ANGELA MERKEL: "NENHUMA CIMEIRA VAI RESOLVER A CRISE DO EURO"

Merkel continua publicamente a arrasar a possibilidade de salvar o Euro

A chanceler alemã disse ontem à imprensa que nenhuma cimeira de líderes europeus vai resolver a crise orçamental europeia. É necessário atacar a raiz do problema pela redução da dívida e através de reformas. “Creio que chegámos ontem a um bom acordo para darmos os passos seguintes” no processo de resolver a crise da dívida europeia, disse Angela Merkel à imprensa em Berlim, citada pela Bloomberg. “Ainda nos falta dar muitos passos, como se vê nas reformas estruturais que foram anunciadas em países como Itália, Espanha e Grécia. Por isso não se pode utilizar uma única cimeira para atingir esse objectivo, temos é de continuar a trabalhar juntos nas questões estruturais”, salientou. A líder do Governo alemão rejeitou ainda comentar o programa de compra de obrigações que está a ser levado a cabo pelo Banco Central Europeu (BCE), escudando na independência da autoridade monetária europeia. “O BCE é uma instituição independente” que sempre encorajou os líderes dos países da União Europeia a assumir responsabilidades na política orçamental, cabendo-lhe a si controlar a política monetária. Para Angela Merkel, a expansão das competências do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) vai permitir uma melhor “divisão do trabalho”, referiu.

CHINA OFERECE AJUDA À UNIÃO EUROPEIA PARA SALVAR O EURO

cavalo de Tróia: a China ajuda em troca de favores comerciais em todos os países europeus

A China saudou o consenso alcançado na cimeira da União Europeia (UE) para enfrentar a crise do euro. Uma posição que levará à reunião do G20 e que tinha sido confirmada à Euronews pela diplomacia chinesa, há duas semanas. Durante uma visita a Bruxelas para preparar a cimeira UE/China – entretanto adiada devido à segunda reunião de líderes da UE -, a vice-ministra Fu Ying explicou a estratégia de Pequim. “A China tem mantido os seus esforços, incluindo o aumento de importações da Europa – as importações estão a crescer com quase todos os países europeus -, e ainda com investimento dirigido à Europa e com a contínua aquisiação de dívida europeia. Nunca reduzimos a dívida soberana europeia adquirida”, disse a número dois do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. A China tem o maior portefólio de dívida soberana a nível mundial, ascendendo a mais de três biliões de dólares. De acordo com peritos europeus, apenas um terço dos títulos de obrigações são europeus, nomeadamente da Grécia, Portugal e Espanha. O analista David Fouquet refere a necessidade chinesa de diversificar o investimento: “A China investiu fortemente na dívida soberana dos Estados Unidos, tem sobretudo investimentos nos títulos do tesouro norte-americano e quer diversificar. Está assustada com o que pode significar a supremacia do dólar neste período instável”. Na sexta-feira, dia 28, o director do Fundo Europeu de Estabilizaçao Financeira, Klaus Regling, vai encontrar-se com potenciais investidores chineses, em Pequim, depois dos líderes europeus terem decidido otimizar o fundo para um bilião de euros.

CIMEIRA DO EURO ACALMOU OS MERCADOS POR ALGUMAS SEMANAS APENAS

Sarkozy e Merkel são os "homens" do leme deste Titanic errante europeu

Os mercados são como crianças que gritam e que se calam quando recebem um doce: reagiram com euforia às decisões da cimeira do euro. Mas a crónica desta crise tem revelado que o humor dos investidores é fogo que arde mais rápido do que velas ao vento. Porque há acordos sobre tudo e detalhes sobre quase nada. E desta vez, não é muito diferente. Não foi a cimeira "decisiva" que se prometia, não foram dadas as respostas "concretas" e "abrangentes" que justificaram o adiamento, por duas vezes, do dia "D", e forçaram ao maior frenesim de que há memória em Bruxelas. Espanha e Itália não podem dormir mais descansadas, Grécia não vai ter menos austeridade, e Portugal não pode ousar desviar-se um milímetro do que prometeu à troika, mesmo que isso signifique mais recessão.

