAS
RAVE, EDAB e NAER serão extintas e integradas na ANA e REFER. As medidas anunciadas ontem pelo Governo, e avançadas em primeira-mão pelo Diário Económico de ontem - vão permitir uma poupança anual de 2,5 milhões de euros. Este valor implica o despedimento de mais de dois terços do ‘staff' de apoio da Secretaria de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, segundo o comunicado do Ministério da Economia. O Diário Económico tentou esclarecer várias dúvidas, mas o Ministério da Economia escusou-se a prestar quaisquer esclarecimentos adicionais, remetendo exclusivamente para o referido comunicado. Já o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, afirma ao Diário Económico que "queremos sinalizar que estamos preocupados com a despesa". Na prática, o Governo não precisa qual será o número de funcionários do antigo Ministérios das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que serão despedidos. No final de 2010, este ministério empregava 2.689 funcionários. Se a medida incidir sobre este universo, o despedimento poderá afectar 1.900 funcionários do extinto Ministério das Obras Públicas.
DIA "D" E "PLANO MARSHALL" DA CIMEIRA EUROPEIA ANUNCIAM "GUERRA" ECONÓMICA
Dia "D" e "Plano Marshall" europeu foram duas expressões que marcaram a Cimeira Extraordinária da Zona Euro realizada nesta quinta-feira em Bruxelas. O espectáculo mediático em torno da realização desta cimeira extraordinária teve como principal objectivo anunciar o segundo pacote de ajudas à Grécia de quase 160 mil milhões de euros, financiados pela zona euro, pelo FMI e pelos bancos e outros credores privados da Grécia. Uma gigantesca manobra de marketing europeia, em resposta à guerra lançada pelas agências de rating norte-americanas, instigadas pela CIA a enfraquecerem o euro face ao dólar. Curiosas e nada inocentes foram as expressões copiadas do período da II Guerra Mundial - Dia "D" e "Plano Marshall" - utilizadas para designar respectivamente o dia da intervenção decisiva dos aliados e a respectiva solução económica para uma Europa, então arrasada. Na realidade estamos em plena guerra mundial e europeia: a económica da classe média. Em 1947 após instituição do Plano Marshall, a Europa instituiu igualmente passados uns meses, a NATO no velho continente. Agora os sinais são preocupantes. Parece que a história se está a repetir mas ao contrário, já que a Cimeira da NATO se realizou em Novembro do ano passado, antes, portanto, do "Plano Marshall". Sabendo nós como são simbolistas e repetidores da história, estes Bilderberg's e llluminati's perguntamos: estarão a passar a mensagem subliminar mundialmente de que a verdadeira guerra económica está só agora a começar verdadeiramente, e que se estenderá pelos próximos 6 anos, numa repetição invertida da II Guerra Mundial, deixando para trás uma Europa devastada e arrasada economicamente, como se tivesse sido bombardeada pelas mesmas toneladas de bombas que a arrasaram entre 1939 e 1945?
ESTADO PORTUGUÊS QUER DESFAZER-SE DE 10 DOS SEUS 16 DISPENDIOSOS F-16
Parados por contenção de despesas dados os seus elevados consumos de combustível, os F-16 que custaram ao Estado português muitos milhões, são agora vendidos a preço de saldo em feiras de material de guerra. O Paquistão «solicitou informações» sobre estas aeronaves, referiu o Relatório de Execução da Lei de Programação Militar de 2010. Portugal estabeleceu «contactos com diversas entidades internacionais potencialmente interessadas», tendo a força aérea paquistanesa «manifestado interesse em realizar uma visita» a Portugal para avaliar os caças F-16 a alienar, lê-se no relatório a que a agência Lusa teve acesso. O documento refere ainda que o Paquistão «solicitou informações sobre configuração e ‘upgrades’ estruturais das aeronaves», tendo o Estado português enviada «as informações solicitadas» além de ter sugerido «possíveis datas de visita às OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal S.A)». Além dos dez caças F-16, que Portugal tem à venda, encontram-se ainda para alienação oito helicópteros Puma e dez aviões C-212 Aviocar, na «situação de inibidas ao serviço e já abatidas ao serviço», refere o relatório. Primeiro gasta-se, depois vende-se a preço de saldo. É para isso que servem os sacrifícios da Troika. Caminhamos para o abismo económico e social. Em breve muitos portugueses conhecerão a dura realidade que os nossos avós conheceram em tem de guerra: a verdadeira miséria.
ECONOMISTAS ALERTAM CIMEIRA EUROPEIA QUE "NÃO DECIDIR" SERÁ FIM DO EURO
Economistas afirmaram em carta aberta aos líderes da UE que “decidir não decidir” na cimeira de hoje pode ditar o fim da zona euro. "Os líderes da União Europeia (UE) que se reúnem em Bruxelas hoje enfrentam uma responsabilidade histórica. É essencial que um acordo seja alcançado sobre um plano que previna uma maior escalada da crise", escrevem os especialistas, entre os quais se contam os nomes do conselheiro económico da Comissão Europeia Paul De Grauwe e o director do centro de investigação Bruegel, Jean Pisani-Ferry. Os 13 economistas indicam como centro das suas propostas a expansão do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), uma entidade que "deve ser capaz de tornar os bancos fortes o suficiente para aguentar uma falência [default] da Grécia". Com o título de "Uma chamada à acção: Líderes europeus devem agir para salvar o euro e evitar a recessão", a breve carta lembra que a crise da dívida chegou "ao núcleo da zona euro" ao tocar Espanha e Itália e que o valor de crédito de um terço da região está em causa. "Os decisores políticos europeus colocaram-se na posição de quem vai atrás dos acontecimentos. E isso leva à derrota porque, a cada vez, está-se sempre a tentar resolver os problemas de ontem, não os de hoje", acrescenta Pisani-Ferry, um dos primeiros defensores da ideia das Eurobonds, a emissão conjunta de dívida por parte dos países da União Europeia. Para o director do Bruegel, é a lentidão da resposta aos mercados a principal limitação da receita europeia para lutar contra a crise da dívida soberana nos países da periferia da moeda única, como a Grécia, Portugal e Irlanda, e a janela de oportunidade para que os políticos europeus se tornem mais determinados está agora a fechar-se.
GREVE DE TAXISTAS GREGOS POR TEMPO INDETERMINADO MATA TURISMO
As autoridades do aeroporto internacional de Atenas já aconselharam os viajantes a utilizarem os comboios. Os taxistas bloquearam ainda o acesso ao terminal do porto de Pireu numa luta contra a “desregulação” da sua profissão, decidida pelo Governo no âmbito do programa de ajuda externa imposto pela União Europeia e pelo FMI. Além dos taxistas, várias profissões liberais, como os advogados ou os engenheiros, estão a ser liberalizadas, de modo a reforçar a concorrência e estimular a recuperação da economia. No segundo dia da greve de 48 horas levada a cabo pelos taxistas gregos, milhares de manifestantes a pé, de táxi e de moto dirigiram-se para o parlamento em protesto contra a decisão do governo liberalizar aquela profissão severamente regulada. Ontem centenas de motoristas de táxi bloquearam as estradas de acesso aos principais aeroporto e porto de Atenas. Em Creta também se registaram manifestações e na cidade de Iraklion um motoristas incendiou o seu táxi em frente à câmara municipal. os turistas estão impossibilitados de chegarem aos cruzeiros que iniciam viagem do Porto de Pireu ou deslocarem-se ao aeroporto por estrada. Os confrontos entre polícia e taxistas, que não arredam pé e que se mostram bem unidos nesta luta, estão a aumentar de tom, dia após dia.
