CRIANÇAS NA SOMÁLIA RECEBEM ARMAS E BOMBAS EM CONCURSO DE RECITAÇÃO DO ALCORÃO

um forte incentivo religioso entre o bem e o mal...

Três crianças da Somália, vencedoras de um concurso de recitação do Alcorão, receberam como prémios armas, bombas e livros religiosos, entregues por uma estação de rádio com ligações à al-Qaeda. Segundo a agência de notícias AP, a estação de rádio Andulus, administrada pela milícia al-Shabab, anunciou na segunda-feira que o vencedor do primeiro prémio do concurso tinha ganho uma espingarda e 700 dólares (514 euros), o segundo classificado recebeu uma espingarda e 500 dólares (367 euros) e o terceiro duas bombas. As três crianças participantes no concurso receberam ainda livros religiosos. (in, Jornal de Notícias).

DEUTSCHE BANK ROUBA DEPÓSITOS E POUPANÇAS DA BANCA PORTUGUESA

com a bancarrota no horizonte, portugueses protegem o seu dinheiro em "porto seguro"

Conta o jornal i que o Deutsche Bank está a roubar depósitos à banca nacional. O banco alemão beneficia de uma vantagem competitiva na captação de recursos dos clientes. O volume de depósitos do Deutsche Bank continua a crescer a um ritmo sustentado, apesar de o banco ter reduzido fortemente a taxa de juro, que está agora abaixo da média praticada pelas instituições portuguesas, explica hoje o jornal i. Na actual conjuntura os portugueses estão a procurar um refúgio para as suas poupanças. O Deutsche Bank beneficia de uma vantagem competitiva na captação de recursos dos clientes que receiam um agravamento da saúde do sistema financeiro nacional, a ameaça de o incumprimento grego contagiar Portugal e o risco de saída da zona euro. Segundo o jornal i, perante um eventual regresso de Portugal ao escudo, os clientes do Deutsche Bank enfrentam um menor risco de perda de valor das suas poupanças, uma vez que os seus depósitos permanecerão em euros.

PARTIDO PIRATA É O GRANDE VENCEDOR DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE BERLIM

na Alemanha algo está a mudar: agora a juventude tem uma palavra a dar contra a política de Merkel  

Foi numa embarcação improvisada que alguns dos representantes eleitos do Partido dos Piratas alemães se dirigiram esta segunda-feira ao Parlamento da região de Berlim. A curiosa formação política formada em 2006 pela defesa das “liberdades pessoais”, obteve este domingo a primeira vitória eleitoral de sempre, conquistando uns surpreendentes 15 assentos na assembleia regional. Na primeira conferência de imprensa, não esconderam a surpresa face ao resultado eleitoral, mas prometeram assumir as suas responsabilidades com seriedade e transparência. Para uma jovem de Berlim “é uma forma de protesto, quando dizemos que não podemos votar por outro partido, por que fazem todos o mesmo. Os Piratas são diferentes”. Este homem afirma que “os partidos estabelecidos não oferecem novas ideias ou alternativas”. A CDU da chanceler Angela Merkel obteve mais votos do que há cinco anos, mas não conseguiu ultrapassar os sociais-democratas. O escrutínio representa também uma derrota para a coligação governamental, já que os parceiros Liberais Democratas obtiveram menos de 2 por cento dos votos. A reportagem em: http://pt.euronews.net/2011/09/19/alemanha-vitoria-dos-piratas-demonstra-descontentamento-com-partidos-/.

RATING DE ITÁLIA DESCE DEVIDO A ABRANDAMENTO DA ECONOMIA

Berlusconi será o próximo político europeu a cair devido às suas políticas cegas  

A Standard & Poor’s reduziu a notação financeira da Itália, de A+ para A, mantendo a ameaça de efectuar mais cortes, já que o “outlook” permanece negativo. O plano de austeridade de 54 mil milhões de euros não foi suficiente para impedir o corte. A agência de notação financeira cita as preocupações com o abrandamento da economia e a fragilidade do Governo, que ameaçam o objectivo de Itália reduzir a dívida pública, actualmente a segunda mais elevada na Zona Euro (119% do Produto Interno Bruto), apenas atrás da Grécia. A redução da notação financeira do crédito da dívida de Itália acontece depois de Berlusconi ter implementado um plano de austeridade de 54 mil milhões de euros, ao tentar travar a escalada dos juros implícitos da dívida no mercado de dívida secundário. Em Maio, a S&P tinha anunciado que poderia vir a cortar o “rating” de Itália, devido à instabilidade política e ao crescimento cronicamente baixo. Hoje, concretizou essa ameaça. Tanto a Itália como a Espanha são vistas como as “próximas vítimas” caso haja um maior contágio da crise da dívida, que já levou ao resgate da Grécia, Irlanda e Portugal. Silvio Berlusconi, já reagiu e disse nesta terça-feira que a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor's de rebaixar a nota da dívida soberana de curto e longo prazo da Itália de "A+/A-1+ para A/A-1" "não reflete a realidade do país", que já se preparava para adotar medidas de estímulo ao crescimento, ao que se somaria a elevação de impostos e cortes nas despesas públicas. A avaliação da S&P para a Itália ainda está cinco passos acima do "status junk". As informações são da Associated Press.

PORTUGUESES CRIAM PERIGOSO FEIXE DE RAIOS GAMA

a aplicação militar deste feixe gama pode ser desastroso para a humanidade

Imagine uma lanterna capaz de iluminar o que está por detrás de 20 centímetros de chumbo ou de uma parede de cimento com um metro e meio de espessura. Será uma forma simplista de explicar o que conseguiram criar os investigadores da equipa do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) do Instituto Superior Técnico em colaboração com colegas da Universidade de Strathclyde, mas permite começar a ter uma ideia. O ano passado, numa experiência inédita num acelerador laser-plasma escocês, conseguiram criar o feixe de gaios gama (a radiação que se segue aos raios X em termos de energia) mais brilhante do planeta. Numa fracção de bilionésimo de segundo, explicou ao i o investigador João Mendanha Dias, conseguiu-se um brilho mil milhões de vezes superior ao do Sol. Embora neste momento seja ainda uma prova de conceito, este tipo de tecnologia - mais portátil que a hoje usada para produzir as fontes radioactivas utilizadas em radiologia e radioterapia - poderá ampliar o poder das ferramentas usadas em medicina. Os resultados da experiência em Glasgow são publicados esta semana na revista "Nature Physics". Além de abrir portas na medicina, uma tecnologia com esta poderá permitir criar novas ferramentas de análise industrial ou segurança. A técnica de obter radiação por oscilação dos electrões, e não nos tradicionais aceleradores, tem vindo a ser estudada pela equipa do IST e agora começa a revelar-se eficaz. As aplicações futuras vão depender de mais estudos e investimento. Se esta invenção for aplicada na indústria bélica dos EUA poderá revelar-se uma perigosa arma de múltiplas aplicações. Estarão os militares dos EUA a um passo de se tornarem os novos nazis?

A MADEIRA JÁ NÃO É UMA ILHA: "É UM BURACO ORÇAMENTAL"

 todas as forças se uniram para retirar Alberto João do seu reinado infindável

O Tribunal de Contas está a investigar um novo buraco de 220 milhões de euros nas contas da Madeira. Esse é o montante de um recente empréstimo contraído pela Empresa de Electricidade que o governo de Alberto João Jardim desviou para pagar despesas de funcionamento. "A questão está a ser analisada", confirmou o PÚBLICO junto do Tribunal de Contas, adiantando não haver "ainda conclusões" que deverão ser incluídas no próximo parecer às contas da região. Negando o que todos ouviram e viram declarar em comícios, Jardim diz agora que “tem sido atribuída ao Governo regional da Madeira uma intenção dolosa de 'ocultar' dados que seriam devidos a Entidades da República Portuguesa”. “Para tal, manipula-se qualquer eventual frase ou 'lapsus linguae', normal na torrente discursiva e emocional de um comício, só por se ter chamado à atenção que, se por coincidência os acertos então em curso estivessem prontos para comunicação à República, poderiam implicar mais cortes de verbas por parte do Governo socialista”. O Chefe do Governo madeirense reitera ainda que foi sua “preocupação não parar a Região, apesar da lei de finanças regionais socialista, fazendo as devidas correcções de contas com Bancos e Credores, e, logo que possível, informar nos termos da lei”. Assim, conclui o comunicado assinado por Jardim, “é doloso nos atribuir qualquer intenção em contrário, até porque o tornado público pelo INE foi com base nos próprios dados fornecidos pelo Governo Regional”. No sábado passado, Jardim reconheceu que tinha escondido défices da região para não ser penalizado com cortes nas transferências do Estado. “O Sócrates, o Teixeira dos Santos e o seu deputado Maximiano [Martins, candidato do PS à presidência do governo], que fez esta pouca vergonha toda à Madeira, tinham uma lei em que o Governo da República podia aplicar sanções sobre o Governo regional, se o Governo regional continuasse com obras a fazer dívida, porque eles não nos tinham dado o dinheiro e não nos autorizavam a fazer dívida”, confessou Jardim num jantar-comício, na Ribeira Brava.

