PENSÕES VITALÍCIAS DE ANTIGOS GESTORES PÚBLICOS ESCAPAM A CORTES

cortes nas pensões públicas não chegam à elite do topo da pirâmide llluminati de políticos corruptos

A esmagadora maioria dos antigos titulares de cargos políticos vai ficar livre de um esforço especial adicional no âmbito da medida que corta pensões (regime geral e público) e salários públicos, mostra o Orçamento do Estado do próximo ano, avança o Diário de Notícias. Segundo a mesma fonte, quando todos os pensionistas que ganham acima de 485 euros vão sentir o peso da austeridade. O JN apurou que a larga maioria das subvenções mensais vitalícias pagas a personalidades da política portuguesa recebe a benesse em 12 prestações mensais. Como o Governo, na proposta de lei do Orçamento do Estado, apenas prevê ficar com o 13º e o 14º mês das subvenções. A medida terá pouco ou nenhum alcance. "Que eu saiba, nessas subvenções não existe subsídio de Natal, nem de férias. Nem teriam de haver, pela simples razão de, tecnicamente, não serem pensões", atira Luís Mira Amaral, um dos muitos ex-políticos que têm direito a esse tipo de apoio. O ex-ministro "não tem conhecimento" de casos fora do esquema das 12 mensalidades.

MINISTRO DAS FINANÇAS ANUNCIA MEDIDAS RECESSIVAS INFINDÁVEIS DA TROIKA

medidas da Troika só pararão quando todas as famílias estiverem a viver na rua?

A economia portuguesa vai contrair no próximo ano 2,8%, naquele que é o seu pior desempenho desde 1975. O desemprego vai chegar aos 13,4%, prevê o Governo na proposta de Orçamento (OE) para 2012 que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, considera ser um dos mais exigentes que Portugal já apresentou. A derrapagem nas contas públicas de 2011, revelou, é de cerca de 3,4 mil milhões de euros, ou seja, chega aos dois pontos percentuais do PIB. Há pouco mais de um mês, o executivo previa que a economia contraísse 1,8% no próximo ano, mas as previsões avançadas na proposta do OE são, agora, bem mais negras: o país vai viver a pior recessão desde 1975, com o PIB a cair 2,8%. É o resultado do reforço da cura de austeridade, que, além de todas as medidas já previstas no acordo de ajuda externa, irá cortar nos subsídios de férias e de Natal para os funcionários públicos e os pensionistas que ganham mais de mil euros por mês. Vítor Gaspar explicou, em conferência de imprensa, que estas previsões macroeconómicas têm em conta o efeito das medidas de austeridade e a degradação das perspectivas económicas. Para este ano, o Governo prevê agora uma recessão de 1,9%, em vez dos 2,2% inicialmente estimados. Em dois anos (2011 e 2012), a economia vai cair quase 5%. Segundo projecta o executivo, só em 2013 a economia começará a recuperar, ano em que terá também início a descida da taxa de desemprego. Para já, o Governo remete um número para o crescimento económico em 2013 para as últimas perspectivas (um crescimento superior a 1%).

ENCAPUZADOS USAM PROPRIETÁRIO COMO REFÉM

crime violento continua a "evoluir", sem grande oposição das polícias

Um grupo de indivíduos encapuzados invadiu uma residência e usou o seu proprietário como escudo para se colocar em fuga, na localidade da Gracieira, em Óbidos. Segundo fonte da GNR, a invasão da propriedade ocorreu às 20.50 horas de segunda-feira e terá envolvido três a quatro homens. Dois dos homens que "invadiram a residência e perseguiram o proprietário" estavam armados, tendo efectuado um disparo sem atingir a vítima. Os homens furtaram uma caçadeira a um morador vizinho que terá surgido em socorro da vítima. O grupo deixou a residência com o proprietário dentro de um automóvel, acabando por abandoná-lo na zona do Cadaval. Os indivíduos continuam em fuga e o homem sequestrado não conseguiu identificar a matrícula do carro usado pelos assaltantes na fuga, adiantou a fonte.