SPREADS DO CRÉDITO HABITAÇÃO CHEGAM A 7% E SUFOCAM MILHARES DE FAMÍLIAS
Os "spreads" no crédito à habitação continuam a subir. Desde o início do ano, a margem mínima exigida pelos bancos na concessão de financiamento para a compra de casa própria mais do que duplicou. E as taxas máximas estão a disparar, reflectindo o aumento do custo do crédito do sector. Há bancos, como o Banif, em que o "spread" mais elevado está já próximo dos 7%. Na primeira metade do ano, 11 mil famílias pediram ajuda à Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO). Os "spreads" elevados, associados à subida das Euribor, estão a tornar cada vez mais difícil o pagamento das prestações do crédito à banca. A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) prevê que um "aumento significativo", até ao final do ano, do número de famílias em dificuldade. No limite, muitas terão de entregar a casa à instituição financeira.
PRIVATIZAÇÕES VÃO AGRAVAR DÍVIDA EXTERNA E DÉFICE PORTUGUÊS
CTT, TAP, GALP, EDP e REN são algumas das empresas que o Governo pretende privatizar, o que, justificou Pedro Passos Coelho, «abrirá a nossa economia aos estímulos do exterior». Argumento desmentido por um estudo do economista Eugénio Rosa, a que o Destak teve acesso, que defende que «a privatização das empresas públicas, para além de o Estado perder alavancas importantes de desenvolvimento e lucros, irá contribuir para agravar ainda mais o problema do défice e da divida externa portuguesa». É que, embora possam «aliviar a situação» do País «transitoriamente », as privatizações vão determinar «a perda de uma importante fonte de receitas para o Estado» e «constituirão uma causa permanente de transferência de lucros e dividendos para o estrangeiro, agravando o saldo negativo da Balança de Rendimentos e, consequentemente, do défice e da dívida externa». Isto porque, defende o economista, «a maioria das empresas cairão em mãos de estrangeiros», já que «os grupos económicos nacionais estão profundamente endividados». Os números confirmam que o Rendimento Nacional Bruto (RNB), referente à riqueza que fica no País, tem vindo a diminuir desde 1995, tendo-se agravado a partir de 2000 – em 1995, o RNB era superior ao valor do PIB (riqueza criada no País) em 176 milhões de euros. Ou seja, «Portugal teve ao seu dispor um valor superior ao que produziu (176 milhões vieram do estrangeiro)». Depois, a situação inverteu-se, passando o RNB a ser inferior ao PIB (em 2010, foi inferior em 5872 milhões de euros).
IRS E IVA VÃO AUMENTAR PARA VALORES RECORDES
Portugal passará a ter no próximo ano a segunda taxa de IVA mais elevada da Europa e as taxas máximas de IRS e IRC estão já acima da média da UE-27. Por outro lado, os salários médio e mínimo portugueses são menos de metade dos praticados na Alemanha. O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques, reconheceu, ontem, que a carga fiscal do país "é elevada", apesar de não atingir a média dos países da União Europeia (UE), e que esta está também "mal distribuída". De acordo com os últimos dados da OCDE (2009), a carga fiscal - IRS + contribuições para a Segurança Social do trabalhador e do patrão - atinge os 37,2% dos custos do posto de trabalho suportados pelo empregador. A média da OCDE está nos 36,4% e da UE-15 nos 41,6%. No entanto, recorrendo aos dados actualizados da Comissão Europeia (2010), constata-se que nos três impostos mais significativos Portugal coloca-se em 10.º lugar na taxa máxima do IRS (actualizada de 42 para 45%) e 9.º lugar na taxa mais elevada do IRC, em ambos os casos ficando acima da média da UE-27 e da Zona Euro. Quanto às taxas máximas de IVA, passar de 21 para 23% coloca o país em segundo lugar, a par com a Grécia e logo abaixo da Suécia e da Dinamarca (25%). Mas a carga fiscal tem obrigatoriamente de ser relativizada com os salários auferidos em Portugal por comparação com outros países europeus. O valor de 37,2% para a carga fiscal que nos é dado pela OCDE pressupõe um trabalhador português, solteiro, sem dependentes e que aufere o salário médio. Nas contas da OCDE, o salário bruto médio português anual é de 16 657 euros, ficando na mão (líquido) todos os meses com 924,64 euros (14 meses). A título de exemplo, um alemão que receba 14 meses de salário leva para casa 1715,42 euros, praticamente o dobro do trabalhador português.
TRANSPORTES PÚBLICOS VÃO AUMENTAR 15% JÁ EM AGOSTO
Além dos aumentos, há transportadoras públicas que poderão sofrer cortes nos serviços fluvial, rodoviário e ferroviário. Os bilhetes e passes sociais vão aumentar a 1 de Agosto, cumprindo-se assim uma das medidas da ‘troika’. O Governo vai comunicar hoje às operadoras de transporte público que os bilhetes e passes sociais devem sofrer um aumento médio de 15% já a partir do próximo dia 1 de Agosto. O ministério tutelado por Álvaro Santos Pereira cumpre assim uma das medidas calendarizadas pela ‘troika', que previa a revisão das tarifas de transporte públicos até ao final deste mês. Ao mesmo tempo, a secretaria de Estado das Obras Públicas avança com a extinção de NAER-Novo Aeroporto, EDAB-Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja e RAVE-Rede Ferroviária de Alta Velocidade. A par de um aumento médio de 15% das tarifas nos transportes - o que significa que alguns títulos podem subir até 25%, enquanto outros não serão actualizados -, o Governo propõe-se a rever a noção de serviço público, o que deverá passar pela redução ou eliminação de algumas carreiras de transporte. Já em Setembro será criado um novo tarifário que pretende reduzir o impacto dos aumentos junto das camadas menos favorecidas.
O executivo pretende que sejam os utilizadores e não a totalidade dos contribuintes a pagar o serviço público, o que implicará o fim ou a redução de algumas carreiras de serviço rodoviário, ferroviário ou fluvial, apurou o Diário Económico. No caso da Transtejo, por exemplo, a redução de custos de 15%negociada com o anterior Governo já previa a eliminação de algumas ligações entre as duas margens do Tejo, enquanto que na CP está previsto o encerramento de algumas linhas. O objectivo do Executivo é que a consolidação orçamental do sector dos transportes públicos - cuja dívida atingia 16,8 mil milhões de euros no final de 2010, o equivalente a 1.700 euros por habitante -, seja assegurada em dois terços pelo lado da despesa e um terço pelo lado dos custos. Nos planos do Executivo está também a extinção, em breve, da NAER e da EDAB, que serão integradas na ANA-Aeroportos de Portugal e da RAVE, que passará a funcionar dentro da REFER, que já gere a infra-estrutura rodoviária nacional. À extinção destes organismos públicos, o Governo pretende ainda subtrair cerca de dois terços do quadro de pessoal do antigo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
DESPEDIMENTOS MAIS BARATOS E FÁCEIS JÁ EM SETEMBRO
As novas regras que reduzem o valor das indemnizações por despedimento vão entrar em vigor no final de Agosto ou início de Setembro e serão aplicadas a novos contratos. Na prática, para já, só são abrangidos os contratos celebrados a partir desta altura, tal como previa o acordo tripartido assinado na legislatura anterior. Esta foi uma das ideias transmitidas ontem pelo secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, nas reuniões bilaterais com os parceiros sociais. Para já, há a garantia de que "a redução das indemnizações entra em vigor no fim de Agosto ou no início de Setembro", disse o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) aos jornalistas, acrescentando que "uma certeza é que o valor das indemnizações vai ser reduzido de 30 para 20 dias" e salientando ainda que será constituído "um fundo para garantir 50% deste novo valor", disse António Saraiva. Hoje, as mudanças deverão ser aprovadas em Conselho de Ministros.
