HOSPITAIS DEVEM MAIS DE 4 MILHÕES DE EUROS A MÉDICOS E ENFERMEIROS

alguns hospitais não avançarão com os pagamentos por problemas de tesouraria

São mais de quatro os milhões de euros que os hospitais têm de repor aos médicos e enfermeiros que viram as suas horas extraordinárias de 2010 serem taxadas ilegalmente no início deste ano. A regularização da situação terá de ser feita dentro de dois meses. "Este assunto já foi decidido e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) irá dar orientações aos hospitais para que, até Outubro, esteja tudo efectivamente resolvido", disse ontem fonte oficial da ACSS, revelando que o "montante em causa ronda os quatro milhões de euros". A reposição das verbas a milhares de profissionais tem vindo a ser arrastada e agora a ACSS vai dar ordens para que tudo fique resolvido até Outubro. O Ministério das Finanças disse que na sequência do despacho de 1 de Março "foram transmitidas instruções pela DGO à ACSS" no sentido de que deviam ser os hospitais a regularizar a situação. Em Junho, o presidente da Associação de Administradores Hospitalares, Pedro Lopes, falava na impossibilidade de alguns hospitais avançarem com as verbas, por dificuldades na tesouraria.

MARIA JOSÉ MORGADO: "A MÁFIA PORTUGUESA TEM GENTE DE TODO O MUNDO"

para Maria José Morgado a corrupção estatal é, sem dúvida, a mais grave de todas

Considera que é impossível erradicar a criminalidade e que a repressão é uma das principais respostas. Quanto a pactos na Justiça, preferia que se informatizasse e organizasse o caos existente. Maria José Morgado assegura que a corrupção é como uma doença viral que se instala em todas as instituições vulneráveis e cujo combate à mesma é "uma guerra prolongada". Salienta como positivo o facto de alguns membros do Governo assumirem a necessidade da luta contra a corrupção. Mantém a opinião de que a corrupção Estatal é mais grave de todas. Apesar de achar que têm existido demasiadas reformas na área da Justiça concorda com as que a troika quer impôr, só lamenta elas não tenham sido iniciativa nossa, mas sim impostas à força pelo exterior. No que toca ao crime, a procuradora assegura que os gangues estrangeiros estrangeiros não têm fronteiras e estão por todo o lado. Vai mais longe e garante que "há uma máfia portuguesa que tem gente de Leste, tem gente brasileira, tem gente africana, tem gente dos mais variados sítios do resto da Europa, tem gente do Oriente e do resto do mundo. E todos têm as suas actividades mais ou menos camufladas no País e de características diversas". Relativamente à crise que o País atravessa - em parte por culpa do "nosso laxismo, o nosso deixa andar" - diz que que há uma lição a tirar: "É necessário o reforço dos poderes de supervisão em Portugal, pois sem isso não vamos a lado nenhum". (in, Diário de Notícias).

MAIS DE METADE DAS EMPRESAS MUNICIPAIS PREPARAM-SE PARA FECHAR PORTAS

ao cortar nas empresas municipais, Relvas está a combater um grande foco de corrupção

O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que suspende a criação de novas empresas municipais e obriga as autarquias a comunicarem quantas têm. "É o início de uma revolução tranquila", diz Miguel Relvas. E pode ser o fim de mais de metade dessas empresas. A nova proposta de lei para o Sector Empresarial Local (SEL), ontem aprovada em Conselho de Ministros e que vai seguir para a Assembleia da República - onde terá os votos favoráveis da maioria PSD/CDS-PP -, é um dos eixos da reforma administrativa que o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, vai apresentar para a semana. O diploma aperta o cerco às empresas municipais, cujo universo está ainda longe de ser conhecido. Fonte oficial disse ao JN que, actualmente, estão identificadas 288 empresas municipais, intermunicipais e metropolitanas que integram o SEL, mas, para além deste número pecar por defeito, existem dados financeiros relativos a apenas 142 empresas.

WIKILEAKS REVELA HOJE MAIS 100.000 TELEGRAMAS DIPLOMÁTICOS DOS EUA

a organização de Assange continua a revelar os negócios obscuros da diplomacia dos EUA

A WikiLeaks vai divulgar hoje mais de 100 mil novos telegramas da diplomacia norte-americana, incluindo das embaixadas de Angola, Moçambique e Timor-Leste. Na sua conta no Twitter, a organização de Julian Assange confirmou a divulgação de novos telegramas das embaixadas norte-americanas em todo o mundo, depois de já ter revelado cerca de 55 mil na quarta-feira. Na quarta-feira, a organização começou a libertar uma série de novos telegramas, tendo nesse dia publicado cerca de 55 mil documentos diplomáticos. A WikiLeaks, que divulga online documentos oficiais que possam comprometer os governos e outras instituições, foi fundada em 2006 por Julian Assange, de nacionalidade australiana, para, de acordo com os seus promotores, publicar informações sobre “regimes opressores”, como a China, a antiga União Soviética, da África Subsariana e do Médio Oriente, bem como “condutas pouco éticas” de países do Ocidente. Esta página online ganhou mais importância na cena mundial quando, a 25 de julho de 2010, filtrou informação de 91 mil documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão. A 22 de outubro do ano passado, a WikiLeaks voltou a causar grande impacto mundial ao publicar cerca de 391 mil documentos do Pentágono sobre a guerra do Iraque. Mais recentemente, em novembro de 2010, o site voltou a revelar informação confidencial e comprometedora para a diplomacia norte-americana, quando, através de cinco jornais de referência internacional, publicou mensagens dos diplomatas dos Estados Unidos em todo o mundo.

JURO GREGO ACIMA DOS 44% A DOIS ANOS

repetindo a história, a queda da Grécia marca o princípio da decadência da Europa

O risco associado à dívida helénica disparou para novos recordes, perante as dúvidas sobre se o segundo resgate chegará a tempo. A ‘yield' das obrigações do Tesouro grego a dois anos superou hoje os 44% no mercado secundário, um agravamento de mais de quatro pontos percentuais face à cotação de ontem e um valor nunca visto desde a criação do euro, pelo menos. Na maturidade a 10 anos a taxa agravou-se em 64 pontos base para 18,06%, um máximo de 20 de Julho. As últimas reticências da Finlândia sobre a sua contribuição para o segundo resgate grego - o país exige mais garantias para patrocinar o empréstimo -, lançou dúvidas sobre se Atenas receberá os fundos a tempo. Merkel já recusou dar "tratamento especial" à Finlândia neste processo. O agravamento do risco da dívida grega acontece num dia em que o Banco Central Europeu (BCE) voltou a estar activo no mercado secundário, comprando títulos de dívida italiana e espanhola, avançou a Bloomberg citando três fontes com conhecimento das operações. Às 16h18 a ‘yield' italiana a 10 anos subia para 5,04%, ao mesmo tempo que a taxa espanhola no mesmo prazo subia para 5,01%.

MAIS DE 30.000 PROFESSORES CONTRATADOS FICAM NO DESEMPREGO

Mário Nogueira acusa actual Governo de adoptar erros do anterior executivo

Fenprof diz que em Setembro vai haver o “maior despedimento de professores desde sempre”. Mais de 30 mil professores contratados vão ficar no desemprego, já em Setembro. Dos cerca de 50.000 docentes contratados que foram a concurso para o próximo ano lectivo, a Fenprof estima que no próximo dia 31 de Agosto "venham a ficar desempregados mais de 30 mil professores". Números que são avançados pelo sindicato mas que o ministério da Educação e Ciência (MEC) não comenta. Em causa estão docentes com 18 ou 20 anos de serviço, que "devido a alterações às normas de elaboração de horários, vão ficar fora do serviço", explica Mário Nogueira. Situação que este ano, segundo o líder da Fenprof se vai complicar devido às medidas já anunciadas pelo ministério que vão no sentido "de reduzir artificialmente as necessidades das escolas, concentrando mais horas de serviço em alguns professores, acabando com a redução de horário para a assessoria das direcções das escolas. Ao alterar as regras de funcionamento das escolas conseguem assim reduzir a necessidade de contratar professores". Mas para além destes, também os "milhares de professores dos quadros com horário zero, que foram concorrer para destacamento por ausência de componente lectiva, não sabem se vão ser colocados", acrescenta Mário Nogueira.

