O consultor da firma de capital de risco Megafinance, Pedro Xavier Pereira, está em prisão preventiva, suspeito de burla. Xavier Pereira foi ouvido pelo Tribunal de Instrução Criminal tendo saído com a medida de coacção mais pesada, por decisão do juiz Carlos Alexandre. Estão em causa indícios da prática de crimes de burla. Quanto ao outro arguido do processo, o presidente da empresa, Luis Valente, saiu em liberdade mas vai ter de apresentar-se periodicamente na esquadra da polícia da sua área de residência. Xavier Pereira (ou Cohen Pereira, como prefere ser chamado, talvez à procura do perfil sacerdotal que o apelido judaico evoca) tem no currículo uma relação atribulada com a lei. Enquanto representante português da empresa espanhola de capital de risco LP Brothers Venture Capital, foi detido em Outubro de 2005 em Espanha, na sequência de um mandado de captura internacional emitido pelo Ministério Público de Coimbra. Em Julho passado, o Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa confirmou as coimas aplicadas pela CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários à LP Brothers e a Pedro Xavier Pereira, no caso da suposta OPA sobre a Media Capital (proprietária da TVI), operação que acabou por nunca acontecer. O regulador decidiu em Agosto de 2009 aplicar duas coimas, no valor de 100 mil euros à LP Brothers e de 50 mil euros a José Xavier Pereira. Na base do processo de contra-ordenação estava a acusação de violação do dever de qualidade da informação - falsidade, falta de clareza e completude. Estava em causa "informação divulgada ao público relativa ao lançamento de uma OPA pela LP Brothers à Media Capital e informação referente à detenção de mais de 5 por cento das acções da Media Capital pela LP Brothers e por Pedro Xavier Pereira", não tendo havido "qualquer intenção séria de a LP Brothers lançar uma OPA" sobre a empresa de media.Pedro Xavier Pereira e a LP Brothers estiveram alegadamente envolvidos em três negócios publicitados em 2005. Em Abril, fora noticiado que a LP Brothers informava ter sido contactada pela Lusófona para a aquisição da Universidade Portucalense, um negócio desmentido à Lusa pela Universidade Lusófona. Em Junho, Pedro Xavier Pereira apresentou--se como consultor no negócio de compra, pela TAP, de 20 por cento da brasileira Varig, mas a transportadora aérea portuguesa veio negar qualquer papel de Xavier Pereira no processo. A LP Brothers anunciou também a proposta de compra dos jornais "A Capital" e "O Comércio do Porto", informação igualmente desmentida pela Prensa Ibérica, empresa proprietária destes títulos. Recentemente, Xavier Pereira anunciava no seu blogue o próximo grande negócio da Megafinance. A empresa a que assiste como consultor entregou aos grupos Auchan e Danone, dois dos principais credores da cadeia de supermercados AC Santos, uma proposta de reestruturação desta cadeia de supermercados. Um documento que, segundo declarações ao Público de Eusébio Gouveia, administrador de insolvência, se resumia "a banalidades económicas, sem transposição da realidade da insolvente". (in, Jornal i).
GOVERNO FAZ "LIMPEZA" NAS EMPRESAS PÚBLICAS DO SECTOR IMOBILIÁRIO
O emagrecimento do sector empresarial do Estado, um dos objectivos do programa do governo, começa no imobiliário, uma das actividades mais afectadas pela crise. Ainda antes de concluir o levantamento sobre a viabilidade económica de todos os organismos e empresas públicas, o executivo já manifestou a intenção de suspender ou desmantelar três empresas na área da requalificação urbana. A primeira “vítima” foi a Frente Tejo, empresa criada em 2008 para promover a requalificação da zona ribeirinha de Lisboa e que é tutela do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Na sexta-feira, foi a vez de a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território assinar a “sentença de morte” de mais duas empresas nesta área. Assunção Cristas suspendeu o projecto Arco Ribeirinho Sul, por o considerar “demasiado ambicioso” para as condições actuais. O fim deste projecto pressupõe a extinção da empresa pública com o mesmo nome criada em 2009 e que é presidida pelo socialista Fonseca Ferreira que durante anos liderou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT). Mas o maior impacto virá da intenção de acabar com a Parque Expo, a empresa imobiliária criada para desenvolver a Expo 98 e que sobreviveu 13 anos ao fim da exposição internacional de Lisboa. O Estado mantém ainda a presença em seis empresas do projecto Polis para a requalificação urbana de várias regiões e cidades do país. Mas, indirectamente, é accionista da que provavelmente será uma das mais importantes empresas imobiliárias de Portugal, pelo menos ao nível do património detido, a Estamo, do grupo Parpública.
ESTADO EMPRESTA MAIS DE MIL MILHÕES A EMPRESA QUE COMPRA IMÓVEIS AO ESTADO
A Estamo, empresa do grupo Parpública do sector imobiliário, comprou ao Estado e a outras entidades públicas mais de 200 imóveis no passado. Este património custou cerca de 360 milhões de euros. Estas aquisições deram ao Estado receitas extraordinárias que terão beneficiado o défice público de 2010. No entanto, o seu custo foi financiado com empréstimos do accionista que, por sua vez, é do próprio Estado. A Estamo recebeu mais de 400 milhões de euros de suprimentos, empréstimos do seu accionista, que é a sub-holding Sagestamo que por sua vez é controlada pela Parpública. Este financiamento, explica a empresa no relatório e contas do ano passado, “fica a dever-se fundamentalmente à necessidade de financiar as aquisições e contratos promessa de compra e venda de imóveis, dos quais 359,8 milhões de euros se referem a contratos efectuados em 2010 e 60,1 milhões de euros são relativos a 10 imóveis contratados em 2010, cujo pagamento só ocorreu em 2011”. No total, a conta acumulada de empréstimos contraídos pela Estamo junto da sua accionista directa, a Sagestamo, atingia no final do ano passado os 1.200 milhões de euros. Este valor corresponde grosso modo às aquisições de imóveis ao Estado e a entidades públicas realizadas pela Estamo nos últimos anos.
E como é que a Sagestamo obtém os fundos para financiar as suas participadas? – a Estamo é mais importante, mas não é a única. As contas de 2010 mostram que esta sub-holding também recorre à sua accionista. No final do ano passado, a Parpública tinha concedido suprimentos (empréstimos) de 377,8 milhões de euros, para além de dois apoios de tesouraria de 300 milhões de euros cada. No final do ano passado, a Sagestamo devia cerca de 801 milhões à Parpública, o dobro do valor em dívida em 2009. A sub-holding tem ainda um programa de papel comercial – dívida – de 300 milhões de euros contraído junto do Santander Totta que vence em Novembro deste ano. Seguindo a rota dos empréstimos accionistas chegamos às contas da Parpública. A holding do Estado tem duas principais fontes de receitas: os dividendos das participadas, algumas das principais empresas de capitais públicos, como a ANA, REN e EDP, e a venda de activos, sejam participações, sejam imóveis. Com o arrefecimento da economia e o congelamento de várias alienações, a Parpública teve de reforçar o recurso ao endividamento externo. Já este ano, a empresa recebeu um aval do Estado para um financiamento até 620 milhões de euros que foi justificado com a realização de operações no quadro do programa de gestão de património imobiliário, e com a compra de obrigações da EDP. O grupo deveria comprar este ano património no valor de 370 milhões de euros ao Estado e entidades públicas, mas as aquisições de imóveis públicos ascenderam apenas a 4,3 milhões de euros e referem-se à parte final do programa do ano passado. No relatório de 2010, a Parpública já tinha alertado para as crescentes dificuldades de financiamento e para o risco de não ser possível concretizar o plano de compra de imóveis deixado pelo anterior governo e que rondava os 370 milhões de euros. O novo executivo ainda não clarificou se vai prosseguir a política de compra massiva de imóveis que nos últimos cinco anos fizeram deste grupo de empresas o maior proprietário de imobiliário do Estado.
