MACÁRIO CORREIA EXCLUÍDO DE PROTOCOLO POR MINISTRO EM VISITA A HOSPITAL

Governo discrimina Macário pelos recentes comentários contra aumento do IVA e passes

O presidente da Câmara de Faro (PSD) falhou a visita do ministro Paulo Macedo ao Hospital local porque, segundo explicou, não foi informado ou convidado a participar, o que atribuiu ao "lapso ou inexperiência de alguém." Numa nota enviada hoje à comunicação social, Macário Correia explica que apenas por uma "informação puramente particular" soube que o ministro Paulo Macedo ia estar em Faro, não tendo sido informado pelas "vias oficiais e protocolares usuais" praticadas "há dezenas de anos, por vários Governos". Aquele governante fez hoje a sua primeira visita oficial ao Hospital Central de Faro, que cumpriu no âmbito de uma deslocação ao Algarve, onde visitou igualmente mais duas unidades de saúde. Ao hospital da capital algarvia deslocaram-se apenas os presidentes das autarquias de Loulé e Vila Real de Santo António. O autarca chama a atenção para o facto de os gabinetes dos membros do Governo e dos serviços regionais do Estado informarem "sempre" os presidentes das Câmaras Municipais "por razões éticas e protocolares." "É regra geral fazê-lo, no entanto, por algum lapso ou inexperiência de alguém tal não aconteceu", conclui Macário Correia.

POLÍCIA DE BERLIM IMPOTENTE ALICIA "BUFOS" COM 5.000€

carros incendiados afinal parecem ser já uma tradição anual em Berlim

As dezenas de carros incendiados durante esta semana em Berlim são um tema de grande preocupação para a chanceler alemã, Angela Merkel, principalmente num contexto de campanha eleitoral regional. Durante quatro noites, vários veículos de alta celindrada foram incendiados em diferentes bairros da capital alemã, sem motivo aparente. Distante ainda dos tumultos que ocorreram recentemente no Reino Unido ou em várias cidades francesas há alguns anos, os incidentes alemães preocupam profundamente a chanceler. Alguns jornais, como o Tagespiegel (centro-esquerda), que geralmente utiliza um tom comedido, afirmam haver "uma atmosfera surreal de guerra civil". A polícia de Berlim, que ofereceu 5.000 euros de recompensa para todas as pessoas que contribuírem com informações sobre os ataques, parece incapaz de deter os incêndios. "Entre o momento em que o incendiário ateia fogo com seu isqueiro ao pneu de um carro e o momento em que este pega fogo, passam-se pelo menos 15 minutos, tempo suficiente para que ele fuja", explica a chefe da polícia de Berlim, Margarete Koppers, ao jornal Berliner Zeitung.

Os movimentos de direita de Berlim pensam diferente e afirmam que usarão este tema durante a campanha para a eleição do governo regional de Berlim, no dia 18 de Setembro. Um membro do CDU, o presidente da Comissão Parlamentar do Interior, Wolfgang Bosbach, chegou a ligar o terrorismo à extrema-esquerda. "O terror da RAF começou com simples incêndios", disse ele ao canal de televisão N24 referindo-se à Facção do Exército Vermelho, autora dos atentados mortais nos anos 1970. Em 2010, 54 veículos foram incendiados em Berlim, enquanto foram registrados 221 em 2009. Para 2011, incluindo os incêndios desta semana, o total já é de 158. Tradicionalmente no país, carros são incendiados no dia 1º. de Maio durante confrontos entre militantes da extrema-esquerda e a polícia. Ao todo já foram queimados pelo menos 44 automóveis em Berlim desde o início da semana. Na noite de segunda-feira, tinham sido oito os carros indendiados, seguindo-se 15 na terça-feira e nove na quarta-feira. Na quinta-feira seguiram-se mais 12. Em 2009, 221 automóveis foram incendiados em Berlim. Em 2010, esse número caiu para 54.