50.000 EMPRESAS PORTUGUESAS NÃO CONSEGUEM PAGAR DÍVIDAS À BANCA

o miserabilismo empresarial luso: metade destas dívidas são inferiores a 5.000 euros

Existem em Portugal 25.019 empresas incapazes de saldar dívidas médias de 4.400 euros. Só no primeiro semestre deste ano, 1.713 pequenas empresas entraram em incumprimento neste segmento. No total existem 54.438 empresas com crédito em incumprimento junto da banca, mais 4.656 do que no final de 2010. "São números preocupantes na perspectiva da microeconomia já que certamente muitas irão encerrar. Mas não há que dramatizar. Este é um processo normal numa crise e que vai permitir limpar a economia destas empresas ‘zombie'", diz Ricardo Valente, professor de Finanças da EGP - University of Porto Business School. E acrescenta: "São empresas que não são viáveis, não são sustentáveis, que viviam de um ‘rollover' constante de dívida, contaminando as boas empresas, roubando-lhes negócios e clientes. É uma concorrência desleal". Também João Duque, presidente do ISEG, nota que a "expulsão do mercado das empresas que não estão bem preparadas é o resultado normal de uma crise. É a selecção natural". A crise não afecta apenas as pequenas e médias empresas, afecta todos os segmentos. Actualmente a banca tem 6,3 mil milhões de euros de crédito empresarial em incumprimento. O segmento das grandes empresas (com créditos superiores a cinco milhões de euros) representa 3,37% das empresas com crédito concedido mas é responsável por 37% do crédito em incumprimento, ou seja, 2,3 mil milhões de euros. Aliás, este é mesmo o segmento onde o malparado mais aumentou no semestre, quer em número de empresas em incumprimento, quer em montantes. O número de empresas aumentou 28,6%, enquanto o crédito em incumprimento cresceu 529 milhões de euros, ou 29,6%. (in, Económico).

FISCO COBRA IMI A EX-PROPRIETÁRIOS DE IMÓVEIS CONFISCADOS

Finanças alegam que apesar de apreendidos os imóveis são propriedade dos devedores

Os proprietários de imóveis que tenham sido declarados insolventes e perdido os seus prédios a favor da massa falida - destinada a pagar as dívidas aos credores - não se livram de ter de continuar a pagar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) enquanto os prédios em causa não forem vendidos a terceiros. A indicação é da Direcção-geral dos Impostos (DGCI), que produziu uma informação vinculativa nesse sentido, depois de um contribuinte que comprara uma casa com recurso ao crédito, e entretanto a perdera por ter sido declarado insolvente, se ter visto confrontado com a factura do IMI.

REVISTA FORBES CONSIDERA ANGELA MERKEL A MULHER MAIS PODEROSA DO MUNDO

na Europa já lhe chamaram de incompetente a nazi; nos EUA é uma heroína, claro

A chanceler alemã, Angela Merkel, é a mulher mais poderosa do mundo, à frente da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e da Presidente brasileira, Dilma Rouseff, segundo uma lista publicada esta terça-feira pela revista “Forbes”. No top 10 do ‘ranking’ das cem mulheres mais poderosas do mundo, Angela Merkel aparece na primeira posição, enquanto Hillary Clinton e Dilma Rouseff na segunda e terceira, respectivamente. A primeira-dama norte-americana, Michelle Obama, caiu este ano sete lugares, para o oitavo, sendo imediatamente seguida pela directora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, na nona posição. Melinda Gates, co-presidente da Fundação Bill e Melinda Gates, e Sónia Gandhi, presidente do Partido Indiano do Congresso, ocupam, respetivamente, o sexto e sétimo lugares. Na lista das cem mulheres mais poderosas, a mais jovem, de 25 anos, é a cantora pop Lady Gaga, na 11.ª posição, e a mais velha a rainha Isabel II de Inglaterra, de 85 anos, no 49.º lugar. Colectivamente, as cem mulheres controlam 30 mil milhões de dólares (20 mil milhões de euros). O ‘ranking’ engloba, nomeadamente, responsáveis políticas e de organizações de caridade, presidentes de empresas, artistas e profissionais dos media.

DÍVIDAS DE HOSPITAIS A BOMBEIROS COLOCAM EM RISCO SERVIÇOS DE AMBULÂNCIAS

um país onde todos devem a todos, os serviços públicos começam a falir

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) alertou hoje para o risco de algumas corporações de bombeiros “paralisarem” caso o Governo não arranje uma solução para as dívidas que os hospitais têm para com estas associações de socorro. Duarte Caldeira referiu que “um pouco por todo o país” existem situações de dívida dos estabelecimentos hospitalares às corporações de bombeiros, essencialmente devido ao serviço de transporte de doentes, e apontou a situação da Póvoa de Varzim como sendo a mais preocupante, com uma dívida de 150 mil euros. Por sua vez, a LBP já solicitou uma reunião com carácter de urgência ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, e ao da Administração Interna, Miguel Macedo, para abordar esta e outras questões ligadas às estruturas de socorro, mas ainda aguarda uma resposta. “Sem uma solução imediata do Governo temos a certeza que daqui vai resultar o colapso de muitas estruturas operacionais dos corpos de bombeiros do país. Por isso, vamos insistir nos próximos dias com o Governo no sentido de ser encontrada uma solução que ponha fim a esta situação gravosa”, sublinhou Duarte Caldeira.

PREJUÍZOS DE 27 MILHÕES NA EMEL COLOCAM A EMPRESA EM RISCO

como sempre as empresas públicas portuguesas gastam muito mais do que podem pagar

A Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), tutelada pela Câmara Municipal de Lisboa, tem um passivo de quase 27 milhões de euros. De acordo com o relatório e contas de 2010, o passivo aumentou 3,3 milhões face ao ano anterior. A rubrica que mais pesa nas contas da empresa é a dívida aos fornecedores, de 13 milhões, mais três milhões que em 2009. Já o valor recebido pela empresa em forma de financiamentos mantiveram-se ao mesmo nível, representando 3,7 milhões de euros. Por diferimentos - despesas contabilizadas este ano, mas só são pagas no ano seguinte - o passivo regista 738 mil euros, e ao Estado e outras entidades públicas, a EMEL deve 328 mil. Soma-se a estes valores quase três milhões de euros de contas pendentes. Apesar do exercício positivo com resultados líquidos de 537 mil euros apresentado pela empresa, sem a transferência de milhões de euros por parte da Câmara Municipal de Lisboa (CML), a EMEL, assim como a maioria das empresas municipais, apresentariam resultados negativos. Os autarcas são obrigados, por lei, a cobrir os valores negativos das empresas municipais e por isso injectam milhões de euros nos seus cofres. Mesmo assim, não é suficiente para travar o crescimento dos passivos, que se têm agravado de ano para ano. O maior gasto de 2010 da empresa foi com fornecedores e serviços externos. À semelhança do que acontece noutras empresas municipais, também nesta empresa os gastos com o pessoal representam uma fatia significativa da despesa.

IMPOSTO SOBRE OS 100 MAIS RICOS EVITAVA IMPOSTO DE 50% NO SUBSÍDIO DE NATAL

Américo Amorim, o rico n.º 1 de Portugal, é responsável por 1,49% do PIB

Imposto de solidariedade sobre a fortuna. É este o nome dado em França à taxa sobre o património que o país tem em vigor e que varia entre os 0,55% e o máximo de 1,8%. Este imposto incide sobre patrimónios de 790 mil euros ou mais. Replicar a taxa máxima deste imposto sobre as 100 maiores fortunas portuguesas permitiria ao Estado um encaixe de 576 milhões de euros. É pouco menos que os 630 milhões de euros que o governo vai retirar aos trabalhadores em Portugal este ano à conta do corte de 50% no subsídio de Natal. Em 2009, os 100 mais ricos de Portugal contavam com um património de 32 mil milhões de euros, cerca de 19% do PIB desse ano. Mas trazer este imposto para a realidade nacional não colhe grande receptividade nos fiscalistas. "Alguns países, poucos, têm impostos globais sobre o património ou sobre as grandes fortunas, mas não são histórias de sucesso", comenta Sérgio Vasques, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de José Sócrates e professor da Universidade Católica. Ricos mais ricos Os 25 mais ricos de Portugal viram este ano o seu património avaliado em 17,4 mil milhões de euros, cerca de 10% do PIB, segundo o mais recente ranking elaborado pela revista "Exame". No ano anterior, os 25 mais ricos do país eram donos de um património que equivalia a apenas 8,7% do PIB.

