ESPANHA APLICA IMPOSTO ÀS 90.000 MAIORES FORTUNAS

José Blanco avançou com a medida de taxar ricos, ao contrário de Portugal, que só taxa pobres

O Imposto sobre o Património vai recair sobre quem tem mais de um milhão de euros. Com a reactivação do Imposto sobre o Património, o governo espanhol quer obrigar os 90.000 contribuintes mais ricos de Espanha a entregar mais dinheiro aos cofres do Estado. Segundo José Blanco, ministro do Fomento e porta-voz do executivo, o valor mínimo do património que terá que pagar a taxa irá ser "com toda a probabilidade" um milhão de euros. Um valor muito superior aos 120 mil euros sobre o qual incidia esta taxa quando foi desactivada em 2008. Com este patamar, precisou o governante, mais de 90% dos contribuintes irão ficar isentos de pagar o novo imposto, negando assim que o imposto é um ataque à classe média. "Não perseguimos ninguém. O objectivo é de que as pessoas que têm grandes patrimónios paguem mais", disse Blanco. Acrescentando que 70% dos espanhóis declaram rendimentos anuais inferiores a 24 mil euros, o ministro afirmou que o imposto deverá permitir receitas adicionais superiores a mil milhões de euros, um valor que é inferior aos 1,4 mil milhões de euros inicialmente estimado, mas que ainda assim é "muitíssimo dinheiro". Já o líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE), Alfredo Rubalcaba, foi mais ambicioso e estimou em cerca de 200 ou 300 mil o número de cidadãos que terá que pagar o imposto.

ESTÁDIO DE LEIRIA PENHORADO PELAS FINANÇAS

para que vão as Finanças querer um estádio que dá prejuízo pela cara manutenção?

A Direcção-Geral dos Impostos penhorou o estádio municipal de Leiria, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Raul Castro. Em causa está uma dívida que ronda os quatro milhões de euros relativa ao pagamento do imposto sucessório. A situação remonta a 2003, quando foi feita uma escritura de doação do direito de superfície dos terrenos onde está o estádio a favor da empresa municipal Leirisport. Em fevereiro deste ano, o presidente da Câmara de Leiria explicou que "sendo gratuita [a doação], está sujeita a imposto sucessório", mas que a situação poderia ter sido ultrapassada "com a venda simbólica por um euro". Outra alternativa seria o pedido de excepção ao Ministério das Finanças, dado que o estádio integrava um projecto nacional, o Campeonato Europeu de Futebol que se realizou em 2004. A situação foi detectada em 2006 no decurso de uma inspecção tributária à empresa municipal Leirisport. Na sequência da inspecção, o fisco aplicou "algumas contra-ordenações", tendo sido pagos em 2008 mais de 20 mil euros em coimas. Da dívida de quatro milhões de euros que as Finanças exigem liquidação, 600 mil respeitam a juros.

AUMENTO DAS RENDAS EM MAU TIMING SUFOCA FAMÍLIAS ENDIVIDADAS

a destruição da classe média continua em curso, nas suas várias frentes de ataque

Os inquilinos pedem uma isenção especial e até os proprietários reconhecem o mau timing do aumento . As rendas vão aumentar 3,19% em 2012, o valor da inflação apurada nos 12 meses terminados em Agosto último, expurgado dos preços de habitação. O valor foi ontem publicado pelo Instituto Nacional de Estatística e irá servir de base ao coeficiente utilizado para a actualização anual das rendas dos diversos tipos de arrendamento, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) - que estipula caber ao INE definir a actualização das rendas. Para que fique efectivo, o valor da actualização terá de ser publicado em Diário da República até 30 de Outubro. Este será um dos maiores aumentos dos últimos anos nas rendas, depois de em 2009 e 2010 o valor ter ficado congelado fruto da inflação quase zero, e surgirá na mesma altura em que também se registam aumentos recorde nos transportes, luz, e gás. A Associação de Inquilinos Lisbonenses considerou injusto o valor do aumento das rendas para 2012, defendendo que o governo deveria decretar uma excepção este ano. Apesar de o valor de 3,19% para 2012 ser o normal e estar de acordo com a lei, face aos aumentos em todas as frentes da vida social portuguesa, desde os transportes ao gás, passando pela electricidade e os combustíveis, o congelamento dos salários e das pensões, não só este ano mas nos próximos, e até o corte no próximo subsídio de Natal, não é justo mais este aumento.

MERKEL AVISA GRÉCIA E MANDA CALAR PARCEIROS EUROPEUS

Merkel tenta calar o que não se pode esconder: a sua própria incompetência para o cargo

A chanceler alemã, Angela Merkel, está a procurar ser "a voz da razão" no imbróglio grego. A responsável mostra "esperança" de que o governo grego esteja agora a tomar as medidas correctas para garantir a entrega da próxima tranche de ajuda financeira. Ao mesmo tempo, pede "tento na língua" aos parceiros de coligação, cujas declarações podem aumentar a incerteza no mercado, "que já é suficientemente grande".