POBREZA EM PORTUGAL: PROCURA DE REFEIÇÕES AUMENTOU 30% DESDE 2008

perdem a casa e todos os bens e passam a viver nas ruas sem dinheiro para comer

O número de pessoas que procura ajuda para comer aumentou 30 por cento em Portugal desde 2008, altura em que a situação económica piorou, disse à Lusa o vice-presidente do Centro de Apoio aos Sem-Abrigo (CASA). Apesar de os "tradicionais sem-abrigo, que dormem na rua", não terem aumentado, nota-se "um aumento grande nas famílias e pessoas carenciadas", avançou Nuno Jardim. "A maior parte são pessoas que estão sozinhas, perderam os empregos, têm dificuldades financeiras e vão pedir ajuda para tomar uma refeição", explicou, sublinhando que "o conceito de sem-abrigo, de acordo com o plano nacional, engloba essas situações". Admitindo ser muito difícil contabilizar os sem-abrigo, até porque "conseguir recolher informação é complicado, porque eles mudam muito de local", Nuno Jardim refere que, pela observação possível, o número de pessoas que pedem refeições "aumentou à volta dos 30 por cento" desde 2008. "Notamos esse aumento das dificuldades desde 2008", adiantou, acrescentando que "este ano têm aparecido mais pessoas, mas é já resultado dos outros anos". A região mais afectada é, segundo este responsável, o Algarve porque, "só por si, já é uma região pobre", sendo que o "distrito de Faro" foi o que registou um crescimento maior destas situações.

SONAE SOFRE QUEBRA DE LUCROS DE 15%

Paulo Azevedo, presidente da Sonae mostra-se, no entanto, confiante no grupo económico

O lucro da maior retalhista portuguesa recuou 15% nos primeiros seis meses do ano. A quebra na procura pesou nas contas. Apesar do crescimento das vendas no retalho alimentar, a Sonae informou em comunicado enviado à CMVM, que o lucro do primeiro semestre desceu 15% para 35 milhões de euros. A retalhista explica no documento que "apesar da fraca dinâmica económica do mercado ibérico e dos primeiros efeitos do recente anúncio de novas medidas de austeridade em Portugal, fortemente penalizadores das atitudes de consumo das famílias, o volume de negócios da Sonae no primeiro semestre aumentou cerca de 1% para 2.690 milhões de euros". No que respeita ao endividamento, a Sonae informa que chegou ao final do primeiro semestre com uma dívida de 2.979 milhões de euros, menos 242 milhões de euros em relação ao primeiro semestre do ano passado. Na bolsa as acções deste grupo continua em queda. Só na sessão de hoje as acções da Sonae desceram 0,94% para 0,526 euros.

CINCO BANCOS EUROPEUS DESPEDEM EM APENAS UM MÊS 40.000 FUNCIONÁRIOS

uma purga total de funcionários: só o banco HSBC despediu 30.000 num mês

O agravamento da crise europeia da dívida soberana está a castigar as receitas dos bancos que operam no espaço comunitário, a obrigar a um reforço dos seus rácios de capital e a congelar a actividade de fusões e aquisições. Uma das respostas do sector financeiro foi cortar no número de funcionários. Só no último mês cinco bancos europeus - UBS (3.500), HSBC (30.000), Barclays (3.000), Royal Bank of Scotland (2.000) e Credit Suisse (2.000) - anunciaram um total de mais de 40 mil despedimentos. A tensão também se faz sentir nas cotações em bolsa com o índice da Bloomberg que reúne 46 dos maiores bancos europeus a acumular perdas de 31% desde o arranque de 2011. Já em Portugal uma das respostas dos bancos tem sido emagrecer a rede de balcões. De acordo com dados da CMVM reunidos pela agência Lusa, os cinco maiores bancos portugueses - a CGD, o BCP, o BES, o BPI e o Santander Totta - encerraram 85 agências no território nacional entre Janeiro e Junho, ajustando as suas redes à actual conjuntura do sector bancário. (in, Económico).

