Os taxistas gregos intensificaram os protestos no primeiro dia de agosto. No pico da época turística, os viajantes que aterraram em Atenas ficaram privados de transporte. A greve dura há três semanas mas esta segunda-feira os taxistas decidiram bloquear vários eixos rodoviários e os acessos a portos e aeroportos do país, como o da cidade de Iráclio na ilha de Creta. Um turista considera a greve “ridícula porque os turistas não têm nada a ver com os problemas gregos. Nesta altura de crise financeira, durante a qual os turistas trazem muito dinheiro ao país, os taxistas deveriam pensar no que estão a fazer” – conclui. Os taxistas protestam contra as reformas do governo impostas pela União Europeia, nomeadamente a liberalização de profissões como os taxistas, os advogados os farmacêuticos ou os engenheiros. Profissões de acesso restrito que constituem lóbis poderosos.
BOLSAS ASIÁTICAS EM QUEDA LIVRE DEVIDO À CRISE POLÍTICA DOS EUA
As principais praças asiáticas seguem a negociar em queda, penalizadas pelos receios de que a economia norte-americana esteja a abrandar. O MSCI Asia Pacific, índice de referência para a região que ontem registou a maior valorização em nove semanas, cede 1,6%. Entre os factores que mais determinam um desempenho negativo dos mercados asiáticos estão as preocupações de que a economia norte-americana esteja a passar por dificuldades, isto numa altura em que o Congresso chegou a um acordo para elevar o tecto do endividamento. Também a divulgação de que a actividade industrial recuou, em Julho, mais do que o esperado, tendo tocado em mínimos de dois anos, acentuou a especulação de o ritmo de crescimento da maior economia do mundo esteja a enfrentar dificuldades. As praças japonesas já terminaram a sessão, com o Nikkei a depreciar 1,21% para os 9.844,59 pontos, enquanto o Topix cede 0,92% para os 843,83 pontos. As bolsas asiáticas prolongam, assim, o desempenho negativo registado ontem pelos mercados europeus e norte-americanos.
PUTIN RESPONSABILIZA ECONOMIA AMERICANA DA INSTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL
Vladimir Putin, diz que o orçamento norte-americano mostra que "o país vive de dívidas". O primeiro-ministro russo considerou hoje que os Estados Unidos abusam da sua "posição monopolista com o dólar" e que o compromisso para a dívida atingido em Washington apenas adia as reformas inevitáveis do sistema. "Graças a Deus, [a desvalorização do dólar] não aconteceu, eles tiveram bom senso e responsabilidade. Mas, em termos gerais, não há grandes novidades, trata-se de um simples adiamento da tomada de decisões mais profundas", declarou Putin no Fórum "Seliguer-2011", que reúne a juventude ligada ao Partido Rússia Unida. "Isso significa que o país vive acima dos seus meios", precisou, acrescentando que os Estados Unidos "em certo sentido, parasitam a economia mundial". Putin defendeu o aparecimento de novas divisas de reserva internacional, incluindo o rublo. "E claro que o rublo irá conquistar o seu lugar digno", precisou, sublinhando, porém, que as possibilidades de uma moeda são determinadas pela qualidade da economia do país, e não pelas "notas".
BANCOS PRIVADOS PORTUGUESES PERDEM MAIS DE 50% DE LUCROS COM A CRISE
Os quatro maiores bancos privados em Portugal - BES, BCP, BPI e Santander Totta - fecharam o primeiro semestre do ano com resultados líquidos de 396 milhões de euros. Um valor que representa metade do lucro apurado na primeira metade de 2010, que ascendeu a cerca de 792 milhões. Todos os bancos sofreram uma degradação nos resultados, que oscilou entre os 20,5% do BPI e os mais de 70% do Totta, embora a queda ao nível de resultados correntes deste banco tenha sido menor. Ontem, foi a vez do BES anunciar uma quebra de 44,7% nos lucros do semestre para os 156 milhões de euros. O reforço das provisões para fazer a face a perdas em participações financeiras, mas sobretudo no crédito malparado, é a principal razão invocada pela banca para explicar a erosão dos lucros. Os indicadores do semestre mostram ainda que as instituições continuam empenhadas em reforçar a solidez do balanço do que em apresentar lucros. Esta orientação é visível na venda de activos e carteiras de crédito, mas também no corte do crédito concedido. Esta estratégia resultou em rácios mais elevados, embora duas instituições - BCP e BES - ainda não tenham alcançado o patamar dos 9% para o rácio imposto pela troika para o final do ano. A maior fatia da contracção aconteceu no mercado doméstico onde o valor dos empréstimos atribuídos pelos quatro bancos caiu 6,3 mil milhões de euros, o que traduz uma descida de 3,7% face ao primeiro semestre de 2010. Do outro lado do balanço, os depósitos estão a subir. No mercado doméstico, o volume de depósitos disparou 8,3 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 9,3% face ao primeiro semestre. Até ao dia em que ter dinheiro no banco seja um risco para todos...
REPUBLICANOS IMPEDEM OBAMA DE TAXAR OS MAIS RICOS E AS MULTINACIONAIS
Ricos sem mais impostos e maiores empresas livres de mais sobrecarga de impostos são os resultados de o entendimento necessário com os republicanos. Após semanas de impasse negocial e duras trocas de acusações, o presidente norte-americano, Barack Obama, e a oposição republicana chegaram domingo à noite a acordo sobre o aumento do limite da dívida pública dos EUA, evitando ‘in extremis’ o risco de incumprimento. Em traços gerais, o acordo permitirá aumentar em 2,4 biliões de dólares o limite da dívida pública dos EUA, actualmente fixado nos 14,3 biliões de dólares. O aumento do tecto da dívida será acompanhado por medidas de redução do défice em idêntico valor, incluindo cortes na Defesa, e não prevê o aumento dos impostos nos escalões mais elevados, como pretendia Obama. "Este acordo não é o ideal, mas, mais importante do que isso, evitará que o país entre em incumprimento. É este o acordo que eu queria? Não", reconheceu Obama no final da derradeira reunião com o líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, John Boehner. O acordo, que ainda estava dependente de aprovação nas duas câmaras do Congresso, esta madrugada, foi criticado por vários analistas, incluindo o Prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, que o considerou como uma "catástrofe" e uma "rendição" de Obama perante um acto claro de "extorsão política".
ONGOING PREOCUPADA COM SITUAÇÃO FINANCEIRA DE RUPTURA DO GRUPO IMPRESA
As contas semestrais apresentadas na quinta-feira pelo grupo Impresa, que apontam para um resultado líquido negativo de 32,6 milhões de euros, «justificam a preocupação» que a accionista Ongoing «tem manifestado com a saúde financeira da empresa». Fonte oficial da Ongoing manifestou hoje o desejo de que as preocupações apontadas pela empresa quanto à Impresa não resultem, «de novo, em mais notícias contra a Ongoing», manifestando ainda esperança que a gestão do grupo de media liderado por Francisco Pinto Balsemão tome «as melhores decisões para que a situação do grupo não se torne, como eles próprios a descreveram, 'apavorante'». A Impresa apresentou na quinta-feira um resultado líquido negativo de 32,6 milhões de euros até Junho, valor que compara com o lucro de 3,3 milhões de euros obtidos no período homólogo de 2010. Em nota enviada pelo presidente do grupo aos trabalhadores, e a que a agência Lusa teve acesso, foi dito que a Impresa está a fazer tudo para que a situação económica do grupo «não se torne apavorante» face às circunstâncias europeias e nacionais. «As contas semestrais apresentadas pela Impresa justificam a preocupação que a accionista Ongoing tem manifestado com a saúde financeira da empresa onde somos accionistas de referência e a insistência em ter resposta para diversas questões, entre as quais as relacionadas exactamente com o reconhecimento de imparidades e o 'goodwill', que pesaram sobremaneira nestes resultados», adianta fonte oficial da empresa liderada por Nuno Vasconcellos. Em Abril, a Ongoing, que detém 23 por cento do capital da Impresa, falhou a tentativa de integrar o conselho de administração da empresa dona da SIC e do Expresso. A empresa dona do Diário Económico participou posteriormente a situação às autoridades reguladoras do mercado e recorreu aos meios judiciais para «conseguir exercer os seus direitos de accionista minoritário» no grupo Impresa.