PARPÚBLICA, REFER E CP PAGAM 700 MILHÕES SÓ EM JUROS DAS DÍVIDAS

Carlos Tavares, da CMVM, assiste perplexo a Parpública a afundar-se apesar dos apoios de milhões do Estado

A Refer teve de pagar 280 milhões de euros de juros. Os juros das dívidas das dez empresas públicas não financeiras com maiores passivos custaram, só no ano passado, cerca de 804 milhões de euros. Mais uma vez, a Refer surge destacada. A gestora da rede ferroviária nacional teve de pagar, durante o último exercício, cerca de 280 milhões de euros só em juros. Logo a seguir aparece a ‘holding' estatal Parpública, que destinou 270 milhões de euros, em 2010, para os juros cobrados pelo endividamento. Em terceiro lugar neste ‘ranking' do Sector Empresarial do Estado (SEE) está a CP. A transportadora ferroviária nacional teve de pagar quase 151 milhões de euros. O Metropolitano de Lisboa foi obrigado a destinar verbas equivalentes a quase 89 milhões de euros. E ainda no sector dos transportes, também a Metro do Porto teve de reservar cerca de 77 milhões de euros para pagamento de juros de dívida ao longo de 2010.

STRAUSS-KAHN: "EUROPEUS NÃO ESTÃO A TOMAR MEDIDAS DA MAGNITUDE DA CRISE"


enquanto falava na televisão sobre o caso da empregada, Kahn alertou para o impacto do que aí vem

O antigo director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, defendeu uma exclusão da dívida da Grécia. Questionado ontem pela cadeia de televisão privada TF1 sobre a oportunidade de passar uma esponja sobre a dívida grega, Strauss-Kahn respondeu: "É uma ideia. A dívida, vemos bem que é enorme e que é preciso reduzi-la a todo o preço, salvo o preço da estagnação e da recessão". Strauss-Kahn acrescentou: "A cordilheira é estreita e os governos europeus estão a esforçar-se por seguir, porque não querem tomar a medida correspondente à magnitude do problema," disse, acrescentando que "a bola de neve cresce e torna-se cada vez mais difícil e o crescimento é cada vez menor". O antigo director do FMI criticou a lentidão dos Europeus na aplicação das suas decisões, após o acordo de 21 de Julho para um novo plano de ajuda à Grécia de cerca de 160 mil milhões de euros, sublinhando que "o tempo da economia é mais rápido do que o tempo da política". "Não creio que o euro esteja em dificuldade, mas creio que a situação é muito séria. Se não reagirmos rapidamente, em 25 anos a Europa vai ser uma terra de desolação, com fortes taxas de desemprego", alertou.

ESTADO DE GRAÇA DE PASSOS COELHO CHEGA AO FIM

aumentos e impostos fazem portugueses esperar pior Governo do que a era Sócrates

O estado de graça do Governo de Passos Coelho parece estar a chegar ao fim. Já são mais os que acham que esta equipa governamental vai governar pior (37%) do que a anterior, do que os que acham que vai governar melhor (34,4%). Segundo o barómetro mensal da Aximage para o Negócios e Correio da Manhã, o índice de expectativas no Governo caiu para 11 pontos, contra 57em Julho. Ainda assim bem acima dos valores negativos do índice quando era Sócrates quem chefiava o Executivo português.A queda acentuada das expectativas dos portugueses no Governo são resultado das medidas de austeridade anunciadas por Passos Coelho nos últimos meses, como a aplicação de uma taxa extraordinária sobre metade do subsídio de Natal que excede o salário mínimo e o aumento do IVA na el tricidade e gás para 23%. Medidas que também pesaram negativamente nas intenções de voto nos sociais-democratas. Depois de três meses a subir nas intenções de voto dos portugueses, o PSD regista em Setembro uma quebra. Ainda assim, continua a ser o preferido de 40,9% dos inquiridos, contra os 42% de Julho. Já o PS sobe, de 24% para 25,1%, uma ligeira recuperação que deixa o partido agora liderado por António José Seguro a uma larga distância do PSD (mais de 16 pontos percentuais). O CDS, o outro partido do Governo, também desce nas intenções de voto, passando de 10,3% em Julho para 7,1% em Setembro. A CDU sobe de 7,5% para 9% e o Bloco de Esquerda cai de 5,9% para 3,2%. Já a abstenção continua a sair “vencedora”, pois recolhe a preferência de 43,4% dos portugueses (40,6% em Julho). Já Pedro Passos Coelho está agora abaixo de Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e José Seguro na avaliação dos portugueses aos líderes partidários, com uma nota negativa de 8,8 pontos. Paulo Portas colhe aqui a melhor pontuação (13 valores) e é também o ministro mais popular. Na avaliação ao Presidente da República, 37,6% dos portugueses dá nota positiva, mais do que os 28,1% que reprovam a sua actuação. A nota é agora de 11, o valor mais baixo desde Julho do ano passado e que compara com os 13,3 de Julho deste ano.

CENTRAL NUCLEAR DE FUKUSHIMA: UM MILHÃO DE JAPONESES PODEM MORRER

no futuro os decisores já não precisarão de guerras para matar milhões: basta criarem "acidentes"

As pessoas que viviam na zona evacuada em torno da central nuclear de Fukushima foram autorizadas a ir hoje às suas casas recolher alguns bens e verificar se está tudo bem com as propriedades. É a primeira vez que às cerca de 20 mil famílias é permitido voltar pelos seus meios à zona que o governo japonês interditou depois do sismo e tsunami de 11 de Março terem danificado a central nuclear de Fukushima. Nas visitas anteriores os residentes foram transportados até à zona em autocarros e sob inúmeras restrições. Muitos deles sabem que nunca mais poderão voltar a morar ali. Após ter divulgado várias informações contraditórias e falsas esperanças, o governo japonês, muito criticado pela forma como tem lidado com as consequências do acidente, admitiu na semana passada que a zona evacuada não poderá ser habitada pelo menos durante uma geração. "Não podemos descartar a possibilidade de que vá haver algumas áreas onde será difícil durante muito tempo os residentes regressarem às suas casas. Lamentamos muito", afirmou o porta-voz do governo, Yukio Edano. De acordo com Hiroyuki Wada, membro do governo envolvido na resposta à crise, citado pela Bloomberg, foi pedido às pessoas que entrassem na área aos pares para uma visita de quatro horas e foi-lhes dito que a Tepco, empresa responsável pela gestão da central nuclear, lhes forneceria equipamento adequado, tal como fatos de protecção e dosímetros (aparelhos que servem para medir as doses de radiações radioactivas). Segundo Satoshi Ohsumi, do centro de resposta de emergência da Agência para a Segurança Nuclear e Industrial do Japão, antes do desastre viviam cerca de 78 mil pessoas na zona evacuada de 20 quilómetros de raio em torno da central. Vários cientistas defendem que a situação é pior do que a provocada pelo acidente de Chernobyl em 1986. Ambas as catástrofes partilham o nível sete (máximo) na escala de desastres nucleares, no entanto, a física australiana e activista Helen Caldicott garante que em Fukushima os "horrores ainda estão por chegar". De acordo com o "The Independent", outro defensor desta visão mais alarmista é Chris Busby, professor na University of Ulster, que no mês passado gerou uma grande controvérsia quando afirmou, durante uma visita ao Japão, que o acidente ia resultar em mais de um milhão de mortes devido às fugas de material radioactivo. "Fukushima ainda tem a ferver os seus radionuclídeos [átomos com núcleos instáveis, que emitem radiação] para todo o Japão", afirmou. "Chernobyl aconteceu de uma só vez. Por isso Fukushima é pior", acrescentou. "A verdade é que não temos dados suficientes para fornecer informações rigorosas sobre o impacto a longo prazo" defende, Tim Mousseau, cientista que passou mais de uma década a investigar o impacto de Chernobyl na genética."O que podemos afirmar no entanto é que é muito provável que exista um impacto significativo a longo prazo na saúde devido à exposição prolongada", explicou, acrescentando que muitas pessoas em Fukushima estão a "enterrar a cabeça na areia".