PRIVATIZAÇÃO DO BPN VAI CUSTAR 600 EMPREGOS
Adequar o volume de negócios ao quadro de pessoal é objectivo dos interessados no banco. Mais de um terço dos funcionários do BPN poderão ser afectados com os cortes de pessoal da segunda fase de reestruturação do banco que se pretende agora concluir com a sua alienação. São cerca de 600 trabalhadores sinalizados por alguns interessados na privatização como o número que permitirá reforçar a rentabilidade do banco nacionalizado em 2008. A redução do actual universo de 1.600 colaboradores já foi admitida pelo presidente da CGD. Fonte oficial do BPN recusa avançar com uma estimativa de corte de pessoal, mas o Diário Económico sabe que é entendimento da administração do banco e dos interessados na privatização que a sua estrutura tem de se adequar à redução ao nível do crédito a clientes (bruto), que registou uma diminuição de 2,2% face a 31 de Dezembro de 2010, ascendendo no final de Março de 2011, a 3,7 mil milhões de euros. E levam ainda em linha de conta a evolução dos recursos captados de clientes: quebra de 8,8% relativamente ao final do último exercício, situando-se nos dois mil milhões de euros. Um dos bancos interessados, o BIC Angola, admitiu esta semana que cerca de um terço (528) dos trabalhadores do BPN não será abrangido pelo projecto BIC.
3.000 CASAS ENTREGUES AOS BANCOS POR FALTA DE PAGAMENTO
Três mil imóveis foram entregues aos bancos no primeiro semestre deste ano em dação em pagamento, isto é, em resultado de incumprimento nos créditos à habitação e à construção. De acordo com as análises sobre as dinâmicas imobiliárias nacionais da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), "ao longo dos seis primeiros meses de 2011 foi possível contabilizar cerca de 3060 imóveis entregues em dação em pagamento". Só em Junho foram entregues "cerca de 600 [imóveis], um dos resultados mais penalizadores desde o início do ano", refere a associação. As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto concentram metade das ocorrências relativas a imóveis entregues em dação em pagamento em Portugal este ano, diz a APEMIP. Estes dados, acrescenta a associação, "permitem constatar uma crescente concentração deste fenómeno nos grandes centros urbanos, não apenas por efeito de incumprimento por parte das famílias, mas também por um certa incapacidade de escoar produto, em resultado das crescentes limitações que condicionam a fileira".
TURQUIA PROMETE QUEBRA DE RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS ENTRE UE E ISRAEL
Ancara vai congelar as relações com a União Europeia no segundo semestre de 2012, altura em que Chipre assume a presidência rotativa dos 27. Essa é pelo menos a promessa do chefe de governo turco que esta terça-feira, iniciou uma visita de dois dias à República Turca do Norte de Chipre. Recep Tayip Erdogan revelou ainda que pretende visitar a Faixa de Gaza. Uma intenção que Israel recusa para já comentar. “Gostaria de viajar para Gaza depois de visitar o Egito, mas esses planos ainda não estão definidos. Se as condições o permitirem, é isso que pretendo fazer” afirma o primeiro-ministro turco. A prioridade é para já Chipre. O país está dividido em dois desde 20 julho de 1974, quando a Turquia invadiu o norte da ilha na sequência de um golpe de Estado dos nacionalistas cipriotas-gregos. Uma acção apoiada pelo regime militar no poder em Atenas que pretendia anexar a ilha à Grécia. A República de Chipre aderiu à União Europeia em 2004.
FRANÇA E ALEMANHA DECIDEM À PORTA FECHADA DESTINO DA EUROPA
A chanceler alemã e o Presidente francês reúnem-se hoje à noite, em Berlim, para preparar a cimeira extraordinária da Zona Euro que se realiza na quinta-feira, em Bruxelas, disseram hoje fontes governamentais na capital alemã. Angela Merkel e Nicolas Sarkozy jantarão juntos na chancelaria federal e não farão declarações aos jornalistas depois do encontro, adiantaram as mesmas fontes. Espera-se que a cimeira extraordinária da Zona Euro tome decisões sobre um segundo pacote de ajudas à Grécia, para evitar a bancarrota deste país, e dê também sinais sobre a forma de pôr termo à crise das dívidas soberanas e da moeda única, que tende a agravar-se. Dois dias antes da cimeira, porém, Angela Merkel disse, em Hannover, que não são de esperar resultados espectaculares e que é necessário, isso sim, "um processo controlado e controlável". Por isso, no encontro de chefes de Estado e de Governo dos 17 países da moeda única "não é de esperar nenhum passo definitivo", advertiu a chanceler alemã, cujas declarações voltaram a agitar os mercados financeiros. O Fundo Monetário Internacional (FMI ), que participa nos resgates à Grécia, Irlanda e Portugal, exigiu à União Europeia que tome finalmente decisões para resolver a crise das dívidas soberanas. "Caso contrário, há o risco de o problema dos défices como o da Grécia assumirem uma dimensão que terá consequências graves sobre a própria União", disseram responsáveis pelo FMI em Washington. Em Hannover, porém, a chanceler respondeu indirectamente aos seus críticos, garantindo que o Governo alemão não cederá aos que defendem uma união de transferências ou a emissão de "eurobonds", afirmando que tais propostas "não são politicamente responsáveis".
CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS COM ORDEM PARA VENDER TUDO EM 2 ANOS
Ministério das Finanças cumpre plano da "troika" e manda Caixa vender participações em empresas. CGD quer tempo para minorar prejuízos. Empresas tentam adiar processo. O Ministério das Finanças já deu indicações à Caixa Geral de Depósitos (CGD) para avançar com a venda de participações em empresas como a PT, Galp, EDP ou Zon. O banco do Estado quer fazê-lo ao longo de dois anos, para evitar vendas apressadas. O dossiê fica para o próximo presidente da empresa, que será revelado ainda esta semana.
ASSASSINADO JORNALISTA QUE DENUNCIOU AS ESCUTAS DO NEWS OF THE WORLD
O número um e número dois da Scotland Yard já se demitiram por causa deste escândalo nacional britânico. O escândalo das escutas telefónicas ilegais em torno da News Corp de Rupert Murdoch traz todos os dia novas surpresas. Ontem, além de outra demissão - desta vez a do número dois da Scotland Yard, John Yates -, houve uma morte - a do jornalista Sean Hoare, o primeiro a dizer que Andy Coulson (antigo director do tablóide e mais tarde assessor de imprensa do primeiro-ministro David Cameron) conhecia o recurso habitual dos seus subordinados do "News of the World" às escutas telefónicas. A decisão de Yates veio um dia após o seu chefe na Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres), Paul Stephenson, ter abandonado o cargo e dois após a detenção da directora executiva da News International, filial do império de Murdoch no Reino Unido, Rebekah Brooks. Desde que a polémica rebentou já foram detidas dez pessoas. Sem se aprofundar em detalhes sobre o motivo das demissões, e surpreendido pela ligação entre Stephenson e o antigo director-adjunto do tablóide, Neil Wallis, o presidente da câmara referiu que "as questões sobre a relação entre a polícia metropolitana de Londres e o ''News of the World'' poderiam ser motivo de distracção para os dois polícias antes dos Jogos Olímpicos". O magnata Rupert Murdoch, o filho James - CEO da News Corporation na Europa e Ásia - e Rebekah Brooks vão estar hoje na Câmara dos Comuns para prestar declarações à Comissão de Media. Os três vão ser interrogados sobre o escândalo das escutas ilegais que envolvem mais de quatro mil pessoas e o alegado suborno a agentes da autoridade a troco de informações privilegiadas, para alimentarem as manchetes do tablóide "News of the World" (cuja última edição foi publicada a 10 de Julho), mas também de outros jornais de grupo como o "The Sun", que depois do fim do "News of the World" passou a ser o jornal mais vendido do Reino Unido. A Câmara dos Comuns tem ainda agendado para amanhã um debate sobre o controlo dos media.
