GOVERNO FAZ INQUÉRITO DE VIABILIDADE A FUNDAÇÕES PORTUGUESAS

fundações como a de Champalimaud em Algés são financiadas aos milhões pelo Estado

As entidades públicas e quase-públicas terão, até ao final do ano, de responder ao documento que vai definir se são extintas, reorganizadas, privatizadas ou reintegradas no Estado. Esse futuro ser-lhes-á indicado até ao final de 2012. As fundações e as instituições que beneficiem de transferências do Estado vão ter de responder obrigatoriamente a um inquérito para provarem que são realmente vitais ou se, pelo contrário, poderão até vir a ser extintas. De acordo com o Documento de Estratégia Orçamental divulgado pelo Governo, as respostas a este inquérito serão a base da avaliação de cada uma das entidades públicas e quase-públicas. As empresas têm de responder ao documento até ao final de Dezembro de 2011. A avaliação do custo/benefício e da viabilidade financeira das instituições ficará a cargo dos serviços do Ministério das Finanças (liderado por Vítor Gaspar, na foto) e dos ministérios responsáveis pelo sector de actividade das fundações. O Documento de Estratégia Orçamental define que a avaliação a estes “censos” estará concluída até ao final do segundo semestre de 2012. Consoante cada análise, a decisão pode passar pela “respectiva manutenção ou extinção, bem como sobre a continuação ou cessação dos apoios financeiros ou mesmo sobre a possível integração no âmbito dos serviços sujeitos à administração directa do Estado”, revela o documento. Antes mesmo do final de 2012, até ao final do mês de Julho, “serão adoptados novos regimes jurídicos para os diferentes tipos de entidades, definindo as regras aplicáveis à sua criação, funcionamento, monitorização, reporte, avaliação do desempenho e extinção, aumentando o controlo sobre essas entidades”. (in, Jornal de Negócios).

POLÍTICAS NEO-NAZIS DA TROIKA PRETENDEM ANIQUILAR OS MAIS POBRES

"Deus" Pinheiro defende a escravatura social, tal como muitos neo-nazis bilderberg

O antigo ministro João de Deus Pinheiro defendeu hoje um aumento da idade da reforma, a diminuição da “generosidade das pensões” e o crescimento das contribuições para a Segurança Social, sublinhando que os custos são neste momento “incomportáveis”. Numa intervenção na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide até domingo, Deus Pinheiro lembrou que a criação das reformas aconteceu há mais de um século e que desde aí o sistema não mudou. Contudo, sublinhou, desde essa altura a esperança de vida foi aumentando, ao mesmo tempo que decrescia a população ativa, obrigando os Estados a recorrer à dívida para financiar o sistema. “Uma das razões para as dívidas do Estado foi porque em vez de terem mudado os sistemas, os mantiveram, foram empurrando com a barriga e portanto a divida foi crescendo para manter este sistema de Segurança Social”, afirmou, apontando igualmente o aumento dos custos com a Saúde nas últimas décadas. Por isso, com “uma sociedade a envelhecer” e com “estes custos maiores de Segurança Social e de Saúde que são incomportáveis” e que têm sido pagos com recurso ao endividamento, o sistema só pode ser reequilibrado com “um aumento dos descontos nos salários dos ativos, com menor generosidade das pensões e com o aumento da idade da reforma”. “Acho que ainda não chegámos ao fim deste reajustamento e que a idade da reforma vai ter que aumentar ainda mais nos próximos anos”, insistiu.

ANGELA MERKEL É A FIGURA MAIS PODEROSA DA ECONOMIA PORTUGUESA

Merkel no topo da elite política incompetente que afunda diariamente Portugal

Quem manda nesta economia intervencionada? O Estado, os políticos, o Governo. Quem manda no Governo? A "troika". Quem manda mais? O FMI, o BCE ou a CE? Resposta: é a Alemanha. Angela Merkel é hoje a pessoa mais poderosa para a economia portuguesa. Porque uma decisão sua nos salva ou aniquila. O cargo de chanceler alemão é a liderança política mais importante da Europa. Angela Merkel ocupa hoje esse cargo e, mesmo com falta de carisma, torna-se uma das líderes mais importantes de todo o mundo. Como diz a "Forbes", que a colocou este Verão no topo da pirâmide do poder. A ajuda a Portugal jamais teria acontecido sem o acordo de Ângela Merkel. Ela define as regras. Ela detém o poder. Mesmo que isso confunda, ou aflija, os líderes das instituições europeias. É impossível fazer o que quer que seja na Europa sem ela.(in, Jornal de Negócios).

