ANTÓNIO COSTA QUER QUE LISBOETAS PAGUEM PORTAGENS NO IC19 E IC2

políticos ávidos de receitas face à crise, continuam a sobrecarregar a classe média

A Câmara Municipal de Lisboa aguarda a marcação de uma audiência com o secretário de estado dos transportes para discutir este tema. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) quer portagens no IC19 e no IC2. A autarquia quer cobrar taxas a todos os carros que entram na capital para financiar os transportes públicos, avança a TVI24. A CML começou a estudar com o anterior Governo a criação de uma empresa pública única, que junte a Carris e o Metro à empresa de estacionamento público de lisboa, que é uma fonte de receitas. Para que não acumule prejuízos, essa nova empresa seria financiada com a introdução de portagens em todas as vias de entrada na cidade, o que hoje não acontece. O objectivo é pôr os automóveis a contribuir para o financiamento dos transportes colectivos, passando todos a pagar o que pagam os utentes da Ponte Vasco da Gama. "No IC 19 e no IC 2 era perfeitamente possível introduzir portagens", defende Nunes da Silva, vereador da mobilidade da Câmara de Lisboa, em entrevista à TVI. "O que era fundamental era que todas as portagens na primeira coroa de acesso à cidade de Lisboa tivessem o mesmo valor e tivessem o valor mais alto que está hoje a ser praticado", explica o mesmo responsável, acrescentando que "o diferencial entre o valor que está contratualizado com as concessionárias e esse valor mais alto ia para um fundo de apoio aos transportes colectivos".

REBELO DE SOUSA: "AUMENTO DO IVA É UMA «PANTUFADA» NA CLASSE MÉDIA"

o apoiante de Passos, saiu em defesa da classe média já sufocada com taxas e impostos

Depois do murro no estômago das agências de rating a Portugal, do "estaladão" de 25% de aumento nos passes sociais, agora o aumento do IVA no gás e na electricidade é uma “pantufada na classe média”, diz Marcelo Rebelo de Sousa. No seu habitual comentário na TVI, o professor Marcelo comentou as mais recentes medidas anunciadas pelo Governo. Em causa o aumento do IVA, mas também a transferência do fundo de pensões dos bancários para a Segurança Social. "Acabou por ter que se aumentar o IVA antecipadamente a partir de Outubro com reflexo no gás e na electricidade. É evidente que isto é uma pantufada monumental na classe média. É evidente que o Governo vai acautelar as classes mais pobres com tarifas sociais, mas na classe média é uma coisa brutal", disse. O comentador político diz, por outro lado, que o Governo recorreu a "uma velha fórmula": os fundos de pensões. Recorde-se que o Governo decidiu antecipar, já para Outubro, o aumento da luz e do gás natural com a passagem do IVA de 6 para 23%, bem como o congelamento das progressões de carreira nos Ministérios da Defesa e da Administração Interna.

GOVERNO PODE ESTAR A PREPARAR EM SEGREDO A NACIONALIZAÇÃO DA BANCA

prejuízos a médio prazo para o Estado revelam nacionalizações da banca no horizonte

"Não é uma decisão óptima", reconheceu o representante da Comissão Europeia na troika, mas garante sustentabilidade orçamental. Foi Jürgen Kröger e não o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, quem revelou na sexta-feira feira passada a intenção do governo transferir os fundos de pensões dos bancos privados para a Segurança Social. Esta será uma operação faseada que terá como principal objectivo assegurar receita extraordinária para cobrir derrapagens orçamentais. Será uma transacção similar à realizada com a Portugal Telecom e que permitiu baixar o défice público no ano passado. Em 2011, a transferência destes fundos visa tapar "um buraco" de cerca de 600 milhões de euros nas contas públicas, originado por despesas na região autónoma da Madeira e por mais encargos públicos com a venda do Banco Português de Negócios. Mas esta operação suscita muitas dúvidas ao Bloco de Esquerda que vai entregar esta semana um requerimento para que sejam entregues no Parlamento, "documentos e estudos" que suportem esta decisão. Por um lado, só os fundos controlados pelos quatro maiores bancos privados - BCP, BES, Totta e BPI - tinham no final de 2010 um património avaliado em 11 mil milhões de euros. Por outro lado, os activos estão muito expostos ao mercado de capitais e a banca tem sido obrigada a cobrir insuficiências no valor dos fundos face às responsabilidades assumidas. E se estes instrumentos passam para a Segurança Social, caberá ao Estado assumir a factura. Os trabalhadores bancários passaram a contribuir para a Segurança Social este ano, mas as responsabilidades passadas continuam na banca. Aliás, recorda a deputada do BE, Cecília Honório, a entrega destes fundos ao Estado era uma reivindicação antiga da banca que não foi aceite por governos anteriores.

GEORGE SOROS PEDE PARA GRÉCIA E PORTUGAL SAIREM DA UE DE FORMA "ORDEIRA"

Soros pensa que estar a pedir sacrifícios tão grandes a povos tão pobres é desumano

Depois de Martin Feldstein, professor de economia da Universidade de Harvard ter emitido a mesma opinião (publicada recentemente neste blogue), agora chegou a vez do ilustre George Soros. A solução encontrada pelos países da zona euro para o problema grego é tão má que a melhor coisa a fazer neste momento seria a Grécia abandonar a zona euro de forma "ordeira". A posição é assumida pelo investidor norte-americano George Soros que, numa entrevista à revista alemã Der Spiegel, sugere que Portugal siga o mesmo caminho, embora não avance com razões para o caso nacional. Para George Soros, a União Europeia e o euro sobreviveriam a uma saída de Portugal e Grécia se esta fosse controlada. Já um cenário de incumprimento ou de abandono do euro de forma descontrolada iria "precipitar uma crise bancária comparável à que provocou a Grande Depressão", mesmo que a saída do euro se limitasse a uma pequena economia como a Grécia. George Soros, este americano de origem húngara, que muitos apelidam de especulador, na década de 90 travou e ganhou uma guerra contra as autoridades monetárias do Reino Unido, antecipando uma desvalorização da libra que teve de sair do sistema monetário europeu que antecedeu a criação do euro. Ora a recusa alemã em avançar numa maior integração financeira da zona euro é o problema. Para George Soros, a crise do euro tem origem na decisão de Angela Merkel de que a resposta aos efeitos da falência do Lehman Brothers, em 2008, deveria ser nacional e não europeia. Por isso, defende, "só a Alemanha pode reverter a dinâmica de desintegração da Europa". Para Soros as soluções saídas da cimeira extraordinária de 21 de Julho limitam-se a "comprar tempo". O reforço do fundo europeu de resgate, pedido por vários países - e pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso - mas ainda recusado pela Alemanha, será o próximo passo, defende Soros. Mas pode já não chegar a tempo de evitar o contágio à França.

PASSOS COELHO COMPROMETE FUTURO DA COLIGAÇÃO COM PAULO PORTAS

Passos Coelho provoca a coligação com Paulo Portas até ao limite...

Passos Coelho convidou Santana Lopes para presidir à Santa Casa da Misericórdia sem ter previamente consultado o seu parceiro de coligação. Tanto Paulo Portas como o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, foram apanhados de surpresa com a escolha do ex-primeiro-ministro para provedor da Santa Casa. Como se pode ler nos estatutos da própria Santa Casa, a tutela da instituição "é exercida pelo membro do Governo que superintende a área da segurança social e abrange, além dos poderes especialmente previstos nos Estatutos, a definição das orientações gerais de gestão, a fiscalização da actividade da Misericórdia de Lisboa e a sua coordenação com os organismos do Estado ou dele dependentes". O facto de o ministro Pedro Mota Soares não ter sido "tido nem achado" no convite feito a Pedro Santana Lopes evidencia como o PSD está empenhado em não consultar o seu parceiro de coligação para quase nada. Mas além da escolha de Santana Lopes ter sido feita à margem do ministro da tutela, Pedro Passos Coelho decidiu dar um poder imenso ao ex-ministro das Finanças Braga de Macedo, que vai presidir ao novo instituto que resultará da fusão entre a Agência Portuguesa de Investimento (AICEP) e o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e Inovação). Tendo em conta que Paulo Portas e Braga de Macedo não se falam, por causa de um velho processo quando Portas era director do semanário "O Independente", a relação tem tudo para ser explosiva. Na origem da desavença está o famoso caso Monte dos Frades, em que o ex-ministro das Finanças era acusado pelo jornal de ter recorrido a um subsídio para jovem agricultor. Braga de Macedo colocou Portas em tribunal e ganhou.