RITUAIS SEXUAIS DE BOHEMIAN GROVE DOS ILLUMINATI E BILDERBERG EM PLENA CRISE
Após a estreia no mesmo dia em todo o mundo, do simbólico e último filme da saga Harry Potter com o título "Tudo Acaba", no qual a morte iniciática do principal protagonista corresponde ao ritual máximo da iniciação em todas as sociedades secretas de raiz llluminati, o famoso grupo ritualista ligado aos Bilderberg, reúne-se durante 15 dias em Bohemian Grove, na Califórnia. Todos os anos a California junta uma elite de homens, artistas e músicos de Hollywood, realeza de todo o mundo e políticos famosos num encontro VIP onde utilizando rituais iniciáticos dos llluminati, se realizam orgias gay e bissexuais na floresta desta propriedade adquirida para esse fim exclusivo (em 1872), e conhecida por Bohemian Grove. Começou no passado sábado, dia 16 de Julho e estender-se-á por mais quinze dias. Localizada na Bohemian Avenue, em Monte Rio na Califórnia, esta propriedade pertenceu a um famoso clube artístico de um magnata do mundo do espectáculo tendo ficado conhecida desde então como Bohemian Grove (A Gruta da Boémia). Muitos presidentes republicanos dos EUA (Ronald Reagan, Richard Nixon, George Bush e George W. Bush). passaram por este ritual, associado aos mais jovens e ricos llluminati's de todo o mundo. Em 1999 estreou o filme Eyes Wide Shut, uma brilhante produção cinematográfica em alusão a estes rituais, por alguém que os conhecia bem: Stanley Kubrik. O realizador não manteve o "silêncio", visto que terá participado nas festas de Bohemian Grove e antes mesmo da estreia, Kubrik morreu "subitamente" durante o sono com um ataque cardíaco. A reacção fría dos mídia à estreia do filme revelou bem o "desconforto" das elites face às suas revelações...
Em todo o mundo este grupo realiza na mesma data orgias gay e bissexuais em locais determinados, a maioria sempre na floresta (em Sintra começou por ser na famosa Quinta da Regaleira, criada à semelhança de Bohemian Grove e hoje realiza-se em certas clareiras designadas para o efeito). Também o famoso Luís II da Baviera (um fervoroso llluminati) realizava festas boémicas no seu castelo e na sua casa de campo, o palácio de Linderhof, o qual também possuía uma gruta artificial onde realizava estas festas, ao som de músicos como Wagner. No solstício de Verão a 21 de Junho costumam fazer uma pequena festa onde seleccionam os candidatos (vítimas sexuais) que participarão na grande festa, mais tarde em Julho, a festa dos predadores. Grandes decisores mundiais passaram por estes rituais antes de darem a conhecer ao mundo decisões tão importantes como o lançamento da primeira bomba atómica. Este acampamento de Verão tem sempre como símbolo a coruja, símbolo universal de conhecimento e tranquilidade do saber e o seu santo patrono é João de Nepomuk, que morreu, segundo a lenda, às mãos de um rei da boémia (actual região da República Checa) por não confessar os segredos da sua rainha (um conto alusivo à obediência do secretismo dos encontros, parecido ao de Iran contado nas lojas llluminati). Uma escultura em madeira de São João de Nepomuk com o dedo indicador sobre os lábios a proclamar silêncio e secretismo, encontra-se junto ao lago da gruta. A reportagem em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=QAfMe4Fy1Fo.
OBAMA ALERTA PARA ARMAGEDDON ECONÓMICO JÁ EM 2012
O Presidente Barack Obama alertou neste sábado, alguns legisladores para aquilo que designou como um Armageddon económico dos EUA e do resto do mundo se falhar o pagamento já em Agosto da dívida pública daquele que é considerado o país mais rico do mundo. Obama afirmou ainda na sua emissão de rádio semanal estar disposto a tomar medidas impopulares de austeridade para poder cumprir o pagamento da dívida soberana dos EUA. "Isso implicará gastar menos em projectos nacionais" explicou, "significa também gastar menos em projectos militares... e significa alterar o código contributivo, cortar algumas regalias e deduções nos impostos dos americanos que mais recebem. O governo norte-americano atingiu o limite de 14.29 triliões de dólares em Maio, e desde então o Ministério do Tesouro utilizou medidas de excepção para permitir ao governo continuar a pagar as suas despesas.
RON PAUL AMEAÇA REELEIÇÃO DE OBAMA COM VÍDEO BOMBÁSTICO
O congressista Ron Paul já ganhou as eleições presidenciais no Iowa e em New Hampshire com um vídeo que dramaticamente lançou na campanha da sua corrida à Casa Branca. Com o lema "Restore America Now" (Recuperar a América Já) Ron Paul é apoiado por nacionalistas por todo o país que estão fartos das incompetências e da corrupção dos políticos democratas e republicanos tradicionais. O vídeo acusa a administração Obama de repetir erros do passado, prometendo cortes na despesa pública nas eleições mas aumentando os impostos na prática, exactamente o que está a acontecer em Portugal com o novo Governo de Passos Coelho. O spot que promete um vídeo mais completo em Agosto, fala dos 14 triliões de dólares da Dívida dos EUA e dos milhões de desempregados que ameaçam a economia e a sociedade norte-americana. Ron Paul intitula a sua campanha de verdadeira, contra a mentira dos tradicionais políticos. Um verdadeiro nacionalista que promete uma guerra aberta à Administração enganosa dos democratas. O vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=UUNIeOB0whI.
PRINCIPAIS BANCOS SUIÇOS VÃO DESPEDIR MILHARES DE TRABALHADORES
Na Suiça onde o ouro nazi permitiu que um país vivesse décadas apenas da gestão dos dinheiros roubados aos judeus e aos países invadidos pelas tropas de Hitler, vive-se o mesmo ambiente vivido na Alemanha e Áustria antes dos nazis subirem definitivamente ao poder. Os banqueiros, bilderberg's, llluminati's e políticos são agora a nova Gestapo. O regime totalitário neo-nazi da NWO prepara as suas últimas cartadas para arrasar a classe média europeia e instaurar à força um regime ditatorial. Agora, os dois principais bancos suíços estão a preparar-se para despedir milhares de trabalhadores, de acordo com notícias avançadas pela imprensa do país. O UBS pode cortar cinco mil postos de trabalho, para poupar o equivalente a 864 milhões de euros. Já o Credit Suisse deve suprimir cerca de mil empregos.
1.500 CIVIS MORTOS NO AFEGANISTÃO DESDE OCUPAÇÃO DA NATO
Mais seis mortos civis na província de Khost, no sudeste do Afeganistão. As autoridades locais acusam uma vez mais as forças da ISAF de ter matado os civis; a NATO desmente, alegando que foram mortos seis combatentes insurgentes. É mais uma acha para a fogueira das cada vez mais tensas relações entre as populações afegãs e os soldados da coligação internacional. Centenas de pessoas manifestaram-se contra as operações dos soldados estrangeiros, durante os funerais das vítimas. Desde o princípio do ano já foram mortos cerca de 1500 civis no Afeganistão, 15% mais do que em 2010, o ano considerado como o mais mortífero desde o início da guerra. Segundo dados da ONU, 80% dos civis mortos nos primeiros seis meses de 2001 são imputados aos insurgentes e 14% à coligação das forças pró-governamentais e internacionais.