PASSE SOCIAL PARA POBRES IGNORA FILHOS NO CÁLCULO DO RENDIMENTO FAMILIAR

nalguns casos o desconto para famílias mais pobres foi, ridiculamente, de 2 euros...

O novo Passe Social Mais, criado para atenuar o impacto da subida do preço dos transportes e que se aplica a partir de hoje, ignora a existência de filhos no cálculo do rendimento da família. Esta decisão é contraditória com a que foi tomada para a maioria dos apoios sujeitos a condição de recursos. E desafia a filosofia pró-natalidade do Executivo, que, no Programa de Governo, prometeu inclusivamente submeter as decisões tomadas em Conselho de Ministros a um "visto familiar".

29.000 FAMÍLIAS DEIXAM DE PODER FAZER DEDUÇÕES NO IRS

um horizonte negro para as famílias, com tudo a aumentar de um dia para o outro

Os dois últimos escalões do IRS, a partir de 66 mil euros anuais de rendimento colectável (4.750 euros mensais), vão perder completamente o direito a deduzir à sua factura do IRS as despesas com educação, saúde e habitação. No caso do último escalão, a austeridade vai ainda obrigar a uma "taxa adicional de solidariedade" de 2,5%, anunciou ontem o ministro das Finanças, durante a apresentação do documento de estratégia orçamental.

73% DOS PROFESSORES A CONCURSO NÃO FORAM COLOCADOS

Fenprof promete juntar-se à CGTP para combater estratégia niilista do Governo

Entre os 47.732 docentes candidatos para o próximo ano lectivo, apenas 12.747 serão contratados pelo Ministério da Educação. O número é esmagador: mais de 73% dos professores contratados que foram a concurso, para o próximo ano lectivo, ficam no desemprego. Os números são do ministério da Educação e Ciência (MEC) que divulgou ontem os resultados do concurso anual para satisfação de necessidades transitórias. Assim, dos 47.732 professores que se candidataram, apenas 12.747 foram contratados, para já, pela tutela. Números que implicam que mais de 37.253 docentes fiquem sem colocação. Para além disso, os resultados do concurso revelam que este ano o número de professores contratados é o mais baixo dos últimos três anos lectivos e que há uma redução na ordem dos 25% (menos cinco mil) em relação aos contratados no ano passado, para o qual foram colocados 17.275. Dos 12.747 colocados, cerca de oito mil são através de renovação do contrato, cerca de 2.300 vão ter horário completo e cerca de 2.500 horário incompleto. Ainda assim, são números que "ficam um pouco abaixo do que esperávamos" revela o membro do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) afecto à Fenprof, Vítor Ramalho, isto porque "houve medidas que foram adiadas para serem postas em prática a meio do ano lectivo". Vítor Ramalho prevê também que ainda durante este ano lectivo o ministério de Nuno Crato avance "com o fim do par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica" e que os dois docentes em sala de aula passem para um, "com o fim do estudo acompanhado e com o fim do crédito de horas para o desporto escolar", sublinha. Tudo medidas que, segundo os sindicatos, vêm aumentar o número de professores sem colocação.

VÍTOR GASPAR CONTINUA A AUMENTAR OS IMPOSTOS E A REDUZIR AS DEDUÇÕES

a este ritmo de aumento de impostos, até final do ano as famílias lusas ficarão sem nada

Os contribuintes ainda não sentiram o corte do subsídio de Natal mas já têm a promessa de um novo aumento de impostos para 2012. O Documento de Estratégia Orçamental apresentado ontem pelo ministro das Finanças não deixa margem para dúvidas: em 2012 e 2013, será o esforço das famílias, por via de mais impostos ou de corte de benefícios, que permitirá a redução do défice. O Governo comprometia-se a apresentar o maior corte da despesa pública de que há memória. Mas acabaram por ser novamente as medidas de aumento de impostos, desta vez no IRS e no IRC, que marcaram a conferência de imprensa do ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Isto apesar de o corte de despesa anunciado ser, de facto, significativo. O Executivo promete assim reduzir o défice de 5,9% este ano para 0,5% em 2015 e fá-lo essencialmente à custa da despesa. O peso das receitas totais no Produto Interno Bruto (PIB) fica praticamente inalterado até 2015 e o peso da despesa cai sete pontos.

