DESEMPREGADOS E PENSIONISTAS PERDEM ISENÇÃO DE TAXAS MODERADORAS NA SAÚDE

Paulo Macedo "explicou" ontem estas medidas ilógicas

Para manter a isenção nas taxas, desempregados e reformados têm de apresentar rendimentos inferiores a 628 euros. Os desempregados e os pensionistas - que até agora estavam automaticamente isentos de taxas moderadoras - podem passar a ter de pagar para aceder aos serviços de saúde. Isto desde que os seus rendimentos sejam superiores a 628 euros. A revisão do regime das isenções das taxas moderadoras, uma medida prevista pela ‘troika' com ‘deadline' para Setembro, foi ontem aprovada em Conselho de Ministros. Ficou por saber qual será o aumento das taxas, mas conforme já avançou o Diário Económico, a subida dos preços será significativa. Para já, a principal novidade é que, a partir de agora, as isenções passam a depender da condição de recursos, que será calculada com base no rendimento médio mensal do agregado familiar. Para garantir a isenção, este rendimento tem de ser inferior a 1,5 vezes o indexante do apoio social. Na prática, isto quer dizer que os utentes que tenham rendimentos inferiores a 628 euros ficam isentos. No caso de um casal, sempre que o rendimento dos dois não exceda os 1.257 euros, não haverá lugar a pagamento de taxas nos centros de saúde e hospitais. Mas há excepções. As grávidas, as crianças até aos 12 anos, os doentes transplantados e as pessoas com um grau de incapacidade superior a 60%, entre outras, estão automaticamente isentas. Não têm, por isso, de fazer prova do rendimento.

REVOLUÇÃO GREGA COMEÇOU: FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS BLOQUEIAM MINISTÉRIOS

contrariando as falsas declarações da UE, a Grécia começou a sua revolução do Fim do Euro

Funcionários públicos gregos estão a bloquear vários edifícios ministeriais como forma de protesto contra a austeridade. Funcionários públicos, que se opõem a novas medidas de austeridade, estão a bloquear hoje edifícios ministeriais, em Atenas, em protesto contra o endurecimento das medidas do governo, indicaram fontes sindicais. "Organizações sindicais ocuparam a maioria dos ministérios e dos serviços", indicou a Confederação dos Sindicatos de Funcionários Públicos (ADEDY), precisando que cerca de uma dezena de edifícios estão bloqueados. "Estas ocupações ocorrem em resposta ao regresso da troika e às novas medidas bárbaras decididas para reduzir ainda mais os salários de miséria, impor novos impostos e fazer despedimentos em massa", adiantou a confederação. Segundo a televisão grega, a quase totalidade dos ministérios estão ocupados por manifestantes, nomeadamente o das Finanças, do Desenvolvimento, da Justiça, do Trabalho, da Saúde, do Interior e da Agricultura. O bloqueio dos ministérios começou hoje antes da abertura oficial dos edifícios às 5:30 (4:30 em Lisboa) e deve continuar até sexta-feira, referiu fonte sindical. Os funcionários públicos gregos protestam contra um novo plano fiscal e contra cortes dos salários, medidas decididas pelo governo para salvar a economia e reduzir a dívida. Sob pressão da troika (UE, BCE e FMI), que constatou uma derrapagem das contas orçamentais gregas, o governo socialista anunciou na última semana medidas adicionais para 2011 e 2012. A missão de altos funcionários da troika regressou hoje a Atenas para fazer o ponto da situação e eventualmente conceder a sexta tranche do empréstimo. A Grécia precisa da sexta tranche, de oito mil milhões de euros, do empréstimo de 110 mil milhões de euros concedido em maio de 2010, para assegurar os pagamentos de Outubro.