ESTADO DE POLÍCIA - XIX: DIA NACIONAL DA FRANÇA COM GRANDE PARADA MILITAR
Em França, as comemorações do 14 de julho foram manchadas pela morte de seis soldados no Afeganistão. Aos cinco militares mortos ontem, vítimas de um atentado suicida, junta-se mais uma baixa, confirmada em pleno Dia Nacional. Como acontece todos os anos, a parada militar desceu a Avenida dos Campos Elísios, em Paris. O dia comemora a tomada da Bastilha, em 1789, na Revolução Francesa. Este ano o ambiente foi de luto e não de festa. O presidente Nicolas Sarkozy promete uma mudança na política para o Afeganistão: “A retirada das tropas vai começar este ano e continuar até 2013. Não estamos a abandonar os afegãos, mas sim a transformar a nossa ajuda, que passa de uma ajuda militar a outra, essencialmente económica e educativa. O exército afegão cresceu em termos de poder, tem agora 350.000 homens e deve poder tomar conta do país”. A tragédia fez o presidente cancelar a habitual “garden party” do Eliseu. Em vez disso, Sarkozy encontra-se com os familiares dos soldados mortos. Sarkozy convocou também um conselho de defesa extraordinário para analisar a situação no Afeganistão. O vídeo em: http://pt.euronews.net/2011/07/14/mortes-no-afeganistao-mancham-dia-nacional-frances/.
AUSTERIDADE = NEONAZISMO: ITÁLIA E ESPANHA PREPARAM FIM DA CLASSE MÉDIA
Na Zona Euro é difícil obter consenso sobre a data de uma cimeira. FMI critica "debate muito aberto" na Europa. Itália e Espanha, pressionadas, prometem mais austeridade. Alemanha e França não se entendem sobre a necessidade de uma cimeira de emergência. O FMI, por seu lado, veio criticar a cacofonia do debate no Velho Continente sobre a crise grega. E na Irlanda, o primeiro ministro diz que o corte de “rating” da Moody’s na terça-feira à noite visou a Europa e não o país. Noticias de um só dia que evidenciam a inexistência de uma estratégia comum europeia de combate à crise, mesmo apesar do aumento do risco de contágio. Ao mesmo tempo, Itália e Espanha, em risco, acenam com mais austeridade. Depois da Grécia, Irlanda, Portugal, agora Itália e Espanha. A Europa caminha para um período da sua história e não será apenas relacionado com a crise económica e com a perda do poder de compra. É que esta é uma estratégia encapotada para fazer instalar um regime europeu totalitário, no qual não há lugar para a classe média, uma pedra no caminho de um novo regime neo-fascista federativo europeu. Austeridade e Crise, são apenas palavras-chave para esta elite pró-nazi de políticos e banqueiros ao serviço das subjugadoras sociedades secretas, completamente dominadas, apoiadas e manipuladas directamente pela CIA.
UE E RÚSSIA PREPARAM FIM DOS VISTOS EM PASSAPORTES
Será que vamos viajar livremente entre a União Europeia e a Rússia? Em Bruxelas, as duas potências deram um passo em frente nas negociações sobre a supressão do regime dos vistos. O documento que fixa as etapas estará quase pronto . A Rússia e a UE negociam há anos a questão e o processo atual agora iniciado, por Dimitri Medvedev, pode dar origem ao acordo. A “lista dos passos comuns em quatro capítulos” aborda passaportes e documentos oficiais, imigração ilegal, a luta contra a criminalidade e as relações internacionais, nomeadamente o procedimento de registo obrigatório em território russo, que tem sido discutido continuamente. Um texto completo que, segundo o ministério russo dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas, pode ser ratificado rapidamente. Segundo o responsável russo, Vladimir Voronko: “Se conseguirmos a aprovação dos 27 membros da UE e da Rússia, entao é possível que este documento seja ratificado durante a cimeira UE-Rússia em Bruxelas no fim do ano”. Em princípio, numa primeira fase, o território abrangido pelo futuro acordo vai limitar-se à Rússia e ao Espaço Shengen (do quel não fazem parte a Roménia, a Bulgária e o Chipre). Quanto aos paises que fazem parte de Shengen mas não da União (a Suíça, a Islândia e a Noruega) têm de assinar acordos bilaterais com Moscovo. A Rússia tem demonstrado estar pronta, há muito tempo, para um regime sem vistos com a União Europeia, mas não o assume unilateralmente. Mas Bruxelas é mais prudente. A proposta europeia defende um regime de vistos de 6 a 12 meses durante cinco anos (como no caso de Shengen, atualmente), se o cidadão cumprir. Portanto, a reforma não é para amanhã. Por outro lado, Bruxelles exige que Moscovo anule as regras de imigração, que os europeus consideram discriminatórias. Certo é que aparentemente saudável, esta medida irá acentuar gravemente a crise europeia. No passado a emigração entre países sem fronteiras levou sempre a uma diminuição das condições de vida dos que recebem os emigrantes em massa.
TAXA ADICIONAL DE IRS ANDARÁ ENTRE 2,5 E 3,5% POR ANO
Depois de duas semanas de trabalhos técnicos, o Governo prepara-se para explicar hoje, ao fim da tarde, os contornos do imposto extraordinário que os contribuintes singulares serão chamados a pagar para acudir à crise financeira orçamental do Estado, e que deverá reflectir-se numa taxa de IRS extra entre 2,5% e 3,5% anuais. Quem paga, quanto e quando são dúvidas que deverão ficar totalmente esclarecidas, sabendo-se já que os dividendos e os juros de aplicações financeiras ficarão de fora.
JOSÉ SEGURO APOIADO PELA MAÇONARIA DO PS PERDE DEBATE TELEVISIVO PARA ASSIS
Há quem diga que José Seguro (que também tem as iniciais maçónicas - JS - de José Sócrates, João Soares, Jorge Sampaio, ex-líderes do PS) poderá ser o próximo candidato à Presidência da República, já que à partida não ganhará a liderança do partido. Há quem diga que andou a participar em jantares com todas as lojas maçónicas do país, antes das últimas legislativas na tentativa de se promover dentro das elites do PS. O Jornal Expresso comentou assim o debate: «Com o Partido Socialista amarrado ao memorando da troika e ao suicidio económico de políticas recessivas, Francisco Assis e António José Seguro não tinham, no fraquíssimo debate de ontem, na SIC Notícias, nada para dizer sobre o País. Restou a Europa. Bom tema. E o que os dois defenderam, da emissão de eurobonds ao aumento do orçamento da União, subscrevo por baixo. Só lamento que não bata certo com o euroconformismo que dominou o partido, incluindo estes dois candidatos, nos últimos anos. Basta recordar a recusa do PS em debater o trágico Tratado de Lisboa para perceber que acordaram tarde para os beco sem saída em que a Europa se enfiou. Pior: não estou seguro que este súbito sentido crítico em relação aos caminhos da UE não seja mais do que uma fuga para a frente perante a sua própria ausência de discurso sobre políticas de Estado. Suspeito que, regressados ao poder, voltem a defender a tese do "bom aluno europeu". Quanto ao estilo, e apesar de tudo o que me afasta do candidato a derrotado, a coisa é óbvia: Assis é mais estruturado, mais corajoso e mais denso. António José Seguro exibiu, neste debate, um confrangedor vazio político. E é pena. O PS precisava, como contraponto ao socratismo mais elaborado de Assis, de algo mais do que o refugo do guterrismo. Resumindo: a proposta de Assis é pouca coisa, a resposta de Seguro é a mesma coisa de sempre. Falso: ele quer um laboratório de ideias. Parece-me excelente. Podia ir lá buscar uma ou duas, para dar algum conteúdo aos seus "valores".» (in, Jornal Expresso).