BIC FICA COM BPN MAS DESPEDE A MAIORIA DOS FUNCIONÁRIOS
O governo decidiu vender o Banco Português de Negócios ao BIC, entidade de capitais angolanos liderada por Mira Amaral. Este banco ofereceu 40 milhões de euros pelas acções do BPN e a "celebração do contrato formalizando a transacção deverá ocorrer num prazo máximo de 180 dias", incluindo todas as autorizações legais necessárias, segundo comunicado do Ministério das Finanças divulgado ontem, último dia dado pela troika para que o governo encontrasse um comprador para o BPN. O Estado e o BIC vão agora ultimar os pormenores do negócio, tendo já ficado acordado que caso este banco venha a conseguir um lucro acumulado superior a 60 milhões de euros nos próximos cinco anos, "será pago ao vendedor uma percentagem de 20% sobre o respectivo excedente, a título de acréscimo de preço" - ou seja, se o banco conseguir acumular 65 milhões de lucro nos próximos cinco anos, o Estado receberá mais um milhão de euros. Também ficou definido que "a recapitalização do BPN, prévia à transmissão das acções, ascenderá a cerca de 550 milhões de euros", a serem realizados pelo Estado. Segundo as Finanças, o BPN custou aos contribuintes até agora 2,4 mil milhões de euros.
FISCO AVALIA CASAS ACIMA DO VALOR DE MERCADO COBRANDO ASSIM MAIS IMPOSTOS
A desvalorização do imobiliário está a aumentar as diferenças, o que significa pagar mais impostos. As Finanças estão a avaliar imóveis, para efeitos de cálculo do IMT e do IMI, por valores que ultrapassam o que o mercado lhes atribui. O resultado são impostos acima daquilo que os proprietários estão à espera, incluindo "mais-valias virtuais" em caso de a venda se fazer abaixo do valor decidido pelas Finanças. Há já vários casos a correr em tribunal à espera de decisão judicial.
MÁFIA ROUBA MATRÍCULAS PARA UTILIZAR EM PORTAGENS E GASOLINEIRAS
Carros com matrículas furtadas ou falsas passam portagens sem pagar. Valores são cobrados, depois, aos verdadeiros proprietários, que só descobrem a fraude ao serem incomodados pelas autoridades. Concessionários das estradas admitem frequência dos casos. Eram 9 horas do passado dia 12 de Julho quando Hugo Pereira, 28 anos, estacionou o seu carro, um Ford de 2009, em frente ao local de trabalho, uma empresa de consultadoria informática. Já o dia de trabalho estava no fim quando um colega o informou, pelas 18 horas, que o seu carro se encontrava sem matrículas. O proprietário chamou a Polícia para participar o furto. (in, Jornal de Notícias).
TRANSPORTES MAIS CAROS A PARTIR DE HOJE ATÉ 20% MAIS
Os títulos dos transportes ficam hoje mais caros, nalguns casos em mais de 20%, uma medida contestada por comissões de utentes, sindicatos e partidos da oposição. O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos informou que irá realizar ações de protesto junto a terminais e estações de várias zonas. A mudança nos tarifários ocorre depois de o Governo fixar em 15% o aumento médio nos preços praticados para os títulos dos transportes rodoviários urbanos de Lisboa e Porto, para os transportes ferroviários até 50 quilómetros e para os transportes fluviais. O executivo fixou em 2,7% a percentagem máxima de aumento médio nos preços dos títulos de transportes coletivos rodoviários interurbanos de passageiros até 50 quilómetros. Segundo a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários Pesados de Passageiros, a maioria das empresas privadas deste tipo de serviço vai aplicar um aumento médio de 2,7%. Entre as empresas públicas, por exemplo, a CP - Comboios de Portugal aumenta em mais de 25% o preço do passe mais simples (zona 1) para os comboios da Linha de Sintra, que passa de 22,75 para 28,5 euros, enquanto os passes Soflusa Barreiro-Terreiro do Paço e Transtejo Cacilhas-Cais do Sodré sobem, respetivamente, 13,5 e 14,9%. O passe mensal urbano do Metro de Lisboa aumenta 11% e o bilhete simples de uma zona sobe de 0.90 para 1,05 euros e o título ocasional mais vendido da STCP, no Porto, é o que sofre maior aumento (20%) no tarifário da empresa. Já a assinatura mensal do Andante, que integra a STCP, o Metro do Porto e a CP, aumenta em média 15,3% em Z2, Z3 e Z4, as zonas mais vendidas.
MANIFESTANTES DA OPOSIÇÃO RUSSA DETIDOS
Em Moscovo uma centena de manifestantes acabou um protesto contra o governo russo na prisão. A polícia deteve os participantes de um sit-in em Moscovo que apelavam ao boicote das eleições parlamentares de dezembro. O protesto repetiu-se na cidade de São Petersburgo onde foram detidas cerca de 50 pessoas. As imagens em: http://pt.euronews.net/2011/08/01/russia-policia-detem-manifestantes-da-oposicao/.
TURISTAS FRANCESAS VIOLADAS E ASSASSINADAS NA ARGENTINA
A polícia argentina mantém uma operação de caça ao homem, para encontrar o assassino, ou assassinos, de duas turistas francesas, na província de Salta. As duas vítimas tinham idades próximas dos 30 anos. Os seus corpos foram descobertos por um grupo de turistas argentinos, perto do monte de S. Lorenzo, 12 quilómetros a oeste de Salta. Ambas tinha sinais de agressão sexual.