FALÊNCIA ECONÓMICA DA GRÉCIA ARRASTA BOLSAS DE TODO O MUNDO PARA O ABISMO

inauguração do "9/11 Memorial": o fosso económico criado pela NWO entra na espiral final

A falência iminente na economia grega levou as bolsas de valores da Ásia e Europa a cairem fortemente. O clima de bancarrota na Grécia deixou os investidores extremamente receosos em investir no mercado financeiro. As bolsas asiáticas foram as primeiras a apresentar reação negativa frente à insegurança total com a economia grega. Em Tóquio, a bolsa teve baixa de 2,31% e em Hong Cong a queda foi de 4,21%. Já na Europa a situação é mais grave, as bolsas europeias abriram em forte baixa. A bolsa de Paris perdeu 4,8%, em Frankfurt a baixa é de 3,55%, em Madrid a bolsa caiu 3,38%, em Milão 4,1% e em Londres o prejuízo é de 2,49%. As principais acções que estão em desvalorização aentuada são os títulos bancários. Os bancos franceses destacam-se, o Société Générale 8,94%, BNP Paribas perdeu 13,32% e o Crédit Agricole, 8,94%.

O governo grego anunciou no último fim de semana que vai adoptar mais medidas de cortes de gatos para atingir as metas orçamentárias do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do BCE (Banco Central Europeu) para que o novo pacote económico de ajuda seja liberado. O novo plano é de 160 bilhões de euros. A meta do déficit grego é de 17,1 bilhões de euros em 2011 e 14,9 bilhões de euros no próximo ano. Entre as medidas de corte está há a criação de um novo imposto sobre os imóveis com duração de dois anos. O imposto imobiliário vai custar aos gregos 4 euros por metro quadrado do imóvel. A reação dos mercados internacionais indica que, para os banqueiros e especuladores, a Grécia não vai dar lucro, não tem “salvação”, está falida. A falência Grega tem implicações muito maiores do que se possa imaginar. A bacarrota da economia grega pode acarretar a sua saída da zona do euro e provocar um efeito dominó em todas as demais economias endividadas, inicialmente a Irlanda e Portugal e depois atingir Espanha, Itália e França o que, a médio prazo, pode levar à extinção da zona do euro, contrariando os mais incrédulos e estáveis "pensadores" da União Europeia.

GOVERNO RECUSA PROPOSTA ALEMÃ DE COLOCAR BANDEIRAS A MEIA HASTE

os sinais neo-nazis do federalismo forçado pela Alemanha são cada vezes mais evidentes

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus manifestou hoje em Bruxelas a sua discordância com a sugestão do comissário alemão de as bandeiras dos países endividados serem colocadas a meia haste nos edifícios das instituições europeias. "Acho mal", disse Miguel Morais Leitão, à saída de uma reunião dos responsáveis dos Assuntos Europeus dos 27, quando instado a comentar a sugestão do comissário europeu da Energia, o alemão Gunther Oettinger, segundo o qual "as bandeiras dos pecadores da dívida poderiam ser colocadas a meia haste nos edifícios da União Europeia", como meio dissuasor. O secretário de Estado não quis todavia alongar-se em comentários, designadamente sobre se a ideia espelha um endurecimento por parte da Alemanha ou será mais uma opinião pessoal, reiterando apenas que acha "mal" a ideia avançada pelo comissário. "Acho mal a proposta, não queria comentar mais", declarou.

OBAMA ALERTA: "ESPANHA E ITÁLIA SERÃO EM BREVE OS MAIORES PROBLEMAS DA UE"

10 anos depois do 9/11 a Grécia, berço da Europa assume falência: simples coincidência?

Se os mercados continuarem ao ataque, Espanha e Itália vão tornar-se os grandes problemas da zona euro, afirma o presidente americano. Num encontro com jornalistas espanhóis, Barack Obama admite que a Grécia é o problema mais imediato para os líderes europeus, mas avisa que, se “os mercados continuarem a atacar”, Espanha e Itália tornam-se “o maior problema”. O presidente americano reconhece que é difícil alcançar uma coordenação em termos europeus, “porque são muitos países, com políticas e situações económicas distintas”. Nesse sentido, defende que os líderes europeus “têm de reunir-se e tomar uma decisão sobre como podem combinar a integração monetária com um conjunto mais eficaz de políticas orçamentais coordenadas. Obama considera que a solução da crise é dar confiança aos mercados de que “os países com excedente na Europa [como é o caso da Alemanha] estão dispostos a apoiar os seus parceiros da zona euro”. O presidente americano admite mesmo que a crise da dívida da zona euro será “um assunto importante” da próxima reunião do G20 em Novembro. Mas, ainda antes disso, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, irá participar esta semana na reunião dos ministros das Finanças europeus, onde deverá estar em discussão o tema quente do momento: a possível falência da Grécia.

9/11: UMA DEMOLIÇÃO CONTROLADA, UMA GUERRA DOS MUNDOS, UM IMPÉRIO DA NWO

W. Bush: o vértice da teia que arquitectou a demolição de todo o complexo do WTC

Aos olhos de todo o mundo, dois aviões colidem contra os edifícios mais altos e simbólicos da maior caput mundi, a capital mundial do comércio: Nova Iorque. Apesar do apertado controlo aéreo norte-americano para a aviação para aquela cidade, o impossível aconteceu, filmado em directo para todas as televisões do mundo. Dick Cheney enquanto Secretário da Defesa dos EUA deu ordem para nenhum avião de patrulha da Força Aérea descolar do solo. Dick Cheney um homem que tal como Henri Kissinger (um dos homens que serve a máfia económica dos EUA ao serviço da CIA e responsável por fomentar a maioria dos conflitos armados do mundo desde os anos 60 para benefício comercial dos EUA, pela venda de armamento a ambos os lados dos conflitos armados) serviu a Casa Branca desde os tempos de Nixon e das conspirações iniciais da CIA para instituir uma Nova Ordem Mundial (NWO) à força, inspirada nos objectivos muito determinados da Gestapo de Hitler. Aliás é exactamente na II Guerra Mundial que começou o 9/11...