IMPOSTO EUROPEU PARA RICOS NÃO ENTRA EM PORTUGAL

Joe Berardo, o 12º mais rico, foi o primeiro milionário a oferecer-se para pagar a crise

Os milionários franceses propõem imposto especial para sair da crise. Alguns dos portugueses mais ricos não respondem ao desafio. A lista das 25 famílias mais ricas de Portugal foi o ponto de partida para a pesquisa, mas praticamente nenhum dos nomes que constam da edição anual da revista Exame respondeu à questão sobre se devem ser os milionários a ajudar a pagar a crise, como propõem agora os detentores das maiores fortunas francesas. Alexandre Soares dos Santos, dono da Jerónimo Martins, Américo Amorim, que controla o grupo com o mesmo nome, Belmiro de Azevedo, proprietário da Sonae ou Vasco de Mello, presidente do Grupo Mello, só para enumerar os cinco primeiros, não responderam ao desafio lançado pelo Diário Económico, uns por não quererem outros por estarem incontactáveis. Foi preciso chegar ao 12º lugar do ‘ranking', onde está Joe Berardo, com uma fortuna avaliada em 542,1 milhões de euros para conseguir uma resposta: "Quem deve pagar mais é quem tem mais. Não se pode tirar a quem não tem ou tem pouco". Ainda assim, e apesar de se mostrar disponível para contribuir para a solução Berardo diz que isso "não resolve o problema".

PRESIDENTE DE ANGOLA O 6.º HOMEM MAIS PODEROSO NA ECONOMIA PORTUGUESA

Eduardo dos Santos, líder da oligarquia angolana há décadas, é poderoso em Portugal

Todos os caminhos do poder angolano vão dar ao Presidente. Discreto mas activo, a sua força política em Portugal cresce com o PSD, reforçando um poder económico especialmente visível através da Sonangol e da filha, Isabel dos Santos. É um poder crescente e cada vez mais sólido. Na economia portuguesa. E para as empresas portuguesas em Angola. A Bolsa de Valores de Luanda é um projecto antigo e inexistente. Mas se para lá fossem transferidas todas as empresas portuguesas com interesses em Angola, o PSI-20 passaria a PSI-10. Das grandes empresas portuguesas aos pequenos empresários, dos aventureiros aos desventurados, Angola passou a Plano A de Portugal. E José Eduardo dos Santos é a soma de todas as partes. O vértice de uma pirâmide onde assenta o poder angolano. Dentro e fora de portas. (in, Jornal de Negócios).

MIGUEL RELVAS EXTINGUE E FUNDE ORGANISMOS DE DESPORTO E JUVENTUDE

Miguel Relvas tem feito cortes a direito, sem impedimentos, no Orçamento de Estado

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi ontem ouvido na Comissão Parlamentar de Educação sobre a fusão e extinção de organismos do desporto e juventude, medida do Governo que representa uma poupança de 14 milhões de euros. O Executivo aprovou, no início de Agosto, a fusão do Instituto do Desporto de Portugal e do Instituto Português da Juventude, criando o Instituto Português do Desporto e da Juventude, além da dissolução da MOVIJOVEM e a extinção da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI). A decisão também mereceu críticas de associações do sector da juventude, como a Federação Nacional das Associações Juvenis e o Conselho Nacional da Juventude, bem como da Juventude Comunista Portuguesa. Também a Juventude Social-Democrata condenou a fusão dos Institutos do Desporto e da Juventude, reclamando que a opção não deve representar «uma subalternização da juventude face ao desporto» e não traduza a «redução de investimento nas políticas de juventude», mas apenas uma diminuição «nos custos de estrutura deste novo instituto». Segundo o secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Marques Mestre, a fusão e extinção de organismos por si tutelados e a criação de um único Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPJD) vai representar uma poupança de 14 milhões de euros. A criação do novo instituto permitirá ainda a redução de 112 para cerca de 43 cargos dirigentes e poderá levar a despedimentos, admitiu o Governo, aquando da aprovação da medida pelo Conselho de Ministros.