CÂMARA DE LISBOA VAI AUMENTAR RENDAS DE TERRENOS COM MAIS DE 500 M2
A SIC Notícias revelou esta manhã que a Câmara Municipal de Lisboa vai aumentar exponencialmente, baseado num valor por metro quadrado, as rendas de terrenos municipais com mais de 500 m2. Dando um simples exemplo na reportagem, a SIC revelou como um arrendatário passará de uma renda de cerca de 150 euros hoje, para uma renda de cerca de 3.500 euros em 2014...!!! Depois da medida de implementação de mais portagens nas entradas de Lisboa, o presidente António Costa continua a ceifar vidas de pessoas em crise, na mesma política totalitarista seguida por todos os líderes e seguidores das políticas inequivocamente de extrema-direita da NWO. Quando é que o povo português vai acordar para esta nova realidade política neo-salazarista mascarada de república...?
PREVISÃO DE NOVA SEMANA DE QUEDAS NAS BOLSAS MUNDIAIS
Adivinha-se mais uma semana de nervos nas bolsas mundiais, depois de 20% do valor dos principais índices se ter evaporado. Foi mais uma semana negra nas bolsas. As acções europeias voltaram a tombar na sexta-feira, elevando os prejuízos da semana para mais de 6%. O PSI 20 deslizou 0,30% na sexta-feira e mais de 3% nas últimas cinco sessões. E os próximos dias continuam a prometer volatilidade extrema nas bolsas. O mercado está de olhos postos no presidente da Reserva Federal dos EUA, que fará na sexta-feira um discurso na conferência anual de Jackson Hole. Isto porque na mesma ocasião no ano passado, Ben Bernanke fez um discurso onde deixou antever a decisão de tomar uma segunda ronda de ‘quantitative easing', isto é, de imprimir dinheiro para injectar na economia. O mercado especula agora se, perante a evidência de que a maior economia do mundo não dá sinais de saúde, Ben Bernanke opte pelo mesmo ‘modus operandi' este ano. "Apesar de ser possível que o presidente da Fed possa dar algumas luzes sobre uma flexibilização monetária adicional, pensamos que as notícias que sairão de Jackson Hole serão mais em torno de um sentimento mais aproximado da opinião da Fed sobre as suas opções e menos sobre a escolha em concreto de uma opção", referiram os economistas do RBC Capital Markets, num relatório a que o Diário Económico teve acesso.
MERKEL RECUA NOS EUROBONDS COM MEDO DE SER ARRASTADA PARA A DÍVIDA DA UE
A chanceler alemã considera que a introdução de 'eurobonds' agora não vai trazer a tão almejada estabilidade económica. Na sua primeira entrevista desde que regressou das férias de Verão, Merkel disse que décadas de agravamento dos défices nos países da zona euro transformaram a união monetária numa "união de dívida" que exige que cada país reduza os seus níveis de endividamento. Apesar de admitir que não exclui a emissão conjunta de títulos de dívida dos países da zona euro algures num "futuro distante", Merkel defende que as 'eurobonds' "não são a resposta neste momento". "As 'eurobonds são exactamente a resposta errada", disse hoje a chanceler alemã em entrevista à televisão ZDF, em Berlim. "Elas conduzem-nos a uma união da dívida e não a uma união de estabilidade", frisou, acrescentando que "cada país tem de tomar as suas próprias medidas para reduzir a dívida". Citada pela Bloomberg, Merkel considerou que "é uma tarefa árdua que não pode ser resolvida de uma só vez, por exemplo, com a emissão de 'eurobonds'", argumentando que estes títulos de dívida "não são a resposta para a actual crise" e que a missão do seu actual governo é resolvê-la. Merkel junta-se assim ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que também manifestou hoje a sua discordância quanto à emissão de 'eurobonds' como possível saída da crise económica, assegurndo que existem outras soluções. "Não é o momento adequado", disse numa entrevista à rádio pública belga (RTBF), onde referiu que a Europa deveria esperar que as suas economias e objectivos alcançassem uma maior convergência antes de avançar com a emissão de obrigações do tesouro europeias.
EXTINÇÃO DE PARQUE EXPO DEIXA DÍVIDA DE 185 MILHÕES DE EUROS
Porque será que todas as empresas públicas do Estado dão prejuízos de milhões e no entanto os seus funcionários e administradores têm regalias de luxo? E porque apenas encerram algumas das centenas que existem sem se justificar no actual contexto de crise? Ao fim de 18 anos de actividade, a Parque Expo é finalmente extinta. É o ponto final numa empresa pública liderada, até agora, por Rolando Borges Martins e que, fechou o primeiro semestre deste ano com um passivo de 185 milhões de euros - um valor que traduz uma redução face aos 227 milhões de euros contabilizados no final do ano passado. Para esta redução terá contribuído o aumento de capital de 50 milhões de euros - subscrito pelo accionista único, o Estado -, dos quais 15 milhões foram realizados ainda em 2010. Não foi possível, contudo, apurar se os restantes 35 milhões de euros já foram disponibilizados à empresa. Fica, no entanto, por saber qual o organismo ou entidade do Estado que irá assumir o passivo financeiro da Parque Expo e qual o plano concreto do Ministério para o abater, em termos de pagamento, prazos e condições financeiras.
DÍVIDA DA MADEIRA DUPLICOU EM APENAS 5 ANOS
Entre 2005 e 2010, a dívida da Madeira disparou de 478 para 963 milhões de euros. Alberto João Jardim já avisara que, para não prejudicar o povo da Madeira, foi contraindo dívida para poder continuar a obra, resistindo assim àquilo a que chamou o "ataque financeiro" do anterior governo socialista. O resultado está à vista. Desde 2005, o primeiro ano de Executivo de José Sócrates, até ao final de 2010, a dívida contraída pela região mais que duplicou. À beira de eleições, Jardim assume agora problemas de liquidez e pede apoio ao actual Governo, com quem quer negociar um acordo. Os números da dívida fazem parte do Orçamento da Região da Madeira. Em 2005, a dívida estava nos 478 milhões de euros. Em 2010, segundo uma auditoria recentemente apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chegava a 963 milhões, mais 101,5%, ou seja, mais que duplicou em cinco anos. Os dados do Tribunal de Contas indicam que, entre 2009 e 2010, a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros. No discurso da ‘rentrée' política do PSD/M, em Porto Santo, o presidente do governo regional justificou a dívida da Madeira com o "ataque financeiro" do Governo socialista através da Lei das Finanças Regionais. E explicou a estratégia, adiantando que preferiu a "derrapagem financeira" para "resistir à agressão socialista (...) e agora poder negociar com o Governo que é liderado pelo PSD" a ter que se "render e ter parado com tudo".
GOVERNO RATIFICA ACORDO DO PS PARA FORNECER DADOS DOS PORTUGUESES À CIA
Sociais-democratas mudam de ideias e 'ratificam' acordo que foi chumbado pela protecção de dados por ser "abusivo". O Governo desenterrou o acordo para troca de dados pessoais entre Portugal e os EUA e, ao contrário do que o PSD admitia na oposição, vai avançar para a sua ratificação. Da reunião de ontem do Conselho de Ministros saiu uma resolução para o Parlamento aprovar o acordo bilateral assinado entre o Governo de José Sócrates e a Administração de Barack Obama. O documento que permite a partilha de perfis de ADN e de impressões digitais tem data de Junho de 2009, mas não chegou a sair da gaveta com os socialistas. Agora o documento levará a assinatura de Miguel Macedo e Passos Coelho, que na altura criticaram duramente a proposta. Por aqui vemos como se faz política em Portugal. Apenas teatro, e de má qualidade.
