Mário Soares afirmou ontem que Portugal tem condições para crescer sem vender o seu património "por tuta e meia" e poderá sair da crise sem ser subserviente à troika, que considera "os tipos dos mercados". Ao intervir durante um jantar-conferência na Universidade de Verão do PSD, que decorre até domingo em Castelo de Vide, o ex-Presidente da República disse que "Portugal tem condições humanas e naturais para crescer e vai consegui-lo, sem alienar - como alguns querem - o seu património, vendendo-o por "tuta e meia", até a empresas nacionalizadas no estrangeiro". Na sua intervenção, que se centrou na globalização e no diálogo entre gerações, o histórico socialista não passou ao lado do tema da crise e do endividamento do País, frisando que "há muita coisa para além da dívida". Contudo, Soares não deixou de apontar alguns caminhos, defendendo que Portugal não tem de estar "sempre de chapéu na mão". "Não temos de estar subservientes a essa troika", afirmou. considerando que Portugal conseguirá sair da crise com a ajuda de uma nova União Europeia solidária e mais igualitária, "sem que seja necessário chegar aos extremismos que preconiza essa troika, que não é uma Bíblia". O antigo Presidente da República defendeu que é preciso "dominar os mercados e meter na ordem os paraísos fiscais e as agências de rating no plano internacional". Caso contrário, o euro e a União Europeia serão "destruídos", o que seria "uma calamidade", não só para todos os Estados membros, como para o mundo, que ficaria, "de todos os pontos de vista, sem controlo", continuou Mário Soares. (in, Expresso).
COM JUROS DA DÍVIDA A 46,8% GRÉCIA SUSPENDE REUNIÃO COM A TROIKA
O padrão de comportamento já era ontem visível com o disparo no risco de incumprimento da dívida soberana dos seis países da zona euro sob observação dos mercados financeiros: Grécia, Portugal, Irlanda, Itália, Espanha e Bélgica. Ontem, no mercado secundário da dívida soberana, a situação de degradação do crédito revelou-se, segundo dados da Bloomberg. Até as obrigações do Tesouro (OT) português e dos títulos irlandeses inverteram a tendência, e regressaram em todas as maturidades à alta das yields (juros implícitos). Particularmente, os juros das OT e dos títulos irlandeses a 2 anos estão com uma dinâmica de crescimento significativa. Mesmo assim há um fosso entre o nível dos juros para as OT a 2 anos, que estão em 12,41%, e dos juros dos títulos irlandeses, que estão em 8,17%., segundo dados da Bloomberg. O efeito da intervenção do Banco Central Europeu nos mercados secundários parece estar a perder pé. Também, na Bélgica, os juros dos títulos a 10 anos subiram para 4,06%. Mas a situação mais grave é, naturalmente, a da Grécia. Os juros dos títulos gregos a 2 anos acabam de atingir, a meio da manhã, o valor recorde de 46,80%. A meio da tarde, os juros subiram para mais de 47,19%. O valor de fecho foi de 47,20%. O país foi sobressaltado com duas péssimas notícias: as políticas de austeridade poderão conduzir a uma recessão este ano superior à prevista - 5% de quebra do produto interno bruto (PIB) grego, em vez de 4,5% - e "a dívida grega está fora de controlo", segundo um recém-criado organismo parlamentar de monitorização do orçamento, formado por analistas independentes. A divida pública já terá atingido os €350 mil milhões (150% do PIB) e o défice orçamental chegou ao montante de €15,5 mil milhões no final do 1º semestre (93% do objectivo para todo o ano de 2011). A recessão deste ano soma-se a uma quebra acumulada de 6,5% em 2009 e 2010.