ANDERS BREIVIK AGENTE TREINADO E CONTRATADO PELA CIA
Há muito que este blogue tem vindo a alertar para os sinais preocupantes que apontam para a ascensão do IV Reich sonhado por Hitler e agora apoiado em massa pela NWO, liderada pela maior parte dos banqueiros, politicos e multinacionais de todo o mundo. Nos últimos anos, desde o evento "criado" pela CIA - 9/11 - que permitiu transformar o mundo num lugar ao serviço das políticas militares e belicistas dos EUA, que temos assistido cada vez mais a eventos encenados (false flag) para obtenção de determinados fins. Sempre existiram e sempre tiveram por detrás a CIA, mas agora com a globalização, com os média e com a internet, a contradição de informações leva a que estes eventos sejam totalmente novelizados e manipulados por poderosos grupos como os Bilderberg, em Portugal representados por pessoas como o bilderberg Pinto Balsemão e pelo seu grupo mediático SIC e Impresa (a maior parte das revistas que estão nas bancas). Face aos eventos recentes da Noruega, não temos dúvidas. Anders Breivik era maçon (llluminati), assistiu a encontros de um grupo radical templário em Inglaterra e foi contratado, seguramente, pela CIA para desempenhar o seu papel nesta estratégia mundial secreta dos EUA para voltarem a dominar a cena política e comercial mundial. Breivik mascarou-se de radical-nacionalista, afirmou querer fazer parte de uma cruzada contra a invasão muçulmana da Europa, vestiu-se de polícia depois de deixar dois veículos com explosivos no centro da cidade de Oslo e desatou a matar crianças e jovens numa ilha paradisíaca, num golpe duro à cidadania democrática e livre da Noruega. Tudo encenado para parecer um ataque isolado de um fundamentalista-nacionalista. Breivik, filho de um diplomata da embaixada da Noruega em Londres e Paris, movimentava-se nos mesmos meios onde a CIA está 100% infiltrada. Embaixadas, Ministérios dos Negócios Estrangeiros e Lojas Maçónicas são ninhos de espiões da CIA e também lugares de angariação de futuros agentes. Um mundo fechado, apenas aberto a quem serve a causa da CIA. O modus operandi de Breivik revela que estava bem treinado para toda a sua "missão", que não era nada templária no seu objectivo. Bem treinado em armas e munições sofisticadas (quem lhas arranjou?), conhecedor em explosivos e técnicas artesanais de construção de bombas (uma das disciplinas fundamentais dos espiões da CIA), Breivik conseguiu um fato completo de polícia, alugou uma quinta isolada (típico modus operandi de agentes contratados da CIA), planeou os seus ataques com precisão militar e meticulosamente, sem falhas executou-os, como enorme apoio "invisível" e secreto, dos seus contactos maçónicos e poderosos da CIA. As bombas que fizeram explodir inúmeras fachadas dos ministérios eram bem mais poderosas e eficazes do que se tivessem sido construídas com fertilizantes agrícolas. Todas as notícias sobre os atentados, tal como no 9/11 foram rapidamente homogenizadas e espalhadas pelos média. Em poucas horas já se conhecia o nome do único terrorista executor dos ataques. Classificado já de louco, neonazi, fundamentalista religioso, tudo adjectivos que servem justamente à causa dos neonazis das lojas maçónicas e sociedades secretas que não são mais do que sucursais da CIA, "lojas" onde se formam espiões que se infiltram na sociedade civil com múltiplos fins. A CIA está a destruir a Europa sob o olhar pasmado de todos. O objectivo é simples: arrasar o euro e recolocar o valor do dólar no mercado mundial. Tudo à custa destes eventos. É que, curiosamente, sempre que há um atentado "terrorista", mesmo quando é da Moody's, são os EUA os únicos a lucrar milhões com isso. Será que ninguém vê a evidência por detrás destes factos? Quando Breivik se entregou às autoridades estava vestido de polícia para não ser baleado pelos seus "colegas" (na altura ainda não sabiam quem era aquele "polícia"). Seguiu procedimentos de segurança segundo indicações da CIA: deixar a arma no chão a alguns metros, mãos na cabeça. Na Noruega até as leis contra este tipo de crimes são leves, quando comparadas com outros países menos pacíficos. Novamente os EUA levam a guerra a países que não a querem. Agora veremos um desfile de medidas de segurança, scanners de partículas nos aeroportos, militares da NATO nas ruas, fronteiras controladas. Tudo em favor da militarização a que o mundo está subtilmente a ser submetido pelo Estado de Polícia imposto em muitas nações pela NWO, sempre para lucro da indústria bélica norte-americana. O mesmo já aconteceu nos anos 30 na Alemanha, antes dos nazis começarem a partir montras na famosa Kristallnacht (um paralelo curioso se pensarmos nas fachadas de vidro destruídas nos ministérios noruegueses). Que ninguém fique com dúvidas: a CIA tem hoje o mesmo poder que tinham os nazis antes de Hitler se impôr como Führer na Alemanha.
DINAMARCA ENTRA NA ESPIRAL DA CRISE: 11 BANCOS FALIDOS DESDE 2008
O governo dinamarquês permitiu a falência de 11 bancos desde 2008. No entanto, o país está mais dependente dos que restam e os investidores receiam que o Governo se veja obrigado a fazer injecções de capital no sistema financeiro. O custo dos títulos (“credit default swaps” - CDS) que permitem obter cobertura do risco de crédito da dívida dinamarquesa disparou 14 pontos base para 88, segundo a Bloomberg que cita dos dados da CMA. Um nível a que chegaram depois de, no dia 7 de Junho mês, terem estado dos 28 pontos base e que lhes confere o pior desempenho entre todos os Governos que a Bloomberg acompanha. O encerramento dos oito bancos dinamarqueses que capitularam desde a crise financeira internacional, que começou em 2008 com a falência do Bear Sterns e do Lehman Brothers, está a exercer pressão adicional sobre os bancos que restam para que sejam introduzido um sistema de garantia bancária. As tensões acabaram por se agravar quando a Standard & Poor’s disse que existem mais 15 bancos dinamarqueses que poderão enfrentar a insolvência. Os sinais de tensão são mais graves quando se olha para os CDS dos bancos. O contratos que pagam o valor nominal da dívida em caso de incumprimento do Danske Bank subiram oito pontos base para 173 pontos base. Uma taxa que representa um máximo desde Abril de 2009. Na sua nota de análise, a Standard & Poor’s disse que os riscos para a banca são “governáveis”. Os investidores, no entanto, preferiram tomar cautelas numa altura em que a crise da dívida soberana afecta a Europa e os Estados Unidos. Agora, mais de uma década depois da adesão ao espaço Schengen de livre circulação de pessoas na Europa, a Dinamarca recuperou no controlo das fronteiras. Uma medida que surpreendeu os vizinhos alemães e suecos. Qual o motivo? O que teme a Dinamarca? Um país modelo em tolerância, tentado agora pelo isolamento dos problemas económicos, culturais e políticos da velha Europa.
FMI AVISA ESPANHA QUE SERÁ NECESSÁRIA MAIS AUSTERIDADE
Espanha deu passos importantes na resolução das dificuldades económicas, mas são necessários novos esforços "com urgência", afirma o FMI, que divulgou projecções macroeconómicas mais pessimistas que as do Governo. Em relatório sobre a economia espanhola, o Fundo Monetário Internacional (FMI) comentou que “a agenda política [de reformas económicas] é difícil e urgente, não pode haver qualquer desaceleração no ímpeto de reformas”. O organismo defendeu que são necessárias “medidas adicionais e urgentes” para normalizar as contas públicas. Isto porque, diz o FMI, os objectivos de consolidação orçamental do Governo são baseadas em projecções económicas “optimistas”. O FMI prevê que o PIB de Espanha cresça 0,8% este ano e 1,6% em 2012, ao passo que o Governo confia num crescimento de 1,3% em 2011 e de 2,3% no próximo ano. Assim, o défice orçamental deverá cair para 6,2% do PIB em 2011 (superior aos 6,0% previstos pelo Governo) e para 5,1% em 2012 (contra os 4,4% esperados pelo Executivo). O FMI chamou ainda a atenção para o risco de que algumas das mais importantes regiões de Espanha possam falhar os objectivos orçamentais. A Moody’s colocou esta manhã o “rating” de Espanha sob vigilância negativa. Horas depois, Zapatero convocou eleições antecipadas para Novembro.
WALL STREET COM PIOR SEMANA DOS ÚLTIMOS ANOS
Iminência de incumprimento e fraco desempenho da economia pressionaram as praças norte-americanas. A falta de um acordo entre democratas e republicanos sobre o novo tecto da dívida pode atirar os EUA para um cenário de incumprimento já na próxima terça-feira. Prevendo a gravidade da situação, Barack Obama voltou a falar ao país para dizer que "o tempo está a esgotar-se". Esta situação de incerteza não foi porém a única preocupação dos investidores no dia de ontem. Segundo o Departamento do Comércio, o PIB norte-americano cresceu a um ritmo anual de 1,3% no segundo trimestre deste ano, abaixo das estimativas dos economistas sondados pela Bloomberg. Foi assim neste clima que as praças norte-americanas completaram hoje uma semana de sessões no vermelho. Foi, de resto, o pior desempenho semanal desde o início de Junho de 2010 para o industrial Dow Jones e S&P 500, que acumularam perdas de 4,2% e 3,9% nas últimas cinco sessões respectivamente. "O mercado está em 'suspense' em relação ao que pode acontecer em Washington", referiu Tim Hoyle, especialista da Radnor, à Bloomberg. "Também os números do PIB são uma enorme preocupação a longo-prazo para os investidores", acrescentou o responsável. Em termos empresariais, o sector das energias foi o que mais caiu na última sessão do mês. A Exxon Mobil caiu 2,05% para 79,79 dólares, ao mesmo tempo que a Chevron cedeu 0,96% para 104,02 dólares.