NIGEL FARAGE ATACA DURÃO BARROSO E CHAMA-O EX-COMUNISTA

Farage acusou Barroso de ser mais um político europeu que nada mais faz do que discursos  

Nigel Farage Co-Vice-Presidente da Comissão Europeia, do partido inglês UKIP, fez ontem mais uma das suas polémicas intervenções na Comissão Europeia, deixando Durão Barroso visivelmente perturbado, como aliás sempre acontece. Acusando-o uma vez mais de não ter sido eleito democraticamente para o cargo que ocupa, Farage atacou o Presidente de ter uma visão excessivamente positivista da actual situação da Europa, criticando-o por essa postura pro-soviética, "talvez em memória pelo seu passado comunista no MRPP". Barroso ficou bastante incomodado com a intervenção, até porque a sua missão para as televisões do mundo era passar uma mensagem de confiança à economia europeia, enquanto Cavaco Silva dava uma entrevista à TVI dando a mesma falsa imagem de Portugal e Passos Coelho e Paulo Portas espalham também a boa-nova em Washington, ali reforçados pelo discurso, lado a lado, com Hillary Clínton, numa tentativa desesperada de make-up, cosmética política pura. Vale a pena ver o vídeo da intervenção de Farage  (http://www.youtube.com/watch?v=Ii0Yc6_dwyo&feature=player_embedded) e o discurso de Durão Barroso: (http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UA_q7-shdtU).

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS TEM DE ABANDONAR O PODER

José Agualusa juntou-se a Rafael Marques num encontro em Lisboa

O escritor angolano José Agualusa afirmou hoje que o presidente José Eduardo dos Santos deve abandonar o poder e iniciar um processo democrático, durante um encontro em Lisboa que juntou vários angolanos, como o ativista Rafael Marques. "O presidente ainda está a tempo de abandonar o poder e retomar o processo democrático. Ele pode sair preservando a sua honra e a sua fortuna pessoal. Pode contribuir para o desenvolvimento do país como empresário", disse o escritor à Agência Lusa. José Agualusa fez parte de um grupo de cerca de duas dezenas de pessoas que se juntou esta tarde no Rossio, em Lisboa, para participar numa vigília de solidariedade com os 21 jovens angolanos detidos em Luanda a 3 de Setembro. Numa alusão às recentes revoluções ocorridas nos chamados países da "primavera árabe" (Tunísia, Egito e Líbia), José Agualusa referiu que o fosso social é muito maior em Angola do que era na Líbia e que o regime é muito mais frágil, embora menos autoritário. "O facto de ser menos autoritário deixa margem para que as pessoas respirem e explica que até agora não tenha havido uma explosão social, mas as condições para isso acontecer estão lá", alertou. Presente na iniciativa esteve também o ativista e jornalista angolano Rafael Marques, que em declarações à Agência Lusa afirmou que as recentes manifestações em Luanda representam uma tomada de consciência das pessoas para os problemas do país.

ANTIGO MINISTRO DA ECONOMIA: "O DINHEIRO ACABOU EM PORTUGAL"

quem quer dinheiro terá de emigrar; Portugal fechou para obras por 30 anos

O antigo ministro socialista da Economia - Daniel Bessa - afirmou ontem que o "dinheiro acabou" em Portugal e que Lisboa não tem, actualmente, autonomia "absolutamente nenhuma" face a Bruxelas. "O que há de novo é que o dinheiro acabou. E acabou dramaticamente porque o setor financeiro português tem que fazer uma desalavancagem brutal", disse o economista durante uma intervenção no 13.º Fórum da Indústria Têxtil, que decorreu hoje no Porto. Daniel Bessa salientou que os bancos vão ter que fazer uma "redução do 'stock' de crédito" na ordem dos 20 por cento, que vai ter que incidir maioritariamente sobre as empresas. Para o ex-ministro o maior erro do programa desenvolvido atualmente pelo Governo é "não ter previsto que as empresas públicas pagassem o que devem à banca para que [esta] pudesse libertar financiamento" ao restante tecido empresarial. "Não tenho a certeza de que os portugueses em geral estejam já suficientemente convencidos do que lhes aconteceu", começou por dizer o também diretor-geral da COTEC, referindo-se a uma "novidade que precisa de ser incorporada" e que diz respeito à perda de soberania do país: "Nós não temos autonomia neste momento absolutamente nenhuma".

TESOUREIRO E TÉCNICA DO HOSPITAL CURRY CABRAL DESVIAM 70.000 EUROS

uma gota no oceano dos desvios de dinheiro e de equipamento nos hospitais públicos 

No Hospital Curry Cabral a fraude envolvia documentos forjados e o dinheiro era reposto ao fim de algo tempo. Até serem apanhados conta o jornal i. Escreve hoje o jornal i que não se sabe se o esquema terá começado mais cedo ou há quanto tempo durava, só que um dia os documentos não bateram certo e foram apanhados. Um tesoureiro e uma técnica do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, são suspeitos de terem desviado mais de 70 mil euros com expedientes como documentos e depósitos bancários forjados. Porque o caso ainda está em investigação o montante final não está apurado. A fraude foi detectada pela administração do hospital, que comunicou os factos à Inspecção-Geral das Actividades em Saúde e ao Ministério Público.

