IMPOSTO EUROPEU PARA RICOS NÃO ENTRA EM PORTUGAL

Joe Berardo, o 12º mais rico, foi o primeiro milionário a oferecer-se para pagar a crise

Os milionários franceses propõem imposto especial para sair da crise. Alguns dos portugueses mais ricos não respondem ao desafio. A lista das 25 famílias mais ricas de Portugal foi o ponto de partida para a pesquisa, mas praticamente nenhum dos nomes que constam da edição anual da revista Exame respondeu à questão sobre se devem ser os milionários a ajudar a pagar a crise, como propõem agora os detentores das maiores fortunas francesas. Alexandre Soares dos Santos, dono da Jerónimo Martins, Américo Amorim, que controla o grupo com o mesmo nome, Belmiro de Azevedo, proprietário da Sonae ou Vasco de Mello, presidente do Grupo Mello, só para enumerar os cinco primeiros, não responderam ao desafio lançado pelo Diário Económico, uns por não quererem outros por estarem incontactáveis. Foi preciso chegar ao 12º lugar do ‘ranking', onde está Joe Berardo, com uma fortuna avaliada em 542,1 milhões de euros para conseguir uma resposta: "Quem deve pagar mais é quem tem mais. Não se pode tirar a quem não tem ou tem pouco". Ainda assim, e apesar de se mostrar disponível para contribuir para a solução Berardo diz que isso "não resolve o problema".

PRESIDENTE DE ANGOLA O 6.º HOMEM MAIS PODEROSO NA ECONOMIA PORTUGUESA

Eduardo dos Santos, líder da oligarquia angolana há décadas, é poderoso em Portugal

Todos os caminhos do poder angolano vão dar ao Presidente. Discreto mas activo, a sua força política em Portugal cresce com o PSD, reforçando um poder económico especialmente visível através da Sonangol e da filha, Isabel dos Santos. É um poder crescente e cada vez mais sólido. Na economia portuguesa. E para as empresas portuguesas em Angola. A Bolsa de Valores de Luanda é um projecto antigo e inexistente. Mas se para lá fossem transferidas todas as empresas portuguesas com interesses em Angola, o PSI-20 passaria a PSI-10. Das grandes empresas portuguesas aos pequenos empresários, dos aventureiros aos desventurados, Angola passou a Plano A de Portugal. E José Eduardo dos Santos é a soma de todas as partes. O vértice de uma pirâmide onde assenta o poder angolano. Dentro e fora de portas. (in, Jornal de Negócios).

MIGUEL RELVAS EXTINGUE E FUNDE ORGANISMOS DE DESPORTO E JUVENTUDE

Miguel Relvas tem feito cortes a direito, sem impedimentos, no Orçamento de Estado

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi ontem ouvido na Comissão Parlamentar de Educação sobre a fusão e extinção de organismos do desporto e juventude, medida do Governo que representa uma poupança de 14 milhões de euros. O Executivo aprovou, no início de Agosto, a fusão do Instituto do Desporto de Portugal e do Instituto Português da Juventude, criando o Instituto Português do Desporto e da Juventude, além da dissolução da MOVIJOVEM e a extinção da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI). A decisão também mereceu críticas de associações do sector da juventude, como a Federação Nacional das Associações Juvenis e o Conselho Nacional da Juventude, bem como da Juventude Comunista Portuguesa. Também a Juventude Social-Democrata condenou a fusão dos Institutos do Desporto e da Juventude, reclamando que a opção não deve representar «uma subalternização da juventude face ao desporto» e não traduza a «redução de investimento nas políticas de juventude», mas apenas uma diminuição «nos custos de estrutura deste novo instituto». Segundo o secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Marques Mestre, a fusão e extinção de organismos por si tutelados e a criação de um único Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPJD) vai representar uma poupança de 14 milhões de euros. A criação do novo instituto permitirá ainda a redução de 112 para cerca de 43 cargos dirigentes e poderá levar a despedimentos, admitiu o Governo, aquando da aprovação da medida pelo Conselho de Ministros.

TESTES A CADÁVER DE AMY WINEHOUSE REVELAM AUSÊNCIA DE DROGAS E QUÍMICOS

afinal por que foi noticiado na altura que a causa da morte era overdose?

Amy Winehouse não usou drogas antes de morrer. A constatação vem dos resultados dos testes toxicológicos a que foram submetidos o cadáver da cantora. De acordo com um representante da família, os exames detectaram apenas a presença de álcool no corpo dela, mas não conseguiram identificar se a bebida foi decisiva para sua morte. A causa do falecimento de Amy segue indefinida até outubro, quando deve terminar o inquérito e as investigações da polícia. A cantora foi encontrada morta na sua casa, em Londres, no dia 23 de julho. “A família gostaria de agradecer a polícia e ao médico legista por continuarem as investigações e nos manterem informados sobre o processo”, disse o representante, de acordo com o jornal “Telegraph”. Dias depois da morte da cantora, jornais britânicos afirmaram que Amy teria comprado drogas na noite do dia 22 de julho. Já a família afirmou que Amy teria morrido na sequência de uma abstinência de álcool, já que tinha parado de beber três semanas antes de morrer.

NATO FINANCIA REBELDES PROMETENDO 144 TONELADAS DE OURO LÍBIO COMO PRÉMIO

o novo Império Romano da NATO distribui troféus de guerra como há 2.000 anos

Já sem regras o exército da NATO utiliza-se de todos os meios para atingir os seus fins. Tal como o exército romano prometia troféus a exércitos rebeldes, a NATO prometeu 144 toneladas de ouro dos cofres do banco central líbio em troca do derrube do governo de Kadafi. Técnicas sujas ao serviço da UE e pagas pelos contribuintes europeus, sem estes terem sido sequer consultados. Depois de colocarem armamento pesado nas mãos dos rebeldes, a NATO e os EUA brincam à guerra numa região do globo que é geograficamente um barril de pólvora para a Europa, não para os EUA. Ao que parece antes do conflito "rebentar" foram transportadas 366 toneladas para a Venezuela, "paraíso" de ditadores de todo o mundo. Talvez também por isso o grupo "Anonymous" esteja a preparar um ataque cibernético à Venezuela. É que alguns dizem que este grupo Anonymous é uma tropa de elite informática da CIA ao serviço dos seus interesses mais secretos, a nova elite das operações especiais dos EUA.

WALL STREET JOURNAL: "PORTUGAL É UM PARAÍSO NA REACÇÃO À AUSTERIDADE"

face à destruição de condições sociais, os EUA acham estranho portugueses não reagirem

O WSJ lembra os protestos na Grécia e Espanha para escrever que Portugal é, até agora, um "paraíso" na reacção à austeridade. "Comparativamente a outros países da zona euro que foram apanhados pela crise da dívida, a reacção em Portugal tem sido um paraíso. Já na Grécia os protestos foram violentos e em Espanha milhares de pessoas foram para as ruas exigir uma mudança política", pode ler-se na edição de hoje do The Wall Street Journal (WSJ). Mas a situação está prestes a mudar porque à medida que os portugueses se vêem confrontados com novas medidas de contenção e cortes orçamentais por parte do Governo, agudiza-se a possibilidade de distúrbios sociais, descreve o WSJ, acrescentando que os sindicatos já estão a arregaçar as mangas. Citando declarações de uma dirigente da CGTP, que também falou ao Diário Económico, o jornal avança que Portugal deverá ser palco de uma greve geral a 1 de Outubro. No mesmo texto, o WSJ lembra que, desde que Passos Coelho assumiu funções, em Julho, o Executivo de direita já anunciou um aumento acentuado nas taxas de transportes públicos e impôs ainda um imposto especial sobre os rendimentos para 2011. E "as dificuldades vão apertar mais ainda, com cortes na despesa pública, com os impostos a aumentar ainda mais para equilibrar um corte nas contribuições das empresas para a segurança social e com as mudanças na lei do trabalho que incluem menos direitos para os trabalhadores demitidos", retrata o WSJ, que também escreve que "Portugal não tem outra hipótese senão tomar medidas duras" e que "os portugueses vão sofrer muito, particularmente no próximo ano". (in, Económico).