EDIFÍCIO DA PJ DE MILHÕES EM PLENA CRISE COM PRIVILÉGIOS DE SUSPENSÃO DE PDM
O ministro da Justiça, Alberto Martins, assinou em Abril o despacho para o início das obras da nova sede da Judiciária, em Lisboa. A obra, orçada em 85 milhões de euros teve início no mesmo mês. A nova sede nacional da Polícia Judiciária (PJ), a chamada "Cidade Judiciária", vai ficar instalada no centro de Lisboa, na Rua Gomes Freire, por via da ampliação das instalações que a polícia já ali ocupa a terrenos contíguos pertença da Faculdade de Medicina Veterinária. "A solução final pretende concentrar num só espaço os principais serviços da PJ dispersos pela cidade de Lisboa e os próprios meios a utilizar pela polícia, permitindo uma poupança financeira e de tempo significativa durante um processo", disse ao jornal PÚBLICO o assessor do MJ Ricardo Pires. O projecto originalmente destinado a Caxias foi apresentado ainda durante o governo de coligação PSD/PP pela então ministra da Justiça, Celeste Cardona, e implicava a construção de uma "Cidade Judiciária" no concelho de Oeiras avaliada entre 55 e 60 milhões de euros, cuja conclusão se previa para meados de 2007. O abandono da solução Caxias para instalar a sede nacional da Polícia Judiciária deverá implicar o pagamento de uma indemnização à construtora Teixeira Duarte (conhecida como a construtora "de" Isaltino de Morais) que poderá rondar os 15 milhões de euros. A construtora já tornou pública a sua intenção em ser ressarcida pela rescisão do contrato e pelas obras entretanto realizadas. As obras em Caxias tiveram início em Fevereiro de 2004 mas foram embargadas quatro meses depois por ordem do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, que deu razão aos autores de uma providência cautelar onde se invocava a violação do Plano Director Municipal de Oeiras, os impactes ambientais significativos e as consequências negativas no sistema de acessibilidades e no saneamento básico da freguesia. O novo projecto, da empresa S&A (Saraiva & Associados), mais uma empresa com inúmeros projectos ao serviço do concelho de Isaltino Morais, levou mesmo à suspensão do PDM de Lisboa para que pudesse ser realizado, conforme atesta o próprio arquitecto autor no seu facebook: http://www.facebook.com/video/video.php?v=10150150458373796&oid=141966009157516&comments.
EDIFÍCIOS DO 11 DE SETEMBRO FORAM PREPARADOS PARA DEMOLIÇÃO MESES ANTES
Depois do 11 de Setembro, George W. Bush demorou um ano a constituir uma comissão oficial de investigação. Quando o fez já todos os destroços do World Trade Center tinham sido transportados para a China por barco e destruídos secretamente. A investigação oficial que se seguiu teve contornos muito pouco científicos e nada forenses. FBI e CIA foram praticamente afastados da "investigação". A comissão trabalhou essencialmente para apagar vestígios e provas da evidente demolição controlada dos 3 edifícios atingidos pela tragédia daquele dia fatídico para milhares de pessoas. Hoje grupos como os Arquitectos pelo 9/11, Engenheiros pelo 9/11, Militares pelo 9/11 e Bombeiros pelo 9/11 uniram-se e fizeram um excelente documentário-investigação onde provam com argumentos simples e evidentes como os edifícios foram preparados com meses de antecedência para uma demolição controlada, tendo como principal suspeito o grupo económico que adquiriu um ano antes todo o complexo do WTC, o qual tinha de ser demolido para dar lugar a um novo mega-projecto, para obtenção de lucros de milhões. Mas antes uma demolição muito dispendiosa e perigosa tinha de ter lugar para viabilizar economicamente o projecto. Demolição "contratada" e financiada posteriormente de forma integral pelo Governo de George W. Bush. Todos os envolvidos pertencem aos llluminati e a toda a elite política dos EUA, Bilderberg e CIA. 10 Anos depois quantas pessoas no mundo conhecem já esta verdade chocante? O documentário em: http://www.youtube.com/watch?v=hZEvA8BCoBw&feature=player_embedded. Todo o filme em: http://www.youtube.com/watch?v=Odp1FO0Vmuw.
GOVERNO PREPARA-SE PARA EXTINGUIR PARQUE EXPO POR MÁ GESTÃO
O Governo pretende fechar a Parque Expo, uma vez que a empresa “é um mau exemplo que não pode continuar”, disse a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento. Em declarações ao jornal Sol, a Assunção Cristas afirma que a empresa, criada em 1993 e integrada no sector empresarial do Estado, “foi acumulando competências para autojustificar a sua manutenção”. Liderada por Rolando Borges Martins, a Parque Expo transformou-se numa holding, sendo que através de várias subsidiárias, é responsável por espaços como o Oceanário de Lisboa, a sala de espectáculos Pavilhão Atlântico ou a Gare do Oriente. Quanto ao Pavilhão Atlântico, Cristas afirmou ao semanário “Sol” que a infra-estrutura será privatizada, enquanto o Oceanário de Lisboa manter-se-á em domínio público, uma vez que “é auto-sustentável e tem uma função relevante no desígnio do mar e da economia do mar” Quanto aos 49% que a Parque Expo detém na Gare Intermodal de Lisboa (na foto), onde se inclui a Estação do Oriente, deverão ser distribuídos pela Refer e pelo Metropolitano de Lisboa e a Marina do Parque das Nações será concessionada ou privatizada.
PRÉMIO NOBEL DA ECONOMIA: PORTUGAL, GRÉCIA E IRLANDA INSOLVENTES
Itália e Espanha têm probabilidade de ultrapassar a actual crise sem perdas. Um fado que Portugal, Grécia e Irlanda não deverão evitar, indicou o prémio Nobel da Economia. Portugal não deverá conseguir evitar a insolvência, na opinião de Paul Krugman. O laureado com o Nobel da Economia acredita que, tal como a Grécia e a Irlanda, Portugal já é praticamente “insolvente” e que, por isso, terá, "provavelmente" de assumir perdas na sua dívida. A questão é que um incumprimento parcial por parte das nações periféricas não deverá ser suficiente para resolver todos os problemas da Zona Euro, indica o economista. Mas há países que poderão ultrapassar a crise sem sofrerem perdas. “Há aqueles que podem, provavelmente, ultrapassar esta questão, mesmo que isso venha a ser desagradável, desde que não haja pânico. E esses são a Espanha e a Itália”, comentou o Nobel numa entrevista em Estocolmo citada pela Bloomberg. Contudo, há possibilidades de a Itália ter de sair do euro. “É uma história assustadora”, dado que Krugman coloca a probabilidade de isso acontecer em 10%. Em Maio, há apenas três meses, o valor que apontava era de 1%. Já no caso grego, a probabilidade dispara para mais de 50%. Para lidar com a situação, o colunista do “New York Times” considera que é necessário uma “operação centralizada” capaz de lidar com os resgates de bancos. Mas também é preciso a emissão de obrigações europeias. Elas vão possibilitar os empréstimos “sem se ser sujeito a ataques especulativos”, defende o economista na semana em que Angela Merkel e Nicolas Sarkozy colocaram essa hipótese de lado, pelo menos no curto prazo. Na entrevista de hoje, Krugman falou ainda da situação da economia global. A probabilidade de uma recessão global é um pouco maior do que um terço, declarou o economista que já tinha afirmado que esta crise vai ter consequências que se irão prolongar por várias décadas.
MÉDICOS TAREFEIROS COM DIAS CONTADOS JÁ EM SETEMBRO
Mesmo com cortes, médicos em regime de prestação de serviços ganham mais do que a média dos seus colegas. Valores pagos por hora mais baixos, leque menos vasto de médicos disponíveis e regras de contratação mais apertadas. São estas as três grandes alterações introduzidas pelo Ministério da Saúde à contratação de médicos tarefeiros pelas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
ESTADOS UNIDOS E EUROPA PREPARAM-SE PARA EMBATE DE NOVA RECESSÃO
Os avisos sobre a degradação das perspectivas económicas multiplicam-se. O mundo vai crescer menos. O medo de uma nova recessão nos Estados Unidos e na Europa está instalado. Ontem, a Morgan Stanley avisou que os dois blocos económicos estão "perigosamente perto da recessão" e cortou as expectativas de crescimento mundial. Mas não foi a única. Os avisos de uma travagem a fundo multiplicam-se. "A revisão das nossas projecções de crescimento mostram os Estados Unidos e a zona euro a pairar perigosamente perto da recessão - definida como dois trimestres consecutivos de contracção - nos próximos seis a doze meses", advertiu Joachim Fels, um dos economistas-chefe do departamento de ‘research' económico da Morgan Stanley, num relatório publicado ontem. O cenário central que o banco está a utilizar não é o de um regresso à recessão, mas ainda assim a nota de ‘research' frisa que o fraco crescimento e o pânico nos mercados se alimentam um ao outro. É por isso que a Morgan Stanley já não espera novas subidas das taxas de juro directoras por parte do Banco Central Europeu, antecipando antes um corte dos juros no arranque de 2012. E para o crescimento mundial, as expectativas foram cortadas dos anteriores 4,2% para 3,9% este ano, com novo abrandamento do produto interno bruto (PIB) em 2012, cuja projecção passou de 4,5% para 3,8%.