ESTRATÉGIA ANGOLANA DESMANTELA BCP
«A venda da Polónia é o fim do projecto BCP tal como o conhecemos. [...] O BCP pode estar a fazer o negócio da sua morte: vende o que tem de melhor; não está em condições de negociar bem; promete uma nova vida no Brasil que ninguém conhece. A Sonangol tem todo o direito de cometer este erro, mas não deixa de ser um erro. É o maior accionista do BCP, o maior financiador dos últimos anos, lá acumula prejuízos e sempre defendeu a estratégia África-Brasil-China. É o que vai fazer agora. Mas não é fácil entrar bem no Brasil. E pode até já ser tarde (ou seja: caro) de mais. Pode ser que o novo BCP cresça e reapareça. Para já, o BCP fica um banco de paróquia: um banco em Portugal, com uma actividade interessante em Moçambique, outra ainda pouco relevante em Angola. Para trás fica o rasto de um sonho de internacionalização: EUA, Roménia, Turquia e agora essa jóia que é a Polónia e esse activo tóxico em que se tornou a Grécia. [...] A Polónia traz lucros ao BCP. Mas a Polónia será vendida. Muitos bancos alemães vão adorar a notícia. [...] É um desgosto ver o BCP apequenar-se. Mas é também mau para o País, que perde uma fonte de entrada de capitais (os lucros polacos) e um acesso à internacionalização de empresas. Os accionistas do BCP têm todo o direito de fazê-lo. Mas é lamentável que ponham os seus interesses à frente dos do País - só que este País não é o deles. Havia alternativa, mas menos rentável: pedir capital ao Estado. Bem vistas as coisas, o Estado até está a ajudar: afinal, o BCP só teve lucros este semestre por causa de um crédito fiscal. Se o dinheiro dos contribuintes patrocina lucros no presente, mais valia que fosse usado para garantir o futuro.» (in, Jornal de Negócios, por Pedro Santos Guerreiro).
ADEUS TGV
O TGV não vai chegar tão cedo a Portugal. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, decidiu anular o contrato para a construção da linha de alta velocidade ferroviária Poceirão-Caia. Prevê-se agora uma dura luta em tribunal entre o Estado e as empresas privadas responsáveis pelo projecto para apurar se haverá lugar ao pagamento (ou não) de indemnizações. Passos Coelho assumiu a responsabilidade deste dossiê, definindo que a última palavra seria sua. Nem mesmo o ministro da Economia, que tutela o sector, teria poder de decisão sobre este projecto com forte carácter político. O ‘cartão vermelho’ ao TGV foi mostrado depois de o Tribunal de Contas(TC) ter informado o Governo que não teria de indemnizar os privados caso anulasse o contrato, pois a obra ainda não recebeu o visto prévio – luz verde – da instituição. Para não incorrerem em mais gastos, as empresas de construção pararam as obras. (in, Jornal Sol).
PEDRO MOTA SOARES ANUNCIA POMPOSAMENTE AUMENTO DAS PENSÕES DE... 4 €...!!!
Parece piada mas pelos vistos não é. A notícia já circula há vários dias na imprensa mas ninguém critica esta medida ridícula da Segurança Social, anunciada pomposamente por Pedro Mota Soares como um passo para a melhoria das condições de vida daqueles que vivem apenas com 200 euros por mês de apoios sociais. O Governo está a ultimar um aumento das pensões mínimas, que rondam hoje os 200 euros. Esta é uma medida que integra o Plano de Emergência Social (PES) que será apresentado até ao final do mês. O alvo são os mais desfavorecidos. O Executivo de Passos Coelho quer avançar ainda em Julho com o anúncio de um pacote de apoios que se destinam a proteger os segmentos sociais mais desfavorecidos. Um deles será o aumento dos valores actuais das pensões mínimas rurais e sociais (ver quadro) em Janeiro, como constava no programa do Governo. Estão abrangidos cerca de um milhão de portugueses, o que corresponde a perto de um terço do total de pensionistas inscritos no Centro Nacional de Pensões.
PASSOS COELHO ARRASA ESTADO SOCIAL: PRECARIEDADE TOTAL ATÉ 2013
Anos de casa deixarão de contar para o cálculo da compensação. No futuro, a verba virá apenas de uma conta poupança individual. A ideia é acabar com o conceito clássico de indemnização. Este direito cai para 20 dias por ano trabalhado no final deste ano para os novos contratos. No final de 2012, deve descer para dez dias e a medida será alargada aos actuais contratos. Em 2013, deve ser de zero dias. Verba será paga através do fundo financiado pelas empresas. Cortes na despesa vão emagrecer mais a função pública. Com apenas 30 dias de governação, Passos Coelho mostra as suas garras de leão, na sua faaçanha de continuar a destruir a classe média, tarefa muito bem executada aliás, por todos os políticos que servem os ideais niilistas da Nova Ordem Mundial e da globalização.
MARQUES MENDES DENUNCIA 200 NOMEAÇÕES NA CGD DEPOIS DAS LEGISLATIVAS
No seu comentário semanal ontem à noite, na TVI 24, Marques Mendes falou de uma situação “muito imoral” e culpa o PS pela situação. “Parece que alguém, vendo a derrota do PS, tentou rapidamente colocar gente ali, O administrador com a área de pessoal, Francisco Bandeira, era do PS, era o homem forte da Caixa. Não sei se foi por causa disto, mas são muitas coincidências. E é muito imoral”. Também Pacheco Pereira, criticando o próprio PSD, no programa Quadratura do Círculo, também ontem, na SIC Notícias, diz que foi quebrada uma promessa eleitoral social democrata de não fazer escolhas de cariz partidário para a administração da CGD, referindo-se à escolha de Nogueira Leite para vice-presidente executivo do Conselho de Administração da CGD sem que, como seria necessário, fosse nomeado pela própria administração. A escolha de Nogueira Leite gerou polémica depois de o economista ter confirmado ao Diário Económico que tinha recebido convite para “vice-executivo”, quando as regras da boa governação do banco determinam que a eleição para o cargo cabe aos membros da administração. O cargo de vice-presidente de Nogueira Leite ultrapassou também os regulamentos da boa governação do banco, que prevêem a escolha dos titulares destas funções em sede do conselho de administração.
EURO NO VERMELHO POR CORTES DE RATING A ESPANHA
A moeda única está a perder terreno face ao dólar, pressionada pelo recente anúncio da Moody’s de que poderá cortar o "rating" da dívida espanhola. O euro perde 0,44% para 1,4271 dólares, no dia em que a Moody’s alertou que poderá descer o “rating” de Espanha, que está actualmente em Aa2, em um nível.A moeda da Zona Euro recua hoje pelo terceiro dia face ao dólar, pressionada pelas notícias desanimadoras em torno da Europa. A ameaça de corte de “rating” da Moody’s vem gerar receios entre os investidores de que a crise da dívida soberana na Europa esteja ainda longe do fim, assim como receios de contágio da crise a outros países da região. Ainda alguém tem dúvidas desta estratégia da CIA, utilizando as suas agências de rating, para fazer subir o dólar?