ASSALTO COM METRALHADORAS NO INATEL DE ALBUFEIRA
Um grupo de cinco homens encapuzados e armados com metralhadoras, invadiu na segunda-feira o Inatel de Albufeira, no Algarve, segundo o Correio da Manhã. Os assaltantes fizeram-se passar por turistas, depois agrediram o recepcionista e mantiveram-no sequestrado. Segundo o jornal, o objectivo dos assaltantes era roubar o cofre que continha 100 mil euros. A PJ está já a investigar o caso que se junta às recentes situações de violência ocorridas na região e que aumenta o sentimento de insegurança naquela zona do Algarve. Os assaltantes entraram por uma janela das traseiras da recepção e assim que o recepcionista se apercebeu foi agredido com a coronha de uma arma e ficou imobilizado. No entanto, um segurança do Inatel enfrentou os criminosos e, apesar de ser agredido, a confusão gerada fez com que fugissem sem levar o cofre. As autoridades suspeitam que estes homens sejam os mesmos que dispararam também com metralhadoras sobre uma casa em Paderne. Os investigadores da Polícia Judiciária visionaram as imagens do sistema de videovigilância do Inatel mas estas não terão sido conclusivas. Nelas pode-se observar o grupo de cinco indivíduos encapuzados que entrou, pelas 04.30, naquela unidade hoteleira, agrediu um elemento da segurança e tentou roubar o cofre que se encontra guardado na parede da recepção. Percebe-se que estavam armados, mas não foi possível identificar os indivíduos, pelo que as investigações prosseguem.
EUROGRUPO PREPARA CIMEIRA DE URGÊNCIA PARA 6.ª FEIRA
Numa tentativa para evitar o contágio da crise de dívida à Itália e à Espanha, deve haver uma cimeira extraordinária do Eurogrupo já na próxima sexta-feira. Os ministros das Finanças da zona euro acordaram que os investidores privados devem participar no segundo pacote de ajuda à Grécia, que está a ser discutido. Esta terça-feira, os líderes europeus sublinharam a necessidade de tomar medidas logo após a divulgação dos resultados dos testes de stress dos bancos. “O estado atual da crise é uma combinação da crise da dívida soberana e das fragilidades do setor bancário e não podemos resolver um problema sem resolver o outro. Precisamos de resolver ambos”, afirmou o Comissário Europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn. “As discussões foram produtivas, particularmente neste assunto das linhas de crédito e dos planos de ação que precisam de ser implementados. Deve haver um requisito para que os bancos aumentem a sua capitalização”, disse Jacek Rostowski, ministro das Finanças da Polónia, país com a presidência da União Europeia. O ministro das Finanças da Holanda disse, esta terça-feira, que a zona euro já não exclui a possibilidade de um incumprimento seletivo da Grécia, mas foi desmentido pelo homólogo luxemburguês.
RELATÓRIO DO BANCO DE PORTUGAL PREVÊ ANOS NEGROS
O impacto recessivo do corte de metade do subsídio de Natal poderá não agravar a recessão prevista para este ano, mostram as previsões do Banco de Portugal, publicadas hoje no Boletim Económico de Verão. A medida adicional para a redução do défice orçamental terá um efeito negativo no consumo, mas este tenderá a ser compensado por outros factores, como um crescimento das exportações acima do esperado. O banco central, que destaca a incerteza que envolve estas previsões, prevê uma contracção de 2% da economia portuguesa este ano e de 1,8% em 2012, naquele que ainda assim será o maior recuo combinado na história da democracia portuguesa. "Por outro lado, as exportações foram revistas em alta, reflectindo as hipóteses relativas à procura externa dirigida à economia portuguesa, bem como o impacto da informação mais recente que se revelou mais favorável do que o antecipado", acrescenta. Esta informação mais recente diz respeito a uma quebra inferior ao esperado no consumo das famílias no segundo trimestre do ano. A quebra foi significativa - o banco central confirma até que o segundo trimestre será, sem surpresas, de contracção da economia - mas não houve o colapso na procura privada que os técnicos da troika estimavam como reacção ao anúncio do programa.Isto faz com que, no final, a previsão do Banco de Portugal seja menos pessimista do que a da troika (-2,2% este ano e -2% em 2012), feita antes do lançamento das medidas adicionais. Mas mesmo no plano interno, há vários riscos: o impacto sobre a procura interna das medidas do plano da troika "é de difícil avaliação", tal como o seu efeito nas expectativas das famílias e das empresas. Por outras palavras, as medidas são muitas e transversais e não há historial de um choque desta magnitude. Este risco é um dos sublinhados pelo FMI como uma ameaça ao sucesso do ajustamento português. Na Grécia, a recessão este ano acabará por ser maior do que o recuo de 3% previsto - a Comissão Europeia espera que o PIB recue 3,75%. Os portugueses podem preparar-se para uma queda sem precedentes do consumo. A ideia do ajustamento, para o banco central, é precisamente essa: esmagar o consumo privado (que significa menos importação de bens e serviços), aguentar a sangria no investimento (enquanto a banca faz a sua dieta) e procurar compensar as perdas com a subida das exportações. As previsões do BdP mostram que este ajustamento já começou. De realçar é também a continuação da sangria no investimento, com perdas em todas as áreas de actividade. Em 2012, Portugal investirá em construção de casas apenas 42% do que investia em 2000, número que revela bem a paragem do sector. No Estado, a quebra entre 2010 e 2012 será de mais de metade.
PASSOS COELHO PROMETE À UE E A PORTUGAL MAIS AUSTERIDADE JÁ PARA 2011 E 2012
Depois de uma primeira reacção eufórica sobre a baixa dos juros praticados pelo fundo de resgate europeu e sobre a dilatação de prazos ontem ponderada na reunião do Eurogrupo, chegam agora advertências e ressalvas. Entre elas, contam-se as do primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho. Ao receber hoje, na sua residência oficial em São Bento, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, Passos Coelho começou por considerar as medidas prometidas pelo Europgrupo como "extremamente positivas", mas para logo acrescentar, segundo citação da Agência Lusa, que estas "podem não ser suficientes para corresponder à urgência de encontrar uma resposta global no seio da UE que ponha termo à volatilidade e à forte instabilidade que se tem vivido". Na sua visita a Lisboa, Van Rompuy reuniu-se também durante quase uma hora com o presidente da República, Cavaco Silva, mas não houve, nesse caso, quaisquer declarações à imprensa. Para lá dos silêncios de Cavaco Silva, Passos Coelho não está sozinho nas suas ressalvas sobre o balanço da reunião de ontem. Na versão on-line de Der Spiegel, constata-se que os ministros da Economia e Finanças da zona euro declararam a sua firme intenção de preservar a moeda europeia contra um possível alastramento da crise da dívida, mas sublinha-se no mesmo fôlego que faltou a essa declaração de intenções uma guarnição de medidas concretas.
IRLANDA: MOODY'S CONTINUA A CORTAR RATING'S SELVATICAMENTE
A Moody's baixou hoje em um nível a notação da dívida da Irlanda, de ‘Baa3' para ‘Ba1', um nível acima da nota de Portugal, mantendo o ‘outlook' negativo, o que quer dizer que se podem seguir novos cortes em breve. O ‘downgrade' surge precisamente uma semana depois de a agência ter reduzido em quatro níveis a avaliação de Portugal para ‘Ba2', com as justificações para o corte do ‘rating' irlandês a serem muito semelhantes: receios crescentes de que o país precise de novo pacote de ajuda e envolvimento dos credores privados nesse ‘bailout'. "O factor principal que motivou o corte de ‘rating' [irlandês] foram as hipóteses crescentes de que depois de terminado o actual programa de apoios da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) no final de 2013, a Irlanda deve precisar de uma nova ronda de empréstimos internacionais antes de conseguir regressar ao mercado", explica a Moody's. Além disso, também o facto de ser cada vez mais provável que seja exigida a participação dos investidores privados nesse pacote de apoios adicionais motivou o ‘downgrade'. Depois da Grécia e de Portugal, a Irlanda torna-se no terceiro país a ver a sua notação da dívida reduzida para um nível considerado ‘lixo' pela Moody's. Já a Standard & Poor's e a Fitch atribuem um ‘rating' de ‘BBB+' à Irlanda. Há dois anos, a Irlanda tinha a nota máxima nos seus títulos de dívida, de ‘AAA'.
