IVA NOS SERVIÇOS POSTAIS VIOLA GRAVEMENTE A LEGISLAÇÃO EUROPEIA

o Governo está desgovernado; até a UE tem de puxar as orelhas aos governantes

A eliminação de isenção de impostos nos serviços postais é contraria à sexta directiva do IVA. O País arrisca um incumprimento e já houve avisos da Comissão Europeia. O Governo comprometeu-se a acabar com a isenção de IVA no serviço postal universal, o que tornará mais caro o envio de cartas ou encomendas, mas se o fizer arrisca-se a entrar em litígio com a Comissão Europeia (CE) e a enfrentar um processo de infracção por incumprimento da legislação comunitária.

GERHARD SCHRÖDER CONSIDERA CRISE OPORTUNIDADE PARA ASSUMIR UNIÃO POLÍTICA

tal como Hitler queria consenso político, a Alemanha quer unir a UE politicamente

Cada vez é mais clara a estratégia da Alemanha "por detrás da máscara". A crise está a deixar a Alemanha mais forte politica e economicamente, tal como aconteceu no passado, antes da ascensão de Hitler a führer. Gerhard Schröder, ex-chanceler alemão, diz que a Europa “precisa de acordar” para a necessidade de avançar para uma união política, sem a qual o euro não sobreviverá. Para o antecessor de Angela Merkel, que dirigiu a Alemanha entre 1998 e 2005, a crise que se vive hoje não se deve ao euro em si, o que se demonstra pelo valor externo da moeda, que vale hoje 1,40 dólares, quando já esteve em 82 cêntimos. “O que falta é um conceito político por detrás do euro”, diz o antigo líder social-democrata (SPD), velho rival da CDU de Helmut Köhl e de Merkel. Em entrevista à revista alemã “Der Spiegel”, Schröder diz, aliás, que o maior erro (que atribui a Helmut Kohl) foi assumir que uma moeda comum iria inevitavelmente conduzir a uma união política, e que é precisamente a ausência de uma política comum económica, fiscal e mesmo social que explica as dificuldades que a Zona Euro hoje atravessa.

Sobre a actuação do actual Governo alemão, Schröder diz que foi um “erro enorme” Angela Merkel ter dado ouvidos “à rua”, enviando a mensagem de que o problema do euro se devia a Governos gregos despesistas e que seria possível seguir com a união monetária sem mexer na sua arquitectura política. O antigo chanceler considera, porém, que a Alemanha e a França já se aperceberam que é preciso ir mais longe e caminhar para um governo económico e para um controlo “político” ao nível europeu do que é feito em cada uma das capitais. Percorrer esse caminho, que vai exigir “mais transferência de soberania”, é o pré-requisito para o lançamento de obrigações europeias, que impedirão os especuladores de jogarem contra o euro, acrescenta. Nesse caminho para uma união mais política, mas também democrática, Schröder vê como essencial que as tradicionais funções de controlo exercidas pelos parlamentos nacionais, designadamente na vertente orçamental, sejam assumidas por um comité especial do Parlamento Europeu, restrito a eurodeputados eleitos pelos países membros do euro. A crise actual, diz, oferece uma oportunidade única de avançar para "os Estados Unidos da Europa".

MARCELO REBELO DE SOUSA CRITICA DURAMENTE POLÍTICAS DO GOVERNO

PSD em peso está revoltado com a falta de cumprimento do programa eleitoral de Passos

Marcelo Rebelo de Sousa criticou ontem, no Jornal das 8 da TVI, a actuação do Governo em matéria de aumento de impostos, e defendeu a necessidade de uma explicação aos portugueses. O comentador do Jornal das 8 da TVI, e ex-líder do PSD, não poupou críticas ao Executivo e defendeu ontem que "o Governo fez isto mal feito, porque foi feito às pinguinhas", referindo-se ao recente anúncio de um aumento de impostos. "Deu a sensação de improviso, e não de um plano global", criticou o comentador. À mesa com Júlio Magalhães, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que "falta, em matéria de impostos, uma explicação", lembrando que a actuação do Executivo liderado por Passos Coelho não tem feito "o que foi prometido em campanha eleitoral". "Não houve um sinal de explicação até agora. Não deu Miguel Relvas na Universidade de Verão da JSD, não deu Passos Coelho, nem deu Vítor Gaspar". Alvo da crítica de Marcelo foi ainda o discurso do primeiro-ministro na Universidade de Verão da JSD, onde Passos Coelho apontou 2012 como o início do fim da crise. "Isto não bate certo com o que disse o ministro Vítor Gaspar. Na altura em que a senhora Lagarde vem dizer que a crise mundial pode agravar, o primeiro-ministro não pode dizer que a crise portuguesa em 2012 acabou, porque o ministro das Finanças disse que em 2015 há tantos desempregados como há hoje". Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o que foi feito até agora - aumento de impostos - "não é diferente do Governo de Sócrates", salientou o comentador. O vídeo da entrevista a Marcelo em: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=504489.