PASSOS COELHO A UM PASSO DO FIM E SEGURO PRONTO PARA ENTRAR EM FUNÇÕES
Se as eleições legislativas fossem hoje, António José Seguro seria eleito Primeiro-ministro. O Partido Socialista está a subir nas intenções de voto. De acordo com o estudo da Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença, o PS é mesmo o que mais sobe e António José Seguro estreia-se com saldo positivo. Em sentido contrário está o primeiro-ministro. Ou seja, de acordo com o estudo regista-se uma descida nos partidos que constituem o Governo e uma subida nos partidos da oposição. As medidas excessivas da Troika que estão a destruir e esmagar pobres e classe média são telecomandadas à distância por Angela Merkel numa política claramente de extrema-direita, cega e fria, completamente fora do contexto português. Passos Coelho limita-se a implementar as medidas da Troika como um simples funcionário do Governo da Alemanha. Portugal está entregue à incompetência política generalizada e aos políticos neo-fascistas e neo-salazaristas saudosistas, ao serviço dos interesses mais obscuros da Nova Ordem Mundial, controlados por llluminati's e Bilderberg's. Não é normal um povo desiludir-se apenas 3 meses depois de umas eleições tão esperadas para salvar o povo português da crise criada por Sócrates. Passos Coelho deve ser "corrido" o mais depressa possível do Governo. O pior é que esta estratégia de alternância PS-PSD está a funcionar às mil maravilhas. Passos Coelho faz o trabalho sujo em poucos meses, o governo cai e logo de seguida vem mais do mesmo, do PS...
HOMEM DE 30 ANOS MORTO À PEDRADA NOS SUBÚRBIOS DO PORTO
Um homem, com cerca de 30 anos, foi morto, esta sexta-feira, na Rua de Manuel Pinto de Azevedo, na Zona Industrial do Porto, na sequência de uma rixa envolvendo diversos indivíduos. O homem tinha acabado de sair de sua casa onde tinha comemorado o sexto aniversário do seu filho. O incidente terá ocorrido, cerca das 5.30 horas, junto a uma rulote de venda de cachorros quentes e a vítima foi atingida na cabeça, presume-se que com um paralelo, tendo morrido no local. A confusão poderá ter provocado ainda um ou dois feridos ligeiros. O caso já foi entregue à Polícia Judiciária.
GOVERNO PREPARA AS PRÓXIMAS 9 MEDIDAS DA TROIKA JÁ PARA SETEMBRO
Há nove medidas que deviam estar prontas até final de Agosto e ainda não estão no terreno. O Governo tem pela frente um mês que se afigura de grande exigência. Além de ultimar o Orçamento do Estado para 2012 - que será apresentado em Outubro -, o Executivo vai ter de implementar em Setembro 62 medidas que constam do memorando de entendimento com a ‘troika'. No entanto, o Governo já está obrigado a cumprir o rígido calendário definido pelas autoridades internacionais desde Maio e há nove que já deviam estar no terreno, mas que furaram os prazos definidos. "Vamos ter um mês de Setembro muito complicado, com muito trabalho pela frente". A frase é do secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, que a 23 de Agosto se referia às "75 medidas" que o Governo terá que implementar este mês. Das medidas que o Executivo tinha calendarizadas até aqui há pelo menos nove que estão a derrapar nos prazos. É o caso, por exemplo, da descida da Taxa Social única (TSU), que devia ter acontecido até final de Julho. O relatório pedido pelo Governo aos especialistas, com várias abordagens para a diminuição da TSU já foi apresentado, mas ainda não houve nenhuma decisão. Na quarta-feira, o ministro das Finanças explicou porquê. "É uma medida inovadora, que não foi testada noutros países", frisou Vítor Gaspar, o que "aconselha prudência no desenho da medida", já que há "importantes dificuldades de desenho, execução e mecanismos de controlo".
HOSPITAIS TERÃO DE ANTECIPAR CORTES DE 500 MILHÕES ATÉ 2012
Meta no corte dos custos até ao próximo ano passou de 200 para 500 milhões. Mas há hospitais que terão que fazer um esforço menor. A redução de custos operacionais nos hospitais e unidades locais de saúde do sector empresarial do Estado terá que atingir 500 milhões de euros até 2012, quando inicialmente estavam previstos cortes de 200 milhões, segundo fonte do Ministério da Saúde. A meta inicial para 2012 era de cortes na ordem dos 5% mas um despacho do Governo - já publicado em Diário da República - revê a meta para 11%. E antecipa para 2012 cortes que antes podiam ir até 2013.