Tudo começou com a nega de Passos Coelho a uma coligação pré-eleitoral. Paulo Portas mostrou-se disponível para uma união antes das eleições, mas o líder do PSD apenas lhe garantiu que o levaria para o governo, com ou sem maioria absoluta. Depois da coligação, Portas quis ministérios importantes. Passos fez-lhe, à primeira vista, o gosto. Deu-lhe os Negócios Estrangeiros, o superministério da Agricultura e Ambiente e ainda a Solidariedade Social. Mas logo de seguida, retirou-lhes importância e colocou peões do PSD na sombra dos ministros do CDS. Paulo Portas fica, mês e meio depois de entrar no governo, sem a diplomacia económica. Depois, Pedro Mota Soares resume-se a ministro da Solidariedade Social, sem o peso do dossiê do Trabalho e das contribuições da Segurança Social. Ao CDS restou apenas, sem grandes mexidas, o superministério que junta a Agricultura - tema querido dos centristas - o Ambiente e o Mar - uma ideia (quase) imposta pelo Presidente da República. Além do esvaziamento dos ministérios sob tutela dos centristas, Passos não deu a Portas o cargo de vice-primeiro-ministro. Nem tão pouco o transformou no primeiro ministro de Estado. Em caso de ausência do primeiro-ministro, diz a orgânica do governo, é Vítor Gaspar, ministro de Estado e das Finanças, a assumir o papel de líder do governo. Uma regra que já acontecia no executivo de Sócrates, mas Passos não alterou a norma para satisfazer o parceiro de governo. Como cereja no topo do bolo das intenções do PSD em relação ao CDS, Passos Coelho deixou Paulo Portas de fora do Conselho de Estado. O líder do CDS já tinha feito parte do órgão consultivo do Presidente da República aquando das anteriores coligações PSD/CDS, mas desta vez fica à porta do Palácio de Belém. O líder do PSD preteriu Portas para o lugar e colocou na lista três ex-líderes do PSD, Luís Filipe Menezes, Marques Mendes e Francisco Pinto Balsemão. (in, Jornal i).

MINISTRO DAS FINANÇAS ALEMÃO CONTRA FINANCIAMENTO DE PAÍSES EM CRISE DA UE

incompetência política dos países em crise não será paga pela Alemanha e BCE

O ministro das Finanças da Alemanha manifestou-se contra as ajudas ilimitadas aos países da zona euro afectados pela crise. "Não haverá uma divisão de dívidas nem um apoio ilimitado. Existem certos mecanismos de apoio que desenvolverem nos sob condições estritas", disse Schäuble em declarações a publicar na edição da revista "Der Spiegel" na edição da próxima semana. Schäuble refuta a fórmula de criar títulos de dívida comum europeia, os chamados eurobondse acrescenta que os eurobonds não são desejáveis "a menos que cada país desenvolva a sua própria política de finanças" e enquanto for necessário 2diferentes taxas de juro para que haja incentivo e mecanismos de sanção para forçar consolidação". "Não haverá uma salvação a qualquer custo", disse Schäuble. Entretanto, na Alemanha aumentam as críticas à decisão do Banco Centrak Europeu (BCE) de comprar títulos de dívida soberana dos países afectados pela crise.

EX-CÔNSUL DE PORTUGAL NO BRASIL PRESO PREVENTIVAMENTE POR CORRUPÇÃO

crime de burla e de coação de testemunhas levaram mais um "Nobre" à prisão

A justiça brasileira decretou a prisão preventiva do antigo vice-cônsul de Portugal Adelino Nobre Pinto por suspeita do crime de estelionato, similar ao de burla em Portugal, e de coacção de testemunhas. Segundo a edição online da Folha de S. Paulo, a polícia vai comunicar à Interpol a ordem de prisão contra o antigo diplomata, cujo paradeiro é, para já, desconhecido. Adelino Nobre Pinto é acusado pela arquidiocese de Porto Alegre, no Sul do Brasil, de fraude. Como o PÚBLICO avançou esta semana, em causa está pouco mais de um milhão de euros que a arquidiocese entregou ao ex-vice-cônsul para servir de caução a um donativo de 5,2 milhões de uma organização não-governamental belga, que teria relações com o Governo português e iria patrocinar parcialmente a recuperação de duas igrejas de origem portuguesa naquela região brasileira. O advogado da arquidiocese, Luciano Feldens, avançou que Nobre Pinto, "agindo como representante do Estado português, assinou uma escritura pública, onde se comprometeu a não mexer nos valores depositados. Mas, passados uns dias, enviou grande parte da verba para uma conta pessoal em Portugal".

CONDOMÍNIO ALCÂNTARA RESIDENCE APROPRIOU-SE DE 12.310 M2 DE ESPAÇO PÚBLICO

cedência à CML de 12.310 m2 não passou de bluff, enquanto João Soares era presidente

As oliveiras abundam, são das antigas e frondosas, e o povo de Alcântara já lhes chamou suas. Foi ali por 1975, quando a revolução entrou pela enorme tapada da família Melo, entre a rua dos Lusíadas e a Primeiro de Maio, mesmo por baixo do tabuleiro da ponte 25 de Abril. Actualmente os mais de dois hectares da propriedade onde o grupo Temple e o fundo de investimento GEF, do empresário Vasco Pereira Coutinho, construíram, entre 1999 e 2001, o condomínio de luxo Alcântara Residence, estão separados do público por uma cancela vigiada, apesar de conter arruamentos públicos. Com uma única entrada através da arcada existente sob o número 120 da Rua Luís de Camões, o espaço da antiga tapada, completamente cercado pelos edifícios das ruas limítrofes, foi dividido em 18 lotes e tem agora outros tantos prédios com mais de uma centena de casas. "Isto é uma vergonha, as ruas são todas da câmara, mas só quem lá mora é que pode entrar", critica um vizinho que já ouviu quem sabe mais do que ele sobre o caso.
"As fracções foram publicitadas e vendidas como um condomínio fechado e essa é que é a génese do problema", diz Miguel Sá Monteiro, um dos administradores do condomínio que gere a urbanização e que não nega a natureza pública dos espaços interiores. O site da Temple, porém, ainda apresenta o Alcântara Residence como um "condomínio residencial fechado". Sá Monteiro não hesita: "Fomos enganados." Por isso mesmo, acrescenta, há muitos processos a correr contra os promotores nos tribunais. Quanto ao essencial, garante, "a solução do problema já foi negociada com o vice-presidente da Câmara [arquitecto Manuel Salgado] e está prestes a ser formalizada". Mas, afinal qual é o problema? A resposta está no alvará de loteamento emitido em 1997 pela Câmara de Lisboa, ao tempo em que João Soares era seu presidente. Entre as condições estabelecidas para autorizar a construção dos edifícios estava a cedência pelo promotor à autarquia, obrigatória por lei, de um total de "12.310 m2, destinados a infra-estruturas, estacionamento e espaços verdes", que foram integrados no domínio público municipal por escritura notarial. Como resulta inequivocamente da lei, tais espaços "não são susceptíveis de qualquer apropriação particular" e a limitação do acesso dos cidadãos em geral aos mesmos é proibida. Acresce que o alvará diz também que foi "garantida a passagem pública a peões e veículos à superfície". Manuel Salgado e Sá Fernandes (responsável pelo espaço público), também contactados pela imprensa, nada quiseram comentar. (in, Jornal Público).

A CRISE MUNDIAL ENTROU NUMA NOVA FASE MUITO MAIS PERIGOSA

para Zoellick a China prepara-se para tirar partido político e económico desta megacrise

A economia mundial entrou numa "fase nova e perigosa" e os países da zona do euro têm de reagir rapidamente, alertou, este sábado, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. "Estamos no início de uma tempestade nova e diferente, esta não é a mesma crise de 2008 (...) Nas últimas duas semanas, passamos de uma recuperação difícil - com um bom crescimento nos países emergentes e em alguns países como a Austrália, mas muito mais hesitante em países mais desenvolvidos - para uma fase nova e mais perigosa", disse Robert Zoellick, numa entrevista publicada pela revista semanal "The Weekend Australian". Segundo o responsável, a crise na zona euro "pode ser o maior desafio" para a economia global, que exorta os países europeus a tomarem medidas o mais rapidamente possível. "A lição de 2008 é que quanto mais esperarmos, mais rigorosas são as medidas", considerou. Apesar de a maioria dos países desenvolvidos já ter usado todas as políticas fiscais e monetárias de modo "tão flexível quanto possível", tal revelou-se insuficiente, pelo que Robert Zoellick sugere que deveria ser adoptado um regime mais rigoroso. O presidente do Banco Mundial incentivou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a manter, apesar dos motins, as medidas de austeridade anunciadas nos últimos meses, já que são "realmente necessárias". Este responsável sublinhou ainda que estão em andamento as mudanças no equilíbrio do mundo. O poder e influência estão a mudar "muito rapidamente" para as economias emergentes, num movimento liderado pela China.