NATO QUER CONTROLAR A INTERNET ATRAVÉS DE PORTUGAL E CHAMA-LHE "ESCOLA"

o financiamento desta "escola" da NATO com dinheiros públicos será uma vergonha

A instalação da Escola de Sistemas de Comunicação e Informações em Portugal pode ser dificultada devido às actuais dificuldades financeiras. Mas as restrições são gerais entre os aliados, confirmaram dois dos mais importantes comandantes da NATO hoje em Lisboa. A NATO atribuiu ontem ao Governo português a responsabilidade de indicar o local em que será instalada a futura Escola de Sistemas de Comunicação e Informações, que irá transferir-se de Itália para Portugal no decorrer do próximo ano. Esta escola é o resultado da redução do comando NATO em Oeiras ratificada no Verão passado na sequência da reforma da estrutura militar da NATO. Mas "é muito cedo para definir" o prazo da instalação da escola em Portugal, disse esta quinta-feira em Lisboa o almirante Giampaolo Di Paola, ‘chairman' do Comité Militar da NATO em Bruxelas. "A decisão é do Governo português e esperamos que aconteça o mais rápido possível, porque quanto mais depressa melhor", referiu por seu lado o general francês Stéphane Abrial, Comandante Supremo para a Transformação da NATO no mesmo encontro com jornalistas portugueses à margem de uma reunião anual com o Comité Militar. Portugal vai receber a Escola de Comunicações da NATO, actualmente em Itália, além da STRIKEFORNATO, uma força aéronaval localizada em Nápoles e que substitui o Comando Conjunto de Oeiras. A localização da Escola, no entanto, poderá tornar-se um processo mais complexo, porque vai obrigar o Governo português a encontrar uma estrutura adequada ou a construir de raiz, o que é entendido pelas estruturas militares portuguesas como menos provável devido às actuais restrições financeiras e ao modelo de austeridade imposto pelo Orçamento do Estado para 2012 que decorre da necessidade de ajuda externa. A avaliação de necessidades deverá estar concluída até ao final deste ano.

VÍDEO MOSTRA KHADAFI CAPTURADO VIVO E ASSASSINADO BARBARAMENTE

a UE deu plenos poderes à CIA e NATO para permitirem esta chacina mostrada nas TV's de todo o mundo

A diplomacia europeia bateu no fundo. Em Lisboa o tratado da NATO foi assinado e permitiu a chacina cruel a que assistimos em directo de Khadafi, perseguido pela elite de políticos europeus, coadjuvados pela CIA e NATO. Esta operação na Líbia, paga maioritariamente pelos contribuintes europeus, sem sua autorização expressa, representa a maior vergonha diplomática da UE, só comparável à extrema incompetência revelada nos últimos meses pelos políticos europeus para conterem a crise económica que a sua própria incapacidade técnica e laxismo permitiram. Um vídeo - http://www.prisonplanet.com/welcome-to-democracy-gaddafi-summarily-executed-without-trial.html - publicado pelo Le Monde, mostra Muammar Khadafi capturado vivo e linchado pelos rebeldes em estado de transe, enquanto gritavam "liberdade". Ele não morreu, portanto, num bombardeamento da NATO enquanto fugia num comboio nem em consequência das feridas recebidas quando o levavam numa ambulância, conforme relataram os militares da NATO. Ele foi barbaramente assassinado a sangue frío, com um corte no pescoço, para que não fosse levado a nenhum tribunal porque aí poderia contar tudo o que sabia sobre as relações entre seu governo e a CIA, o governo e os serviços de inteligência britânicos, Sarkozy e seus “barbudos”, Berlusconi e a máfia, e poderia também lembrar quem são Jibril e Jalil, principais líderes actuais do Conselho Nacional de Transição". (in, esquerda.net).

