EUROPA À BEIRA DO PRECIPÍCIO CORRE SÉRIO RISCO DE DESINTEGRAÇÃO EM ESPIRAL

sem serem criadas condições para crescimento a economia auto-destrói-se, segundo Vítor Bento

O presidente da administração da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, discursava no jantar debate da APGEI, no Porto, tendo defendido que "vai ser muito complicado resolver esta situação sem criar condições de crescimento" para os países da periferia. "Estamos à beira de um precipício onde, se as coisas forem mal geridas, a Europa pode entrar numa situação de crise bancária generalizada, de depressão económica e eventualmente de desintegração", alertou. Segundo o conselheiro de Estado, "esta situação é muito parecida com a dos anos 30", acrescentando que "o Euro está a ser uma amarra muito forte para a qual não é fácil de arranjar uma solução". Neste momento, acrescentou, "praticamente todos os países estão em situação de potencial insustentabilidade, portanto todas as dívidas estão praticamente em situação de insustentabilidade e esta é a razão que explica porque é que a crise da dívida se tornou a crise urgente, não sendo a origem do problema", justificou. Advertindo que "se não se resolverem as condições de crescimento não se resolvem as condições da dívida", Vítor Bento afirmou que "a partir do momento em que se criou esta espiral negativa em que as taxas de juro atingiram determinado patamar é difícil voltar para trás".

GREGOS CORREM AOS BANCOS A LEVANTAR TODO O SEU DINHEIRO


o tesouro grego voltará a ser a arqueologia...

As saídas de dinheiro dos depósitos bancários na Grécia foram de 13 a 14 mil milhões desde o início de Setembro ao final de Outubro, segundo disse o governador do Banco da Grécia, George Provopoulos a uma comissão parlamentar. A notícia é avançada pelo “site” noticioso “Business Report”, que cita o responsável. Provopoulos disse que o fluxo de saídas de dinheiro dos bancos comerciais do país continuou nos primeiros 10 dias de Novembro. "Em Setembro e Outubro, dois meses muito maus devido à incerteza política, tivemos uma perda de 13-14 mil milhões de euros", disse o governador citado pela Bloomberg numa comissão parlamentar.

OLLI REHN ADMITE QUE A EUROPA TEM 10 DIAS CRÍTICOS PELA FRENTE

Rehn considera os próximos 10 dias, uma contagem decrescente para a decisão final sobre o Euro

Olli Rehn admitiu esta manhã que a Europa entrou na fase decisiva dos seus esforços para estabilizar o euro e garantir que este continuará a ser a moeda partilhada por 17 países. “Estamos a entrar no período crítico de dez dias para completar e concluir a resposta da União Europeia à crise”. O comissário responsável pelos Assuntos Económicos falava em Bruxelas, à entrada do encontro dos ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia. Na véspera, na reunião restrita aos responsáveis dos países do euro (Eurogrupo), os ministros admitiram que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) não conseguirá, por si só, alavancar a sua capacidade de actuação para um bilião de euros – valor considerado como o mínimo necessário para garantir e sossegar os investidores de que a Europa terá meios para acudir mais países, eventualmente uma Itália que ontem pagou uma taxa de juro insustentável de 7,5% para se financiar nos mercados. É a primeira vez que o Eurogrupo admite que as decisões saídas da cimeira de 26 de Outubro já não bastam, agora que o fogo dos mercados chegou em força a Itália, a terceira maior economia do euro.