PASSOS COELHO REJEITA IMPOSTO PARA RICOS PARA EVITAR FUGA DE CAPITAIS

para Passos Coelho, o futuro da economia passa exclusivamente pelo dinheiro dos ricos...

Em entrevista ao El Pais, Passos Coelho diz que taxar as grandes fortunas agravaria os problemas de financiamento da economia. O primeiro-ministro português considera que Portugal tem um dos índices mais elevados de assimetria na distribuição das receitas mas, em entrevista ao El Pais, rejeita a aplicação de um imposto sobre as grandes fortunas. Em entrevista publicada na edição de hoje do diário espanhol, Pedro Passos Coelho - que visitou Madrid na quarta-feira - reconheceu que a assimetria fiscal é uma realidade em toda a UE, mas que adoptar medidas fiscais muito duras pode levar à fuga de capitais. Passos Coelho rejeita no entanto propor qualquer imposto sobre as grandes fortunas, já que o país necessita de "atrair fortunas, investimento e capital externo".

BRASIL PREPARA-SE CONTRA RECESSÃO MUNDIAL NO HORIZONTE

"bolhas" económicas falsas estão a acelerar a recessão mundial, já inevitável

Depois de Lagarde avisar a banca para se preparar, agora chegou a vez de Dilma querer evitar aumento das despesas e usar o superávite primário para o serviço da dívida. Com o objectivo de antecipar uma recessão nos EUA e Europa, o governo brasileiro decidiu ontem usar o superávite primário, superior ao estimado, para pagar juros de dívida referentes a este ano. "O Brasil tem que estar pronto a impedir que esta deterioração económica mundial atinja os progressos conseguidos. Desta vez, queremos estar mais preparados do que em 2008 para enfrentarmos esta recessão mundial que se avizinha", disse o ministro das Finanças, Guido Mantega. Brasília transfere assim mais 4,36 mil milhões de euros para pagar o serviço da dívida que vence no segundo semestre do corrente ano. O ministro explicou que as medidas brasileiras diferem dos planos de austeridade que estão a ser anunciados na Europa, onde os gastos públicos estão a ser "cortados em toda a parte". (in, Económico).

GOVERNO CORTA 45% DAS CHEFIAS MUNICIPAIS

poupança de "cabeças" de dirigentes será de aproximadamente 55 milhões de euros

Poupança com redução de dirigentes será da ordem dos 55 milhões de euros. Cerca de 45% dos cargos dirigentes na administração local vão ser extintos, passando dos actuais 2.856 cargos de chefia para um total de 1.559, apurou o Diário Económico. Os dados serão revelados hoje pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, durante uma intervenção na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide. Tendo em conta as remunerações dos dirigentes, de 4.512 euros brutos por mês, no caso dos directores municipais, e de 2.805 euros brutos, nos chefes de divisão, isso significa que a poupança estimada com a redução dos dirigentes municipais será da ordem dos 55 milhões de euros por ano. Ou seja, actualmente a administração local gasta cerca de 115 milhões de euros com os salários dos dirigentes municipais, uma verba que será reduzida para praticamente metade: 60 milhões. Para já, nos cargos de dirigentes superiores está prevista uma redução de 73%: dos actuais 132 directores municipais, ficarão apenas 35.[CORTE_EDIMPRESSA] Nos cargos de direcção intermédia dos municípios, o corte previsto é de 44%, passando a existir 1.524 chefes de divisão, contra os actuais 2.724. Tendo em conta a autonomia das autarquias, o Governo está agora a tentar encontrar o maior número de consensos possível para conseguir cumprir o objectivo de reduzir as chefias municipais, sabe o Diário Económico. No memorando assinado com a ‘troika' uma das medidas exigidas é a redução em pelo menos 15% dos dirigentes da administração pública. Para a administração local está ainda prevista a redução em 2% do número de trabalhadores municipais.