TRANSPORTES: PLANO ABRE PORTAS AO MONOPÓLIO PRIVADO

aumentos nas tarifas serão a primeira medida dos privados

A fusão dos metros de Lisboa e Porto com as empresas de transporte rodoviário de ambas as cidades, e a posterior concessão dos serviços dessas empresas por cinco a dez anos, abre a porta à criação de monopólios privados nos transportes de Lisboa e Porto. Uma inevitabilidade que deixará os utentes sem alternativas às empresas privadas na hora de escolher um transporte... público. Segundo o Plano Estratégico de Transportes (PET) aprovado pelo governo, “serão criadas concessões urbanas de Lisboa e Porto, atribuindo ao concessionário a gestão integrada das respectivas redes de metro, autocarros, eléctricos e ascensores”, ou seja, dando a uma só empresa a gestão de toda a rede. Esta é a forma de assegurar um maior encaixe para os cofres públicos – como vem sugerido no PET. É que o Estado vai engordar o mais possível cada concessão para garantir que surge o maior número de interessados possível, aumentando assim o encaixe potencial. Segundo o PET, o “modelo previsto para a abertura à iniciativa privada assenta no modelo de concessão, pelo período de cinco a dez anos, maximizando o valor para o Estado e para a sociedade”. As empresas públicas de transportes têm de entregar até ao final deste mês ao Ministério da Economia o mapa das suas necessidades de pessoal adaptadas aos actuais constrangimentos orçamentais ou, por outras palavras, o plano de emagrecimento de pessoal, naquilo que será o primeiro passo da profunda reestruturação que o sector vai atravessar nos próximos anos. Além da redução das remunerações nestas empresas de mais de 30% – alguns trabalhadores chegam a ganhar mais que os presidentes das próprias empresas, especialmente na ferrovia –, as empresas já têm os planos de redução de pessoal quase ultimados, sabendo de antemão que poderão até usar a figura dos despedimentos colectivos. Segundo o Plano Estratégico dos Transportes, o governo está disposto a recorrer a “todos os mecanismos previstos na legislação laboral relativos à cessação de contrato de trabalho, aplicáveis à generalidade da sociedade, que se revelem necessários para assegurar a sustentabilidade do sector”. Em causa estarão entre 3 mil e 5 mil empregos nestas empresas.

CRÍTICAS DE CAVACO AO GOVERNO CRITICADAS... PELO GOVERNO

Cavaco considera o Orçamento altamente penalizante para a classe média 

Ribeiro e Castro, deputado e ex-presidente do CDS, espera que “sejam dados sinais de coesão ao nível dos órgãos de soberania” nacional, criticando as declarações do Presidente da República, Cavaco Silva. O chefe de Estado disse nesta quarta-feira que a suspensão dos subsídios de férias e de Natal da administração pública e dos pensionistas é “a violação de um princípio básico de equidade fiscal”. Ribeiro e Castro considerou, em declarações à Lusa, esta quinta-feira, “negativo que o Presidente da República tenha feito estes comentários públicos nesta altura”, adiantando que “não se revê nessas declarações, atendendo à situação muito difícil em que o país se encontra”. O deputado centrista entende que, “num momento muito sensível do processo orçamental, e que tem repercussões a nível nacional e a nível externo, as relações [institucionais] foram feridas”, esperando que “sejam dados sinais de coesão” ao nível dos órgãos de soberania. Depois de insistir que “a situação em que o país está é muito difícil”, Ribeiro e Castro acrescentou que “só é possível resolver esta situação com medidas que são difíceis, e que resultam do endividamento extremo a que [Portugal] foi conduzido”. Ao fim da noite desta quarta-feira, Ribeiro e Castro colocou no Facebook uma mensagem, em que considerou as declarações do Presidente da República “deploráveis”, acrescentando que “muitas vezes dá a ideia de que o professor Aníbal Cavaco Silva, quando fala, mistura e confunde três chapéus: o de ex-professor de economia, o de ex-primeiro-ministro e o de Presidente da República.”