CGTP PREPARA GREVE GERAL E MANIFESTAÇÃO PARA OUTUBRO

greve contra o troikismo do novo Governo que ataca os mais pobres e classe média

A central está a preparar uma manifestação nacional, a realizar em Lisboa e no Porto, e não afasta a possibilidade de avançar com uma greve geral, avança o Diário Económico. Segundo a mesma fonte, também a UGT avisa que está disponível para a contestação, nomeadamente para protestos conjuntos com a intersindical de Carvalho da Silva. As duas formas de luta - manifestação e greve - estiveram ontem a ser discutidas na reunião da comissão executiva da CGTP, mas a data para a manifestação nacional só ficará fechada na próxima segunda-feira, disse ao Diário Económico a dirigente da intersindical, Maria do Carmo Tavares. O próximo dia 1 de Outubro é a data avançada na reunião de ontem. "O que está em cima da mesa é uma acção nacional, em Lisboa e no Porto, e a data que está a ser discutida é 1 de Outubro, mas ainda não está fechada", revelou a dirigente sindical. Maria do Carmo Tavares adiantou ainda que "nenhuma luta está fora de questão, incluindo a greve geral".

GREVE DE JOGADORES DE FUTEBOL ESPANHÓIS PÕE EM CAUSA JORNADA DE FUTEBOL

a crise chegou ao futebol espanhol da pior maneira e está para ficar

O acordo entre a Associação de Futebolistas Espanhóis (AFE) e a Liga Espanhola de Futebol está longe de se tornar uma realidade, pelo que a greve dos jogadores deverá prolongar-se por tempo indeterminado. Para ajudar a compreender aquilo que motiva os futebolistas, a euronews falou com Jesús Díaz Peramos, vice-presidente da AFE que declarou: «O contrato coletivo engloba vários assuntos que negociámos com a Liga Espanhola nos últimos meses. A Liga decidiu aprovar unilateralmente, na sua assembleia, apenas um assunto, o fundo de garantia, que é uma peça angular do contrato. Este fundo é essencial, mas para desconvocar a greve é preciso também saldar a dívida que os clubes têm para cerca de duzentos jogadores, incluindo salários da temporada passada e até da anterior. Os jogadores só querem que os seus contratos sejam respeitados. Nos últimos anos já têm vindo a baixar os salários, ou a concordar com uma redução salarial considerável caso o seu clube seja despromovido. Os futebolistas estão a adaptar-se a esta difícil situação económica mas a maioria dos clubes não, não vivem em função das suas receitas e o problema está aí. Enquanto não existir um acordo colectivo que garanta as nossas exigências mínimas, a competição não irá começar. Não podemos dizer uma, duas ou três semanas. Estamos de acordo e voltar a competir apenas quando estiverem reunidas um mínimo de condições, que permitam uma competição justa entre os clubes. Há clubes que se queixam uns dos outros porque não pagaram transferências acordadas… o problema não são só as dívidas para os jogadores.»

POLÍCIAS FICAM SEM BASES DE DADOS DE CRIMINOSOS

sem sistema informático polícias regressam às velhas multas de papel passado...

As falhas e a lentidão na rede informática que serve as polícias têm sido recorrentes. O 'apagão' de ontem vai juntar-se às queixas sobre a Rede Nacional de Segurança Interna que já chegaram ao ministro Miguel Macedo. Uma avaria grave num comutador central da Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), o sistema de comunicações exclusivo das forças e serviços de segurança do ministério da Administração Interna, impediu ontem que muitos operacionais da GNR e da PSP tivessem acesso, durante quase sete horas - entre as 10 e as 17 horas - às bases de dados de informações policiais, ao cadastro dos condutores, aos seus e-mails e à internet. A situação foi mais grave na GNR, onde durante praticamente todo o dia não houve rede informática em Lisboa. Para aceder às bases de dados só directamente no departamento de informações da guarda. O DN confirmou também que houve falhas no sistema nas instalações do Sistema de Segurança Interna, de onde é feita a coordenação de todas as polícias. A RNSI foi criada pelo anterior executivo e já custou quase 30 milhões de euros. Além das falhas, como as de ontem, há também queixas da lentidão do sistema. Miguel Macedo pretende reavaliar o projecto. (in, Diário de Notícias).

CIBERATIVISTAS "ANONYMOUS" ANUNCIAM ATAQUES INFORMÁTICOS NA VENEZUELA

com a imagem e estratégia do filme "V de Vendetta", os ataques destinam-se a ditadores

O grupo de ciberativistas conhecido como Anonymous divulgou um vídeo no Youtube em que anuncia o início de uma "guerra cibernética" na Venezuela e várias acções em prol da liberdade: http://www.youtube.com/watch?v=uLf6EH3LvYo&feature=player_embedded. "Olá mundo, especialmente ao povo venezuelano, somos Anonymous, esta mensagem é dirigida aos habitantes da Venezuela e aos demais membros de Anonymous a nível mundial para dar a conhecer que estamos presentes na Venezuela", começa por explicar. No vídeo surge um indivíduo com a tradicional máscara de Guy Fawkes que se dirige ao Governo do presidente Hugo Chávez e aos venezuelanos e anuncia que "a guerra cibernética acaba de começar, só é a calma antes da tempestade". Sem deixar claro quando iniciará a primeira actividade na Venezuela, o vídeo explica que "o conhecimento é livre e todo aquele que tente monopolizá-lo estará a atacar os nossos direitos". Por outro lado, anuncia o início da "operação tempestade de papel", apelando aos venezuelanos para imprimirem e colarem panfletos com os ideais do grupo.

PEQUENOS E MÉDIOS COMERCIANTES DESISTEM DE TERMINAIS MULTIBANCO

Portugal começa a perder conforto tecnológico regressando ao primitivismo dos anos 70

Encerramentos e abandono do pagamento electrónico levam a redução de terminais neste sector. O "Jornal de Negócios" escreve que a crise tem obrigado os pequenos comerciantes a cortar em todos os custos possíveis. E nos últimos meses, a Unicre tem verificado uma redução do número de terminais de pagamento, denominados POS. É o pequeno comércio - lojas de menor dimensão, cabeleireiros de bairro, restaurantes ou quiosques - ques estão a desistir do pagamento com cartão de crédito ou débito (Multibanco). A Unicre, empresa que gere a maior infra-estrutura de aceitação de cartões de crédito justifica esta quebra com o encerramento de alguns estabelecimentos comerciais, bem como o abandono destes meios de pagamento. Evitar um maior controlo da facturação por parte da administração fiscal pode ser outro dos motivos para o pequeno comércio desistir do pagamento com cartão, apesar de ninguém o admitir.

GOVERNO QUER SUSPENDER CONCESSÕES DE ESTRADAS EM CONSTRUÇÃO

estradas em construção não se justificam nas zonas interiores por existirem alternativas

O governo tem em curso uma profunda reavaliação da dimensão e dos custos com as concessões rodoviárias adjudicadas pelo executivo de José Sócrates. Estas representam um investimento de cerca de 3,5 mil milhões de euros em construção. A primeira prioridade é a suspensão de troços que ainda não estão construídos ou em construção, sempre que for possível e não se ponha em causa a viabilidade dos troços já construídos. O segundo alvo são os troços que não têm portagem ou perfil de auto-estrada. E, por fim, está a ser estudada a redução drástica das concessões na área de conservação e manutenção. A intenção de suspender alguns troços da concessão Baixo Tejo, noticiada ontem pelo "Jornal de Negócios", é o primeiro passo de um processo que pretende reduzir a factura do Estado nas sete concessões rodoviárias. A reavaliação de todos os troços por construir deverá ainda determinar que o Estado não invoque o interesse público para contestar providências cautelares que suspendam obras. Este é o argumento jurídico mais forte para contrariar a suspensão de obras por ordem do tribunal. A medida permitirá poupar 270 milhões de euros ao longo de 30 anos e será estendida a investimentos de outras concessões.