BANCA AFUNDA WALL STREET PARA PERDAS DE 4%
Bank of America e Citigroup tombaram mais de 6% perante incertezas na economia mundial e na banca europeia. As praças norte-americanas voltaram hoje a encerrar no vermelho carregado, com os investidores a manifestar preocupação com a intensificação dos receios de abrandamento nos EUA e de possibilidade da banca europeia poder precisar de ajuda. Esta manhã, o Morgan Stanley reviu em baixa as suas perspectivas para a economia mundial até 2012, o que fez com que o fantasma da recessão voltasse a pairar sob os EUA. Por outro lado, o abrandamento económico deixaria ainda mais complicada a tarefa dos países europeus em resolver a crise de dívida. Uma crise que que está também a afectar o sistema financeiro no Velho Continente, segundo a Reserva Federal Norte-americana. Foi assim neste clima que os principais títulos financeiros somaram perdas acentuadas. Bank of America, Citigroup e US Bancorp caíram mais de 6%. Well Fargo e JPMorgan mais de 4%. O mau desempenho do sector financeiro contribuiu para acentuar as perdas em Nova Iorque. O tecnológico Nasdaq afundou 5,22% e o S&P 500 recuou 4,45%. Também o industrial Dow Jones não escapou à pressão vendedora, tendo perdido 3,67% para 10.990,88. [O sell off] tem por base o sistema bancário europeu", disse Jack de Gan, especialista da Harbor Advisory, à Bloomberg. "Reflecte o prolongamento das preocupações em relação à crise de dívida que poderá levar a novos ‘bailouts' a esses bancos. E, se há stress nos maiores bancos europeus, isso afecta também os bancos norte-americanos", acrescentou. (in, Económico).
JACQUES DELORS AFIRMA QUE EURO E EUROPA ESTÃO À BEIRA DO PRECIPÍCIO
O euro e a União Europeia estão "à beira do precipício", afirmou o antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors numa entrevista publicada, esta quinta-feira, nos jornais "Le Soir" (belga) e "Le Temps" (suíço). "Temos de abrir os olhos: o euro e a Europa estão à beira do precipício. Para que não caiam, a escolha parece-me simples: ou os estados-membros aceitam a cooperação económica reforçada que sempre defendi, ou transferem mais poderes para a União" afirmou Jacques Delors. O antigo presidente da Comissão afirmou ainda que "desde o início da crise" que os dirigentes europeus "têm passado ao lado da realidade", acusando os líderes das grandes potências da Zona Euro, Alemanha e França, de "formular respostas vagas e insuficientes". "Tal como estão, não servem para nada", disse Jacques Delors sobre as propostas do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel, de reforma das instituições comunitárias para responder à crise da dívida. Delors, francês de 86 anos, foi presidente da Comissão entre 1985 e 1995. Na entrevista aos dois jornais francófonos, defendeu a mutualização das dívidas dos estados-membros "até 60%" do respectivo Produto Interno Bruto (PIB).
RESERVA FEDERAL (FED) "MUITO PREOCUPADA" COM SITUAÇÃO DA BANCA EUROPEIA
A Reserva Federal norte-americana (Fed) intensificou o escrutínio dos níveis de liquidez dos bancos europeus a operar nos EUA. Segundo relata hoje o "The Wall Street Journal", que cita fontes próximas do assunto, o Fed de Nova Iorque está a pedir informação adicional sobre os níveis de liquidez e as necessidades de financiamento desses bancos em dólares, pressionando-os a rever os seus negócios em solo norte-americano. Um administrador executivo de um banco europeu confessou ao WSJ que os responsáveis do Fed "estão muito preocupados" com as dificuldades de financiamento dos bancos europeus com presença nos EUA. O banco central dos EUA teme que um contágio da crise do euro possa destabilizar o sistema financeiro da maior economia do mundo, que ainda não recuperou totalmente da crise do ‘subprime'. O jornal também adianta que recentemente o Fed manteve reuniões com altos responsáveis de bancos europeus nos EUA para discutir os seus níveis de ‘funding' e que mantém contactos com os reguladores europeus "responsáveis" por essas instituições. Uma das preocupações do Fed é que a turbulência europeia leve estes bancos a esvaziar os recursos das suas filiais norte-americanas.
CANDIDATA A MINISTRA DA SAÚDE AFIRMA QUE SERÃO ENCERRADOS ALGUNS HOSPITAIS
A reorganização da actual rede de hospitais é um imperativo, diz Isabel Vaz. Quatro maternidades a dez minutos de distância, três centros de cirurgia cardíaca pediátrica em Lisboa. Estes são apenas alguns dos exemplos dos excessos de concentração de unidades hospitalares que existem nas grandes zonas urbanas apontados por Isabel Vaz. A engenheira, que não aceitou o convite do actual Governo para ministra da Saúde, defende que é necessário fechar hospitais em Portugal. «Há falta de médicos em alguns sectores. Mas não sei se é verdade que haja falta de médicos. Há uma enorme desorganização da oferta hospitalar, sobretudo pública. E isso faz com que depois não hajam médicos para todas as necessidades, porque há duplicação e triplicação de estruturas que fazem com que depois, de forma artificial, haja falta de médicos, sobretudo nas grandes zonas urbanas, Porto, Lisboa e Coimbra. Falta organização à oferta. Há hospitais que vão ter que fechar e que fazem todo o sentido que fechem. Não faz sentido, em Lisboa, existirem quatro maternidades a dez minutos umas das outras, em lado nenhum do mundo, muito menos num país pobre. Como não faz sentido haver não sei quantos centros de cirurgia cardíaca pediátrica em Lisboa, de momento que me esteja a lembrar, há três quando só deveria haver um. Obviamente que depois não há médicos.»
ZARA DO BRASIL ENVOLVIDA EM ESCÂNDALO DE TRABALHO ESCRAVO
A subsidiária da Zara no Brasil está a ser investigada pelo alegado envolvimento em trabalho escravo. A sua principal fornecedora naquele país, a empresa AHA, detinha várias fábricas ilegais na região de São Paulo, onde trabalhavam imigrantes bolivianos e peruanos submetidos a condições semelhantes à escravatura. Segundo o El Mundo, o escândalo foi trazido a público por uma reportagem da televisão brasileira Band. Os repórteres do canal televisivo acompanharam uma equipa de inspectores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que levou a cabo operações contra duas fábricas clandestinas em São Paulo, nas quais descobriram 15 pessoas a trabalhar em condições degradantes. Em Maio, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego libertou 52 pessoas, quase todas originárias da Bolívia, que exerciam trabalho escravo em fábricas clandestinas na cidade de Americana, no interior do estado de São Paulo. O recrutamento dos 'quase escravos' seguia o padrão habitual: os trabalhadores foram aliciados em zonas muito pobres da Bolívia e do Peru, com promessas de melhores condições de vida no Brasil, mas, mal chegaram a São Paulo, foram obrigados a trabalhar 16 horas por dia, por um salário inferior ao vencimento mínimo legal, que são 340 dólares por mês. E desse salário miserável os empregadores ainda descontaram o custo da viagem para o Brasil, a comida e outros custos, o que, para o MTE, constitui crime de escravatura por dívida.O proprietário da Zara, o grupo espanhol Inditex, apressou-se a negar quaisquer responsabilidades na contratação de fábricas com trabalhadores escravos e garantiu que tomou medidas para que a AHA compense financeiramente as vítimas e corrija as situações ilegais nas fábricas. A multinacional garantiu estar a "trabalhar conjuntamente com o MTE para erradicar as práticas que violam" o código de conduta da Zara e a legislação laboral brasileira e internacional. Prova disso, diz, é que, dos sete milhões de peças produzidos pelos 50 fornecedores que tem no Brasil, apenas 0,03% proveio de fábricas ilegais. Mas, de acordo com o El Mundo, as explicações do grupo Inditex não convencem o MTE. "O nível de dependência económica deste fornecedor (AHA) em relação à Zara ficou evidente para os inspectores. A empresa funciona, na prática, como extensão da logística do seu cliente principal, a Zara Brasil Limitada", diz o relatório da inspecção. "A empresa é responsável pelos que trabalham para ela. Estes trabalhadores estavam a produzir peças da Zara e seguiam orientações da empresa. Vender roupas é a actividade da empresa, a razão da sua existência, por isso é seu dever saber como estão a ser produzidas as suas peças", vincou a auditora fiscal Giuliana Cassiano Orlandi.