GOVERNO SUSPENDE APOIOS A FUNDAÇÕES

fundações e institutos estéreis e inúteis sorvem ao Estado milhões por ano para "boys" dos partidos

As fundações que não responderem ao inquérito do governo até ao final do ano perdem automaticamente 10% das transferências do Estado. Os apoios financeiros vão ficar suspensos até que sejam conhecidos os resultados do inquérito às fundações, anunciado pelo governo a semana passada. A medida é preventiva, mas depois do fim do censo vai tornar-se definitiva para alguns destes organismos. Na iniciativa já entregue no parlamento, o governo propõe como medida preventiva, com efeitos imediatos logo depois da publicação do diploma, a "cessação de qualquer apoio financeiro a fundações públicas de direito privado e a fundações privadas, concedido pela administração directa ou indirecta do Estado, regiões autónomas, autarquias locais, outras pessoas colectivas da administração autónoma e demais pessoas colectivas públicas". Além disto, o executivo de Passos Coelho suspende todas as fundações e também o seu estatuto de utilidade pública. As fundações ficam, assim, praticamente congeladas até o censo estar fechado e até estar feita a avaliação custo/benefício e da viabilidade financeira que o governo pretende fazer. O governo apresenta ainda sanções para as fundações que não respondam aos censos. Medidas que "visam assegurar o cumprimento efectivo e tempestivo do dever de resposta ao questionário", diz a proposta. O governo quer ter acesso aos dados dos relatórios de actividades, relatórios de contas e gestão e aos valores dos apoios financeiros, desde 2008. Além disso as fundações têm de prestar informações sobre os vínculos, remunerações e outros benefícios dos funcionários e ainda o valor do património afecto pela administração directa e indirecta do Estado. Os organismos que não responderem ficam automaticamente sem 10% da dotação orçamental ou da transferência do Orçamento do Estado, no mês ou nos meses seguintes ao incumprimento, "até que a situação tenha sido devidamente sanada", lê-se no documento. O censo a estas entidades, decidido a semana passada em Conselho de Ministros, tem de estar fechado até ao final do ano. Depois de conhecidos todos os detalhes sobre cada fundação, cabe ao ministério das Finanças em conjunto com a entidade da administração pública responsável - seja ela central, regional ou local - decidir se levanta as medidas preventivas ou se as transforma em definitivas. A decisão final do gabinete de Vítor Gaspar e dos organismos da administração pública têm de ser tomada até 30 dias após a publicação do resultado do censo. Caso a fundação seja participada pelas regiões autónomas ou autarquias, o prazo é alargado por mais dez dias, para que os governos regionais e as câmaras municipais se possam pronunciar.

TELEMÓVEIS DE DUARTE LIMA EVIDENCIAM PREMEDITAÇÃO DO CRIME

Duarte Lima utilizou vários telemóveis comprados horas antes do crime  

Domingos Duarte Lima terá utilizado diversos telemóveis na véspera e no dia em que foi assassinada Rosalina Ribeiro, antiga secretária e companheira do milionário português Lúcio Tomé Feteira – apurou o SOL junto das autoridades do Rio de Janeiro que investigam o crime, ocorrido a 7 de Dezembro de 2009. Esta circunstância reforça a suspeição da Polícia brasileira sobre o envolvimento do advogado no assassínio, já que não foi registada nesses dias nenhuma ligação telefónica, conforme o próprio referiu, entre o seu telemóvel ‘oficial’ e Rosalina – ao passo que existem várias chamadas de um outro número para esta, feitas nas imediações da sua residência, onde Duarte Lima a recolheu no carro que alugara. Só depois de ter localizado a rent-a-car utilizado por Lima é que a Polícia descobriu onde o advogado pernoitara. E descobriu ainda três números de telemóvel brasileiros, que Duarte Lima dera à firma como referência para fazer o contrato de aluguer do carro: um indicou-o como sendo dele próprio, mas na verdade é titulado pelo motorista de executivos Wenderson Oliveira (que em viagens anteriores, em Setembro e Novembro de 2009, o conduzira num carro diferente); outro é também pertença do motorista e o terceiro é de Marlete Oliveira, sua secretária, que também se encontrava em Belo Horizonte.

Foi através do registo das chamadas recebidas por esta nos dois dias em que Duarte Lima permaneceu em Belo Horizonte que os investigadores determinaram que o advogado estaria a usar no país dois telemóveis em roaming: um com cartão português sem assinatura e um com cartão suíço. E é pela localização celular (que permite identificar o percurso do utilizador desses aparelhos) e pelo fluxo das chamadas efectuadas para Marlete naqueles dois dias, que as autoridades brasileiras têm a convicção de que Duarte Lima teria esses telemóveis na sua posse e que, na véspera do crime, obedecendo a um plano, circulou durante mais de três horas na zona onde o corpo de Rosalina viria a ser encontrado (conhecida por Região dos Lagos). Foi descoberto ainda um outro cartão de telemóvel, também português e sem assinatura, que apenas serviu para contactar Rosalina na véspera e no dia em que esta foi morta. O número deste cartão apenas difere do primeiro nos três últimos algarismos – o que indica, segundo as autoridades brasileiras, tratar-se de cartões da mesma série, emitidos pela operadora no mesmo dia, e que poderão ter sido vendidos à mesma pessoa na mesma loja. Foi este, aliás, o primeiro número que despertou a suspeita nos investigadores e os levou a estabelecer desde logo uma relação com a pessoa com quem Rosalina fora ao encontro, a 7 de Dezembro de 2009. Foi o próprio advogado português quem forneceu a pista aos agentes da Polícia brasileira quando, dois dias depois do desaparecimento da sua cliente, lhes enviou um fax onde assumia que, após um telefonema que esta lhe fizera na véspera, deslocara-se de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro, onde ficara agendado, pelas 20h, um encontro entre os dois. Segundo o próprio, a chamada teria sido efectuada para o número de telemóvel que forneceu à Polícia. (in, Jornal Sol).

FINANCIAL TIMES CHAMA À MADEIRA "A ILHA DESONESTA"

é incontornável e já inevitável o fim do reinado de Alberto João na Madeira

O 'Financial Times' considera a Madeira a "ilha desonesta", enquanto o 'La Vanguardia' diz que Jardim é um "rebelde dentro do seu partido". O buraco de 1.113 milhões de euros da Madeira, que foi hoje revelado pelo Banco de Portugal e pelo INE, não escapou à generalidade da imprensa internacional, que refere que vai colocar ainda mais pressão sobre Portugal no cumprimento das medidas acordadas com a 'troika' no âmbito do resgate internacional. O Financial Times é um deles. No blogue de um dos seus colaboradores, o maior jornal britânico refere-se à Madeira como a "ilha desonesta". "A Madeira, um pitoresco arquipélago de 267,000 pessoas, esbarrou com Portugal continental esta sexta-feira, espalhando-se em cacos de um novo passivo", escreve o jornalista Joseph Cotterill no FT AlphaVille. Também o Wall Street Journal colocou na sua homepage a notícia com o título: "Portugal encontra buraco de 1,5 mil milhões de dólares". O jornal económico norte-americano adianta que o "Banco de Portugal revelou esta sexta-feira que a ilha da Madeira, uma pequena região autónoma, omitiu 1,1 mil milhões de euros (1,53 mil milhões de dólares) de endividamento nos últimos ano, situação que vai colocar mais pressão sobre o país no cumprimento dos objectivos orçamentais perante o seu resgaste internacional massivo". No país vizinho, é o La Vanguardia a dar conta do novo buraco madeirense, que "vai obrigar Portugal a rever o seu défice", referindo-se a Jardim como um político "com uma reputação de rebelde dentro do seu partido e historicamente polémico nas suas declarações". Já no Brasil, o Globo titula que a "llha da Madeira omite dívida bilionária e eleva pressão sobre Portugal".

ECONOMISTAS JÁ ADMITEM SAÍDA DO EURO

finalmente começa a passar para a imprensa o que já se comentava à porta fechada na Assembleia

Comentado abertamente no exterior - e admitido por cada vez mais pessoas em Portugal. O risco de saída de Portugal da zona euro continua a ser afastado pelas lideranças políticas dos três partidos, mas é admitido por cada vez mais economistas e empresários - mesmo aqueles que defendem que essa saída, que teria que ser voluntária à luz dos actuais tratados europeus, resultaria num desastre para o país. A admissão de tal cenário - que não significa que seja o mais provável - sinaliza uma tendência de mudança na percepção. Há um ano a saída da moeda única era um cenário considerado impensável pela generalidade dos políticos portugueses - excepto na esquerda radical (ver texto na página 20) - e com probabilidade mínima ou nula por vários economistas. O agudizar da crise na zona euro e a aceleração de uma eventual falência grega têm alterado a percepção. Por outro lado, a análise dos últimos dez anos do euro e das condições competitivas da economia portuguesa, levam a que surjam mais pessoas não só a admitir o risco de saída, mas a defender essa decisão, abrindo um debate público sobre a análise custo/benefício da moeda única. "Uma saída controlada teria custos muito fortes no curto prazo, mas a médio prazo poderia representar o fim de uma década de estagnação e a possibilidade de voltarmos a crescer como há mais de dez anos não crescemos", aponta o economista Pedro Braz Teixeira, investigador da Universidade Católica e ex-membro do gabinete de Manuela Ferreira Leite nas Finanças. A saída do euro teria de ser negociada voluntariamente - a expulsão não é permitida pelas actuais regras europeias - e o processo poderia demorar algum tempo. "As pessoas têm mais consciência de que a saída seria um processo muito complexo", comenta Cristina Casalinho, economista-chefe do Banco BPI, para quem o risco de saída não existe.