TESTES A CADÁVER DE AMY WINEHOUSE REVELAM AUSÊNCIA DE DROGAS E QUÍMICOS

afinal por que foi noticiado na altura que a causa da morte era overdose?

Amy Winehouse não usou drogas antes de morrer. A constatação vem dos resultados dos testes toxicológicos a que foram submetidos o cadáver da cantora. De acordo com um representante da família, os exames detectaram apenas a presença de álcool no corpo dela, mas não conseguiram identificar se a bebida foi decisiva para sua morte. A causa do falecimento de Amy segue indefinida até outubro, quando deve terminar o inquérito e as investigações da polícia. A cantora foi encontrada morta na sua casa, em Londres, no dia 23 de julho. “A família gostaria de agradecer a polícia e ao médico legista por continuarem as investigações e nos manterem informados sobre o processo”, disse o representante, de acordo com o jornal “Telegraph”. Dias depois da morte da cantora, jornais britânicos afirmaram que Amy teria comprado drogas na noite do dia 22 de julho. Já a família afirmou que Amy teria morrido na sequência de uma abstinência de álcool, já que tinha parado de beber três semanas antes de morrer.

NATO FINANCIA REBELDES PROMETENDO 144 TONELADAS DE OURO LÍBIO COMO PRÉMIO

o novo Império Romano da NATO distribui troféus de guerra como há 2.000 anos

Já sem regras o exército da NATO utiliza-se de todos os meios para atingir os seus fins. Tal como o exército romano prometia troféus a exércitos rebeldes, a NATO prometeu 144 toneladas de ouro dos cofres do banco central líbio em troca do derrube do governo de Kadafi. Técnicas sujas ao serviço da UE e pagas pelos contribuintes europeus, sem estes terem sido sequer consultados. Depois de colocarem armamento pesado nas mãos dos rebeldes, a NATO e os EUA brincam à guerra numa região do globo que é geograficamente um barril de pólvora para a Europa, não para os EUA. Ao que parece antes do conflito "rebentar" foram transportadas 366 toneladas para a Venezuela, "paraíso" de ditadores de todo o mundo. Talvez também por isso o grupo "Anonymous" esteja a preparar um ataque cibernético à Venezuela. É que alguns dizem que este grupo Anonymous é uma tropa de elite informática da CIA ao serviço dos seus interesses mais secretos, a nova elite das operações especiais dos EUA.

WALL STREET JOURNAL: "PORTUGAL É UM PARAÍSO NA REACÇÃO À AUSTERIDADE"

face à destruição de condições sociais, os EUA acham estranho portugueses não reagirem

O WSJ lembra os protestos na Grécia e Espanha para escrever que Portugal é, até agora, um "paraíso" na reacção à austeridade. "Comparativamente a outros países da zona euro que foram apanhados pela crise da dívida, a reacção em Portugal tem sido um paraíso. Já na Grécia os protestos foram violentos e em Espanha milhares de pessoas foram para as ruas exigir uma mudança política", pode ler-se na edição de hoje do The Wall Street Journal (WSJ). Mas a situação está prestes a mudar porque à medida que os portugueses se vêem confrontados com novas medidas de contenção e cortes orçamentais por parte do Governo, agudiza-se a possibilidade de distúrbios sociais, descreve o WSJ, acrescentando que os sindicatos já estão a arregaçar as mangas. Citando declarações de uma dirigente da CGTP, que também falou ao Diário Económico, o jornal avança que Portugal deverá ser palco de uma greve geral a 1 de Outubro. No mesmo texto, o WSJ lembra que, desde que Passos Coelho assumiu funções, em Julho, o Executivo de direita já anunciou um aumento acentuado nas taxas de transportes públicos e impôs ainda um imposto especial sobre os rendimentos para 2011. E "as dificuldades vão apertar mais ainda, com cortes na despesa pública, com os impostos a aumentar ainda mais para equilibrar um corte nas contribuições das empresas para a segurança social e com as mudanças na lei do trabalho que incluem menos direitos para os trabalhadores demitidos", retrata o WSJ, que também escreve que "Portugal não tem outra hipótese senão tomar medidas duras" e que "os portugueses vão sofrer muito, particularmente no próximo ano". (in, Económico).