PREJUÍZO DE EMPRESAS PÚBLICAS CRESCE 300 MILHÕES NUM ANO

só para pagar a dívida actual da REFER serão necessários 20 anos

A facturação anual de mais de metade das 77 empresas públicas é inferior à sua dívida de curto prazo. O caso mais emblemático é o da Refer: as receitas da empresa que gere a rede ferroviária são 20 vezes mais baixas do que o que deve à banca e fornecedores. Os metros de Lisboa e do Porto precisam do equivalente ao que facturam em seis anos e dois anos, respectivamente, para pagar a dívida de curto prazo. Por junto, o Sector Empresarial do Estado (SEE) tem uma dívida total que ascende a 38 mil milhões de euros (cerca de 20% do Produto Interno Bruto), valor divulgado ontem e noticiado por quase todos os jornais, e que dá a cada português uma quota parte de 3.600 euros.

CARTÃO LISBOA VIVA E EMEL UNEM-SE PARA NOVO PACK "PARK AND RIDE" MAIS BARATO

desde a Expo'98, que se fala desta medida smart e ecológica

A Câmara Municipal de Lisboa está a promover um novo título mensal, chamado Park & Ride, que permitirá aos seus detentores estacionar o automóvel em parques de estacionamento da capital e usar o metro e a Carris por apenas 49 euros por mês. De acordo com o Menos Um Carro, este tarifário destina-se sobretudo a pessoas que vivam fora da cidade mas que vêm trabalhar de carro, seja por necessidade ou por ser esta a opção menos dispendiosa. De acordo com informações veiculadas ainda em 2010, serão dez os parques estacionamento incluídos nesta primeira fase do projecto, num total de cinco mil lugares de estacionamento: Parque da Álvaro Pais, Areeiro, Biblioteca, Campo Grande, Colégio Militar, Sete Rios, Universidade, Alvalade XXI, Docas e Oriente. De acordo com o Público, que cita o vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, numa segunda fase a oferta será ampliada a 11 mil lugares – e cerca de vinte parques espalhados por toda a cidade. As contas feitas pela Câmara de Lisboa são simples. Viajar na Carris e no Metropolitano de Lisboa custa 29,45 euros por mês, e deixar o carro num parque da EMEL ou Emparque não fica por menos de 26,5 euros, dependendo da sua localização, podendo chegar até aos 90 euros. Por esta razão, os 49 euros não deixam de ser um preço apelativo. O objectivo deste projecto é levar os automobilistas a deixarem os carros num parque que integre o serviço e façam o resto do percurso em transportes públicos. Recorde-se que, em Maio passado, aquando da visita do Papa a Lisboa, a Câmara de Lisboa ofereceu um tarifário que integrava a Carris, o metropolitano e operadores de parques de estacionamento. Assim, e durante dois dias, foi possível viajar e metro e autocarro e estacionar por cinco euros diários.

GOVERNO CANCELA OBRAS DE ESTRADAS NO VALOR DE MIL MILHÕES DE EUROS

esta é uma das medidas mais aplaudidas do novo Governo: o fim das obras faraónicas de Sócrates 

Santos Pereira explica que estas concessões "não têm financiamento" e que é importante que os bancos não fiquem sobrecarregados. O Governo cancelou ou suspendeu mais de 1.000 milhões de euros de obras de vários troços das concessões rodoviárias porque "não têm financiamento", disse o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, segunda-feira à noite, no programa da RTP "Prós e Contras".

ESTADO DÁ 420 EUROS A EMPRESAS QUE ADMITAM DESEMPREGADOS

o lado perverso: muitas empresas podem despedir "antigos" para admitirem "novos" mais baratos  

O Estado vai pagar 419,20 euros por mês às empresas que contratem um desempregado inscrito no centro de emprego há mais de seis meses. Actualmente estão nestas condições mais de 310 mil portugueses, mas a medida contemplará um máximo de 35 mil, o que custará 100 milhões de euros por ano provenientes de fundos comunitários.