Quando na famosa operação secreta designada PaperClip, os EUA ocuparam a Europa após o Dia D e procuraram levar o máximo de cientistas e homens da Gestapo para bases norte-americanas (a maioria foi parar ao deserto do Nevada onde hoje está a famosa Area 51) bem como toda a sua avançada tecnologia, ninguém imaginava que que os objectivos de Hitler não iriam morrer mas antes ser salvos e continuados na maior potência económica do mundo: os próprios EUA. Até as bombas atómicas lançadas em Hiroxima e Nagasaki não foram da autoria dos americanos, mas trocadas (pelo acolhimento desses nazis nos EUA sob protecção secreta do Governo) por uma facção da Gestapo que queria salvar o real projecto da NWO de Hitler: um só mundo, uma só voz de comando, um só Império Global. As bombas atómicas não foram largadas na Alemanha nem na Europa, nas num país distante dos arianos germânicos, porque essa era uma das condições para darem informações vitais aos americanos para ganharem a guerra e salvarem assim toda a tecnologia nazi, a mais avançada do mundo de então. Se a II Guerra Mundial não tivesse sido ganha quando foi, devido à ajuda dessa facção de nazis, em 1946, Hitler lançaria o maior ataque da história aos EUA: aviões especialmente criados para o efeito, os B2 lançariam várias bombas atómicas em solo norte-americano, devastando da face da terra esse inimigo dos seus objectivos. O primeiro ataque seria, exactamente, na baixa de Nova Iorque... Coincidência? A juntar a esta coincidência outra ainda mais "coincidente": tanto Hitler como Mussolini acordaram em publicitar o famoso "ano 1" do Império Nazi sonhado dos 1.000 anos, o próximo milénio. Mussolini chegou a inscrever essa data no pavimento do seu Estádio Olímpico de Roma (ainda hoje estão gravadas em pedra). O 9/11 deu-se neste ano 1 do novo milénio: 2001 - A Odisseia no Espaço - um filme em directo para as televisões e que nos lembra esse clássico de Kubrick onde os aspectos da raça, desde os primeiros primatas até aos sofisticados astronautas norte-americanos vestidos de branco (os novos arianos) dominam a tecnologia última: a aeronáutica.

O ataque do 9/11 não foi pensado pela Al-Qaeda, como se apressaram a noticiar rapidamente todas as televisões norte-americanas, em uníssono, apenas poucas horas depois dos "atentados". Estes ataques foram meticulosamente pensados com frieza e antecedência por um pequeno grupo de poderosos do Governo de Bush, dos Skull's e de todos os llluminati's ligados à Comissão Trilateral, à CIA e à indústria militar dos EUA. Henri Kissinger, Dick Cheney, George Bush são apenas alguns destes cabecilhas. George Bush reuniu em si todos os poderes e foi ele que controlou desde o início a Comissão de Investigação do 9/11, instituída oficialmente apenas um ano depois do 9/11, quando já todos os destroços das torres gémeas tinham sido levados de barco para a China para serem "reciclados"... Depois a Comissão limitou-se a emitir comunicados formais acusando a Al-Qaeda, sem nenhum fundamento técnico, e sem que tivessem sido feitas investigações forenses sérias, apesar dos milhões de provas deixados no terreno... Terreno que tinha de ser limpo e deixado pronto para o novo projecto imobiliário do novo proprietário do WTC, um ex-CIA man, claro... A demolição mais cara do mundo (os edifícios sofriam de Asbestos, o cancro do aço, estavam tecnicamente obsoletos enqunto arranha-céus e tinham de ser demolidos) foi assim transformada na maior, mais brilhante e menos cara demolição dom mundo, sob o pretexto de um atentado terrorista, atentado que serviu assim múltiplos interesses, o maior deles, a Guerra no Médio Oriente e em África com uma etiqueta agora GLOBAL: a luta contra o TERRORISMO. Esta plavra passou assim a designar todos os regimes que se opõem aos objectivos neo-nazis e monopolistas desta New World Order, que segue à risca os objectivos de Hitler, agora potenciados por 70 anos de desenvolvimento da tecnologia nazi de então.

