PASSOS COELHO COMPROMETE FUTURO DA COLIGAÇÃO COM PAULO PORTAS

Passos Coelho provoca a coligação com Paulo Portas até ao limite...

Passos Coelho convidou Santana Lopes para presidir à Santa Casa da Misericórdia sem ter previamente consultado o seu parceiro de coligação. Tanto Paulo Portas como o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, foram apanhados de surpresa com a escolha do ex-primeiro-ministro para provedor da Santa Casa. Como se pode ler nos estatutos da própria Santa Casa, a tutela da instituição "é exercida pelo membro do Governo que superintende a área da segurança social e abrange, além dos poderes especialmente previstos nos Estatutos, a definição das orientações gerais de gestão, a fiscalização da actividade da Misericórdia de Lisboa e a sua coordenação com os organismos do Estado ou dele dependentes". O facto de o ministro Pedro Mota Soares não ter sido "tido nem achado" no convite feito a Pedro Santana Lopes evidencia como o PSD está empenhado em não consultar o seu parceiro de coligação para quase nada. Mas além da escolha de Santana Lopes ter sido feita à margem do ministro da tutela, Pedro Passos Coelho decidiu dar um poder imenso ao ex-ministro das Finanças Braga de Macedo, que vai presidir ao novo instituto que resultará da fusão entre a Agência Portuguesa de Investimento (AICEP) e o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e Inovação). Tendo em conta que Paulo Portas e Braga de Macedo não se falam, por causa de um velho processo quando Portas era director do semanário "O Independente", a relação tem tudo para ser explosiva. Na origem da desavença está o famoso caso Monte dos Frades, em que o ex-ministro das Finanças era acusado pelo jornal de ter recorrido a um subsídio para jovem agricultor. Braga de Macedo colocou Portas em tribunal e ganhou.

Tudo começou com a nega de Passos Coelho a uma coligação pré-eleitoral. Paulo Portas mostrou-se disponível para uma união antes das eleições, mas o líder do PSD apenas lhe garantiu que o levaria para o governo, com ou sem maioria absoluta. Depois da coligação, Portas quis ministérios importantes. Passos fez-lhe, à primeira vista, o gosto. Deu-lhe os Negócios Estrangeiros, o superministério da Agricultura e Ambiente e ainda a Solidariedade Social. Mas logo de seguida, retirou-lhes importância e colocou peões do PSD na sombra dos ministros do CDS. Paulo Portas fica, mês e meio depois de entrar no governo, sem a diplomacia económica. Depois, Pedro Mota Soares resume-se a ministro da Solidariedade Social, sem o peso do dossiê do Trabalho e das contribuições da Segurança Social. Ao CDS restou apenas, sem grandes mexidas, o superministério que junta a Agricultura - tema querido dos centristas - o Ambiente e o Mar - uma ideia (quase) imposta pelo Presidente da República. Além do esvaziamento dos ministérios sob tutela dos centristas, Passos não deu a Portas o cargo de vice-primeiro-ministro. Nem tão pouco o transformou no primeiro ministro de Estado. Em caso de ausência do primeiro-ministro, diz a orgânica do governo, é Vítor Gaspar, ministro de Estado e das Finanças, a assumir o papel de líder do governo. Uma regra que já acontecia no executivo de Sócrates, mas Passos não alterou a norma para satisfazer o parceiro de governo. Como cereja no topo do bolo das intenções do PSD em relação ao CDS, Passos Coelho deixou Paulo Portas de fora do Conselho de Estado. O líder do CDS já tinha feito parte do órgão consultivo do Presidente da República aquando das anteriores coligações PSD/CDS, mas desta vez fica à porta do Palácio de Belém. O líder do PSD preteriu Portas para o lugar e colocou na lista três ex-líderes do PSD, Luís Filipe Menezes, Marques Mendes e Francisco Pinto Balsemão. (in, Jornal i).