MINIST. PÚBLICO ACUSA GESTORES DA GEBALIS DE GASTAREM MILHARES EM REFEIÇÕES

gestores e administradores de empresas públicas que vivem como "reizinhos"

O Ministério Público acusou gestores da Gebalis, ligada a Câmara Municipal de Lisboa, revelando gastos inadmissíveis em comeres e beberes, de milhares e milhares de euros à custa dos cidadãos, avança o advogado José Maria Martins num artigo publicado no seu blogue (http://jose-maria-martins.blogspot.com/2011/08/tipos-da-gebalis-enfartam-se-grande-e.html). No artigo vem a lista de restaurantes de luxo frequentados por esta elite da Empresa Pública da Gestão dos Bairros Municipais de Lisboa (Gebalis) e dos jantares e almoços de centenas e milhares de euros pagos com 8 cartões de crédito fornecidos pelo Estado. O artigo revela: «Os ex-administradores da GEBALIS (empresa municipal da CM Lisboa) Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal. O limite de crédito atribuído àqueles ex-gestores oscilou entre cinco mil euros e dez mil euros por mês. O despacho de acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, diz que, 'no início do mandato, a cada um dos arguidos foram fornecidos cartões de crédito', apesar de haver 'uma omissão legal e dos próprios Estatutos da Gebalis [sobre essa regalia]', segundo o relatório da Polícia Judiciária. A Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, foram dados, segundo o despacho de acusação, três cartões de crédito: um do BES com limite de 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Mário Peças, ex-vogal da empresa, teve também três cartões de crédito: um do BES com 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Já Clara Costa contou com um cartão de crédito do BES com um limite de crédito de 7500 euros e outro do Millennium bcp com cinco mil euros. À excepção do cartão de crédito do BPI atribuído a Mário Peças, todos os cartões tiveram vários números e diferentes datas. 'Com os respectivos cartões de crédito em seu poder, cada um dos arguidos decidiu que os utilizaria para pagamento das despesas relativas a refeições suas e com amigos e outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer, ainda, no decurso de viagens ao estrangeiro', precisa o despacho de acusação do Ministério Público. Clara Costa manifestou a sua 'total inocência'.»

MEGABURLA DA MEGAFINANCE: PRESO O HOMEM QUE ÍA COMPRAR A TVI

mega burla da Megafinance, num pequeno país com mega corrupção

O consultor da firma de capital de risco Megafinance, Pedro Xavier Pereira, está em prisão preventiva, suspeito de burla. Xavier Pereira foi ouvido pelo Tribunal de Instrução Criminal tendo saído com a medida de coacção mais pesada, por decisão do juiz Carlos Alexandre. Estão em causa indícios da prática de crimes de burla. Quanto ao outro arguido do processo, o presidente da empresa, Luis Valente, saiu em liberdade mas vai ter de apresentar-se periodicamente na esquadra da polícia da sua área de residência. Xavier Pereira (ou Cohen Pereira, como prefere ser chamado, talvez à procura do perfil sacerdotal que o apelido judaico evoca) tem no currículo uma relação atribulada com a lei. Enquanto representante português da empresa espanhola de capital de risco LP Brothers Venture Capital, foi detido em Outubro de 2005 em Espanha, na sequência de um mandado de captura internacional emitido pelo Ministério Público de Coimbra. Em Julho passado, o Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa confirmou as coimas aplicadas pela CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários à LP Brothers e a Pedro Xavier Pereira, no caso da suposta OPA sobre a Media Capital (proprietária da TVI), operação que acabou por nunca acontecer. O regulador decidiu em Agosto de 2009 aplicar duas coimas, no valor de 100 mil euros à LP Brothers e de 50 mil euros a José Xavier Pereira. Na base do processo de contra-ordenação estava a acusação de violação do dever de qualidade da informação - falsidade, falta de clareza e completude. Estava em causa "informação divulgada ao público relativa ao lançamento de uma OPA pela LP Brothers à Media Capital e informação referente à detenção de mais de 5 por cento das acções da Media Capital pela LP Brothers e por Pedro Xavier Pereira", não tendo havido "qualquer intenção séria de a LP Brothers lançar uma OPA" sobre a empresa de media.

Pedro Xavier Pereira e a LP Brothers estiveram alegadamente envolvidos em três negócios publicitados em 2005. Em Abril, fora noticiado que a LP Brothers informava ter sido contactada pela Lusófona para a aquisição da Universidade Portucalense, um negócio desmentido à Lusa pela Universidade Lusófona. Em Junho, Pedro Xavier Pereira apresentou--se como consultor no negócio de compra, pela TAP, de 20 por cento da brasileira Varig, mas a transportadora aérea portuguesa veio negar qualquer papel de Xavier Pereira no processo. A LP Brothers anunciou também a proposta de compra dos jornais "A Capital" e "O Comércio do Porto", informação igualmente desmentida pela Prensa Ibérica, empresa proprietária destes títulos. Recentemente, Xavier Pereira anunciava no seu blogue o próximo grande negócio da Megafinance. A empresa a que assiste como consultor entregou aos grupos Auchan e Danone, dois dos principais credores da cadeia de supermercados AC Santos, uma proposta de reestruturação desta cadeia de supermercados. Um documento que, segundo declarações ao Público de Eusébio Gouveia, administrador de insolvência, se resumia "a banalidades económicas, sem transposição da realidade da insolvente".
(in, Jornal i).

GOVERNO FAZ "LIMPEZA" NAS EMPRESAS PÚBLICAS DO SECTOR IMOBILIÁRIO

projectos megalómanos da Frente Ribeirinha desmantelados por Miguel Relvas

O emagrecimento do sector empresarial do Estado, um dos objectivos do programa do governo, começa no imobiliário, uma das actividades mais afectadas pela crise. Ainda antes de concluir o levantamento sobre a viabilidade económica de todos os organismos e empresas públicas, o executivo já manifestou a intenção de suspender ou desmantelar três empresas na área da requalificação urbana. A primeira “vítima” foi a Frente Tejo, empresa criada em 2008 para promover a requalificação da zona ribeirinha de Lisboa e que é tutela do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Na sexta-feira, foi a vez de a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território assinar a “sentença de morte” de mais duas empresas nesta área. Assunção Cristas suspendeu o projecto Arco Ribeirinho Sul, por o considerar “demasiado ambicioso” para as condições actuais. O fim deste projecto pressupõe a extinção da empresa pública com o mesmo nome criada em 2009 e que é presidida pelo socialista Fonseca Ferreira que durante anos liderou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT). Mas o maior impacto virá da intenção de acabar com a Parque Expo, a empresa imobiliária criada para desenvolver a Expo 98 e que sobreviveu 13 anos ao fim da exposição internacional de Lisboa.
O Estado mantém ainda a presença em seis empresas do projecto Polis para a requalificação urbana de várias regiões e cidades do país. Mas, indirectamente, é accionista da que provavelmente será uma das mais importantes empresas imobiliárias de Portugal, pelo menos ao nível do património detido, a Estamo, do grupo Parpública.

ESTADO EMPRESTA MAIS DE MIL MILHÕES A EMPRESA QUE COMPRA IMÓVEIS AO ESTADO

Estamo comprou ao Estado mais de 200 imóveis a preços de saldo (360 milhões ao todo)

A Estamo, empresa do grupo Parpública do sector imobiliário, comprou ao Estado e a outras entidades públicas mais de 200 imóveis no passado. Este património custou cerca de 360 milhões de euros. Estas aquisições deram ao Estado receitas extraordinárias que terão beneficiado o défice público de 2010. No entanto, o seu custo foi financiado com empréstimos do accionista que, por sua vez, é do próprio Estado. A Estamo recebeu mais de 400 milhões de euros de suprimentos, empréstimos do seu accionista, que é a sub-holding Sagestamo que por sua vez é controlada pela Parpública. Este financiamento, explica a empresa no relatório e contas do ano passado, “fica a dever-se fundamentalmente à necessidade de financiar as aquisições e contratos promessa de compra e venda de imóveis, dos quais 359,8 milhões de euros se referem a contratos efectuados em 2010 e 60,1 milhões de euros são relativos a 10 imóveis contratados em 2010, cujo pagamento só ocorreu em 2011”. No total, a conta acumulada de empréstimos contraídos pela Estamo junto da sua accionista directa, a Sagestamo, atingia no final do ano passado os 1.200 milhões de euros. Este valor corresponde grosso modo às aquisições de imóveis ao Estado e a entidades públicas realizadas pela Estamo nos últimos anos.