JERÓNIMO DE SOUSA SOFRE AMEAÇA DE BOMBA

aviso da extrema-direita, ou apenas uma brincadeira de mau gosto?

Uma ameaça de bomba obrigou esta segunda-feira à evacuação de um hotel em Vila Nova de Gaia para onde está marcado um debate em que Jerónimo de Sousa é um dos convidados. A situação já foi normalizada e todos os evacuados já puderam regressar ao hotel. O debate, organizado pelo Clube dos Pensadores, debruça-se sobre a crise económica e o Orçamento de Estado. Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, esteve quase uma hora à porta do "Gaia Hotel", junto das restantes pessoas que foram evacuadas, à espera que a situação se normalizasse. O alerta foi dado por volta das 21 horas. A polícia foi imediatamente chamada e ordenou a evacuação do hotel. O JN apurou no local, junto de fonte da polícia, que as forças policiais averiguaram a veracidade da ameaça. A operação durou quase um hora, ao fim da qual se autorizou os evacuados a regressarem ao hotel.

NOVO ANÚNCIO MOCHE COM INCENTIVO IMPLÍCITO AOS JOVENS PARA "SEXO EM GRUPO"

só passa despercebida a mensagem para quem não sabe o que é o "quarto escuro" nas discotecas de sexo...

Está a deixar muitas famílias e pais indignados o novo anúncio Moche da TMN - http://www.youtube.com/watch?v=ZxNo_kKTnnw - que contém conteúdos quase explícitos de incentivo aos jovens a praticarem sexo em grupo no quarto escuro. Em anúncios anteriores da mesma campanha a referência a "quarto escuro" era mais subtil e diluída em imagens subliminares. Sendo o quarto escuro uma sala existente em algumas discotecas onde se pratica sexo em grupo (em Portugal, quase da exclusividade dos locais gays nocturnos), incentivar a experimentar o quarto escuro é um incentivo explícito aos jovens (muitos utilizadores moche têm entre 13 e 18 anos) a arriscarem este perigoso "mundo novo". O último spot publicitário tem como alvo público alvo jovem de cultura dark ("tu que gostas do escuro, do tiro no escuro e de escrever no escuro..."), jovens que praticam sexo nas discotecas de quarto escuro ("tu que massajas egos com os polegares...", "tu que teclas com os olhos fechados e que aceitas o que o escuro te dá...", "já experimentaste o quarto escuro...?"). Para rematar a última frase do spot deixa tudo claro: "Moche, É TODOS JUNTOS"...

FUNÇÃO PÚBLICA E EMPRESAS CORTAM NO AR CONDICIONADO

regresso forçado ao passado, quando o conforto do trabalho era... trabalhar

São cada vez mais os relatos de funcionários e empregados de empresas que sofrem na pele a contenção de custos para contrariar a crise. Cortar nas comodidades do trabalho parece ser uma medida apetecida por muitos gestores. Mesmo com o calor ainda a apertar neste início de outono, muitas empresas e repartições públicas estão a cortar no ar condicionado levando os empregados quase à loucura. Esta austeridade tira-nos tudo, agora até os pequenos prazeres nos locais de trabalho. Afinal estamos mesmo a voltar aos velhos anos 60 e 70, quando em Portugal as comodidades laborais eram quase inexistentes. Benvindo ao "novo" futuro...