VISITA DE PASSOS À ALEMANHA: EMPRESAS ALEMÃS "TOMAM" EMPRESAS LUSAS
O presidente da E.ON, Johannes Teyssen, disse a Passos Coelho, que está interessado na posição do Estado português na EDP. A visita de Passos Coelho a Berlim serviu para convidar empresas alemãs a entrar nas privatizações em Portugal, sobretudo na energia. Membros do Governo português reuniram hoje com várias empresas energéticas alemãs. Em cima da mesa esteve o processo de privatizações em Portugal, assunto que também foi discutido no encontro entre Pedro Passos Coelho e Angela Merkel, esta manhã em Berlim. De acordo com a Bloomberg, que cita fonte do gabinete do primeiro-ministro português, o CEO da empresa alemã E.ON mostrou-se mesmo interessado em participar no processo de privatização da EDP. Contudo, contactada, a porta-voz da E.ON não quis comentar. A alemã E.ON é apontada como uma das empresas interessadas na compra dos 20% que o Estado português ainda detém na EDP. Na corrida estão também a brasileira Electrobras, os chineses da China Power International, os alemães da RWE e os franceses da GDF Suez. No caderno das privatizações na área energética está também a REN.No mesmo tom, a chanceler germânica garantiu que Alemanha e Portugal vão "manter um contacto estreito" no quadro do "programa de privatizações" e adiantou que há "empresas alemãs com interesse em Portugal". Ao mesmo tempo, em Lisboa, Cavaco Silva recebeu em Belém Mariano Rajoy, candidato a primeiro-ministro espanhol pelos conservadores. No final da reunião o líder do PP espanhol sublinhou a oportunidade de negócio contida no plano de privatizações em Portugal, nomeadamente nos sectores eléctrico, das águas e transporte aéreo. Passos Coelho afirmou eainda m entrevista ao jornal alemão Handelsblatt que a privatização da TAP pode ser um "bom investimento" para a Lufthsansa. O governante português, que reuniu com Merkel ontem em Berlim, argumentou também que seria muito positivo para a Lufthansa apostar, ao lado da TAP, nos mercados sul-americano e africano.
CONTESTAÇÃO AO GOVERNO ARRANCA COM MANIFESTAÇÕES DE PROFESSORES
Os dois principais sindicatos do sector endurecem o discurso e dizem não assinar o acordo caso o ministério mantenha alguns pontos da avaliação. As negociações entre Nuno Crato e os sindicatos sobre a avaliação de desempenho docente não estão num bom caminho para chegar a acordo, no próximo dia 9 de Setembro. Ontem, um dia antes de entregar um parecer sobre a segunda proposta do ministério da Educação e Ciência (MEC), os professores asseguram que não vão assinar acordo caso o ministério não recue em, pelo menos, três questões: a manutenção das quotas, as cinco menções para notas e a implicação das classificações nos concursos. "São três aspectos só por si suficientes para que a Fenprof não assine qualquer acordo com o ministério em matéria de avaliação", assegurou ontem o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira. O dirigente do sindicato, que representa cerca de 70% dos professores portugueses, falou numa conferência de imprensa, em Lisboa, durante a qual garantiu não haver acordo possível se constar no documento "algum destes procedimentos".
GOVERNO FAZ INQUÉRITO DE VIABILIDADE A FUNDAÇÕES PORTUGUESAS
As entidades públicas e quase-públicas terão, até ao final do ano, de responder ao documento que vai definir se são extintas, reorganizadas, privatizadas ou reintegradas no Estado. Esse futuro ser-lhes-á indicado até ao final de 2012. As fundações e as instituições que beneficiem de transferências do Estado vão ter de responder obrigatoriamente a um inquérito para provarem que são realmente vitais ou se, pelo contrário, poderão até vir a ser extintas. De acordo com o Documento de Estratégia Orçamental divulgado pelo Governo, as respostas a este inquérito serão a base da avaliação de cada uma das entidades públicas e quase-públicas. As empresas têm de responder ao documento até ao final de Dezembro de 2011. A avaliação do custo/benefício e da viabilidade financeira das instituições ficará a cargo dos serviços do Ministério das Finanças (liderado por Vítor Gaspar, na foto) e dos ministérios responsáveis pelo sector de actividade das fundações. O Documento de Estratégia Orçamental define que a avaliação a estes “censos” estará concluída até ao final do segundo semestre de 2012. Consoante cada análise, a decisão pode passar pela “respectiva manutenção ou extinção, bem como sobre a continuação ou cessação dos apoios financeiros ou mesmo sobre a possível integração no âmbito dos serviços sujeitos à administração directa do Estado”, revela o documento. Antes mesmo do final de 2012, até ao final do mês de Julho, “serão adoptados novos regimes jurídicos para os diferentes tipos de entidades, definindo as regras aplicáveis à sua criação, funcionamento, monitorização, reporte, avaliação do desempenho e extinção, aumentando o controlo sobre essas entidades”. (in, Jornal de Negócios).