POLÍCIA SECRETA SUIÇA PEDE A PORTUGAL PARA DEIXAR PASSAR COCAÍNA

a PJ vai-se limitar a observar enquanto a cocaína entra no sangue dos jovens lusos

A Polícia Judiciária e as autoridades suíças estão a trabalhar em conjunto para tentar neutralizar todo o circuito de distribuição de cocaína naquele país. Os correios de droga que passam por Portugal têm "via verde" mas são vigiados pela PJ até ao destino final. A ideia é prender todos os traficantes. O pedido sai da normalidade mas faz sentido em termos de estratégia de combate ao tráfico, sobretudo desde 2008, altura em que a Suíça aderiu ao acordo de Schengen de livre circulação de pessoas. A regra é que as autoridades estrangeiras, quando têm informação sobre drogas em trânsito por Portugal, peçam para que as mesmas sejam apreendidas e os "correios" detidos. Mas os suíços pediram exactamente o contrário: deixem-nos passar.
(in, Jornal de Notícias).

ECONOMISTA CAMILO LOURENÇO: "MAS QUE DESILUSÃO... GOVERNO E TROIKA...!"

em vez de encerrarem institutos e fundações estéreis, os políticos ceifam vidas de famílias

«Não há dúvida. Somos um país que não consegue cortar despesa. A prova tivemo-la ontem quando o ministro das Finanças convocou a Imprensa para uma declaração (sem direito a perguntas) para anunciar mais… um aumento de impostos. Desta vez, a passagem do IVA do gás electricidade da taxa de 6 para 23%. Tudo porque o governo precisa de mais 100 milhões de euros para ajudar a quadrar as contas deste ano (o défice de 5,9%, como referiu a Troika logo a seguir, é intocável!). Mas maior que a desilusão de mais um aumento de impostos (Vítor Gaspar dir-me-ia, no final da conferência de imprensa que cortes de despesa ficam para a apresentação do OE 2012), foi a conferência de imprensa da Troika. Não que não tivessem sido (espantosamente) detalhados quanto aos problemas da economia portuguesa (até conseguiram especificar onde ocorreram os desvios orçamentais deste ano, coisa que devia ter sido feita pelo Governo). Não que não tivessem confirmado que seguem a implementação do programa de ajustamento ao milímetro; não que tivessem feito novos avisos à Banca (a desalavancagem não pode prejudicar o financiamento das empresas e os bancos precisam de aumentar o capital, mesmo que isso implique novos accionistas, Estado inclusivé); não que não tivessem repetido que o Estado tem de sair de uma série de sectores da economia; não que não tivessem reiterado que a União vai garantir o financiamento de Portugal se o país não conseguir regressar aos mercados, desde que implementemos o plano acordado com a Troika (vamos ver se os parlamentos alemão, finlandês e holandês não tiram o tapete às decisões da cimeira de 21 de Julho); não que não tenham feito finca-pé na redução da Taxa Social Única, em 6 a 7% e para todos os sectores (num “aviso” àqueles que no governo e Banco de Portugal preferiam uma versão minimalista do corte da TSU); não que não tivessem “sugerido” um novo programa de “governance” na Madeira (pena que não tivessem dito o mesmo para as autarquias…); não que não tenha reiterado que o ajustamento orçamental se não for acompanhado de reformas estruturais só resolve parte do problema (a economia estagna)…»

«Mas se eles fizeram tantos avisos, perguntará o leitor, porque estou tão desiludido? É simples: não foram suficientemente assertivos na questão do corte de despesa. Quando perguntei à Troika se não estavam desapontados com o facto de o Governo, até agora, ter feito “mais do mesmo”, a resposta foi: o governo tomou posse há pouco tempo, há que compreender isso. “Mas não é verdade que não fez nada: estabilizou o ritmo de crescimento da despesa”. Como analista a “força” desta declaração não chega. É verdade que Poul Thomsen, mais à frente, ainda disse que em 2012 terá de haver “cortes substanciais de despesa”. Mas a Troika tinha obrigação de ter posto mais pressão sobre o Governo. Para bem do próprio Governo (a opinião pública teria mais uma prova de que Portugal não tem saída senão o corte de despesa) e por respeito pelo contribuinte, que acaba sempre por pagar as correcções dos desvios orçamentais. Mais: ontem ficámos a saber que parte do desvio das despesas de 2011 (provocado pelo BPN, em 320 milhões, e pela Madeira, em 277 milhões) será coberto pela transferência do fundo de pensões da banca para a Segurança Social. Só que este “pormaior” foi divulgado pela Troika, quando devia ter sido pelo Governo. Inadmissível!» (in, Jornal de Negócios).

GOVERNO CONTINUA A ENDIVIDAR PORTUGUESES EM 11,5 MIL MILHÕES JÁ EM SETEMBRO

em quase bancarrota o país continua a endividar-se aos milhares de milhões

Portugal deverá receber em Setembro mais 11,5 mil milhões de euros do empréstimo acordado com o FMI e a UE. Isto depois de ter passado no primeiro teste da 'troika', ficando apenas dependente de aprovação oficial. Com a decisão, anunciada hoje, de dar nota positiva a Portugal ao cumprimento das metas estabelecidas pela 'troika', os responsáveis da missão irão agora enviar a sua avaliação para o conselho de administração do Fundo Monetário Internacional e para Bruxelas, recomendando que seja aprovada a transferência desta nova tranche. A aprovação da próxima tranche fica apenas suspensa até ratificação deste parecer no conselho de administração do FMI, e ainda em reunião do grupo de ministro das finanças da União Europeia (ECOFIN) e pelo grupo de ministros das finanças da Zona Euro (Eurogrupo), nos quais participam também o comissário europeu de assuntos económicos, Ollie Rehn, e o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet. A missão, no comunicado hoje publicado na sua página oficial na Internet, e entregue aos jornalistas presentes na conferência de imprensa em Lisboa, espera que os fundos sejam transferidos em Setembro para os cofres do Estado português. Destes 11,5 mil milhões de euros que Portugal deverá receber, 7,6 mil milhões de euros vão chegar de Bruxelas - cerca de metade do fundo da Comissão Europeia (EFSM), e outra metade do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, sigla em inglês) - e outros 3,9 mil milhões do mecanismo do FMI (o Extended Fund Facility). A missão conjunta deverá realizar a sua próxima avaliação em Novembro deste ano.

CORRETOR DA BOLSA SUICIDA-SE APÓS FORTES PERDAS DOS SEUS CLIENTES

um cenário que poderá acontecer mais vezes nos próximos meses de crise bolsista

Um corretor sul-coreano atirou-se do topo de um arranha-céus, devido aos remorsos com as perdas dos seus clientes. O corretor de 48 anos de idade, identificado pelas autoridades apenas com o nome de "Seo", terá enviado mensagens por SMS aos seus colegas onde expressava o seu arrependimento pelas perdas bolsistas dos clientes, poucos minutos antes de se atirar para a morte. Segundo o investigador chefe da cidade de Daegu, Lee Kang-ho, citado pela AFP, Seo disse nas suas mensagens que os preços das acções detidas pelos seus clientes caíram a pique e que ele não aguentava o facto dele ser culpado por as ter comprado. A polícia anunciou ainda que imagens das câmaras de vigilância do arranha-céus mostram Seo a sair sozinho do elevador do 18º andar na quarta-feira, pouco antes de ter sido encontrado morto na rua. As acções sul-coreanas têm sido particularmente voláteis na recente crise bolsista causada pelos receios de que as economias dos EUA e da Europa possam voltar a entrar em recessão, tendo o índice de referência do país chegado a cair 10% durante a sessão de quarta-feira.

VÍTOR GASPAR ANUNCIA AUMENTO DO IVA DO GÁS E ELECTRICIDADE

famílias continuam a cair como peças de dominó, ao lado da política incompetente da UE

O IVA na electricidade e no gás vai passar já no último trimestre da taxa reduzida de seis por cento para a taxa normal de 23 por cento, anunciou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, numa curta declaração esta manhã. Esta medidas estavam previstas no Memorando de Entendimento negociado entre a troika UE-BCE-FMI para que Portugal obtivesse um resgate de 78 mil milhões de euros, mas apenas para 2012. O Governo vai também congelar, já em Setembro, as progressões nas carreiras dos regimes remuneratórios dos ministérios da Administração Interna e da Defesa. O ministro especificou ainda que o desvio encontrado na execução orçamental do primeiro semestre, confirmado pela missão da troika que veio fazer a primeira avaliação ao cumprimento do memorando de entendimento, é de cerca de 1,1 por cento do PIB, o que representa um desvio acima de 1800 milhões de euros, não muito abaixo dos dois mil milhões de que se falou há algumas semanas. Este desvio é uma das razões para o Governo ter antecipado o aumento do IVA na electricidade e gás, que lhe permitirá arrecadar mais cerca de cem milhões de euros estes ano, disse ainda Vítor Gaspar, explicando que o impacto nas famílias de menores recursos será minorado através da tarifa social. Segundo o ministro, a troika fez uma avaliação positiva da actuação do Governo em relação aos compromissos assumidos. Esperava-se que o Governo fizesse já o anúncio de cortes de vulto na despesa pública, o que acabou por não acontecer.