MACÁRIO CORREIA EXCLUÍDO DE PROTOCOLO POR MINISTRO EM VISITA A HOSPITAL

Governo discrimina Macário pelos recentes comentários contra aumento do IVA e passes

O presidente da Câmara de Faro (PSD) falhou a visita do ministro Paulo Macedo ao Hospital local porque, segundo explicou, não foi informado ou convidado a participar, o que atribuiu ao "lapso ou inexperiência de alguém." Numa nota enviada hoje à comunicação social, Macário Correia explica que apenas por uma "informação puramente particular" soube que o ministro Paulo Macedo ia estar em Faro, não tendo sido informado pelas "vias oficiais e protocolares usuais" praticadas "há dezenas de anos, por vários Governos". Aquele governante fez hoje a sua primeira visita oficial ao Hospital Central de Faro, que cumpriu no âmbito de uma deslocação ao Algarve, onde visitou igualmente mais duas unidades de saúde. Ao hospital da capital algarvia deslocaram-se apenas os presidentes das autarquias de Loulé e Vila Real de Santo António. O autarca chama a atenção para o facto de os gabinetes dos membros do Governo e dos serviços regionais do Estado informarem "sempre" os presidentes das Câmaras Municipais "por razões éticas e protocolares." "É regra geral fazê-lo, no entanto, por algum lapso ou inexperiência de alguém tal não aconteceu", conclui Macário Correia.

POLÍCIA DE BERLIM IMPOTENTE ALICIA "BUFOS" COM 5.000€

carros incendiados afinal parecem ser já uma tradição anual em Berlim

As dezenas de carros incendiados durante esta semana em Berlim são um tema de grande preocupação para a chanceler alemã, Angela Merkel, principalmente num contexto de campanha eleitoral regional. Durante quatro noites, vários veículos de alta celindrada foram incendiados em diferentes bairros da capital alemã, sem motivo aparente. Distante ainda dos tumultos que ocorreram recentemente no Reino Unido ou em várias cidades francesas há alguns anos, os incidentes alemães preocupam profundamente a chanceler. Alguns jornais, como o Tagespiegel (centro-esquerda), que geralmente utiliza um tom comedido, afirmam haver "uma atmosfera surreal de guerra civil". A polícia de Berlim, que ofereceu 5.000 euros de recompensa para todas as pessoas que contribuírem com informações sobre os ataques, parece incapaz de deter os incêndios. "Entre o momento em que o incendiário ateia fogo com seu isqueiro ao pneu de um carro e o momento em que este pega fogo, passam-se pelo menos 15 minutos, tempo suficiente para que ele fuja", explica a chefe da polícia de Berlim, Margarete Koppers, ao jornal Berliner Zeitung.

Os movimentos de direita de Berlim pensam diferente e afirmam que usarão este tema durante a campanha para a eleição do governo regional de Berlim, no dia 18 de Setembro. Um membro do CDU, o presidente da Comissão Parlamentar do Interior, Wolfgang Bosbach, chegou a ligar o terrorismo à extrema-esquerda. "O terror da RAF começou com simples incêndios", disse ele ao canal de televisão N24 referindo-se à Facção do Exército Vermelho, autora dos atentados mortais nos anos 1970. Em 2010, 54 veículos foram incendiados em Berlim, enquanto foram registrados 221 em 2009. Para 2011, incluindo os incêndios desta semana, o total já é de 158. Tradicionalmente no país, carros são incendiados no dia 1º. de Maio durante confrontos entre militantes da extrema-esquerda e a polícia. Ao todo já foram queimados pelo menos 44 automóveis em Berlim desde o início da semana. Na noite de segunda-feira, tinham sido oito os carros indendiados, seguindo-se 15 na terça-feira e nove na quarta-feira. Na quinta-feira seguiram-se mais 12. Em 2009, 221 automóveis foram incendiados em Berlim. Em 2010, esse número caiu para 54.

POBREZA EM PORTUGAL: PROCURA DE REFEIÇÕES AUMENTOU 30% DESDE 2008

perdem a casa e todos os bens e passam a viver nas ruas sem dinheiro para comer

O número de pessoas que procura ajuda para comer aumentou 30 por cento em Portugal desde 2008, altura em que a situação económica piorou, disse à Lusa o vice-presidente do Centro de Apoio aos Sem-Abrigo (CASA). Apesar de os "tradicionais sem-abrigo, que dormem na rua", não terem aumentado, nota-se "um aumento grande nas famílias e pessoas carenciadas", avançou Nuno Jardim. "A maior parte são pessoas que estão sozinhas, perderam os empregos, têm dificuldades financeiras e vão pedir ajuda para tomar uma refeição", explicou, sublinhando que "o conceito de sem-abrigo, de acordo com o plano nacional, engloba essas situações". Admitindo ser muito difícil contabilizar os sem-abrigo, até porque "conseguir recolher informação é complicado, porque eles mudam muito de local", Nuno Jardim refere que, pela observação possível, o número de pessoas que pedem refeições "aumentou à volta dos 30 por cento" desde 2008. "Notamos esse aumento das dificuldades desde 2008", adiantou, acrescentando que "este ano têm aparecido mais pessoas, mas é já resultado dos outros anos". A região mais afectada é, segundo este responsável, o Algarve porque, "só por si, já é uma região pobre", sendo que o "distrito de Faro" foi o que registou um crescimento maior destas situações.

SONAE SOFRE QUEBRA DE LUCROS DE 15%

Paulo Azevedo, presidente da Sonae mostra-se, no entanto, confiante no grupo económico

O lucro da maior retalhista portuguesa recuou 15% nos primeiros seis meses do ano. A quebra na procura pesou nas contas. Apesar do crescimento das vendas no retalho alimentar, a Sonae informou em comunicado enviado à CMVM, que o lucro do primeiro semestre desceu 15% para 35 milhões de euros. A retalhista explica no documento que "apesar da fraca dinâmica económica do mercado ibérico e dos primeiros efeitos do recente anúncio de novas medidas de austeridade em Portugal, fortemente penalizadores das atitudes de consumo das famílias, o volume de negócios da Sonae no primeiro semestre aumentou cerca de 1% para 2.690 milhões de euros". No que respeita ao endividamento, a Sonae informa que chegou ao final do primeiro semestre com uma dívida de 2.979 milhões de euros, menos 242 milhões de euros em relação ao primeiro semestre do ano passado. Na bolsa as acções deste grupo continua em queda. Só na sessão de hoje as acções da Sonae desceram 0,94% para 0,526 euros.

CINCO BANCOS EUROPEUS DESPEDEM EM APENAS UM MÊS 40.000 FUNCIONÁRIOS

uma purga total de funcionários: só o banco HSBC despediu 30.000 num mês

O agravamento da crise europeia da dívida soberana está a castigar as receitas dos bancos que operam no espaço comunitário, a obrigar a um reforço dos seus rácios de capital e a congelar a actividade de fusões e aquisições. Uma das respostas do sector financeiro foi cortar no número de funcionários. Só no último mês cinco bancos europeus - UBS (3.500), HSBC (30.000), Barclays (3.000), Royal Bank of Scotland (2.000) e Credit Suisse (2.000) - anunciaram um total de mais de 40 mil despedimentos. A tensão também se faz sentir nas cotações em bolsa com o índice da Bloomberg que reúne 46 dos maiores bancos europeus a acumular perdas de 31% desde o arranque de 2011. Já em Portugal uma das respostas dos bancos tem sido emagrecer a rede de balcões. De acordo com dados da CMVM reunidos pela agência Lusa, os cinco maiores bancos portugueses - a CGD, o BCP, o BES, o BPI e o Santander Totta - encerraram 85 agências no território nacional entre Janeiro e Junho, ajustando as suas redes à actual conjuntura do sector bancário. (in, Económico).

IMPOSTO EUROPEU PARA RICOS NÃO ENTRA EM PORTUGAL

Joe Berardo, o 12º mais rico, foi o primeiro milionário a oferecer-se para pagar a crise

Os milionários franceses propõem imposto especial para sair da crise. Alguns dos portugueses mais ricos não respondem ao desafio. A lista das 25 famílias mais ricas de Portugal foi o ponto de partida para a pesquisa, mas praticamente nenhum dos nomes que constam da edição anual da revista Exame respondeu à questão sobre se devem ser os milionários a ajudar a pagar a crise, como propõem agora os detentores das maiores fortunas francesas. Alexandre Soares dos Santos, dono da Jerónimo Martins, Américo Amorim, que controla o grupo com o mesmo nome, Belmiro de Azevedo, proprietário da Sonae ou Vasco de Mello, presidente do Grupo Mello, só para enumerar os cinco primeiros, não responderam ao desafio lançado pelo Diário Económico, uns por não quererem outros por estarem incontactáveis. Foi preciso chegar ao 12º lugar do ‘ranking', onde está Joe Berardo, com uma fortuna avaliada em 542,1 milhões de euros para conseguir uma resposta: "Quem deve pagar mais é quem tem mais. Não se pode tirar a quem não tem ou tem pouco". Ainda assim, e apesar de se mostrar disponível para contribuir para a solução Berardo diz que isso "não resolve o problema".