O melhor documentário-investigação sobre a demolição controlada das torres (que teria de ser meticulosamente preparado meses antes para ter o menor impacto possível) chama-se - 9/11 Coincidences - e pode ser visto no Youtube em: http://www.youtube.com/watch?v=Odp1FO0Vmuw (parte 1 de 19 partes no total). Aqui prova-se como o embate dos dois aviões (carregados de combustível e explosivos especiais para potenciar o impacto do incêndio necessário) na base do primeiro quarto do edifício a contar do topo, permitiu que o edifício ardesse largando fumo negro, a camuflagem perfeita para o momento em que nos pisos inferiores se detonariam simetrica e sincronizadamente as cargas explosivas de demolição controlada (colocadas semanas antes por equipas especializadas e militares operativos da CIA) que evitariam transformar a demolição controlada num verdadeiro desastre urbano. Esta técnica do fumo do incêndio como camuflagem para se realizarem as explosões foi igualmente utilizada no edifício n.º 7 onde não embateu nehum avião mas onde, também inexplicavelmente foi despoletado um enorme e longo incêndio, que os bombeiros se recusaram a combater. Assim as duas gigantescas torres cairam "inexplicavelmente" na vertical, quase sem desvios, dentro do terreno de todo o WTC. O fumo e cinzas libertadas nademolição seriam a camuflagem seguinte, logo seguidas das falsas notícias da imprensa e das falsas declarações e total controlo da operação pelo próprio n.º 1 dos EUA: George W. Bush. E assim tudo seguiu o caminho esperado. Um pequeno grupo conseguiu enganar um mundo inteiro, através de pequenos truques de magia e tecnologia. O que ganharam? Tudo. Guerras, mais comércio de armamento e de todo o tipo de tecnologias e bens ligados ao combate (agora global) de luta contra o terrorismo. Para além disso, a CIA, esta nova Gestapo, ficou com livre acesso às informações confidenciais das secretas de quase todas as nações de todo o mundo, um dos sonhos sonhados dos nazis, e experimentado nos campos de concentração. Nova Iorque, Noruega, Londres e Berlim, capitais do mundo recentemente alvo de estranhos ataques e incêndios, correspondem ao plano meticuloso dos nazis para a invasão e controlo do mundo. Quem ainda não viu esta realidade, está a perder o seu tempo...

FORAGIDO PORTUGUÊS DA MÁFIA DA NOITE MATA BRUTALMENTE EM IBIZA

máfia violenta especializada em extorsão aos bares e discotecas da noite, mata em Ibiza

Paulo Baptista está em fuga das autoridades portuguesas desde Abril de 2009, depois de ter sido condenado a mais de seis anos de prisão no caso «Máfia da Noite» e é procurado agora também pelas autoridades espanholas, por causa do homicídio de um empregado do hotel em que era segurança, em Ibiza. José Pereira Sousa - é assim que é identificado pela imprensa espanhola - foi apanhado pelas câmaras de segurança do Ushuaïa Beach Hotel a desferir um murro em Abel Ureña Zafra, de 28 anos, que o deixou em coma e acabou por lhe causar a morte. As imagens que o incriminam em Espanha acabaram também por revelar a verdadeira identidade do português. Mas desde a noite de 19 de Agosto, em que aconteceu a agressão, Paulo Baptista deixou de ser visto. O director nacional adjunto da PJ, Pedro Carmo, explicou, que, «aparentemente», José Pereira Sousa e Paulo Baptista «tratam-se da mesma pessoa» e que foi a polícia portuguesa que, ao saber do caso em Ibiza, alertou as autoridades espanholas para esta possibilidade. «Pendem sobre ele mandados de captura nacional e internacional», salientou, recordando que Paulo Baptista «é o último elemento [do grupo Máfia da Noite] que se encontra em liberdade».

O português, de 33 anos, não terá gostado de ver Abel Ureña na companhia da companheira, junto a um restaurante japonês que fica no recinto do hotel. Apesar da tentativa de alguns elementos da segurança em travá-lo, o «Diario de Ibiza» explica que Paulo Baptista foi atrás do colega, que se refugiou numa zona de cargas de descargas do hotel. Afastando outros dois seguranças do caminho, o português abriu a porta do local onde a vítima se encontrava em desferiu um único golpe com a mão esquerda que desfez a mandíbula de Ureña, que ficou no chão, numa poça de sangue. Segundo o «Diario de Ibiza», o português era descrito pelos companheiros como um especialista em luta corpo-a-corpo conhecida como «vale tudo». Baixo, mas corpulento. Comparavam-no a Mike Tyson. Seriam treinados por ele. Na noite lisboeta, Paulo Baptista era considerado o braço direito de Alfredo Morais - que também escapou à justiça, mas foi capturado na Lituânia. Eram os dois principais elementos do grupo de 13 indivíduos condenados no processo «Máfia da Noite», acusados, entre outros crimes, de extorsão a donos de bares, agressões e segurança ilegal na noite lisboeta.

JOSÉ SEGURO PROPÕE MEDIDAS PARA REPOSIÇÃO DE JUSTIÇA SOCIAL

ao estilo de Guterres, Seguro afirma: "as pessoas estão primeiro"