ALBERTO JOÃO JARDIM PROCESSA FRANCISCO LOUÇÃ

Alberto João decidiu começar a atacar em tribunal os seus adversários políticos

O Governo Regional da Madeira anunciou esta segunda-feira que decidiu processar criminalmente o coordenador nacional do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, por "afirmações caluniosas e injuriosas e mentiras", proferidas domingo no Funchal. A decisão do Executivo madeirense chefiado por Alberto João Jardim foi comunicada no sítio da internet da Presidência do Governo Regional, considerando que as declarações do dirigente bloquista ontem no Funchal "atentam contra o bom nome e honra do presidente do Governo e dos membros do Governo Regional da Madeira". "Francisco Louçã irá provar em Tribunal todas as insinuações e calúnias que apontou", declara a nota emitida pelo gabinete de Alberto João Jardim. O coordenador nacional do BE esteve domingo no Funchal na apresentação dos candidatos desta força política às eleições legislativas regionais que decorrem neste arquipélago a 9 de Outubro. Defendeu a necessidade da realização de uma auditoria às contas da Madeira "para proteger a região e todos os contribuintes no país inteiro que têm sido obrigados a pagar este descalabro das contas e este facilitismo das contas de Alberto João Jardim, que é o primeiro e único responsável pelo buraco financeiro da Madeira". Argumentou que a auditoria é imprescindível "para recuperar a democracia, a capacidade de usar os orçamentos ao serviço de todos e não de amigos do Governo Regional" da Madeira, liderado por Alberto João Jardim. "O que não sabemos e temos direito saber é quem é que ficou com o dinheiro, em que bolsos está, o que pagou a mais", declarou Francisco Louçã, criticando, entre outras coisas o facilitismo do que denominou de "Ali Baba e os 40 comparsas".

JUDICIÁRIA INVESTIGA FORTUNA E CONTAS OFF-SHORE DA FAMÍLIA DE SÓCRATES

pagar impostos sobre bens e riquezas portuguesas, nem pensar, isso é para o povo...

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) vai investigar as contas da família do ex-primeiro-ministro José Sócrates após ser confirmada a autenticidade de documentos entregues ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, pelo líder da extrema-direita, Mário Machado, que se encontra preso, noticia esta segunda-feira o Correio da Manhã. O jornal cita uma fonte judicial como garantindo que a investigação, parada há quase um ano, vai agora ser acelerada. Os documentos, que segundo o Correio da Manhã, são, na maioria, extractos bancários, indiciam transferências de elevadas quantias para fora do país por parte de familiares de Sócrates ao longo de quase três décadas. Além dos extractos bancários, os documentos incluem elementos sobre compra e venda de acções, designações de empresas sediadas nas offshores das Ilhas Caimão, ilha de Man e Gibraltar, bem como operações em bolsas. Apesar de os documentos não indiciarem qualquer crime, a investigação pretende apurar a origem do dinheiro, os motivos que levaram à sua transferência para o exterior e a forma como os familiares do ex-líder do Governo fizeram fortuna. (in, Correio da Manhã).

BLOCO ENTREGA PROJECTO-LEI CONTRA PROMISCUIDADE DAS SECRETAS

mais decência e seriedade na espionagem das secretas portuguesas exige o BE

O Bloco de Esquerda vai entregar, hoje no Parlamento, um projecto-lei para acabar com a alegada promiscuidade entre os serviços de informações e interesses privados. Entre algumas medidas estão a proposta de um período de nojo de três anos para espiões poderem trabalhar ao serviço dos privados após a sua demissão ou abandono de funções, e maior controlo dos poderes do Primeiro-ministro relativamente à abrangência dos direitos de Segredo de Estado. O recente caso da Ongoing despoletou problemas no seio das secretas que colocam em sério risco os direitos à privacidade dos cidadãos e das empresas. As nossas secretas não podem transformar-se numa CIA, com poderes ilimitados. Devem antes de mais nada servir o Estado, e apenas este e os direitos da República apenas.