PRESIDENTE DE ANGOLA O 6.º HOMEM MAIS PODEROSO NA ECONOMIA PORTUGUESA

Eduardo dos Santos, líder da oligarquia angolana há décadas, é poderoso em Portugal

Todos os caminhos do poder angolano vão dar ao Presidente. Discreto mas activo, a sua força política em Portugal cresce com o PSD, reforçando um poder económico especialmente visível através da Sonangol e da filha, Isabel dos Santos. É um poder crescente e cada vez mais sólido. Na economia portuguesa. E para as empresas portuguesas em Angola. A Bolsa de Valores de Luanda é um projecto antigo e inexistente. Mas se para lá fossem transferidas todas as empresas portuguesas com interesses em Angola, o PSI-20 passaria a PSI-10. Das grandes empresas portuguesas aos pequenos empresários, dos aventureiros aos desventurados, Angola passou a Plano A de Portugal. E José Eduardo dos Santos é a soma de todas as partes. O vértice de uma pirâmide onde assenta o poder angolano. Dentro e fora de portas. (in, Jornal de Negócios).

MIGUEL RELVAS EXTINGUE E FUNDE ORGANISMOS DE DESPORTO E JUVENTUDE

Miguel Relvas tem feito cortes a direito, sem impedimentos, no Orçamento de Estado

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi ontem ouvido na Comissão Parlamentar de Educação sobre a fusão e extinção de organismos do desporto e juventude, medida do Governo que representa uma poupança de 14 milhões de euros. O Executivo aprovou, no início de Agosto, a fusão do Instituto do Desporto de Portugal e do Instituto Português da Juventude, criando o Instituto Português do Desporto e da Juventude, além da dissolução da MOVIJOVEM e a extinção da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI). A decisão também mereceu críticas de associações do sector da juventude, como a Federação Nacional das Associações Juvenis e o Conselho Nacional da Juventude, bem como da Juventude Comunista Portuguesa. Também a Juventude Social-Democrata condenou a fusão dos Institutos do Desporto e da Juventude, reclamando que a opção não deve representar «uma subalternização da juventude face ao desporto» e não traduza a «redução de investimento nas políticas de juventude», mas apenas uma diminuição «nos custos de estrutura deste novo instituto». Segundo o secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Marques Mestre, a fusão e extinção de organismos por si tutelados e a criação de um único Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPJD) vai representar uma poupança de 14 milhões de euros. A criação do novo instituto permitirá ainda a redução de 112 para cerca de 43 cargos dirigentes e poderá levar a despedimentos, admitiu o Governo, aquando da aprovação da medida pelo Conselho de Ministros.

TESTES A CADÁVER DE AMY WINEHOUSE REVELAM AUSÊNCIA DE DROGAS E QUÍMICOS

afinal por que foi noticiado na altura que a causa da morte era overdose?

Amy Winehouse não usou drogas antes de morrer. A constatação vem dos resultados dos testes toxicológicos a que foram submetidos o cadáver da cantora. De acordo com um representante da família, os exames detectaram apenas a presença de álcool no corpo dela, mas não conseguiram identificar se a bebida foi decisiva para sua morte. A causa do falecimento de Amy segue indefinida até outubro, quando deve terminar o inquérito e as investigações da polícia. A cantora foi encontrada morta na sua casa, em Londres, no dia 23 de julho. “A família gostaria de agradecer a polícia e ao médico legista por continuarem as investigações e nos manterem informados sobre o processo”, disse o representante, de acordo com o jornal “Telegraph”. Dias depois da morte da cantora, jornais britânicos afirmaram que Amy teria comprado drogas na noite do dia 22 de julho. Já a família afirmou que Amy teria morrido na sequência de uma abstinência de álcool, já que tinha parado de beber três semanas antes de morrer.

NATO FINANCIA REBELDES PROMETENDO 144 TONELADAS DE OURO LÍBIO COMO PRÉMIO

o novo Império Romano da NATO distribui troféus de guerra como há 2.000 anos

Já sem regras o exército da NATO utiliza-se de todos os meios para atingir os seus fins. Tal como o exército romano prometia troféus a exércitos rebeldes, a NATO prometeu 144 toneladas de ouro dos cofres do banco central líbio em troca do derrube do governo de Kadafi. Técnicas sujas ao serviço da UE e pagas pelos contribuintes europeus, sem estes terem sido sequer consultados. Depois de colocarem armamento pesado nas mãos dos rebeldes, a NATO e os EUA brincam à guerra numa região do globo que é geograficamente um barril de pólvora para a Europa, não para os EUA. Ao que parece antes do conflito "rebentar" foram transportadas 366 toneladas para a Venezuela, "paraíso" de ditadores de todo o mundo. Talvez também por isso o grupo "Anonymous" esteja a preparar um ataque cibernético à Venezuela. É que alguns dizem que este grupo Anonymous é uma tropa de elite informática da CIA ao serviço dos seus interesses mais secretos, a nova elite das operações especiais dos EUA.

WALL STREET JOURNAL: "PORTUGAL É UM PARAÍSO NA REACÇÃO À AUSTERIDADE"

face à destruição de condições sociais, os EUA acham estranho portugueses não reagirem

O WSJ lembra os protestos na Grécia e Espanha para escrever que Portugal é, até agora, um "paraíso" na reacção à austeridade. "Comparativamente a outros países da zona euro que foram apanhados pela crise da dívida, a reacção em Portugal tem sido um paraíso. Já na Grécia os protestos foram violentos e em Espanha milhares de pessoas foram para as ruas exigir uma mudança política", pode ler-se na edição de hoje do The Wall Street Journal (WSJ). Mas a situação está prestes a mudar porque à medida que os portugueses se vêem confrontados com novas medidas de contenção e cortes orçamentais por parte do Governo, agudiza-se a possibilidade de distúrbios sociais, descreve o WSJ, acrescentando que os sindicatos já estão a arregaçar as mangas. Citando declarações de uma dirigente da CGTP, que também falou ao Diário Económico, o jornal avança que Portugal deverá ser palco de uma greve geral a 1 de Outubro. No mesmo texto, o WSJ lembra que, desde que Passos Coelho assumiu funções, em Julho, o Executivo de direita já anunciou um aumento acentuado nas taxas de transportes públicos e impôs ainda um imposto especial sobre os rendimentos para 2011. E "as dificuldades vão apertar mais ainda, com cortes na despesa pública, com os impostos a aumentar ainda mais para equilibrar um corte nas contribuições das empresas para a segurança social e com as mudanças na lei do trabalho que incluem menos direitos para os trabalhadores demitidos", retrata o WSJ, que também escreve que "Portugal não tem outra hipótese senão tomar medidas duras" e que "os portugueses vão sofrer muito, particularmente no próximo ano". (in, Económico).

CGTP PREPARA GREVE GERAL E MANIFESTAÇÃO PARA OUTUBRO

greve contra o troikismo do novo Governo que ataca os mais pobres e classe média

A central está a preparar uma manifestação nacional, a realizar em Lisboa e no Porto, e não afasta a possibilidade de avançar com uma greve geral, avança o Diário Económico. Segundo a mesma fonte, também a UGT avisa que está disponível para a contestação, nomeadamente para protestos conjuntos com a intersindical de Carvalho da Silva. As duas formas de luta - manifestação e greve - estiveram ontem a ser discutidas na reunião da comissão executiva da CGTP, mas a data para a manifestação nacional só ficará fechada na próxima segunda-feira, disse ao Diário Económico a dirigente da intersindical, Maria do Carmo Tavares. O próximo dia 1 de Outubro é a data avançada na reunião de ontem. "O que está em cima da mesa é uma acção nacional, em Lisboa e no Porto, e a data que está a ser discutida é 1 de Outubro, mas ainda não está fechada", revelou a dirigente sindical. Maria do Carmo Tavares adiantou ainda que "nenhuma luta está fora de questão, incluindo a greve geral".