BANCA ALEMÃ PREPARADA PARA PERDAS DE 60% SOBRE A DÍVIDA PÚBLICA GREGA

castelo de cartas da banca europeia terá o seu pico em 2012, dizem muitos economistas

Os bancos alemães estão a preparar-se para assumir perdas até 60% sobre os títulos de dívida soberana grega que têm em mãos. A informação foi avançada à Bloomberg por várias fontes ligadas ao processo, que dizem ser esse o “haircut” que está a ser ponderado pela banca alemã, numa altura em que as autoridades europeias apelam a um maior envolvimento do sector privado no segundo resgate da Grécia. Esta semana, os bancos alemães realizaram uma teleconferência e os participantes debateram a possibilidade de as perdas sobre as obrigações públicas gregas poderem ser de 50% a 60%, ainda que não tenha ficado definida qualquer percentagem final, referem as mesmas fontes. O CEO do Deutsche Bank, Josef Ackermann - que liderou as conversações em Julho, quando os bancos e seguradoras da Europa concordaram com um “haircut” voluntário de 21% - já disse que irá a Bruxelas na próxima semana para debater o potencial de uma maior redução. Há um mês, o governo de Atenas disse estar satisfeito com o interesse demonstrado pelo sector financeiro na participação voluntária à troca de dívida grega, no âmbito do segundo resgate da república helénica. Esta troca de dívida – a chamada “debt swap” – pressupõe termos menos favoráveis para os credores do sector privado. Com efeito, a troca das obrigações soberanas - por obrigações com prazos mais longos - que o sector privado detém implicará taxas muito menos atractivas para os obrigacionistas do que aquelas que poderiam pedir se fosse directamente ao mercado secundário. As entidades financeiras que aceitarem estes termos de troca terão de assumir imparidades devido à exposição à dívida grega, já que o facto de serem signatários do acordo de “debt swap” implicará uma perda sobre o valor dos títulos que detêm. Essa perda tem o nome de “haircut”.

PATRÕES QUEREM MAIS HORAS DE TRABALHO

medidas brutais para a classe média repetem os erros da Alemanha pré-nazi  

Gestores defendem ainda corte nas férias e feriados. Passos Coelho deveria ter sido mais ambicioso no aumento da carga horária aplicada ao sector privado. Medida que os empresários contactados pelo Diário Económico preferem à redução da taxa social única (TSU). Reorganizar os feriados e cortar no subsídio de férias e de Natal do sector público também são decisões acertadas. "Talvez pudéssemos ter ido mais além e ter chegado a uma hora" de trabalho extra, diz Pires de Lima, presidente da Unicer, que defende ainda o corte nas férias e a reorganização dos feriados. "Aumentar a carga horária em meia hora é suportável, vai aumentar a competitividade e a produtividade", reforça Pires de Lima, em sintonia com as ideias defendidas por Passos. João Costa, presidente da Red Oak, acredita que esta é uma boa alternativa a mexer na TSU e que este "é um esforço que qualquer pessoa está capaz de fazer". Uma posição semelhante a de António Mota, presidente do grupo Mota-Engil: "Não tive oportunidade de ouvir o discurso do primeiro-ministro, mas parece-me bem que se aumente a carga horária. Nós trabalhamos pouco".

80% DO ORÇAMENTO DE ESTADO TAPADO COM SALÁRIOS DA FUNÇÃO PÚBLICA

a austeridade portuguesa está a copiar os erros cometidos pela Grécia: esmagar a economia

A medida vai poupar cerca de 2.500 milhões de euros aos cofres do Estado e compensar o desvio da execução de 2011. A poupança obtida com a eliminação dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos permitirá tapar mais de 80% do buraco orçamental descoberto este ano. O primeiro-ministro revelou ontem que, afinal, o desvio no Orçamento de 2011 é de três mil milhões de euros - um descontrolo que rebola para 2012 quase por inteiro e que obrigou por isso a mais medidas de austeridade. As contas do Orçamento deste ano continuam a revelar surpresas e a justificar o agravamento da austeridade. Afinal, o desvio face aos compromissos assumidos com a ‘troika' não é de dois mil milhões de euros, mas sim de três mil milhões. Para explicar o descontrolo das contas, o primeiro-ministro relembrou que quando tomou posse, a 21 de Junho, "70% do défice permitido para a totalidade do ano fora já esgotado". Além disso, será preciso contar com um afrouxamento da receita fiscal, fruto do agravamento da recessão económica na segunda metade do ano. Tudo isto afundou ainda mais o buraco das contas públicas. (in, Ecomnómico).