NATO QUER PODERES PARA CONTROLAR TODA A INTERNET

a NATO reconhece que está a perder o controlo militar para os cidadãos

Pode ler-se no site da Revista da NATO: "Porquê? A emergência da Internet como uma infraestrutura transnacional é mais do que uma mudança geracional na tecnologia dos meios de comunicação de massa. É uma tripla mudança de paradigma que converge numa única rede. A emergência da Internet como uma infraestrutura transnacional é mais do que uma mudança geracional na tecnologia dos meios de comunicação de massa. Representa a mudança dos meios de comunicação de massa, da escrita para a radiodifusão para o digital. Mas também representa uma mudança nas comunicações, de serviços postais para o telégrafo para o telefone para os pacotes informáticos. E, por fim, representa uma mudança nas nossas infraestruturas económicas, das vias marítimas para as ferrovias para as estradas e agora, cada vez mais, para a Internet. Esta convergência é única na história e profundamente transformativa. Adicionemos a esta combinação mudanças demográficas que incluem grandes aumentos na migração internacional e uma população jovem que constitui mais de metade do mundo em vias de desenvolvimento. Esta combinação está a alterar as condições políticas e socioeconómicas em todo o mundo. Podemos constatar o seu impacto nos mercados das tecnologias de informação e de comunicação, resistentes à recessão, de Jacarta a Nairobi a São Francisco. Podemos constatar o seu potencial na produção colaborativa em torno da investigação mundial sobre as mudanças climáticas e a genética humana. E podemos constatar o seu poder nos movimentos dissidentes no Médio Oriente. De forma significativa, o poder está a ser transferido do Estado nação e das grandes instituições para as instituições mais pequenas e para os indivíduos. Só agora começamos a compreender as implicações destas mudanças. Estas perturbações não requerem uma reacção tecnológica. Requerem uma reacção em termos de política externa." (in, http://www.nato.int/docu/review/2011/Social_Medias/21st-century-statecraft/PT/).

PENSIONISTAS BANCÁRIOS ESCAPAM AOS CORTES DO GOVERNO

privilégios da banca são inexplicavelmente mantidos, face às duras medidas de austeridade para o povo

Os pensionistas da banca também podem escapar aos cortes nos subsídios de férias e Natal. É o preço para que o Governo consiga encaixar, este ano, os 2,7 mil milhões dos fundos de pensões da banca, verba decisiva para chegar ao défice de 5,9%. Aquele valor vale mais de 80% do "desvio" colossal detectado na execução do orçamento público de 2011. O que está em causa é a transferência de parte desses fundos para a Segurança Social. Os sindicatos do sector rejeitam medidas parecidas com as que serão impostas aos reformados da função pública e do regime geral. Entretanto, a austeridade imposta em três anos roubará cerca de cinco mil euros a cada família. O ministro das Finanças admitiu cortar as subvenções vitalícias dos ex-políticos e prometeu novos limites à acumulação de pensões.

GREVE GERAL CONFIRMADA PARA 24 DE NOVEMBRO

24 de Novembro, simbolicamente um ano depois da greve-geral que "demoliu" o Governo Sócrates 

As duas principais centrais sindicais deverão anunciar esta manhã a marcação da greve geral para o dia 24 de novembro, avança a Rádio Renascença. Um ano depois de uma contestação que uniu CGTP e UGT contra as medidas de austeridade do Executivo Sócrates, a paralisação deste ano vai contestar um Orçamento do Estado draconiano, com cortes sem precedentes nos rendimentos das famílias portuguesas e uma sobrecarga fiscal incomportável pela maioria das famílias, a viverem já no limite das suas forças. Trata-se de um dia simbólico, já que há exatamente um ano o país parava numa greve geral convocada pela CGTP, a que aderiria posteriormente a central de João Proença. A paralisação de 2010 marcava ainda a primeira iniciativa do género a unir CGTP e UGT em duas décadas. A greve geral do próximo 24 de novembro deste ano acaba no entanto por congregar vontades inequívocas de ambos os lados - tendo inclusivamente resultados de negociações -, o que resulta do anúncio de um Orçamento do Governo PSD-CDS que não deixa dúvidas quanto aos tempos de apertada austeridade e imposição de sacrifícios: o plano com que o primeiro-ministro Passos Coelho pretende atalhar crise custará a grande parte dos trabalhadores da função pública e do setor empresarial do Estado os subsídios de férias e de Natal durante dois anos.