"As pessoas estão primeiro". É este o ‘slogan' que marcará os dois primeiros dias do XVIII congresso do PS, que hoje começa em Braga, onde Seguro promete romper com o passado, guinando à esquerda, e apresentar propostas alternativas para impor mais justiça social. Nos seus dois discursos, o secretário-geral do PS terá duas linhas de orientação: as pessoas têm que estar no centro das políticas e reformas e o PS passará a ser um partido de debate. O recurso ao ‘slogan' tem precisamente o objectivo de enfatizar a mensagem humanista que António José Seguro pretende passar ao País e servirá como mote para vincar as diferenças ideológicas do PS face ao Governo e à política de austeridade de Pedro Passos Coelho. Um ‘slogan' que Seguro foi recuperar ao modelo de governação daquele que ainda hoje é a sua referência política - António Guterres. Seguro vai mesmo apresentar as propostas estruturais que tem estado a preparar nos últimos dias. Diplomas que terão na sua base "a justiça social". O secretário-geral socialista entende que Passos Coelho tem extravasado o memorando da ‘troika' em prejuízo das pessoas e, sobretudo, da classe média e vai exigir que o acordo com FMI, BCE e União Europeia seja concretizado com mais sensibilidade social. O núcleo duro de António José Seguro estava ainda ontem a ultimar algumas propostas, mas é certo que o líder socialista vai opor-se às privatizações (nomeadamente RTP e Águas) e propor que as empresas e quem tem rendimentos de capitais assumam um maior esforço no combate ao défice e saída da crise. Está previsto que o líder socialista proponha que todos os rendimentos de capitais e mais-valias acima dos 50 mil euros anuais sejam sujeitos a englobamento obrigatório. E também propostas alternativas ao corte no subsídio de Natal.

LAGARDE: "ECONOMIA MUNDIAL ATRAVESSA FASE MUITO PERIGOSA"

nacionalização da banca da UE poderá impedir clientes de levantarem os seus depósitos

Os países desenvolvidos devem agir "agora e com audácia" para relançar a economia, afirmou hoje a diretora-geral do FMI. "A mensagem chave que quero transmitir hoje, é que os Estados devem agir agora e agir com audácia" porque a economia mundial "atravessa uma fase cheia de perigos", declarou Lagarde durante um discurso no instituto Chatham House em Londres, antes de partir para Marselha, onde terá lugar uma reunião do G7. A directora-geral do Fundo Monetário Internacional também saudou hoje o plano de 447 mil milhões de dólares a favor do emprego a favor do emprego nos Estados Unidos apresentado na véspera pelo presidente norte-americano, Barack Obama. "Saudamos as propostas do presidente Obama, que se concentram no apoio ao crescimento e à criação de empregos a curto prazo", afirmou Lagarde.

REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA IMPLICA NACIONALIZAÇÃO DA BANCA EUROPEIA

banca controlada pelos políticos da NWO, um sonho neo-nazi do novo mundo pós-9/11

A banca europeia pode precisar de até 92 mil milhões para responder a reestruturações de dívida pública, escreve a Goldman Sachs. É esta a principal mensagem de um ‘research' do Goldman Sachs que está a condicionar a negociação nas bolsas europeias, nomeadamente no sector financeiro, que perde mais de 2%. A Goldman construiu um cenário de choque no mercado de dívida soberana para testar o comportamento da banca europeia nessa adversidade. A conclusão é a de que 38 bancos poderão precisar de aumentar capital entre 30 a 92 mil milhões de euros para responder a reestruturações de títulos de dívida pública que têm nos seus balanços. E nos casos das instituições financeiras gregas, italianas, irlandesas, portuguesas e espanholas haverá dificuldades para, sem o patrocínio do Estado, conseguir levantar esses fundos. Isso pode significar nacionalizações: "Aqui o capital teria de ser disponibilizado pelo soberano, gerando nacionalizações parciais ou totais, ou por instituições multinacionais", lê-se na nota que a Goldman Sachs enviou aos seus clientes. Esta análise desencadeou uma chuva de ‘downgrades' na avaliação do Goldman para a banca europeia, a que não escaparam três bancos portugueses: o ‘target' para o BCP desceu de 0,4 para 0,33 euros; o preço-alvo do BES caiu de 3,1 para 3 euros; e a avaliação do BPI emagreceu de 1,15 para 1 euro. (in, Económico).

GOVERNO SUSPENDE CONSTRUÇÃO DA TERCEIRA AUTO-ESTRADA LISBOA-PORTO

obras faraónicas iniciadas em plena crise, pelo Governo Sócrates, começam a abrandar

O facto de ainda não ter entrado em obra, facilita a suspensão do troço do IC3, entre Condeixa e Coimbra. O próximo corte de investimento no programa de novas concessões rodoviárias lançado pelo último governo de José Sócrates deverá levar à suspensão da construção do IC3, entre Condeixa e Coimbra, incluída na concessão do Pinhal Interior. Esta concessão foi adjudicada a 10 de Janeiro de 2010 ao consórcio da Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Banco Espírito Santo (BES). A concessão da Pinhal Interior, juntamente com a Auto-estradas do Centro (que já tinha sido suspensa pelo ex-ministro das Obras Públicas, António Mendonça, a 10 de Fevereiro de 2010), constituía a polémica "terceira auto-estrada Lisboa-Porto". Este é o corte mais significativo de um conjunto de investimentos nas novas concessões rodoviárias que poderão ser alvo de cancelamento, de acordo com um levantamento que está a ser efectuado pela Estradas de Portugal. A decisão final ainda não foi tomada, porque o Governo quer discuti-la com os autarcas da região, mas é dada como "muito provável". O troço do IC3 em causa tem uma extensão prevista de 25,6 quilómetros e o investimento global seria de 570 milhões de euros, não só em construção, mas também na componente de exploração e manutenção, e nos custos de financiamento, ao longo dos 40 anos da concessão.