AUSTERIDADE BRUTAL: GOVERNO ESMAGA CLASSE MÉDIA

PCP acusou Governo de roubar os portugueses

O primeiro-ministro anunciou ontem que o Orçamento do Estado para 2012 "prevê a eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os vencimentos dos funcionários da Administração Pública e das empresas públicas acima de mil euros por mês". Além disso, os vencimentos situados entre o salário mínimo e os 1.000 euros serão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios. Passos Coelho salientou que esta medida é temporária e “vigorará apenas durante a vigência do programa de assistência económica e financeira. Horário alargado no sector Privado O Governo decidiu permitir a expansão do horário de trabalho no sector privado em meia hora por dia durante os próximos dois anos, e ajustar o calendário dos feriados, de modo a “contrariar o risco da deterioração económica, incluindo uma contracção profunda e prolongada do nosso produto e do nosso tecido empresarial”. Passos Coelho salientou que esta medida substitui a descida da TSU, “que requer condições orçamentais particulares que neste momento o País não reúne.” “Estou confiante que esta decisão terá um efeito sensível no abrandamento da recessão económica prevista para o próximo ano e contribuirá significativamente para relançar o crescimento em 2013”, acrescentou o primeiro-ministro. "Bens cruciais" mantêm-se na taxa intermédia de IVA O primeiro-ministro anunciou hoje que o Orçamento para 2012 "reduz consideravelmente o âmbito de bens da taxa intermédia do IVA, embora assegure a sua manutenção para um conjunto limitado de bens cruciais" para setores como a agricultura. Pedro Passos Coelho disse que se vão manter na taxa intermédia de IVA "bens cruciais para setores de produção nacional, como a vinicultura, a agricultura e as pescas", não indicando quais. "Como garantia aos portugueses, não haverá alterações na taxa normal do IVA e mantemos os bens essenciais na taxa reduzida, com a preocupação de proteger os mais vulneráveis", acrescentou o primeiro-ministro, numa declaração ao país, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2012. “Quando fui eleito primeiro-ministro nunca pensei que tivesse de anunciar ao País medidas tão severas e tão difíceis de aceitar”, confessou o primeiro-ministro, aproveitando para lembrar que “um orçamento do Estado é muito mais do que um simples exercício de contabilidade”.

BCE ALERTA PARA POSSÍVEIS FALÊNCIAS NA BANCA SE HOUVER PERDÃO FORÇADO DAS DÍVIDAS SOBERANAS

 BCE teme que perdão da dívida grega desencadeie espiral de prejuízos na banca

O Banco Central Europeu (BCE) renovou hoje os seus alertas contra qualquer tipo de envolvimento de bancos e instituições financeiras privadas em planos de resgate de países do euro que não seja expressamente consentido pelos próprios. “O BCE tem vigorosamente desaconselhado qualquer conceito (de envolvimento dos privados) que não seja puramente voluntário ou que contenha qualquer elemento compulsório, e tem apelado para que se evite qualquer evento de crédito, incumprimento selectivo ou “default””. O aviso surge hoje, de novo, no boletim mensal da autoridade monetária do euro que tem travado uma batalha frontal em particular com o Governo alemão, que só aceita reforçar a ajuda “oficial” à Grécia na condição de os seus credores privados (bancos gregos, franceses, alemães e também portugueses) aceitarem participar no esforço de tornar o país solvente, o que significa aceitarem perdas nos seus investimentos em dívida pública grega. O BCE teme que um perdão de dívida grega, para além de ser considerado “default” pelas agências de rating, desencadeie uma espiral de prejuízos na banca europeia. Numa referência implícita dirigida, em primeira instância, à Grécia, a autoridade monetária escreve que o envolvimento do sector privado “seguramente irá criar um stress significativo na solvência dos bancos e de outras instituições financeiras privadas do país em causa, mas também terá impacto nos balanços dos bancos de outros países da Zona Euro”. Ainda ontem, Fernando Ulrich, CEO do BPI, admitiu que o banco corre o risco de ser forçado a contabilizar até 300 milhões de euros de perdas em dívida grega, o que o fará apresentar prejuízos no final do ano.