ANACOM MULTA OPTIMUS, TMN E VODAFONE EM 260 MIL EUROS

as multas em tempo de crise sufocam as empresas, apenas um pouco mais...

A Anacom aplicou ontem uma coima de 60,5 mil euros à Optimus. Já este mês, multou TMN e Vodafone em 100 mil. A Anacom, o regulador das telecomunicações, tem feito valer a sua função fiscalizadora e aplicou este mês uma multa a cada um dos operadores móveis. As coimas, no global, ultrapassaram 260 mil euros. A mais recente multa foi ontem dirigida à Optimus. A operadora da Sonaecom foi multada em 60,5 mil euros, por ter pedido a portabilidade dos números "sem ter por base qualquer documento válido que justificasse tais pedidos e que não correspondiam à vontade dos assinantes", lê-se no ‘site' do regulador. Além disso, acrescenta a Anacom, a Optimus "não deu seguimento a dois pedidos de anulação de contratos apresentados pelos assinantes". Em vez disso, a operadora da Sonaecom pediu a portabilidade desses números. O regulador decidiu, assim, aplicar uma multa no valor de 60.500 euros. A Optimus já impugnou judicialmente a decisão.

LUCROS DA PT DESCEM A PIQUE

sem resultados e sem Sócrates, Zeinal Bava prepara a sua saída da direcção da PT

O lucro da Portugal Telecom caiu 13,8% no primeiro semestre, face ao período homólogo, para os 227,9 milhões de euros. A motivar a redução está a ausência de items extraordinários que se fizeram sentir no primeiro semestre do ano passado, nomeadamente 32 milhões de euros relacionados com a transferência de reservas cambiais na Brasilcel e 48 milhões de euros devido a uma reestruturação da Africatel, ambas no segundo trimestre de 2010, avançou a operadora liderada por Zeinal Bava à CMVM. As receitas operacionais cresceram 45% para os 2.669 milhões de euros, devido à consolidação da Oi. No final do primeiro semestre 59% das receitas da PT são geradas nas operações internacionais e 55% provêm do Brasil. No que toca às receitas geradas em Portugal, 46% devem-se a serviços de dados e televisão paga, garante a operadora. Já o EBITDA atingiu os mil milhões de euros, mais 33,8% que no mesmo período de 2010, por efeito da consolidação da operação brasileira. Recorde-se que a PT já tinha apresentado resultados preliminares, sem a operação brasileira, como forma de dar um sinal de confiança aos mercados. O investimento (CAPEX) da operadora atingiu os 418 milhões de euros; excluindo a consolidação da Oi e da Contax, contact center no Brasil, o investimento da PT teria atingido os 294 milhões de euros, menos 5,8% que no período homólogo. A redução reflecte o fim do programa de modernização tecnológica empreendido pela operadora, garante a PT.

GOVERNO QUER DÉFICE NULO EM 2015 E ANUNCIA CORTES DE 1.000 MILHÕES

Miguel Relvas corta a direito nos intermináveis endividamentos das autarquias

O Governo, que hoje apresenta as grandes linhas orientadoras da consolidação orçamental, tem como objectivo conseguir atingir o “equilíbrio orçamental em 2015”, de acordo com uma nota enviada ainda ontem à noite pela presidência do Conselho de Ministros. Portugal comprometeu-se com a troika atingir um défice de 5,9% do produto interno bruto (PIB) este ano, 4,5% em 2012 e 3% em 2013. Mas o Governo liderado por Passos Coelho traçou já as metas para um horizonte mais longínquo e quer chegar ao final de 2015 com um orçamento equilibrado. O mesmo é dizer que pretende que o défice se situe próximo dos zero. O ministro das Finanças vai esta tarde apresentar as linhas orientadoras da consolidação orçamental. O Governo pretende também aumentar a meta de redução de funcionários públicos de 1% para 2% ao ano, até 2014, o que significa que terão de sair anualmente da administração central do Estado cerca de dez mil trabalhadores, em termos líquidos, e não cinco mil, como estava previsto no memorando da troika, avança o Diário Económico.