BCP INTERNACIONALIZA-SE SEGUINDO A ROTA DO PETRÓLEO
O destino do BCP está cada vez mais ligado ao petróleo. Não apenas por via do seu maior accionista, a petrolífera angolana Sonangol, mas também porque algumas das novas apostas do banco seguem a rota do "ouro negro", procurando tirar partido do negócio financeiro associado a essa indústria. Na conferência com analistas, realizada ontem, António Ramalho falou várias vezes do petróleo como sinal de atractividade dos mercados. No caso de São Tomé e Príncipe, um dos espaços no qual o BCP vai entrar, justificou a importância do país com o facto de ir, em breve, realizar a primeira exportação de petróleo. Já no que se refere à China, lembrou as relações estreitas deste país com Angola, sublinhando que "Angola é já o segundo maior exportador de petróleo para a China". Há também Angola, é claro, o ponto de partida para a exploração de novos mercados. O BCP anunciou na quarta-feira que vai criar uma holding para África (excepto o BIM em Moçambique) que vai ser detida em 50% pelo BCP, em 30% pela Sonangol e em 20% pelo BPA. Essa SGPS deterá o Millennium Angola e será o veículo para o BCP e a Sonangol investirem noutros mercados africanos. O BCP acaba de pedir uma licença para abrir um banco de raiz no Brasil, mas a operação bancária neste país também vai ser feita em parceria com a Sonangol. Ao que tudo indica o BCP terá estudado a informação confidencial do BPN Brasil, mas terá optado por criar uma operação de raiz.
GALP PERDE 70 MILHÕES COM QUEDA DE 36%
Os números da petrolífera relativos ao segundo trimestre saíram acima das estimativas dos analistas. A Galp Energia anunciou hoje ao mercado que o resultado líquido do segundo trimestre - corrigido de efeitos de ‘stock' e rubricas não recorrentes - caiu 36% para 70 milhões de euros, face a igual período do ano transacto. O valor ficou ligeiramente acima da previsão média dos analistas sondados pela agência Reuters, que apontavam para um resultado positivo de 66 milhões de euros. No mesmo período, o EBITDA da empresa liderada por Ferreira de Oliveira emagreceu 17% para 230 milhões de euros. O mercado esperava 215 milhões de euros. Os números relativos à evolução das vendas dos produtos petrolíferos refinados - que caíram 2,3% para 4,2 milhões de toneladas no segundo trimestre -, já tinham sido comunicados ao mercado. Em termos semestrais, o lucro líquido caiu 36% para 111 milhões de euros.
PINTO BALSEMÃO, O BILDERBERG PORTUGUÊS ENTRA EM PÂNICO FINANCEIRO
Impresa passou de lucros a prejuízos de 32,6 milhões de euros no primeiro semestre do ano. A Impresa está a fazer tudo para que a situação económica do grupo "não se torne apavorante", afirmou Francisco Pinto Balsemão, presidente da sociedade, numa mensagem enviada ontem aos colaboradores, e depois de ter reportado prejuízos de 32,6 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. Nas palavras dirigidas aos funcionários, o presidente da Impresa não esconde a situação difícil do grupo, admitindo que será preciso "trabalhar muito" e "fazer sacrifícios". Recorde-se que, no passado mês de Maio, a Impresa avançou com um novo plano de reestruturação interna, abrindo um processo de rescisões amigáveis aos colaboradores até aos 62 anos (inclusive) com contrato sem termo celebrado com as empresas SIC e GMTS. No relatório de resultados emitido ontem ao mercado de capitais, o grupo, dono da SIC e do Expresso, justifica estes resultados com a "degradação da conjuntura económica, que penalizou as receitas publicitárias, as vendas de publicações e a área de multimédia". Na comparação trimestral, o resultado líquido do exercício negativo em 29,2 milhões. (in, Económico).
SÓCRATES AUTORIZOU ENVIO DE INFORMAÇÕES SECRETAS À ONGOING
Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações estratégicas de Defesa (SIED), passou informações à Ongoing com autorização do antigo primeiro-ministro. De acordo com o jornal "Público", a lei determina que Silva Carvalho não podia ter violado o dever de sigilo, sob pena de ser condenado a três anos de prisão. Mas o "espião" estava legalmente autorizado a passar informações desde que tivesse autorização do primeiro-ministro, algo que, de acordo com o "Público", foi feito com autorização de José Sócrates, na altura dos factos primeiro-ministro.
9,7 MILHÕES PARA O LIXO EM VACINAS DA GRIPE A
Vacinas pandémicas começam a perder a validade em Agosto. Doses que não foram usadas vão ser destruídas. As vacinas da gripe A que chegaram a Portugal para combater a pandemia de 2009 começam a perder a validade em Agosto. Dos dois milhões de doses pagos pelo Ministério da Saúde à farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), apenas 700 mil foram usadas. Para as restantes, a única solução passa pela destruição. São cerca de 9,7 milhões de euros deitados ao "lixo" por 1,3 milhões de vacinas que continuam em stock. (in, DN).
CGTP-IN RECUSA DESPEDIMENTOS FÁCEIS E INDEMNIZAÇÕES DE 10 DIAS POR CADA ANO
O governo tem de alinhar o nível das indemnizações por despedimento com a média da União Europeia até final de 2012, segundo o que ficou acordado com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional. A média é de dez dias por ano de trabalho. A medida é válida quer para os novos quer para os antigos contratos. O pontapé de saída neste processo é dado hoje, com a apresentação da proposta de lei no parlamento que reduz de 30 para 20 dias as indemnizações nos novos contratos. A seguir haverá uma harmonização das indemnizações a pagar nos contratos já existentes, embora fiquem garantidos os direitos adquiridos. Ou seja, tal como aconteceu com a reforma da Segurança Social, haverá um período de transição: parte da indemnização será calculada em função da actual legislação (um mês por cada ano de trabalho) e os anos posteriores à entrada em vigor da nova lei serão calculados pelas novas regras. Por fim, em caso de despedimento, todos os trabalhadores passarão a ter direito a cerca de dez dias de indemnização por cada ano de trabalho – a média na União Europeia. O assunto não foi abordado ontem na primeira reunião da Concertação Social liderada por Pedro Passos Coelho, mas deverá ser negociado no âmbito do novo acordo que o primeiro-ministro quer mais ambicioso que o tripartido conseguido em Março . “Queremos ir mais longe do que o anterior, que se baseou no PEC IV”, disse o primeiro-ministro à saída do encontro. “Temos hoje um programa de ajustamento macroeconómico que dura até 2013 e um governo para uma legislatura de quatro anos.” A CGTP classificou o processo como mera “validação das decisões do governo”. João Proença, presidente da UGT, realçou o clima positivo da concertação, salientando o facto de o executivo ter aceite como ponto de partida o acordo tripartido conseguido no final da anterior legislatura.
CAMPANHA DE MANUEL ALEGRE DEVE 431.000 € A FORNECEDORES
A campanha de Manuel Alegre, para as últimas eleições presidenciais, deve 431 mil euros a fornecedores, avança a TSF. O relatório de contas entregue ao Tribunal Constitucional revela vários deslizes financeiros na campanha de Manuel Alegre, que gastou mais 260 mil euros do que o previsto. A nível das receitas o candidato apoiado pelo PS e BE, tinha previsto receber 500 mil euros, mas, segundo a TSF, os dois partidos terão entregado 300 mil euros. O resultado alcançado nas urnas por Alegre também rendeu menos de subvenção pública que o estimado. Em contraste, a campanha de Cavaco Silva gastou menos que o orçamentado e recebeu dez vezes mais em donativos privados.
LUCRO DA ZON DESCE MAIS DE 15% ACOMPANHADO DE QUEDA DE RECEITA
O lucro consolidado da operadora de telecomunicações e TV por subscrição Zon Multimédia desceu 15,4 por cento no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2010, para 19,4 milhões de euros, num contexto em que a empresa destaca o sólido desempenho do segmento de serviços triplos. Este desempenho foi acompanhado de uma diminuição homóloga de um por cento das receitas de exploração no conjunto do primeiro semestre, para 425,6 milhões de euros, que foi mais intensa no segundo trimestre (2,2%, para 211,5 milhões). A empresa nota no entanto que, excluindo os canais ditos “premium”, as receitas totais apresentam um crescimento médio por utilizador de 1,1 por cento homólogos no segundo trimestre e 1,5 por cento no primeiro. Os ganhos antes de impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceram 5,7 por cento no semestre, para 158 milhões de euros, o que representa um aumento das margem EBITDA de 2,3 pontos percentuais, para 37,1 por cento. A empresa realça o crescimento da base de clientes do serviço por cabo, e da subscrição de pacotes de serviço triplo (triple play) de televisão, internet e telefone, para 678,5 mil no segundo trimestre do ano (+18,6% homólogos), o que equivale a 58,6 por cento da base de clientes por cabo.