GREVE DE JOGADORES DE FUTEBOL ESPANHÓIS PÕE EM CAUSA JORNADA DE FUTEBOL

a crise chegou ao futebol espanhol da pior maneira e está para ficar

O acordo entre a Associação de Futebolistas Espanhóis (AFE) e a Liga Espanhola de Futebol está longe de se tornar uma realidade, pelo que a greve dos jogadores deverá prolongar-se por tempo indeterminado. Para ajudar a compreender aquilo que motiva os futebolistas, a euronews falou com Jesús Díaz Peramos, vice-presidente da AFE que declarou: «O contrato coletivo engloba vários assuntos que negociámos com a Liga Espanhola nos últimos meses. A Liga decidiu aprovar unilateralmente, na sua assembleia, apenas um assunto, o fundo de garantia, que é uma peça angular do contrato. Este fundo é essencial, mas para desconvocar a greve é preciso também saldar a dívida que os clubes têm para cerca de duzentos jogadores, incluindo salários da temporada passada e até da anterior. Os jogadores só querem que os seus contratos sejam respeitados. Nos últimos anos já têm vindo a baixar os salários, ou a concordar com uma redução salarial considerável caso o seu clube seja despromovido. Os futebolistas estão a adaptar-se a esta difícil situação económica mas a maioria dos clubes não, não vivem em função das suas receitas e o problema está aí. Enquanto não existir um acordo colectivo que garanta as nossas exigências mínimas, a competição não irá começar. Não podemos dizer uma, duas ou três semanas. Estamos de acordo e voltar a competir apenas quando estiverem reunidas um mínimo de condições, que permitam uma competição justa entre os clubes. Há clubes que se queixam uns dos outros porque não pagaram transferências acordadas… o problema não são só as dívidas para os jogadores.»

POLÍCIAS FICAM SEM BASES DE DADOS DE CRIMINOSOS

sem sistema informático polícias regressam às velhas multas de papel passado...

As falhas e a lentidão na rede informática que serve as polícias têm sido recorrentes. O 'apagão' de ontem vai juntar-se às queixas sobre a Rede Nacional de Segurança Interna que já chegaram ao ministro Miguel Macedo. Uma avaria grave num comutador central da Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), o sistema de comunicações exclusivo das forças e serviços de segurança do ministério da Administração Interna, impediu ontem que muitos operacionais da GNR e da PSP tivessem acesso, durante quase sete horas - entre as 10 e as 17 horas - às bases de dados de informações policiais, ao cadastro dos condutores, aos seus e-mails e à internet. A situação foi mais grave na GNR, onde durante praticamente todo o dia não houve rede informática em Lisboa. Para aceder às bases de dados só directamente no departamento de informações da guarda. O DN confirmou também que houve falhas no sistema nas instalações do Sistema de Segurança Interna, de onde é feita a coordenação de todas as polícias. A RNSI foi criada pelo anterior executivo e já custou quase 30 milhões de euros. Além das falhas, como as de ontem, há também queixas da lentidão do sistema. Miguel Macedo pretende reavaliar o projecto. (in, Diário de Notícias).

CIBERATIVISTAS "ANONYMOUS" ANUNCIAM ATAQUES INFORMÁTICOS NA VENEZUELA

com a imagem e estratégia do filme "V de Vendetta", os ataques destinam-se a ditadores

O grupo de ciberativistas conhecido como Anonymous divulgou um vídeo no Youtube em que anuncia o início de uma "guerra cibernética" na Venezuela e várias acções em prol da liberdade: http://www.youtube.com/watch?v=uLf6EH3LvYo&feature=player_embedded. "Olá mundo, especialmente ao povo venezuelano, somos Anonymous, esta mensagem é dirigida aos habitantes da Venezuela e aos demais membros de Anonymous a nível mundial para dar a conhecer que estamos presentes na Venezuela", começa por explicar. No vídeo surge um indivíduo com a tradicional máscara de Guy Fawkes que se dirige ao Governo do presidente Hugo Chávez e aos venezuelanos e anuncia que "a guerra cibernética acaba de começar, só é a calma antes da tempestade". Sem deixar claro quando iniciará a primeira actividade na Venezuela, o vídeo explica que "o conhecimento é livre e todo aquele que tente monopolizá-lo estará a atacar os nossos direitos". Por outro lado, anuncia o início da "operação tempestade de papel", apelando aos venezuelanos para imprimirem e colarem panfletos com os ideais do grupo.

PEQUENOS E MÉDIOS COMERCIANTES DESISTEM DE TERMINAIS MULTIBANCO

Portugal começa a perder conforto tecnológico regressando ao primitivismo dos anos 70

Encerramentos e abandono do pagamento electrónico levam a redução de terminais neste sector. O "Jornal de Negócios" escreve que a crise tem obrigado os pequenos comerciantes a cortar em todos os custos possíveis. E nos últimos meses, a Unicre tem verificado uma redução do número de terminais de pagamento, denominados POS. É o pequeno comércio - lojas de menor dimensão, cabeleireiros de bairro, restaurantes ou quiosques - ques estão a desistir do pagamento com cartão de crédito ou débito (Multibanco). A Unicre, empresa que gere a maior infra-estrutura de aceitação de cartões de crédito justifica esta quebra com o encerramento de alguns estabelecimentos comerciais, bem como o abandono destes meios de pagamento. Evitar um maior controlo da facturação por parte da administração fiscal pode ser outro dos motivos para o pequeno comércio desistir do pagamento com cartão, apesar de ninguém o admitir.

GOVERNO QUER SUSPENDER CONCESSÕES DE ESTRADAS EM CONSTRUÇÃO

estradas em construção não se justificam nas zonas interiores por existirem alternativas

O governo tem em curso uma profunda reavaliação da dimensão e dos custos com as concessões rodoviárias adjudicadas pelo executivo de José Sócrates. Estas representam um investimento de cerca de 3,5 mil milhões de euros em construção. A primeira prioridade é a suspensão de troços que ainda não estão construídos ou em construção, sempre que for possível e não se ponha em causa a viabilidade dos troços já construídos. O segundo alvo são os troços que não têm portagem ou perfil de auto-estrada. E, por fim, está a ser estudada a redução drástica das concessões na área de conservação e manutenção. A intenção de suspender alguns troços da concessão Baixo Tejo, noticiada ontem pelo "Jornal de Negócios", é o primeiro passo de um processo que pretende reduzir a factura do Estado nas sete concessões rodoviárias. A reavaliação de todos os troços por construir deverá ainda determinar que o Estado não invoque o interesse público para contestar providências cautelares que suspendam obras. Este é o argumento jurídico mais forte para contrariar a suspensão de obras por ordem do tribunal. A medida permitirá poupar 270 milhões de euros ao longo de 30 anos e será estendida a investimentos de outras concessões.

MINIST. PÚBLICO ACUSA GESTORES DA GEBALIS DE GASTAREM MILHARES EM REFEIÇÕES

gestores e administradores de empresas públicas que vivem como "reizinhos"

O Ministério Público acusou gestores da Gebalis, ligada a Câmara Municipal de Lisboa, revelando gastos inadmissíveis em comeres e beberes, de milhares e milhares de euros à custa dos cidadãos, avança o advogado José Maria Martins num artigo publicado no seu blogue (http://jose-maria-martins.blogspot.com/2011/08/tipos-da-gebalis-enfartam-se-grande-e.html). No artigo vem a lista de restaurantes de luxo frequentados por esta elite da Empresa Pública da Gestão dos Bairros Municipais de Lisboa (Gebalis) e dos jantares e almoços de centenas e milhares de euros pagos com 8 cartões de crédito fornecidos pelo Estado. O artigo revela: «Os ex-administradores da GEBALIS (empresa municipal da CM Lisboa) Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal. O limite de crédito atribuído àqueles ex-gestores oscilou entre cinco mil euros e dez mil euros por mês. O despacho de acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, diz que, 'no início do mandato, a cada um dos arguidos foram fornecidos cartões de crédito', apesar de haver 'uma omissão legal e dos próprios Estatutos da Gebalis [sobre essa regalia]', segundo o relatório da Polícia Judiciária. A Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, foram dados, segundo o despacho de acusação, três cartões de crédito: um do BES com limite de 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Mário Peças, ex-vogal da empresa, teve também três cartões de crédito: um do BES com 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Já Clara Costa contou com um cartão de crédito do BES com um limite de crédito de 7500 euros e outro do Millennium bcp com cinco mil euros. À excepção do cartão de crédito do BPI atribuído a Mário Peças, todos os cartões tiveram vários números e diferentes datas. 'Com os respectivos cartões de crédito em seu poder, cada um dos arguidos decidiu que os utilizaria para pagamento das despesas relativas a refeições suas e com amigos e outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer, ainda, no decurso de viagens ao estrangeiro', precisa o despacho de acusação do Ministério Público. Clara Costa manifestou a sua 'total inocência'.»