MINISTRO DAS FINANÇAS ALEMÃO CONTRA FINANCIAMENTO DE PAÍSES EM CRISE DA UE

incompetência política dos países em crise não será paga pela Alemanha e BCE

O ministro das Finanças da Alemanha manifestou-se contra as ajudas ilimitadas aos países da zona euro afectados pela crise. "Não haverá uma divisão de dívidas nem um apoio ilimitado. Existem certos mecanismos de apoio que desenvolverem nos sob condições estritas", disse Schäuble em declarações a publicar na edição da revista "Der Spiegel" na edição da próxima semana. Schäuble refuta a fórmula de criar títulos de dívida comum europeia, os chamados eurobondse acrescenta que os eurobonds não são desejáveis "a menos que cada país desenvolva a sua própria política de finanças" e enquanto for necessário 2diferentes taxas de juro para que haja incentivo e mecanismos de sanção para forçar consolidação". "Não haverá uma salvação a qualquer custo", disse Schäuble. Entretanto, na Alemanha aumentam as críticas à decisão do Banco Centrak Europeu (BCE) de comprar títulos de dívida soberana dos países afectados pela crise.

EX-CÔNSUL DE PORTUGAL NO BRASIL PRESO PREVENTIVAMENTE POR CORRUPÇÃO

crime de burla e de coação de testemunhas levaram mais um "Nobre" à prisão

A justiça brasileira decretou a prisão preventiva do antigo vice-cônsul de Portugal Adelino Nobre Pinto por suspeita do crime de estelionato, similar ao de burla em Portugal, e de coacção de testemunhas. Segundo a edição online da Folha de S. Paulo, a polícia vai comunicar à Interpol a ordem de prisão contra o antigo diplomata, cujo paradeiro é, para já, desconhecido. Adelino Nobre Pinto é acusado pela arquidiocese de Porto Alegre, no Sul do Brasil, de fraude. Como o PÚBLICO avançou esta semana, em causa está pouco mais de um milhão de euros que a arquidiocese entregou ao ex-vice-cônsul para servir de caução a um donativo de 5,2 milhões de uma organização não-governamental belga, que teria relações com o Governo português e iria patrocinar parcialmente a recuperação de duas igrejas de origem portuguesa naquela região brasileira. O advogado da arquidiocese, Luciano Feldens, avançou que Nobre Pinto, "agindo como representante do Estado português, assinou uma escritura pública, onde se comprometeu a não mexer nos valores depositados. Mas, passados uns dias, enviou grande parte da verba para uma conta pessoal em Portugal".

CONDOMÍNIO ALCÂNTARA RESIDENCE APROPRIOU-SE DE 12.310 M2 DE ESPAÇO PÚBLICO

cedência à CML de 12.310 m2 não passou de bluff, enquanto João Soares era presidente

As oliveiras abundam, são das antigas e frondosas, e o povo de Alcântara já lhes chamou suas. Foi ali por 1975, quando a revolução entrou pela enorme tapada da família Melo, entre a rua dos Lusíadas e a Primeiro de Maio, mesmo por baixo do tabuleiro da ponte 25 de Abril. Actualmente os mais de dois hectares da propriedade onde o grupo Temple e o fundo de investimento GEF, do empresário Vasco Pereira Coutinho, construíram, entre 1999 e 2001, o condomínio de luxo Alcântara Residence, estão separados do público por uma cancela vigiada, apesar de conter arruamentos públicos. Com uma única entrada através da arcada existente sob o número 120 da Rua Luís de Camões, o espaço da antiga tapada, completamente cercado pelos edifícios das ruas limítrofes, foi dividido em 18 lotes e tem agora outros tantos prédios com mais de uma centena de casas. "Isto é uma vergonha, as ruas são todas da câmara, mas só quem lá mora é que pode entrar", critica um vizinho que já ouviu quem sabe mais do que ele sobre o caso.
"As fracções foram publicitadas e vendidas como um condomínio fechado e essa é que é a génese do problema", diz Miguel Sá Monteiro, um dos administradores do condomínio que gere a urbanização e que não nega a natureza pública dos espaços interiores. O site da Temple, porém, ainda apresenta o Alcântara Residence como um "condomínio residencial fechado". Sá Monteiro não hesita: "Fomos enganados." Por isso mesmo, acrescenta, há muitos processos a correr contra os promotores nos tribunais. Quanto ao essencial, garante, "a solução do problema já foi negociada com o vice-presidente da Câmara [arquitecto Manuel Salgado] e está prestes a ser formalizada". Mas, afinal qual é o problema? A resposta está no alvará de loteamento emitido em 1997 pela Câmara de Lisboa, ao tempo em que João Soares era seu presidente. Entre as condições estabelecidas para autorizar a construção dos edifícios estava a cedência pelo promotor à autarquia, obrigatória por lei, de um total de "12.310 m2, destinados a infra-estruturas, estacionamento e espaços verdes", que foram integrados no domínio público municipal por escritura notarial. Como resulta inequivocamente da lei, tais espaços "não são susceptíveis de qualquer apropriação particular" e a limitação do acesso dos cidadãos em geral aos mesmos é proibida. Acresce que o alvará diz também que foi "garantida a passagem pública a peões e veículos à superfície". Manuel Salgado e Sá Fernandes (responsável pelo espaço público), também contactados pela imprensa, nada quiseram comentar. (in, Jornal Público).