VIDEO PORTUGUÊS EM RESPOSTA AO "LIXO" DA MOODY'S
Em resposta à decisão radical e pouco séria da agência de rating Moody's, alguns portugueses publicaram no Youtube um vídeo descritivo e criativo onde se revelam aspectos bem positivos da história de Portugal e dos feitos dos portugueses, colocando a Moody'sn e os EUA a ridículo: http://www.youtube.com/watch?v=eJMLn-SxJvI. O vídeo promete bater recordes no Youtube.
POBRES MAIS POBRES, RICOS PORTUGUESES MAIS RICOS 20%
Américo Amorim continua a ser o homem mais rico de Portugal, com uma fortuna de 2,6 mil milhões de euros. A listagem anual, publicada pela revista "Exame", revela que, em relação a 2010, as 25 maiores fortunas do país cresceram, no seu conjunto, 17,8%. De resto, novidades só... na fortuna de Belmiro de Azevedo, que apenas subiu 1,1%, empurrando-o para um terceiro lugar. É já o quarto ano consecutivo que Américo Amorim mantém a liderança da lista dos portugueses mais ricos. O homem forte do grupo que ostenta o seu nome, que tem como grandes activos as participações na Corticeira Amorim e na Galp Energia, viu a sua fortuna ascender aos 2,6 mil milhões de euros. Ou seja, mais 18,2% face ao ano anterior. Recorde-se que Américo Amorim lidera a lista dos portugueses mais ricos desde 2008. Recorde-se, também, que em 2009 despediu 195 trabalhadores - muitos deles seus seguidores há décadas - tendo, então, explicado à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários que o fazia devido à necessidade de adequar a produção à queda da procura .Os resultados estão, agora, à vista. Em época em que é impossível deixar de ouvir falar, diariamente, de crise - ele é nos jornais, na televisão, nos transportes, na rua e até num relaxante passeio à beira-mar - notícias como este "Top 10" das fortunas portuguesas da revista Exame soam como uma lufada de ar fresco. Assim, deixa-se de ouvir falar de cintos que se apertam e vacas que emagrecem para ficar a saber que o conjunto das 25 maiores fortunas de Portugal cresceu 17,4 mil milhões apenas no espaço de um ano. Ou seja, somam mais 17,8% do que em 2010.
ESTRATÉGIA DA NATO NA LÍBIA PODERÁ ESTAR POR DETRÁS DOS ATENTADOS DE OSLO
Numa recente entrevista ao programa de Alex Jones, Webster Tarpley analisou os atentados de Oslo e concluiu preliminarmente que a NATO pode ter estado por detrás de toda a estratégia terrorista de Oslo, em represália à Noruega ter afirmado publicamente que retiraria os seus 6 aviões da força de coligação de bombardeamento da Líbia (10% da força de coligação aérea): http://www.prisonplanet.com/alex-jones-webster-tarpley-norway-terror-attacks-a-false-flag-staged-event.html. Se a Holanda retirasse igualmente os seus 6 aviões em conjunto com a Noruega, a NATO veria reduzida a sua força de intervenção na Líbía em 20%, uma espiral de redução do "investimento" da guerra dos EUA e NATO naquele país africano. Também as bombas utilizadas nos edifícios estatais, pelo nível e extensão de destruição causados, eram bastante mais poderosas do que as duas bombas feitas com fertilizantes químicos de Breivik, como noticiara inicialmente a polícia de investigação norueguesa. Apenas alguns dias antes (tal como no 9/11) a polícia realizou exercícios de simulação de explosões, justamente no centro de Oslo, a poucos metros do local escolhido por Breivik: http://www.prisonplanet.com/oslo-police-conducted-bombing-exercise-days-before-terrorist-blast.html. Mais artigos relacionados: http://www.prisonplanet.com/oslo-terror-whose-agenda-does-it-serve.html ; http://www.prisonplanet.com/oslo-bombing-tied-to-cia-linked-terrorist.html ; http://www.prisonplanet.com/white-al-qaeda-narrative-emerging-in-norway-terror-attack.html ; http://www.prisonplanet.com/norway-blast-near-prime-ministers-office-in-oslo.html.
BILDERBERG PORTUGUÊS ENVOLVIDO NO ESQUEMA ONGOING PARA COMPRA DA RTP
Em Abril deste ano o grupo Ongoing - proprietário do Diário Económico e um dos maiores accionistas da Portugal Telecom - ameaçou avançar com um pedido de impugnação da eleição da administração da Impresa, na sequência de uma assembleia-geral, que ficou marcada pela polémica. A Ongoing dizia então que a eleição da administração liderada por Francisco Pinto Balsemão era ilegal, uma vez que o presidente da mesa teria excluído de forma indevida uma proposta sua para indicar um dos administradores. Em causa estava o facto de o presidente da mesa da Impresa - que tem as sociedades controladas por Pinto Balsemão como accionistas maioritários, com 51% - ter considerado que a proposta apresentada pela Investoffice - que é detida pela Ongoing e tem 18% da Impresa - não poderia ser apresentada. Desta forma o grupo liderado por Pinto Balsemão dava os primeiros passos para manipular com antecedência todo este processo, um estilo aliás muito Bilderberg. Antes desta estratégia "suja", a notícia de que Jorge Silva Carvalho tinha saído da chefia dos Serviços de Informação para a Ongoing para trabalhar com mais dois ex-espiões nessa empresa.Segundo o Expresso (jornal de Pinto Balsemão), o ex-director do SIED - Serviço de Informações Estratégicas de Defesa - terá passado dados para fora do serviço nas últimas semanas em que ocupou o cargo e que permitiam à Ongoing, via Impresa, via Pinto Balsemão, ter acesso a informações priviligiadas que permitiriam Pinto Balsemão, dono da SIC, adquirir a parte da RTP a privatizar, venda que Passos Coelho viria a anunciar publicamente pouco depois de tomar posse, isto depois de ser eleito com total apoio de, justamente, Pinto Balsemão, o Bilderberg n.º 1 de Portugal e também militante n.º 1 do PSD. Tudo coincidências, claro...Também é mundialmente conhecido a "sede" dos Bilderberg em dominarem e manipularem TODA a informação que circula nos noticiáros televisivos e naageneralidade dos mídia. Elementos apurados pelo Expresso, indicam que Jorge Silva Carvalho, que deixou o SIED a 1 de Dezembro de 2010, terá passado informações à Ongoing, empresa que posteriormente o contratou, e onde começou por estar encarregado de criar um núcleo de informações e análises estratégicas, utilizando as suas informações privilegiadas obtidas nos Serviços de Informação. Actualmente presta assessoria à Ongoing. No parecer anual que tem de fazer chegar à Assembleia da República, o Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação (CFSI) defende que um alto dirigente dos serviços secretos não possa passar para o privado sem cumprir um período de nojo. Notícia relacionada: http://dissidentex.wordpress.com/2011/05/07/o-psd-e-o-expresso-propaganda-eleitoral-disfarcada-de-jornalismo/.
