FILME "IN TIME" COM JUSTIN TIMBERLAKE REVELA FUTURO BIG BROTHER ATERRADOR

trabalhar ao segundo, entre a vida e a morte, num futuro onde tempo é o dinheiro...

Num futuro próximo onde as pessoas deixam de envelhecer aos 25 anos, geneticamente modificadas para terem apenas mais um ano de vida o que as obriga a "comprarem" tempo para poderem continuar a viver a cada dia, a cada segundo. Trabalhar e roubar para continuar a viver, num quotidiano em que o tempo é dinheiro literalmente. Nuima clara comparação de tempo ao dinheiro, este filme é uma mordaz crítica aos ávaros banqueiros mundiais que estão, sob falsos pretextos de crise, a escravizar a população mundial através dfas dívidas. O trailer em: http://www.youtube.com/watch?v=fdadZ_KrZVw. Justin Timberlake e Amanda Seyfried intrepretam este Big Brother do futuro, uma futuro bem verosímil, a manter-se o caminho que a sociedade europeia está a manter, dominado pelas vontades exclusivas da NWO, um futuro onde os pobres morrem cedo. 

GARE DO ORIENTE COM 87 MILHÕES EM PREJUÍZOS EM APENAS 15 ANOS

gestores que não gerem deviam ser criminalizados e responsabilizados pelos milhões esbanjados

Tribunal de Contas alertou para a urgência de sanear a empresa ainda controlada por Parque Expo, Refer e Metro. A Gare Intermodal de Lisboa (GIL), responsável pela gestão da Gare do Oriente, acumula prejuízos de cerca de 87 milhões de euros desde a sua criação, em 21 de Setembro de 1994. Esta é uma das principais conclusões da auditoria do Tribunal de Contas (TC) a 14 empresas do Sector Empresarial do Estado (SEE), divulgada esta semana. Só no período a que se reporta a auditoria da instituição presidida por Guilherme d'Oliveira Martins (entre 2006 e 2009), a GIL absorveu mais de 38 milhões de euros de esforço financeiro do Estado: 32 milhões de comparticipações financeiras; dois milhões de euros de dotações de capital e 4,5 milhões de euros de suprimentos dos accionistas. Face a esta situação deficitária, o TC sublinha que, no final do período de análise (2009), "no caso da GIL, o capital social estava integralmente consumido por força dos resultados (negativos) transitados e acumulados, por montantes que em muito já ultrapassavam o capital social". Daí que a instituição liderada por Guilherme d'Oliveira Martins recomende, em relação à GIL - como, aliás, em relação a outras empresas do SEE -, que se deva "acautelar o adequado saneamento financeiro das suas empresas, tendo em vista o cumprimento da exigência do artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais, em especial naquelas em que os capitais próprios se devam manter nos níveis exigidos". Esse artigo em particular define que o capital próprio de uma empresa não pode ser igual ou inferior a metade do seu capital social.

SARKOZY E MERKEL ENCONTRAM-SE NA 2.ª FEIRA PARA DEFINIREM NOVO TRATADO DE CARIZ NEO-NAZI EUROPEU

Alemanha e França unidas numa aliança neo-nazi exigem novo tratado europeu e soberania da UE nas suas mãos

Sarkozy revelou hoje que vai encontrar-se com a chanceler alemã na próxima segunda-feira, em Paris, para "salvar o futuro da Europa". O presidente francês, Nicolas Sarkozy, revelou hoje que irá encontrar-se com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Paris, na próxima segunda-feira, para juntos discutir propostas reformistas que irão "salvar o futuro da Europa". "Iremos elaborar propostas franco-alemãs de forma a garantir o futuro da Europa", disse hoje Sarkozy. Num discurso em Toulouse, França, o líder francês reconheceu ainda que o combate à crise de dívida que tem atingido a zona euro tem sido "decepcionante". "A Europa tem decepcionado desde o início da crise da dívida. O Tratado de Maastricht provou ser imperfeita. São previstas sanções, mas não se aplicam e não dispõem de instrumentos de urgência. Temos que reinventar tudo, para reconstruir tudo", referiu Sarkozy, citado pelo espanhol El País. Segundo o presidente francês, o futuro da nova Europa terá de passar necessariamente por um governo económico e por maior disciplina fiscal e orçamental e por maior solidariedade. Caso contrário, sublinhou, a "União Europeia pode ser varrida pela crise se não conseguir reagir". Sarkozy frisou, de resto, que a União Europeia não significa "perder soberania". "A União Europeia significa mais soberania porque representa maior capacidade de actuação. Ganhamos soberania com os nossos aliados", disse.