FAMÍLIAS LUSAS VENDEM OURO PARA PAGAR LIVROS ESCOLARES DOS FILHOS

vender ouro é uma perda cultural já que algumas peças são verdadeiras obras de arte

A venda de peças de ouro popular está a servir para ajudar as famílias a comprar livros escolares ou a pagar propinas nas universidades. "Há um dado comum a quase todos os que aparecem a vender as suas peças de família. É que tentam dar um ar de que estão bem, que não precisam do dinheiro, apesar de venderem até peças de 50 euros", explica o ourives Manuel Freitas. Criador do Museu do Ouro Tradicional de Viana do Castelo e especialista com meio século de currículo, garante que a venda de peças de família, algumas "com várias dezenas de anos", nunca foi "tão elevada como agora". "Tive o caso de uma senhora da classe média que veio entregar peças para comprar os livros da escola para o neto. Ou uma industrial que vivia muitíssimo acima dos padrões médios mas que me vendeu mais que um quilo de peças, com as lágrimas nos olhos, para pagar os salários em atraso aos trabalhadores da empresa", conta Manuel Freitas. Só esta semana, Manuel Freitas comprou, entre outras peças de ouro popular, um crucifixo com cem anos. Algumas servem depois para revenda, como usadas, outras manda fundir para entregar aos fornecedores da sua ourivesaria. "Sinto-me triste ao ver a lapidação deste património, de peças populares que tanto interesse tinham para a nossa Cultura", confessou.

BOLSAS EUROPEIAS PERDEM 2% DEPOIS DA DERROTA ELEITORAL DE MERKEL

incompetência de Merkel sobre a economia europeia já não é tolerada pelos seus eleitores

Praças europeias negociam em queda acentuada, com a derrota eleitoral de Merkel a reforçar as preocupações em torno dos periféricos. A condicionar os mercados europeus está a derrota de Angela Merkel numa eleição estadual no estado pelo qual a chanceler concorreu ao parlamento. Os alemães voltaram ontem a mostrar o cartão vermelho à chanceler e ao seu governo de coligação. O quinto revés eleitoral de Merkel agudizou os receios em torno dos apoios aos países da zona euro com mais dificuldades. Na base do nervosismo dos investidores está também um relatório sobre o emprego nos Estados Unidos, conhecido sexta-feira, que mostrou que a maior economia do mundo não criou, em termos líquidos, postos de trabalho no mês passado, ao mesmo tempo que a taxa de desemprego se manteve nos 9,1%. A pressão vendedora nas bolsas surge também depois de a directora-geral do FMI, Cristine Lagarde, ter ontem avisado sobre a possibilidade de uma recessão mundial iminente.

BANCOS AUMENTAM COMISSÕES A QUEM FALHA PRESTAÇÕES AGRAVANDO DÍVIDAS

sobrecarregar quem já nada pode pagar não parece ser uma solução muito lógica...

A análise aos preçários dos bancos, desde o pedido de ajuda externa, mostra que as comissões nestes dois segmentos estão a subir. O aumento de comissões por parte da banca não é recente. Mas nos últimos meses, os cinco maiores bancos agravaram os aumentos e concentraram atenções em dois segmentos específicos: as comissões relacionadas com o crédito à habitação, nomeadamente as comissões iniciais cobradas independentemente da concessão do crédito; e as comissões que advêm do incumprimento bancário, como o atraso no pagamento de prestações, incluindo cartões de crédito. Desde Abril, mês do pedido de resgate internacional, todos os cinco maiores bancos aumentaram comissões relativas ao incumprimento dos clientes. As comissões que recaem sobre atrasos no pagamento de prestações de crédito subiram cerca de cinco euros. Por exemplo, no caso do BCP esta comissão aumentou de 25 para 30 euros e no BES de 20 para 25 euros. No Santander o não pagamento até à data limite dos cartões de crédito passou de isenta para 9,62 euros e na CGD passou de 9,62 euros para 12 euros; o BPI aumentou a comissão por encargos de cobrança de dez para 15 euros. Também as comissões preventivas de incumprimento sofreram agravamentos: as garantias e avales reconhecidas notorialmente subiram de 31,37 para 75 euros no Santander; enquanto no BES a comissão garantia e aval bancário passou de um mínimo de 180 euros para 200 euros.