MEGABURLA DA MEGAFINANCE: PRESO O HOMEM QUE ÍA COMPRAR A TVI

mega burla da Megafinance, num pequeno país com mega corrupção

O consultor da firma de capital de risco Megafinance, Pedro Xavier Pereira, está em prisão preventiva, suspeito de burla. Xavier Pereira foi ouvido pelo Tribunal de Instrução Criminal tendo saído com a medida de coacção mais pesada, por decisão do juiz Carlos Alexandre. Estão em causa indícios da prática de crimes de burla. Quanto ao outro arguido do processo, o presidente da empresa, Luis Valente, saiu em liberdade mas vai ter de apresentar-se periodicamente na esquadra da polícia da sua área de residência. Xavier Pereira (ou Cohen Pereira, como prefere ser chamado, talvez à procura do perfil sacerdotal que o apelido judaico evoca) tem no currículo uma relação atribulada com a lei. Enquanto representante português da empresa espanhola de capital de risco LP Brothers Venture Capital, foi detido em Outubro de 2005 em Espanha, na sequência de um mandado de captura internacional emitido pelo Ministério Público de Coimbra. Em Julho passado, o Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa confirmou as coimas aplicadas pela CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários à LP Brothers e a Pedro Xavier Pereira, no caso da suposta OPA sobre a Media Capital (proprietária da TVI), operação que acabou por nunca acontecer. O regulador decidiu em Agosto de 2009 aplicar duas coimas, no valor de 100 mil euros à LP Brothers e de 50 mil euros a José Xavier Pereira. Na base do processo de contra-ordenação estava a acusação de violação do dever de qualidade da informação - falsidade, falta de clareza e completude. Estava em causa "informação divulgada ao público relativa ao lançamento de uma OPA pela LP Brothers à Media Capital e informação referente à detenção de mais de 5 por cento das acções da Media Capital pela LP Brothers e por Pedro Xavier Pereira", não tendo havido "qualquer intenção séria de a LP Brothers lançar uma OPA" sobre a empresa de media.

Pedro Xavier Pereira e a LP Brothers estiveram alegadamente envolvidos em três negócios publicitados em 2005. Em Abril, fora noticiado que a LP Brothers informava ter sido contactada pela Lusófona para a aquisição da Universidade Portucalense, um negócio desmentido à Lusa pela Universidade Lusófona. Em Junho, Pedro Xavier Pereira apresentou--se como consultor no negócio de compra, pela TAP, de 20 por cento da brasileira Varig, mas a transportadora aérea portuguesa veio negar qualquer papel de Xavier Pereira no processo. A LP Brothers anunciou também a proposta de compra dos jornais "A Capital" e "O Comércio do Porto", informação igualmente desmentida pela Prensa Ibérica, empresa proprietária destes títulos. Recentemente, Xavier Pereira anunciava no seu blogue o próximo grande negócio da Megafinance. A empresa a que assiste como consultor entregou aos grupos Auchan e Danone, dois dos principais credores da cadeia de supermercados AC Santos, uma proposta de reestruturação desta cadeia de supermercados. Um documento que, segundo declarações ao Público de Eusébio Gouveia, administrador de insolvência, se resumia "a banalidades económicas, sem transposição da realidade da insolvente".
(in, Jornal i).

GOVERNO FAZ "LIMPEZA" NAS EMPRESAS PÚBLICAS DO SECTOR IMOBILIÁRIO

projectos megalómanos da Frente Ribeirinha desmantelados por Miguel Relvas

O emagrecimento do sector empresarial do Estado, um dos objectivos do programa do governo, começa no imobiliário, uma das actividades mais afectadas pela crise. Ainda antes de concluir o levantamento sobre a viabilidade económica de todos os organismos e empresas públicas, o executivo já manifestou a intenção de suspender ou desmantelar três empresas na área da requalificação urbana. A primeira “vítima” foi a Frente Tejo, empresa criada em 2008 para promover a requalificação da zona ribeirinha de Lisboa e que é tutela do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Na sexta-feira, foi a vez de a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território assinar a “sentença de morte” de mais duas empresas nesta área. Assunção Cristas suspendeu o projecto Arco Ribeirinho Sul, por o considerar “demasiado ambicioso” para as condições actuais. O fim deste projecto pressupõe a extinção da empresa pública com o mesmo nome criada em 2009 e que é presidida pelo socialista Fonseca Ferreira que durante anos liderou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT). Mas o maior impacto virá da intenção de acabar com a Parque Expo, a empresa imobiliária criada para desenvolver a Expo 98 e que sobreviveu 13 anos ao fim da exposição internacional de Lisboa.
O Estado mantém ainda a presença em seis empresas do projecto Polis para a requalificação urbana de várias regiões e cidades do país. Mas, indirectamente, é accionista da que provavelmente será uma das mais importantes empresas imobiliárias de Portugal, pelo menos ao nível do património detido, a Estamo, do grupo Parpública.

ESTADO EMPRESTA MAIS DE MIL MILHÕES A EMPRESA QUE COMPRA IMÓVEIS AO ESTADO

Estamo comprou ao Estado mais de 200 imóveis a preços de saldo (360 milhões ao todo)

A Estamo, empresa do grupo Parpública do sector imobiliário, comprou ao Estado e a outras entidades públicas mais de 200 imóveis no passado. Este património custou cerca de 360 milhões de euros. Estas aquisições deram ao Estado receitas extraordinárias que terão beneficiado o défice público de 2010. No entanto, o seu custo foi financiado com empréstimos do accionista que, por sua vez, é do próprio Estado. A Estamo recebeu mais de 400 milhões de euros de suprimentos, empréstimos do seu accionista, que é a sub-holding Sagestamo que por sua vez é controlada pela Parpública. Este financiamento, explica a empresa no relatório e contas do ano passado, “fica a dever-se fundamentalmente à necessidade de financiar as aquisições e contratos promessa de compra e venda de imóveis, dos quais 359,8 milhões de euros se referem a contratos efectuados em 2010 e 60,1 milhões de euros são relativos a 10 imóveis contratados em 2010, cujo pagamento só ocorreu em 2011”. No total, a conta acumulada de empréstimos contraídos pela Estamo junto da sua accionista directa, a Sagestamo, atingia no final do ano passado os 1.200 milhões de euros. Este valor corresponde grosso modo às aquisições de imóveis ao Estado e a entidades públicas realizadas pela Estamo nos últimos anos.

E como é que a Sagestamo obtém os fundos para financiar as suas participadas? – a Estamo é mais importante, mas não é a única. As contas de 2010 mostram que esta sub-holding também recorre à sua accionista. No final do ano passado, a Parpública tinha concedido suprimentos (empréstimos) de 377,8 milhões de euros, para além de dois apoios de tesouraria de 300 milhões de euros cada. No final do ano passado, a Sagestamo devia cerca de 801 milhões à Parpública, o dobro do valor em dívida em 2009. A sub-holding tem ainda um programa de papel comercial – dívida – de 300 milhões de euros contraído junto do Santander Totta que vence em Novembro deste ano. Seguindo a rota dos empréstimos accionistas chegamos às contas da Parpública. A holding do Estado tem duas principais fontes de receitas: os dividendos das participadas, algumas das principais empresas de capitais públicos, como a ANA, REN e EDP, e a venda de activos, sejam participações, sejam imóveis. Com o arrefecimento da economia e o congelamento de várias alienações, a Parpública teve de reforçar o recurso ao endividamento externo. Já este ano, a empresa recebeu um aval do Estado para um financiamento até 620 milhões de euros que foi justificado com a realização de operações no quadro do programa de gestão de património imobiliário, e com a compra de obrigações da EDP. O grupo deveria comprar este ano património no valor de 370 milhões de euros ao Estado e entidades públicas, mas as aquisições de imóveis públicos ascenderam apenas a 4,3 milhões de euros e referem-se à parte final do programa do ano passado. No relatório de 2010, a Parpública já tinha alertado para as crescentes dificuldades de financiamento e para o risco de não ser possível concretizar o plano de compra de imóveis deixado pelo anterior governo e que rondava os 370 milhões de euros. O novo executivo ainda não clarificou se vai prosseguir a política de compra massiva de imóveis que nos últimos cinco anos fizeram deste grupo de empresas o maior proprietário de imobiliário do Estado.