BARROSO FALA NO MAIOR DESAFIO DA HISTÓRIA EUROPEIA: SAIR DA CRISE ECONÓMICA E POLÍTICA

Durão abriu o seu discurso em Estrasburgo de forma catastrofista 

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, abriu hoje em Estrasburgo o seu discurso sobre o "Estado da União" Europeia, no Parlamento Europeu, afirmando que a Europa vive, para além da crise da dívida, uma grave crise de confiança política. Durão Barroso apontou que se trata de "uma crise financeira, económica e social, mas também de confiança", admitindo que muitos duvidam da capacidade dos líderes europeus em encontrar uma solução. Instituído por ocasião do segundo mandato de José Manuel Durão Barroso à frente do executivo comunitário, o debate anual sobre "Estado da União" ganha especial relevo este ano, face à crise do euro e às crescentes interrogações sobre o futuro do projecto europeu, que muitos consideram ameaçado. O Parlamento Europeu votará igualmente hoje o pacote legislativo da governação económica, que visa dotar a UE dos meios necessários para prevenir futuras crises. As novas regras reforçam o papel de supervisão da Comissão para evitar, numa fase precoce, a ocorrência de défices orçamentais e dívida excessivos, reforçam e tornam mais automáticas as sanções em caso de incumprimento e prevêem novos indicadores para detectar desequilíbrios macroeconómicos.

ISALTINO A UM PASSO DA PRISÃO GASTA 41.000 € EM JANTAR PARA FUNCIONÁRIOS DA CMO

só a alcatifa antifogo para o jantar custou mais de 7.000 euros

O Município de Oeiras gastou em Junho de 2011 mais de 41 mil euros num jantar de convívio para os funcionários da autarquia. Uma gota de água nos milhões que afundam o buraco da dívida portuguesa, mas que poderá explicar a dificuldade que o país tem em parar de gastar. Os jantares de convívio ou de Natal já foram notícia por mais de uma vez. Os valores gastos não serviriam para pagar o défice do país, mas... o exemplo de poupança deve vir de cima, afirma o próprio primeiro-ministro que anunciou que passaria a viajar de avião em económica. Precisamente para dar o exemplo. Um manual de boas práticas que no entanto parece não chegar a todos os destinatários. A 17 de Julho de 2011, duas semanas antes do Governo anunciar que os portugueses iam perder parte do subsídio de Natal, mas já depois da visita da troika e da política de austeridade estar há muito em cima da mesa, o Município de Oeiras fez três adjudicações directas para um jantar de convívio para os funcionários da autarquia. Os contratos para o jantar são dois: um de 16.200 mil euros e outro de 18.025 mil euros. A juntar aos 34.225 mi euros só mesmo a compra de uma alcatifa anti-fogo para o referido jantar convívio no valor de 7.312,50 mil euros. Mas este não foi o único jantar dispendioso da autarquia. Já a 10 de Março deste ano a autarquia gastou 29.850 mil euros em «aquisição de serviços de Catering no Pavilhão Carlos Queiroz» sem que o motivo fosse justificado na adjudicação directa.

Contactada pela tvi24.pt a autarquia ficou de dar resposta concreta às questões, mas adiantou em princípio se tratava da celebração dos 250 anos do Município. Ora por este motivo, encontramos pelo menos mais uma adjudicação. A 11 de Julho mais de 20 mil euros foram pagos para a decoração de um monumento. «Iluminação Decorativa do Monumento Escultórico Comemorativo do 250º Aniversário, em Oeiras», lê-se na adjudicação directa. Para finalizar a pesquisa das adjudicações directas do Município de Oeiras em 2011, e deixando de fora todas as despesas relacionadas com festivais culturais, encontramos ainda outra atenção simpática da autarquia de Isaltino Morais, que apesar de ser referente ao final de 2010 ainda entra nesta pequena lista de exemplos. Adjudicada a 17 de Dezembro de 2010 está a compra de 4 mil bolos-reis para cabazes de Natal, num valor total de 33 mil euros. A mesma pesquisa foi efectuada para os Municípios de Lisboa e Porto. Na capital, a autarquia gastou mais de cinco mil euros no «serviço de Catering para o Jantar de Honra do 13º Salão Imobiliário de Lisboa, servido nos Paços do Concelho». Já no Porto, jantares só mesmo os 30 mil euros de catering no âmbito da 4ª edição do Circuito da Boavista. Um evento que só em adjudicações directas soma mais de 1 milhão de euros, mas que o custo geral é muito superior. Um valor que a autarquia garante recuperar. O mesmo não dirá dos cabazes de Natal de 2010 oferecidos pela «Empresa de Águas do Município do Porto» a mais de 500 pessoas no valor de 10.432 mil euros. (in, TVI 24)