CGTP PREPARA GREVE GERAL E MANIFESTAÇÃO PARA OUTUBRO

greve contra o troikismo do novo Governo que ataca os mais pobres e classe média

A central está a preparar uma manifestação nacional, a realizar em Lisboa e no Porto, e não afasta a possibilidade de avançar com uma greve geral, avança o Diário Económico. Segundo a mesma fonte, também a UGT avisa que está disponível para a contestação, nomeadamente para protestos conjuntos com a intersindical de Carvalho da Silva. As duas formas de luta - manifestação e greve - estiveram ontem a ser discutidas na reunião da comissão executiva da CGTP, mas a data para a manifestação nacional só ficará fechada na próxima segunda-feira, disse ao Diário Económico a dirigente da intersindical, Maria do Carmo Tavares. O próximo dia 1 de Outubro é a data avançada na reunião de ontem. "O que está em cima da mesa é uma acção nacional, em Lisboa e no Porto, e a data que está a ser discutida é 1 de Outubro, mas ainda não está fechada", revelou a dirigente sindical. Maria do Carmo Tavares adiantou ainda que "nenhuma luta está fora de questão, incluindo a greve geral".

GREVE DE JOGADORES DE FUTEBOL ESPANHÓIS PÕE EM CAUSA JORNADA DE FUTEBOL

a crise chegou ao futebol espanhol da pior maneira e está para ficar

O acordo entre a Associação de Futebolistas Espanhóis (AFE) e a Liga Espanhola de Futebol está longe de se tornar uma realidade, pelo que a greve dos jogadores deverá prolongar-se por tempo indeterminado. Para ajudar a compreender aquilo que motiva os futebolistas, a euronews falou com Jesús Díaz Peramos, vice-presidente da AFE que declarou: «O contrato coletivo engloba vários assuntos que negociámos com a Liga Espanhola nos últimos meses. A Liga decidiu aprovar unilateralmente, na sua assembleia, apenas um assunto, o fundo de garantia, que é uma peça angular do contrato. Este fundo é essencial, mas para desconvocar a greve é preciso também saldar a dívida que os clubes têm para cerca de duzentos jogadores, incluindo salários da temporada passada e até da anterior. Os jogadores só querem que os seus contratos sejam respeitados. Nos últimos anos já têm vindo a baixar os salários, ou a concordar com uma redução salarial considerável caso o seu clube seja despromovido. Os futebolistas estão a adaptar-se a esta difícil situação económica mas a maioria dos clubes não, não vivem em função das suas receitas e o problema está aí. Enquanto não existir um acordo colectivo que garanta as nossas exigências mínimas, a competição não irá começar. Não podemos dizer uma, duas ou três semanas. Estamos de acordo e voltar a competir apenas quando estiverem reunidas um mínimo de condições, que permitam uma competição justa entre os clubes. Há clubes que se queixam uns dos outros porque não pagaram transferências acordadas… o problema não são só as dívidas para os jogadores.»

POLÍCIAS FICAM SEM BASES DE DADOS DE CRIMINOSOS

sem sistema informático polícias regressam às velhas multas de papel passado...