E como é que a Sagestamo obtém os fundos para financiar as suas participadas? – a Estamo é mais importante, mas não é a única. As contas de 2010 mostram que esta sub-holding também recorre à sua accionista. No final do ano passado, a Parpública tinha concedido suprimentos (empréstimos) de 377,8 milhões de euros, para além de dois apoios de tesouraria de 300 milhões de euros cada. No final do ano passado, a Sagestamo devia cerca de 801 milhões à Parpública, o dobro do valor em dívida em 2009. A sub-holding tem ainda um programa de papel comercial – dívida – de 300 milhões de euros contraído junto do Santander Totta que vence em Novembro deste ano. Seguindo a rota dos empréstimos accionistas chegamos às contas da Parpública. A holding do Estado tem duas principais fontes de receitas: os dividendos das participadas, algumas das principais empresas de capitais públicos, como a ANA, REN e EDP, e a venda de activos, sejam participações, sejam imóveis. Com o arrefecimento da economia e o congelamento de várias alienações, a Parpública teve de reforçar o recurso ao endividamento externo. Já este ano, a empresa recebeu um aval do Estado para um financiamento até 620 milhões de euros que foi justificado com a realização de operações no quadro do programa de gestão de património imobiliário, e com a compra de obrigações da EDP. O grupo deveria comprar este ano património no valor de 370 milhões de euros ao Estado e entidades públicas, mas as aquisições de imóveis públicos ascenderam apenas a 4,3 milhões de euros e referem-se à parte final do programa do ano passado. No relatório de 2010, a Parpública já tinha alertado para as crescentes dificuldades de financiamento e para o risco de não ser possível concretizar o plano de compra de imóveis deixado pelo anterior governo e que rondava os 370 milhões de euros. O novo executivo ainda não clarificou se vai prosseguir a política de compra massiva de imóveis que nos últimos cinco anos fizeram deste grupo de empresas o maior proprietário de imobiliário do Estado.

CÂMARA DE LISBOA VAI AUMENTAR RENDAS DE TERRENOS COM MAIS DE 500 M2

António Costa continua a atacar pobres e classe média lisboeta

A SIC Notícias revelou esta manhã que a Câmara Municipal de Lisboa vai aumentar exponencialmente, baseado num valor por metro quadrado, as rendas de terrenos municipais com mais de 500 m2. Dando um simples exemplo na reportagem, a SIC revelou como um arrendatário passará de uma renda de cerca de 150 euros hoje, para uma renda de cerca de 3.500 euros em 2014...!!! Depois da medida de implementação de mais portagens nas entradas de Lisboa, o presidente António Costa continua a ceifar vidas de pessoas em crise, na mesma política totalitarista seguida por todos os líderes e seguidores das políticas inequivocamente de extrema-direita da NWO. Quando é que o povo português vai acordar para esta nova realidade política neo-salazarista mascarada de república...?

PREVISÃO DE NOVA SEMANA DE QUEDAS NAS BOLSAS MUNDIAIS

Ben Bernanke, mais um agente da economia mundial da NWO a trabalhar contra o euro

Adivinha-se mais uma semana de nervos nas bolsas mundiais, depois de 20% do valor dos principais índices se ter evaporado. Foi mais uma semana negra nas bolsas. As acções europeias voltaram a tombar na sexta-feira, elevando os prejuízos da semana para mais de 6%. O PSI 20 deslizou 0,30% na sexta-feira e mais de 3% nas últimas cinco sessões. E os próximos dias continuam a prometer volatilidade extrema nas bolsas. O mercado está de olhos postos no presidente da Reserva Federal dos EUA, que fará na sexta-feira um discurso na conferência anual de Jackson Hole. Isto porque na mesma ocasião no ano passado, Ben Bernanke fez um discurso onde deixou antever a decisão de tomar uma segunda ronda de ‘quantitative easing', isto é, de imprimir dinheiro para injectar na economia. O mercado especula agora se, perante a evidência de que a maior economia do mundo não dá sinais de saúde, Ben Bernanke opte pelo mesmo ‘modus operandi' este ano. "Apesar de ser possível que o presidente da Fed possa dar algumas luzes sobre uma flexibilização monetária adicional, pensamos que as notícias que sairão de Jackson Hole serão mais em torno de um sentimento mais aproximado da opinião da Fed sobre as suas opções e menos sobre a escolha em concreto de uma opção", referiram os economistas do RBC Capital Markets, num relatório a que o Diário Económico teve acesso.

MERKEL RECUA NOS EUROBONDS COM MEDO DE SER ARRASTADA PARA A DÍVIDA DA UE

Merkel gere a UE com enorme favoritismo sempre para a "sua" Alemanha

A chanceler alemã considera que a introdução de 'eurobonds' agora não vai trazer a tão almejada estabilidade económica. Na sua primeira entrevista desde que regressou das férias de Verão, Merkel disse que décadas de agravamento dos défices nos países da zona euro transformaram a união monetária numa "união de dívida" que exige que cada país reduza os seus níveis de endividamento. Apesar de admitir que não exclui a emissão conjunta de títulos de dívida dos países da zona euro algures num "futuro distante", Merkel defende que as 'eurobonds' "não são a resposta neste momento". "As 'eurobonds são exactamente a resposta errada", disse hoje a chanceler alemã em entrevista à televisão ZDF, em Berlim. "Elas conduzem-nos a uma união da dívida e não a uma união de estabilidade", frisou, acrescentando que "cada país tem de tomar as suas próprias medidas para reduzir a dívida". Citada pela Bloomberg, Merkel considerou que "é uma tarefa árdua que não pode ser resolvida de uma só vez, por exemplo, com a emissão de 'eurobonds'", argumentando que estes títulos de dívida "não são a resposta para a actual crise" e que a missão do seu actual governo é resolvê-la. Merkel junta-se assim ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que também manifestou hoje a sua discordância quanto à emissão de 'eurobonds' como possível saída da crise económica, assegurndo que existem outras soluções. "Não é o momento adequado", disse numa entrevista à rádio pública belga (RTBF), onde referiu que a Europa deveria esperar que as suas economias e objectivos alcançassem uma maior convergência antes de avançar com a emissão de obrigações do tesouro europeias.

EXTINÇÃO DE PARQUE EXPO DEIXA DÍVIDA DE 185 MILHÕES DE EUROS

uma elite de técnicos que pouco faziam a troco de chorudos salários, desde 1998

Porque será que todas as empresas públicas do Estado dão prejuízos de milhões e no entanto os seus funcionários e administradores têm regalias de luxo? E porque apenas encerram algumas das centenas que existem sem se justificar no actual contexto de crise? Ao fim de 18 anos de actividade, a Parque Expo é finalmente extinta. É o ponto final numa empresa pública liderada, até agora, por Rolando Borges Martins e que, fechou o primeiro semestre deste ano com um passivo de 185 milhões de euros - um valor que traduz uma redução face aos 227 milhões de euros contabilizados no final do ano passado. Para esta redução terá contribuído o aumento de capital de 50 milhões de euros - subscrito pelo accionista único, o Estado -, dos quais 15 milhões foram realizados ainda em 2010. Não foi possível, contudo, apurar se os restantes 35 milhões de euros já foram disponibilizados à empresa. Fica, no entanto, por saber qual o organismo ou entidade do Estado que irá assumir o passivo financeiro da Parque Expo e qual o plano concreto do Ministério para o abater, em termos de pagamento, prazos e condições financeiras.

DÍVIDA DA MADEIRA DUPLICOU EM APENAS 5 ANOS

Alberto João, o "rei" quer Governo a financiar as dívidas criadas pela Madeira

Entre 2005 e 2010, a dívida da Madeira disparou de 478 para 963 milhões de euros. Alberto João Jardim já avisara que, para não prejudicar o povo da Madeira, foi contraindo dívida para poder continuar a obra, resistindo assim àquilo a que chamou o "ataque financeiro" do anterior governo socialista. O resultado está à vista. Desde 2005, o primeiro ano de Executivo de José Sócrates, até ao final de 2010, a dívida contraída pela região mais que duplicou. À beira de eleições, Jardim assume agora problemas de liquidez e pede apoio ao actual Governo, com quem quer negociar um acordo. Os números da dívida fazem parte do Orçamento da Região da Madeira. Em 2005, a dívida estava nos 478 milhões de euros. Em 2010, segundo uma auditoria recentemente apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chegava a 963 milhões, mais 101,5%, ou seja, mais que duplicou em cinco anos. Os dados do Tribunal de Contas indicam que, entre 2009 e 2010, a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros. No discurso da ‘rentrée' política do PSD/M, em Porto Santo, o presidente do governo regional justificou a dívida da Madeira com o "ataque financeiro" do Governo socialista através da Lei das Finanças Regionais. E explicou a estratégia, adiantando que preferiu a "derrapagem financeira" para "resistir à agressão socialista (...) e agora poder negociar com o Governo que é liderado pelo PSD" a ter que se "render e ter parado com tudo".