CÂMARA DE CASCAIS EXIGE 80 MILHÕES AO FISCO DO IMI E IMT EM FALTA EM PLENA CRISE

Carreiras o actual presidente em exercício da CM Cascais quer mais dinheiro nos cofres da autarquia

A Câmara de Cascais indiferente a crise pretende que o Fisco do concelho se ponha a cobrar verbas do IMI e IMT aos munícipes, em plena crise e sufoco económico para os contribuintes. Verba diz respeito a processos que a Administração Fiscal teria de instaurar, por falta de pagamento de IMI e IMT. A Câmara Municipal de Cascais não se conforma com a impossibilidade de aceder a informação detalhada dos impostos que são cobrados no perímetro do seu concelho, o que estará a lesar os cofres do município. Através de contactos informais com o Fisco, a autarquia estima que existam 80 milhões de euros, relativos a IMI e IMT, por cobrar nos últimos quatro anos. Tudo por causa de 80.000 processos que não foram instaurados pela Administração Fiscal. Claro que para o presidente da autarquia (não eleito presidente, pois era vice-presidente até António Capucho desistir do cargo "por motivos pessoais") não existem problemas financeiros, pois acumula inúmeros cargos com o da Câmara Municipal, como o de Presidente do DNA Cascais (uma organização de milhões - quase apenas virtual - de "suposto" apoio a novas ideias de novos empresários) ou os diversos cargos administrativos na estrutura do PSD. (in, Jornal de Negócios)

ASSUNÇÃO CRISTAS QUER AUMENTOS DA FACTURA DA ÁGUA PARA BREVE

Assunção Cristas quer contas em dia com a "Águas de Portugal"

As câmaras municipais devem 400 milhões ao grupo de empresas da Águas de Portugal. A ministra do Ambiente diz não fazer sentido perguntar aos portugueses, em referendo, sobre a privatização da Águas de Portugal, como sugerido pelo Bloco de Esquerda. Assunção Cristas diz que essa questão esteve em sufrágio nas eleições legislativas, já que a alienação da AdP estava no Programa do Governo. Para a ministra do Ambiente, o modelo associado à distribuição de água e saneamento tem de passar a ser sustentável. O preço que os utilizadores pagam terá de ser revisto, para haver uma maior sustentabilidade, em função do custo, mas também em função da promoção de um uso eficiente. Lembrou que a AdP é um grupo empresarial com 42 empresas, muitas operando em alta outras participando na distribuição em baixa (ao consumidor final), tendo no seu universo empresas de resíduos. Por outro lado, se as metas de cumprimento no abastecimento de água têm sido conseguidas, no saneamento "está aquém das necessidades". O passivo da AdP é de três mil milhões de euros e continua com um plano de investimento pesado. Assunção Cristas, no diagnóstico feito, ainda salientou o problema das tarifas diferenciadas no país e que não são consentâneas com os custos e com o valor da água. "O peso da água num orçamento familiar muito abaixo do preço electricidade ou com telecomunicações", lembra Assunção Cristas, dizendo haver uma "preocupação encontrar modelo sustentável e que permita ultrapassar constrangimentos e encontrar mecanismos de perequacção dos preços da água". Para a ministra do Ambiente, há que "encontrar modelos de distribuição desses valores, encontrar modelo equilibrado de perequação do preço da água e continuar os investimentos, mas cuidadosamente vistos da sua dimensão e custo e necessidade e abrir sector aos privados". Assunção Cristas diz mesmo não passar pela cabeça abandonar esses investimentos, mas também aqui há que haver sustentabilidade e adequá-los aos fundos comunitários, tendo de salvaguardar os financiamentos que estão disponíveis, nomeadamente junto do BEI.