DIA SEM POLÍCIAS E MILITARES MARCADO POR SMS PARA 1 DE SETEMBRO
Polícias e militares da GNR já estão a receber mensagens escritas nos telemóveis a apelar a "Um dia sem polícias" a 1 de Setembro. O texto da mensagem, que também está a ser difundido no Facebook, apela à criatividade e até dá dicas de como não ir trabalhar. As mensagens anónimas estão a passar há vários dias de telemóvel em telemóvel e ninguém assume a autoria da iniciativa. Foi criada uma página no Facebook intitulada "1 de Setembro! Um dia sem polícias" - cuja imagem de apresentação é uma fotografia do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, com um "X" vermelho por cima - onde se pede aos polícias que mostrem a sua "revolta" com as "injustiças" do Governo e apela à "união" das forças de segurança neste protesto.
ENCERRAMENTO DE EMPRESAS E COMÉRCIO SOBE 23%
No primeiro trimestre de 2011, desapareceram 1.250 lojas de comércio, 720 imobiliárias e 423 restaurantes, de um total de 5.013 sociedades que encerraram em Portugal, como consequência da crise económica e da simplificação dos processos de dissolução de sociedades de acordo com o Público. Excluindo as extinções administrativas, houve um aumento de 23% face ao mesmo período de 2010, segundo dados do Ministério da Justiça. Apesar de globalmente os 5.013 encerramentos representarem uma descida face aos primeiros três meses do ano passado (5.454), as dissoluções "puras" subiram.
BOLSAS EM QUEDA DEPOIS DE PROPOSTAS SEPARATISTAS DE MERKEL E SARKOZY
Merkel e Sarkozy falharam em acalmar os mercados, que reagiram hoje em baixa às últimas propostas dos dois líderes europeus, anunciadas ontem em Paris, para (tentar) travar a crise europeia: a criação de um governo económico da zona euro e a imposição de limites à dívida na Constituição dos países que usam a moeda única. Na primeira reacção dos mercados, Londres, Frankfurt, Paris, Madrid, Milão e Lisboa abriram em terreno negativo, em alguns casos com descidas superiores a 1%. No mercado cambial o euro desvalorizava pelo segundo dia consecutivo contra o dólar, negociando nos 1,4342 dólares. "O resultado da reunião, sem um projecto para as ‘eurobonds', não foi convincente", resumia Patrice Perois, da Kepler Capital Markets, à Reuters, numa altura em que os títulos da Deutsche Boerse perdiam 4% e as acções da London Stock Exchange Group cediam 6%. Outra das propostas do eixo franco-alemão é a criação de uma taxa sobre as transacções financeiras. Em Lisboa o PSI 20 escorregava 0,62% para 6.198,93 pontos com os pesos pesados Galp Energia, Jerónimo Martins, EDP e Portugal Telecom todos com sinal negativo. Na banca também ninguém escapava às perdas e o BCP, a cair 0,75% para 0,26 euros, aproxima-se mesmo de um novo mínimo histórico intra-diário. Do lado positivo a Cimpor valorizava 1,57% para 5,17 euros depois de ter apresentado hoje, antes da abertura do mercado, um crescimento de 34% para 132,2 milhões de euros dos lucros do primeiro semestre, desempenho que superou as estimativas dos analistas sondados pela Reuters. (in, Económico).
PORTUGAL TERÁ RECESSÃO AUSTERA ATÉ FINAL DO ANO
tal como Obama, o charme de Passos desiludiu, neste caso em apenas dois meses 

A riqueza produzida em Portugal caiu 0,9% no primeiro semestre e estagnou em cadeia. Na segunda metade do ano, a recessão vai ser mais grave. O abrandamento mais forte do que o esperado das economias europeias poderá comprometer o desempenho das exportações nacionais e, consequentemente, da economia que conseguiu, no segundo trimestre não contrair face aos três meses anteriores. Assim, no próximo semestre Portugal deverá registar, em termos homólogos, uma contracção de 3,4%, terminando o ano com uma quebra em torno dos 2%. Governo, Banco de Portugal e Fundo Monetário Internacional apontam para uma queda do PIB entre 2% e 2,3% em 2011. O economista-chefe do Santander Negócios, Rui Constantino admite "uma contracção do investimento não muito diferente do passado recente", "um acentuar da redução da despesa", logo do consumo público, e uma contracção do consumo privado que será acentuada até ao final do ano, não só devido ao impacto da subida do IVA da electricidade e do gás, mas também pela contribuição especial que incidirá sobre os subsídios de Natal e os efeitos dos receios do conjunto de medidas de austeridade. "O que aí vem é o pior", confirma Filipe Garcia. O economista da consultora IMF sublinha que tanto a "procura interna como a procura externa vão enfrentar contextos piores". "Vamos ver os efeitos do plano de austeridade e continuar a ver os efeitos da desalavancagem da economia. Sem crédito não há aquisição de bens duradouros", sublinha, acrescentando os efeitos que se farão sentir sobre as expectativas dos agentes económicos.
PS ALERTA QUE MAIS AUSTERIDADE CONDUZIRÁ A RECESSÃO PROFUNDA
PS diz que os dados do INE provam que não é com mais austeridade que se reconquista o crescimento económico. "Mais do que os dados sobre a economia portuguesa é muito preocupante o arrefecimento brutal da economia porque pode colocar em causa as nossas exportações", disse ao Económico João Galamba, deputado do PS. O responsável aponta baterias ao Governo português mas, também, a todos os Governos de centro-direita que lideram países europeus. "Espero que estes dados levem o Partido Popular Europeu e o centro-direita a mudar de política porque austeridade adicional conduzirá a Europa a uma recessão profunda e a um desemprego elevado", afirmou. O deputado reagia aos números do INE que foram hoje divulgados e que mostraram que a economia nacional sofreu uma contracção de 0,9% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, e uma variação nula face ao trimestre anterior.
PPR'S DO ESTADO DÃO OS MAIORES PREJUÍZOS DE SEMPRE
Os Certificados de Reforma registaram nos últimos 12 meses uma rentabilidade negativa de 5,73%. Os fracos retornos deste produto de poupança para a reforma lançado pelo Estado em Março de 2008 têm sido recorrentes, mas no último mês a situação agravou-se. Segundo o folheto informativo de Agosto, divulgado pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), nos últimos 12 meses o PPR do Estado registou uma rentabilidade negativa de 5,73% suplantando assim a perda de 2,48% nos 12 meses terminados no mês anterior. Trata-se do pior desempenho de sempre para o PPR do Estado, que não conseguiu assim escapar às fortes quedas que atingiram os mercados accionistas nos primeiros dias de Agosto, período ainda abrangido por este relatório.