WALL STREET NO VERMELHO: EUA CORREM RISCO DE INCUMPRIMENTO DA DÍVIDA
Faltam 150 horas para o dia D - 2 de agosto - avisa o relógio da contagem decrescente colocado pelo Business Insider. O impasse político sobre a subida do teto de endividamento federal norte-americano continua a provocar estragos, ainda que limitados. Pelo segundo dia útil, depois do anúncio público do rompimento entre Obama e os Republicanos, que Wall Street fecha no vermelho. Ontem o índice Dow Jones caiu 0,7% e hoje voltou a cair 0,73%. Onde o impacto desse impasse mais se sentiu foi na variação da probabilidade de incumprimento da dívida soberana americana - no risco de default. Hoje foi o país do mundo com maior variação diária, superior a 3%. Esse risco passou de 4,5%, antes do rompimento político, para 4,90% hoje, segundo dados da CMA DataVision. É, naturalmente, um risco muito baixo, inferior inclusive ao da dívida alemã que está em 5,35% ou da dívida francesa que está mais acima, em 9,77%. Mas a variação no caso americano assinala o nervosismo nos mercados da dívida. O dólar continuou a desvalorizar-se face ao euro (que vale, agora, 1,45 dólares), ao iene e ao franco suíço. Refletindo o clima pessimista sobre a gestão da crise da dívida americana, o preço do ouro prossegue a sua subida. Está no mercado spot esta noite a negociar acima de 1619 dólares por onça, acima do valor de fecho de ontem e fixando novo máximo histórico. Nos últimos 30 dias, o ouro valorizou 6%. Plano Republicano de "duas fases" poderá cair amanhã. O plano desenhado pelo speaker John Boehner, líder Republicano e presidente da Câmara de Representantes, poderá não passar amanhã na votação.
CRISE DA BANCA PORTUGUESA PODE LEVAR A MAIOR CONCENTRAÇÃO
A difícil conjuntura económica em que Portugal se encontra pode impulsionar movimentos de fusões e aquisições na banca nacional, na opinião do presidente do Montepio, António Tomás Correia, que, depois da OPA ao Finibanco, está agora na corrida ao BPN. "Não vejo que não haja espaço para novas operações. Existe espaço para novos movimentos nesse sentido. E a crise pode potenciar esta tendência", realçou em entrevista à agência Lusa o banqueiro. Falando sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada com sucesso pelo Montepio ao Finibanco há cerca de um ano, Tomás Correia considera que a mesma permitiu "um salto muito significativo" ao banco mutualista. "Tínhamos a ambição de crescer no mercado. O Montepio tinha uma quota pequena e, com a integração do Finibanco, tem agora uma rede de 500 balcões, em linha com as necessidades", sublinhou. O objectivo atual do Montepio é "potenciar a infra-estrutura" resultante da compra do Finibanco, aproveitando a diversificação do negócio derivada da sua integração. "Actualmente temos uma menor dependência do negócio imobiliário", assinalou. Paralelamente, o Montepio é uma das quatro entidades que apresentou uma proposta no âmbito do concurso de privatização do Banco Português de Negócios (BPN). Os outros interessados são os angolanos do BIC, o Núcleo Estratégico de Investidores (NEI) e uma quarta instituição cuja identidade continua 'no segredo dos deuses'. Até ao final da semana deverá ser conhecido o nome do vencedor desta corrida. O presidente do Montepio revelou, ainda, que a entidade está bem capitalizada e que só necessitará de voltar a emitir dívida dentro de quatro anos, assegurando que cumprirá os rácios de capital acordados com a 'troika' com um ano de antecedência.
OBAMA FAZ ULTIMATO A REPUBLICANOS PARA SALVAREM EUA DE GRAVE CRISE
Num discurso de 15 minutos à nação, emitido em directo nas televisões a partir da Casa Branca, Barack Obama apelou aos norte-americanos para fazerem pressão sobre o Congresso, onde os republicanos detêm a maioria na Câmara dos Representantes. Barack Obama disse hoje que a atitude dos republicanos no debate sobre a dívida pública norte-americana conduziu a um impasse "perigoso", mas disse acreditar ser possível chegar a um compromisso antes de 02 de Agosto. Num discurso de 15 minutos à nação, emitido em directo nas televisões a partir da Casa Branca, Barack Obama apelou aos norte-americanos para fazerem pressão sobre o Congresso, onde os republicanos detêm a maioria na Câmara dos Representantes, para os Estados Unidos chegarem a acordo. "Se querem uma abordagem equilibrada para reduzir o défice, façam-no saber aos vossos eleitos no Congresso", disse, alertando que os Estados Unidos arriscam entrar em incumprimento se não chegarem a acordo sobre o teto da dívida antes do prazo estabelecido pelo Tesouro. "O povo americano pode ter votado para ter um governo dividido, mas eles não votaram para eleger um governo disfuncional", disse Barack Obama. O presidente norte-americano advertiu que os Estados Unidos arriscam-se a contrair uma "profunda" crise económica caso o acordo não seja realizado antes de 02 de Agosto, e insistiu na urgência da luta contra a dívida a longo prazo, que se continuar a crescer ao ritmo actual, irá "cortar empregos e provocar graves desgastes na economia", advertiu.
FIM DAS GOLDEN SHARES É "CHUTO" NA CORRUPÇÃO DE TOPO
Em entrevista à SIC, defendeu que a eliminação das “golden shares” vai permitir “uma limpeza da casa”. O fim dos direitos especiais do Estado nas empresas “é um grande dia para Portugal. Vamos dar uma limpeza da casa, ao retirar do meio económico todo este clã dos chamados grandes gestores públicos, os ‘jobs for the boys’, a chamada cultura do tacho”, afirmou Patrick Monteiro de Barros, empresário, em entrevista à SIC. “A limpeza que se vai dar com o fim das ‘golden-shares’ vai atrair investimento estrangeiro, de que nós precisamos”, explicou, adiantando que, neste novo enquadramento, é um potencial candidato às privatizações. “A partir do momento em que as regras do jogo são iguais às de outros mercados, com certeza que estou interessado”, afirmou, sem especificar quais as empresas que podem atrair o seu possível investimento. O empresário com interesses no sector energético, critica o facto de “Portugal ter privatizado [empresas] para fazer encaixe, mas quis manter a gestão, manter uma voz invocando que é estratégico. Se é estratégico não se vende. Agora não vai com subterfúgios a dizer que o Estado não nomeia administradores mas tem poder de veto sobre um terço do conselho e o presidente. Deu este resultado. O tecido económico e empresarial sofreu muito. Com ‘boys’ as coisas não andam”. Monteiro de Barros diz que não há uma situação comparável no Ocidente. “Tão mau como esta [situação em Portugal] não conheço no mundo Ocidental”. (in, Jornal de Negócios).
BANQUEIROS QUEREM QUE GOVERNO PAGUE DÍVIDAS A TEMPO
Os banqueiros são unânimes: “Se o sector público pagasse as dívidas haveria dinheiro para a economia”. Nem ensaiado se teria conseguido melhor coro: os cinco banqueiros - que ontem se reuniram no IX Fórum da Banca e Mercado de Capitais, organizado pelo Diário Económico - foram unânimes em dizer que se o Estado pagasse os seus créditos a tempo e horas haveria muito mais dinheiro para emprestar à economia. Foi Fernando Ulrich quem abordou o tema de forma mais incisiva, chegando a apresentar soluções: "A linha de capitalização [de 12 mil milhões de euros] devia servir para o Estado pagar o que deve aos bancos". O presidente do BPI defendeu que o programa da ‘troika' não devia ter uma linha de capitalização para o Estado apoiar o reforço de capitais dos bancos, "mas que esse dinheiro era útil se fosse canalizado para o sector público, para que este pudesse pagar aos bancos nas datas em que os empréstimos vencem". Fernando Ulrich revelou que "estão sempre a pedirem-nos [ao BPI] moratórias para os programas do PME Invest e para as empresas públicas. Logo, esses 12 mil milhões faziam mais falta ao sector público para este poder pagar à banca". Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP avançou com um número: "a exposição do sector financeiro ao Estado são 61 mil milhões (contando com a dívida pública que os bancos têm no balanço). Ora, se o Estado fizesse o que lhe compete, que pague o que deve no prazo contratado, isso daria liquidez ao sistema financeiro", disse o presidente do BCP.