As falhas e a lentidão na rede informática que serve as polícias têm sido recorrentes. O 'apagão' de ontem vai juntar-se às queixas sobre a Rede Nacional de Segurança Interna que já chegaram ao ministro Miguel Macedo. Uma avaria grave num comutador central da Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), o sistema de comunicações exclusivo das forças e serviços de segurança do ministério da Administração Interna, impediu ontem que muitos operacionais da GNR e da PSP tivessem acesso, durante quase sete horas - entre as 10 e as 17 horas - às bases de dados de informações policiais, ao cadastro dos condutores, aos seus e-mails e à internet. A situação foi mais grave na GNR, onde durante praticamente todo o dia não houve rede informática em Lisboa. Para aceder às bases de dados só directamente no departamento de informações da guarda. O DN confirmou também que houve falhas no sistema nas instalações do Sistema de Segurança Interna, de onde é feita a coordenação de todas as polícias. A RNSI foi criada pelo anterior executivo e já custou quase 30 milhões de euros. Além das falhas, como as de ontem, há também queixas da lentidão do sistema. Miguel Macedo pretende reavaliar o projecto. (in, Diário de Notícias).

CIBERATIVISTAS "ANONYMOUS" ANUNCIAM ATAQUES INFORMÁTICOS NA VENEZUELA

com a imagem e estratégia do filme "V de Vendetta", os ataques destinam-se a ditadores

O grupo de ciberativistas conhecido como Anonymous divulgou um vídeo no Youtube em que anuncia o início de uma "guerra cibernética" na Venezuela e várias acções em prol da liberdade: http://www.youtube.com/watch?v=uLf6EH3LvYo&feature=player_embedded. "Olá mundo, especialmente ao povo venezuelano, somos Anonymous, esta mensagem é dirigida aos habitantes da Venezuela e aos demais membros de Anonymous a nível mundial para dar a conhecer que estamos presentes na Venezuela", começa por explicar. No vídeo surge um indivíduo com a tradicional máscara de Guy Fawkes que se dirige ao Governo do presidente Hugo Chávez e aos venezuelanos e anuncia que "a guerra cibernética acaba de começar, só é a calma antes da tempestade". Sem deixar claro quando iniciará a primeira actividade na Venezuela, o vídeo explica que "o conhecimento é livre e todo aquele que tente monopolizá-lo estará a atacar os nossos direitos". Por outro lado, anuncia o início da "operação tempestade de papel", apelando aos venezuelanos para imprimirem e colarem panfletos com os ideais do grupo.

PEQUENOS E MÉDIOS COMERCIANTES DESISTEM DE TERMINAIS MULTIBANCO

Portugal começa a perder conforto tecnológico regressando ao primitivismo dos anos 70

Encerramentos e abandono do pagamento electrónico levam a redução de terminais neste sector. O "Jornal de Negócios" escreve que a crise tem obrigado os pequenos comerciantes a cortar em todos os custos possíveis. E nos últimos meses, a Unicre tem verificado uma redução do número de terminais de pagamento, denominados POS. É o pequeno comércio - lojas de menor dimensão, cabeleireiros de bairro, restaurantes ou quiosques - ques estão a desistir do pagamento com cartão de crédito ou débito (Multibanco). A Unicre, empresa que gere a maior infra-estrutura de aceitação de cartões de crédito justifica esta quebra com o encerramento de alguns estabelecimentos comerciais, bem como o abandono destes meios de pagamento. Evitar um maior controlo da facturação por parte da administração fiscal pode ser outro dos motivos para o pequeno comércio desistir do pagamento com cartão, apesar de ninguém o admitir.

GOVERNO QUER SUSPENDER CONCESSÕES DE ESTRADAS EM CONSTRUÇÃO

estradas em construção não se justificam nas zonas interiores por existirem alternativas