GREVE DO LIXO NA GRÉCIA CONTRA AUSTERIDADE COLOCA PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

gregos continuam a lutar pelos seus direitos face ao pro-fascismo da austeridade europeia

A Grécia, que amanheceu nesta segunda-feira sem transportes públicos por causa da greve de 48h dos funcionários do sector, recorreu ao exército para recolher as toneladas de lixo que se acumulam nas ruas. Os protestos sectoriais multiplicam-se desde a semana passada na Grécia, antes da votação prevista para quinta-feira do projecto de lei que inclui novos cortes e que deve culminar numa greve geral de 48 horas na quarta e quinta-feira, convocada pelos sindicatos. O transporte marítimo entre as ilhas da Grécia estava completamente interrompido nesta segunda-feira. Nenhum barco saiu ou chegou ao porto de Pireu, em Atenas, desde as 6h local (1h de Brasília), indicou o ministério da Marinha Mercante. A Federação Nacional de Marinheiros (PNO) destacou o "sucesso total" da greve contra "a bárbara ofensiva que tem como objetivo as conquistas sociais" num comunicado divulgado.

BELMIRO DE AZEVEDO: "PORTUGUESES ESTÃO ASFIXIADOS COM IMPOSTOS"

Belmiro chamou calaceiro ao Estado português e critica a asfixia com impostos 

Belmiro de Azevedo considerou ontem que o "ajuste invocado pelo governo é calaceiro". Belmiro de Azevedo afirmou que os "portugueses estão asfixiados com os impostos" e lamentou o facto de o "esforço fiscal incidir sempre sobre os mesmos". "Se ao menos servisse para relançar a economia", frisou. Por isso, o líder da Sonae não tem dúvidas em afirmar que "o ajuste invocado pelo Governo é calaceiro". "É mais fácil e eficiente criar impostos. Temos um estado obeso, gigantesco e ineficiente. É o que estamos a pagar. A tributação exagerada é sempre uma perda de competitividade", reforçou. Na conferência organizada pela AEP sobre a Re-industrialização do País, Belmiro de Azevedo reconheceu que, "neste momento, Portugal está longe da Grécia". No entanto, sublinhou, "às taxas actuais, não temos nenhuma hipótese de pagar a dívida". O 'chairman' da Sonae disse ainda que "é muito, muito importante que se defenda fortemente o euro", uma vez que se Portugal perder "essa alavanca vai ser tudo muito pior". "O fim do euro significaria para nos um retrocesso de décadas em termos de bem-estar",

FISCO REAVALIA 5 MILHÕES DE CASAS PARA AGRAVAR IMI

a estratégia deste Governo é clara: TODOS os impostos aumentam ao mesmo tempo

Governo começa a avaliação já em Dezembro. A ‘troika’ exige que a avaliação global dos imóveis esteja concluída no final de 2012. É já a partir de Dezembro que as Finanças vão começar a avaliar os cinco milhões de casas que ainda não foram vendidas desde 2004, quando entraram em vigor as novas regras do IMI. A medida foi uma das exigências da ‘troika' e vem agora explicitada no Orçamento Rectificativo para 2011. A avaliação global dos prédios urbanos deverá implicar um acréscimo da carga fiscal para os proprietários das casas que ainda não foram avaliadas segundo os critérios do IMI. A ‘troika' quer que o valor patrimonial fique próximo "do valor de mercado" até ao final de 2012. Na primeira versão do memorando de entendimento, as instituições internacionais apontavam para ganhos nos cofres do Estado de cerca de 150 milhões de euros, valor que acabou por ‘cair' nas versões posteriores do acordo. A concretização da avaliação global - que deverá estar concluída no final de 2012 - deverá trazer mais justiça ao regime de tributação do património. Com todos os prédios avaliados segundo as mesma regras, todas as casas pagarão IMI seguindo os mesmos critérios e deixam de existir algumas situações consideradas injustas. É o caso, por exemplo, de duas casas iguais no mesmo prédio que pagam valores de IMI diferentes, apenas porque uma já foi vendida depois de 2004, tendo sido avaliada com as regras daquele imposto, e a outra não.