PASSOS COELHO PREPARA-SE PARA FAZER LIMPEZA NAS CHEFIAS DAS SECRETAS

polícias e espiões oriundos da Maçonaria geram perigosas máfias internas nos serviços

Pedro Passos Coelho mostrou a Júlio Pereira que o seu tempo como secretário-geral do Sistema de Informações da República (SIRP) acabou. Primeiro tornou público o encontro de ontem em S. Bento, que demorou pouco mais de uma hora. Segundo, fez saber também publicamente que lhe exigiu um inquérito "célere e profundo" à chamada "Lista de Compras", a operação levada a cabo pelo Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), então dirigido por Jorge Silva Carvalho, hoje quadro da Ongoing, que obteve uma lista de chamadas e SMS efectuadas pelo então jornalista do "Público" Nuno Simas. Esta forma de humilhação pública antecede a sua demissão do SIRP. Mas Júlio Pereira não sairá sozinho. O i sabe que os directores do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e do SIED, respectivamente Antero Luís e José Casimiro Morgado, também vão ser exonerados. O compasso de espera demorará o tempo que Júlio Pereira levar até concluir o inquérito. Pedro Passos Coelho ganha assim algum tempo para preparar a revolução nas secretas e também para avaliar com os seus conselheiros mais próximos as possíveis consequências dessa limpeza geral.

Admite-se que Jorge Silva Carvalho, no centro dos dois escândalos que abalaram o SIED - fuga de informações para a Ongoing e vigilância ilegal ao actual director de informação adjunto da Lusa -, reaja e ponha mais lenha numa fogueira que atingiu em cheio a credibilidade interna e externa dos serviços e dos seus responsáveis.
Já sobre os novos nomes, as movimentações envolvem não só diversos ministros influentes e com uma palavra na matéria, casos de Paulo Portas e Aguiar-Branco, dos Negócios Estrangeiros e da Defesa Nacional, como elementos decisivos em todas as decisões do primeiro-ministro e que procuram estar bem dentro de um sector sempre apetecível para quem está no poder. A juntar a tudo isto aparece a presidência da República, que de forma discreta procura estar por dentro do processo e tenta influenciar tudo o que se vier a passar com o futuro dos serviços de informações da República. Isto para não falar das maçonarias e do peso que normalmente têm nos serviços secretos portugueses, uma tradição que motiva grandes lutas de bastidores e jogos de sombras no mundo discreto dos espiões.

TRANSPORTES: GOVERNO DEIXA 1,4 MILHÕES DE PORTUGUESES DE FORA

prova-se assim a "teoria" da aniquilação da classe média levada a cabo pela NWO

O governo apresentou ontem os tarifários com descontos sociais, uma medida que "se enquadra no esforço do actual governo e do Ministério da Economia e do Emprego na promoção da justiça e protecção social aos agregados familiares de menores rendimentos", explicou a tutela em comunicado. Assim, diz o mesmo documento, as famílias com um rendimento mensal médio até 544,96 euros (1,3 Indexante de Apoios Sociais) vão ter acesso a descontos de 25% a 28%. Esta fasquia, contudo, deixa de fora 1,4 milhões de agregados familiares - do total de 4,71 milhões - que ganham mais que o patamar fixado pelo governo mas menos de 810 euros mensais, segundo os dados mais recentes das declarações de IRS de 2009. Talvez por isso, e também porque os passes de uma só transportadora ou bilhetes individuais ficaram de fora dos descontos, o governo optou por manter "em vigor os restantes títulos de transporte, acessíveis à generalidade da população, nas mesmas condições", segundo aponta o comunicado do ministério. Entre estes contam-se os passes 4_18 ou sub23, para crianças e jovens. Além das famílias com um rendimento superior a 545 euros mensais, também a população que utilize empresas de transporte de fora de Lisboa e Porto não foi contemplada pelos descontos do governo - que entram em vigor a partir de quinta-feira.