GOVERNO LANÇA PROGRAMA CONTRA DESEMPREGADOS DE MÉDIA E LONGA DURAÇÃO

Santos Pereira lançou um excelente programa de combate ao desemprego; está de parabéns

A medida ontem anunciada por Álvaro Santos Pereira abrange 35 mil desempregados. O ministro da Economia e Emprego anunciou que o Governo vai lançar em breve um programa no valor de cerca de 100 milhões de euros com vista a dar trabalho a desempregados há mais de seis meses. Álvaro Santos Pereira, que falava no programa Prós e Contras, na RTP1, disse que o programa visa pedir às empresas que empreguem trabalhadores desempregados há mais de seis meses. Estes trabalhadores irão receber formação e deverão receber cerca de 420 euros. Segundo o ministro, este programa irá abranger cerca de 35 mil pessoas que estão no desemprego. Álvaro Santos Pereira adiantou que a nível dos centros de emprego, o Governo irá também anunciar dezenas de medidas para reformular estes centros.

BANCO DE PORTUGAL E INE APERTAM CONTAS ÀS AUTARQUIAS

para evitar surpresas como na Madeira FMI, Banco de Portugal e INE juntam-se contra a corrupção

O Banco de Portugal (BdP) e o Instituto Nacional de Estatística (INE) estão a apertar o cerco às autarquias, na tentativa de apurarem ao pormenor as contas da Administração Local. O objectivo é evitar surpresas nas contas dos municípios, como aconteceu na Madeira. E vai ao encontro das indicações da ‘troika' que, na primeira revisão ao programa de ajustamento português, se mostrou muito receosa com os compromissos financeiros assumidos pelas autarquias, que não estão contabilizados na execução orçamental. O BdP e o INE estão a pedir informações sobre as contas das autarquias em maior volume que o habitual. A análise por si só é normal e surge no âmbito das contas nacionais por sector institucional, que o INE publica. Mas, segundo apurou o Diário Económico, as duas entidades não só estão a pedir mais informação do que o normal, como também estão a pedir dados mais detalhados e a diversificar as fontes a partir das quais recebem a informação estatística. Além disso, está também a haver um maior cruzamento de dados entre o BdP, INE e a própria Direcção Geral do Orçamento (DGO). O apertar do cerco às contas dos municípios tem como objectivo evitar mais surpresas na execução orçamental deste ano, cujo desvio vai já em pouco mais de 3,6 mil milhões de euros - e o valor é provisório, já que ainda decorre a auditoria às contas da Madeira. (in, Económico)

TROIKA GREGA: POVO GREGO NÃO MORRE DA DOENÇA MAS DA CURA

medidas económicas "à bruta" é o que promete o ministro das Finanças grego à UE

O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, voltou hoje a afastar a hipótese de saída da Grécia da zona euro. Evangelos Venizelos garantiu hoje que a Grécia "vai fazer o que for preciso" para alcançar as metas orçamentais acordadas com a troika em troca de uma ajuda de 110 mil milhões de euros, reiterando que o país permanecerá na zona euro. "Estamos prontos para tomar as medidas necessárias quaisquer que sejam os custos políticos" para estimular a economia, afirmou Venizelos, em Washington, na assembleia anual do Instituto de Finanças Internacionais (IIF). O ministro grego reconheceu que "o maior problema [da Grécia] é "o sector público e a capacidade da administração pública oferecer os serviços necessários a um custo mais baixo". Nesse sentido, continuou, "a principal prioridade da Grécia é "organizar um Estado mais pequeno e menos dispendioso". Venizelos defendeu ainda que a Grécia "não é o problema central da zona euro", considerando que o país "não é capaz de provocar um efeito dominó de dimensão pan-europeia".