O governo tem em curso uma profunda reavaliação da dimensão e dos custos com as concessões rodoviárias adjudicadas pelo executivo de José Sócrates. Estas representam um investimento de cerca de 3,5 mil milhões de euros em construção. A primeira prioridade é a suspensão de troços que ainda não estão construídos ou em construção, sempre que for possível e não se ponha em causa a viabilidade dos troços já construídos. O segundo alvo são os troços que não têm portagem ou perfil de auto-estrada. E, por fim, está a ser estudada a redução drástica das concessões na área de conservação e manutenção. A intenção de suspender alguns troços da concessão Baixo Tejo, noticiada ontem pelo "Jornal de Negócios", é o primeiro passo de um processo que pretende reduzir a factura do Estado nas sete concessões rodoviárias. A reavaliação de todos os troços por construir deverá ainda determinar que o Estado não invoque o interesse público para contestar providências cautelares que suspendam obras. Este é o argumento jurídico mais forte para contrariar a suspensão de obras por ordem do tribunal. A medida permitirá poupar 270 milhões de euros ao longo de 30 anos e será estendida a investimentos de outras concessões.

MINIST. PÚBLICO ACUSA GESTORES DA GEBALIS DE GASTAREM MILHARES EM REFEIÇÕES

gestores e administradores de empresas públicas que vivem como "reizinhos"

O Ministério Público acusou gestores da Gebalis, ligada a Câmara Municipal de Lisboa, revelando gastos inadmissíveis em comeres e beberes, de milhares e milhares de euros à custa dos cidadãos, avança o advogado José Maria Martins num artigo publicado no seu blogue (http://jose-maria-martins.blogspot.com/2011/08/tipos-da-gebalis-enfartam-se-grande-e.html). No artigo vem a lista de restaurantes de luxo frequentados por esta elite da Empresa Pública da Gestão dos Bairros Municipais de Lisboa (Gebalis) e dos jantares e almoços de centenas e milhares de euros pagos com 8 cartões de crédito fornecidos pelo Estado. O artigo revela: «Os ex-administradores da GEBALIS (empresa municipal da CM Lisboa) Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal. O limite de crédito atribuído àqueles ex-gestores oscilou entre cinco mil euros e dez mil euros por mês. O despacho de acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, diz que, 'no início do mandato, a cada um dos arguidos foram fornecidos cartões de crédito', apesar de haver 'uma omissão legal e dos próprios Estatutos da Gebalis [sobre essa regalia]', segundo o relatório da Polícia Judiciária. A Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, foram dados, segundo o despacho de acusação, três cartões de crédito: um do BES com limite de 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Mário Peças, ex-vogal da empresa, teve também três cartões de crédito: um do BES com 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Já Clara Costa contou com um cartão de crédito do BES com um limite de crédito de 7500 euros e outro do Millennium bcp com cinco mil euros. À excepção do cartão de crédito do BPI atribuído a Mário Peças, todos os cartões tiveram vários números e diferentes datas. 'Com os respectivos cartões de crédito em seu poder, cada um dos arguidos decidiu que os utilizaria para pagamento das despesas relativas a refeições suas e com amigos e outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer, ainda, no decurso de viagens ao estrangeiro', precisa o despacho de acusação do Ministério Público. Clara Costa manifestou a sua 'total inocência'.»