CAVACO CRITICA MERKEL E SARKOZY

Cavaco usou o Facebook para criticar posição de Merkel e Sarkozy

Foi com um "teoricamente muito estranho" que o Presidente da República decidiu ontem publicamente assumir a sua oposição à proposta de Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. Para Cavaco Silva,"constitucionalizar uma variável endógena como o défice orçamental - isto é, uma variável não directamente controlada pelas autoridades - é teoricamente muito estranho" e "reflecte uma enorme desconfiança dos decisores políticos em relação à sua própria capacidade de conduzir políticas orçamentais correctas". A mensagem do Presidente foi enviada via Facebook. Numa nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros, limitou--se a afirmar que "o programa do governo é muito claro quanto à redução dos défices e à inversão da trajectória das dívidas, e o acordo político que sustenta a maioria inclui a abertura para uma discussão constitucional sobre os respectivos limites, em defesa das gerações futuras e da solvência dos Estados". A verdade é que enquanto o CDS se manifesta à muito defensor da inscrição do limite do défice na Constituição, o PSD tem estado sempre muito dividido. Manuela Ferreira Leite era contra (utilizando um argumento similar ao que Cavaco Silva agora usou: "Seria a pura confissão da falta de força política das lideranças") e Miguel Relvas também. Mas tanto Eduardo Catroga como António Nogueira Leite defendiam a ideia. Entretanto, na torre de Babel em que se transformou a zona euro (com as bolsas a cairem, mas o euro a valorizar face ao dólar), o ministro belga das Finanças, Dydiers Reynolds, veio defender a emissão de eurobonds, no mesmo dia em que Angela Merkel reafirmou não querer a emissão de títulos da dívida pública europeia. Enquanto isto, Olli Rehn, o comissário europeu das Finanças, afirmava que a comissão já está a estudar cenário de emissão de eurobonds "com uma perspectiva sobre como poderá melhorar a disciplina orçamental e aumentar a liquidez nos mercados".

GOVERNO ANUNCIA QUE MUSEUS VÃO PASSAR A SER PAGOS AOS DOMINGOS DE MANHÃ

para o Secretário de Estado não há direito a pobres cultos na nossa sociedade

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, afirmou, este sábado, que vai acabar com a entrada grátis dos museus ao domingo, admitindo reservar apenas um dia por mês para as visitas gratuitas. "Provavelmente vamos reservar um dia por mês", disse Francisco José Viegas em entrevista à SIC Notícias, questionado sobre a revisão do regime de gratuitidade dos museus. O secretário de Estado sublinhou que a percentagem de entradas pagas nos museus é, actualmente, de 36%, e que o nível ideal para a sustentabilidade destas instituições seria de 80%. Segundo Viegas, as entradas pagas são "necessárias para conservar" os museus, e permitiriam que estes obtivessem mais receitas para financiar horários mais alargados de abertura ao público. Na entrevista à SIC Notícias, o secretário de Estado falou várias vezes na necessidade de poupar, e considerou que "o facto de haver menos dinheiro é uma oportunidade para administrar melhor o dinheiro do contribuinte". O secretário de Estado afirmou que "não percebe o receio" suscitado pela reavaliação pedida à colecção Berardo e salientou que "os contribuintes têm o direito de saber o estado real do investimento do Estado".