ESQUERDA EM BERLIM PREPARA DERROTA DE MERKEL

Merkel a um passo de ter de abandonar as suas incompetentes políticas europeias

Os sociais-democratas alemães (SPD) preparam-se para novo triunfo nas eleições regionais de Berlim, no domingo, a avaliar pelas últimas sondagens, que os colocavam bem à frente dos democratas cristãos (CDU) da chanceler Angela Merkel. Há 10 anos no poder em Berlim, em coligação com os neocomunistas do die Linke, o SPD e o popular burgomestre Klaus Wowereit recolhiam nos últimos inquéritos de opinião mais de 30 por cento nas intenções de votos, contra escassos 20 por cento para a CDU. Os sociais-democratas só deverão ter uma dificuldade pela frente: que parceiro escolher para formar novo Senado entre o seu atual aliado, os neocomunistas do Die Linke, e os ambientalistas Verdes. A hipótese de uma coligação do SPD com a CDU foi categoricamente posta de parte por Wowereit durante a campanha eleitoral berlinense, reduzindo ainda mais as esperanças do cabeça de lista democrata cristão, Frank Henkel. O melhor a que a CDU poderá aspirar, segundo os mesmos inquéritos de opinião, é superar os Verdes, que chegaram a ser dados como favoritos nestas eleições há um ano, mas entretanto caíram nas intenções de voto, devendo quedar-se pelos 19 por cento. A confirmar-se a derrota da CDU e a derrocada do FDP em Berlim, a pressão sobre o executivo de Merkel, cujo partido voltou a sofrer copiosa derrota nas regionais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, há duas semanas, poderá aumentar.

GOVERNO SUSPENDE PROJECTO MAGALHÃES PARA AS FAMÍLIAS

projecto megalómano de produzir computadores levou milhões ao Estado

O Ministério da Educação decidiu suspender o programa “Magalhães”. As novas inscrições para receber os computadores portáteis estão suspensas, revelou ao DN, Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap). O gabinete do ministro da Educação, Nuno Crato, confirmou àquele jornal, estar a avaliar o programa, mas não adiantou detalhes sobre o ponto de situação da entrega de portáteis referentes ao concurso lançado ainda no mandato de Isabel Alçada. A Fundação para as Comunicações Móveis (FCM), responsável pela gestão da primeira fase de entrega dos Magalhães, deve 65 milhões de euros às operadoras móveis que fornecem as placas e o serviço de ligação à internet, sendo a maior fatia referente à TMN (50 milhões). À Optimus a FCM deve 14,8 milhões e à Vodafone 500 mil euros, adianta o DN.

GANG ASFIXIA ATÉ À MORTE IDOSO E SEQUESTRA FAMÍLIA EM ALMADA

o crime violento expande-se e alarga a sua actividade a todo o tipo de violência gratuita

Aos 73 anos, tinha acabado de vencer um cancro. Esta quinta-feira, foi espancado e asfixiado até morrer por três indivíduos encapuzados que lhe assaltaram a casa na Sobreda, Almada. Com armas de fogo, os ladrões sequestraram também a mulher e o filho da vítima. O crime aconteceu bem cedo na considerada pacata Quinta do Bau-Bau, mais precisamente na praceta daquela urbanização. Eram cerca das sete horas quando três indivíduos pularam o muro lateral para entrar na vivenda número 14. Poucos minutos depois, apurou o JN, António Macedo abriu as portadas da casa e quando se preparava para sair para o quintal foi atacado.

ESPANHA APLICA IMPOSTO ÀS 90.000 MAIORES FORTUNAS

José Blanco avançou com a medida de taxar ricos, ao contrário de Portugal, que só taxa pobres

O Imposto sobre o Património vai recair sobre quem tem mais de um milhão de euros. Com a reactivação do Imposto sobre o Património, o governo espanhol quer obrigar os 90.000 contribuintes mais ricos de Espanha a entregar mais dinheiro aos cofres do Estado. Segundo José Blanco, ministro do Fomento e porta-voz do executivo, o valor mínimo do património que terá que pagar a taxa irá ser "com toda a probabilidade" um milhão de euros. Um valor muito superior aos 120 mil euros sobre o qual incidia esta taxa quando foi desactivada em 2008. Com este patamar, precisou o governante, mais de 90% dos contribuintes irão ficar isentos de pagar o novo imposto, negando assim que o imposto é um ataque à classe média. "Não perseguimos ninguém. O objectivo é de que as pessoas que têm grandes patrimónios paguem mais", disse Blanco. Acrescentando que 70% dos espanhóis declaram rendimentos anuais inferiores a 24 mil euros, o ministro afirmou que o imposto deverá permitir receitas adicionais superiores a mil milhões de euros, um valor que é inferior aos 1,4 mil milhões de euros inicialmente estimado, mas que ainda assim é "muitíssimo dinheiro". Já o líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE), Alfredo Rubalcaba, foi mais ambicioso e estimou em cerca de 200 ou 300 mil o número de cidadãos que terá que pagar o imposto.

ESTÁDIO DE LEIRIA PENHORADO PELAS FINANÇAS

para que vão as Finanças querer um estádio que dá prejuízo pela cara manutenção?

A Direcção-Geral dos Impostos penhorou o estádio municipal de Leiria, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Raul Castro. Em causa está uma dívida que ronda os quatro milhões de euros relativa ao pagamento do imposto sucessório. A situação remonta a 2003, quando foi feita uma escritura de doação do direito de superfície dos terrenos onde está o estádio a favor da empresa municipal Leirisport. Em fevereiro deste ano, o presidente da Câmara de Leiria explicou que "sendo gratuita [a doação], está sujeita a imposto sucessório", mas que a situação poderia ter sido ultrapassada "com a venda simbólica por um euro". Outra alternativa seria o pedido de excepção ao Ministério das Finanças, dado que o estádio integrava um projecto nacional, o Campeonato Europeu de Futebol que se realizou em 2004. A situação foi detectada em 2006 no decurso de uma inspecção tributária à empresa municipal Leirisport. Na sequência da inspecção, o fisco aplicou "algumas contra-ordenações", tendo sido pagos em 2008 mais de 20 mil euros em coimas. Da dívida de quatro milhões de euros que as Finanças exigem liquidação, 600 mil respeitam a juros.

AUMENTO DAS RENDAS EM MAU TIMING SUFOCA FAMÍLIAS ENDIVIDADAS

a destruição da classe média continua em curso, nas suas várias frentes de ataque

Os inquilinos pedem uma isenção especial e até os proprietários reconhecem o mau timing do aumento . As rendas vão aumentar 3,19% em 2012, o valor da inflação apurada nos 12 meses terminados em Agosto último, expurgado dos preços de habitação. O valor foi ontem publicado pelo Instituto Nacional de Estatística e irá servir de base ao coeficiente utilizado para a actualização anual das rendas dos diversos tipos de arrendamento, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) - que estipula caber ao INE definir a actualização das rendas. Para que fique efectivo, o valor da actualização terá de ser publicado em Diário da República até 30 de Outubro. Este será um dos maiores aumentos dos últimos anos nas rendas, depois de em 2009 e 2010 o valor ter ficado congelado fruto da inflação quase zero, e surgirá na mesma altura em que também se registam aumentos recorde nos transportes, luz, e gás. A Associação de Inquilinos Lisbonenses considerou injusto o valor do aumento das rendas para 2012, defendendo que o governo deveria decretar uma excepção este ano. Apesar de o valor de 3,19% para 2012 ser o normal e estar de acordo com a lei, face aos aumentos em todas as frentes da vida social portuguesa, desde os transportes ao gás, passando pela electricidade e os combustíveis, o congelamento dos salários e das pensões, não só este ano mas nos próximos, e até o corte no próximo subsídio de Natal, não é justo mais este aumento.

MERKEL AVISA GRÉCIA E MANDA CALAR PARCEIROS EUROPEUS

Merkel tenta calar o que não se pode esconder: a sua própria incompetência para o cargo

A chanceler alemã, Angela Merkel, está a procurar ser "a voz da razão" no imbróglio grego. A responsável mostra "esperança" de que o governo grego esteja agora a tomar as medidas correctas para garantir a entrega da próxima tranche de ajuda financeira. Ao mesmo tempo, pede "tento na língua" aos parceiros de coligação, cujas declarações podem aumentar a incerteza no mercado, "que já é suficientemente grande".

FALÊNCIA ECONÓMICA DA GRÉCIA ARRASTA BOLSAS DE TODO O MUNDO PARA O ABISMO

inauguração do "9/11 Memorial": o fosso económico criado pela NWO entra na espiral final

A falência iminente na economia grega levou as bolsas de valores da Ásia e Europa a cairem fortemente. O clima de bancarrota na Grécia deixou os investidores extremamente receosos em investir no mercado financeiro. As bolsas asiáticas foram as primeiras a apresentar reação negativa frente à insegurança total com a economia grega. Em Tóquio, a bolsa teve baixa de 2,31% e em Hong Cong a queda foi de 4,21%. Já na Europa a situação é mais grave, as bolsas europeias abriram em forte baixa. A bolsa de Paris perdeu 4,8%, em Frankfurt a baixa é de 3,55%, em Madrid a bolsa caiu 3,38%, em Milão 4,1% e em Londres o prejuízo é de 2,49%. As principais acções que estão em desvalorização aentuada são os títulos bancários. Os bancos franceses destacam-se, o Société Générale 8,94%, BNP Paribas perdeu 13,32% e o Crédit Agricole, 8,94%.