NO DIA EM QUE É QUASE UNÂNIME O FIM DO EURO, PASSOS COELHO ANUNCIA MAIS DURA AUSTERIDADE PARA 2012

o actual Primeiro-ministro é completamente insensível à situação já sufocante das famílias  

Pedro Passos Coelho, revelou que novas medidas de austeridade serão aplicadas, em 2012. Com o sector público no limite, resta à maioria governativa cortar no privado, sendo que os subsídios de férias dos trabalhadores poderão funcionar como salva-vidas de Portugal, para um eventual incumprimento de défice. Passos Coelho, concedeu uma entrevista à SIC, no dia em que foi aprovado o Orçamento de Estado para 2012 (OE2012), considerado pelo próprio Governo como o mais austero da história da Democracia portuguesa. Mas o ano que vem poderá reforçar esta realidade: perante um quadro de incumprimento de défice, que o executivo admite, o Orçamento mais austero poderá estender-se ao sector privado. Confrontado com a possibilidade falharem as previsões do Governo e o executivo ser obrigado a aplicar mais medidas que afectem os rendimentos dos trabalhadores, Passos Coelho não hesita: Obviamente, poderemos ter de adoptar novas medidas e recorreremos a todos os dispositivos”. Nesta entrevista à SIC, o chefe de Governo reagiu às críticas internas, com destaque para as palavras recentes de Manuela Ferreira Leite, que acusou o executivo de aplicar medidas recessivas e inadequadas para a situação do país. “Não vivo com fantasmas, mas não tenho receio dos fantasmas internos”, afirmou. Também Pacheco Pereira foi, num debate da SIC, crítico ao Primeiro-ministro comparando-o a um "gestor de uma empresa em falência".

REVELAÇÃO DE SEGREDO NA "CASA DOS SEGREDOS" LEVA PJ A DESCOBRIR O ESTRIPADOR PORTUGUÊS

os segredos mais secretos revelam por vezes verdades surpreendentes

Concurso da TVI foi ponto de partida para deter suspeito de mortes de três prostitutas de Lisboa em 1992 e 1993. Crimes prescreveram, mas está preso por matar mulher em Aveiro, há 11 anos. "Conheço o 'estripador de Lisboa' e ele é da minha família". Este "segredo", apresentado como trunfo por um candidato à "Casa dos segredos", da TVI, pôs fim a quase 20 anos de mistério sobre mortes bárbaras de prostitutas. O suspeito foi denunciado pelo próprio filho. Não poderia ter sido mais fortuita, após anos de investigações infrutíferas, a forma como a Polícia Judiciária (PJ) chegou ao alegado responsável pelos assassinatos de três prostitutas em Lisboa e uma em Esgueira (Aveiro). José Guedes, de 46 anos, suspeito de ser o “estripador de Lisboa” foi detido pela Judiciária. Ao semanário “Sol, confessou a autoria do homicídio de três mulheres na década de 90, crimes que já prescreveram. A ser julgado será pela morte de uma prostituta em 2000.

BANCO CENTRAL EUROPEU ACEITA AJUDAR O EURO A TROCO DE AUSTERIDADE EXTREMA E PERDA DE SOBERANIA DOS DEVEDORES


não contentes com a destruição social já causada, os banqueiros querem mais sangue...