BLAIR TROCOU TERRORISTA DE LOCKERBIE PARA COMPRAR PETRÓLEO LÍBIO PARA A BP

a hipocrisia da política europeia com a Líbia chega a ser "nojenta" e anti-constitucional

Nunca ficou escrito no papel, que estas coisas são demasiado sensíveis para se registarem preto no branco. Mas o último ministro dos Negócios Estrangeiros de Muammar Kadhafi, Abdulati al-Obeidi - actualmente detido pelos rebeldes - disse agora ao enviado especial da BBC que, em 2009, as autoridades líbias deram a entender que a libertação de Abdelbaset al-Megrahi, um dos dois bombistas condenados pelo atentado de Lockerbie, poderia ajudar a BP a conseguir grandes concessões de petróleo na Líbia. "Houve a sugestão de que libertá-lo poderia ajudar mas não era uma condição", afirmou Al-Obeidi à BBC. "O lado líbio e, como sabe, os britânicos, sabem como levar as coisas", acrescentou. Entregue a moeda de troca ao então regime de Kadhafi, a BP conseguiu um dos mais vantajosos contratos para explorar reservas de petróleo líbias. O documento terá sido assinado durante uma viagem de Tony Blair ao deserto da Líbia. A BP admitiu no ano passado ter sido pressionada para assinar um acordo em troca da controversa libertação de um prisioneiro porque os atrasos poderiam danificar "interesses comerciais". No entanto, a petrolífera negou qualquer envolvimento no caso Megrahi. Imagens de Al-Obeidi em coma, ligado às máquinas, aparentemente nos últimos dias do seu cancro, foram ontem divulgadas - o governo britânico sempre disse que a libertação de Al-Megrahi, condenado pela explosão do voo da PanAm em 1988 sobre o céu de Lockerbie, na Escócia, que matou 270 pessoas, tinha sido por razões humanitárias.

UM TERÇO DOS HOSPITAIS-EMPRESA EM FALÊNCIA TÉCNICA

sem dinheiro, mega-hospitais não são mais do que elefantes brancos vazios e decadentes

As medidas de redução de despesa hospitalar têm de ser aplicadas em prol da sobrevivência das unidades. O défice dos mesmos vai atingir os 300 milhões em 2011. Paulo Macedo disse hoje no Parlamento que “um terço dos hospitais-empresa está em falência técnica” e por isso foi preciso impor a redução de 11% da despesa dos mesmos, além do que estava acordado com a troika. Respondendo ao ex-ministro da Agricultura, António Serrano, que interrogou o porquê de algumas medidas do Executivo irem mais além da troika, Paulo Macedo relembrou que “os hospitais tiveram um défice em 2010 de 322 milhões de euros, vão ter em 2011 um défice de cerca de 300 milhões e muitos deles estão em falência técnica (um terço) e o seu próprio capital social está por realizar em mais de 400 milhões de euros”. O ponto de situação dos hospitais serviu para o ministro da Saúde justificar as medidas de redução de despesa que são “imperiosas”. “Os hospitais não conseguirão sobreviver com esta realidade se não houver redução de despesa. Esta redução de despesa que é necessária, e pode-se discutir o seu grau, é difícil pois continuaremos a assegurar tudo aquilo que é essencial”. Além disso, Paulo Macedo explicou que a redução imposta aos hospitais não visa apenas “cumprir a meta quantitativa de redução acordada com a troika, mas também assegurar que o compromisso global (as dívidas não podem aumentar) é assegurado”. No fim do ano a dívida aos fornecedores deve atingir os três mil milhões de saúde.

NOVAS REGRAS FAZEM 69.000 PORTUGUESES PERDER SUBSÍDIO DE DESEMPREGO

de um dia para o outro... puff... acabou-se o apoio social...

As novas regras de permanência no subsídio de desemprego implicaram o fim da prestação para quase 69.000 portugueses. Com esta medida, o Estado anunciou poupanças de 141 milhões de euros, avançam o Diário e o Jornal de Notícias. Mais de 45,5 por cento dos desempregados registados não têm qualquer apoio social, enquanto eram 35% os que há um ano se encontravam nesta situação. O fim do período de prestação de desemprego atingiu em média 14.600 pessoas por mês, desde julho do ano passado, enquanto foram aceites mensalmente 13.700 pedidos. Apesar da redução do tempo de trabalho necessário para ter direito ao subsídio de desemprego, diminuiu também o período da concessão da prestação, o que contribui para o aumento do número de pessoas fora do sistema de protecção social. O número de pessoas com direito à prestação do desemprego era em julho deste ano de 285.336, contemplando apenas 54,5% dos desempregados registados. A prestação média é de 497 euros, tendo registado uma descida em relação a maio. Em julho de 2010, este sistema abrangia 65% da população desempregada. No ano passado foram pagos 2,2 mil milhões de euros em subsídios de desemprego e este ano, até julho, esta verba foi de 1,2 mil milhões. Desde julho de 2010, o Governo poupou 141 milhões de euros, apesar de o desemprego atingir 12% da população activa.

FAMÍLIA DE SÓCRATES MOVIMENTOU CERCA DE 383 MILHÕES EM OFFSHORES

Governo Sócrates foi um Inferno para os portugueses, mas para a sua família o Paraíso...