TROIKA FISCALIZA OS 50 MAIORES CLIENTES DE 8 BANCOS PORTUGUESES

banca a financiar grandes empresas, apenas com juros mais elevados, face à crise

Os auditores da Pricewaterhouse Cooper's (PwC) e da Ernst & Young vão entrar a partir de hoje nos oito maiores bancos portugueses para passarem a pente fino os créditos concedidos aos 50 maiores clientes de cada instituição, sabe o Negócios. O objectivo é avaliar a adequação das garantias dos empréstimos e as provisões associadas a cada contrato. Um processo que, como têm avisado os banqueiros, se for feito de forma "fundamentalista", pode obrigar os bancos a terem que registar mais imparidades de crédito, o que penalizará os resultados e os rácios de capital dos bancos. (in, Jornal de Negócios).

CDS-PP E PSD PROTESTAM CONTRA AUMENTO DE IMPOSTOS DO GOVERNO PSD / CDS-PP

MM iniciou as críticas no seio do PSD contra os impostos face às promessas eleitorais PSD

O novo aumento de impostos, nomeadamente em sede de IRS e de IRC, aprovado e anunciado esta semana pelo Ministro das Finanças Vítor Gaspar, está a suscitar algum incómodo junto do CDS-PP e do próprio PSD. As medidas do Executivo. pacíficas no Conselho de Ministros, foram discutidas ontem na reunião do grupo parlamentar do CDS e, levaram alguns deputados a manifestarem-se em desacordo e protesto. A principal razão prende-se com o facto de este agravamento das cargas fiscais ser «completamente contraditório» com tudo aquilo que o partido – e até o parceiro de coligação – andou a defender durante a campanha para as eleições de 5 de Junho. Também o antigo eurodeputado do PSD Vasco Graça Moura criticou fortemente na manhã de ontem, à margem da Universidade de Verão do PSD, o aumento de impostos anunciado pelo Governo. Na sua opinião, "está mal explicado" e "é um incomportável sacrifício para as classes médias". Graça Moura sublinhou aos jornalistas que "um País moderno não pode existir sem uma classe média forte" e defendeu que esta opção pelo aumento da carga fiscal "tem que ser avaliada". Sob pena, disse, que "aqueles como eu que votaram no PSD sentirem-se desorientados e frustrados". "Ouvi o comentário do Dr. Marques Mendes, de que ao aumento de impostos está a ser muito mal explicado e está a traduzir-se num incomportável sacrifício das classes médias. Estou inteiramente de acordo", declarou ainda aos jornalistas. Marques Mendes considerou, na TVI, quinta-feira à noite, que já existem pessoas dentro do partido "incomodadas " porque fizerem campanha a prometer cortar na despesa e não aumento de impostos. Na reunião da bancada do PSD de quinta-feira de manhã vários deputados também sublinharam que há problemas de comunicação, porque a ideia de cortes na despesa não está a passar para a opinião pública, segundo apurou o CM.

JERÓNIMO DE SOUSA APELA A JOVENS CONTRA "SANGRIA" DO GOVERNO E DA TROIKA

PCP apela aos jovens pela queda do Governo caso as medidas de austeridade continuem

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que as novas gerações estão confrontadas com o dever de lutar por um país "que sangra" com medidas de austeridade, desafiando-as a darem "presença e voz" à manifestação convocada para Outubro.Na intervenção de abertura da 35ª edição da Festa do Avante!, o líder comunista Jerónimo de Sousa salientou que "os direitos sociais no capitalismo nunca são perenes", nem "dádivas e muito menos legados doutras gerações", mas "ganham-se e perdem-se" e "conquistam-se e defendem-se pela luta dos próprios em cada época". "Os exemplos do chamado programa de emergência social ou do passe social + põem de forma mais crua a ideologia do Governo em que se procura substituir o Estado com obrigações sociais pelo Estado assistencialista", afirmou, numa intervenção que foi antecedida pelos foguetes de abertura da festa da quinta da Atalaia. "Primeiro criam a pobreza e aumentam o número de pobres, depois a partir do estado de pobreza avançam com medidas parcelares, recuperação do conceito da 'sopa do Sidónio', do medicamento fora de prazo que sendo para pobre não interessa a consequência, mesmo nas cantinas de refeição para pobres dispensa-se a fiscalização da ASAE", continuou. O líder do PCP reiterou que os comunistas rejeitam "o programa de agressão imposto pela 'troika'" e que este precisa de ser "derrotado".