GRÉCIA: "A NOSSA SITUAÇÃO É BASTANTE DESESPERADA"

Michalis prepara o país para sair da Zona Euro

O ministro da Economia do Executivo de Papandreou disse hoje que a situação grega é "bastante desesperada, porque reduzimos sempre da maneira mais drástica o rendimento das pessoas. (...) Os gregos vivem a situação presente de maneira muito dolorosa", afirmou Michalis Chryssohoïdis, ao semanário alemão Die Zeit, que hoje divulgou antecipadamente a entrevista. "Quando vamos ver a luz ao fundo do túnel? Não podemos dizê-lo ", acrescentou o ministro da Economia helénico. "O governo [grego] está totalmente isolado com esta política de reforma. A oposição assegura poder renegociar as nossas condições de crédito. E a esquerda radical quer deixar a UE (...) estamos sozinhos", acrescentou. De acordo com o ministro, "o principal problema [da Grécia] é o da insegurança", alimentada pelas especulações incessantes no mundo inteiro sobre uma falência iminente do país. "Uma falência de um país da zona euro seria uma catástrofe porque teria um efeito dominó", acrescentou o ministro grego da Economia. O ministro alemão da Economia Philipp Rösler desloca-se esta semana à Grécia, com o objectivo de desenvolver os investimentos alemães no país e de propor a ajuda da Alemanha para a reforma da economia grega.

EMPRESÁRIOS SÉRVIOS INVESTEM EM ANGOLA

Chefe do Governo sérvio quer portugueses a investir no seu país

De visita a Lisboa, o chefe do governo sérvio apelou ao investimento no país que serve de porta de entrada para um mercado de 200 milhões de pessoas. Para evitar comparações com a Grécia e evitar o contágio da crise da dívida soberana na Europa, o primeiro-ministro sérvio Mirko Cvetkovik esteve em Portugal tentar convencer o seu homólogo Pedro Passos Coelho, e também os empresários portugueses, de que a Sérvia é um bom destino para investir. Mirko comentou em entrevista: «Gostaria de ter no próximo ano o dobro das relações comerciais entre Portugal e Sérvia, e pelo menos um ou dois projectos empresariais em curso. Temos muitos empresários sérvios que estão a investir em Angola e poderão estar também interessados em Portugal. Do nosso lado, se existir interesse de empresas portuguesas faremos tudo para evitar qualquer tipo de entraves. O ‘feedback' do primeiro-ministro português foi muito positivo. Estamos interessados em captar investimento na área das energias renováveis, ecologia, tratamento de águas, infra-estruturas, construção civil, agricultura. A Sérvia é um país atractivo porque temos acordos de livre comércio com vários países como a Rússia, Cazaquistão e Bielorússia, que equivale a mais de 200 milhões de pessoas. Também temos acordos com a Turquia, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Albânia, Macedónia e Moldávia».

GOVERNO VAI COBRAR IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO SOBRE GORJETAS E MAIS-VALIAS

Paulo Núncio, o homem por detrás desta medida tão rebuscada e "esmiuçada"

O corte no subsídio de Natal vai incidir também sobre todas as gorjetas recebidas e sobre as mais-valias obtidas com a venda de casas e quotas de empresas, noticia hoje o Correio da Manhã . As gorjetas, o dinheiro ganho com a venda de casas durante este ano (sobre 50% do rendimento) e as mais-valias que provenham da alienação de partes sociais de empresas não vão escapar à sobretaxa que vai incidir sobre o subsídio de Natal. A notícia é avançada pelo “Correio da Manhã”, que cita um despacho emitido ontem pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, que foi enviado enviou para os Serviços de Finanças. Diz o despacho que a sobretaxa incide sobre os rendimentos sujeitos a “englobamento ao abrigo do artigo 22docódigodeIRS”, e onde se incluem rendimentos por venda de imóveis, partes sociais ou indemnizações pagas por despedimento.