A CRISE MUNDIAL ENTROU NUMA NOVA FASE MUITO MAIS PERIGOSA

para Zoellick a China prepara-se para tirar partido político e económico desta megacrise

A economia mundial entrou numa "fase nova e perigosa" e os países da zona do euro têm de reagir rapidamente, alertou, este sábado, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. "Estamos no início de uma tempestade nova e diferente, esta não é a mesma crise de 2008 (...) Nas últimas duas semanas, passamos de uma recuperação difícil - com um bom crescimento nos países emergentes e em alguns países como a Austrália, mas muito mais hesitante em países mais desenvolvidos - para uma fase nova e mais perigosa", disse Robert Zoellick, numa entrevista publicada pela revista semanal "The Weekend Australian". Segundo o responsável, a crise na zona euro "pode ser o maior desafio" para a economia global, que exorta os países europeus a tomarem medidas o mais rapidamente possível. "A lição de 2008 é que quanto mais esperarmos, mais rigorosas são as medidas", considerou. Apesar de a maioria dos países desenvolvidos já ter usado todas as políticas fiscais e monetárias de modo "tão flexível quanto possível", tal revelou-se insuficiente, pelo que Robert Zoellick sugere que deveria ser adoptado um regime mais rigoroso. O presidente do Banco Mundial incentivou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a manter, apesar dos motins, as medidas de austeridade anunciadas nos últimos meses, já que são "realmente necessárias". Este responsável sublinhou ainda que estão em andamento as mudanças no equilíbrio do mundo. O poder e influência estão a mudar "muito rapidamente" para as economias emergentes, num movimento liderado pela China.

POLÍCIA SECRETA SUIÇA PEDE A PORTUGAL PARA DEIXAR PASSAR COCAÍNA

a PJ vai-se limitar a observar enquanto a cocaína entra no sangue dos jovens lusos

A Polícia Judiciária e as autoridades suíças estão a trabalhar em conjunto para tentar neutralizar todo o circuito de distribuição de cocaína naquele país. Os correios de droga que passam por Portugal têm "via verde" mas são vigiados pela PJ até ao destino final. A ideia é prender todos os traficantes. O pedido sai da normalidade mas faz sentido em termos de estratégia de combate ao tráfico, sobretudo desde 2008, altura em que a Suíça aderiu ao acordo de Schengen de livre circulação de pessoas. A regra é que as autoridades estrangeiras, quando têm informação sobre drogas em trânsito por Portugal, peçam para que as mesmas sejam apreendidas e os "correios" detidos. Mas os suíços pediram exactamente o contrário: deixem-nos passar.
(in, Jornal de Notícias).

ECONOMISTA CAMILO LOURENÇO: "MAS QUE DESILUSÃO... GOVERNO E TROIKA...!"

em vez de encerrarem institutos e fundações estéreis, os políticos ceifam vidas de famílias