CÂMARA DE LISBOA VAI AUMENTAR RENDAS DE TERRENOS COM MAIS DE 500 M2

António Costa continua a atacar pobres e classe média lisboeta

A SIC Notícias revelou esta manhã que a Câmara Municipal de Lisboa vai aumentar exponencialmente, baseado num valor por metro quadrado, as rendas de terrenos municipais com mais de 500 m2. Dando um simples exemplo na reportagem, a SIC revelou como um arrendatário passará de uma renda de cerca de 150 euros hoje, para uma renda de cerca de 3.500 euros em 2014...!!! Depois da medida de implementação de mais portagens nas entradas de Lisboa, o presidente António Costa continua a ceifar vidas de pessoas em crise, na mesma política totalitarista seguida por todos os líderes e seguidores das políticas inequivocamente de extrema-direita da NWO. Quando é que o povo português vai acordar para esta nova realidade política neo-salazarista mascarada de república...?

PREVISÃO DE NOVA SEMANA DE QUEDAS NAS BOLSAS MUNDIAIS

Ben Bernanke, mais um agente da economia mundial da NWO a trabalhar contra o euro

Adivinha-se mais uma semana de nervos nas bolsas mundiais, depois de 20% do valor dos principais índices se ter evaporado. Foi mais uma semana negra nas bolsas. As acções europeias voltaram a tombar na sexta-feira, elevando os prejuízos da semana para mais de 6%. O PSI 20 deslizou 0,30% na sexta-feira e mais de 3% nas últimas cinco sessões. E os próximos dias continuam a prometer volatilidade extrema nas bolsas. O mercado está de olhos postos no presidente da Reserva Federal dos EUA, que fará na sexta-feira um discurso na conferência anual de Jackson Hole. Isto porque na mesma ocasião no ano passado, Ben Bernanke fez um discurso onde deixou antever a decisão de tomar uma segunda ronda de ‘quantitative easing', isto é, de imprimir dinheiro para injectar na economia. O mercado especula agora se, perante a evidência de que a maior economia do mundo não dá sinais de saúde, Ben Bernanke opte pelo mesmo ‘modus operandi' este ano. "Apesar de ser possível que o presidente da Fed possa dar algumas luzes sobre uma flexibilização monetária adicional, pensamos que as notícias que sairão de Jackson Hole serão mais em torno de um sentimento mais aproximado da opinião da Fed sobre as suas opções e menos sobre a escolha em concreto de uma opção", referiram os economistas do RBC Capital Markets, num relatório a que o Diário Económico teve acesso.

MERKEL RECUA NOS EUROBONDS COM MEDO DE SER ARRASTADA PARA A DÍVIDA DA UE

Merkel gere a UE com enorme favoritismo sempre para a "sua" Alemanha

A chanceler alemã considera que a introdução de 'eurobonds' agora não vai trazer a tão almejada estabilidade económica. Na sua primeira entrevista desde que regressou das férias de Verão, Merkel disse que décadas de agravamento dos défices nos países da zona euro transformaram a união monetária numa "união de dívida" que exige que cada país reduza os seus níveis de endividamento. Apesar de admitir que não exclui a emissão conjunta de títulos de dívida dos países da zona euro algures num "futuro distante", Merkel defende que as 'eurobonds' "não são a resposta neste momento". "As 'eurobonds são exactamente a resposta errada", disse hoje a chanceler alemã em entrevista à televisão ZDF, em Berlim. "Elas conduzem-nos a uma união da dívida e não a uma união de estabilidade", frisou, acrescentando que "cada país tem de tomar as suas próprias medidas para reduzir a dívida". Citada pela Bloomberg, Merkel considerou que "é uma tarefa árdua que não pode ser resolvida de uma só vez, por exemplo, com a emissão de 'eurobonds'", argumentando que estes títulos de dívida "não são a resposta para a actual crise" e que a missão do seu actual governo é resolvê-la. Merkel junta-se assim ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que também manifestou hoje a sua discordância quanto à emissão de 'eurobonds' como possível saída da crise económica, assegurndo que existem outras soluções. "Não é o momento adequado", disse numa entrevista à rádio pública belga (RTBF), onde referiu que a Europa deveria esperar que as suas economias e objectivos alcançassem uma maior convergência antes de avançar com a emissão de obrigações do tesouro europeias.

EXTINÇÃO DE PARQUE EXPO DEIXA DÍVIDA DE 185 MILHÕES DE EUROS

uma elite de técnicos que pouco faziam a troco de chorudos salários, desde 1998

Porque será que todas as empresas públicas do Estado dão prejuízos de milhões e no entanto os seus funcionários e administradores têm regalias de luxo? E porque apenas encerram algumas das centenas que existem sem se justificar no actual contexto de crise? Ao fim de 18 anos de actividade, a Parque Expo é finalmente extinta. É o ponto final numa empresa pública liderada, até agora, por Rolando Borges Martins e que, fechou o primeiro semestre deste ano com um passivo de 185 milhões de euros - um valor que traduz uma redução face aos 227 milhões de euros contabilizados no final do ano passado. Para esta redução terá contribuído o aumento de capital de 50 milhões de euros - subscrito pelo accionista único, o Estado -, dos quais 15 milhões foram realizados ainda em 2010. Não foi possível, contudo, apurar se os restantes 35 milhões de euros já foram disponibilizados à empresa. Fica, no entanto, por saber qual o organismo ou entidade do Estado que irá assumir o passivo financeiro da Parque Expo e qual o plano concreto do Ministério para o abater, em termos de pagamento, prazos e condições financeiras.

DÍVIDA DA MADEIRA DUPLICOU EM APENAS 5 ANOS

Alberto João, o "rei" quer Governo a financiar as dívidas criadas pela Madeira

Entre 2005 e 2010, a dívida da Madeira disparou de 478 para 963 milhões de euros. Alberto João Jardim já avisara que, para não prejudicar o povo da Madeira, foi contraindo dívida para poder continuar a obra, resistindo assim àquilo a que chamou o "ataque financeiro" do anterior governo socialista. O resultado está à vista. Desde 2005, o primeiro ano de Executivo de José Sócrates, até ao final de 2010, a dívida contraída pela região mais que duplicou. À beira de eleições, Jardim assume agora problemas de liquidez e pede apoio ao actual Governo, com quem quer negociar um acordo. Os números da dívida fazem parte do Orçamento da Região da Madeira. Em 2005, a dívida estava nos 478 milhões de euros. Em 2010, segundo uma auditoria recentemente apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chegava a 963 milhões, mais 101,5%, ou seja, mais que duplicou em cinco anos. Os dados do Tribunal de Contas indicam que, entre 2009 e 2010, a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros. No discurso da ‘rentrée' política do PSD/M, em Porto Santo, o presidente do governo regional justificou a dívida da Madeira com o "ataque financeiro" do Governo socialista através da Lei das Finanças Regionais. E explicou a estratégia, adiantando que preferiu a "derrapagem financeira" para "resistir à agressão socialista (...) e agora poder negociar com o Governo que é liderado pelo PSD" a ter que se "render e ter parado com tudo".

GOVERNO RATIFICA ACORDO DO PS PARA FORNECER DADOS DOS PORTUGUESES À CIA

Ministro da Administração Interna dá seguimento ao acordo que negou enquanto oposição

Sociais-democratas mudam de ideias e 'ratificam' acordo que foi chumbado pela protecção de dados por ser "abusivo". O Governo desenterrou o acordo para troca de dados pessoais entre Portugal e os EUA e, ao contrário do que o PSD admitia na oposição, vai avançar para a sua ratificação. Da reunião de ontem do Conselho de Ministros saiu uma resolução para o Parlamento aprovar o acordo bilateral assinado entre o Governo de José Sócrates e a Administração de Barack Obama. O documento que permite a partilha de perfis de ADN e de impressões digitais tem data de Junho de 2009, mas não chegou a sair da gaveta com os socialistas. Agora o documento levará a assinatura de Miguel Macedo e Passos Coelho, que na altura criticaram duramente a proposta. Por aqui vemos como se faz política em Portugal. Apenas teatro, e de má qualidade.