O governo grego anunciou no último fim de semana que vai adoptar mais medidas de cortes de gatos para atingir as metas orçamentárias do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do BCE (Banco Central Europeu) para que o novo pacote económico de ajuda seja liberado. O novo plano é de 160 bilhões de euros. A meta do déficit grego é de 17,1 bilhões de euros em 2011 e 14,9 bilhões de euros no próximo ano. Entre as medidas de corte está há a criação de um novo imposto sobre os imóveis com duração de dois anos. O imposto imobiliário vai custar aos gregos 4 euros por metro quadrado do imóvel. A reação dos mercados internacionais indica que, para os banqueiros e especuladores, a Grécia não vai dar lucro, não tem “salvação”, está falida. A falência Grega tem implicações muito maiores do que se possa imaginar. A bacarrota da economia grega pode acarretar a sua saída da zona do euro e provocar um efeito dominó em todas as demais economias endividadas, inicialmente a Irlanda e Portugal e depois atingir Espanha, Itália e França o que, a médio prazo, pode levar à extinção da zona do euro, contrariando os mais incrédulos e estáveis "pensadores" da União Europeia.

GOVERNO RECUSA PROPOSTA ALEMÃ DE COLOCAR BANDEIRAS A MEIA HASTE

os sinais neo-nazis do federalismo forçado pela Alemanha são cada vezes mais evidentes

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus manifestou hoje em Bruxelas a sua discordância com a sugestão do comissário alemão de as bandeiras dos países endividados serem colocadas a meia haste nos edifícios das instituições europeias. "Acho mal", disse Miguel Morais Leitão, à saída de uma reunião dos responsáveis dos Assuntos Europeus dos 27, quando instado a comentar a sugestão do comissário europeu da Energia, o alemão Gunther Oettinger, segundo o qual "as bandeiras dos pecadores da dívida poderiam ser colocadas a meia haste nos edifícios da União Europeia", como meio dissuasor. O secretário de Estado não quis todavia alongar-se em comentários, designadamente sobre se a ideia espelha um endurecimento por parte da Alemanha ou será mais uma opinião pessoal, reiterando apenas que acha "mal" a ideia avançada pelo comissário. "Acho mal a proposta, não queria comentar mais", declarou.

OBAMA ALERTA: "ESPANHA E ITÁLIA SERÃO EM BREVE OS MAIORES PROBLEMAS DA UE"

10 anos depois do 9/11 a Grécia, berço da Europa assume falência: simples coincidência?

Se os mercados continuarem ao ataque, Espanha e Itália vão tornar-se os grandes problemas da zona euro, afirma o presidente americano. Num encontro com jornalistas espanhóis, Barack Obama admite que a Grécia é o problema mais imediato para os líderes europeus, mas avisa que, se “os mercados continuarem a atacar”, Espanha e Itália tornam-se “o maior problema”. O presidente americano reconhece que é difícil alcançar uma coordenação em termos europeus, “porque são muitos países, com políticas e situações económicas distintas”. Nesse sentido, defende que os líderes europeus “têm de reunir-se e tomar uma decisão sobre como podem combinar a integração monetária com um conjunto mais eficaz de políticas orçamentais coordenadas. Obama considera que a solução da crise é dar confiança aos mercados de que “os países com excedente na Europa [como é o caso da Alemanha] estão dispostos a apoiar os seus parceiros da zona euro”. O presidente americano admite mesmo que a crise da dívida da zona euro será “um assunto importante” da próxima reunião do G20 em Novembro. Mas, ainda antes disso, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, irá participar esta semana na reunião dos ministros das Finanças europeus, onde deverá estar em discussão o tema quente do momento: a possível falência da Grécia.

9/11: UMA DEMOLIÇÃO CONTROLADA, UMA GUERRA DOS MUNDOS, UM IMPÉRIO DA NWO

W. Bush: o vértice da teia que arquitectou a demolição de todo o complexo do WTC

Aos olhos de todo o mundo, dois aviões colidem contra os edifícios mais altos e simbólicos da maior caput mundi, a capital mundial do comércio: Nova Iorque. Apesar do apertado controlo aéreo norte-americano para a aviação para aquela cidade, o impossível aconteceu, filmado em directo para todas as televisões do mundo. Dick Cheney enquanto Secretário da Defesa dos EUA deu ordem para nenhum avião de patrulha da Força Aérea descolar do solo. Dick Cheney um homem que tal como Henri Kissinger (um dos homens que serve a máfia económica dos EUA ao serviço da CIA e responsável por fomentar a maioria dos conflitos armados do mundo desde os anos 60 para benefício comercial dos EUA, pela venda de armamento a ambos os lados dos conflitos armados) serviu a Casa Branca desde os tempos de Nixon e das conspirações iniciais da CIA para instituir uma Nova Ordem Mundial (NWO) à força, inspirada nos objectivos muito determinados da Gestapo de Hitler. Aliás é exactamente na II Guerra Mundial que começou o 9/11...

Quando na famosa operação secreta designada PaperClip, os EUA ocuparam a Europa após o Dia D e procuraram levar o máximo de cientistas e homens da Gestapo para bases norte-americanas (a maioria foi parar ao deserto do Nevada onde hoje está a famosa Area 51) bem como toda a sua avançada tecnologia, ninguém imaginava que que os objectivos de Hitler não iriam morrer mas antes ser salvos e continuados na maior potência económica do mundo: os próprios EUA. Até as bombas atómicas lançadas em Hiroxima e Nagasaki não foram da autoria dos americanos, mas trocadas (pelo acolhimento desses nazis nos EUA sob protecção secreta do Governo) por uma facção da Gestapo que queria salvar o real projecto da NWO de Hitler: um só mundo, uma só voz de comando, um só Império Global. As bombas atómicas não foram largadas na Alemanha nem na Europa, nas num país distante dos arianos germânicos, porque essa era uma das condições para darem informações vitais aos americanos para ganharem a guerra e salvarem assim toda a tecnologia nazi, a mais avançada do mundo de então. Se a II Guerra Mundial não tivesse sido ganha quando foi, devido à ajuda dessa facção de nazis, em 1946, Hitler lançaria o maior ataque da história aos EUA: aviões especialmente criados para o efeito, os B2 lançariam várias bombas atómicas em solo norte-americano, devastando da face da terra esse inimigo dos seus objectivos. O primeiro ataque seria, exactamente, na baixa de Nova Iorque... Coincidência? A juntar a esta coincidência outra ainda mais "coincidente": tanto Hitler como Mussolini acordaram em publicitar o famoso "ano 1" do Império Nazi sonhado dos 1.000 anos, o próximo milénio. Mussolini chegou a inscrever essa data no pavimento do seu Estádio Olímpico de Roma (ainda hoje estão gravadas em pedra). O 9/11 deu-se neste ano 1 do novo milénio: 2001 - A Odisseia no Espaço - um filme em directo para as televisões e que nos lembra esse clássico de Kubrick onde os aspectos da raça, desde os primeiros primatas até aos sofisticados astronautas norte-americanos vestidos de branco (os novos arianos) dominam a tecnologia última: a aeronáutica.

O ataque do 9/11 não foi pensado pela Al-Qaeda, como se apressaram a noticiar rapidamente todas as televisões norte-americanas, em uníssono, apenas poucas horas depois dos "atentados". Estes ataques foram meticulosamente pensados com frieza e antecedência por um pequeno grupo de poderosos do Governo de Bush, dos Skull's e de todos os llluminati's ligados à Comissão Trilateral, à CIA e à indústria militar dos EUA. Henri Kissinger, Dick Cheney, George Bush são apenas alguns destes cabecilhas. George Bush reuniu em si todos os poderes e foi ele que controlou desde o início a Comissão de Investigação do 9/11, instituída oficialmente apenas um ano depois do 9/11, quando já todos os destroços das torres gémeas tinham sido levados de barco para a China para serem "reciclados"... Depois a Comissão limitou-se a emitir comunicados formais acusando a Al-Qaeda, sem nenhum fundamento técnico, e sem que tivessem sido feitas investigações forenses sérias, apesar dos milhões de provas deixados no terreno... Terreno que tinha de ser limpo e deixado pronto para o novo projecto imobiliário do novo proprietário do WTC, um ex-CIA man, claro... A demolição mais cara do mundo (os edifícios sofriam de Asbestos, o cancro do aço, estavam tecnicamente obsoletos enqunto arranha-céus e tinham de ser demolidos) foi assim transformada na maior, mais brilhante e menos cara demolição dom mundo, sob o pretexto de um atentado terrorista, atentado que serviu assim múltiplos interesses, o maior deles, a Guerra no Médio Oriente e em África com uma etiqueta agora GLOBAL: a luta contra o TERRORISMO. Esta plavra passou assim a designar todos os regimes que se opõem aos objectivos neo-nazis e monopolistas desta New World Order, que segue à risca os objectivos de Hitler, agora potenciados por 70 anos de desenvolvimento da tecnologia nazi de então.