POLÍTICAS NEO-NAZIS DA TROIKA PRETENDEM ANIQUILAR OS MAIS POBRES
O antigo ministro João de Deus Pinheiro defendeu hoje um aumento da idade da reforma, a diminuição da “generosidade das pensões” e o crescimento das contribuições para a Segurança Social, sublinhando que os custos são neste momento “incomportáveis”. Numa intervenção na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide até domingo, Deus Pinheiro lembrou que a criação das reformas aconteceu há mais de um século e que desde aí o sistema não mudou. Contudo, sublinhou, desde essa altura a esperança de vida foi aumentando, ao mesmo tempo que decrescia a população ativa, obrigando os Estados a recorrer à dívida para financiar o sistema. “Uma das razões para as dívidas do Estado foi porque em vez de terem mudado os sistemas, os mantiveram, foram empurrando com a barriga e portanto a divida foi crescendo para manter este sistema de Segurança Social”, afirmou, apontando igualmente o aumento dos custos com a Saúde nas últimas décadas. Por isso, com “uma sociedade a envelhecer” e com “estes custos maiores de Segurança Social e de Saúde que são incomportáveis” e que têm sido pagos com recurso ao endividamento, o sistema só pode ser reequilibrado com “um aumento dos descontos nos salários dos ativos, com menor generosidade das pensões e com o aumento da idade da reforma”. “Acho que ainda não chegámos ao fim deste reajustamento e que a idade da reforma vai ter que aumentar ainda mais nos próximos anos”, insistiu.
ANGELA MERKEL É A FIGURA MAIS PODEROSA DA ECONOMIA PORTUGUESA
Quem manda nesta economia intervencionada? O Estado, os políticos, o Governo. Quem manda no Governo? A "troika". Quem manda mais? O FMI, o BCE ou a CE? Resposta: é a Alemanha. Angela Merkel é hoje a pessoa mais poderosa para a economia portuguesa. Porque uma decisão sua nos salva ou aniquila. O cargo de chanceler alemão é a liderança política mais importante da Europa. Angela Merkel ocupa hoje esse cargo e, mesmo com falta de carisma, torna-se uma das líderes mais importantes de todo o mundo. Como diz a "Forbes", que a colocou este Verão no topo da pirâmide do poder. A ajuda a Portugal jamais teria acontecido sem o acordo de Ângela Merkel. Ela define as regras. Ela detém o poder. Mesmo que isso confunda, ou aflija, os líderes das instituições europeias. É impossível fazer o que quer que seja na Europa sem ela.(in, Jornal de Negócios).
PASSE SOCIAL PARA POBRES IGNORA FILHOS NO CÁLCULO DO RENDIMENTO FAMILIAR
O novo Passe Social Mais, criado para atenuar o impacto da subida do preço dos transportes e que se aplica a partir de hoje, ignora a existência de filhos no cálculo do rendimento da família. Esta decisão é contraditória com a que foi tomada para a maioria dos apoios sujeitos a condição de recursos. E desafia a filosofia pró-natalidade do Executivo, que, no Programa de Governo, prometeu inclusivamente submeter as decisões tomadas em Conselho de Ministros a um "visto familiar".
29.000 FAMÍLIAS DEIXAM DE PODER FAZER DEDUÇÕES NO IRS
Os dois últimos escalões do IRS, a partir de 66 mil euros anuais de rendimento colectável (4.750 euros mensais), vão perder completamente o direito a deduzir à sua factura do IRS as despesas com educação, saúde e habitação. No caso do último escalão, a austeridade vai ainda obrigar a uma "taxa adicional de solidariedade" de 2,5%, anunciou ontem o ministro das Finanças, durante a apresentação do documento de estratégia orçamental.