«Não há dúvida. Somos um país que não consegue cortar despesa. A prova tivemo-la ontem quando o ministro das Finanças convocou a Imprensa para uma declaração (sem direito a perguntas) para anunciar mais… um aumento de impostos. Desta vez, a passagem do IVA do gás electricidade da taxa de 6 para 23%. Tudo porque o governo precisa de mais 100 milhões de euros para ajudar a quadrar as contas deste ano (o défice de 5,9%, como referiu a Troika logo a seguir, é intocável!). Mas maior que a desilusão de mais um aumento de impostos (Vítor Gaspar dir-me-ia, no final da conferência de imprensa que cortes de despesa ficam para a apresentação do OE 2012), foi a conferência de imprensa da Troika. Não que não tivessem sido (espantosamente) detalhados quanto aos problemas da economia portuguesa (até conseguiram especificar onde ocorreram os desvios orçamentais deste ano, coisa que devia ter sido feita pelo Governo). Não que não tivessem confirmado que seguem a implementação do programa de ajustamento ao milímetro; não que tivessem feito novos avisos à Banca (a desalavancagem não pode prejudicar o financiamento das empresas e os bancos precisam de aumentar o capital, mesmo que isso implique novos accionistas, Estado inclusivé); não que não tivessem repetido que o Estado tem de sair de uma série de sectores da economia; não que não tivessem reiterado que a União vai garantir o financiamento de Portugal se o país não conseguir regressar aos mercados, desde que implementemos o plano acordado com a Troika (vamos ver se os parlamentos alemão, finlandês e holandês não tiram o tapete às decisões da cimeira de 21 de Julho); não que não tenham feito finca-pé na redução da Taxa Social Única, em 6 a 7% e para todos os sectores (num “aviso” àqueles que no governo e Banco de Portugal preferiam uma versão minimalista do corte da TSU); não que não tivessem “sugerido” um novo programa de “governance” na Madeira (pena que não tivessem dito o mesmo para as autarquias…); não que não tenha reiterado que o ajustamento orçamental se não for acompanhado de reformas estruturais só resolve parte do problema (a economia estagna)…»

«Mas se eles fizeram tantos avisos, perguntará o leitor, porque estou tão desiludido? É simples: não foram suficientemente assertivos na questão do corte de despesa. Quando perguntei à Troika se não estavam desapontados com o facto de o Governo, até agora, ter feito “mais do mesmo”, a resposta foi: o governo tomou posse há pouco tempo, há que compreender isso. “Mas não é verdade que não fez nada: estabilizou o ritmo de crescimento da despesa”. Como analista a “força” desta declaração não chega. É verdade que Poul Thomsen, mais à frente, ainda disse que em 2012 terá de haver “cortes substanciais de despesa”. Mas a Troika tinha obrigação de ter posto mais pressão sobre o Governo. Para bem do próprio Governo (a opinião pública teria mais uma prova de que Portugal não tem saída senão o corte de despesa) e por respeito pelo contribuinte, que acaba sempre por pagar as correcções dos desvios orçamentais. Mais: ontem ficámos a saber que parte do desvio das despesas de 2011 (provocado pelo BPN, em 320 milhões, e pela Madeira, em 277 milhões) será coberto pela transferência do fundo de pensões da banca para a Segurança Social. Só que este “pormaior” foi divulgado pela Troika, quando devia ter sido pelo Governo. Inadmissível!» (in, Jornal de Negócios).

GOVERNO CONTINUA A ENDIVIDAR PORTUGUESES EM 11,5 MIL MILHÕES JÁ EM SETEMBRO

em quase bancarrota o país continua a endividar-se aos milhares de milhões

Portugal deverá receber em Setembro mais 11,5 mil milhões de euros do empréstimo acordado com o FMI e a UE. Isto depois de ter passado no primeiro teste da 'troika', ficando apenas dependente de aprovação oficial. Com a decisão, anunciada hoje, de dar nota positiva a Portugal ao cumprimento das metas estabelecidas pela 'troika', os responsáveis da missão irão agora enviar a sua avaliação para o conselho de administração do Fundo Monetário Internacional e para Bruxelas, recomendando que seja aprovada a transferência desta nova tranche. A aprovação da próxima tranche fica apenas suspensa até ratificação deste parecer no conselho de administração do FMI, e ainda em reunião do grupo de ministro das finanças da União Europeia (ECOFIN) e pelo grupo de ministros das finanças da Zona Euro (Eurogrupo), nos quais participam também o comissário europeu de assuntos económicos, Ollie Rehn, e o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet. A missão, no comunicado hoje publicado na sua página oficial na Internet, e entregue aos jornalistas presentes na conferência de imprensa em Lisboa, espera que os fundos sejam transferidos em Setembro para os cofres do Estado português. Destes 11,5 mil milhões de euros que Portugal deverá receber, 7,6 mil milhões de euros vão chegar de Bruxelas - cerca de metade do fundo da Comissão Europeia (EFSM), e outra metade do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, sigla em inglês) - e outros 3,9 mil milhões do mecanismo do FMI (o Extended Fund Facility). A missão conjunta deverá realizar a sua próxima avaliação em Novembro deste ano.