BIG BROTHER NA SAÚDE: GOVERNO CONTROLA RECEITAS MÉDICAS

Estado começa a entrar no exercício das profissões tal como no período salazarista

Cada vez mais os políticos da NWO entram na esfera das mais variadas profissões, controlando "directamente" a sua atividade, característica aliás de Estados totalitários do passado e do presente. Legislação mais apertada e que defende lobbies de certos partidos costuma ser a forma preferencial de fazer esse controlo, de forma mais subreptícia e subtil. Mas em alguns casos a intereferência directa dos políticos marca um cunho neo-salazarista de total controlo e poder sobre a sociedade civil. Os médicos, aparentemente ainda não se opõem a esta medida proposta por Passos Coelho. Uma comissão já alertou para o perigo de possíveis intrusões nas práticas médicas e alerta também para o risco de violação de dados clínicos. Na prática, o Ministério da Saúde vai criar um sistema de monitorização das receitas prescritas pelos médicos, que permitirá controlar favorecimentos a determinadas marcas e farmacêuticas.

BRUXELAS AUTORIZA MEDIDAS RACISTAS EM ESPANHA CONTRA ROMENOS

dna cigano no povo romeno revela sinais preocupantes do novo racismo da UE

Com a maior taxa de desemprego da União Europeia, Espanha prepara-se para colocar restrições aos cidadãos romenos que queiram trabalhar no país. O Executivo comunitário deu “luz verde” a Madrid para reintroduzir a exigência de autorização de trabalho até 31 de dezembro de 2012. Uma exceção às regras europeias que permitem aos cidadãos trabalhar livremente no seio dos “27”. A Comissão Europeia alertou que se vai manter “vigilante” para ter a certeza de que a medida não é “desproporcionada”. “O aumento contínuo de residentes romenos em Espanha e o nível elevado de desemprego, que ronda os 30 por cento, têm tido impacto na capacidade do país em absorver novos fluxos de trabalhadores. É importante lembrar que as restrições não vão afetar cidadãos romenos que já estão inseridos no mercado de trabalho espanhol”, disse Chantal Hughes, porta-voz da Comissão Europeia para o Mercado Interno. Madrid evoca “graves alterações do mercado de trabalho espanhol”. A economia nacional está sob forte pressão com o contágio da situação na Grécia. A presidente da associação que representa os imigrantes romenos e moldavos em Portugal acredita que o país poderá vir a seguir os passos da vizinha Espanha.

CENTENAS DE JOVENS EM ESPANHA ATACARAM POLÍCIAS

a polícia não foi capaz de controlar a juventude em fúria

Os confrontos entre a polícia catalã e centenas de vândalos, na madrugada desta quinta-feira em Lloret del Mar, terminaram com a detenção de 20 pessoas. Grande parte são turistas que ficaram insatisfeitos porque a polícia proibiu a entrada de mais clientes numa das discotecas da movida da cidade. A noite era de festa, com um Dj. de renome internacional. Mas, os responsáveis pelo espaço de diversão noturna tiveram de acelerar a saída das pessoas que já se encontravam no interior porque o sistema de ar condicionado não estava a funcionar. Os que não passaram da porta carregaram contra a polícia. A fúria deixou marcas bem visíveis nas ruas de Lloret, palco frequente de desacatos. “Não sei onde os esconderam, mas tinham paus. Arrancaram um banco de ferro e os respetivos braços. Partiram janelas e tentaram entrar no hotel”, diz Jordi Chacon, que testemunhou a vaga de violência. Concepcio Aymar, uma residente, desabafa: “Estou farta. Quero vender o meu apartamento e ir embora. É uma pena porque vivo em Lloret de Mar há 31 anos e gosto muito. Mas quero ir embora porque é impossível suportar isto.” Por causa da rixa, o Sistema de Emergências Médicas teve de atender 22 pessoas. Sete foram trasladadas para o Hospital de Blanes, em Girona, com contusões e excesso de álcool. O presidente da Câmara de Lloret anunciou que vai adotar medidas para que o chamado “turismo de embriaguez” não prejudique o afluxo de visitantes.

MEDIDAS E CORTES BRUTAIS DO GOVERNO TERÃO FORTE CONTESTAÇÃO POPULAR

indiferente ao sofrimento da classe média, o Governo limita-se a cumprir metas do défice

Vai ser o ministro Vítor Gaspar a anunciar, esta manhã, "cortes brutais" aprovados num Conselho de Ministros que durou dez horas e que ficou marcado por alguma surpresa e tensão. Receia-se uma forte contestação social. O "esforço colossal" está a colocar Passos e o seus ministros entre a espada e a parede. Os anunciados cortes "brutais" abrem as portas à ameaça de "contestação social" - um cenário admitido no Governo -, "inevitável" perante a dureza das medidas de austeridade. A justiça e a equidade social prometida por Passos Coelho está "condicionada" pela realidade de cortes "cegos" em áreas sensíveis. O Governo prepara-se para enfrentar um "Outubro quente". O clima "denso" e a "tensão"que atravessaram as dez horas de reunião do Conselho de Ministros são os sintomas mais visíveis dessa preocupação. Pressionado, o Governo está em contra-relógio: o BCE quer Portugal a cumprir o plano da 'troika' como deve ser; a 'troika' exige mais e pede a antecipação de medidas da reforma da legislação laboral. E nem o cenário internacional ajuda. A Alemanha já estabeleceu limites ao endividamento. França, Itália e Chipre vão reforçar as medidas de austeridade. Como resolver a crise? Sarkozy e Merkel vão apresentar um "plano conjunto"antes do final do Verão.

MÁRIO SOARES: "UMA RECESSÃO QUE NÃO NOS DEIXA HORIZONTE DE ESPERANÇA"

Soares fala da decadência social do Ocidente profetizada por Oswald Spengler

Soares diz que é difícil imaginar que os responsáveis políticos europeus sejam tão incapazes, que se recusem a ver a realidade da situação. Num artigo publicado hoje na Visão, Mário Soares diz que a União Europeia, tal como os Estados Unidos, têm de compreender que estão sujeitos a um dilema muito sério: "ou mudam de paradigma económico, em que têm persistido, nestes últimos anos, ou a crise global os vai atirar para uma irreversível decadência". É que, alerta, "estamos a entrar numa recessão, que não nos deixa qualquer horizonte de esperança". Para que tal não aconteça, diz Soares, "têm que mudar radicalmente de política, fazendo avançar a União Europeia no sentido federal, com um governo económico, político e solidário, capaz de se impor na cena internacional". Quanto aos Estados Unidos, acrescenta, "é urgente que abandonem a economia virtual e o capitalismo de casino, impondo regras éticas aos mercados e às agências de 'rating', reduzindo-os à sua insignificância e acabando com os "paraísos fiscais". É uma questão de sobrevivência", defende. Para o antigo Presidente da República, "se assim acontecer, o Ocidente terá futuro; senão, verificar-se-à a decadência do Ocidente, como profetizou Oswald Spengler, no início do século passado". Já Sobre Portugal, o histórico socialista diz que "este novo Governo - com uma orientação neoliberal típica e ministros, mais ou menos, inspirados na escola de Chicago - parece ter poucas condições para subsistir muito tempo, porque a evolução da União Europeia vai necessariamente caminhar em sentido contrário". (in, Económico).

ZONA EURO DEVE "LARGAR" GRÉCIA E PORTUGAL PARA PODER SOBREVIVER

Portugal e Grécia, 2 exemplos de incompetência política e económica no seio da Europa

O professor de Economia na Universidade Harvard acredita que só abandonado a Zona Euro, os dois países conseguem recuperar competitividade e equilibrar o seu comércio internacional. Veja aqui o vídeo com a entrevista. Martin Feldstein acredita que seria vantajoso para Portugal e para a Grécia abandonarem a Zona Euro. "O problema dos dois países não tem tanto a ver com a dívida mas sim com a competitividade", afirmou o antigo conselheiro económico de Ronald Reagan numa entrevista concedida ao Project Syndicate no âmbito dos artigos de opinião que o economista escreve regularmente. O último pode ser consultado aqui. "Como é que estes dois países vão competir? Como é que vão conseguir equilibrar o seu comércio internacional?", questionou Feldstein, fazendo um paralelo com a situação que alguns países da América Latina viveram nos anos 80. "Alguns países entraram em incumprimento, as suas economias viveram um período de depressão mas, e este mas é muito importante, puderam desvalorizar a moeda e assim aumentar as exportações e diminuir as importações", sublinhou o economista, acrescentando que isto não é possível fazendo parte de uma unidade monetária. Nesta entrevista, exclusiva do Negócios para Portugal, Feldstein analisou ainda a situação da Grécia, afirmando que o último pacote de ajuda da União Europeu representa um "default" e que este não será o último. A Grécia vai voltar a entrar em incumprimento e de uma forma mais significativa.