BERLUSCONI AVISA QUE QUEDA DAS BOLSAS E JUROS ALTOS AMEAÇAM ZONA EURO
Primeiro-ministro italiano diz que a de crise que atingiu os mercados financeiros é uma ameaça para toda a Europa e tem efeitos sobre a moeda única. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou que a queda da bolsa e o agravamento dos juros da dívida nos últimos dias são uma ameaça à unidade da Europa e à moeda única. "A crise de confiança que assolou os mercados financeiros e atingiu a Itália nos últimos dias é uma ameaça para todos e tem efeitos sobre a moeda única, o elemento mais concreto da unidade europeia", disse, numa declaração escrita citada pela agência Bloomberg. Berlusconi declarou que o seu governo e os partidos da oposição estão determinados em defender o país e que conta com o apoio dos seus aliados europeus. Ler toda a notícia em: http://aeiou.expresso.pt/queda-da-bolsa-e-juros-altos-ameacam-a-europa-diz-berlusconi=f661281#ixzz1RwFau0eI.
ESTÁDIOS DE FUTEBOL DO EURO 2004 CUSTAM 55.000€ POR DIA ÀS AUTARQUIAS
Mais de 20 milhões de euros/ano é quanto custam os cinco estádios municipais do Euro 2004 às autarquias. Leiria quer vender a obra por 63 milhões de euros. Aveiro quer passar a gestão para o Beira-Mar e quem votou contra já sofreu sanções políticas. A "pesada herança" do Euro 2004 está a deixar as câmaras municipais de Aveiro, Leiria, Coimbra, Faro, Loulé e Braga à beira de um ataque de nervos. Sobretudo as duas primeiras, que, nas últimas semanas, têm envidado todos os esforços para se desfazerem do fardo que representam os seus estádios municipais. Por dia, estas seis autarquias têm um gasto de 55 mil euros com as infra-estruturas.
DIRECTORA DO FMI ALERTA PARA PERIGO DO INCUMPRIMENTO DA DÍVIDA DOS EUA
A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, alertou hoje para as "consequências devastadoras" de um eventual incumprimento dos Estados Unidos da América face aos compromissos com os seus credores sobre a economia norte-americana e mundial. Numa entrevista concedida ao programa "This Week" da cadeia de televisão ABC, Lagarde, que assumiu funções na terça-feira, elogiou também o seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn pelo "excelente trabalho" à frente do FMI. “Se estivermos perante um cenário de incumprimento, teremos, evidentemente, subida das taxas de juros, quedas enormes nas bolsas e consequências verdadeiramente devastadoras, não só para os EUA, mas para toda a economia mundial", afirmou Lagarde, acrescentando que não imagina esta probabilidade "nem por um segundo". Os EUA encontram-se actualmente num impasse político, pois democratas e republicanos não se entendem quanto à possibilidade de aumentar o limite da dívida pública do país, que foi atingido em meados de maio. O Tesouro norte-americano tem insistido que até 2 de Agosto terá esgotado todos os recursos para evitar que os compromissos com os detentores de obrigações norte-americanas não sejam honrados. Alguns economistas estimam que o Tesouro ainda teria meios para controlar a situação após esta data, mas Lagarde partilha dos receios do governo norte-americano. A responsável do FMI considerou que se as negociações não forem bem sucedidas até essa data, seria "um verdadeiro choque" e "uma má notícia" para as economias.
COMISSÁRIA EUROPEIA PARA A JUSTIÇA QUER DESMANTELAR AGÊNCIAS DE RATING
A comissária europeia para a Justiça, Viviane Reding, propôs hoje o desmantelamento das três agências de "rating" norte-americanas Standard & Poor"s, Moody"s e Fitch, em declarações ao jornal alemão Die Welt. "A Europa não pode permitir que o euro seja destruído por três empresas privadas norte-americanas", disse a comissária luxemburguesa, exigindo mais transparência e mais concorrência na avaliação de Estados pelas referidas agências. "Só vejo duas soluções, ou os Estados do G-20 decidem desmantelar o cartel das três agências de 'rating' norte-americanas, e de três agências fazer seis, por exemplo, ou criar agências de 'rating' independentes na Europa e na Ásia", acrescentou Reding. A controvérsia em torno das agências de "rating" em questão - que têm sede em Nova Iorque e, por isso, estão fora da esfera de influência da União Europeia - reacendeu-se na semana passada, depois de a Moody's ter baixado em três níveis a notação da dívida pública de Portugal, passando a classificá-la como lixo. A referida agência alegou que Portugal irá precisar de um segundo pacote de ajuda externa, tal como a Grécia, o que gerou vários protestos, sobretudo porque o novo Governo de Pedro Passos Coelho se comprometeu a ir além do plano de austeridade negociado há poucas semanas com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional.
PASSOS COELHO QUER "CORRER" COM BOYS DE SÓCRATES DA FUNÇÃO PÚBLICA
Depois de na campanha eleitoral, Pedro Passos Coelho ter garantido que não iria levar “boys” para o Executivo, agora o primeiro-ministro quer expulsar os “boys” socialistas. Segundo a edição de hoje do “i”, num dos primeiros Conselhos de Ministros foram dadas indicações para que todos os ministérios fizessem o levantamento de todas as nomeações feitas na “era Sócrates” (desde 2005). O objectivo é fazer uma radiografia completa à orgânica do Governo – ministérios, secretarias de Estado, direcções-gerais e regionais, institutos, gabinetes e departamentos – de forma a saber quem lá trabalha, o que faz e se o que faz é útil ou não. As respostas deverão ser enviadas até ao final desta semana, diz o "i", que, citando fonte do Executivo de Passos, avança que foram feitas “milhares de nomeações” nestes últimos cinco anos e meio.
FERNANDO NOBRE CONTINUA À PROCURA DE "TACHO"
Nobre não exclui regressar à política e tem dúvidas de que Passos consiga tirar Portugal da crise porque a “herança é muito pesada”. Na sua primeira entrevista depois de renunciar ao cargo de deputado e após ter sido rejeitado como presidente da Assembleia da República, o fundador da AMI reage às críticas de que tem sido alvo: "Os que pensavam que estava à procura de um tacho enganaram-se". Em entrevista ao Portugal Digital, Nobre, que está no Brasil, elogia a "dignidade" do primeiro-ministro Passos Coelho, mas manifesta dúvidas de que o novo governo consiga tirar o País da crise. "O governo recebeu uma herança muito pesada: seis anos de governo Sócrates duplicaram o endividamento externo do país e descontrolo das contas públicas; Portugal é hoje o segundo país com maior fuga de cérebros. Uma situação que dificulta muito a tarefa do governo", afirmou o ex-candidato à Presidência da República, acrescentando que "Portugal está numa situação muito difícil" e tirar o país da crise "não tem só a ver com a competência do governo" pois "há factores externos que Portugal não controla". Mais ainda, Nobre considera que toda a Europa está em crise: "Há risco de derrocada do projecto europeu, por falta de liderança, e poderão vir aí crises sociais muito graves", alerta, acrescentando que é preciso criar "uma agência pública de ‘rating' europeia". À última pergunta que lhe foi colocada, sobre se vai continuar a ter uma actividade política activa, Nobre não excluiu um regresso à política: "Vou continuar a acompanhar atentamente tudo o que se passa no meu país e no mundo. O futuro a Deus pertence".