LUCRO DO BPI CAI MAIS DE 20%
O BPI conseguiu um lucro de 79,1 milhões de euros no primeiro semestre e voltou a ter exposição ao BCE. O banco liderado por Fernando Ulrich anunciou hoje, em comunicado enviado à CMVM, que fechou o primeiro semestre com um lucro de 79,1 milhões de euros, menos 20,4% face aos 99,5 milhões registados no mesmo período do ano passado. Este resultado ficou ligeiramente aquém das estimativas dos analistas que acompanham de perto o BPI. Uma ‘poll' da agência Reuters apontava para um lucro de 79,7 milhões de euros. O BPI explica que excluindo a contribuição extraordinária sobre o sector bancário, que representou um encargo de 7,6 milhões de euros, a queda do lucro teria sido de 12,8%. Além disso, sublinha o documento, "o BPI decidiu reconhecer na conta de resultados do primeiro semestre de 2011 um custo de 40 milhões de euros (antes de impostos) relativo a um programa de reformas antecipadas a concretizar até final de 2011 e um reforço de imparidades de crédito e outras imparidades no montante de cerca de 24 milhões de euros". A actividade doméstica contribuiu apenas com 31,8 milhões de euros para o lucro no primeiro semestre, menos 38,4%, enquanto o peso do negócio internacional, através do BFA em Angola, assegurou 47,4 milhões, apesar deste ter caído, num ano, 1,1%. A margem financeira - diferença entre os juros cobrados no crédito e os juros pagos nos depósitos - caiu 4,7% para 305,1 milhões de euros até Junho. Também as comissões caíram 6,5% num ano. (in, Jornal Económico).
CIFIAL ENTRA EM LAY-OFF E OBRIGA O ESTADO A PAGAR PARTE DOS SALÁRIOS
O Grupo Cifial entrou em lay-off durante os próximos meses, com redução do período normal do trabalho. Não sendo a primeira vez que a Cifial recorre a este processo, a intenção de o voltar a implementar no momento presente, em que se agravam e muito os problemas sociais no país e em particular no Concelho de Stª Mª da Feira, assume extrema gravidade. Desde logo porque vai reduzir drasticamente os salários de mais de duas centenas de trabalhadores por um longo período, com todas as consequências negativas para o seu nível de vida e das suas famílias, já atingidas pela sucessão de cortes da troika. Mas, além disso, tendo em conta que uma parte dos salários ( 70% ) será suportada pela Segurança Social, tal medida, a pretexto da crise, vai assim e mais uma vez disponibilizar recursos que são de todos os contribuintes para tapar "buracos" de empresas privadas que, ainda por cima, acumularam lucros e património consideráveis ao longo de anos à custa da maior exploração, isenções de taxas, subsídios europeus para a modernização e inovação e de baixos níveis salariais. O que é profundamente injusto e inaceitável num regime democrático e responsável. O que se está a passar agora no grupo Cifial não é, porém, um caso isolado. Esta e outras medidas, lesivas dos interesses dos trabalhadores, inserem-se numa ofensiva mais vasta do poder económico que reintroduz a lei da selva nas relações laborais. A empresa queixa-se da baixa de ratings nacionais que levou a que os fornecedores de matérias-primas exijam agora à Cifial que pague a pronto-pagamento os fornecimentos.
SÁ FERNANDES CONDENADO POR DENUNCIAR CORRUPÇÃO DA BRAGAPARQUES
O Conselho Superior da Ordem dos Advogados (OA) deu razão ao recurso interposto pelo administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, contra Ricardo Sá Fernandes. A acusação alega que o advogado deve ser condenado por violação do segredo profissional e dos deveres de lealdade. Sá Fernandes disse ao i que vai contestar a decisão. Se optar por arguir a nulidade da deliberação, pode dar origem a um novo recurso dos seus adversários, o que promete empurrar a discórdia entre a Ordem e o seu advogado até aos tribunais europeus. "Este é o preço a pagar por denunciar a corrupção em Portugal", afirmou ao i. E a conta não é pequena, já foi a tribunal por causa das denúncias de corrupção e está agora a braços com uma guerra na Ordem. O processo disciplinar questiona a gravação e a difusão de conversas de Sá Fernandes com Domingos Névoa. Estas gravações foram feitas em 2006, com o conhecimento do Ministério Público e da Polícia Judiciária. Os diálogos foram registados para documentar e provar uma tentativa de suborno a José Sá Fernandes, irmão do advogado agora acusado, para que este desistisse de uma acção popular que questionava e tentava impedir a concretização de uma permuta entre os terrenos do Parque Mayer e os da Feira Popular de Lisboa. O acordo foi celebrado entre a empresa Bragaparques e Câmara Municipal de Lisboa.
CHINA POWER PREPARA-SE PARA COMPRAR 10% DA EDP
A China Power International intensificou nos últimos dias os contactos com Portugal, com o intuito de entrar no capital da EDP. O Diário Económico sabe que representantes da empresa sediada em Hong Kong estiveram em Lisboa, na última sexta-feira, para conversarem com o Governo de Passos Coelho. Fontes próximas do processo garantiram ao Diário Económico que "o objectivo da China Power é adquirir 10% da EDP e não apenas 2,5% ou 5% como chegou a ser avançado". Ainda esta semana a agência noticiosa norte-americana Dow Jones avançava que a China Power estaria interessada em entrar no capital da EDP, no âmbito da privatização da empresa prevista no Programa de Governo e no memorando da ‘troika'. Esta não é a primeira vez que a China Power é dada como interessada em deter uma participação na eléctrica nacional. O presidente da EDP, António Mexia, assinou em Novembro passado um protocolo com a eléctrica de Hong Kong, segundo o qual a China Power se assumia como um potencial "accionista de referência" da empresa portuguesa, numa operação que se deveria concretizar no "mercado".
GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL APELA AO APOIO DO CRÉDITO
O governador do Banco de Portugal apela a que os bancos reduzam a alavancagem dos seus balanços vendendo activos em vez de cortarem no crédito à economia. Só desta forma, se pode cumprir este objectivo com menores impactos recessivos.. "A desalavangem que tem que se operar, num quadro de condicionamento como o actual, terá de passar ou pelo apertar do crédito, o que aumentará o efeito recessivo, ou pela criação de margem para conceder crédito, vendendo activos", defendeu Carlos Costa no Fórum banca, organizado pelo Diário Económico. "Nas actuais condições de difícil acesso a financiamento de mercado, a preservação da liquidez no sector bancário é crucial para evitar uma forte e imediata contracção do crédito à economia portuguesa", defendeu. Assim, o governador apela a que os bancos vendam carteiras de crédito e outros activos para poderem, em vez de cortarem na concessão de crédito. Caso contrário, "é o financiamento da economia que fica em causa. E aquilo que se expulsa pela porta entra pela janela, já que a qualidade do crédito dos bancos é posta em causa" pelo efeito recessivo da contracção do financiamento à economia.
GOVERNO VAI FAZER CORTES NA MANUTENÇÃO DAS ESTRADAS
Além de diminuir os encargos do Estado, a renegociação de contratos irá envolver também soluções para o aumento da receita nas concessões que já estão em operação. O Governo quer assim diminuir os encargos com todas as parcerias público-privadas (PPP), que este ano deverão ultrapassar os 1,5 mil milhões de euros. No caso específico das estradas, a ideia é fazê-lo através da redução da manutenção das vias e do alargamento dos prazos das concessões. Mas o plano passa também por encontrar formas de obter receita com as que estão em operação.
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