O FEEF, que dispõe de 440 mil milhões de euros, sendo que metade já está comprometido com os programas de ajuda a Portugal, Irlanda e Grécia, poderá oferecer "seguros" contra o risco de obrigações soberanas do euro, o que lhe permitirá alavancar a sua capacidade de actuação em cerca de 250 mil milhões de euros. Mas para ir mais longe, precisa da ajuda do FMI que, por seu turno, está também sob enorme pressão, já que boa parte dos seus recursos estão afectados a países europeus, sendo improvável que grandes accionistas, como os Estados Unidos, queiram passar novos cheques na ausência de planos claros e credíveis sobre como a Zona Euro tenciona garantir a sua própria sobrevivência.. As atenções viram-se agora para expedientes que permitam ao Banco Central Europeu ajudar os Estados em apuros - através do FEEF ou do próprio FMI - sem que essa intervenção possa ser interpretada (em particular, pelo Tribunal Constitucional alemão), como uma violação do seu mandato. A independência do BCE é uma das "linhas vermelhas" que Berlim não passará, mas a urgência da situação poderá forçar o Governo alemão a ceder a alguma criatividade jurídica. Aparentemente alheia ao exército crescente de políticos e economistas que pensa que verdadeiramente urgente é garantir liquidez a preços razoáveis aos Estados do euro, a Alemanha continua a bater na tecla de que mais disciplina e capacidade para a impor são a solução para a crise do euro. É nesse sentido que está a ultimar proposta conjuntas com a França para rever os Tratados e criar uma “União de Estabilidade” em que, a promessa de mais solidariedade, será antecedida por regras muito mais duras de disciplina orçamental e pela transferência de novos parcelas de soberania, de modo a que instâncias europeias possam ter uma palavra decisiva na concepção dos Orçamentos nacionais.

GOVERNO PREPARA-SE PARA O PIOR: A SUA QUEDA DEPOIS DA PRIMAVERA

PS prepara-se para "assaltar" o poder, aproveitando os abusos troikistas e autoritários do Governo

Depois de um fim-de-semana de conversas com o PS, a maioria recuou e introduziu uma alteração ao Orçamento do Estado que sobe de 485 para 600 euros o limite a partir do qual os subsídios de Natal e férias começam a ser cortados a funcionários públicos e pensionistas. Mas a alteração não evitou que o Governo levasse uma profunda facada nas costas da bancada do Partido Socialista. Até ao último momento, José Seguro dava a entender que votaria a favor, mas o resultado foi surpreendente para a bancada do PSD e do CDS. A proposta apresentada pelo PSD e CDS, mesmo depois de adaptada e suavizada, foi considerada “decepcionante” pelos socialistas que se aliaram assim à esquerda para enfrentar as medidas autoritárias abusivas e anti-constitucionais do Governo. Os socialistas fizeram as contas e concluíram que havia margem para só cortar os subsídios de férias e de Natal a partir dos 750 euros – o valor a partir do qual o corte é progressivo – e para aumentar o tecto do corte dos dois subsídios para os 1250 euros. A intenção não foi acolhida pelo governo, que preferiu avançar com uma “cedência muito curta”, no entender dos socialistas, e levou o PS a demarcar-se da possibilidade de os dois partidos fazerem uma proposta conjunta. Com mais medidas autoritárias a caminho, justificadas pelo Governo como sendo necessárias para que a economia portuguesa cumpra os critérios exigidos pela UE, FMI e Troika, só resta Passos Coelho p+reparar-se para a rápida queda do seu Governo, talvez logo após a Primavera, como aconteceu com o de Sócrates.

DEPOIS DE REUNIÃO COM GOVERNO CGTP DECIDE AVANÇAR COM SEMANA DE LUTA ENTRE 12 E 17 DE DEZEMBRO

"trabalho forçado" imposto pelo Governo PSD não é admissível num estado livre e democrático  

A CGTP decidiu fazer uma semana de luta, a realizar entre 12 e 17 de dezembro, contra o aumento do horário de trabalho e em defesa do emprego, salários e direitos. O protesto decorrerá em todo o país, com ações que serão definidas por cada setor e região. Manuel Carvalho da Silva considera que o aumento do horário de trabalho em meia hora diária, proposto pelo Governo, “configura-se como trabalho forçado e merece toda a reação e luta” dos trabalhadores. “A CGTP diz clara e inequivocamente aos patrões e ao Governo que desencadeará todas as formas de luta possíveis contra o aumento do horário de trabalho e apoiará os trabalhadores no terreno para que desenvolvam as formas de luta que entendam necessárias, no quadro da legalidade”, afirmou o sindicalista. O secretário-geral da Intersindical defendeu que os trabalhadores “têm mais sustentação legal para lutar contra o aumento do horário de trabalho do que o Governo tem para impor este aumento, pois o suporte legal é zero”. Para Carvalho da Silva, o aumento do horário de trabalho “significaria a muito curto prazo mais desemprego, a redução dos salários e o aumento da exploração, com implicações nas contribuições para a segurança social e nas receitas fiscais do Estado”. O secretário-geral da CGTP falou aos jornalistas no final de uma reunião do Conselho Nacional da central, tendo como cenário um enorme cartaz contra o aumento do horário de trabalho, com a promessa de que este “Não Passará”.