E até nos dois grandes centros urbanos há uma distinção nos descontos. No Porto, os preços dos nove passes intermodais foram alvo de um desconto médio de 25,2% - variando entre 24,9% e os 26,3% -, para um corte médio de 14,4 euros por título. Já em Lisboa, o desconto médio oferecido atinge os 28,2% - variando entre 25,2% e os 28,8% -, para um corte médio de 12,8 euros por cada um dos nove títulos revistos (ver lista em baixo). O governo não avançou com nenhuma estimativa para o custo destes descontos para o Estado, que terá de compensar as operadoras. Refere apenas que serão financiados pelo Plano de Emergência Social, que tem uma dotação de 400 milhões de euros até 2014. Preparam-se protestos "Isso é pôr um penso numa ferida que está aberta. Como é que vão fazer? De cada vez que forem comprar o passe têm de levar o IRS?", questionou Carlos Moura, da Plataforma das Comissões de Utentes da Carris, que ontem se reuniu no Cais do Sodré, Lisboa, em protesto contra os aumentos de 15% já em vigor. "Se aumentam [os transportes] e as pessoas deixam de poder aceder ao seu local de trabalho da melhor forma, é evidente que isso também acaba por se reflectir na produtividade das pessoas, na sua capacidade de produzir riqueza e no próprio país", acrescentou. (in, Jornal i).

LAGARDE SURPREENDE UE COM PEDIDO URGENTE DE RECAPITALIZAÇÃO DA BANCA

Lagarde, mais uma iluminada Bilderberg com uma agenda europeia secreta?

A Europa não reagiu bem aos comentários de Christine Lagarde, presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde pede uma recapitalização "urgente" dos bancos da Europa para combater a crise da dívida, indica o "Financial Times". "Os bancos precisam de uma recapitalização urgente. Têm de ser fortes o suficiente para resistir ao risco soberano e ao crescimento lento. É a chave para eliminar o contágio. Se não houver uma reacção, podemos assistir a uma maior disseminação das fragilidades económicas a países mais fortes, ou ainda a uma crise de liquidez", comentou Lagarde no encontro de banqueiros centrais em Jackson Hole, este fim-de-semana. A antiga ministra das Finanças francesa adiantou que a recapitalização poderia ser feita através do Fundo Europeu de Estabilização Europeia (FEEF), que procederia a injecções directas no capital dos bancos mais frágeis. Estas declarações incendiaram a reacção europeia, de acordo com o "Financial Times". Isto porque os bancos estiveram a reforçar o seu capital antes dos testes de stress à banca europeia, no segundo trimestre de 2011. As análises à robustez financeira do sector, feita pela Associação Bancária Europeia (EBA, na sigla inglesa), revelaram que apenas nove das 91 instituições analisadas tinham um rácio de capital "core Tier One" abaixo do mínimo exigido.

JORGE SILVA CARVALHO MENTIU EM TRIBUNAL

ao estilo mafioso da CIA, a nossa polícia secreta já tem total autonomia...?

Três meses depois de ter espiado as comunicações de telemóvel do então jornalista do "Público" Nuno Simas, Jorge Silva Carvalho jurou em tribunal nunca ter exercido até então funções " de recolha ou pesquisa de informações, de tratamento de informações, de análise de informações" nas secretas. Declarações feitas, a 12 de Novembro de 2010, como testemunha no processo contra a "Visão" e o jornalista Rui Costa Pinto. Na altura, em causa estava uma notícia da revista "Visão", de Fevereiro de 2006, que tinha por título "A secreta oculta de Sócrates", em que o jornalista Rui Costa Pinto escrevia que estava em formação uma espécie de secreta paralela, a funcionar à margem da lei, e na dependência directa do primeiro-ministro. José Sócrates e Júlio Pereira apresentaram uma queixa por difamação e, no âmbito desse processo, Silva Carvalho foi ouvido como testemunha. À data da notícia, o consultor da Ongoing era chefe de gabinete de Júlio Pereira que era então director do SIED. No depoimento, a que o i teve acesso, Silva Carvalho falava do processo de análise e recolha de dados pelas secretas e recusava que ele ou alguém do gabinete do secretário-geral do SIED ou ele próprio tenha "algum dia" exercido recolha, pesquisa, tratamento ou análise de informações. Silva Carvalho explicava então que as informações "são uma actividade holística": "Todos os actores da actividade de informações se combinam, digamos assim, para um determinado objectivo." No processo, a revista e o jornalista saíram absolvidos por o artigo não ter sido considerado "ofensivo" pelo tribunal.