GOVERNO RATIFICA ACORDO DO PS PARA FORNECER DADOS DOS PORTUGUESES À CIA

Ministro da Administração Interna dá seguimento ao acordo que negou enquanto oposição

Sociais-democratas mudam de ideias e 'ratificam' acordo que foi chumbado pela protecção de dados por ser "abusivo". O Governo desenterrou o acordo para troca de dados pessoais entre Portugal e os EUA e, ao contrário do que o PSD admitia na oposição, vai avançar para a sua ratificação. Da reunião de ontem do Conselho de Ministros saiu uma resolução para o Parlamento aprovar o acordo bilateral assinado entre o Governo de José Sócrates e a Administração de Barack Obama. O documento que permite a partilha de perfis de ADN e de impressões digitais tem data de Junho de 2009, mas não chegou a sair da gaveta com os socialistas. Agora o documento levará a assinatura de Miguel Macedo e Passos Coelho, que na altura criticaram duramente a proposta. Por aqui vemos como se faz política em Portugal. Apenas teatro, e de má qualidade.

EDIFÍCIO DA PJ DE MILHÕES EM PLENA CRISE COM PRIVILÉGIOS DE SUSPENSÃO DE PDM

milhões num edifício de luxo high-tech, pagos pelos contribuintes contra a lógica da troika

O ministro da Justiça, Alberto Martins, assinou em Abril o despacho para o início das obras da nova sede da Judiciária, em Lisboa. A obra, orçada em 85 milhões de euros teve início no mesmo mês. A nova sede nacional da Polícia Judiciária (PJ), a chamada "Cidade Judiciária", vai ficar instalada no centro de Lisboa, na Rua Gomes Freire, por via da ampliação das instalações que a polícia já ali ocupa a terrenos contíguos pertença da Faculdade de Medicina Veterinária. "A solução final pretende concentrar num só espaço os principais serviços da PJ dispersos pela cidade de Lisboa e os próprios meios a utilizar pela polícia, permitindo uma poupança financeira e de tempo significativa durante um processo", disse ao jornal PÚBLICO o assessor do MJ Ricardo Pires. O projecto originalmente destinado a Caxias foi apresentado ainda durante o governo de coligação PSD/PP pela então ministra da Justiça, Celeste Cardona, e implicava a construção de uma "Cidade Judiciária" no concelho de Oeiras avaliada entre 55 e 60 milhões de euros, cuja conclusão se previa para meados de 2007. O abandono da solução Caxias para instalar a sede nacional da Polícia Judiciária deverá implicar o pagamento de uma indemnização à construtora Teixeira Duarte (conhecida como a construtora "de" Isaltino de Morais) que poderá rondar os 15 milhões de euros. A construtora já tornou pública a sua intenção em ser ressarcida pela rescisão do contrato e pelas obras entretanto realizadas. As obras em Caxias tiveram início em Fevereiro de 2004 mas foram embargadas quatro meses depois por ordem do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, que deu razão aos autores de uma providência cautelar onde se invocava a violação do Plano Director Municipal de Oeiras, os impactes ambientais significativos e as consequências negativas no sistema de acessibilidades e no saneamento básico da freguesia. O novo projecto, da empresa S&A (Saraiva & Associados), mais uma empresa com inúmeros projectos ao serviço do concelho de Isaltino Morais, levou mesmo à suspensão do PDM de Lisboa para que pudesse ser realizado, conforme atesta o próprio arquitecto autor no seu facebook: http://www.facebook.com/video/video.php?v=10150150458373796&oid=141966009157516&comments.

EDIFÍCIOS DO 11 DE SETEMBRO FORAM PREPARADOS PARA DEMOLIÇÃO MESES ANTES

George Bush controlou desde o princípio toda a Comissão Oficial de Investigação

Depois do 11 de Setembro, George W. Bush demorou um ano a constituir uma comissão oficial de investigação. Quando o fez já todos os destroços do World Trade Center tinham sido transportados para a China por barco e destruídos secretamente. A investigação oficial que se seguiu teve contornos muito pouco científicos e nada forenses. FBI e CIA foram praticamente afastados da "investigação". A comissão trabalhou essencialmente para apagar vestígios e provas da evidente demolição controlada dos 3 edifícios atingidos pela tragédia daquele dia fatídico para milhares de pessoas. Hoje grupos como os Arquitectos pelo 9/11, Engenheiros pelo 9/11, Militares pelo 9/11 e Bombeiros pelo 9/11 uniram-se e fizeram um excelente documentário-investigação onde provam com argumentos simples e evidentes como os edifícios foram preparados com meses de antecedência para uma demolição controlada, tendo como principal suspeito o grupo económico que adquiriu um ano antes todo o complexo do WTC, o qual tinha de ser demolido para dar lugar a um novo mega-projecto, para obtenção de lucros de milhões. Mas antes uma demolição muito dispendiosa e perigosa tinha de ter lugar para viabilizar economicamente o projecto. Demolição "contratada" e financiada posteriormente de forma integral pelo Governo de George W. Bush. Todos os envolvidos pertencem aos llluminati e a toda a elite política dos EUA, Bilderberg e CIA. 10 Anos depois quantas pessoas no mundo conhecem já esta verdade chocante? O documentário em:
http://www.youtube.com/watch?v=hZEvA8BCoBw&feature=player_embedded. Todo o filme em: http://www.youtube.com/watch?v=Odp1FO0Vmuw.

GOVERNO PREPARA-SE PARA EXTINGUIR PARQUE EXPO POR MÁ GESTÃO

acusada já de desperdício de milhões a administração Parque Expo tem os dias contados

O Governo pretende fechar a Parque Expo, uma vez que a empresa “é um mau exemplo que não pode continuar”, disse a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento. Em declarações ao jornal Sol, a Assunção Cristas afirma que a empresa, criada em 1993 e integrada no sector empresarial do Estado, “foi acumulando competências para autojustificar a sua manutenção”. Liderada por Rolando Borges Martins, a Parque Expo transformou-se numa holding, sendo que através de várias subsidiárias, é responsável por espaços como o Oceanário de Lisboa, a sala de espectáculos Pavilhão Atlântico ou a Gare do Oriente. Quanto ao Pavilhão Atlântico, Cristas afirmou ao semanário “Sol” que a infra-estrutura será privatizada, enquanto o Oceanário de Lisboa manter-se-á em domínio público, uma vez que “é auto-sustentável e tem uma função relevante no desígnio do mar e da economia do mar” Quanto aos 49% que a Parque Expo detém na Gare Intermodal de Lisboa (na foto), onde se inclui a Estação do Oriente, deverão ser distribuídos pela Refer e pelo Metropolitano de Lisboa e a Marina do Parque das Nações será concessionada ou privatizada.

PRÉMIO NOBEL DA ECONOMIA: PORTUGAL, GRÉCIA E IRLANDA INSOLVENTES

Paul Krugman, prémio nobel da economia é mais um a juntar-se ao grupo anti-Portugal

Itália e Espanha têm probabilidade de ultrapassar a actual crise sem perdas. Um fado que Portugal, Grécia e Irlanda não deverão evitar, indicou o prémio Nobel da Economia. Portugal não deverá conseguir evitar a insolvência, na opinião de Paul Krugman. O laureado com o Nobel da Economia acredita que, tal como a Grécia e a Irlanda, Portugal já é praticamente “insolvente” e que, por isso, terá, "provavelmente" de assumir perdas na sua dívida. A questão é que um incumprimento parcial por parte das nações periféricas não deverá ser suficiente para resolver todos os problemas da Zona Euro, indica o economista. Mas há países que poderão ultrapassar a crise sem sofrerem perdas. “Há aqueles que podem, provavelmente, ultrapassar esta questão, mesmo que isso venha a ser desagradável, desde que não haja pânico. E esses são a Espanha e a Itália”, comentou o Nobel numa entrevista em Estocolmo citada pela Bloomberg. Contudo, há possibilidades de a Itália ter de sair do euro. “É uma história assustadora”, dado que Krugman coloca a probabilidade de isso acontecer em 10%. Em Maio, há apenas três meses, o valor que apontava era de 1%. Já no caso grego, a probabilidade dispara para mais de 50%. Para lidar com a situação, o colunista do “New York Times” considera que é necessário uma “operação centralizada” capaz de lidar com os resgates de bancos. Mas também é preciso a emissão de obrigações europeias. Elas vão possibilitar os empréstimos “sem se ser sujeito a ataques especulativos”, defende o economista na semana em que Angela Merkel e Nicolas Sarkozy colocaram essa hipótese de lado, pelo menos no curto prazo. Na entrevista de hoje, Krugman falou ainda da situação da economia global. A probabilidade de uma recessão global é um pouco maior do que um terço, declarou o economista que já tinha afirmado que esta crise vai ter consequências que se irão prolongar por várias décadas.