TROIKA PEDE AUSTERIDADE EXTREMA A PORTUGAL, FMI APELA A MODERAÇÃO
Christine Lagarde pede aos governos que não penalizem o crescimento mundial com políticas orçamentais demasiado austeras. Lutar contra os problemas das dívidas soberanas não deve asfixiar o crescimento económico. É esta a mensagem dirigida hoje por Christine Lagarde aos governos mundiais num artigo publicado no Financial Times. A nova directora do FMI apela a alguma moderação, dado que vários planos de austeridade "massivos" foram já aprovados ou estão em preparação em diversos países. Mais e mais austeridade, avisa, poderá "bloquear a retoma mundial". No mesmo tom alarmista que o seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn, Lagarde dirigiu-se sobretudo às "economias avançadas", para as quais "existe uma necessidade inequívoca de restaurar a sustentabilidade orçamental através de planos de consolidação credíveis", admite Lagarde. "Mas ao mesmo tempo sabemos que travar demasiado depressa vai penalizar a retoma e agravar as perspectivas para o mercado de trabalho", considera a directora do FMI, acrescentando que, "por isso, os ajustamentos orçamentais não devem ser nem demasiado rápidos nem demasiado lentos". Segundo a responsável, o que é preciso é que os governos concentrem os seus esforços "na consolidação orçamental no médio prazo e, no curto prazo, no apoio ao crescimento e mercado de trabalho", o que "pode parecer contraditório", mas, nota, são esforços que "se reforçam mutuamente". Lagarde alerta ainda que os cortes na despesa não serão suficientes e que as receitas devem igualmente aumentar, concentrando-se sobretudo em "medidas que tenham o menor efeito na procura".
MINISTRO DA ECONOMIA DEFENDE HOJE EM ESPANHA SUSPENSÃO DO TGV
O ministro da Economia português reúne-se hoje, em Madrid, com o ministro do Fomento espanhol para fazer um ponto de situação dos projectos ferroviários e rodoviários entre os dois países. O encontro de hoje será uma “reunião de trabalho” com o objectivo de fazer um ponto de situação dos projectos ferroviários e rodoviários transfronteiriços, disse nesta terça-feira fonte oficial do Ministério da Economia. O encontro terá início às 11h30, hora de Madrid (10h30 de Lisboa). Entre estes projectos está a ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, que o actual Governo defende que deve ser suspensa “porque é um projecto oneroso”. Segundo fontes oficiais consultadas pela agência Efe, o ministro Santos Pereira explicará ao homólogo espanhol, José Blanco, que “a falta de dinheiro” resultante da crise que afecta Portugal impossibilita a concretização da linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, projecto com inicio previsto para 2013 e impulsionado pelo anterior Governo. As mesmas fontes, citadas pela Efe, assinalaram que os dois ministros deverão abordar no encontro “alternativas mais rentáveis em tempos de crise”, nomeadamente a promoção do transporte ferroviário de mercadorias com a Europa para impulsionar as exportações.
ALEMANHA E FRANÇA DESUNEM-SE DA UE DESCOLANDO-SE DE PAÍSES MORIBUNDOS
Um governo económico para a zona euro e uma taxa sobre as transações financeiras, estas são as medidas mais relevantes saídas da cimeira franco-alemã desta terça-feira que serviu para Angela Merkel e Nicolas Sarkozy debaterem soluções para a crise na zona euro. O objetivo dos dois líderes europeus ficou claro. “As nossas propostas destinam-se a reconquistar a confiança dos mercados. Estamos convencidos que com uma ação permanente e com um trabalho profundo, vamos conseguir ganhar essa confiança”, disse Merkel em conferência de imprensa. Mas a confiança não se conquista com palavras ou com medidas que não atacam o problema. O analista Pieter Cleppe, do Open Europe, explica o que na sua opinião está errado na abordagem de Merkel e Sarkozy. “Eles falham em perceber que os problemas na eurozona não se devem à política orçamental mas sim à política monetária. Tudo pelo facto de ser muito difícil ter uma política monetária única para toda a eurozona. Quando a Alemanha estava a crescer muito lentamente, a Espanha e a Irlanda crescer muito rapidamente, logo, taxas de juro muito baixas eram bastante prejudiciais para espanhóis e irlandeses”, refere. Sarkozy e Merkel recusaram reforçar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. Quanto aos tão falados títulos conjuntos de dívida europeia, ambos concordaram que será apenas uma solução a longo prazo.
RÚSSIA NEGOCEIA COM IRÃO APOIO AO PROGRAMA NUCLEAR DE AHMADINEJAD
Mahmud Ahmadinejad, mostra-se satisfeito com a proposta russa de uma aproximação “passo a passo” para retomar as discussões sobre o controverso programa nuclear iraniano. O Presidente do Irão afirma que o seu país está, inclusivamente, pronto a apresentar sugestões para cooperar neste domínio. As informações foram reveladas à margem de um encontro com o secretário do Conselho de Segurança russo. Esta proposta foi referida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, em meados de julho, o país pretende relançar as negociações nucleares com o Irão. As grandes potências deverão, segundo esta proposta, responder a cada passo positivo, aliviando as sanções internacionais contra Teerão.
BANCO CENTRAL EUROPEU COMPRA EM DESESPERO MAIS 22 MIL MILHÕES DE DÍVIDAS
Depois de 19 semanas de 'jejum', o BCE voltou ao mercado na semana passada para comprar títulos de dívida da zona euro. Os dados divulgados hoje mostram que o Banco Central Europeu (BCE) comprou 22 mil milhões de euros em títulos de dívida pública de países do euro na semana passada, o montante mais elevado desde o início das operações de compra de títulos de dívida pública da zona euro, em Maio do ano passado. Esta compra recorde de títulos de divida europeia aconteceu na semana em que os mercados castigaram particularmente os juros sobre divida italiana e espanhola. Na base da pressão estiveram os receios em torno da saúde dessas duas economias da zona euro, cujo risco de divida registou níveis recorde, acima dos 6 e 5%, respectivamente. Desde que o programa de compras de obrigações foi lançado, o BCE já comprou obrigações de países no valor 96 mil milhões de euros, o que ajudou a aliviar alguma tensão nos mercados de títulos soberanos.
ECONOMIA ALEMÃ COM CRESCIMENTO ZERO "ENGOLIDA" PELA CRISE DA AUSTERIDADE
A maior economia europeia cresceu apenas 0,1% no segundo trimestre, face aos três primeiros meses do ano. No primeiro trimestre de 2011 a economia alemã tinha avançado 1,3%, crescimento que arrefeceu no segundo trimestre para apenas 0,1%, anunciou hoje o instituto oficial de estatísticas alemão. A crise da dívida soberana europeia está na base deste arrefecimento. Os economistas sondados pela agência Bloomberg apontavam para uma progressão em cadeia de 0,5%. Em termos homólogos o PIB germânico cresceu 2,8%. Os números motivaram uma abertura em baixa das bolsas europeias - o DAX alemão perdia mais de 1% - e estão também a pressionar o euro, que recuava 0,43% para 1,4382 dólares.
CGTP PROMETE LUTA CONTRA MEDIDAS SOCIALMENTE DESTRUTIVAS E TROIKISTAS
Enquanto o Governo prepara o maior corte na despesa dos "últimos cinquenta anos", a CGTP decide novas iniciativas de contestação. "Todas as formas de luta estão em cima da mesa", afirmou ontem Arménio Carlos, da CGTP. No mesmo discurso em que defendeu um ambicioso plano de redução da despesa pública, no domingo, o primeiro-ministro fez um apelo directo aos parceiros sociais para evitar manifestações e conflitos sociais, os quais parecem neste momento a única solução para derrubar um governo com apenas dois meses, pior que o anterior Governo de Sócrates para a classe média. Arménio Carlos, da CGTP, apelidou de "hipócrita" o discurso de Passos Coelho. "Estamos perante um processo [de negociação] subvertido e sem credibilidade", afirma, criticando o que considera ser um "ataque" à contratação colectiva e aos direitos laborais, bem como a ausência de medidas eficazes de combate à fraude fiscal. "Perante o que se está a passar não há outra resposta senão o aumento da contestação", diz, salientando que as novas iniciativas serão decididas no final de Agosto. As declarações de Jerónimo de Sousa, do PCP, vão no mesmo sentido. "Faremos a luta, organizada, não para destruir mas para construir a alternativa", num discurso onde rejeitou qualquer acordo de concertação social. A CGTP acusou recentemente o Governo de ser "troca-tintas" e classificou como "inaceitável" e um "roubo" o aumento do IVA nas tarifas de electricidade e gás, conforme anunciado na semana passada, pelo Governo.