32.000 FAMÍLIAS PORTUGUESAS DEIXARAM DE PAGAR CRÉDITOS ESTE ANO

a bancarrota das famílias será a bancarrota dos bancos a curto e médio prazo

O incumprimento dos portugueses está a disparar com o agravamento da crise económica e financeira. Só no primeiro semestre deste ano, 31 959 famílias deixaram de pagar as prestações do crédito à habitação e ao consumo, noticia o "i". Isto significa que, por dia, 176 famílias entraram em incumprimento, mais 29% que no primeiro semestre do ano passado - ou mais 40 famílias por dia, refere o jornal, citando dados do Banco de Portugal. No total, 660.762 famílias tinham prestações de crédito em atraso em Junho, ou seja, 14,3% do total de portugueses com empréstimos contraídos junto da banca (4,62 milhões de famílias) não conseguia honrar os seus compromissos, um agravamento face aos 13,8% do final de 2010.

FUSÃO ENTRE CARRIS E METRO PODE SER NEGÓCIO DE ALTO RISCO

para Silva Rodrigues fusão será mais um desastre do Estado nas suas políticas troikistas

"Este é um exercício de alto risco", começou por dizer: um gestor público, de uma empresa de transportes, após um aumento de 15% das tarifas. Mas José Silva Rodrigues aceitou vir à "Redacção Aberta" do Negócios. Hora e meia de pé, "hábito académico" deste também docente. "Já sabíamos que íamos chegar aqui", à ruptura financeira das empresas públicas de transporte, "só não sabíamos que seria num ambiente tão hostil". Sobre a empresa que gere, separa como trigo do joio: "A Carris tem uma autoridade moral que outras empresas não têm: estamos em reestruturação desde 2003". E por ali seguimos. (in, Jornal de Negócios).

MILHÕES MORRERÃO NA SOMÁLIA NAS PRÓXIMAS SEMANAS

milhões morrerão, um "final feliz" para os objectivos da NWO e dos neonazis do Apartheid

Sem fim à vista, a fome no Corno de África continua a fazer disparar os números negros da mortalidade infantil. De acordo com responsáveis das Nações Unidas, uma em cada dez crianças com menos de cinco anos morre a cada onze semanas, na Somália. Uma realidade agravada pelo difícil acesso das organizações humanitárias ao terreno. O representante especial das Nações Unidas para a Somália, Augustine Mahiga, alertou o Conselho de Segurança que a carestia ameaça já 3,7 milhões de somalis, quase metade de população: “Precisamos de cerca de mil milhões de dólares para a Somália, canalizados através do nosso processo de consolidação para evitar o consequente agravamento da situação. Até ao momento recebemos menos de 50 por cento do valor total.” Ao campo de refugiados de Dadaab, no Quénia, perto da fronteira com a Somália, chegam regularmente milhares de pessoas à procura de apoio. E a crise, alerta a subsecretária-geral para Assuntos Humanitários das Nações Unidas, ainda não atingiu o pico. A história repete-se. As imagens são em tudo semelhantes às que víamos no Biafra nos anos 70 e até nos campos de concentração nazi. Milhões morrerão para gáudio dos espíritos neonazis que governam este mundo actual. O IV Reich eleva-se em força dos túmulos dos neonazis que apoiaram e pensaram as atrocidades cometidas durante a II Guerra Mundial. Este é apenas a continuação do grande plano desses "deuses da guerra".

RECEIO DE BAIXA DE RATING DA FRANÇA FAZ BOLSAS CAIREM A PIQUE

Sarkozy interrompeu as suas férias para anunciar mais medidas de austeridade

Não passaram de rumores mas provocaram o pânico nas bolsas europeias. Os títulos do banco francês Société Générale fecharam o dia com uma queda de quase 15%, depois de um artigo do diário britânico Daily Mail ter dito que a instituição estava “à beira do desastre”. O jornal ainda desmentiu a notícia, mas um outro rumor obrigou o presidente francês a interromper as férias para se reunir com o Governo. Em causa, o receio de que a nota da dívida soberana de França perdesse a classificação de triplo A. As agências de notação acabaram por desmentir essa possibilidade. Para acalmar os mercados, os ministros franceses da Economia e do Orçamento têm agora 14 dias para apresentar uma série de medidas de austeridade para que se cumpra a redução do défice francês. Dominique Dequibt, gestor de fundos de investimento, explicou que “a perda de confiança traduz-se, em todo o mercado, através do actor mais sensível que é o sector bancário”. Note-se que os bancos gauleses estão altamente expostos à dívida grega.

MAIS 120.000 DESEMPREGADOS SE IVA AUMENTAR

esplanadas mais vazias poderá ser um cenário mais frequente com a subida do IVA

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) alerta para um cenário de catástrofe no sector, caso o Governo decida avançar com o aumento da taxa do IVA, dos actuais 13% para os 23% anunciados. Em declarações reproduzidas pela Rádio Renascença, o secretário-geral da AHRESP, José Manuel Esteves, prevê que o aumento da taxa do IVA leve à «perda de receitas do sector que pode chegar quase aos dois mil milhões de euros», assim como «à extinção de mais de 120.000 postos de trabalho e ao fecho de mais de 154.000 estabelecimentos, que representam mais de metade da oferta existente em Portugal». No entanto, não será só o sector a perder, garante José Manuel Esteves, já que, também os cofres do Estado deverão perder receitas na ordem dos 400 milhões de euros. Recorde-se que a revisão das tabelas do IVA, com o consequente aumento, são uma das exigências do acordo assinado com a troika para saneamento das contas públicas portuguesas.

PETROGAL UM DOS ALVOS DE ANDERS BREIVIK SOFRE VIOLENTA EXPLOSÃO

atentado?... a forte explosão pode indiciar a utilização de explosivos

Uma forte explosão seguida de um incêndio rapidamente controlado foi registada, na madrugada desta quinta-feira, na refinaria da Petrogal, em Leça da Palmeira, Matosinhos. O fogo foi controlado pelas equipas da própria empresa e não há indicações de qualquer vítima. A Galp indica que "está em curso uma investigação para apurar as circunstâncias que conduziram a este incidente". Veja o vídeo. A explosão, sentida alguns quilómetros em redor da refinaria, ocorreu à 01.40 horas. Em comunicado, divulgado esta quinta-feira de manhã, a Galp confirma "um incidente num reservatório da Refinaria de Matosinhos, de onde resultou um foco de incêndio", mais precisamente "num tanque de acumulação de águas". A empresa salienta que o incêndio foi "prontamente extinto pelos meios internos" e que "as condições de funcionamento da instalação não foram afectadas". A Galp indica que "está em curso uma investigação para apurar as circunstâncias que conduziram a este incidente", garantindo que as instalações da refinaria de Matosinhos "cumprem as normas e as melhores práticas internacionais" em termos de segurança. Mário Rebelo, que trabalha num parque de camiões na rua de Almeiriga, perto do local do incidente, afirmou que a explosão desta madrugada foi uma das mais fortes que já assistiu na refinaria em vários anos: "Muito mais forte do que aquela que deixou o mar a arder e em que morreram pescadores".

BIG BROTHER TOTAL EM INGLATERRA PELA SCOTLAND YARD NA CAÇA AOS AMOTINADOS

Big Brother ao estilo "1984" (totalitarista) tornado realidade no seio da Europa

A menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Londres, a Scotland Yard que vive a maior crise de sua história, sem um chefe à frente da unidade, em plena crise interna de acusações de corrupção, precisa agora de conter uma onda de violência sem precedentes que toma as ruas da capital inglesa. Para enfrentar os distúrbios, as tropas de choque e agentes a cavalo entraram em confronto em uma luta desigual. Sem poderem usar nos primeiros dias canhões de água, balas de borracha e gás lacrimogêneo, demonstraram total incapacidade e falta de preparação para conterem a violência indiscriminada. 16 Mil agentes foram ontem para as ruas da capital britânica para tentar restaurar a ordem depois da violência sem precedentes vivida na segunda-feira à noite em 14 bairros, que causou centenas de detenções, graças à ajuda de outras unidades policiais de cidades vizinhas. Agora autorizados a utilizar balas de borracha e bastões, a polícia patrulha, lado a lado com vigilantes civis, as lojas das zonas mais problemáticas. A humilhação da polícia londrina é notória, uma força com de 32,5 mil agentes (deles 14,2 mil policias de rua) e que presume boas práticas policiais e relações com a comunidade desde a sua criação em 1829.