PRESIDENTE DA COMISSÃO EUROPEIA ABRE GUERRA DIPLOMÁTICA COM ALEMANHA E FRANÇA

pressionado pelos EUA, Barroso não esconde o seu desconforto face às decisões incompetentes da dupla Merkel-Sarkozy

O presidente português da Comissão Europeia demonstrou de forma determinada ser a favor de uma intervenção “mais activa” do Banco Central Europeu (BCE): "no início da crise grega, não teve acolhimento na altura, mas actualmente são cada vez mais as vozes que pedem uma maior e imediata intervenção do BCE para conter a crise da dívida e evitar a implosão do euro, como é o caso da própria Comissão Europeia". Se até aqui o presidente da Comissão, Durão Barroso, se esforçava por mostrar que não havia grandes divergências em relação à Alemanha, afirmando que se tratava apenas de timings, o vice-presidente espanhol da Comissão, Joaquín Almunia, mostrou ontem que as divergências com Bruxelas e Berlim são profundas. Almunia criticou abertamente os governos alemão e francês por bloquearem propostas da Comissão para resolver a crise do euro e advertiu que a Grécia tem “poucos dias” de liquidez. Em declarações à TVE, Almunia criticou a falta de discussão ou mesmo rejeição das propostas da Comissão para responder à crise da dívida e queixou-se que mesmo as medidas que são adoptadas acabam por não ser postas em prática. O vice-presidente da CE avisou que por isso, e se não se resolver rapidamente o pagamento da última tranche do resgate financeiro à Grécia, Atenas terá problemas de liquidez que se estenderão a outros países, como Irlanda e Portugal, que considerou “vítimas imediatas” do problema grego. (in, Jornal i).

VIOLENTA EXPLOSÃO NO IRÃO EM ZONA NUCLEAR SERÁ INTERVENÇÃO SECRETA DA CIA?

ataque secreto da CIA ou de Israel, ou simples acidente em instalações nucleares iranianas?

O som de uma explosão foi ouvido na cidade iraniana de Ispão, de acordo com o chefe da polícia da província com o mesmo nome. É na terceira maior cidade do país que se encontra uma dos maiores complexos nucleares do país que processa urânio, no entanto não se a explosão ocorreu junto ou no interior da central nuclear. O porta-voz da Agência Internacional de Energia Atómica, Gill Tudor, afirmou que a organização estava a acompanhar as notícias publicadas pela imprensa iraniana, mas não dispõe de mais informações. Este incidente suspeito surge três semanas após uma importante explosão numa base militar a 45 quilómetros de Teerão. O incidente aconteceu no dia 12 de Novembro e terminou com a morte de 17 membros dos Guardas da Revolução, incluindo o responsável pelo programa de mísseis do corpo de elite das forças armadas iranianas. As autoridades afirmaram que a explosão foi provocada por um acidente numa altura em que várias armas estavam a ser deslocadas. A reportagem da Euronews em: http://pt.euronews.net/2011/11/29/irao-o-som-de-uma-explosao-foi-ouvido-na-cidade-de-ispao/.

ISRAEL ATINGIDO COM ROCKETS DISPARADOS DO LÍBANO

será este um ataque "false flag" de Israel contra si próprio para justificar atacar o Líbano?  

A região da Galileia ocidental, no norte de Israel, foi atingida com vários “rockets” disparados do sul do Líbano. O ataque não provocou vítimas, de acordo com um comunicado do exército israelita. O Tsahal afirma no documento que considera tratar-se de um incidente grave e diz que é da responsabilidade do governo e das forças armadas libaneses evitar este tipo de incidente. A artilharia israelita ripostou, com disparos de tiros de obus para o sul do Líbano. As imagens em: http://pt.euronews.net/2011/11/29/israel-atingido-com-rockets-disparados-do-libano/.