MÁRIO SOARES CRITICA NOVAMENTE SEGUIDISMO DA TROIKA

Mário Soares falou, na universidade de Verão do PSD, sobre o fim do Euro

Mário Soares afirmou ontem que Portugal tem condições para crescer sem vender o seu património "por tuta e meia" e poderá sair da crise sem ser subserviente à troika, que considera "os tipos dos mercados". Ao intervir durante um jantar-conferência na Universidade de Verão do PSD, que decorre até domingo em Castelo de Vide, o ex-Presidente da República disse que "Portugal tem condições humanas e naturais para crescer e vai consegui-lo, sem alienar - como alguns querem - o seu património, vendendo-o por "tuta e meia", até a empresas nacionalizadas no estrangeiro". Na sua intervenção, que se centrou na globalização e no diálogo entre gerações, o histórico socialista não passou ao lado do tema da crise e do endividamento do País, frisando que "há muita coisa para além da dívida". Contudo, Soares não deixou de apontar alguns caminhos, defendendo que Portugal não tem de estar "sempre de chapéu na mão". "Não temos de estar subservientes a essa troika", afirmou. considerando que Portugal conseguirá sair da crise com a ajuda de uma nova União Europeia solidária e mais igualitária, "sem que seja necessário chegar aos extremismos que preconiza essa troika, que não é uma Bíblia". O antigo Presidente da República defendeu que é preciso "dominar os mercados e meter na ordem os paraísos fiscais e as agências de rating no plano internacional". Caso contrário, o euro e a União Europeia serão "destruídos", o que seria "uma calamidade", não só para todos os Estados membros, como para o mundo, que ficaria, "de todos os pontos de vista, sem controlo", continuou Mário Soares. (in, Expresso).

COM JUROS DA DÍVIDA A 46,8% GRÉCIA SUSPENDE REUNIÃO COM A TROIKA

a ruína económica grega é já uma inevitabilidade incontornável

O padrão de comportamento já era ontem visível com o disparo no risco de incumprimento da dívida soberana dos seis países da zona euro sob observação dos mercados financeiros: Grécia, Portugal, Irlanda, Itália, Espanha e Bélgica. Ontem, no mercado secundário da dívida soberana, a situação de degradação do crédito revelou-se, segundo dados da Bloomberg. Até as obrigações do Tesouro (OT) português e dos títulos irlandeses inverteram a tendência, e regressaram em todas as maturidades à alta das yields (juros implícitos). Particularmente, os juros das OT e dos títulos irlandeses a 2 anos estão com uma dinâmica de crescimento significativa. Mesmo assim há um fosso entre o nível dos juros para as OT a 2 anos, que estão em 12,41%, e dos juros dos títulos irlandeses, que estão em 8,17%., segundo dados da Bloomberg. O efeito da intervenção do Banco Central Europeu nos mercados secundários parece estar a perder pé. Também, na Bélgica, os juros dos títulos a 10 anos subiram para 4,06%. Mas a situação mais grave é, naturalmente, a da Grécia. Os juros dos títulos gregos a 2 anos acabam de atingir, a meio da manhã, o valor recorde de 46,80%. A meio da tarde, os juros subiram para mais de 47,19%. O valor de fecho foi de 47,20%. O país foi sobressaltado com duas péssimas notícias: as políticas de austeridade poderão conduzir a uma recessão este ano superior à prevista - 5% de quebra do produto interno bruto (PIB) grego, em vez de 4,5% - e "a dívida grega está fora de controlo", segundo um recém-criado organismo parlamentar de monitorização do orçamento, formado por analistas independentes. A divida pública já terá atingido os €350 mil milhões (150% do PIB) e o défice orçamental chegou ao montante de €15,5 mil milhões no final do 1º semestre (93% do objectivo para todo o ano de 2011). A recessão deste ano soma-se a uma quebra acumulada de 6,5% em 2009 e 2010.