DIRECTOR DO FMI EUROPEU FALA NUMA RECESSÃO GLOBAL PRÓXIMA

o português, que conhece bem a economia mundial, sabe que caminhamos para o inevitável 

A euronews entrevistou António Borges, economista português, director do departamento europeu do Fundo Monetário Internacional. Entre outros assuntos, António Borges falou da conjuntura económica e não descartou a possibilidade de uma recessão global. A reportagem em: http://pt.euronews.net/2011/10/05/antonio-borges-nao-se-pode-excluir-um-cenario-de-recessao-global/.

MAIORIA DOS ALEMÃES DESEJA REGRESSO AO MARCO FACE À CRISE DO EURO


perante tanta incompetência europeia, os alemães preferem voltar à moeda da pátria-mãe  

Mais de metade dos alemães (54%) deseja o regresso do marco como moeda nacional perante a crise financeira que afecta vários países da Zona Euro, de acordo com uma sondagem do instituto Forsa. Citado pela agência espanhola EFE, o inquérito revela que esta nostalgia é especialmente grande entre os cidadãos da Alemanha de Leste, 67% dos quais desejam recuperar a antiga moeda nacional. Assinala ainda que o desejo de recuperar o marco alemão é maior quanto mais baixa é a formação dos inquiridos. Apesar de tudo, os inquiridos reconhecem as vantagens da moeda única: 51% acredita que a economia está melhor com o euro. O estudo destaca ainda que um eventual partido político que defendesse o retorno ao marco alemão contaria com um potencial eleitoral de 18% e os seus votantes viriam do governamental Partido Liberal (FDP).

PENTÁGONO TESTA NOVO SISTEMA ANTIMÍSSIL NO HAWAY

quem espera a CIA que ataque os EUA?

O Pentágono testou hoje com sucesso um novo sistema de defesa antimíssil de altitudes elevadas, interceptando dois mísseis balísticos perto da ilha do Hawai, divulgou hoje o Departamento de Defesa norte-americano. Este foi o primeiro teste ao sistema de avaliação operacional, denominado "Terminal High Altitude Air Defense" (THAAD) [designação em inglês], desenvolvido para interceptar mísseis balísticos durante a última fase de voo, ainda em altitudes elevadas, de acordo com o departamento do Pentágono "Missile Defense Agency", difundiu a agência de notícias France Press. "Durante esta missão, o primeiro míssil THAAD interceptou um míssil alvo balístico, lançado a partir de uma aeronave. O segundo míssil THAAD interceptou o outro míssil alvo balístico lançado do mar", divulgou em comunicado a empresa que desenvolveu o sistema, Lockheed Martin. A primeira bateria de mísseis THHAD, com seis lançadores montados em camiões, no total de 48 mísseis, foi entregue ao Exército americano em maio de 2008, estando prevista a entrega de mais cinco baterias até 2013. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) já expressaram a intenção de celebrar um contrato com os Estados Unidos para adquirir baterias de lançamento destes mísseis.

PROTESTO DOS INDIGNADOS DE WALL STREET CONTINUA APÓS 3 SEMANAS

"a revolução é inevitável - por que não já?"

Com quase três semanas de protestos «Ocupar Wall Street», em Nova Iorque, na rebatizada «Praça da Liberdade» convivem, ao som de tambores, ideologias anarquistas com «chavistas», e as agruras dos desempregados com filosofias de meditação orientais, como Ananda Marga. No pequeno recinto rodeado de polícia, encaixado entre o Ground Zero e o centro financeiro de Nova Iorque, cerca de meio milhar de pessoas concentrava-se na tarde de segunda feira, alguns para mais uma marcha de protesto, outros para fazerem trabalho voluntário no campo: alimentar os blogues, distribuir comida, bebida ou panfletos. Pizzas, donuts, sandes ou caixas de bananas, explicou à Lusa um voluntário reformado chamado Chamyar, são oferecidos e mandados entregar através da internet por simpatizantes que estão na cidade e sítios distantes como a Califórnia ou até mesmo a Nova Zelândia. Veja as fotos da manifestação em: http://static.publico.pt/docs/mundo/wallstreet/.