"ISTO É O PRINCÍPIO DO FIM DO EURO"

Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI considera que o Euro já iniciou o seu fim irremediável

Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, escreve que está lançado o mote para a dissolução da união monetária. "Os investidores enviaram aos políticos europeus uma mensagem dolorosa na semana passada quando a Alemanha teve uma emissão de dívida seriamente decepcionante", escreve Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, num artigo publicado hoje no blogue "The Baseline Scenario", e assinado em conjunto com Peter Boone, da London School of Economics. Recorde-se que nessa emissão, da última quarta-feira, a Alemanha não conseguiu vender a totalidade das obrigações a 10 anos, no leilão com a procura mais baixa desde a criação do euro, pelo menos. O juro desses títulos de dívida também subiu face à última emissão comparável. Para Simon Johnson - um dos primeiros economistas estrangeiros a antecipar um resgate a Portugal, e que na altura até mereceu resposta de Teixeira dos Santos -, a mensagem deste falhanço é clara: "a Alemanha já não é um porto seguro". No artigo, os dois autores indicam que desde a crise financeira global de 2008, os investidores se têm focado no risco do crédito e têm recompensado o país liderado por Angela Merkel com baixos juros. "Mas agora os mercados vão focar-se no risco da moeda", antecipam, o que terá como consequência o aumento da inflação e "o euro pode entrar em colapso de uma forma que coloca em risco todas as obrigações em euros".

Por tudo isto, Simon Johnson e Peter Boone consideram que "isto é o princípio do fim da zona euro". Os dois autores referem que Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e agora Itália têm grandes quantias de dívida de curto prazo que não conseguem refinanciar a baixo custo e que os maiores bancos europeus estão na mesma situação. "Mais realisticamente, nenhum destes países vai conseguir financiar-se nos mercados financeiros no curto prazo", e o ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, está fora da realidade quando defende que o país vai voltar ao mercado em 2013, argumentam. Mais ainda, Simon Jonhson e Peter Boone consideram que mesmo com uma "bazuca" financeira, o BCE não iria conseguir restaurar a competitividade nos países periféricos, e que, por isso, os países mais problemáticos do euro, onde se incluirá Portugal, iriam precisar de muitos mais anos de "dura austeridade e reformas orçamentais para estabilizar a dívida". Para os dois autores, o rumo da zona euro está a tornar-se claro. "À medida que as condições na Europa se agravam, vai haver cada vez menos activos em euros que os investidores podem comprar com segurança". "Aguarda-nos uma tragédia". É a triste previsão dos dois autores, que terminam o artigo referindo que nos resta apenas a esperança de que os políticos europeus estejam a planear discretamente uma acção concertada para "evitar que a desordem se transforme em caos".

MÁRIO SOARES: "SE A EUROPA NÃO MUDA, TERÁ DE HAVER UMA REVOLUÇÃO"

Soares, com a sua experiência de vida política não duvida: uma revolução social na UE está para breve

Mário Soares diz estar preocupadíssimo com a situação na Europa e admite que podemos estar em vésperas de “uma revolução”. Em entrevista ao jornal 'i', Mário Soares diz que "a Europa está numa crise profundíssima, está à beira do abismo" e "a União Europeia está desorientada", lembrando que "dantes era constituída por duas grandes famílias políticas: os socialistas e os democratas-cristãos, que seguiam a doutrina social da Igreja. Hoje não há democratas-cristãos, ou quase não há, porque já não seguem a doutrina social da Igreja, seguem o neoliberalismo, tendo o dinheiro como principal valor. Estas duas famílias políticas foram colonizadas pelo neoliberalismo". E aponta um dos culpados pela actual situação da Europa: "O senhor Blair teve uma importância maléfica nisto tudo, porque convenceu bastantes partidos socialistas europeus a converterem-se à 'terceira via'".