MÉDICOS TAREFEIROS COM DIAS CONTADOS JÁ EM SETEMBRO

um novo mapa da Saúde está a surgir no actual cenário de recessão e crise

Mesmo com cortes, médicos em regime de prestação de serviços ganham mais do que a média dos seus colegas. Valores pagos por hora mais baixos, leque menos vasto de médicos disponíveis e regras de contratação mais apertadas. São estas as três grandes alterações introduzidas pelo Ministério da Saúde à contratação de médicos tarefeiros pelas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

ESTADOS UNIDOS E EUROPA PREPARAM-SE PARA EMBATE DE NOVA RECESSÃO

esforços lusos em nome da Troika serão totalmente "engolidos" por esta nova recessão

Os avisos sobre a degradação das perspectivas económicas multiplicam-se. O mundo vai crescer menos. O medo de uma nova recessão nos Estados Unidos e na Europa está instalado. Ontem, a Morgan Stanley avisou que os dois blocos económicos estão "perigosamente perto da recessão" e cortou as expectativas de crescimento mundial. Mas não foi a única. Os avisos de uma travagem a fundo multiplicam-se. "A revisão das nossas projecções de crescimento mostram os Estados Unidos e a zona euro a pairar perigosamente perto da recessão - definida como dois trimestres consecutivos de contracção - nos próximos seis a doze meses", advertiu Joachim Fels, um dos economistas-chefe do departamento de ‘research' económico da Morgan Stanley, num relatório publicado ontem. O cenário central que o banco está a utilizar não é o de um regresso à recessão, mas ainda assim a nota de ‘research' frisa que o fraco crescimento e o pânico nos mercados se alimentam um ao outro. É por isso que a Morgan Stanley já não espera novas subidas das taxas de juro directoras por parte do Banco Central Europeu, antecipando antes um corte dos juros no arranque de 2012. E para o crescimento mundial, as expectativas foram cortadas dos anteriores 4,2% para 3,9% este ano, com novo abrandamento do produto interno bruto (PIB) em 2012, cuja projecção passou de 4,5% para 3,8%.

BANCA AFUNDA WALL STREET PARA PERDAS DE 4%

o Citigroup, que na sua origem apoiou a Alemanha Nazi, prepara o seu funeral económico

Bank of America e Citigroup tombaram mais de 6% perante incertezas na economia mundial e na banca europeia. As praças norte-americanas voltaram hoje a encerrar no vermelho carregado, com os investidores a manifestar preocupação com a intensificação dos receios de abrandamento nos EUA e de possibilidade da banca europeia poder precisar de ajuda. Esta manhã, o Morgan Stanley reviu em baixa as suas perspectivas para a economia mundial até 2012, o que fez com que o fantasma da recessão voltasse a pairar sob os EUA. Por outro lado, o abrandamento económico deixaria ainda mais complicada a tarefa dos países europeus em resolver a crise de dívida. Uma crise que que está também a afectar o sistema financeiro no Velho Continente, segundo a Reserva Federal Norte-americana. Foi assim neste clima que os principais títulos financeiros somaram perdas acentuadas. Bank of America, Citigroup e US Bancorp caíram mais de 6%. Well Fargo e JPMorgan mais de 4%. O mau desempenho do sector financeiro contribuiu para acentuar as perdas em Nova Iorque. O tecnológico Nasdaq afundou 5,22% e o S&P 500 recuou 4,45%. Também o industrial Dow Jones não escapou à pressão vendedora, tendo perdido 3,67% para 10.990,88. [O sell off] tem por base o sistema bancário europeu", disse Jack de Gan, especialista da Harbor Advisory, à Bloomberg. "Reflecte o prolongamento das preocupações em relação à crise de dívida que poderá levar a novos ‘bailouts' a esses bancos. E, se há stress nos maiores bancos europeus, isso afecta também os bancos norte-americanos", acrescentou. (in, Económico).

JACQUES DELORS AFIRMA QUE EURO E EUROPA ESTÃO À BEIRA DO PRECIPÍCIO

o ex-presidente da Comissão Europeia não tem dúvidas sobre a decadência da UE

O euro e a União Europeia estão "à beira do precipício", afirmou o antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors numa entrevista publicada, esta quinta-feira, nos jornais "Le Soir" (belga) e "Le Temps" (suíço). "Temos de abrir os olhos: o euro e a Europa estão à beira do precipício. Para que não caiam, a escolha parece-me simples: ou os estados-membros aceitam a cooperação económica reforçada que sempre defendi, ou transferem mais poderes para a União" afirmou Jacques Delors. O antigo presidente da Comissão afirmou ainda que "desde o início da crise" que os dirigentes europeus "têm passado ao lado da realidade", acusando os líderes das grandes potências da Zona Euro, Alemanha e França, de "formular respostas vagas e insuficientes". "Tal como estão, não servem para nada", disse Jacques Delors sobre as propostas do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel, de reforma das instituições comunitárias para responder à crise da dívida. Delors, francês de 86 anos, foi presidente da Comissão entre 1985 e 1995. Na entrevista aos dois jornais francófonos, defendeu a mutualização das dívidas dos estados-membros "até 60%" do respectivo Produto Interno Bruto (PIB).

RESERVA FEDERAL (FED) "MUITO PREOCUPADA" COM SITUAÇÃO DA BANCA EUROPEIA

Reserva Federal levanta alertas para as bancarrotas no horizonte económico

A Reserva Federal norte-americana (Fed) intensificou o escrutínio dos níveis de liquidez dos bancos europeus a operar nos EUA. Segundo relata hoje o "The Wall Street Journal", que cita fontes próximas do assunto, o Fed de Nova Iorque está a pedir informação adicional sobre os níveis de liquidez e as necessidades de financiamento desses bancos em dólares, pressionando-os a rever os seus negócios em solo norte-americano. Um administrador executivo de um banco europeu confessou ao WSJ que os responsáveis do Fed "estão muito preocupados" com as dificuldades de financiamento dos bancos europeus com presença nos EUA. O banco central dos EUA teme que um contágio da crise do euro possa destabilizar o sistema financeiro da maior economia do mundo, que ainda não recuperou totalmente da crise do ‘subprime'. O jornal também adianta que recentemente o Fed manteve reuniões com altos responsáveis de bancos europeus nos EUA para discutir os seus níveis de ‘funding' e que mantém contactos com os reguladores europeus "responsáveis" por essas instituições. Uma das preocupações do Fed é que a turbulência europeia leve estes bancos a esvaziar os recursos das suas filiais norte-americanas.

CANDIDATA A MINISTRA DA SAÚDE AFIRMA QUE SERÃO ENCERRADOS ALGUNS HOSPITAIS

recusou cargo para Ministra da Saúde mas a sua opinião crítica é clara sobre a Saúde

A reorganização da actual rede de hospitais é um imperativo, diz Isabel Vaz. Quatro maternidades a dez minutos de distância, três centros de cirurgia cardíaca pediátrica em Lisboa. Estes são apenas alguns dos exemplos dos excessos de concentração de unidades hospitalares que existem nas grandes zonas urbanas apontados por Isabel Vaz. A engenheira, que não aceitou o convite do actual Governo para ministra da Saúde, defende que é necessário fechar hospitais em Portugal. «Há falta de médicos em alguns sectores. Mas não sei se é verdade que haja falta de médicos. Há uma enorme desorganização da oferta hospitalar, sobretudo pública. E isso faz com que depois não hajam médicos para todas as necessidades, porque há duplicação e triplicação de estruturas que fazem com que depois, de forma artificial, haja falta de médicos, sobretudo nas grandes zonas urbanas, Porto, Lisboa e Coimbra. Falta organização à oferta. Há hospitais que vão ter que fechar e que fazem todo o sentido que fechem. Não faz sentido, em Lisboa, existirem quatro maternidades a dez minutos umas das outras, em lado nenhum do mundo, muito menos num país pobre. Como não faz sentido haver não sei quantos centros de cirurgia cardíaca pediátrica em Lisboa, de momento que me esteja a lembrar, há três quando só deveria haver um. Obviamente que depois não há médicos.»