O novo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, deu ontem um sinal de que o banco poderá dar uma resposta mais assertiva à crise do euro se os países fizerem um "pacto orçamental" com regras ainda mais exigentes para o défice e a dívida. As declarações de Draghi no Parlamento Europeu surgem numa altura em que ministros das Finanças da zona euro e economistas são quase unânimes ao afirmar que só o BCE tem poder de fogo para travar no curto prazo a crise que ameaça a moeda única. A Alemanha está a forçar uma revisão agressiva dos tratados, para incluir regras mais duras e sobretudo um nível de vigilância orçamental (e de poder sancionatório) muito apertado. O ministro da economia germânico, Phillipp Roesler, apontou ontem que os países têm de estar preparados para perderem soberania orçamental. Roesler, que faz parte de um dos partidos mais conservadores (o FDP) da coligação liderada por Angela Merkel, propõe um limite de 2% para o défice orçamental (abaixo dos 3% do Pacto de Estabilidade) e sanções automáticas para os incumpridores que podem incluir congelamento dos fundos estruturais e perda dos direitos de voto em decisões europeias.

Berlim quer ainda que a Comissão Europeia tenha direito de veto sobre os orçamentos dos estados-membros antes de serem votados no parlamento. Sobre o papel do BCE, o ministro alemão – que cola a sua opinião à de Angela Merkel – considera que a instituição "vai tomar as decisões que encara como acertadas". Fonte comunitária explica ao i que a institucionalização desta disciplina orçamental é um passo decisivo para a Alemanha poder aceitar medidas de urgência credíveis, como o envolvimento dos recursos financeiros do BCE (a máquina de fazer dinheiro) no combate à crise. A "ordem sequencial" de que Draghi fala é esta: primeiro acertam-se as regras, depois virão as ajudas. O maior envolvimento do BCE – pedido abertamente esta semana por vários ministros das Finanças do euro na reunião do Eurogrupo – parece estar a caminho de acontecer. A oito dias da cimeira europeia de líderes – apontada pela própria Comissão Europeia como sendo decisiva para a sobrevivência da moeda única – a gravidade da crise está a empurrar a Alemanha, a França e o BCE para o caminho de uma maior integração orçamental, feito sob pressão e enorme falta de tempo. Itália e Espanha aguentarão pouco tempo os juros que o mercado de dívida soberana fixa actualmente (baixaram ontem assim que foram divulgadas as afirmações de Mario Draghi), o contágio alastra a outros países e há o risco cada vez maior de uma corrida aos bancos e de paralisação dos canais normais de financiamento no sistema bancário.

VICE-PRESIDENTE DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS SEQUESTRADO E ASSALTADO

a história repete-se e um novo 25 de Abril, mais violento, poderá estar a emergir nas ruas...

Norberto Rosa foi sequestrado e roubado ontem à noite em Lisboa, disse o próprio à agência Lusa. Norberto Rosa explicou que foi assaltado para lhe retirarem os cartões de multibanco, sublinhando que não foi alvo de qualquer tipo de violência. "Eu estou bem, não houve violência. Pediram-me os códigos dos cartões e eu dei. Ainda não sei o valor levantado mas devem ter feito o máximo permitido", disse o vice-presidente da CGD à Lusa, acrescentando que foram utilizados três cartões em duas caixas de multibanco. Norberto Rosa esclareceu que foi abandonado num acesso do IC17 "ao fim da noite" e que dormiu em casa, recusando-se a prestar mais declarações. O Jornal de Notícias indica na sua página de Internet que o ex-secretário de Estado do Orçamento de Manuela Ferreira Leite, no Governo de Durão Barroso, foi atacado por dois homens armados. Não confirmando a identidade da vítima, fonte da PSP disse à agência Lusa que um homem foi sequestrado na terça-feira às 21:50 na Pontinha. "Um homem foi sequestrado por dois homens que o obrigaram a sentar-se no banco de trás do seu carro e a efetuar dois levantamentos de dinheiro em caixas Multibanco em Telheiras e Santo António dos Cavaleiros", indicou. Confirmando o furto da viatura e do dinheiro, a mesma fonte refere que a vítima foi abandonada no IC17, na zona de Camarate. Outra fonte policial, contactada pela Lusa, indicou que a vítima apresentou uma queixa na Esquadra da Pontinha e que o caso já está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