MEGABURLA DA MEGAFINANCE: PRESO O HOMEM QUE ÍA COMPRAR A TVI

mega burla da Megafinance, num pequeno país com mega corrupção

O consultor da firma de capital de risco Megafinance, Pedro Xavier Pereira, está em prisão preventiva, suspeito de burla. Xavier Pereira foi ouvido pelo Tribunal de Instrução Criminal tendo saído com a medida de coacção mais pesada, por decisão do juiz Carlos Alexandre. Estão em causa indícios da prática de crimes de burla. Quanto ao outro arguido do processo, o presidente da empresa, Luis Valente, saiu em liberdade mas vai ter de apresentar-se periodicamente na esquadra da polícia da sua área de residência. Xavier Pereira (ou Cohen Pereira, como prefere ser chamado, talvez à procura do perfil sacerdotal que o apelido judaico evoca) tem no currículo uma relação atribulada com a lei. Enquanto representante português da empresa espanhola de capital de risco LP Brothers Venture Capital, foi detido em Outubro de 2005 em Espanha, na sequência de um mandado de captura internacional emitido pelo Ministério Público de Coimbra. Em Julho passado, o Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa confirmou as coimas aplicadas pela CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários à LP Brothers e a Pedro Xavier Pereira, no caso da suposta OPA sobre a Media Capital (proprietária da TVI), operação que acabou por nunca acontecer. O regulador decidiu em Agosto de 2009 aplicar duas coimas, no valor de 100 mil euros à LP Brothers e de 50 mil euros a José Xavier Pereira. Na base do processo de contra-ordenação estava a acusação de violação do dever de qualidade da informação - falsidade, falta de clareza e completude. Estava em causa "informação divulgada ao público relativa ao lançamento de uma OPA pela LP Brothers à Media Capital e informação referente à detenção de mais de 5 por cento das acções da Media Capital pela LP Brothers e por Pedro Xavier Pereira", não tendo havido "qualquer intenção séria de a LP Brothers lançar uma OPA" sobre a empresa de media.

Pedro Xavier Pereira e a LP Brothers estiveram alegadamente envolvidos em três negócios publicitados em 2005. Em Abril, fora noticiado que a LP Brothers informava ter sido contactada pela Lusófona para a aquisição da Universidade Portucalense, um negócio desmentido à Lusa pela Universidade Lusófona. Em Junho, Pedro Xavier Pereira apresentou--se como consultor no negócio de compra, pela TAP, de 20 por cento da brasileira Varig, mas a transportadora aérea portuguesa veio negar qualquer papel de Xavier Pereira no processo. A LP Brothers anunciou também a proposta de compra dos jornais "A Capital" e "O Comércio do Porto", informação igualmente desmentida pela Prensa Ibérica, empresa proprietária destes títulos. Recentemente, Xavier Pereira anunciava no seu blogue o próximo grande negócio da Megafinance. A empresa a que assiste como consultor entregou aos grupos Auchan e Danone, dois dos principais credores da cadeia de supermercados AC Santos, uma proposta de reestruturação desta cadeia de supermercados. Um documento que, segundo declarações ao Público de Eusébio Gouveia, administrador de insolvência, se resumia "a banalidades económicas, sem transposição da realidade da insolvente".
(in, Jornal i).

GOVERNO FAZ "LIMPEZA" NAS EMPRESAS PÚBLICAS DO SECTOR IMOBILIÁRIO

projectos megalómanos da Frente Ribeirinha desmantelados por Miguel Relvas

O emagrecimento do sector empresarial do Estado, um dos objectivos do programa do governo, começa no imobiliário, uma das actividades mais afectadas pela crise. Ainda antes de concluir o levantamento sobre a viabilidade económica de todos os organismos e empresas públicas, o executivo já manifestou a intenção de suspender ou desmantelar três empresas na área da requalificação urbana. A primeira “vítima” foi a Frente Tejo, empresa criada em 2008 para promover a requalificação da zona ribeirinha de Lisboa e que é tutela do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Na sexta-feira, foi a vez de a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território assinar a “sentença de morte” de mais duas empresas nesta área. Assunção Cristas suspendeu o projecto Arco Ribeirinho Sul, por o considerar “demasiado ambicioso” para as condições actuais. O fim deste projecto pressupõe a extinção da empresa pública com o mesmo nome criada em 2009 e que é presidida pelo socialista Fonseca Ferreira que durante anos liderou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT). Mas o maior impacto virá da intenção de acabar com a Parque Expo, a empresa imobiliária criada para desenvolver a Expo 98 e que sobreviveu 13 anos ao fim da exposição internacional de Lisboa.
O Estado mantém ainda a presença em seis empresas do projecto Polis para a requalificação urbana de várias regiões e cidades do país. Mas, indirectamente, é accionista da que provavelmente será uma das mais importantes empresas imobiliárias de Portugal, pelo menos ao nível do património detido, a Estamo, do grupo Parpública.