O Correio da Manhã conta hoje que a família de do ex-primeiro-ministro José Sócrates tem 383 milhões em offshores. Os documentos foram entregues por Mário Machado. Acrescenta o CM que a empresa criada em 2000 no paraíso fiscal de Gilbraltar movimentou autênticas fortunas. Gestores são tio, tia e primos de Sócrates. O número, astronómico, é o somatório dos movimentos bancários de uma empresa com sede em Caimão, cujos gestores são o tio, uma tia e primos dos ex-primeiro-ministro José Socrates. A escritura da empresa foi feita em Gibraltar em 2000 e os documentos bancários relativos à mesma encontram-se no Departamento Central de Investigação e Acção Penal do Ministério Público. A família de José Sócrates, tem offshores há quase três décadas, segundo o que consta em documentos que estão na posse do Ministério Público há mais de um ano, mas que só agora vão começar a ser analisados pelos procuradores. Segundo o jornal, os documentos foram entregues por Mário Machado, líder da extrema-direita que está numa cadeia, ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, em Julho do ano passado. Os papéis foram então remetidos para o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, dirigido por Maria José Morgado e posteriormente reencaminhados para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que tem como directora a procuradora Cândida Almeida.

Segundo apurou o “Correio da Manhã”, os documentos são autênticos e mostram elevadas quantias que diversos familiares de José Sócrates transferiram para fora do País ao longo de quase três décadas. A maior parte dos documentos trata-se de extractos bancários. E há também documentos sobre a compra e venda de acções, designações de empresas sediadas nas ilhas Caimão, Man e Gibraltar, certificados de participações, operações em Bolsa, ofícios a diversas entidades e operações de valores mobiliários, refere o CM. Segundo o jornal, os documentos “são autênticos e mostram elevadas quantias que diversos familiares de José Sócrates transferiram para fora do País ao longo de quase três décadas”. Antes de prender Mário Machado, a Polícia Judiciária terá interceptado conversas telefónicas onde o líder da extrema-direita fazia referência às provas que teria contra Sócrates, o que pode explicar a sua súbita prisão, durante o Governo Sócrates, bem como a sua vingança ao divulgar uma "bomba" deste tamanho...

AMARRADOS: SAIR DO EURO CUSTARIA A CADA PORTUGUÊS SÓ NO 1.º ANO 11.500€

banco suiço alerta: "ai daqueles que quiserem sair do euro"...

O banco suíço UBS publicou uma extensa análise sobre a união monetária. O ponto de partida é que, como está, o euro não funciona. A discussão sobre eventuais saídas do euro "subvaloriza as consequências" de uma ruptura na união monetária, escreve a equipa de economistas do UBS, para quem a probabilidade de isso acontecer "está próxima de zero". Nas contas do UBS o custo de um dos países mais debilitados do euro, onde se incluirá Portugal, sair do euro seria, só no primeiro ano, cerca de 9.500 a 11.500 euros por cidadão, o equivalente a 40 ou 50% do PIB dessas nações. E nos anos seguintes seria entre 3.000 a 4.000 euros por cidadão. Estes cálculos têm subjacente a bancarrota do País e o colapso do sistema financeiro e do comércio internacional. Se fosse a Alemanha a regressar ao marco, isso custaria entre 6.000 a 8.000 euros a cada cidadão germânico e cerca de 3.500 a 4.500 euros nos anos seguintes, qualquer coisa como 20 a 25% do PIB da maior economia europeia. Dado estes resultados, o UBS sugere que sai bem mais barato patrocinar os resgates de Portugal, Grécia e Irlanda. O banco nota também que estes cálculos não contabilizam os custos políticos resultantes de um desmembramento da zona euro. O peso da voz europeia no palco internacional, por exemplo, ficaria enfraquecido.

O PIOR DA CRISE DO EURO AINDA ESTÁ PARA VIR

o jornalista não duvida: 2012 poderá ser mesmo o "fim do mundo económico" da UE

«Um dos aspectos actualmente mais preocupantes na zona euro é o facto de qualquer estratégia de resolução da crise estar directamente dependente de uma recuperação económica moderadamente forte. O programa grego estava em apuros quando foi acordado há seis semanas. Todas as previsões oficiais estavam erradas. O país está numa depressão, e a dinâmica da sua dívida está "fora de controlo", afirma o seu novo conselho fiscal. Em Itália, o banco central está preocupado com a eventualidade do programa de austeridade poder vir a ter efeitos recessionistas. A estratégia de recapitalização - se assim lhe quisermos chamar - está também a cair por terra sob o peso do abrandamento económico. Na semana passada, assistimos a uma acesa disputa entre o FMI e os governos da zona euro quanto ao montante necessário para a recapitalização. Os dados finais relativamente à recapitalização podem ser muito mais elevados do que as estimativas do FMI se a economia voltar a entrar em recessão».