MILITARES VÃO A BELÉM PROTESTAR À PORTA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

contra o Orçamento de Estado de 2012 que faz cortes violentos em vários sectores militares  

Dirigentes das associações socioprofissionais das Forças Armadas e "todos os militares que queiram e possam"vão estar na quarta-feira nas galerias do Parlamento e depois numa vigília em frente ao Palácio de Belém para protestarem contra o Orçamento do Estado para 2012. Serão 18 os dirigentes das três associações do setor que irão à Assembleia da República assistir à votação final global do Orçamento do Estado para 2012, segundo o presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA), o coronel Pereira Cracel. Mais tarde, a partir das 18:00, os mesmos dirigentes "e todos os militares que queiram e possam" somar-se ao protesto irão para a porta do Palácio de Belém, a residência oficial do Presidente da República, que é o comandante supremo das Forças Armadas, para fazer "uma vigília" que tem como objetivo pedir a Cavaco Silva que vete o Orçamento do Estado, mas também que receba as associações do setor pela primeira vez. A vigília em Belém e a presença na Assembleia da República no dia da votação final global do Orçamento foram decididas a 12 de novembro, no final de uma "manifestação nacional" que reuniu em Lisboa cerca de 10.000 militares, segundo as associações que organizaram o protesto. Os militares protestam sobretudo contra os cortes que os afetam e a retirada de direitos inerentes à condição militar, sublinhando que estão a ser equiparados a qualquer funcionário público quando lhes são pedidas obrigações e disponibilidade que não existem para nenhum outro grupo profissional.

GREVE GERAL NO REINO UNIDO PROMETE MOBILIZAÇÃO TOTAL

desde os tempos de Tatcher que não se via uma mobilização popular tão forte em Inglaterra

Os cortes nas pensões da função pública que deverão afectar mais de dois milhões de britânicos estão na base da greve geral que promete paralisar hoje o Reino Unido, mas há muitas mais reformas que vão levar um número elevado de pessoas à rua. "Esta acção vai acontecer. Não há hipótese absolutamente nenhuma de qualquer acordo", dizia ontem à Reuters Dave Prentis, líder da Unison (maior central sindical britânica, que representa 1,4 milhões de funcionários públicos), acrescentando que já há planos para novas paralisações no início de 2012 se o governo de coligação não ceder. De acordo com 30 sindicatos que vão participar na greve geral, espera-se que a adesão à greve de hoje supere a mobilização de 1979 contra as reformas neoliberais do governo de Margaret Thatcher. E até os três milhões de britânicos de 1926, que continua a ser a maior mobilização do género na história do país. "Este é um dia importante, bem mais importante do que as pessoas julgam. Quando se escreverem livros de História sobre a política deste país, 30 de Novembro de 2011 será sempre referido", acrescentou Prentis. Está previsto que 90% das 22 mil escolas públicas fiquem fechadas hoje. Várias companhias aéreas confirmaram ontem a redução no número de voos para o Aeroporto de Heathrow (em Londres, o mais movimentado da Europa), por receio de que haja longos atrasos e enchentes de passageiros no aeroporto. De acordo com a Trades Union Congress (TUC), a central sindical que está a coordenar a paralisação, estão previstas mais de mil manifestações em várias partes do país.