PASSOS COELHO A UM PASSO DO FIM E SEGURO PRONTO PARA ENTRAR EM FUNÇÕES

Seguro prepara-se para ser Primeiro-ministro em breve, depois da queda do Governo

Se as eleições legislativas fossem hoje, António José Seguro seria eleito Primeiro-ministro. O Partido Socialista está a subir nas intenções de voto. De acordo com o estudo da Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença, o PS é mesmo o que mais sobe e António José Seguro estreia-se com saldo positivo. Em sentido contrário está o primeiro-ministro. Ou seja, de acordo com o estudo regista-se uma descida nos partidos que constituem o Governo e uma subida nos partidos da oposição. As medidas excessivas da Troika que estão a destruir e esmagar pobres e classe média são telecomandadas à distância por Angela Merkel numa política claramente de extrema-direita, cega e fria, completamente fora do contexto português. Passos Coelho limita-se a implementar as medidas da Troika como um simples funcionário do Governo da Alemanha. Portugal está entregue à incompetência política generalizada e aos políticos neo-fascistas e neo-salazaristas saudosistas, ao serviço dos interesses mais obscuros da Nova Ordem Mundial, controlados por llluminati's e Bilderberg's. Não é normal um povo desiludir-se apenas 3 meses depois de umas eleições tão esperadas para salvar o povo português da crise criada por Sócrates. Passos Coelho deve ser "corrido" o mais depressa possível do Governo. O pior é que esta estratégia de alternância PS-PSD está a funcionar às mil maravilhas. Passos Coelho faz o trabalho sujo em poucos meses, o governo cai e logo de seguida vem mais do mesmo, do PS...

HOMEM DE 30 ANOS MORTO À PEDRADA NOS SUBÚRBIOS DO PORTO

o futuro próximo de Portugal passa pelos gangs violentos de rua

Um homem, com cerca de 30 anos, foi morto, esta sexta-feira, na Rua de Manuel Pinto de Azevedo, na Zona Industrial do Porto, na sequência de uma rixa envolvendo diversos indivíduos. O homem tinha acabado de sair de sua casa onde tinha comemorado o sexto aniversário do seu filho. O incidente terá ocorrido, cerca das 5.30 horas, junto a uma rulote de venda de cachorros quentes e a vítima foi atingida na cabeça, presume-se que com um paralelo, tendo morrido no local. A confusão poderá ter provocado ainda um ou dois feridos ligeiros. O caso já foi entregue à Polícia Judiciária.

GOVERNO PREPARA AS PRÓXIMAS 9 MEDIDAS DA TROIKA JÁ PARA SETEMBRO

Vítor Gaspar já assustou pelo seu cinismo colossal e entrará a matar em Setembro

Há nove medidas que deviam estar prontas até final de Agosto e ainda não estão no terreno. O Governo tem pela frente um mês que se afigura de grande exigência. Além de ultimar o Orçamento do Estado para 2012 - que será apresentado em Outubro -, o Executivo vai ter de implementar em Setembro 62 medidas que constam do memorando de entendimento com a ‘troika'. No entanto, o Governo já está obrigado a cumprir o rígido calendário definido pelas autoridades internacionais desde Maio e há nove que já deviam estar no terreno, mas que furaram os prazos definidos. "Vamos ter um mês de Setembro muito complicado, com muito trabalho pela frente". A frase é do secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, que a 23 de Agosto se referia às "75 medidas" que o Governo terá que implementar este mês. Das medidas que o Executivo tinha calendarizadas até aqui há pelo menos nove que estão a derrapar nos prazos. É o caso, por exemplo, da descida da Taxa Social única (TSU), que devia ter acontecido até final de Julho. O relatório pedido pelo Governo aos especialistas, com várias abordagens para a diminuição da TSU já foi apresentado, mas ainda não houve nenhuma decisão. Na quarta-feira, o ministro das Finanças explicou porquê. "É uma medida inovadora, que não foi testada noutros países", frisou Vítor Gaspar, o que "aconselha prudência no desenho da medida", já que há "importantes dificuldades de desenho, execução e mecanismos de controlo".