CORRETOR DA BOLSA SUICIDA-SE APÓS FORTES PERDAS DOS SEUS CLIENTES

um cenário que poderá acontecer mais vezes nos próximos meses de crise bolsista

Um corretor sul-coreano atirou-se do topo de um arranha-céus, devido aos remorsos com as perdas dos seus clientes. O corretor de 48 anos de idade, identificado pelas autoridades apenas com o nome de "Seo", terá enviado mensagens por SMS aos seus colegas onde expressava o seu arrependimento pelas perdas bolsistas dos clientes, poucos minutos antes de se atirar para a morte. Segundo o investigador chefe da cidade de Daegu, Lee Kang-ho, citado pela AFP, Seo disse nas suas mensagens que os preços das acções detidas pelos seus clientes caíram a pique e que ele não aguentava o facto dele ser culpado por as ter comprado. A polícia anunciou ainda que imagens das câmaras de vigilância do arranha-céus mostram Seo a sair sozinho do elevador do 18º andar na quarta-feira, pouco antes de ter sido encontrado morto na rua. As acções sul-coreanas têm sido particularmente voláteis na recente crise bolsista causada pelos receios de que as economias dos EUA e da Europa possam voltar a entrar em recessão, tendo o índice de referência do país chegado a cair 10% durante a sessão de quarta-feira.

VÍTOR GASPAR ANUNCIA AUMENTO DO IVA DO GÁS E ELECTRICIDADE

famílias continuam a cair como peças de dominó, ao lado da política incompetente da UE

O IVA na electricidade e no gás vai passar já no último trimestre da taxa reduzida de seis por cento para a taxa normal de 23 por cento, anunciou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, numa curta declaração esta manhã. Esta medidas estavam previstas no Memorando de Entendimento negociado entre a troika UE-BCE-FMI para que Portugal obtivesse um resgate de 78 mil milhões de euros, mas apenas para 2012. O Governo vai também congelar, já em Setembro, as progressões nas carreiras dos regimes remuneratórios dos ministérios da Administração Interna e da Defesa. O ministro especificou ainda que o desvio encontrado na execução orçamental do primeiro semestre, confirmado pela missão da troika que veio fazer a primeira avaliação ao cumprimento do memorando de entendimento, é de cerca de 1,1 por cento do PIB, o que representa um desvio acima de 1800 milhões de euros, não muito abaixo dos dois mil milhões de que se falou há algumas semanas. Este desvio é uma das razões para o Governo ter antecipado o aumento do IVA na electricidade e gás, que lhe permitirá arrecadar mais cerca de cem milhões de euros estes ano, disse ainda Vítor Gaspar, explicando que o impacto nas famílias de menores recursos será minorado através da tarifa social. Segundo o ministro, a troika fez uma avaliação positiva da actuação do Governo em relação aos compromissos assumidos. Esperava-se que o Governo fizesse já o anúncio de cortes de vulto na despesa pública, o que acabou por não acontecer.

BIG BROTHER NA SAÚDE: GOVERNO CONTROLA RECEITAS MÉDICAS

Estado começa a entrar no exercício das profissões tal como no período salazarista

Cada vez mais os políticos da NWO entram na esfera das mais variadas profissões, controlando "directamente" a sua atividade, característica aliás de Estados totalitários do passado e do presente. Legislação mais apertada e que defende lobbies de certos partidos costuma ser a forma preferencial de fazer esse controlo, de forma mais subreptícia e subtil. Mas em alguns casos a intereferência directa dos políticos marca um cunho neo-salazarista de total controlo e poder sobre a sociedade civil. Os médicos, aparentemente ainda não se opõem a esta medida proposta por Passos Coelho. Uma comissão já alertou para o perigo de possíveis intrusões nas práticas médicas e alerta também para o risco de violação de dados clínicos. Na prática, o Ministério da Saúde vai criar um sistema de monitorização das receitas prescritas pelos médicos, que permitirá controlar favorecimentos a determinadas marcas e farmacêuticas.