O melhor documentário-investigação sobre a demolição controlada das torres (que teria de ser meticulosamente preparado meses antes para ter o menor impacto possível) chama-se - 9/11 Coincidences - e pode ser visto no Youtube em: http://www.youtube.com/watch?v=Odp1FO0Vmuw (parte 1 de 19 partes no total). Aqui prova-se como o embate dos dois aviões (carregados de combustível e explosivos especiais para potenciar o impacto do incêndio necessário) na base do primeiro quarto do edifício a contar do topo, permitiu que o edifício ardesse largando fumo negro, a camuflagem perfeita para o momento em que nos pisos inferiores se detonariam simetrica e sincronizadamente as cargas explosivas de demolição controlada (colocadas semanas antes por equipas especializadas e militares operativos da CIA) que evitariam transformar a demolição controlada num verdadeiro desastre urbano. Esta técnica do fumo do incêndio como camuflagem para se realizarem as explosões foi igualmente utilizada no edifício n.º 7 onde não embateu nehum avião mas onde, também inexplicavelmente foi despoletado um enorme e longo incêndio, que os bombeiros se recusaram a combater. Assim as duas gigantescas torres cairam "inexplicavelmente" na vertical, quase sem desvios, dentro do terreno de todo o WTC. O fumo e cinzas libertadas nademolição seriam a camuflagem seguinte, logo seguidas das falsas notícias da imprensa e das falsas declarações e total controlo da operação pelo próprio n.º 1 dos EUA: George W. Bush. E assim tudo seguiu o caminho esperado. Um pequeno grupo conseguiu enganar um mundo inteiro, através de pequenos truques de magia e tecnologia. O que ganharam? Tudo. Guerras, mais comércio de armamento e de todo o tipo de tecnologias e bens ligados ao combate (agora global) de luta contra o terrorismo. Para além disso, a CIA, esta nova Gestapo, ficou com livre acesso às informações confidenciais das secretas de quase todas as nações de todo o mundo, um dos sonhos sonhados dos nazis, e experimentado nos campos de concentração. Nova Iorque, Noruega, Londres e Berlim, capitais do mundo recentemente alvo de estranhos ataques e incêndios, correspondem ao plano meticuloso dos nazis para a invasão e controlo do mundo. Quem ainda não viu esta realidade, está a perder o seu tempo...

FORAGIDO PORTUGUÊS DA MÁFIA DA NOITE MATA BRUTALMENTE EM IBIZA

máfia violenta especializada em extorsão aos bares e discotecas da noite, mata em Ibiza

Paulo Baptista está em fuga das autoridades portuguesas desde Abril de 2009, depois de ter sido condenado a mais de seis anos de prisão no caso «Máfia da Noite» e é procurado agora também pelas autoridades espanholas, por causa do homicídio de um empregado do hotel em que era segurança, em Ibiza. José Pereira Sousa - é assim que é identificado pela imprensa espanhola - foi apanhado pelas câmaras de segurança do Ushuaïa Beach Hotel a desferir um murro em Abel Ureña Zafra, de 28 anos, que o deixou em coma e acabou por lhe causar a morte. As imagens que o incriminam em Espanha acabaram também por revelar a verdadeira identidade do português. Mas desde a noite de 19 de Agosto, em que aconteceu a agressão, Paulo Baptista deixou de ser visto. O director nacional adjunto da PJ, Pedro Carmo, explicou, que, «aparentemente», José Pereira Sousa e Paulo Baptista «tratam-se da mesma pessoa» e que foi a polícia portuguesa que, ao saber do caso em Ibiza, alertou as autoridades espanholas para esta possibilidade. «Pendem sobre ele mandados de captura nacional e internacional», salientou, recordando que Paulo Baptista «é o último elemento [do grupo Máfia da Noite] que se encontra em liberdade».

O português, de 33 anos, não terá gostado de ver Abel Ureña na companhia da companheira, junto a um restaurante japonês que fica no recinto do hotel. Apesar da tentativa de alguns elementos da segurança em travá-lo, o «Diario de Ibiza» explica que Paulo Baptista foi atrás do colega, que se refugiou numa zona de cargas de descargas do hotel. Afastando outros dois seguranças do caminho, o português abriu a porta do local onde a vítima se encontrava em desferiu um único golpe com a mão esquerda que desfez a mandíbula de Ureña, que ficou no chão, numa poça de sangue. Segundo o «Diario de Ibiza», o português era descrito pelos companheiros como um especialista em luta corpo-a-corpo conhecida como «vale tudo». Baixo, mas corpulento. Comparavam-no a Mike Tyson. Seriam treinados por ele. Na noite lisboeta, Paulo Baptista era considerado o braço direito de Alfredo Morais - que também escapou à justiça, mas foi capturado na Lituânia. Eram os dois principais elementos do grupo de 13 indivíduos condenados no processo «Máfia da Noite», acusados, entre outros crimes, de extorsão a donos de bares, agressões e segurança ilegal na noite lisboeta.

JOSÉ SEGURO PROPÕE MEDIDAS PARA REPOSIÇÃO DE JUSTIÇA SOCIAL

ao estilo de Guterres, Seguro afirma: "as pessoas estão primeiro"

"As pessoas estão primeiro". É este o ‘slogan' que marcará os dois primeiros dias do XVIII congresso do PS, que hoje começa em Braga, onde Seguro promete romper com o passado, guinando à esquerda, e apresentar propostas alternativas para impor mais justiça social. Nos seus dois discursos, o secretário-geral do PS terá duas linhas de orientação: as pessoas têm que estar no centro das políticas e reformas e o PS passará a ser um partido de debate. O recurso ao ‘slogan' tem precisamente o objectivo de enfatizar a mensagem humanista que António José Seguro pretende passar ao País e servirá como mote para vincar as diferenças ideológicas do PS face ao Governo e à política de austeridade de Pedro Passos Coelho. Um ‘slogan' que Seguro foi recuperar ao modelo de governação daquele que ainda hoje é a sua referência política - António Guterres. Seguro vai mesmo apresentar as propostas estruturais que tem estado a preparar nos últimos dias. Diplomas que terão na sua base "a justiça social". O secretário-geral socialista entende que Passos Coelho tem extravasado o memorando da ‘troika' em prejuízo das pessoas e, sobretudo, da classe média e vai exigir que o acordo com FMI, BCE e União Europeia seja concretizado com mais sensibilidade social. O núcleo duro de António José Seguro estava ainda ontem a ultimar algumas propostas, mas é certo que o líder socialista vai opor-se às privatizações (nomeadamente RTP e Águas) e propor que as empresas e quem tem rendimentos de capitais assumam um maior esforço no combate ao défice e saída da crise. Está previsto que o líder socialista proponha que todos os rendimentos de capitais e mais-valias acima dos 50 mil euros anuais sejam sujeitos a englobamento obrigatório. E também propostas alternativas ao corte no subsídio de Natal.

LAGARDE: "ECONOMIA MUNDIAL ATRAVESSA FASE MUITO PERIGOSA"

nacionalização da banca da UE poderá impedir clientes de levantarem os seus depósitos

Os países desenvolvidos devem agir "agora e com audácia" para relançar a economia, afirmou hoje a diretora-geral do FMI. "A mensagem chave que quero transmitir hoje, é que os Estados devem agir agora e agir com audácia" porque a economia mundial "atravessa uma fase cheia de perigos", declarou Lagarde durante um discurso no instituto Chatham House em Londres, antes de partir para Marselha, onde terá lugar uma reunião do G7. A directora-geral do Fundo Monetário Internacional também saudou hoje o plano de 447 mil milhões de dólares a favor do emprego a favor do emprego nos Estados Unidos apresentado na véspera pelo presidente norte-americano, Barack Obama. "Saudamos as propostas do presidente Obama, que se concentram no apoio ao crescimento e à criação de empregos a curto prazo", afirmou Lagarde.

REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA IMPLICA NACIONALIZAÇÃO DA BANCA EUROPEIA

banca controlada pelos políticos da NWO, um sonho neo-nazi do novo mundo pós-9/11

A banca europeia pode precisar de até 92 mil milhões para responder a reestruturações de dívida pública, escreve a Goldman Sachs. É esta a principal mensagem de um ‘research' do Goldman Sachs que está a condicionar a negociação nas bolsas europeias, nomeadamente no sector financeiro, que perde mais de 2%. A Goldman construiu um cenário de choque no mercado de dívida soberana para testar o comportamento da banca europeia nessa adversidade. A conclusão é a de que 38 bancos poderão precisar de aumentar capital entre 30 a 92 mil milhões de euros para responder a reestruturações de títulos de dívida pública que têm nos seus balanços. E nos casos das instituições financeiras gregas, italianas, irlandesas, portuguesas e espanholas haverá dificuldades para, sem o patrocínio do Estado, conseguir levantar esses fundos. Isso pode significar nacionalizações: "Aqui o capital teria de ser disponibilizado pelo soberano, gerando nacionalizações parciais ou totais, ou por instituições multinacionais", lê-se na nota que a Goldman Sachs enviou aos seus clientes. Esta análise desencadeou uma chuva de ‘downgrades' na avaliação do Goldman para a banca europeia, a que não escaparam três bancos portugueses: o ‘target' para o BCP desceu de 0,4 para 0,33 euros; o preço-alvo do BES caiu de 3,1 para 3 euros; e a avaliação do BPI emagreceu de 1,15 para 1 euro. (in, Económico).