O comissário-chefe interino da Scotland Yard, Tim Godwin, afirmou nesta segunda-feira na rede BBC que não há nenhum plano para colocar o Exército nas ruas diante da actual onda de "delinquência, roubo e violência" na capital britânica, com quase 8 milhões de habitantes e uma extensão de 1,6 mil quilômetros quadrados da área metropolitana. Mas começaram já a pedir que os habitantes da capital identifiquem online os delinquentes filmados directamente pelos milhares de câmaras de vigilância de lojas, transportes públicos e de espaços urbanos. A actual crise ocorre quando a Scotland Yard está sem direcção desde a renúncia, em meados de julho, de seu comissário-chefe e de seu "número dois" pelo escândalo das escutas telefónicas dos jornais de Rupert Murdoch, cuja investigação demonstrou pagamentos de suborno à Scotland Yard para conseguirem reportagens exclusivas. Os problemas da Scotland Yard ocorrem a menos de um ano da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 27 de julho de 2012, que colocam o extraordinário desafio de segurança para um país que mantém nível de alerta terrorista "severo". O responsável de comunicações do Comité Olímpico Britânico (BOA), Darryl Seibel, expressou nesta terça-feira a confiança na capacidade das autoridades para garantir a segurança de Londres 2012 e afirmou que os distúrbios não afectarão os preparativos. Mas a imagem de uma das maiores capitais do mundo ocidental, barricada e vandalizada por grupos de assalto juvenis, não se apagará das memórias de quem visualisou estas marcantes imagens de uma sociedade europeia em decadência social.

ACORDO ANTI-CRISE DEIXA GOVERNO DE ANGELA MERKEL EM RISCO

Merkel e Sarkozy unidos de corpo e alma até ao fim do euro

A chanceler alemã Angela Merkel está a ser pressionada para chumbar a compra de obrigações dos países da zona euro pelo fundo de estabilidade europeu, acordada na reunião de emergência do dia 21 de Julho. Muitos elementos dos partidos que compõem a coligação governamental, os conservadores da CDU/CSU e os liberais do FDP, rejeitam as medidas anunciadas, que incluem a compra de dívida, concessão de empréstimos a países em dificuldades e a recapitalização dos bancos de várias nações. A oposição estende-se igualmente à decisão do Banco Central Europeu (BCE) de avançar sozinho para a compra da dívida emitida pela Espanha e pela Itália. Os maiores opositores das medidas de apoio ao euro são os liberais que integram a coligação governamental, numa altura em que se afundam cada vez mais nas sondagens e eleições regionais. A popularidade do FDP caiu dos 14% para 3% em apenas dois anos. O líder parlamentar dos liberais, Rainer Brüderle, afirmou ontem que o Bundestag (parlamento alemão) poderá pressionar para que sejam feitas emendas ao pacote acordado em Julho, de modo a evitar que a zona euro se transforme numa mera ‘união de transferência' de dinheiro da Alemanha para os outros países.

No mesmo dia, o secretário-geral do FDP, Christian Lindner, criticou severamente a decisão do BCE de comprar as obrigações dos países do Sul, uma vez que na prática isso constitui uma transferência da responsabilidade da dívida destes países para os contribuintes das maiores economias da zona euro, em particular os alemães. "O BCE está a recorrer a políticas que não são recomendáveis. O banco central não se pode tornar num agente envolvido" nas discussões políticas sobre a estabilidade da zona euro, disse Lindner, apoiando as críticas no mesmo sentido que também foram expressas pelo banco central alemão, o Bundesbank. Ao mesmo tempo, Philipp Missfelder, membro da direcção executiva da CDU, o próprio partido de Merkel, apelou à realização de uma "conferência partidária de emergência" sobre as medidas acordadas pelo governo nos últimos dias, afirmando que "o partido tem o direito de participar em decisões tão colossais" como as que a chanceler está a tomar. Todas estas críticas surgiram dois dias depois de Merkel e Sarkozy terem emitido um comunicado conjunto em que os dois líderes apelam a uma "rápida aprovação parlamentar" das medidas acordadas em Julho. Com a provável deserção dos deputados do FDP do bloco governamental, a aprovação destas medidas pela Alemanha está agora em sério risco. (in, Económico).

ECONOMISTA CAMILO LOURENÇO: AS LIÇÕES DE 1992 E A CRISE DO EURO

o economista não duvida: os velhos decisores europeus estão a copiar os erros de 1992

Camilo Lourenço, repórter e economista do Jornal de Negócios deixa-nos esta semana a sua brilhante análise: «Em 1992, o Sistema Monetário Europeu, precursor da União Monetária, enfrentava a sua pior crise em 13 anos de existência. Os países que o compunham tentavam salvá-lo da pressão especulativa que assentara baterias contra Itália e Inglaterra. A certa altura o Bundesbank, colocado entre a inevitabilidade de vender marcos e comprar liras (para evitar que a lira furasse o intervalo máximo de flutuação cambial) ou deixar a Itália à deriva, optou pela segunda. Razão: a estabilidade monetária, ou seja inflação baixa, era mais importante para a Alemanha do que a "obrigação" de apoiar o projecto europeu (a Itália acabou corrida do SME). Então, como agora, os problemas de Itália eram os mesmos: irresponsabilidade financeira e falta de competitividade. O que estamos a viver é uma fotocópia de 1992. Há diferenças? Há. Em vez de moedas temos dívida soberana; em vez de Itália e Inglaterra temos Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália. Mas há uma semelhança, tirada a papel químico: os problemas que afectam o Euro são, grosso modo, os mesmos do SME (desequilíbrios orçamentais e falta de competitividade das economias). E há outra semelhança com 1992: o projecto não subsiste sem a Alemanha. Em 1992, a Europa ficou a saber que não se bate os mercados sem armas adequadas (a propósito, apesar do "downgrade" os investidores continuaram a comprar "Treasuries" americanas…). E se isso era verdade em 1992 é-o, por maioria de razão, agora. Só não é seguro que os intervenientes o tenham percebido. Uma coisa é certa: se o Euro quebrar, as consequências serão bem diferentes das de 1992. O estrondo (recessão) far-se-á sentir em todo o mundo. Alemanha incluída.» (in, Jornal de Negócios).

GOVERNO VAI SUBIR IVA PARA SUBSIDIAR EMPRESAS

Governo cumpre metas europeias, mas deixa para trás uma classe média lusa despida

O governo admite subir o IVA para compensar o corte na taxa social única (TSU) suportada pelas empresas, indica o estudo do Ministério das Finanças divulgado ontem à noite. O corte na TSU - a parte das contribuições pagas à Segurança Social pelas empresas - foi uma medida imposta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para tentar desvalorizar artificialmente as exportações portuguesas, tornando-as mais competitivas. Na prática equivalerá a um corte indirecto no poder de compra, admite o governo: os consumidores vão subsidiar, pelo menos parcialmente, o corte dos encargos patronais. Apesar de ser puramente técnico, o estudo abre mais pistas sobre o que poderá acontecer. Em primeiro lugar, caso seja aplicado a todas as empresas o corte na TSU será de 3,75 pontos, muito inferior ao que o FMI recomendou pela voz de Poul Thomsen (o equivalente a 4 p. p. do PIB).

MANCHESTER SEGUE-SE A LONDRES E SOFRE OS MAIORES DISTÚRBIOS DESDE ANOS 40

o sonho de "V de Vendetta" passa do écran à realidade britânica: "Força pela União"

A cidade de Manchester, no Norte do Reino Unido, regista esta noite de terça par quarta-feira os piores motins dos últimos 70 anos, anunciou a polícia local, referindo confrontos, pilhagens e actos de "violência gratuita". Estes actos de violência, cometidos por pessoas "que não têm razões para se manifestar" trouxeram "vergonha para as ruas" da cidade, afirmou Garry Shewan, chefe adjunto da polícia de Manchester. Pilhagens, vandalismo e confrontos com a polícia continuaram a registar-se em várias cidades inglesas mas de menor dimensão que os distúrbios registados nos últimos três dias em Londres, que está esta terça-feira mais calma. Há relatos de distúrbios de Salford, Wolverhampton, West Bromwich, Birmingham e Nottingham mas a situação mais grave é em Manchester.