ZARA DO BRASIL ENVOLVIDA EM ESCÂNDALO DE TRABALHO ESCRAVO

bolivianos e peruanos escravizados alimentavam a indústria de roupa de marca

A subsidiária da Zara no Brasil está a ser investigada pelo alegado envolvimento em trabalho escravo. A sua principal fornecedora naquele país, a empresa AHA, detinha várias fábricas ilegais na região de São Paulo, onde trabalhavam imigrantes bolivianos e peruanos submetidos a condições semelhantes à escravatura. Segundo o El Mundo, o escândalo foi trazido a público por uma reportagem da televisão brasileira Band. Os repórteres do canal televisivo acompanharam uma equipa de inspectores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que levou a cabo operações contra duas fábricas clandestinas em São Paulo, nas quais descobriram 15 pessoas a trabalhar em condições degradantes. Em Maio, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego libertou 52 pessoas, quase todas originárias da Bolívia, que exerciam trabalho escravo em fábricas clandestinas na cidade de Americana, no interior do estado de São Paulo. O recrutamento dos 'quase escravos' seguia o padrão habitual: os trabalhadores foram aliciados em zonas muito pobres da Bolívia e do Peru, com promessas de melhores condições de vida no Brasil, mas, mal chegaram a São Paulo, foram obrigados a trabalhar 16 horas por dia, por um salário inferior ao vencimento mínimo legal, que são 340 dólares por mês. E desse salário miserável os empregadores ainda descontaram o custo da viagem para o Brasil, a comida e outros custos, o que, para o MTE, constitui crime de escravatura por dívida.

O proprietário da Zara, o grupo espanhol Inditex, apressou-se a negar quaisquer responsabilidades na contratação de fábricas com trabalhadores escravos e garantiu que tomou medidas para que a AHA compense financeiramente as vítimas e corrija as situações ilegais nas fábricas. A multinacional garantiu estar a "trabalhar conjuntamente com o MTE para erradicar as práticas que violam" o código de conduta da Zara e a legislação laboral brasileira e internacional. Prova disso, diz, é que, dos sete milhões de peças produzidos pelos 50 fornecedores que tem no Brasil, apenas 0,03% proveio de fábricas ilegais. Mas, de acordo com o El Mundo, as explicações do grupo Inditex não convencem o MTE. "O nível de dependência económica deste fornecedor (AHA) em relação à Zara ficou evidente para os inspectores. A empresa funciona, na prática, como extensão da logística do seu cliente principal, a Zara Brasil Limitada", diz o relatório da inspecção. "A empresa é responsável pelos que trabalham para ela. Estes trabalhadores estavam a produzir peças da Zara e seguiam orientações da empresa. Vender roupas é a actividade da empresa, a razão da sua existência, por isso é seu dever saber como estão a ser produzidas as suas peças", vincou a auditora fiscal Giuliana Cassiano Orlandi.

DIA SEM POLÍCIAS E MILITARES MARCADO POR SMS PARA 1 DE SETEMBRO

dia 1 de Setembro será o dia dos ladrões e assaltantes, sem policiamento nas ruas

Polícias e militares da GNR já estão a receber mensagens escritas nos telemóveis a apelar a "Um dia sem polícias" a 1 de Setembro. O texto da mensagem, que também está a ser difundido no Facebook, apela à criatividade e até dá dicas de como não ir trabalhar. As mensagens anónimas estão a passar há vários dias de telemóvel em telemóvel e ninguém assume a autoria da iniciativa. Foi criada uma página no Facebook intitulada "1 de Setembro! Um dia sem polícias" - cuja imagem de apresentação é uma fotografia do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, com um "X" vermelho por cima - onde se pede aos polícias que mostrem a sua "revolta" com as "injustiças" do Governo e apela à "união" das forças de segurança neste protesto.

ENCERRAMENTO DE EMPRESAS E COMÉRCIO SOBE 23%

nem Mercúrio, deus dos comerciantes, protege os portugueses da incompetência europeia

No primeiro trimestre de 2011, desapareceram 1.250 lojas de comércio, 720 imobiliárias e 423 restaurantes, de um total de 5.013 sociedades que encerraram em Portugal, como consequência da crise económica e da simplificação dos processos de dissolução de sociedades de acordo com o Público. Excluindo as extinções administrativas, houve um aumento de 23% face ao mesmo período de 2010, segundo dados do Ministério da Justiça. Apesar de globalmente os 5.013 encerramentos representarem uma descida face aos primeiros três meses do ano passado (5.454), as dissoluções "puras" subiram.

BOLSAS EM QUEDA DEPOIS DE PROPOSTAS SEPARATISTAS DE MERKEL E SARKOZY

a crise europeia não é económica, mas política: é clara a incompetência das chefias da UE

Merkel e Sarkozy falharam em acalmar os mercados, que reagiram hoje em baixa às últimas propostas dos dois líderes europeus, anunciadas ontem em Paris, para (tentar) travar a crise europeia: a criação de um governo económico da zona euro e a imposição de limites à dívida na Constituição dos países que usam a moeda única. Na primeira reacção dos mercados, Londres, Frankfurt, Paris, Madrid, Milão e Lisboa abriram em terreno negativo, em alguns casos com descidas superiores a 1%. No mercado cambial o euro desvalorizava pelo segundo dia consecutivo contra o dólar, negociando nos 1,4342 dólares. "O resultado da reunião, sem um projecto para as ‘eurobonds', não foi convincente", resumia Patrice Perois, da Kepler Capital Markets, à Reuters, numa altura em que os títulos da Deutsche Boerse perdiam 4% e as acções da London Stock Exchange Group cediam 6%. Outra das propostas do eixo franco-alemão é a criação de uma taxa sobre as transacções financeiras. Em Lisboa o PSI 20 escorregava 0,62% para 6.198,93 pontos com os pesos pesados Galp Energia, Jerónimo Martins, EDP e Portugal Telecom todos com sinal negativo. Na banca também ninguém escapava às perdas e o BCP, a cair 0,75% para 0,26 euros, aproxima-se mesmo de um novo mínimo histórico intra-diário. Do lado positivo a Cimpor valorizava 1,57% para 5,17 euros depois de ter apresentado hoje, antes da abertura do mercado, um crescimento de 34% para 132,2 milhões de euros dos lucros do primeiro semestre, desempenho que superou as estimativas dos analistas sondados pela Reuters. (in, Económico).

PORTUGAL TERÁ RECESSÃO AUSTERA ATÉ FINAL DO ANO

tal como Obama, o charme de Passos desiludiu, neste caso em apenas dois meses

A riqueza produzida em Portugal caiu 0,9% no primeiro semestre e estagnou em cadeia. Na segunda metade do ano, a recessão vai ser mais grave. O abrandamento mais forte do que o esperado das economias europeias poderá comprometer o desempenho das exportações nacionais e, consequentemente, da economia que conseguiu, no segundo trimestre não contrair face aos três meses anteriores. Assim, no próximo semestre Portugal deverá registar, em termos homólogos, uma contracção de 3,4%, terminando o ano com uma quebra em torno dos 2%. Governo, Banco de Portugal e Fundo Monetário Internacional apontam para uma queda do PIB entre 2% e 2,3% em 2011. O economista-chefe do Santander Negócios, Rui Constantino admite "uma contracção do investimento não muito diferente do passado recente", "um acentuar da redução da despesa", logo do consumo público, e uma contracção do consumo privado que será acentuada até ao final do ano, não só devido ao impacto da subida do IVA da electricidade e do gás, mas também pela contribuição especial que incidirá sobre os subsídios de Natal e os efeitos dos receios do conjunto de medidas de austeridade. "O que aí vem é o pior", confirma Filipe Garcia. O economista da consultora IMF sublinha que tanto a "procura interna como a procura externa vão enfrentar contextos piores". "Vamos ver os efeitos do plano de austeridade e continuar a ver os efeitos da desalavancagem da economia. Sem crédito não há aquisição de bens duradouros", sublinha, acrescentando os efeitos que se farão sentir sobre as expectativas dos agentes económicos.