GOVERNO SUSPENDE CONSTRUÇÃO DA TERCEIRA AUTO-ESTRADA LISBOA-PORTO

obras faraónicas iniciadas em plena crise, pelo Governo Sócrates, começam a abrandar

O facto de ainda não ter entrado em obra, facilita a suspensão do troço do IC3, entre Condeixa e Coimbra. O próximo corte de investimento no programa de novas concessões rodoviárias lançado pelo último governo de José Sócrates deverá levar à suspensão da construção do IC3, entre Condeixa e Coimbra, incluída na concessão do Pinhal Interior. Esta concessão foi adjudicada a 10 de Janeiro de 2010 ao consórcio da Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Banco Espírito Santo (BES). A concessão da Pinhal Interior, juntamente com a Auto-estradas do Centro (que já tinha sido suspensa pelo ex-ministro das Obras Públicas, António Mendonça, a 10 de Fevereiro de 2010), constituía a polémica "terceira auto-estrada Lisboa-Porto". Este é o corte mais significativo de um conjunto de investimentos nas novas concessões rodoviárias que poderão ser alvo de cancelamento, de acordo com um levantamento que está a ser efectuado pela Estradas de Portugal. A decisão final ainda não foi tomada, porque o Governo quer discuti-la com os autarcas da região, mas é dada como "muito provável". O troço do IC3 em causa tem uma extensão prevista de 25,6 quilómetros e o investimento global seria de 570 milhões de euros, não só em construção, mas também na componente de exploração e manutenção, e nos custos de financiamento, ao longo dos 40 anos da concessão.

BLAIR TROCOU TERRORISTA DE LOCKERBIE PARA COMPRAR PETRÓLEO LÍBIO PARA A BP

a hipocrisia da política europeia com a Líbia chega a ser "nojenta" e anti-constitucional

Nunca ficou escrito no papel, que estas coisas são demasiado sensíveis para se registarem preto no branco. Mas o último ministro dos Negócios Estrangeiros de Muammar Kadhafi, Abdulati al-Obeidi - actualmente detido pelos rebeldes - disse agora ao enviado especial da BBC que, em 2009, as autoridades líbias deram a entender que a libertação de Abdelbaset al-Megrahi, um dos dois bombistas condenados pelo atentado de Lockerbie, poderia ajudar a BP a conseguir grandes concessões de petróleo na Líbia. "Houve a sugestão de que libertá-lo poderia ajudar mas não era uma condição", afirmou Al-Obeidi à BBC. "O lado líbio e, como sabe, os britânicos, sabem como levar as coisas", acrescentou. Entregue a moeda de troca ao então regime de Kadhafi, a BP conseguiu um dos mais vantajosos contratos para explorar reservas de petróleo líbias. O documento terá sido assinado durante uma viagem de Tony Blair ao deserto da Líbia. A BP admitiu no ano passado ter sido pressionada para assinar um acordo em troca da controversa libertação de um prisioneiro porque os atrasos poderiam danificar "interesses comerciais". No entanto, a petrolífera negou qualquer envolvimento no caso Megrahi. Imagens de Al-Obeidi em coma, ligado às máquinas, aparentemente nos últimos dias do seu cancro, foram ontem divulgadas - o governo britânico sempre disse que a libertação de Al-Megrahi, condenado pela explosão do voo da PanAm em 1988 sobre o céu de Lockerbie, na Escócia, que matou 270 pessoas, tinha sido por razões humanitárias.

UM TERÇO DOS HOSPITAIS-EMPRESA EM FALÊNCIA TÉCNICA

sem dinheiro, mega-hospitais não são mais do que elefantes brancos vazios e decadentes

As medidas de redução de despesa hospitalar têm de ser aplicadas em prol da sobrevivência das unidades. O défice dos mesmos vai atingir os 300 milhões em 2011. Paulo Macedo disse hoje no Parlamento que “um terço dos hospitais-empresa está em falência técnica” e por isso foi preciso impor a redução de 11% da despesa dos mesmos, além do que estava acordado com a troika. Respondendo ao ex-ministro da Agricultura, António Serrano, que interrogou o porquê de algumas medidas do Executivo irem mais além da troika, Paulo Macedo relembrou que “os hospitais tiveram um défice em 2010 de 322 milhões de euros, vão ter em 2011 um défice de cerca de 300 milhões e muitos deles estão em falência técnica (um terço) e o seu próprio capital social está por realizar em mais de 400 milhões de euros”. O ponto de situação dos hospitais serviu para o ministro da Saúde justificar as medidas de redução de despesa que são “imperiosas”. “Os hospitais não conseguirão sobreviver com esta realidade se não houver redução de despesa. Esta redução de despesa que é necessária, e pode-se discutir o seu grau, é difícil pois continuaremos a assegurar tudo aquilo que é essencial”. Além disso, Paulo Macedo explicou que a redução imposta aos hospitais não visa apenas “cumprir a meta quantitativa de redução acordada com a troika, mas também assegurar que o compromisso global (as dívidas não podem aumentar) é assegurado”. No fim do ano a dívida aos fornecedores deve atingir os três mil milhões de saúde.

NOVAS REGRAS FAZEM 69.000 PORTUGUESES PERDER SUBSÍDIO DE DESEMPREGO

de um dia para o outro... puff... acabou-se o apoio social...

As novas regras de permanência no subsídio de desemprego implicaram o fim da prestação para quase 69.000 portugueses. Com esta medida, o Estado anunciou poupanças de 141 milhões de euros, avançam o Diário e o Jornal de Notícias. Mais de 45,5 por cento dos desempregados registados não têm qualquer apoio social, enquanto eram 35% os que há um ano se encontravam nesta situação. O fim do período de prestação de desemprego atingiu em média 14.600 pessoas por mês, desde julho do ano passado, enquanto foram aceites mensalmente 13.700 pedidos. Apesar da redução do tempo de trabalho necessário para ter direito ao subsídio de desemprego, diminuiu também o período da concessão da prestação, o que contribui para o aumento do número de pessoas fora do sistema de protecção social. O número de pessoas com direito à prestação do desemprego era em julho deste ano de 285.336, contemplando apenas 54,5% dos desempregados registados. A prestação média é de 497 euros, tendo registado uma descida em relação a maio. Em julho de 2010, este sistema abrangia 65% da população desempregada. No ano passado foram pagos 2,2 mil milhões de euros em subsídios de desemprego e este ano, até julho, esta verba foi de 1,2 mil milhões. Desde julho de 2010, o Governo poupou 141 milhões de euros, apesar de o desemprego atingir 12% da população activa.

FAMÍLIA DE SÓCRATES MOVIMENTOU CERCA DE 383 MILHÕES EM OFFSHORES

Governo Sócrates foi um Inferno para os portugueses, mas para a sua família o Paraíso...

O Correio da Manhã conta hoje que a família de do ex-primeiro-ministro José Sócrates tem 383 milhões em offshores. Os documentos foram entregues por Mário Machado. Acrescenta o CM que a empresa criada em 2000 no paraíso fiscal de Gilbraltar movimentou autênticas fortunas. Gestores são tio, tia e primos de Sócrates. O número, astronómico, é o somatório dos movimentos bancários de uma empresa com sede em Caimão, cujos gestores são o tio, uma tia e primos dos ex-primeiro-ministro José Socrates. A escritura da empresa foi feita em Gibraltar em 2000 e os documentos bancários relativos à mesma encontram-se no Departamento Central de Investigação e Acção Penal do Ministério Público. A família de José Sócrates, tem offshores há quase três décadas, segundo o que consta em documentos que estão na posse do Ministério Público há mais de um ano, mas que só agora vão começar a ser analisados pelos procuradores. Segundo o jornal, os documentos foram entregues por Mário Machado, líder da extrema-direita que está numa cadeia, ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, em Julho do ano passado. Os papéis foram então remetidos para o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, dirigido por Maria José Morgado e posteriormente reencaminhados para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que tem como directora a procuradora Cândida Almeida.

Segundo apurou o “Correio da Manhã”, os documentos são autênticos e mostram elevadas quantias que diversos familiares de José Sócrates transferiram para fora do País ao longo de quase três décadas. A maior parte dos documentos trata-se de extractos bancários. E há também documentos sobre a compra e venda de acções, designações de empresas sediadas nas ilhas Caimão, Man e Gibraltar, certificados de participações, operações em Bolsa, ofícios a diversas entidades e operações de valores mobiliários, refere o CM. Segundo o jornal, os documentos “são autênticos e mostram elevadas quantias que diversos familiares de José Sócrates transferiram para fora do País ao longo de quase três décadas”. Antes de prender Mário Machado, a Polícia Judiciária terá interceptado conversas telefónicas onde o líder da extrema-direita fazia referência às provas que teria contra Sócrates, o que pode explicar a sua súbita prisão, durante o Governo Sócrates, bem como a sua vingança ao divulgar uma "bomba" deste tamanho...