FRANÇA EXPULSA 30.000 ILEGAIS ATÉ FINAL DESTE ANO

Europa gasta milhões expulsando ilegais que deixa primeiramente entrar sem controlo

A França expulsou 17.500 estrangeiros ilegais em sete meses e espera atingir as 30.000 expulsões até final de 2011, anunciou, em Paris, o ministro do Interior, Claude Guéant. Claude Guéant, antigo chefe de gabinete do presidente francês, Nicolas Sarkozy, nomeado em Fevereiro para a pasta do Interior, considerou que a luta contra a imigração ilegal é agora "mais eficaz" graças a uma nova lei, promulgada a 16 de Junho, que estende o prazo de detenção dos clandestinos de 32 para 45 dias. Esse prazo, segundo o ministro francês, permite obter mais facilmente as autorizações de viagem dos consulados dos respectivos países de origem. A lei alonga também o prazo de intervenção de um juiz nos casos de detenção, de dois para cinco dias, motivo que originou uma forte crítica da oposição de esquerda e de algumas associações de estrangeiros em França, que denunciaram um aumento da extrema-direita no país. O controlo dos fluxos de imigração "continua uma prioridade, isto por uma razão política maior, porque se trata de uma visão da França de amanhã", sublinhou Claude Guéant.

RIA PARK HOTEL RESTITUI OBJECTOS À COMITIVA DO LUXEMBURGO ASSALTADA

classificação da segurança de um hotel de luxo em Portugal: ZERO...!!!

A unidade hoteleira onde a selecção de futebol do Luxemburgo está instalada no Algarve comprou e restituiu hoje todos os objetos pessoais e dinheiro que foram roubados no domingo dos quartos de alguns elementos da comitiva luxemburguesa. Sobre a natureza dos objetos roubados, o presidente da Federação luxemburguesa confirmou ter sido “um dos lesados” e revelou que, além de objetos pessoais e algum dinheiro, foram também roubados “passaportes e documentos”. A satisfação de Paul Philipp pela atitude dos responsáveis pela unidade hoteleira leva-o a admitir fazer um estágio com a selecção luxemburguesa em dezembro ou janeiro próximo. “Certamente que é uma possibilidade. Quando vamos a um sítio onde somos bem tratados e nos sentimos bem, voltar é sempre uma forte possibilidade. Por que não?”, concluiu o presidente da federação luxemburguesa. Em declarações à Lusa, fonte do comando de Faro da GNR afirmou que “houve cinco quartos de pessoas da seleção do Luxemburgo que foram arrombados e dos quais foram roubados objetos pessoais, como telemóveis e ‘i-pods’, e algum dinheiro, quando a equipa estava a treinar ao final da tarde de domingo”. O tenente-coronel Oliveira, responsável pelas relações públicas do Comando da GNR de Faro, precisou que dos cinco quartos assaltados no Ria Park Hotel, no Vale do Garrão, em Almancil, concelho de Loulé, quatro pertenciam a jogadores e um a outro elemento da comitiva. “Assim que tomou conta da ocorrência, a GNR deslocou para o local uma equipa para recolher vestígios e indícios e está analisar tudo para tentar identificar e deter os autores do crime”, disse ainda. A mesma fonte disse que as imagens das câmaras de vídeo-vigilância da unidade hoteleira também estão a ser analisadas para se tentar identificar os criminosos. A seleção do Luxemburgo defronta Portugal na quarta-feira, em jogo particular de preparação para a fase de qualificação para o Europeu de 2012, que se disputa no estádio Algarve, em Faro/Loulé.

TAP TEM DE RECEBER INJECÇÃO DE CAPITAL DE PELO MENOS 400 MILHÕES DE EUROS

uma gestão incompetente e danosa da TAP leva o Estado a pagar cada vez mais milhões

Em 2010, os capitais próprios da companhia depreciaram para os 264 milhões negativos. A TAP está mais descapitalizada. No final do ano passado, o grupo que controla da companhia aérea de bandeira apresentava capitais próprios negativos de 264,8 milhões de euros, representando um agravamento de cerca de 29% face ao registado no ano anterior. Já nas contas individuais do grupo, a penalização é mais evidente, uma vez que o capital próprio passou de 167 milhões de euros negativos, para 304 milhões negativos.

GALP PERDE 9% E REGRESSA A MÍNIMOS DE 2010

Galp em forte queda devido às crises económica e do preço do petróleo mundial

A queda dos preços do petróleo está a arrastar todo o sector petrolífero. A Galp Energia não é excepção é desliza mais de 9% para mínimos de Junho de 2010. A Galp Energia está a afundar 9,21% para 11,785 euros, atingindo um mínimo de pouco mais de um ano. A contribuir para esta evolução está o comportamento dos preços do petróleo, que estão a arrastar todo o sector para quedas acentuadas. O índice europeu que agrega as maiores petrolíferas, o Dow Jones, cai 2,92% para 267,53 pontos, tendo já tocado em mínimos de Abril de 2009. Isto numa altura em que a Total perde 3,20% para 32,23 euros, a BP cai 3,16% para 390,30 pence e a Shell, no mercado holandês, recua 5,19% para 20,64 euros. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 2,47% para 79,30 dólares por barril. E em Londres, o Brent, cede 1,61% para 102,07 dólares, o que corresponde ao valor mais baixo desde Fevereiro. O corte de "rating" dos EUA, por parte da S&P, e o alerta sobre a possibilidade de voltar a ser alvo de uma redução aumentou os receios de um abrandamento, se não mesmo de uma recessão da economia norte-americana. Este cenário está a pressionar o sector petrolífero, já que com uma economia a crescer menos a tendência será para que haja menor consumo de combustíveis.

MAIOR ARMAZÉM DA SONY EM INGLATERRA DESTRUÍDO PELOS MOTINS DE LONDRES

grandes marcas a serem atacadas em toda a Inglaterra, um sinal social dos mais pobres?

O principal centro distribuidor de discos ópticos da Sony (Blu-ray, DVD's e CD's, filmes e jogos) em Inglaterra, situado na zona norte de Londres - em Enfield - ardeu totalmente até esta manhã. O armazém é um dos seis que a Sony tem por toda a Europa. Os prejuízos são imensos e elevam a catástrofe dos motins às lojas de Londres e outras cidades a uma escala verdadeiramente mundial. Inglaterra pode estar neste mesmo momento a preparar um plano militar para criar um verdadeiro Estado de Sítio por todo o país, tudo em vésperas dos Jogos Olímpicos, que terão lugar já em 2012. Passados exactamente 30 anos sobre os famosos motins de Brixton em 1981, esta nova onda de caos urbano ganha agora uma escala nunca vista nas últimas décadas em toda a Europa. O maior impacto na distribuição de produtos Sony pela Europa será essencialmente na Inglaterra e Irlanda, mas é natural que outros países acabem por ser afectados indirectamente. A Sony de Tóquio informou que alguns funcionários tinham sofrido ferimentos mas as causas do incêndio ainda não estão bem determinadas, inclusivamente se foi mesmo originado por jovens amotinados, a causa mais provável. Uma testemunha ocular informou que tinha visto jovens transportarem cocktails molotov minutos antes do início do incêndio, nas imediações do edifício. A polícia informou que aproximadamente 334 pessoas tinham sido mortas durante os tumultos por toda a cidade de Londres. Foi aumentado o número de polícias nas ruas da capital para 1.700 e todas as folgas e férias das forças policiais foram canceladas momentaneamente. Os tumultos que começaram no sábado passado em Tottenham ainda vão dar muito que falar nos próximos tempos. Haverá alguma estratégia da extrema-direita ou dos anarquistas por detrás destes tumultos? Ou de ambos? Está o estado social europeu a dar os primeiros sinais de uma revolta popular face à ingestão e incompetência europeia? Estamos perante de uma kristallnacht copycat?

PÂNICO MUNDIAL NAS BOLSAS DE VALORES FAZ LISBOA DESCER 5%

agências de rating, os novos senhores da guerra

Os investidores voltaram a fugir das bolsas europeias, apavorados com uma eventual recessão mundial e a crise de dívida. O PSI 20, o principal índice português, perde 4,98% para 5.752,04, em linha com o resto da Europa, depois de um início de sessão marcado por subidas acentuadas, após o minicrash de ontem nos mercados mundiais, a caminho da oitava sessão de perdas consecutivas, o maior ciclo de perdas desde 2003. A bolsa de Madrid recua 3,49%, ao mesmo tempo que a praça de Paris cede 3,59% e o mercado de Londres cede 4,61. O pior desempenho pertence à bolsa de Frankfurt, que afunda 5,48%. Medos sobre economia mundial e a crise de dívida levam novamente o caos às bolsas. O corte de ‘rating' dos EUA pode ter sido a gota de água num lote cada vez maior de preocupações. "Causa mossa na confiança [corte do 'rating' dos EUA pela S&P]. Os investidores já têm de digerir uma perspectiva mais fraca de crescimento (ou mesmo de ausência de crescimento). Adicionalmente têm de absorver os choques da Europa. Agora são os EUA a causarem mais dor", referiu numa nota aos investidores o economista-chefe da XTB, Przemyslaw Kwiecien. Em Lisboa, destaque para as quedas das energéticas: Galp (8,26%), EDP (-3,64%) e Renováveis (-5,62%). Também a Portugal Telecom e Jerónimo Martins sofrem perdas pesadas, de 4,97% e 3,33%, respectivamente.