EDIFÍCIO DA PJ DE MILHÕES EM PLENA CRISE COM PRIVILÉGIOS DE SUSPENSÃO DE PDM

milhões num edifício de luxo high-tech, pagos pelos contribuintes contra a lógica da troika

O ministro da Justiça, Alberto Martins, assinou em Abril o despacho para o início das obras da nova sede da Judiciária, em Lisboa. A obra, orçada em 85 milhões de euros teve início no mesmo mês. A nova sede nacional da Polícia Judiciária (PJ), a chamada "Cidade Judiciária", vai ficar instalada no centro de Lisboa, na Rua Gomes Freire, por via da ampliação das instalações que a polícia já ali ocupa a terrenos contíguos pertença da Faculdade de Medicina Veterinária. "A solução final pretende concentrar num só espaço os principais serviços da PJ dispersos pela cidade de Lisboa e os próprios meios a utilizar pela polícia, permitindo uma poupança financeira e de tempo significativa durante um processo", disse ao jornal PÚBLICO o assessor do MJ Ricardo Pires. O projecto originalmente destinado a Caxias foi apresentado ainda durante o governo de coligação PSD/PP pela então ministra da Justiça, Celeste Cardona, e implicava a construção de uma "Cidade Judiciária" no concelho de Oeiras avaliada entre 55 e 60 milhões de euros, cuja conclusão se previa para meados de 2007. O abandono da solução Caxias para instalar a sede nacional da Polícia Judiciária deverá implicar o pagamento de uma indemnização à construtora Teixeira Duarte (conhecida como a construtora "de" Isaltino de Morais) que poderá rondar os 15 milhões de euros. A construtora já tornou pública a sua intenção em ser ressarcida pela rescisão do contrato e pelas obras entretanto realizadas. As obras em Caxias tiveram início em Fevereiro de 2004 mas foram embargadas quatro meses depois por ordem do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, que deu razão aos autores de uma providência cautelar onde se invocava a violação do Plano Director Municipal de Oeiras, os impactes ambientais significativos e as consequências negativas no sistema de acessibilidades e no saneamento básico da freguesia. O novo projecto, da empresa S&A (Saraiva & Associados), mais uma empresa com inúmeros projectos ao serviço do concelho de Isaltino Morais, levou mesmo à suspensão do PDM de Lisboa para que pudesse ser realizado, conforme atesta o próprio arquitecto autor no seu facebook: http://www.facebook.com/video/video.php?v=10150150458373796&oid=141966009157516&comments.

EDIFÍCIOS DO 11 DE SETEMBRO FORAM PREPARADOS PARA DEMOLIÇÃO MESES ANTES

George Bush controlou desde o princípio toda a Comissão Oficial de Investigação

Depois do 11 de Setembro, George W. Bush demorou um ano a constituir uma comissão oficial de investigação. Quando o fez já todos os destroços do World Trade Center tinham sido transportados para a China por barco e destruídos secretamente. A investigação oficial que se seguiu teve contornos muito pouco científicos e nada forenses. FBI e CIA foram praticamente afastados da "investigação". A comissão trabalhou essencialmente para apagar vestígios e provas da evidente demolição controlada dos 3 edifícios atingidos pela tragédia daquele dia fatídico para milhares de pessoas. Hoje grupos como os Arquitectos pelo 9/11, Engenheiros pelo 9/11, Militares pelo 9/11 e Bombeiros pelo 9/11 uniram-se e fizeram um excelente documentário-investigação onde provam com argumentos simples e evidentes como os edifícios foram preparados com meses de antecedência para uma demolição controlada, tendo como principal suspeito o grupo económico que adquiriu um ano antes todo o complexo do WTC, o qual tinha de ser demolido para dar lugar a um novo mega-projecto, para obtenção de lucros de milhões. Mas antes uma demolição muito dispendiosa e perigosa tinha de ter lugar para viabilizar economicamente o projecto. Demolição "contratada" e financiada posteriormente de forma integral pelo Governo de George W. Bush. Todos os envolvidos pertencem aos llluminati e a toda a elite política dos EUA, Bilderberg e CIA. 10 Anos depois quantas pessoas no mundo conhecem já esta verdade chocante? O documentário em:
http://www.youtube.com/watch?v=hZEvA8BCoBw&feature=player_embedded. Todo o filme em: http://www.youtube.com/watch?v=Odp1FO0Vmuw.

GOVERNO PREPARA-SE PARA EXTINGUIR PARQUE EXPO POR MÁ GESTÃO

acusada já de desperdício de milhões a administração Parque Expo tem os dias contados

O Governo pretende fechar a Parque Expo, uma vez que a empresa “é um mau exemplo que não pode continuar”, disse a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento. Em declarações ao jornal Sol, a Assunção Cristas afirma que a empresa, criada em 1993 e integrada no sector empresarial do Estado, “foi acumulando competências para autojustificar a sua manutenção”. Liderada por Rolando Borges Martins, a Parque Expo transformou-se numa holding, sendo que através de várias subsidiárias, é responsável por espaços como o Oceanário de Lisboa, a sala de espectáculos Pavilhão Atlântico ou a Gare do Oriente. Quanto ao Pavilhão Atlântico, Cristas afirmou ao semanário “Sol” que a infra-estrutura será privatizada, enquanto o Oceanário de Lisboa manter-se-á em domínio público, uma vez que “é auto-sustentável e tem uma função relevante no desígnio do mar e da economia do mar” Quanto aos 49% que a Parque Expo detém na Gare Intermodal de Lisboa (na foto), onde se inclui a Estação do Oriente, deverão ser distribuídos pela Refer e pelo Metropolitano de Lisboa e a Marina do Parque das Nações será concessionada ou privatizada.

PRÉMIO NOBEL DA ECONOMIA: PORTUGAL, GRÉCIA E IRLANDA INSOLVENTES

Paul Krugman, prémio nobel da economia é mais um a juntar-se ao grupo anti-Portugal

Itália e Espanha têm probabilidade de ultrapassar a actual crise sem perdas. Um fado que Portugal, Grécia e Irlanda não deverão evitar, indicou o prémio Nobel da Economia. Portugal não deverá conseguir evitar a insolvência, na opinião de Paul Krugman. O laureado com o Nobel da Economia acredita que, tal como a Grécia e a Irlanda, Portugal já é praticamente “insolvente” e que, por isso, terá, "provavelmente" de assumir perdas na sua dívida. A questão é que um incumprimento parcial por parte das nações periféricas não deverá ser suficiente para resolver todos os problemas da Zona Euro, indica o economista. Mas há países que poderão ultrapassar a crise sem sofrerem perdas. “Há aqueles que podem, provavelmente, ultrapassar esta questão, mesmo que isso venha a ser desagradável, desde que não haja pânico. E esses são a Espanha e a Itália”, comentou o Nobel numa entrevista em Estocolmo citada pela Bloomberg. Contudo, há possibilidades de a Itália ter de sair do euro. “É uma história assustadora”, dado que Krugman coloca a probabilidade de isso acontecer em 10%. Em Maio, há apenas três meses, o valor que apontava era de 1%. Já no caso grego, a probabilidade dispara para mais de 50%. Para lidar com a situação, o colunista do “New York Times” considera que é necessário uma “operação centralizada” capaz de lidar com os resgates de bancos. Mas também é preciso a emissão de obrigações europeias. Elas vão possibilitar os empréstimos “sem se ser sujeito a ataques especulativos”, defende o economista na semana em que Angela Merkel e Nicolas Sarkozy colocaram essa hipótese de lado, pelo menos no curto prazo. Na entrevista de hoje, Krugman falou ainda da situação da economia global. A probabilidade de uma recessão global é um pouco maior do que um terço, declarou o economista que já tinha afirmado que esta crise vai ter consequências que se irão prolongar por várias décadas.

MÉDICOS TAREFEIROS COM DIAS CONTADOS JÁ EM SETEMBRO

um novo mapa da Saúde está a surgir no actual cenário de recessão e crise

Mesmo com cortes, médicos em regime de prestação de serviços ganham mais do que a média dos seus colegas. Valores pagos por hora mais baixos, leque menos vasto de médicos disponíveis e regras de contratação mais apertadas. São estas as três grandes alterações introduzidas pelo Ministério da Saúde à contratação de médicos tarefeiros pelas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).