BRUXELAS AUTORIZA MEDIDAS RACISTAS EM ESPANHA CONTRA ROMENOS

dna cigano no povo romeno revela sinais preocupantes do novo racismo da UE

Com a maior taxa de desemprego da União Europeia, Espanha prepara-se para colocar restrições aos cidadãos romenos que queiram trabalhar no país. O Executivo comunitário deu “luz verde” a Madrid para reintroduzir a exigência de autorização de trabalho até 31 de dezembro de 2012. Uma exceção às regras europeias que permitem aos cidadãos trabalhar livremente no seio dos “27”. A Comissão Europeia alertou que se vai manter “vigilante” para ter a certeza de que a medida não é “desproporcionada”. “O aumento contínuo de residentes romenos em Espanha e o nível elevado de desemprego, que ronda os 30 por cento, têm tido impacto na capacidade do país em absorver novos fluxos de trabalhadores. É importante lembrar que as restrições não vão afetar cidadãos romenos que já estão inseridos no mercado de trabalho espanhol”, disse Chantal Hughes, porta-voz da Comissão Europeia para o Mercado Interno. Madrid evoca “graves alterações do mercado de trabalho espanhol”. A economia nacional está sob forte pressão com o contágio da situação na Grécia. A presidente da associação que representa os imigrantes romenos e moldavos em Portugal acredita que o país poderá vir a seguir os passos da vizinha Espanha.

CENTENAS DE JOVENS EM ESPANHA ATACARAM POLÍCIAS

a polícia não foi capaz de controlar a juventude em fúria

Os confrontos entre a polícia catalã e centenas de vândalos, na madrugada desta quinta-feira em Lloret del Mar, terminaram com a detenção de 20 pessoas. Grande parte são turistas que ficaram insatisfeitos porque a polícia proibiu a entrada de mais clientes numa das discotecas da movida da cidade. A noite era de festa, com um Dj. de renome internacional. Mas, os responsáveis pelo espaço de diversão noturna tiveram de acelerar a saída das pessoas que já se encontravam no interior porque o sistema de ar condicionado não estava a funcionar. Os que não passaram da porta carregaram contra a polícia. A fúria deixou marcas bem visíveis nas ruas de Lloret, palco frequente de desacatos. “Não sei onde os esconderam, mas tinham paus. Arrancaram um banco de ferro e os respetivos braços. Partiram janelas e tentaram entrar no hotel”, diz Jordi Chacon, que testemunhou a vaga de violência. Concepcio Aymar, uma residente, desabafa: “Estou farta. Quero vender o meu apartamento e ir embora. É uma pena porque vivo em Lloret de Mar há 31 anos e gosto muito. Mas quero ir embora porque é impossível suportar isto.” Por causa da rixa, o Sistema de Emergências Médicas teve de atender 22 pessoas. Sete foram trasladadas para o Hospital de Blanes, em Girona, com contusões e excesso de álcool. O presidente da Câmara de Lloret anunciou que vai adotar medidas para que o chamado “turismo de embriaguez” não prejudique o afluxo de visitantes.

MEDIDAS E CORTES BRUTAIS DO GOVERNO TERÃO FORTE CONTESTAÇÃO POPULAR

indiferente ao sofrimento da classe média, o Governo limita-se a cumprir metas do défice

Vai ser o ministro Vítor Gaspar a anunciar, esta manhã, "cortes brutais" aprovados num Conselho de Ministros que durou dez horas e que ficou marcado por alguma surpresa e tensão. Receia-se uma forte contestação social. O "esforço colossal" está a colocar Passos e o seus ministros entre a espada e a parede. Os anunciados cortes "brutais" abrem as portas à ameaça de "contestação social" - um cenário admitido no Governo -, "inevitável" perante a dureza das medidas de austeridade. A justiça e a equidade social prometida por Passos Coelho está "condicionada" pela realidade de cortes "cegos" em áreas sensíveis. O Governo prepara-se para enfrentar um "Outubro quente". O clima "denso" e a "tensão"que atravessaram as dez horas de reunião do Conselho de Ministros são os sintomas mais visíveis dessa preocupação. Pressionado, o Governo está em contra-relógio: o BCE quer Portugal a cumprir o plano da 'troika' como deve ser; a 'troika' exige mais e pede a antecipação de medidas da reforma da legislação laboral. E nem o cenário internacional ajuda. A Alemanha já estabeleceu limites ao endividamento. França, Itália e Chipre vão reforçar as medidas de austeridade. Como resolver a crise? Sarkozy e Merkel vão apresentar um "plano conjunto"antes do final do Verão.