MOTINS DE LONDRES ALASTRAM A VÁRIAS CIDADES E GERAM ONDA DE RACISMO

onda de violência está a ser originada maioritariamente por afro-europeus

Terceira noite de violência em Londres. Vários prédios arderam esta noite na cidade, à imagem do impressionante fogo que tomou um edifício no oeste da capital. Os motins alastraram-se do norte para outras zonas no sul, leste e oeste de Londres. Ealing, Camden, Chapham, Hackney, Peckham, Lewisham e Croydon são alguns dos bairros afetados. Mas a vaga de violência já tomou outras cidades, como Liverpool, Birmingham, Manchester e Bristol. O primeiro-Ministro, David Cameron, encurtou as férias em Itália para presidir, esta terça-feira, a um encontro do comité Cobra, organismo que lida com questões de segurança e violência extrema. Nos últimos três dias, foram detidas cerca de 240 pessoas em Londres. Em Liverpool, foram também incendiados carros e registados vários atos de vandalismo. Grupos de jovens lançaram garrafas, caixotes de lixo e outros projetéis contra a polícia. Birmingham esteve também a ferro e fogo esta noite. Foram detidas pelo menos cem pessoas. Várias lojas foram atacadas e pilhadas. A vaga de violência começou no sábado em Tottenham, no norte de Londres, na sequência da morte, na quinta-feira, de um indivíduo de 29 anos num incidente com a polícia. O vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, afirmou que a violência “não tem absolutamente nada a ver com a morte” do jovem. A ministra do Interior, Theresa May, classificou o que se está a passar como “pura delinquência”. Por sua vez, policía britânica culpou as redes sociais de espalharem a violência. O vídeo em: http://pt.euronews.net/2011/08/09/motins-de-londres-alastram-se-a-outras-cidades/.

BCE TENTA DESESPERADAMENTE SALVAR ESPANHA E ITÁLIA DE DÍVIDAS SOBERANAS

incompetência e corrupção financeira da Europa levará o euro ao fundo rapidamente

De acordo com o Financial Times, o Banco Central Europeu (BCE) começou a comprar dívida assim que o mercado de obrigações abriu. Ontem o BCE anunciou que ia começar a “aplicar activamente o seu programa” de compra de obrigações no mercado secundário, sem referir especificamente se era dívida espanhola ou italiana. O BCE elogiou as novas medidas e reformas “nos domínios públicos das políticas orçamentais e estruturais» de Espanha e Itália. É “fundamental que os governos estejam preparados para activar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira no mercado secundário, com base numa análise do BCE que reconheça a existência de circunstâncias e riscos excepcionais para a estabilidade financeira nos mercados financeiros, uma vez que o Fundo esteja operacional”, referiu a instituição. Antes da abertura dos mercados asiáticos, os ministros das finanças e os governadores dos bancos centrais dos países do G7 anunciaram que estão dispostos a “tomar todas as medidas necessárias para garantir a estabilidade financeira e o crescimento” da economia mundial. Contudo, as bolsas na Ásia caíram numa reacção ao corte de rating dos Estados Unidos.

MÁFIA DA SAÚDE DÁ AVISOS A MEDIDAS DE PASSOS COELHO

bastonário da Ordem alerta Governo sobre medidas "perigosas" para a saúde

Com a redução da margem de lucro das farmacêuticas devido às medidas implementadas pelo Governo, os "interessados" começam já a queixar-se. José Manuel Silva, o bastonário da Ordem dos Médicos, tem dúvidas de que a entrega de medicamentos a idosos, prevista no programa de emergência social do governo, possa gerar "poupanças". O executivo pretende entregar às instituições sociais os medicamentos "existentes na indústria farmacêutica que não entram no circuito comercial por estarem no final do prazo de validade". O bastonário diz que a implementação da medida tem "custos significativos", já que é preciso "montar uma rede de recolha e de distribuição". "Não é uma medida para tomar de ânimo leve. Tem uma logística pesada", acrescenta José Manuel Silva, realçando que "é preciso estudar para ver se não se chega ao fim e não se percebe que não se poupou nada". O governo prevê distribuir, numa fase inicial, entre 30 mil e 35 mil embalagens de medicamentos. O plano de emergência social, apresentado pelo ministro Pedro Mota Soares na sexta-feira, foi alvo de críticas, principalmente dos partidos de esquerda. Francisco Louçã acusou o governo, num comício em Armação de Pêra, de "estudar a ideia" de pôr os desempregados a trabalhar "gratuitamente" para o sector privado. Também a contratação de clínicos colombianos, porto-riquenhos e cubanos saiu mais cara ao país do que poderia ter saído a contratação de médicos nacionais, defende o bastonário. Em relação à formação dos médicos, o problema não é exclusivo dos médicos estrangeiros. Embora as suas licenciaturas sejam reconhecidas por uma das faculdades de Medicina, não possuem o grau da especialidade necessária. Esta área da medicina é muito exigente, pois o médico "tem de ter conhecimentos de diversos campos da medicina", da pediatria à cardiologia, passando pela geriatria e pela psiquiatria. Há também muitas empresas privadas de contratação que colocam clínicos nacionais nos centros de saúde sem que estes tenham a necessária especialização, como acontece em Lisboa, por exemplo.

PRESIDENTE DO ISEG JOÃO DUQUE NÃO TEM DÚVIDAS: "EUROPA VAI-SE DESMORONAR"

mais um europeísta convicto que começa a deitar por terra as suas esperanças na união

João Duque, professor de Finanças e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), utiliza palavras duras sobre uma Europa à beira do colapso e sem gente capaz de a segurar. «Com esta gente não tínhamos feito o euro. E com esta gente arriscamo-nos a desfazer o euro! [...] Sair do euro, sozinhos, nunca. Portugal não tem condições nenhumas, não tem crescimento económico, não tem equilíbrio na balança comercial, não tem meios de financiamento alternativos... Não tem nada! Por outro lado, se sair toda a gente, nós não somos o foco, não somos a ovelha ronhosa... Isto é como uma manada em andamento, de vez em quando larga uns que estão mais debilitados para os chacais. Já estamos cá atrás da manada, se nos largam, morremos! [...] Há aqui uma potência muito poderosa, que lidera, e que lidera mal. Lidera mal uma Europa... A maior parte das exportações alemãs são para a Europa, para a União Europeia. E, portanto, se eles contam resolver o problema deles deixando os outros numa situação muito debilitada, isso significa que não estão a resolver nada. E deixa-se a Europa à mercê do abutre de maior dimensão.»

MOTINS DE JOVENS EM LONDRES DURANTE DUAS NOITES LANÇAM O CAOS NA CIDADE

veículos e prédios inteiros incendiados são alguns dos resultados desta onda de violência

Vários bairros de Londres voltaram esta noite a ser palco de incidentes com grupos de jovens a desafiarem a polícia e a pilharem lojas. Desde ontem que foram detidas mais 100 pessoas (a somar às 61 detidas no sábado) e mais nove polícias ficaram feridos, segundo a Reuters. As autoridades descrevem que estas novas acções de pilhagem e violência são "copycats" da noite de sábado, em Tottenham. Mas a população de alguns dos bairros que "aderiram" às pilhagens descrevem brutalidade por parte da polícia na tentativa de conter as manifestações, acabando por ter um resultado inverso ao desejado pelas autoridades. Em Brixton, no sul de Londres, centenas de pessoas pilharam uma grande superfície comercial de material elétrico e grupos de jovens lançaram projeteis sobre as forças de ordem. Segundo a Scotland Yard, citada pela agência noticiosa francesa AFP, as pilhagens ocorreram em vários bairros em sequência dos confrontos que tiveram lugar na noite de sábado para domingo em Tottenham, um bairro multiétnico onde veículos e edifícios foram incendiados e lojas pilhadas. Um total de 29 pessoas ficaram feridas naqueles que foram os piores incidentes na capital britânica nos últimos anos. Um grupo de 50 jovens causou também esta noite danos em Oxford Circus, no coração de Londres, segundo a polícia. Várias pessoas foram detidas, 55 das quais já tinham sido presas no sábado, e reforços policiais foram mobilizados para os locais onde ocorreram os incidentes. Três agentes da polícia foram hospitalizados depois de terem sido atingidos por um veículo. Os primeiros incidentes ocorreram na noite de sábado durante uma manifestação para reclamar “justiça” pela morte do jovem Mark Duggan, de 29 anos, em sequência de uma troca de tiros com a polícia em Tottenham. (in, Jornal i).