73% DOS PROFESSORES A CONCURSO NÃO FORAM COLOCADOS
Entre os 47.732 docentes candidatos para o próximo ano lectivo, apenas 12.747 serão contratados pelo Ministério da Educação. O número é esmagador: mais de 73% dos professores contratados que foram a concurso, para o próximo ano lectivo, ficam no desemprego. Os números são do ministério da Educação e Ciência (MEC) que divulgou ontem os resultados do concurso anual para satisfação de necessidades transitórias. Assim, dos 47.732 professores que se candidataram, apenas 12.747 foram contratados, para já, pela tutela. Números que implicam que mais de 37.253 docentes fiquem sem colocação. Para além disso, os resultados do concurso revelam que este ano o número de professores contratados é o mais baixo dos últimos três anos lectivos e que há uma redução na ordem dos 25% (menos cinco mil) em relação aos contratados no ano passado, para o qual foram colocados 17.275. Dos 12.747 colocados, cerca de oito mil são através de renovação do contrato, cerca de 2.300 vão ter horário completo e cerca de 2.500 horário incompleto. Ainda assim, são números que "ficam um pouco abaixo do que esperávamos" revela o membro do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) afecto à Fenprof, Vítor Ramalho, isto porque "houve medidas que foram adiadas para serem postas em prática a meio do ano lectivo". Vítor Ramalho prevê também que ainda durante este ano lectivo o ministério de Nuno Crato avance "com o fim do par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica" e que os dois docentes em sala de aula passem para um, "com o fim do estudo acompanhado e com o fim do crédito de horas para o desporto escolar", sublinha. Tudo medidas que, segundo os sindicatos, vêm aumentar o número de professores sem colocação.
VÍTOR GASPAR CONTINUA A AUMENTAR OS IMPOSTOS E A REDUZIR AS DEDUÇÕES
Os contribuintes ainda não sentiram o corte do subsídio de Natal mas já têm a promessa de um novo aumento de impostos para 2012. O Documento de Estratégia Orçamental apresentado ontem pelo ministro das Finanças não deixa margem para dúvidas: em 2012 e 2013, será o esforço das famílias, por via de mais impostos ou de corte de benefícios, que permitirá a redução do défice. O Governo comprometia-se a apresentar o maior corte da despesa pública de que há memória. Mas acabaram por ser novamente as medidas de aumento de impostos, desta vez no IRS e no IRC, que marcaram a conferência de imprensa do ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Isto apesar de o corte de despesa anunciado ser, de facto, significativo. O Executivo promete assim reduzir o défice de 5,9% este ano para 0,5% em 2015 e fá-lo essencialmente à custa da despesa. O peso das receitas totais no Produto Interno Bruto (PIB) fica praticamente inalterado até 2015 e o peso da despesa cai sete pontos.
PASSOS COELHO REJEITA IMPOSTO PARA RICOS PARA EVITAR FUGA DE CAPITAIS
Em entrevista ao El Pais, Passos Coelho diz que taxar as grandes fortunas agravaria os problemas de financiamento da economia. O primeiro-ministro português considera que Portugal tem um dos índices mais elevados de assimetria na distribuição das receitas mas, em entrevista ao El Pais, rejeita a aplicação de um imposto sobre as grandes fortunas. Em entrevista publicada na edição de hoje do diário espanhol, Pedro Passos Coelho - que visitou Madrid na quarta-feira - reconheceu que a assimetria fiscal é uma realidade em toda a UE, mas que adoptar medidas fiscais muito duras pode levar à fuga de capitais. Passos Coelho rejeita no entanto propor qualquer imposto sobre as grandes fortunas, já que o país necessita de "atrair fortunas, investimento e capital externo".
BRASIL PREPARA-SE CONTRA RECESSÃO MUNDIAL NO HORIZONTE
Depois de Lagarde avisar a banca para se preparar, agora chegou a vez de Dilma querer evitar aumento das despesas e usar o superávite primário para o serviço da dívida. Com o objectivo de antecipar uma recessão nos EUA e Europa, o governo brasileiro decidiu ontem usar o superávite primário, superior ao estimado, para pagar juros de dívida referentes a este ano. "O Brasil tem que estar pronto a impedir que esta deterioração económica mundial atinja os progressos conseguidos. Desta vez, queremos estar mais preparados do que em 2008 para enfrentarmos esta recessão mundial que se avizinha", disse o ministro das Finanças, Guido Mantega. Brasília transfere assim mais 4,36 mil milhões de euros para pagar o serviço da dívida que vence no segundo semestre do corrente ano. O ministro explicou que as medidas brasileiras diferem dos planos de austeridade que estão a ser anunciados na Europa, onde os gastos públicos estão a ser "cortados em toda a parte". (in, Económico).