MÁRIO SOARES: "UMA RECESSÃO QUE NÃO NOS DEIXA HORIZONTE DE ESPERANÇA"

Soares fala da decadência social do Ocidente profetizada por Oswald Spengler

Soares diz que é difícil imaginar que os responsáveis políticos europeus sejam tão incapazes, que se recusem a ver a realidade da situação. Num artigo publicado hoje na Visão, Mário Soares diz que a União Europeia, tal como os Estados Unidos, têm de compreender que estão sujeitos a um dilema muito sério: "ou mudam de paradigma económico, em que têm persistido, nestes últimos anos, ou a crise global os vai atirar para uma irreversível decadência". É que, alerta, "estamos a entrar numa recessão, que não nos deixa qualquer horizonte de esperança". Para que tal não aconteça, diz Soares, "têm que mudar radicalmente de política, fazendo avançar a União Europeia no sentido federal, com um governo económico, político e solidário, capaz de se impor na cena internacional". Quanto aos Estados Unidos, acrescenta, "é urgente que abandonem a economia virtual e o capitalismo de casino, impondo regras éticas aos mercados e às agências de 'rating', reduzindo-os à sua insignificância e acabando com os "paraísos fiscais". É uma questão de sobrevivência", defende. Para o antigo Presidente da República, "se assim acontecer, o Ocidente terá futuro; senão, verificar-se-à a decadência do Ocidente, como profetizou Oswald Spengler, no início do século passado". Já Sobre Portugal, o histórico socialista diz que "este novo Governo - com uma orientação neoliberal típica e ministros, mais ou menos, inspirados na escola de Chicago - parece ter poucas condições para subsistir muito tempo, porque a evolução da União Europeia vai necessariamente caminhar em sentido contrário". (in, Económico).

ZONA EURO DEVE "LARGAR" GRÉCIA E PORTUGAL PARA PODER SOBREVIVER

Portugal e Grécia, 2 exemplos de incompetência política e económica no seio da Europa

O professor de Economia na Universidade Harvard acredita que só abandonado a Zona Euro, os dois países conseguem recuperar competitividade e equilibrar o seu comércio internacional. Veja aqui o vídeo com a entrevista. Martin Feldstein acredita que seria vantajoso para Portugal e para a Grécia abandonarem a Zona Euro. "O problema dos dois países não tem tanto a ver com a dívida mas sim com a competitividade", afirmou o antigo conselheiro económico de Ronald Reagan numa entrevista concedida ao Project Syndicate no âmbito dos artigos de opinião que o economista escreve regularmente. O último pode ser consultado aqui. "Como é que estes dois países vão competir? Como é que vão conseguir equilibrar o seu comércio internacional?", questionou Feldstein, fazendo um paralelo com a situação que alguns países da América Latina viveram nos anos 80. "Alguns países entraram em incumprimento, as suas economias viveram um período de depressão mas, e este mas é muito importante, puderam desvalorizar a moeda e assim aumentar as exportações e diminuir as importações", sublinhou o economista, acrescentando que isto não é possível fazendo parte de uma unidade monetária. Nesta entrevista, exclusiva do Negócios para Portugal, Feldstein analisou ainda a situação da Grécia, afirmando que o último pacote de ajuda da União Europeu representa um "default" e que este não será o último. A Grécia vai voltar a entrar em incumprimento e de uma forma mais significativa.