INVESTIMENTO DO ESTADO NOS FUNDOS DE PENSÕES É NEGÓCIO DE PERDA DE MILHÕES
Perdas potenciais de 600 milhões de euros em 2010, avança o jornal i na edição de hoje. Diz que este é o resultado do investimento massivo em dívida pública portuguesa da Caixa Geral de Aposentações. O cenário ameaça piorar em 2011 no organismo que paga as reformas dos funcionários do Estado. A dívida pública da Caixa Geral de Aposentações perde 600 milhões do seu valor em 2010. Quem o conta é o jornal i na edição de hoje. Avança ainda que a menos-valia potencial será maior este ano com o fundo de pensões da Portugal Telecom e a queda do mercado. Ou seja, o investimento massivo da dívida pública portuguesa originou perdas potenciais de mais de 600 milhões de euros na Caixa Geral de Aposentações só em 2010 e a factura vai subir este ano. Até Maio, o fundo da Segurança Social registava uma perda potencial de 20% ou 800 milhões de euros.
MANIFESTAÇÃO NO ALGARVE CONTRA PORTAGENS NA VIA DO INFANTE
Várias dezenas de pessoas protestaram, esta segunda-feira, contra a introdução de portagens na Via do Infante, com a realização de um cordão humano na Estrada Nacional 125, perto de Faro, que obrigou ao corte do trânsito. O protesto, convocado pela Comissão de Utentes da Via do Infante (A22) e pelo Movimento contra as Portagens na A22, teve uma participação pouco numerosa mas, mesmo assim, os organizadores mostraram-se satisfeitos com os objectivos alcançados. "Foi positivo, até porque isto era uma acção simbólica, sabíamos que era difícil, estiveram aqui uma dezenas largas de pessoas, e é para manter bem viva a chama da luta contra as portagens a Via Infante. Como já referi anteriormente, isto é o início de um conjunto de acções que iremos ter no futuro contra a introdução de portagens", afirmou João Vasconcelos, da Comissão de Utentes. João Vasconcelos frisou ainda que o objectivo foi "demonstrar que os algarvios não desistem, vão continuar a lutar, porque sabemos que portajar a Via do Infante será uma machadada tremenda na economia e na sociedade do Algarve".
RELAÇÃO COM MENOR OBRIGA POLÍTICO DO PARTIDO DE MERKEL A ABANDONAR CARGO
Um líder regional do CDU, o partido da chanceler alemã Angela Merkel, renunciou esta segunda-feira ao cargo após ter vindo a público que manteve uma relação amorosa com uma jovem de 16 anos em 2010, que terá conhecido através das redes sociais. Christian von Boetticher, presidente da CDU no estado federal de Schleswig-Holstein, admitiu ter "avaliado mal a componentea moral da relação" com a menor, que não foi identificada. O político, que tem 40 anos, não será investigado por pedofilia, uma vez que a idade mínima de consentimento na Alemanha é de 16 anos. O caso constitui, no entanto, um sério embaraço para o partido de Merkel, que governa o estado de Schleswig-Holstein em coligação com os Democratas Livres.
POLÍCIAS E MILITARES PREPARAM REVOLTA NAS RUAS CONTRA MEDIDAS DO GOVERNO
Mais de 30 mil polícias e militares ameaçam com a maior acção de contestação às políticas do Governo de que há memória já em Setembro. Desfile fardado inédito em preparação. As várias forças que compõem a Comissão Coordenadora de Segurança - PSP, GNR, ASAE, SEF, Polícia Marítima e Serviços Prisionais - realizaram um almoço, no sábado, no qual definiram a terceira semana de Setembro como a semana de revolta das forças e serviços de segurança. A ideia, apurou o DN, é que os Serviços Prisionais, a ASAE e o SEF avancem com greves ao longo dessa semana, e que, em simultâneo, PSP, GNR e Polícia Marítima protestem com o que podem, ou seja, recorrendo a baixas médicas ou férias para não ir trabalhar nesses dias.Uma adesão maciça à revolta significaria a paralisação de mais de 50 mil profissionais destas forças e serviços de segurança durante uma semana.
MACÁRIO CORREIA CONTRA MEDIDAS SUFOCANTES DO GOVERNO SOBRE GERAÇÃO 500€
O Presidente social-democrata da Câmara de Faro atacou as políticas de Passos Coelho por serem desumanas para a geração dos 500 euros - aumento dos passes, da electricidade e do gás - bens essenciais à sobrevivência financeira dos mais desfavorecidos. Queixou-se também de que a banca fechou a torneira do crédito às autarquias e protesta contra remunerações "de pasmar" nos gabinetes do Governo. "Ou o Governo toma decisões nos próximos dias, ou podemos ter municípios em estrangulamento total". O alerta é de Macário Correia que, em 2009, recuperou para o PSD a presidência da câmara de Faro. O social-democrata diz que os bancos cortaram no crédito às autarquias, porque foram instruídos pelo Governo e pela troika a concentrarem os fundos disponíveis no crédito à economia privada. O resultado é que "há câmaras que estão a pagar os vencimentos dos seus funcionários com receitas da água, que deveriam pagar à Águas do Algarve". O autarca defende também que é necessária uma "atitude mais coerente" por parte do Governo, referindo-se ao aumento de remunerações, administradores, assessores e adjuntos no Executivo e em empresas públicas, que nalguns casos "são de pasmar". "É necessário que nas próximas semanas o Governo dê sinais sobre o que quer fazer com estes chorudos salários dos gestores públicos, coisa que choca toda a gente. Não vejo nos casos da CGD e da CP que tenham sido tomadas numa linha de rumo diferente daquela que era do passado e que nós criticamos", insurge-se. "No espaço de seis meses vemos um conjunto de reduções nos rendimentos das famílias, cortes nos vencimentos, aumentos nos transportes, cortes nos subsídios de Natal. Do lado do Governo os sinais das últimas semanas têm algumas contradições", sublinha Macário Correia referindo-se ao número de membros dos gabinetes ministriais, a sua remuneração, e ao aumento de vencimentos de administradores de empresas públicas.
ANTÓNIO COSTA QUER QUE LISBOETAS PAGUEM PORTAGENS NO IC19 E IC2
A Câmara Municipal de Lisboa aguarda a marcação de uma audiência com o secretário de estado dos transportes para discutir este tema. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) quer portagens no IC19 e no IC2. A autarquia quer cobrar taxas a todos os carros que entram na capital para financiar os transportes públicos, avança a TVI24. A CML começou a estudar com o anterior Governo a criação de uma empresa pública única, que junte a Carris e o Metro à empresa de estacionamento público de lisboa, que é uma fonte de receitas. Para que não acumule prejuízos, essa nova empresa seria financiada com a introdução de portagens em todas as vias de entrada na cidade, o que hoje não acontece. O objectivo é pôr os automóveis a contribuir para o financiamento dos transportes colectivos, passando todos a pagar o que pagam os utentes da Ponte Vasco da Gama. "No IC 19 e no IC 2 era perfeitamente possível introduzir portagens", defende Nunes da Silva, vereador da mobilidade da Câmara de Lisboa, em entrevista à TVI. "O que era fundamental era que todas as portagens na primeira coroa de acesso à cidade de Lisboa tivessem o mesmo valor e tivessem o valor mais alto que está hoje a ser praticado", explica o mesmo responsável, acrescentando que "o diferencial entre o valor que está contratualizado com as concessionárias e esse valor mais alto ia para um fundo de apoio aos transportes colectivos".
REBELO DE SOUSA: "AUMENTO DO IVA É UMA «PANTUFADA» NA CLASSE MÉDIA"
Depois do murro no estômago das agências de rating a Portugal, do "estaladão" de 25% de aumento nos passes sociais, agora o aumento do IVA no gás e na electricidade é uma “pantufada na classe média”, diz Marcelo Rebelo de Sousa. No seu habitual comentário na TVI, o professor Marcelo comentou as mais recentes medidas anunciadas pelo Governo. Em causa o aumento do IVA, mas também a transferência do fundo de pensões dos bancários para a Segurança Social. "Acabou por ter que se aumentar o IVA antecipadamente a partir de Outubro com reflexo no gás e na electricidade. É evidente que isto é uma pantufada monumental na classe média. É evidente que o Governo vai acautelar as classes mais pobres com tarifas sociais, mas na classe média é uma coisa brutal", disse. O comentador político diz, por outro lado, que o Governo recorreu a "uma velha fórmula": os fundos de pensões. Recorde-se que o Governo decidiu antecipar, já para Outubro, o aumento da luz e do gás natural com a passagem do IVA de 6 para 23%, bem como o congelamento das progressões de carreira nos Ministérios da Defesa e da Administração Interna.