COMEÇAM A SER PREPARADOS PLANOS DE CONTINGÊNCIA PARA A DESAGREGAÇÃO DO EURO


vamos voltar a imprimir escudos, uma tarefa para países ricos, em plena crise de dívida

Ontem pela tarde, na Faculdade de Direito de Lisboa (FDL), economistas reputados também já traçavam os seus planos de contingência para uma desagregação do euro. José Silva Lopes, ex-ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal, admitiu sem reticências que pode não haver saída para o euro: "Se o BCE não começar a imitar a Fed e o Banco de Inglaterra [como credor de último recursos dos Estados] a UE vai para o desastre, e vai para o desastre rápido", afirmou, acrescentando que, ao nível orçamental, "é preciso um orçamento federal que se veja" para fazer face a políticas comuns e a necessidades de estabilizadores automáticos. O homem que acompanhou de perto as anteriores intervenções financeira em Portugal, nos anos 70 e 80, admite que se possa ter ultrapassado o ponto de não retorno, sendo por isso necessário começar a cenarizar. A desagregação do euro pode assim tomar uma de três formas: um colapso com desintegração desordenada; a saída de alguns países da moeda única, como Portugal e Grécia; ou a saída da Alemanha e dois ou três países do Norte. Os receios de Silva Lopes são uma quase certeza para João Ferreira do Amaral, professor do ISEG e talvez o economista que mais se destacou, desde o início, na crítica ao projecto de moeda única. "O fim da Zona Euro como a conhecemos está à vista. Julgo mesmo ser inevitável", afirmou, num tom sereno de quem defende a saída de Portugal do euro. Mas, frisa, essa saída tem de ser concertada com a UE, e deve acontecer apenas após uma estabilização da actual crise. A receita para a estabilização foi partilhada com Stuart Holland (Faculdade de Coimbra) e Jacques Bourrinet (Universidade d'Aix-Marseille III).

REINO UNIDO RETIRA TODO O PESSOAL DIPLOMÁTICO DO IRÃO

sinais preocupantes de uma perigosa e arriscada guerra entre NATO, Rússia, China e Irão

O Reino Unido retirou todo o pessoal diplomático do Irão. A informação foi confirmada pelo ministério dos Negócios Estrangeiros britânico. A tensão aumenta nas relações entre o Reino Unido e o Irão depois do ataque desta terça-feira contra a embaixada britânica em Teerão. Londres considera o incidente “um erro sério do governo iraniano” que vai ter “consequências graves”. O governo britânico convocou o responsável iraniano no país realizou uma reunião de crise em Downing Street, na presença do primeiro-ministro David Cameron. Em comunicado, o ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano disse lamentar o ataque. A representação diplomática na capital iraniana foi atacada por indivíduos que protestavam contra as novas sanções impostas por Londres ao Irão. Os manifestantes, apresentados pelos meios de comunicação social estatais como estudantes islâmicos, entraram por duas vezes nas instalações da embaixada e ocuparam também durante horas a antiga residência do embaixador britânico. A reportagem em: http://pt.euronews.net/2011/11/30/reino-unido-retira-todo-pessoal-diplomatico-do-irao/.

EUROPA À BEIRA DO PRECIPÍCIO CORRE SÉRIO RISCO DE DESINTEGRAÇÃO EM ESPIRAL

sem serem criadas condições para crescimento a economia auto-destrói-se, segundo Vítor Bento

O presidente da administração da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, discursava no jantar debate da APGEI, no Porto, tendo defendido que "vai ser muito complicado resolver esta situação sem criar condições de crescimento" para os países da periferia. "Estamos à beira de um precipício onde, se as coisas forem mal geridas, a Europa pode entrar numa situação de crise bancária generalizada, de depressão económica e eventualmente de desintegração", alertou. Segundo o conselheiro de Estado, "esta situação é muito parecida com a dos anos 30", acrescentando que "o Euro está a ser uma amarra muito forte para a qual não é fácil de arranjar uma solução". Neste momento, acrescentou, "praticamente todos os países estão em situação de potencial insustentabilidade, portanto todas as dívidas estão praticamente em situação de insustentabilidade e esta é a razão que explica porque é que a crise da dívida se tornou a crise urgente, não sendo a origem do problema", justificou. Advertindo que "se não se resolverem as condições de crescimento não se resolvem as condições da dívida", Vítor Bento afirmou que "a partir do momento em que se criou esta espiral negativa em que as taxas de juro atingiram determinado patamar é difícil voltar para trás".