DISSIDENTES DO IRA COMPRAVAM ARMAS EM PORTUGAL
A Polícia Judiciária prendeu dois irlandeses e um português, intermediário no tráfico de armamento. As armas e munições destinadas a um grupo terrorista dissidente do IRA foram apreendidas pela Unidade Nacional Contra-Terrorista da PJ, no Algarve, numa operação realizada em colaboração com a Polícia inglesa. Um português e dois irlandeses foram detidos. As armas e munições seriam, eventualmente, destinadas ao grupo IRA Verdadeiro, composto por dissidentes do IRA, mas também com ligações ao crime organizado, em particular ao tráfico de drogas e de armas e extorsão.
400 MANIFESTANTES PACIFISTAS PRESOS EM KUALA LUMPUR
A polícia da Malásia usou gás lacrimogêneo neste sábado e deteve pelo menos 400 pessoas que se dirigiam a uma manifestação na capital do país, Kuala Lumpur, para exigir eleições justas. Milhares de integrantes do coletivo Bersih 2.0, organizador dos protestos, se dirigem ao estádio Merdeka ("Liberdade", em malaio), para realizar uma manifestação para pedir uma reforma eleitoral, segundo a imprensa local. No entanto, o centro da capital malásia está isolado desde a noite de sexta-feira com centenas de policiais armados com material antidistúrbio e caminhões com canhões de água postados nas principais avenidas e praças. "Não há razão alguma para proibir a manifestação. Nos concentraremos no estádio Merdeka. Não somos um grupo violento de forma alguma", indicou Andrew Khoo, membro do comitê do Bersih ("Limpo" em malaio). Khoo espera reunir cerca de 100 mil pessoas, mas a Polícia isolou a cidade e detém todos os que vestem camisetas amarelas, a cor do Bersih. Na Malásia, as manifestações são ilegais se não contarem com a permissão das autoridades, o que raramente ocorre, sobretudo se o protesto for contra o Governo. Nas últimas semanas, a Polícia deteve 150 ativistas do Bersih, dos quais 30 permanecem presos e 91 foram expulsos de Kuala Lumpur. O sultão de Selangor, Sharafuddin Idris Shah, advertiu à população do perigo de participar da convocação, porque "este tipo de demonstração só acarreta problemas à população, altera a harmonia, ameaça a paz e arruína o bom nome do país". A Malásia é governada pela mesma aliança de partidos desde a independência, em 1965, e o primeiro-ministro sempre foi da Organização Nacional para a Unidade Malaia (UNMO).
ONU EXIGE EXTINÇÃO DAS AGÊNCIAS DE RATING
O director da Agência das Nações Unidas para o Comércio Mundial e o Desenvolvimento (UNCTAD) exigiu a extinção das agências de ‘rating’. Na opinião do ex-secretário de estado das finanças alemão, Heiner Flassbeck, "as agências de rating pelo menos deviam limitar-se a avaliar empresas, e não deviam poder avaliar Estados, que são uma matéria muito complexa, em que elas ignoram frequentemente muitos aspectos positivos". O papel das agências de ‘rating' está a ser cada vez mais contestado na Europa, segundo um artigo publicado hoje no matutino Berliner Zeitung. O jornal lembra que, na terça feira, a chanceler Angela Merkel pôs em causa a importância da maior agência deste género, a Standard & Poor 's, depois de esta ter afirmado que considerava o modelo de participação voluntária de bancos e seguradoras num novo pacote de ajuda à Grécia um "incumprimento parcial" do pagamento da dívida por parte de Atenas. "É importante que a troika não permita que lhe retirem a sua capacidade de avaliação", advertiu a chanceler, referindo-se à estratégia definida pelo Banco Central Europeu, pela Comissão Europeia e pelo FMI para os resgates de países em dificuldades financeiras, caso da Grécia, mas também de Portugal. Thomas Straubhaar, presidente do Instituto de Economia Mundial, de Hamburgo, exigiu também, em declarações ao jornal Rhein-Neckar-Zeitung, a limitação do poder das agências de "rating" e o regresso a outros critérios de avaliação. A descida de 4 pontos de Portugal no rating da Moody's foi altamente suspeita e não é baseada em critérios de honestidade, pelo que fica claro que existe uma agenda escondida da CIA por detrás das agências de rating, para fazerem prevalecer o dólar sobre o euro, a qualquer custo. Mas o desespero dos nacionalistas fundamentalistas da CIA está a começar a deixar demasiadas "pontas soltas".
HOMENAGEM A MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO
O funeral de Maria José Nogueira Pinto realiza-se hoje pelas 18h, na aldeia de À-dos-Negros, em Óbidos. O corpo da deputada esteve nas últimas horas em câmara ardente na capela da casa da família. Maria José Nogueira Pinto morreu nesta quarta-feira, de cancro no pâncreas, aos 59 anos. Era deputada na Assembleia da República, eleita como quinta candidata na lista pelo círculo de Lisboa do PSD. Embora já gravemente debilitada pela doença, participou ainda na sessão parlamentar que elegeu a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a 21 de Junho. mas já esteve ausente da discussão do programa do Governo. Nascida em Lisboa, a 23 de Março de 1952, Maria José Pinto da Cunha de Avillez Nogueira Pinto, era filha de Luís Maria de Avillez de Almeida de Melo e Castro e de Maria José de Melo Breyner Pinto da Cunha e irmã da jornalista Maria João Avillez e da especialista em moda e imagem Maria Assunção Avillez. Era casada, desde 1972, com o jurista Jaime Nogueira Pinto, que conheceu na Faculdade de Direito, e mãe de três filhos, um rapaz e duas raparigas. Jurista de formação, Maria José Nogueira Pinto destacou-se na vida política como figura de Estado e dirigente partidária. Entrou para a política pela mão de Cavaco Silva, de quem foi uma entusiasta apoiante até ao fim, tendo integrado a comissão de honra da sua recandidatura a Presidente da República, na campanha eleitoral do final do ano passado, altura em que já sabia estar doente. Fica aqui a nossa homenagem a uma lutadora contra a corrupção, uma mulher que na política e na vida social deu tudo para elevar o nível e qualidade do debate em torno dos problemas nacionais. Ficou célebre a sua enigmática frase dita a Paulo Portas em congresso: "Eu sei que o sr. sabe que eu sei o que o sr. sabe que eu sei".
OBAMA ALERTA PARA RECESSÃO PIOR DO QUE A SITUAÇÃO ACTUAL
Barack Obama alertou hoje para uma nova recessão económica "ou pior" se o Congresso não aumentar o limite da dívida dos Estados Unidos. Não aumentar o limite da dívida poderá "criar uma nova espiral" que levará a "uma segunda recessão, ou pior", afirmou Obama, numa sessão de perguntas e respostas, na Casa Branca, com utilizadores da plataforma de micro-blogues Twitter. É algo com que não devemos brincar", acrescentou Obama, que recebe quinta-feira os chefes do Congresso dos dois partidos para tentar chegar a um acordo sobre esta matéria antes da data fixada pelo Tesouro, 2 de Agosto. "O Congresso tem a responsabilidade de assegurar que nós pagamos as nossas contas. Pagámo-las sempre no passado. A ideia de que os Estados Unidos entrarão em incumprimento de pagamento da sua dívida é simplesmente irresponsável", disse ainda Barack Obama. "Espero que na próxima semana ou nas duas próximas semanas, o Congresso trabalhe com a Casa Branca para chegar a um acordo que resolva a questão do nosso défice, que resolva os nossos problemas de dívida e que permita que a nossa fiabilidade [financeira] seja preservada", disse ainda o presidente norte-americano. Os republicanos do Congresso pretendem cortes na despesa pública e a administração democrata de Obama pretende aumentar os impostos, para obter as receitas necessárias para 2012.
Assinar:
Postagens (Atom)












