O programa de avaliação tem de estar concluído no final de 2012 e terá efeitos no IMI a pagar em 2013. Na prática, a partir desse ano, deixa de haver dois tipos de taxas de IMI, como existem agora: variam entre 0,4 e 0,7% para os prédios não avaliados depois de 2004 e entre os 0,2% e os 0,4% para os que já o foram. Passam a ser válidas apenas estas últimas. Para que esta reforma seja possível - tendo em conta o número alargado de casas que é preciso avaliar - as câmaras municipais terão de enviar os dados relativos aos imóveis para os serviços de Finanças. Estes têm depois de fazer o pré-preenchimento da modelo 1 (relativa ao IMI) para que o contribuinte confirme os dados. Caso haja dificuldades - como nos prédios devolutos ou em ruínas, por exemplo - será ‘destacado' um perito para fazer a recolha da informação e proceder à actualização do IMI. Este método de avaliação difere do actual: agora cabe ao proprietário, no momento em que compra a casa, enviar os dados para o Fisco. Se o contribuinte não concordar com o novo valor atribuído pelas Finanças pode pedir uma segunda avaliação. Nesse caso será chamado um avaliador independente para ir ao terreno confirmar a informação. Mas se o montante se mantiver ou subir, quem paga as despesas da nova avaliação é o contribuinte. Já se o valor descer, as despesas ficam a cargo da autarquia.

BRUXELAS QUER QUE PORTUGAL APRESENTE RAPIDAMENTE PROJECTO DE COMBOIO DE ALTA PRESTAÇÃO

projectos feitos à pressa, só para político ver, onde já vimos isto?...

Executivo tem de entregar novo projecto a Bruxelas até Novembro. O Governo português vai apresentar em Bruxelas nas próximas duas ou três semanas uma revisão do projecto do TGV Lisboa-Madrid, de forma a não perder os mais de 1.300 milhões de fundos comunitários previstos para esta linha. De acordo com os contactos em curso entre a Comissão Europeia e o Executivo, o novo projecto deverá ser enviado no final deste mês ou princípio de Novembro. A linha será de alta prestação, de 250 kms/hora, menos que a alta velocidade, e integra duas linhas, uma de passageiros e outra de mercadorias. Segundo uma fonte comunitária, "a inclusão de uma linha de passageiros é indiscutível, pois a travessia não seria rentável só para o transporte de mercadorias". O objectivo é fazer a travessia numa duração indicativa de duas horas e meia, ou seguramente menos das três horas que, segundo estudos invocados em Bruxelas, é o limite temporal em que as linhas férreas são competitivas face ao transporte aéreo. Em Portugal, o projecto de alta velocidade, principalmente com a designação de TGV, foi muito criticado pelo actual Executivo durante a campanha eleitoral e continuou a ser atacado já com o actual Governo em funções. Mas o projecto parece agora voltar a mexer. Haverá uma ligação do Poceirão ao porto de Sines, elimina-se a duplicação de linha entre o Poceirão e a fronteira espanhola, poupa-se nas estações e nas expropriações e garante-se a construção de raiz em bitola europeia.

CONTRIBUINTES FALTOSOS VÃO PAGAR MAIS IVA

"consumo mínimo" para quem "perde" a declaração do IVA, tal como nas discotecas

Proposta de Orçamento do Estado prevê introdução de montantes mínimos para liquidações oficiosas de imposto. Os contribuintes que não apresentarem a declaração periódica de IVA ou não comunicarem a cessação de actividade vão ver agravadas as liquidações oficiosas de imposto. Em causa está a introdução de um limite mínimo que terão de pagar e que está prevista na proposta do Orçamento do Estado para 2012. A medida visa incentivar o cumprimento declarativo e constitui mais um agravamento fiscal. Os limites mínimos para a liquidação variam entre os 1.455 euros e 2.910 euros, consoante o volume de negócios. "Se a declaração periódica não for apresentada, a Direcção-Geral dos Impostos, com base nos elementos de que disponha, relativos ao sujeito passivo ou ao respectivo sector de actividade, procede à liquidação oficiosa do imposto, a qual tem por limite mínimo um valor anual igual a seis ou três vezes a retribuição mínima mensal garantida", lê-se na proposta do OE/12. A liquidação oficiosa de IVA passará, assim, a estar sujeita a um limite mínimo anual 2.910 euros, caso respeite a sujeitos passivos com um volume de negócios igual ou superior a 650 mil euros (periodicidade mensal) ou a um limite de 1.455 euros, caso respeite a sujeitos passivos com um volume de negócios inferior a 650 mil euros (periodicidade trimestral).