32.000 FAMÍLIAS PORTUGUESAS DEIXARAM DE PAGAR CRÉDITOS ESTE ANO

a bancarrota das famílias será a bancarrota dos bancos a curto e médio prazo

O incumprimento dos portugueses está a disparar com o agravamento da crise económica e financeira. Só no primeiro semestre deste ano, 31 959 famílias deixaram de pagar as prestações do crédito à habitação e ao consumo, noticia o "i". Isto significa que, por dia, 176 famílias entraram em incumprimento, mais 29% que no primeiro semestre do ano passado - ou mais 40 famílias por dia, refere o jornal, citando dados do Banco de Portugal. No total, 660.762 famílias tinham prestações de crédito em atraso em Junho, ou seja, 14,3% do total de portugueses com empréstimos contraídos junto da banca (4,62 milhões de famílias) não conseguia honrar os seus compromissos, um agravamento face aos 13,8% do final de 2010.

FUSÃO ENTRE CARRIS E METRO PODE SER NEGÓCIO DE ALTO RISCO

para Silva Rodrigues fusão será mais um desastre do Estado nas suas políticas troikistas

"Este é um exercício de alto risco", começou por dizer: um gestor público, de uma empresa de transportes, após um aumento de 15% das tarifas. Mas José Silva Rodrigues aceitou vir à "Redacção Aberta" do Negócios. Hora e meia de pé, "hábito académico" deste também docente. "Já sabíamos que íamos chegar aqui", à ruptura financeira das empresas públicas de transporte, "só não sabíamos que seria num ambiente tão hostil". Sobre a empresa que gere, separa como trigo do joio: "A Carris tem uma autoridade moral que outras empresas não têm: estamos em reestruturação desde 2003". E por ali seguimos. (in, Jornal de Negócios).

MILHÕES MORRERÃO NA SOMÁLIA NAS PRÓXIMAS SEMANAS

milhões morrerão, um "final feliz" para os objectivos da NWO e dos neonazis do Apartheid

Sem fim à vista, a fome no Corno de África continua a fazer disparar os números negros da mortalidade infantil. De acordo com responsáveis das Nações Unidas, uma em cada dez crianças com menos de cinco anos morre a cada onze semanas, na Somália. Uma realidade agravada pelo difícil acesso das organizações humanitárias ao terreno. O representante especial das Nações Unidas para a Somália, Augustine Mahiga, alertou o Conselho de Segurança que a carestia ameaça já 3,7 milhões de somalis, quase metade de população: “Precisamos de cerca de mil milhões de dólares para a Somália, canalizados através do nosso processo de consolidação para evitar o consequente agravamento da situação. Até ao momento recebemos menos de 50 por cento do valor total.” Ao campo de refugiados de Dadaab, no Quénia, perto da fronteira com a Somália, chegam regularmente milhares de pessoas à procura de apoio. E a crise, alerta a subsecretária-geral para Assuntos Humanitários das Nações Unidas, ainda não atingiu o pico. A história repete-se. As imagens são em tudo semelhantes às que víamos no Biafra nos anos 70 e até nos campos de concentração nazi. Milhões morrerão para gáudio dos espíritos neonazis que governam este mundo actual. O IV Reich eleva-se em força dos túmulos dos neonazis que apoiaram e pensaram as atrocidades cometidas durante a II Guerra Mundial. Este é apenas a continuação do grande plano desses "deuses da guerra".

RECEIO DE BAIXA DE RATING DA FRANÇA FAZ BOLSAS CAIREM A PIQUE

Sarkozy interrompeu as suas férias para anunciar mais medidas de austeridade

Não passaram de rumores mas provocaram o pânico nas bolsas europeias. Os títulos do banco francês Société Générale fecharam o dia com uma queda de quase 15%, depois de um artigo do diário britânico Daily Mail ter dito que a instituição estava “à beira do desastre”. O jornal ainda desmentiu a notícia, mas um outro rumor obrigou o presidente francês a interromper as férias para se reunir com o Governo. Em causa, o receio de que a nota da dívida soberana de França perdesse a classificação de triplo A. As agências de notação acabaram por desmentir essa possibilidade. Para acalmar os mercados, os ministros franceses da Economia e do Orçamento têm agora 14 dias para apresentar uma série de medidas de austeridade para que se cumpra a redução do défice francês. Dominique Dequibt, gestor de fundos de investimento, explicou que “a perda de confiança traduz-se, em todo o mercado, através do actor mais sensível que é o sector bancário”. Note-se que os bancos gauleses estão altamente expostos à dívida grega.