Considerando "grave" a nomeação de primeiros-ministros não eleitos, como aconteceu em Itália, na Irlanda e na Grécia, o histórico socialista defende que para subsistir a Europa "não pode deixar de ser uma federação democrática". E se o actual estado de coisas no Velho Continente não mudar "vai ser terrível. Não só para nós, europeus, mas para o resto do mundo. E não sabemos onde podemos parar". E concluiu: "Se for assim, terá de haver uma revolução. As revoluções às vezes são rupturas e resolvem os problemas. Tenho alguma esperança numa revolução pacífica, não violenta, mas na ruptura profunda. Não gostaria de uma revolução violenta no meu País. Seria terrível para todos". Na mesma entrevista, O ex-Presidente da República criticou ainda o comportamento da 'troika'. "A troika, como diz, bem, o presidente do BPI, é um conjunto de tecnocratas de quinta ou sétima linha, que julgam poder governar por nós. Alguém aceitará que tecnocratas estrangeiros, de várias procedências, governem o nosso País? Mas por que carga de água?", disse. E o "mal", frisou Mário Soares, é os conselhos da troika estarem a ser "acolhidos pelo governo. Como se fossem ordens. Ora nós estamos a cortar tudo e não estamos a construir nada para obter maior crescimento económico e para reduzir o desemprego. Se assim continuar, daqui a um ano vamos estar pior do que estamos hoje. (in, Económico).

OBAMA PEDE AOS POLÍTICOS DA UE PARA RESOLVEREM RAPIDAMENTE A CRISE DO EURO

Obama demonstrou impaciência pela incompetência europeia em conter a crise do Euro  

O Presidente norte-americano disse ontem, na Cimeira em Washington, que resolver a crise de dívida na Europa é de “grande importância” para os EUA. O Presidente norte-americano, Barack Obama, pediu hoje aos líderes europeus que resolvam rapidamente a crise de dívida na zona euro, uma vez que é de "grande importância" para os EUA a resolução dos problemas na Europa. Após o encontro com o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, Obama garantiu que ele e a sua administração estão "preparados para fazer a sua parte" na estabilização da economia mundial. O líder norte-americano revelou ainda que o impacto da crise de dívida na zona euro foi largamente debatido na cimeira anual entre os EUA e a União Europeia. Ao lado de Obama, também os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia falaram aos jornalistas. Van Rompuy considerou que tanto a União Europeia como os EUA precisam de "tomar medidas fortes" para manter a recuperação económica, ao mesmo tempo que Durão Barroso mostrou" total confiança" de que a Europa vai saber lidar com a crise. Além da crise de dívida, também o programa nuclear do Irão, o fortalecimento das relações comerciais entre as duas partes, as perspectivas de paz no Médio Oriente e o terrorismo estavam na agenda da reunião anual.

COM MEDO DA ESQUERDA GOVERNO ADMITE REPENSAR MEDIDA DA MEIA HORA EXTRA PARA OS TRABALHADORES

os parceiros sociais recusaram a proposta que é altamente ilegal e inconstitucional  

Os sindicatos recusaram ontem, na reunião mensal com o Governo, o aumento de horários proposto pelo Exevcutivo Social Democrata. Do lado dos patrões, o Comércio volta a insistir em mexidas nas férias. O Governo garante que continua empenhado no diálogo social e ontem mesmo admitiu que está disposto a ouvir alternativas ao aumento dos horários no sector privado. Por outro lado, patrões e sindicatos vão avançar para reuniões entre si, antes de insistir num acordo tripartido sobre competitividade. "Se existirem alternativas, se os parceiros entenderem que têm alternativas, o Governo está perfeitamente disposto a ouvir exactamente essas alternativas", disse o ministro da Economia no final da reunião de concertação social. Álvaro Santos Pereira indica assim que está disposto a negociar uma medida que devia vigorar nos próximos dois anos, anunciada pelo primeiro-ministro como forma de compensar mexidas na Taxa Social Única. O Diário Económico sabe que o aumento do tempo de trabalho continua a ser a medida considerada pelo Governo como mais indicada para os objectivos.