GOVERNO CORTA 45% DAS CHEFIAS MUNICIPAIS
Poupança com redução de dirigentes será da ordem dos 55 milhões de euros. Cerca de 45% dos cargos dirigentes na administração local vão ser extintos, passando dos actuais 2.856 cargos de chefia para um total de 1.559, apurou o Diário Económico. Os dados serão revelados hoje pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, durante uma intervenção na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide. Tendo em conta as remunerações dos dirigentes, de 4.512 euros brutos por mês, no caso dos directores municipais, e de 2.805 euros brutos, nos chefes de divisão, isso significa que a poupança estimada com a redução dos dirigentes municipais será da ordem dos 55 milhões de euros por ano. Ou seja, actualmente a administração local gasta cerca de 115 milhões de euros com os salários dos dirigentes municipais, uma verba que será reduzida para praticamente metade: 60 milhões. Para já, nos cargos de dirigentes superiores está prevista uma redução de 73%: dos actuais 132 directores municipais, ficarão apenas 35.[CORTE_EDIMPRESSA] Nos cargos de direcção intermédia dos municípios, o corte previsto é de 44%, passando a existir 1.524 chefes de divisão, contra os actuais 2.724. Tendo em conta a autonomia das autarquias, o Governo está agora a tentar encontrar o maior número de consensos possível para conseguir cumprir o objectivo de reduzir as chefias municipais, sabe o Diário Económico. No memorando assinado com a ‘troika' uma das medidas exigidas é a redução em pelo menos 15% dos dirigentes da administração pública. Para a administração local está ainda prevista a redução em 2% do número de trabalhadores municipais.
ANACOM MULTA OPTIMUS, TMN E VODAFONE EM 260 MIL EUROS
A Anacom aplicou ontem uma coima de 60,5 mil euros à Optimus. Já este mês, multou TMN e Vodafone em 100 mil. A Anacom, o regulador das telecomunicações, tem feito valer a sua função fiscalizadora e aplicou este mês uma multa a cada um dos operadores móveis. As coimas, no global, ultrapassaram 260 mil euros. A mais recente multa foi ontem dirigida à Optimus. A operadora da Sonaecom foi multada em 60,5 mil euros, por ter pedido a portabilidade dos números "sem ter por base qualquer documento válido que justificasse tais pedidos e que não correspondiam à vontade dos assinantes", lê-se no ‘site' do regulador. Além disso, acrescenta a Anacom, a Optimus "não deu seguimento a dois pedidos de anulação de contratos apresentados pelos assinantes". Em vez disso, a operadora da Sonaecom pediu a portabilidade desses números. O regulador decidiu, assim, aplicar uma multa no valor de 60.500 euros. A Optimus já impugnou judicialmente a decisão.
LUCROS DA PT DESCEM A PIQUE
O lucro da Portugal Telecom caiu 13,8% no primeiro semestre, face ao período homólogo, para os 227,9 milhões de euros. A motivar a redução está a ausência de items extraordinários que se fizeram sentir no primeiro semestre do ano passado, nomeadamente 32 milhões de euros relacionados com a transferência de reservas cambiais na Brasilcel e 48 milhões de euros devido a uma reestruturação da Africatel, ambas no segundo trimestre de 2010, avançou a operadora liderada por Zeinal Bava à CMVM. As receitas operacionais cresceram 45% para os 2.669 milhões de euros, devido à consolidação da Oi. No final do primeiro semestre 59% das receitas da PT são geradas nas operações internacionais e 55% provêm do Brasil. No que toca às receitas geradas em Portugal, 46% devem-se a serviços de dados e televisão paga, garante a operadora. Já o EBITDA atingiu os mil milhões de euros, mais 33,8% que no mesmo período de 2010, por efeito da consolidação da operação brasileira. Recorde-se que a PT já tinha apresentado resultados preliminares, sem a operação brasileira, como forma de dar um sinal de confiança aos mercados. O investimento (CAPEX) da operadora atingiu os 418 milhões de euros; excluindo a consolidação da Oi e da Contax, contact center no Brasil, o investimento da PT teria atingido os 294 milhões de euros, menos 5,8% que no período homólogo. A redução reflecte o fim do programa de modernização tecnológica empreendido pela operadora, garante a PT.
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