BRUXELAS NÃO CONTENTE COM MEDIDAS SANGRENTAS DA AUSTERIDADE PORTUGUESA

será sadismo, incompetência ou neo-nazismo que leva Olli Rehn a querer sangrar os portugueses?

Portugal pode falhar as metas de 2011 e a grande fatia da consolidação está a ser feita pelo lado da receita, disse hoje Olli Rehn. Num discurso citado pelas agências, o comissário dos assuntos económicos afirmou que apesar do esforço português, "as últimas informações" sugerem que o cumprimento dos objectivos de 2011 que estão inscritos no programa não está garantido. "Isso é lamentável e prova que houve falhas no planeamento e execução do orçamento [de 2011] que têm de ser corrigidas", notou o responsável europeu. Olli Rehn falava sobre o objectivo fixado para 2011 de baixar o défice português para 5,9% do PIB. Ainda assim, sublinhou, "o cumprimento do programa tem sido satisfatório. O Governo chamou a si o programa de ajustamento e foi rápido a agir para atingir os primeiros objectivos estruturais. O Governo também reagiu a surpresas negativas, tomando medidas adicionais, e reforçou a sua ambição em reestruturar, de forma decisiva, as empresas detidas pelo Estado, que têm sido uma fonte de risco e um peso nas Finanças Públicas". Na mesma declaração, o comissário destacou ainda que, "talvez inevitavelmente, a maioria das medidas para reduzir o défice foram tomadas do lado da receita", referindo-se ao aumento de impostos e ao à integração de fundo de pensões no universo do Estado previstos para 2011.

CGTP: "PROPOSTA DO GOVERNO É DECLARAÇÃO DE GUERRA"

forças armadas e povo estarão unidos contra a prepotência de um Governo neo-salazarista

O Orçamento do Estado para 2012 é uma "declaração de guerra", um "programa de agressão aos trabalhadores" que conduz ao "empobrecimento geral" do país, diz a CGTP. "Este Orçamento do Estado constitui uma declaração de guerra e é um programa de agressão aos trabalhadores, ao povo e ao país. Aposta na penalização daqueles que fizeram sempre sacrifícios: trabalhadores, pensionistas, desempregados e jovens", disse hoje, em declarações à Lusa, Arménio Carlos, membro da comissão executiva da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP). O sindicalista mostrou ainda preocupações com os micro e pequenos empresários, que vão ser "vítimas de uma redução brutal do poder de compra das pessoas". Para Arménio Carlos, a proposta de lei de Orçamento do Estado para 2012 entregue na segunda-feira pelo Governo no Parlamento é pautada por uma "linha desumanizadora" em que se vai "roubar aos pobres para enriquecer os ricos de sempre". A CGTP pretende "aumentar o esclarecimento e a mobilização" dos trabalhadores e da população em geral "para mostrarem a sua indignação e lutarem, assumindo uma norma da Constituição da República Portuguesa, que estimula a resistência a todas as medidas que vão contra os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos". O responsável da CGTP acredita que os portugueses vão "responder em força na luta contra estas medidas injustas e imorais, que levam ao empobrecimento geral do País". De acordo com a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012, que foi na segunda-feira entregue na Assembleia da República, entre outras medidas, será suspenso o pagamento dos subsídios de férias e de Natal ou quaisquer outras prestações correspondentes durante o período de vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira. Por outro lado, o congelamento nominal dos salários dos trabalhadores da função pública e das empresas públicas é para continuar no próximo ano, bem como o impedimento de consequências financeiras associadas a promoções e progressões nas carreiras. A redução média de cinco por cento dos salários do sector público aplicada em 2011 irá manter-se em 2012. Além da redução de salários, o Orçamento para o próximo ano contempla ainda uma redução de trabalhadores na ordem dos dois por cento, o que irá permitir uma poupança de 0,3% do PIB.