MERKEL SÓ SALVA O EURO SE ASSUMIR SOBERANIA ECONÓMICA SOBRE TODOS OS PAÍSES

tal como Hitler, Merkel assume finalmente que quer TODO o poder económico da UE nas suas mãos

Alemanha quer uma união orçamental com sanções e poder de decisão das autoridades europeias nas contas dos países do euro. Enquanto os ministros das Finanças se reúnem hoje em Bruxelas para decidir se poupam a Grécia à falência técnica nos próximos 20 dias, em Berlim o governo alemão anuncia a estratégia para salvar o euro do colapso, numa altura em que o gigante italiano já se financia a mais de 8%. O objectivo é obter, o mais rapidamente possível, uma revisão do Tratado de Lisboa, criando uma união orçamental, a que Berlim chama ‘união de estabilidade", com sanções, sistemas de controlo e poderes intrusivos das autoridades europeias nas contas dos países do euro. E só depois considerar soluções solidárias, como sejam ‘eurobonds' ou uma participação mais robusta do Banco Central Europeu. O plano alemão será debatido pelos líderes europeus a 9 de Dezembro em Bruxelas, antecipando-se algumas resistências. Até ao novo Tratado estar em vigor, cabe ao BCE e à sua compra avulsa de dívida soberana a tarefa de acalmar os mercados. Em alternativa discute-se activar a nova linha de crédito do FMI com os recursos que sobram no Fundo de Resgate.

Berlim ganha tempo para ver até onde estão dispostos a ir os periféricos com as suas reformas. "Primeiro, temos de ter uma união de estabilidade e depois veremos como isso funciona", disse o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, citado pela Bloomberg. BCE e ‘eurobonds' "são debates que teremos depois, não agora", de momento "qualquer discussão sobre ‘eurobonds' reduz a probabilidade de termos o enfoque necessário" nas mudanças ao Tratado. Esta integração orçamental, acrescenta Michael Meister - deputado porta-voz do partido de Angela Merkel -, é a pré-condição para que a Alemanha rever no futuro a sua posição sobre soluções de risco partilhado. E mesmo assim, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, deixa o aviso para os que falam em "mostrar a Bazooka": "Na Europa não podemos fingir uma força financeira que não temos". A Alemanha explora a posição de maior país e maior contribuinte da UE, fixando os termos dos acordos futuros. O discurso de Merkel no Parlamento a 2 de Dezembro vai determinar os contornos do acordo político de revisão do Tratado a fixar entre os líderes na semana seguinte. Estas mudanças, explica Seibert, "devem poder ser adoptadas num prazo de tempo que será surpreendentemente curto para alguns". Trata-se de um "calendário ambicioso porque acreditamos que a Europa não pode esperar para sempre".

HACKERS DIVULGAM DADOS PESSOAIS DE 107 POLÍCIAS EM RETALIAÇÃO DA VIOLÊNCIA POLICIAL NO DIA DE GREVE GERAL

em retaliação da violência policial frente ao parlamento, 107 agentes da PSP ficaram "a nú" na net

O jornal Público divulga hoje que alguns hackers divulgaram dados pessoais de 107 polícias de Lisboa e ameaçam toda a PSP. Ministério da Administração Interna não comenta, no entanto, a quebra de segurança sobre os agentes de Chelas. O ataque, da autoria do "Lulzsec Portugal" foi assumido como uma resposta à alegada violência policial durante os protestos do dia 24, dia da Greve Gerakl, junto ao Parlamento.

JOSÉ SEGURO MENOS SEGURO NA LIDERANÇA DA BANCADA DO PS APÓS VOTAÇÃO CONTRA MEDIDAS DO PSD

Seguro foi "traído" pelos seus companheiros de bancada pois pretendia votar a favor