GOVERNO PODE ESTAR A PREPARAR EM SEGREDO A NACIONALIZAÇÃO DA BANCA
"Não é uma decisão óptima", reconheceu o representante da Comissão Europeia na troika, mas garante sustentabilidade orçamental. Foi Jürgen Kröger e não o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, quem revelou na sexta-feira feira passada a intenção do governo transferir os fundos de pensões dos bancos privados para a Segurança Social. Esta será uma operação faseada que terá como principal objectivo assegurar receita extraordinária para cobrir derrapagens orçamentais. Será uma transacção similar à realizada com a Portugal Telecom e que permitiu baixar o défice público no ano passado. Em 2011, a transferência destes fundos visa tapar "um buraco" de cerca de 600 milhões de euros nas contas públicas, originado por despesas na região autónoma da Madeira e por mais encargos públicos com a venda do Banco Português de Negócios. Mas esta operação suscita muitas dúvidas ao Bloco de Esquerda que vai entregar esta semana um requerimento para que sejam entregues no Parlamento, "documentos e estudos" que suportem esta decisão. Por um lado, só os fundos controlados pelos quatro maiores bancos privados - BCP, BES, Totta e BPI - tinham no final de 2010 um património avaliado em 11 mil milhões de euros. Por outro lado, os activos estão muito expostos ao mercado de capitais e a banca tem sido obrigada a cobrir insuficiências no valor dos fundos face às responsabilidades assumidas. E se estes instrumentos passam para a Segurança Social, caberá ao Estado assumir a factura. Os trabalhadores bancários passaram a contribuir para a Segurança Social este ano, mas as responsabilidades passadas continuam na banca. Aliás, recorda a deputada do BE, Cecília Honório, a entrega destes fundos ao Estado era uma reivindicação antiga da banca que não foi aceite por governos anteriores.
GEORGE SOROS PEDE PARA GRÉCIA E PORTUGAL SAIREM DA UE DE FORMA "ORDEIRA"
Depois de Martin Feldstein, professor de economia da Universidade de Harvard ter emitido a mesma opinião (publicada recentemente neste blogue), agora chegou a vez do ilustre George Soros. A solução encontrada pelos países da zona euro para o problema grego é tão má que a melhor coisa a fazer neste momento seria a Grécia abandonar a zona euro de forma "ordeira". A posição é assumida pelo investidor norte-americano George Soros que, numa entrevista à revista alemã Der Spiegel, sugere que Portugal siga o mesmo caminho, embora não avance com razões para o caso nacional. Para George Soros, a União Europeia e o euro sobreviveriam a uma saída de Portugal e Grécia se esta fosse controlada. Já um cenário de incumprimento ou de abandono do euro de forma descontrolada iria "precipitar uma crise bancária comparável à que provocou a Grande Depressão", mesmo que a saída do euro se limitasse a uma pequena economia como a Grécia. George Soros, este americano de origem húngara, que muitos apelidam de especulador, na década de 90 travou e ganhou uma guerra contra as autoridades monetárias do Reino Unido, antecipando uma desvalorização da libra que teve de sair do sistema monetário europeu que antecedeu a criação do euro. Ora a recusa alemã em avançar numa maior integração financeira da zona euro é o problema. Para George Soros, a crise do euro tem origem na decisão de Angela Merkel de que a resposta aos efeitos da falência do Lehman Brothers, em 2008, deveria ser nacional e não europeia. Por isso, defende, "só a Alemanha pode reverter a dinâmica de desintegração da Europa". Para Soros as soluções saídas da cimeira extraordinária de 21 de Julho limitam-se a "comprar tempo". O reforço do fundo europeu de resgate, pedido por vários países - e pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso - mas ainda recusado pela Alemanha, será o próximo passo, defende Soros. Mas pode já não chegar a tempo de evitar o contágio à França.
PASSOS COELHO COMPROMETE FUTURO DA COLIGAÇÃO COM PAULO PORTAS
Passos Coelho convidou Santana Lopes para presidir à Santa Casa da Misericórdia sem ter previamente consultado o seu parceiro de coligação. Tanto Paulo Portas como o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, foram apanhados de surpresa com a escolha do ex-primeiro-ministro para provedor da Santa Casa. Como se pode ler nos estatutos da própria Santa Casa, a tutela da instituição "é exercida pelo membro do Governo que superintende a área da segurança social e abrange, além dos poderes especialmente previstos nos Estatutos, a definição das orientações gerais de gestão, a fiscalização da actividade da Misericórdia de Lisboa e a sua coordenação com os organismos do Estado ou dele dependentes". O facto de o ministro Pedro Mota Soares não ter sido "tido nem achado" no convite feito a Pedro Santana Lopes evidencia como o PSD está empenhado em não consultar o seu parceiro de coligação para quase nada. Mas além da escolha de Santana Lopes ter sido feita à margem do ministro da tutela, Pedro Passos Coelho decidiu dar um poder imenso ao ex-ministro das Finanças Braga de Macedo, que vai presidir ao novo instituto que resultará da fusão entre a Agência Portuguesa de Investimento (AICEP) e o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e Inovação). Tendo em conta que Paulo Portas e Braga de Macedo não se falam, por causa de um velho processo quando Portas era director do semanário "O Independente", a relação tem tudo para ser explosiva. Na origem da desavença está o famoso caso Monte dos Frades, em que o ex-ministro das Finanças era acusado pelo jornal de ter recorrido a um subsídio para jovem agricultor. Braga de Macedo colocou Portas em tribunal e ganhou.
Tudo começou com a nega de Passos Coelho a uma coligação pré-eleitoral. Paulo Portas mostrou-se disponível para uma união antes das eleições, mas o líder do PSD apenas lhe garantiu que o levaria para o governo, com ou sem maioria absoluta. Depois da coligação, Portas quis ministérios importantes. Passos fez-lhe, à primeira vista, o gosto. Deu-lhe os Negócios Estrangeiros, o superministério da Agricultura e Ambiente e ainda a Solidariedade Social. Mas logo de seguida, retirou-lhes importância e colocou peões do PSD na sombra dos ministros do CDS. Paulo Portas fica, mês e meio depois de entrar no governo, sem a diplomacia económica. Depois, Pedro Mota Soares resume-se a ministro da Solidariedade Social, sem o peso do dossiê do Trabalho e das contribuições da Segurança Social. Ao CDS restou apenas, sem grandes mexidas, o superministério que junta a Agricultura - tema querido dos centristas - o Ambiente e o Mar - uma ideia (quase) imposta pelo Presidente da República. Além do esvaziamento dos ministérios sob tutela dos centristas, Passos não deu a Portas o cargo de vice-primeiro-ministro. Nem tão pouco o transformou no primeiro ministro de Estado. Em caso de ausência do primeiro-ministro, diz a orgânica do governo, é Vítor Gaspar, ministro de Estado e das Finanças, a assumir o papel de líder do governo. Uma regra que já acontecia no executivo de Sócrates, mas Passos não alterou a norma para satisfazer o parceiro de governo. Como cereja no topo do bolo das intenções do PSD em relação ao CDS, Passos Coelho deixou Paulo Portas de fora do Conselho de Estado. O líder do CDS já tinha feito parte do órgão consultivo do Presidente da República aquando das anteriores coligações PSD/CDS, mas desta vez fica à porta do Palácio de Belém. O líder do PSD preteriu Portas para o lugar e colocou na lista três ex-líderes do PSD, Luís Filipe Menezes, Marques Mendes e Francisco Pinto Balsemão. (in, Jornal i).
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