PS ALERTA QUE MAIS AUSTERIDADE CONDUZIRÁ A RECESSÃO PROFUNDA

deputado anti-Sócrates do PS contra o arrefecimento forçado da economia pela Troika

PS diz que os dados do INE provam que não é com mais austeridade que se reconquista o crescimento económico. "Mais do que os dados sobre a economia portuguesa é muito preocupante o arrefecimento brutal da economia porque pode colocar em causa as nossas exportações", disse ao Económico João Galamba, deputado do PS. O responsável aponta baterias ao Governo português mas, também, a todos os Governos de centro-direita que lideram países europeus. "Espero que estes dados levem o Partido Popular Europeu e o centro-direita a mudar de política porque austeridade adicional conduzirá a Europa a uma recessão profunda e a um desemprego elevado", afirmou. O deputado reagia aos números do INE que foram hoje divulgados e que mostraram que a economia nacional sofreu uma contracção de 0,9% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, e uma variação nula face ao trimestre anterior.

PPR'S DO ESTADO DÃO OS MAIORES PREJUÍZOS DE SEMPRE

gestor dos PPR's do Estado, Manuel Baganha, com cabeça a prémio

Os Certificados de Reforma registaram nos últimos 12 meses uma rentabilidade negativa de 5,73%. Os fracos retornos deste produto de poupança para a reforma lançado pelo Estado em Março de 2008 têm sido recorrentes, mas no último mês a situação agravou-se. Segundo o folheto informativo de Agosto, divulgado pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), nos últimos 12 meses o PPR do Estado registou uma rentabilidade negativa de 5,73% suplantando assim a perda de 2,48% nos 12 meses terminados no mês anterior. Trata-se do pior desempenho de sempre para o PPR do Estado, que não conseguiu assim escapar às fortes quedas que atingiram os mercados accionistas nos primeiros dias de Agosto, período ainda abrangido por este relatório.

TROIKA PEDE AUSTERIDADE EXTREMA A PORTUGAL, FMI APELA A MODERAÇÃO

Lagarde teme que austeridade extrema aniquile países como Grécia, Portugal e Irlanda

Christine Lagarde pede aos governos que não penalizem o crescimento mundial com políticas orçamentais demasiado austeras. Lutar contra os problemas das dívidas soberanas não deve asfixiar o crescimento económico. É esta a mensagem dirigida hoje por Christine Lagarde aos governos mundiais num artigo publicado no Financial Times. A nova directora do FMI apela a alguma moderação, dado que vários planos de austeridade "massivos" foram já aprovados ou estão em preparação em diversos países. Mais e mais austeridade, avisa, poderá "bloquear a retoma mundial". No mesmo tom alarmista que o seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn, Lagarde dirigiu-se sobretudo às "economias avançadas", para as quais "existe uma necessidade inequívoca de restaurar a sustentabilidade orçamental através de planos de consolidação credíveis", admite Lagarde. "Mas ao mesmo tempo sabemos que travar demasiado depressa vai penalizar a retoma e agravar as perspectivas para o mercado de trabalho", considera a directora do FMI, acrescentando que, "por isso, os ajustamentos orçamentais não devem ser nem demasiado rápidos nem demasiado lentos". Segundo a responsável, o que é preciso é que os governos concentrem os seus esforços "na consolidação orçamental no médio prazo e, no curto prazo, no apoio ao crescimento e mercado de trabalho", o que "pode parecer contraditório", mas, nota, são esforços que "se reforçam mutuamente". Lagarde alerta ainda que os cortes na despesa não serão suficientes e que as receitas devem igualmente aumentar, concentrando-se sobretudo em "medidas que tenham o menor efeito na procura".

MINISTRO DA ECONOMIA DEFENDE HOJE EM ESPANHA SUSPENSÃO DO TGV

novo Governo termina assim com o sonho de José Sócrates, pesadelo de endividamento

O ministro da Economia português reúne-se hoje, em Madrid, com o ministro do Fomento espanhol para fazer um ponto de situação dos projectos ferroviários e rodoviários entre os dois países. O encontro de hoje será uma “reunião de trabalho” com o objectivo de fazer um ponto de situação dos projectos ferroviários e rodoviários transfronteiriços, disse nesta terça-feira fonte oficial do Ministério da Economia. O encontro terá início às 11h30, hora de Madrid (10h30 de Lisboa). Entre estes projectos está a ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, que o actual Governo defende que deve ser suspensa “porque é um projecto oneroso”. Segundo fontes oficiais consultadas pela agência Efe, o ministro Santos Pereira explicará ao homólogo espanhol, José Blanco, que “a falta de dinheiro” resultante da crise que afecta Portugal impossibilita a concretização da linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, projecto com inicio previsto para 2013 e impulsionado pelo anterior Governo. As mesmas fontes, citadas pela Efe, assinalaram que os dois ministros deverão abordar no encontro “alternativas mais rentáveis em tempos de crise”, nomeadamente a promoção do transporte ferroviário de mercadorias com a Europa para impulsionar as exportações.

ALEMANHA E FRANÇA DESUNEM-SE DA UE DESCOLANDO-SE DE PAÍSES MORIBUNDOS

Alemanha e França assumem federação a dois tentando manter o objectivo original da UE

Um governo económico para a zona euro e uma taxa sobre as transações financeiras, estas são as medidas mais relevantes saídas da cimeira franco-alemã desta terça-feira que serviu para Angela Merkel e Nicolas Sarkozy debaterem soluções para a crise na zona euro. O objetivo dos dois líderes europeus ficou claro. “As nossas propostas destinam-se a reconquistar a confiança dos mercados. Estamos convencidos que com uma ação permanente e com um trabalho profundo, vamos conseguir ganhar essa confiança”, disse Merkel em conferência de imprensa. Mas a confiança não se conquista com palavras ou com medidas que não atacam o problema. O analista Pieter Cleppe, do Open Europe, explica o que na sua opinião está errado na abordagem de Merkel e Sarkozy. “Eles falham em perceber que os problemas na eurozona não se devem à política orçamental mas sim à política monetária. Tudo pelo facto de ser muito difícil ter uma política monetária única para toda a eurozona. Quando a Alemanha estava a crescer muito lentamente, a Espanha e a Irlanda crescer muito rapidamente, logo, taxas de juro muito baixas eram bastante prejudiciais para espanhóis e irlandeses”, refere. Sarkozy e Merkel recusaram reforçar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. Quanto aos tão falados títulos conjuntos de dívida europeia, ambos concordaram que será apenas uma solução a longo prazo.

RÚSSIA NEGOCEIA COM IRÃO APOIO AO PROGRAMA NUCLEAR DE AHMADINEJAD

nesta jogada inteligente, o Irão acelera o seu programa nuclear e retarda ataque da NATO

Mahmud Ahmadinejad, mostra-se satisfeito com a proposta russa de uma aproximação “passo a passo” para retomar as discussões sobre o controverso programa nuclear iraniano. O Presidente do Irão afirma que o seu país está, inclusivamente, pronto a apresentar sugestões para cooperar neste domínio. As informações foram reveladas à margem de um encontro com o secretário do Conselho de Segurança russo. Esta proposta foi referida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, em meados de julho, o país pretende relançar as negociações nucleares com o Irão. As grandes potências deverão, segundo esta proposta, responder a cada passo positivo, aliviando as sanções internacionais contra Teerão.

BANCO CENTRAL EUROPEU COMPRA EM DESESPERO MAIS 22 MIL MILHÕES DE DÍVIDAS

banca e políticos da UE tentam em gestos de desespero salvar-se da crise que originaram

Depois de 19 semanas de 'jejum', o BCE voltou ao mercado na semana passada para comprar títulos de dívida da zona euro. Os dados divulgados hoje mostram que o Banco Central Europeu (BCE) comprou 22 mil milhões de euros em títulos de dívida pública de países do euro na semana passada, o montante mais elevado desde o início das operações de compra de títulos de dívida pública da zona euro, em Maio do ano passado. Esta compra recorde de títulos de divida europeia aconteceu na semana em que os mercados castigaram particularmente os juros sobre divida italiana e espanhola. Na base da pressão estiveram os receios em torno da saúde dessas duas economias da zona euro, cujo risco de divida registou níveis recorde, acima dos 6 e 5%, respectivamente. Desde que o programa de compras de obrigações foi lançado, o BCE já comprou obrigações de países no valor 96 mil milhões de euros, o que ajudou a aliviar alguma tensão nos mercados de títulos soberanos.