'Mail' entre deputados não permitiu voto a favor no atenuar do corte de subsídios. Direcção do PS queria votar a favor da proposta que ontem o Governo apresentou para diminuir o impacto dos cortes nos subsídios em 2012. A bancada socialista revoltou-se e, depois de um debate entre vários deputados via e-mail, Seguro e Zorrinho viram-se obrigados a um volte-face: o PS absteve-se. Entre os vários contestatários surgiram deputados como Eduardo Cabrita (presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças), José Lello, Filipe Neto Brandão, Isabel Moreira (que violou a disciplina de voto, decisão que agora a direcção da bancada diz estar a "avaliar"), Idália Serrão e Sérgio Sousa Pinto. Apesar de ter garantido que votaria a favor de qualquer proposta que tornasse o orçamento menos injusto, Seguro recuou. O PS votou contra a subida dos 1.000 para 1100 euros do limite mínimo a partir do qual funcionários públicos e pensionistas perdiam dois subsídios. E absteve-se no número que definia a modulação dos cortes para trabalhadores e pensionistas que subia o limite dos 485 para os 600 euros. Horas antes, António José Seguro, havia garantido estar disponível para votar a “favor qualquer proposta que torne o Orçamento menos injusto”. A proposta de alteração foi, contudo, aprovada com os votos do PSD e CDS. O BE, PCP e Verdes votaram contra. Esta proposta significa que mais 120 mil pensionistas e mais 40 mil funcionários públicos não vão sofrer reduções nos subsídios de Natal e de Férias em 2012.

DÍVIDA DA PARQUE EXPO É CINCO VEZES SUPERIOR À RECEITA

corrupção ou incompetência? como pode dar prejuízos tão elevados a gestão de uma zona imobiliária prime?

A dívida de curto prazo da Parque Expo atingia, no final de 2010, 150 milhões de euros e era cinco vezes superior ao volume de negócios gerado pela empresa em 2009, revela um relatório do Tribunal de Contas. "Assim, a satisfação daquele compromisso terá ficado seriamente comprometida, face à evidente insuficiência dos fundos gerados pelo seu negócio para a sua adequada cobertura", considera o Tribunal de Contas (TC) numa auditoria relativa à sustentabilidade de 14 empresas públicas relativas aos anos de 2006 a 2009. O TC adianta que a Parque Expo registou prejuízos consecutivos entre 2007 e 2009, totalizando 33 milhões de euros negativos em termos acumulados, e observa que "apesar da sua actividade mercantil o recurso ao crédito tem sido um meio de prover às necessidades financeiras da Parque Expo cujas consequências e impactos acabam por ser supridos pelo Estado, através de reforços do capital social". O Estado gastou, até 2009, cerca de 491 milhões de euros com a Parque Expo, mais de metade do total despendido com o universo de empresas analisado neste relatório. O total da dívida bancária destas empresas ascendia a mais de 352,5 milhões de euros, sendo 61 por cento da responsabilidade da Parque Expo. A extinção da Parque Expo foi anunciada pelo Governo em Agosto.

ZONA EURO CONSOME MAIS DE UM TERÇO DO DINHEIRO DO FMI

o FMI é um negócio de milhões e de colonização política dos EUA, mascarado de ajuda económica e financeira

O Fundo Monetário Internacional (FMI) regressou à Europa desenvolvida. Depois de várias décadas a financiar economias emergentes e promover reformas nos países em desenvolvimento, o Fundo "mudou o chip", reforçou os seus recursos e entrou em países que sucumbiram a uma doença que parecia confinada às regiões mais pobres do globo: perda de financiamento externo. O FMI voltou à Europa desenvolvida mais de duas décadas depois. Último apoio foi a Portugal e acabou em 1987. O "Jornal de Negócios" escreve que depois de várias décadas a financiar economias emergentes e promover reformas nos países em desenvolvimento, o Fundo Monetário Internacional (FMI) mudou o "chip" e regressou à Europa desenvolvida, entrando em países que sucumbiram a uma doença que parecia confinada às regiões mais pobres do globo: a perda de financiamento externo. Primeiro foi a Grécia, depois a Irlanda e, finalmente, Portugal. Os três países já receberam do FMI cerca de 32,4 mil milhões de SDR's (uma moeda "artificial") - mais de um terço do crédito total que o organismo de Washington tem neste momento distribuído. E um valor em crescimento, já que o programa português está no início e o grego será reforçado.