JOÃO JARDIM LANÇA NOVAS OBRAS DEPOIS DE ANUNCIAR RUPTURA FINANCEIRA

Alberto João e o seu eterno teatro da necessidade dos financiamentos às ilhas

A um mês das eleições e depois de ter pedido ajuda a Passos Coelho para sanear as contas, o líder da Madeira, lança obras públicas. Mesmo depois de ter assumido problemas de liquidez para pagar a fornecedores e de ter pedido ajuda ao actual Governo, com quem quer negociar um acordo para controlar a diíida que duplicou em cinco anos, Alberto João Jardim, a pouco mais de um mês de eleições, continua a lançar novos concursos e adjudicar obras públicas. O conselho do Executivo regional reuniu ontem e das sete resoluções, divulgadas publicamente, cinco são para dar luz verde a obras na Madeira. De acordo com fonte oficial do gabinete da presidência do governo regional o problema da dívida da região não foi debatido. Já em clima de pré-campanha eleitoral - as eleições estão marcadas para 9 de Outubro -, Alberto João Jardim dá prioridade à construção de um pavilhão gimnodesportivo, uma piscina e a construção de um centro paroquial entre outras obras. O Diário Económico pediu ao governo regional o valor deste pacote de concursos e adjudicações, mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta. Recorde-se que em apenas cinco anos a dívida da Madeira subiu 101,5%. Em 2005 a dívida estava nos 478 milhões de euros, e em 2010, segundo uma auditoria apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chegava a 963 milhões de euros, ou seja, mais que duplicou. Os dados da entidade liderada por Guilherme d'Oliveira Martins revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros.

ECONOMIA MUNDIAL COM 50% DE CHANCES DE COLAPSAR

a economia mundial caminha para um buraco negro de onde não haverá regresso

De acordo com o prémio Nobel de Ciências Económicas, Michael Spence, a economia mundial tem 50% de hipóteses de entrar em recessão, uma vez que o crescimento da Europa e dos Estados Unidos estagnou. “Estou bastante preocupado”, disse Spence ontem numa entrevista ao canal televisivo da Bloomberg. “A combinação de uma queda na Europa e nos Estados Unidos, onde se situam uma grande parte das economias industrializadas”, está a contribuir para a previsão deste cenário, analisou Spence, citado pela Bloomberg. “Tenho quase a certeza de que a queda destas economias irá conduzir à queda do crescimento da China, em particular, e isso irá espalhar-se imediatamente às restantes economias emergentes”, continuou Michael Spence, advertindo que a probabilidade deste cenário ocorrer “é de cerca de 50%”. A análise de Spence surge após os cortes das previsões de crescimento global de algumas instituições, tais como o Citigroup e o UBS. Os cortes ocorreram no seguimento da reunião dos banqueiros centrais de todo o mundo em Jackson Hole, em Wyoming, que teve início ontem. Ao contrário do sucedido na crise financeira de 2008, quando a China amorteceu a sua queda com um programa de estímulos à economia, desta vez o país apenas será capaz de “acalmar a sua economia doméstica”, refere Spence. A China “não pode compensar o tipo de quebra na procura que irá surgir com a recessão das economias avançadas”, conclui o prémio Nobel de Ciências Económicas Michael Spence.

FARMÁCIAS À BEIRA DA RUPTURA FINANCEIRA E DE STOCKS

a bola de neve das dívidas é a forma corrente das farmácias pagarem a fornecedores

Associações de farmácias e distribuidores no mercado ambulatório alertam para colapso das farmácias, escreve o jornal i. A situação, dizem, está a degradar-se a ritmo acelerado desde 2005. O cenário é de alerta, de acordo com dados adiantados pelo sector: 20% das farmácias estão sem dinheiro para repor stocks. Cerca de 604 suspenderam já os fornecimentos de medicamentos, mais de 154 que no final de 2010. O número de processos judiciais para execução de dívidas também aumentou, assim como o número de farmácias que pagam aos fornecedores acima dos 90 dias.