HOSPITAIS TERÃO DE ANTECIPAR CORTES DE 500 MILHÕES ATÉ 2012

cortar, cortar, cortar; os doentes que fiquem em casa...

Meta no corte dos custos até ao próximo ano passou de 200 para 500 milhões. Mas há hospitais que terão que fazer um esforço menor. A redução de custos operacionais nos hospitais e unidades locais de saúde do sector empresarial do Estado terá que atingir 500 milhões de euros até 2012, quando inicialmente estavam previstos cortes de 200 milhões, segundo fonte do Ministério da Saúde. A meta inicial para 2012 era de cortes na ordem dos 5% mas um despacho do Governo - já publicado em Diário da República - revê a meta para 11%. E antecipa para 2012 cortes que antes podiam ir até 2013.

VISITA DE PASSOS À ALEMANHA: EMPRESAS ALEMÃS "TOMAM" EMPRESAS LUSAS

na Grécia a Alemanha "tomou" ilhas; em Portugal fica com as empresas mais lucrativas

O presidente da E.ON, Johannes Teyssen, disse a Passos Coelho, que está interessado na posição do Estado português na EDP. A visita de Passos Coelho a Berlim serviu para convidar empresas alemãs a entrar nas privatizações em Portugal, sobretudo na energia. Membros do Governo português reuniram hoje com várias empresas energéticas alemãs. Em cima da mesa esteve o processo de privatizações em Portugal, assunto que também foi discutido no encontro entre Pedro Passos Coelho e Angela Merkel, esta manhã em Berlim. De acordo com a Bloomberg, que cita fonte do gabinete do primeiro-ministro português, o CEO da empresa alemã E.ON mostrou-se mesmo interessado em participar no processo de privatização da EDP. Contudo, contactada, a porta-voz da E.ON não quis comentar. A alemã E.ON é apontada como uma das empresas interessadas na compra dos 20% que o Estado português ainda detém na EDP. Na corrida estão também a brasileira Electrobras, os chineses da China Power International, os alemães da RWE e os franceses da GDF Suez. No caderno das privatizações na área energética está também a REN.

No mesmo tom, a chanceler germânica garantiu que Alemanha e Portugal vão "manter um contacto estreito" no quadro do "programa de privatizações" e adiantou que há "empresas alemãs com interesse em Portugal". Ao mesmo tempo, em Lisboa, Cavaco Silva recebeu em Belém Mariano Rajoy, candidato a primeiro-ministro espanhol pelos conservadores. No final da reunião o líder do PP espanhol sublinhou a oportunidade de negócio contida no plano de privatizações em Portugal, nomeadamente nos sectores eléctrico, das águas e transporte aéreo. Passos Coelho afirmou eainda m entrevista ao jornal alemão Handelsblatt que a privatização da TAP pode ser um "bom investimento" para a Lufthsansa. O governante português, que reuniu com Merkel ontem em Berlim, argumentou também que seria muito positivo para a Lufthansa apostar, ao lado da TAP, nos mercados sul-americano e africano.

CONTESTAÇÃO AO GOVERNO ARRANCA COM MANIFESTAÇÕES DE PROFESSORES

contestação à Troika começará em força contra as duras políticas dos cortes "a direito"

Os dois principais sindicatos do sector endurecem o discurso e dizem não assinar o acordo caso o ministério mantenha alguns pontos da avaliação. As negociações entre Nuno Crato e os sindicatos sobre a avaliação de desempenho docente não estão num bom caminho para chegar a acordo, no próximo dia 9 de Setembro. Ontem, um dia antes de entregar um parecer sobre a segunda proposta do ministério da Educação e Ciência (MEC), os professores asseguram que não vão assinar acordo caso o ministério não recue em, pelo menos, três questões: a manutenção das quotas, as cinco menções para notas e a implicação das classificações nos concursos. "São três aspectos só por si suficientes para que a Fenprof não assine qualquer acordo com o ministério em matéria de avaliação", assegurou ontem o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira. O dirigente do sindicato, que representa cerca de 70% dos professores portugueses, falou numa conferência de imprensa, em Lisboa, durante a qual garantiu não haver acordo possível se constar no documento "algum destes procedimentos".