CRISE DA ZONA EURO DOMINA CIMEIRA EM WASHINGTON


em todas as cimeiras Obama esforça-se por arrasar o Euro, para sobrelevar o Dólar

A cimeira União Europeia - Estados Unidos decorre hoje em Washington e terá como tema central a situação económica actual e a resposta que deve ser dada para enfrentar a crise e promover o crescimento. O encontro contará, do lado europeu, com as presenças do presidente do executivo comunitário, Durão Barroso, do presidente do Conselho, Herman Van Rompuy, e também da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton. Do lado americano, estarão no encontro o presidente do país, Barack Obama, e a secretária de Estado Hillary Clinton. Com o intuito de "reforçar a parceria transatlântica", diz a "Comissão Barroso", o encontro procurará chegar a pistas que conduzam ao crescimento económico e à criação de emprego, depois de uma semana marcada por novas agitações na crise da dívida soberana na zona euro. Na sexta-feira, por exemplo, foi noticiado que o próximo Governo espanhol, liderado por Mariano Rajoy (PP), estaria a estudar a eventualidade de recorrer a ajuda financeira externa como uma das opções para fazer frente à pressão dos mercados, segundo a imprensa, cenário posteriormente desmentido pelo partido. Outra novidade na espiral da crise registou-se na quarta-feira, quando a Alemanha, a maior economia do euro, falhou o objetivo de angariar seis mil milhões de euros num leilão de dívida, com a procura das obrigações alemãs a ficar a 35 por cento do total previsto. "Com a economia mundial a passar por momentos de incerteza e com grande mudanças a decorrer no sistema internacional, a relação transatlântica é agora mais relevante do que nunca", disse Durão Barroso em antecipação à cimeira UE-EUA. Temas como as mudanças climáticas ou a energia serão também parte da agenda do encontro de hoje, que se debruçará igualmente sobre a situação em países como o Irão, Síria ou Afeganistão, entre outros. A "primavera árabe", movimento de contestação popular que levou à queda de líderes políticos do mundo muçulmano, estará também no centro do debate. (in, Económico).

MOODY'S AVISA QUE TODOS OS PAÍSES DA ZONA EURO PODERÃO A PARTIR DE AGORA SOFRER CORTES DE RATING

neste momento ainda há 6 países na Zona Euro com notação máxima (AAA)  

“A continuada e rápida escalada da crise da dívida e da banca nos países da Zona Euro ameaça a notação de crédito de todas as nações europeias”. O alerta foi enviado ontem à noite pela agência norte-americana Moody’s, num relatório especial sobre a crise da dívida na Europa. Ainda que considere que o cenário mais provável é que a Zona Euro se mantenha íntegra e que apenas a Grécia tenha de renegociar a sua dívida (forçando os credores a perdoarem uma parte dos fundos que emprestaram ao país), a Moody’s adverte que os riscos, sobretudo associados à inacção política, são agora de tal forma elevados que não se pode por de parte uma implosão repentina da união monetária. “A Zona Euro está a aproximar-se da encruzilhada entre mais integração ou maior fragmentação”, considera a agência. “Apesar de a Zona Euro, como um todo, possuir uma robustez económica e financeira tremenda, a fragilidade institucional continua a adiar a resolução da crise e a pesar sobre os ‘ratings’” de todos os países, prossegue o relatório, com a Moody's a precisar que todas as notações serão "revisitadas" ao longo do primeiro trimestre de 2012. Neste momento, são ainda seis os países do euro que possuem notação máxima (AAA), o que tem permitido ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira ter também "rating" máximo. Dentro deste grupo, o "rating" francês e austríaco são os que parecem mais ameaçados.

WIKILEAKS GANHA PRÉMIO DE JORNALISMO ONLINE

CIA conseguiu roubar 95% dos fundos e contribuições dos apoiantes do site, mas não conseguiu calar a verdade

O portal WikiLeaks ganhou um prémio de jornalismo, na Austrália, terra natal do seu fundador Julian Assange, pelo combate em prol da "liberdade de expressão e da transparência". O WikiLeaks, criado em 2006, divulgou documentos classificados do exército norte-americano e cerca de 250 mil telegramas diplomáticos. Um painel independente, formado por jornalistas e fotógrafos, destacou o "excepcional contributo para o jornalismo" do portal, na entrega anual dos Walkley Awards. O WikiLeaks "usou a nova tecnologia para penetrar nos trabalhos internos do Governo, para revelar uma avalanche de inconvenientes verdades num golpe de publicação global", frisaram os responsáveis dos Walkley Awards na cerimónia de atribuição dos prémios que teve lugar no domingo.