INSTITUIÇÕES PORTUGUESAS DE AJUDA À POBREZA ESTÃO NO LIMITE DA RUPTURA

austeridade "à bruta" feita por políticos ricos, levará milhares de famílias a viverem na rua

Assinalou-se ontem pelo 18.º ano consecutivo o Dia Mundial de Erradicação da Pobreza. Uma data dedicada à reflexão sobre a necessidade do trabalho conjunto entre países desenvolvidos e em desenvolvimento numa aliança verdadeiramente global contra a pobreza, segundo o site oficial das Nações Unidas. No limiar da pobreza incluem-se todas as pessoas cujo rendimento diário é igual ou inferior a 1,25 dólares (cerca de 90 cêntimos). O número de pessoas a viver na pobreza extrema tem vindo a diminuir lentamente desde 1990, de acordo com dados do Banco Mundial, sendo África o continente mais preocupante neste domínio. A redução dos níveis de pobreza ocorreu sobretudo na Ásia oriental e na zona do Pacífico, onde a proporção de pessoas a viverem no limiar de pobreza reduziu cerca de 50% durante as últimas duas décadas. A China tem sido o país com a maior evolução, conseguindo retirar 500 milhões de pessoas deste limiar. A erradicação da pobreza e da fome é um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, decididos em 2000 por 193 países membros das Nações Unidas e várias organizações internacionais. Os restantes objetivos a cumprir até 2015 passam pela educação básica para todos, igualdade entre sexos e valorização da mulher; redução da mortalidade infantil; promoção da saúde materna; combate ao vírus da sida, malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento. 25% da população mundial vive em pobreza extrema. De acordo com o relatório "World Development Indicators 2011", uma publicação do Banco Mundial, cerca de 1300 milhões de pessoas no mundo vivem abaixo do limiar da pobreza, o que equivale a cerca de 25% da população mundial (dados de 2005 relativos aos níveis de pobreza por região - "Regional Poverty Estimates"). A África subsariana é o local onde existem mais pessoas a viver com níveis de pobreza extrema: cerca de 72% da população subsiste com menos de 2 dólares (1,45 euros) por dia. Os níveis de pobreza são medidos de acordo com os rendimentos mínimos necessários para responder às necessidades básicas do ser humano. É o caso da Somália, onde as secas deste ano agravaram o problema da fome, levando a ONU a alertar para a crise alimentar mais grave dos últimos 20 anos em África.

TAXAS DE IMI AGRAVADAS PARA 2012

com os salários a diminuirem, com o desemprego, em menos de 2 anos a miséria será generalizada

O Governo resolveu aumentar as taxas de IMI a aplicar pelas câmaras municipais durante o próximo ano em 0,1 pontos, segundo a proposta final do Orçamento do Estado a que o Negócios teve acesso em primeira mão. Assim, os imóveis reavaliados ou transaccionados desde 2004 vão pagar uma taxa entre 0,3% e 0,5%, contra o intervalo actual de 0,2% - 0,4%. Quem tem prédios “antigos”, isto é, não reavaliados à luz das novas normas, pagará um IMI sobre o valor patrimonial tributário entre 0,5% e 0,8% (contra 0,4% - 0,7% que vigoravam até aqui). As câmaras têm liberdade de escolha nestes intervalos, as as que têm maior densidade construtiva, como Lisboa, tendem a escolher os valores máximos, o que significa que haverá um agravamento em relação ao que pagaram este ano. Esta subida não estava prevista no memorando da troika, e será conjugada com um novo agravamento: o corte no período de isenção do imposto.

ECONOMIA CHINESA CRESCE 9,1% NO TERCEIRO TRIMESTRE

produtos chineses, agora de melhor qualidade, entrarão em força nos países em crise 

A economia chinesa aliviou o seu ritmo de crescimento no terceiro trimestre. Apesar de ter avançado 9,1%, este foi o ritmo mais lento em dois anos, devido ao abrandamento da economia europeia. Os receios de que a crise da dívida na Europa está a comprometer a recuperação económica global estão a penalizar a economia chinesa, de acordo com a Bloomberg. O avanço da economia chinesa foi menor que o estimado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um crescimento de 9,3%. No segundo trimestre do ano a economia chinesa tinha crescido 9,5%, de acordo com os dados divulgados pelo instituto de estatísticas oficial da China. “Os últimos acontecimentos na Zona Euro enervaram os investidores e muitos estão com medo de que vejamos uma repetição da crise que observamos no final de 2008”, disse Tim Condon, responsável de análise asiática da ING Groep, à Bloomberg.