«O abrandamento começou durante este Verão e parece ter vindo a intensificar-se. Os empréstimos bancários ao sector privado têm vindo a cair nos últimos dois meses. A massa monetária em circulação está muito baixo da sua taxa de referência. Um estudo bastante seguido e levado a cabo junto de gestores aponta para uma quebra na actividade transformadora em Agosto. E perante tudo isto, a Europa pode estar já em recessão. A primeira, segunda e terceira prioridades dos políticos económicos europeus deve ser inverter este abrandamento. Se não conseguirmos inverter isto, a zona euro entrará numa situação de catástrofe, uma vez que cada programa de reestruturação correrá o em perigo de cair e não ver a luz do dia. Infelizmente, a política económica não está preparada para o abrandamento económico. O Banco Central Europeu tem vindo a apertar a sua política monetária desde a Primavera. A política orçamental está em fase de contracção, numa altura em que os governos se apressam a anunciar programas de austeridade. E os responsáveis políticos não parecem ter grande pressa para resolver o problema. A política monetária é a ferramenta mais importante nesta fase, uma vez que é o BCE mais espaço de manobra tem. As expectativas em torno da inflação mantêm-se. A minha medida de avaliação favorita, assente no mercado são os swaps de inflação de cupão zero. E os mesmos apontam agora para uma redução das metas inflacionistas do BCE. O banco central já não tem desculpa para não reduzir a sua principal taxa de refinanciamento de volta a 1%, ou até mais baixo. O objectivo deve ser assegurar que a taxa ‘overnight' converge de volta para o zero. Está agora perto de 1%, pelo que o âmbito efectivo de uma redução das taxas de juro é próximo de um ponto percentual».

«O fosso entre as taxas de juro da zona euro e dos EUA é particularmente grande, um pouco abaixo da curva de maturidade. As taxas do mercado monetário a um ano estão nos 2,1%, face a 0,8% nos EUA. Trata-se de um grande fosso que a política monetária europeia deve tentar fechar. Nada disto pode travar o abrandamento por si só, mas pode ser uma grande ajuda. E, por outro lado, o BCE deve considerar a possibilidade de mexer nas taxas de juro a longo prazo. O seu actual mercado de títulos foi concebido como instrumento de resposta à crise - ostensivamente, de modo a assegurar um bom funcionamento da política monetária. Mas ninguém nunca acreditou nisso. Existe, no entanto, uma solução. O BCE pode transformar o Programa do Mercado Único num programa de estabilidade macroeconómica. Para tal terá que aumentar a dimensão deste programa de forma significativa, para várias vezes o actual valor de 115 mil milhões de euros. Isto ajudaria a impedir a economia de cair numa armadilha de liquidez, algo que acontece quando a política monetária perde capacidade. E o que dizer da política orçamental? O mínimo que deveríamos esperar era que a zona euro abandonasse todos os programas de austeridade com efeitos imediatos e voltar a uma posição neutra do ponto de vista orçamental. Mas até agora uma mudança como esta nem consta da agenda. E como é típico na zona euro, cada país comporta-se como uma qualquer pequena economia aberta no outro extremo do mundo. Cada um acha que as suas acções não afectarão os demais».

«Mas quando a França, Espanha e Itália contaram as suas posições orçamentais ao mesmo tempo, juntamente com a Grécia, Portugal e Irlanda, o resultado é uma contracção orçamental coordenada. Apesar de alguns destes países terem um problema orçamental, a zona euro no seu todo não. O rácio da sua dívida face ao PIB é mais baixo do que o dos EUA, Reino Unido ou Japão. Se a zona euro tive passado para uma união orçamental há alguns anos atrás, o seu ministro das Finanças estaria agora em posição de agir. Em vez disso, o actual sistema de políticas não coordenadas conduziu a uma austeridade contagiosa e um abrandamento contagioso. Isto porque, enquanto não houver união orçamental, os Estados membros da zona euro não terão outra opção que não seja coordenarem-se entre si. Eu iria mais longe e defenderia um estímulo orçamental na Alemanha, Holanda e Finlândia para compensar a austeridade no Sul da Europa. O que importa é a posição orçamental da zona euro no seu todo. Existe ainda pouco reconhecimento nas capitais da zona euro de que o abrandamento económico constitui uma ameaça à existência da mesma. E acho que este abrandamento económico vai atingir fortemente a zona euro sem que esta se possa defender. E quando isso acontecer, a crise da zona euro vai acentuar-se e as coisas vão ficar muito feias».(in Económico, texto de Wolfgang Münchau).

CEO ONGOING ACUSA BALSEMÃO DE JOGO BAIXO PARA DEFENDER SIC DA VENDA DA RTP

o caso de espionagem da Ongoing foi revelado pelo Expresso, jornal de Balsemão

Nuno Vasconcellos, CEO da Ongoing, acusa Pinto Balsemão de estar a travar a privatização da RTP apenas para proteger a SIC. Num artigo de opinião hoje publicado no “Diário de Notícias”, o CEO a Ongoing, e parceiro desavindo de Balsemão no grupo Impresa, diz que é a favor da venda do canal público mas que não irá candidatar-se à sua compra enquanto for accionista do grupo Impresa que detém a SIC. “Enquanto formos accionistas da Impresa - onde temos uma participação com um peso económico idêntico à do dr. Pinto Balsemão, mas sem os subterfúgios das holdings em cascata – não vamos participar na privatização da RTP”. A tomada de posição parece, no entanto, servir sobretudo de pretexto para voltar ao assunto que tem estado na base do diferendo entre Vasconcellos e Balsemão: a gestão do grupo Impresa. "A Ongoing entende que a Impresa, no dia em que passar a ser bem gerida, pode e deve ser uma empresa lucrativa, sem que para tal necessite de utilizar formas ardilosas de limitação da concorrêncua ou de obtenção de benesses por parte do Estado".