AMARRADOS: SAIR DO EURO CUSTARIA A CADA PORTUGUÊS SÓ NO 1.º ANO 11.500€

banco suiço alerta: "ai daqueles que quiserem sair do euro"...

O banco suíço UBS publicou uma extensa análise sobre a união monetária. O ponto de partida é que, como está, o euro não funciona. A discussão sobre eventuais saídas do euro "subvaloriza as consequências" de uma ruptura na união monetária, escreve a equipa de economistas do UBS, para quem a probabilidade de isso acontecer "está próxima de zero". Nas contas do UBS o custo de um dos países mais debilitados do euro, onde se incluirá Portugal, sair do euro seria, só no primeiro ano, cerca de 9.500 a 11.500 euros por cidadão, o equivalente a 40 ou 50% do PIB dessas nações. E nos anos seguintes seria entre 3.000 a 4.000 euros por cidadão. Estes cálculos têm subjacente a bancarrota do País e o colapso do sistema financeiro e do comércio internacional. Se fosse a Alemanha a regressar ao marco, isso custaria entre 6.000 a 8.000 euros a cada cidadão germânico e cerca de 3.500 a 4.500 euros nos anos seguintes, qualquer coisa como 20 a 25% do PIB da maior economia europeia. Dado estes resultados, o UBS sugere que sai bem mais barato patrocinar os resgates de Portugal, Grécia e Irlanda. O banco nota também que estes cálculos não contabilizam os custos políticos resultantes de um desmembramento da zona euro. O peso da voz europeia no palco internacional, por exemplo, ficaria enfraquecido.

O PIOR DA CRISE DO EURO AINDA ESTÁ PARA VIR

o jornalista não duvida: 2012 poderá ser mesmo o "fim do mundo económico" da UE

«Um dos aspectos actualmente mais preocupantes na zona euro é o facto de qualquer estratégia de resolução da crise estar directamente dependente de uma recuperação económica moderadamente forte. O programa grego estava em apuros quando foi acordado há seis semanas. Todas as previsões oficiais estavam erradas. O país está numa depressão, e a dinâmica da sua dívida está "fora de controlo", afirma o seu novo conselho fiscal. Em Itália, o banco central está preocupado com a eventualidade do programa de austeridade poder vir a ter efeitos recessionistas. A estratégia de recapitalização - se assim lhe quisermos chamar - está também a cair por terra sob o peso do abrandamento económico. Na semana passada, assistimos a uma acesa disputa entre o FMI e os governos da zona euro quanto ao montante necessário para a recapitalização. Os dados finais relativamente à recapitalização podem ser muito mais elevados do que as estimativas do FMI se a economia voltar a entrar em recessão».

«O abrandamento começou durante este Verão e parece ter vindo a intensificar-se. Os empréstimos bancários ao sector privado têm vindo a cair nos últimos dois meses. A massa monetária em circulação está muito baixo da sua taxa de referência. Um estudo bastante seguido e levado a cabo junto de gestores aponta para uma quebra na actividade transformadora em Agosto. E perante tudo isto, a Europa pode estar já em recessão. A primeira, segunda e terceira prioridades dos políticos económicos europeus deve ser inverter este abrandamento. Se não conseguirmos inverter isto, a zona euro entrará numa situação de catástrofe, uma vez que cada programa de reestruturação correrá o em perigo de cair e não ver a luz do dia. Infelizmente, a política económica não está preparada para o abrandamento económico. O Banco Central Europeu tem vindo a apertar a sua política monetária desde a Primavera. A política orçamental está em fase de contracção, numa altura em que os governos se apressam a anunciar programas de austeridade. E os responsáveis políticos não parecem ter grande pressa para resolver o problema. A política monetária é a ferramenta mais importante nesta fase, uma vez que é o BCE mais espaço de manobra tem. As expectativas em torno da inflação mantêm-se. A minha medida de avaliação favorita, assente no mercado são os swaps de inflação de cupão zero. E os mesmos apontam agora para uma redução das metas inflacionistas do BCE. O banco central já não tem desculpa para não reduzir a sua principal taxa de refinanciamento de volta a 1%, ou até mais baixo. O objectivo deve ser assegurar que a taxa ‘overnight' converge de volta para o zero. Está agora perto de 1%, pelo que o âmbito efectivo de uma redução das taxas de juro é próximo de um ponto percentual».

«O fosso entre as taxas de juro da zona euro e dos EUA é particularmente grande, um pouco abaixo da curva de maturidade. As taxas do mercado monetário a um ano estão nos 2,1%, face a 0,8% nos EUA. Trata-se de um grande fosso que a política monetária europeia deve tentar fechar. Nada disto pode travar o abrandamento por si só, mas pode ser uma grande ajuda. E, por outro lado, o BCE deve considerar a possibilidade de mexer nas taxas de juro a longo prazo. O seu actual mercado de títulos foi concebido como instrumento de resposta à crise - ostensivamente, de modo a assegurar um bom funcionamento da política monetária. Mas ninguém nunca acreditou nisso. Existe, no entanto, uma solução. O BCE pode transformar o Programa do Mercado Único num programa de estabilidade macroeconómica. Para tal terá que aumentar a dimensão deste programa de forma significativa, para várias vezes o actual valor de 115 mil milhões de euros. Isto ajudaria a impedir a economia de cair numa armadilha de liquidez, algo que acontece quando a política monetária perde capacidade. E o que dizer da política orçamental? O mínimo que deveríamos esperar era que a zona euro abandonasse todos os programas de austeridade com efeitos imediatos e voltar a uma posição neutra do ponto de vista orçamental. Mas até agora uma mudança como esta nem consta da agenda. E como é típico na zona euro, cada país comporta-se como uma qualquer pequena economia aberta no outro extremo do mundo. Cada um acha que as suas acções não afectarão os demais».

«Mas quando a França, Espanha e Itália contaram as suas posições orçamentais ao mesmo tempo, juntamente com a Grécia, Portugal e Irlanda, o resultado é uma contracção orçamental coordenada. Apesar de alguns destes países terem um problema orçamental, a zona euro no seu todo não. O rácio da sua dívida face ao PIB é mais baixo do que o dos EUA, Reino Unido ou Japão. Se a zona euro tive passado para uma união orçamental há alguns anos atrás, o seu ministro das Finanças estaria agora em posição de agir. Em vez disso, o actual sistema de políticas não coordenadas conduziu a uma austeridade contagiosa e um abrandamento contagioso. Isto porque, enquanto não houver união orçamental, os Estados membros da zona euro não terão outra opção que não seja coordenarem-se entre si. Eu iria mais longe e defenderia um estímulo orçamental na Alemanha, Holanda e Finlândia para compensar a austeridade no Sul da Europa. O que importa é a posição orçamental da zona euro no seu todo. Existe ainda pouco reconhecimento nas capitais da zona euro de que o abrandamento económico constitui uma ameaça à existência da mesma. E acho que este abrandamento económico vai atingir fortemente a zona euro sem que esta se possa defender. E quando isso acontecer, a crise da zona euro vai acentuar-se e as coisas vão ficar muito feias».(in Económico, texto de Wolfgang Münchau).

CEO ONGOING ACUSA BALSEMÃO DE JOGO BAIXO PARA DEFENDER SIC DA VENDA DA RTP

o caso de espionagem da Ongoing foi revelado pelo Expresso, jornal de Balsemão

Nuno Vasconcellos, CEO da Ongoing, acusa Pinto Balsemão de estar a travar a privatização da RTP apenas para proteger a SIC. Num artigo de opinião hoje publicado no “Diário de Notícias”, o CEO a Ongoing, e parceiro desavindo de Balsemão no grupo Impresa, diz que é a favor da venda do canal público mas que não irá candidatar-se à sua compra enquanto for accionista do grupo Impresa que detém a SIC. “Enquanto formos accionistas da Impresa - onde temos uma participação com um peso económico idêntico à do dr. Pinto Balsemão, mas sem os subterfúgios das holdings em cascata – não vamos participar na privatização da RTP”. A tomada de posição parece, no entanto, servir sobretudo de pretexto para voltar ao assunto que tem estado na base do diferendo entre Vasconcellos e Balsemão: a gestão do grupo Impresa. "A Ongoing entende que a Impresa, no dia em que passar a ser bem gerida, pode e deve ser uma empresa lucrativa, sem que para tal necessite de utilizar formas ardilosas de limitação da concorrêncua ou de obtenção de benesses por parte do Estado".

IVA NOS SERVIÇOS POSTAIS VIOLA GRAVEMENTE A LEGISLAÇÃO EUROPEIA

o Governo está desgovernado; até a UE tem de puxar as orelhas aos governantes

A eliminação de isenção de impostos nos serviços postais é contraria à sexta directiva do IVA. O País arrisca um incumprimento e já houve avisos da Comissão Europeia. O Governo comprometeu-se a acabar com a isenção de IVA no serviço postal universal, o que tornará mais caro o envio de cartas ou encomendas, mas se o fizer arrisca-se a entrar em litígio com a Comissão Europeia (CE) e a enfrentar um processo de infracção por incumprimento da legislação comunitária.