FMI INCENTIVA BRASIL A COMPRAR EMPRESAS PORTUGUESAS

a solução do Brasil funcionará apenas a curto prazo, podendo-se tornar num perigoso cavalo de tróia  

Compra de activos aos Estados em dificuldades pode ajudar a resolver a crise. Se o Brasil quiser ajudar a resolver a crise internacional, conforme tem garantido o Governo, deve aproveitar o momento para comprar empresas portuguesas. Esta foi uma das mensagens deixadas pelo FMI, nos encontros anuais com o Banco Mundial, que terminam hoje. "O Brasil pode transformar-se num bom exemplo de como as economias emergentes podem ajudar a resolver a crise", garantiu António Borges, director do FMI para a Europa, este fim-de-semana. Basta para isso que aproveite o momento que atravessa a economia portuguesa. "Portugal tem um programa de privatizações que pode ter um impacto muito grande" na diminuição do endividamento do Estado, explicou o responsável. "O Brasil pode usar isso para entrar na Europa e, se isso acontecer, vai ser muito útil", defendeu António Borges. A questão sobre como podem as economias emergentes ajudar evitar uma nova grande recessão económica está cada vez mais em cima da mesa. Primeiro, foi o ministro das Finanças brasileiro a disponibilizar ajuda à zona euro; na semana passada, Dilma Rousseff voltou a sublinhar a intenção na Assembleia Geral da ONU; e este fim-de-semana os líderes do FMI e do Banco Mundial repetiram a importância da cooperação entre todas as economias.

VENDA DE ASTON MARTIN'S DISPARA EM PORTUGAL APESAR DA CRISE

políticas económicas da troika destroem famílias inteiras, mas alguns ricos prosperam com a crise

Até Agosto já foram vendidos 15 novos Aston Martin no mercado nacional. Enquanto se discute os impactos da crise nos bolsos dos portugueses, há produtos que continuam a facturar no mercado nacional, indiferentes ao clima de contenção. A Aston Martin, apesar da situação económica adversa em Portugal, está a ter um 2011 positivo. "Esperamos vender 22 unidades e aumentar o número de venda de viaturas usadas, grande parte originadas pelo ‘up-grading' feito pelos nossos clientes", refere fonte oficial da Aston Martin Portugal ao Diário Económico. Até Agosto, já foram vendidos 15 novos Aston Martin, em Portugal, sendo que o modelo Rapide - que custa 264 mil euros - é o mais vendido. No ano passado, a marca de luxo britânica ficou-se pelas 21 unidades no mercado nacional. "O bom desempenho da Aston Martin Portugal deve-se ao esforço feito em marketing e divulgação dos novos modelos e também a fidelização dos clientes," adianta a mesma fonte.

DURÃO BARROSO NÃO DEIXA NENHUM ESTADO MEMBRO ABANDONAR A ZONA EURO

o Presidente da Comissão tenta assim salvar a imagem de incompetência da UE em todo o mundo

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse ontem que nenhum Estado membro da zona euro vai abandonar a moeda única, numa entrevista à cadeia de televisão CNN. “O problema não é tanto o euro enquanto divisa, o problema é, temos que admitir – e nós não estamos complacentes sobre isso – as diferentes posições fiscais e os diferentes níveis de competitividade entre alguns membros da união monetária”, disse Durão Barroso, entrevistado no programa Global Public Square, da cadeia de televisão norte-americana. Questionado, durante a entrevista, se nenhum país vai abandonar o euro, Barroso respondeu: - “Exactamente”. Os mercados financeiros globais receiam o incumprimento grego ou a reestruturação da dívida do país (que só tem verbas até outubro) que terá, como uma possível consequência, o abandono da Grécia da zona euro. O presidente da Comissão disse ainda acreditar que o reforço da integração entre os Estados membros vai tornar a União Europeia (UE) mais forte, na próxima década.“Estamos a avançar, em termos de integração. Na Europa, ninguém está a discutir a direção futura, só quão rápida e até que ponto é que essa integração de ir. E já tomámos medidas muito importantes nessa direção”, afirmou Barroso. Na quarta-feira, Durão Barroso faz o discurso do Estado da União, enquanto o Parlamento Europeu se prepara para aprovar o pacote das seis medidas de governação da zona euro, uma das quais dá novos poderes à Comissão Europeia para agir quando os Estados membros estejam a prosseguir políticas orçamentais e macroeconómicos pouco sustentáveis, através de mecanismos de prevenção e correção de desequilíbrios macroeconómicos excessivos, que incluem a possibilidade de sanções. “Daqui a dez anos, a Europa estará mais forte”, referiu Barroso. “Se de facto há uma nova potência emergente, no mundo, essa potência é a Europa, porque antes éramos países europeus, que não estavam unidos (…) A Europa é, de facto, mais forte hoje do que era há cinco ou dez anos”, acrescentou.