GREGOS CORREM AOS BANCOS A LEVANTAR TODO O SEU DINHEIRO


o tesouro grego voltará a ser a arqueologia...

As saídas de dinheiro dos depósitos bancários na Grécia foram de 13 a 14 mil milhões desde o início de Setembro ao final de Outubro, segundo disse o governador do Banco da Grécia, George Provopoulos a uma comissão parlamentar. A notícia é avançada pelo “site” noticioso “Business Report”, que cita o responsável. Provopoulos disse que o fluxo de saídas de dinheiro dos bancos comerciais do país continuou nos primeiros 10 dias de Novembro. "Em Setembro e Outubro, dois meses muito maus devido à incerteza política, tivemos uma perda de 13-14 mil milhões de euros", disse o governador citado pela Bloomberg numa comissão parlamentar.

OLLI REHN ADMITE QUE A EUROPA TEM 10 DIAS CRÍTICOS PELA FRENTE

Rehn considera os próximos 10 dias, uma contagem decrescente para a decisão final sobre o Euro

Olli Rehn admitiu esta manhã que a Europa entrou na fase decisiva dos seus esforços para estabilizar o euro e garantir que este continuará a ser a moeda partilhada por 17 países. “Estamos a entrar no período crítico de dez dias para completar e concluir a resposta da União Europeia à crise”. O comissário responsável pelos Assuntos Económicos falava em Bruxelas, à entrada do encontro dos ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia. Na véspera, na reunião restrita aos responsáveis dos países do euro (Eurogrupo), os ministros admitiram que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) não conseguirá, por si só, alavancar a sua capacidade de actuação para um bilião de euros – valor considerado como o mínimo necessário para garantir e sossegar os investidores de que a Europa terá meios para acudir mais países, eventualmente uma Itália que ontem pagou uma taxa de juro insustentável de 7,5% para se financiar nos mercados. É a primeira vez que o Eurogrupo admite que as decisões saídas da cimeira de 26 de Outubro já não bastam, agora que o fogo dos mercados chegou em força a Itália, a terceira maior economia do euro.

O FEEF, que dispõe de 440 mil milhões de euros, sendo que metade já está comprometido com os programas de ajuda a Portugal, Irlanda e Grécia, poderá oferecer "seguros" contra o risco de obrigações soberanas do euro, o que lhe permitirá alavancar a sua capacidade de actuação em cerca de 250 mil milhões de euros. Mas para ir mais longe, precisa da ajuda do FMI que, por seu turno, está também sob enorme pressão, já que boa parte dos seus recursos estão afectados a países europeus, sendo improvável que grandes accionistas, como os Estados Unidos, queiram passar novos cheques na ausência de planos claros e credíveis sobre como a Zona Euro tenciona garantir a sua própria sobrevivência.. As atenções viram-se agora para expedientes que permitam ao Banco Central Europeu ajudar os Estados em apuros - através do FEEF ou do próprio FMI - sem que essa intervenção possa ser interpretada (em particular, pelo Tribunal Constitucional alemão), como uma violação do seu mandato. A independência do BCE é uma das "linhas vermelhas" que Berlim não passará, mas a urgência da situação poderá forçar o Governo alemão a ceder a alguma criatividade jurídica. Aparentemente alheia ao exército crescente de políticos e economistas que pensa que verdadeiramente urgente é garantir liquidez a preços razoáveis aos Estados do euro, a Alemanha continua a bater na tecla de que mais disciplina e capacidade para a impor são a solução para a crise do euro. É nesse sentido que está a ultimar proposta conjuntas com a França para rever os Tratados e criar uma “União de Estabilidade” em que, a promessa de mais solidariedade, será antecedida por regras muito mais duras de disciplina orçamental e pela transferência de novos parcelas de soberania, de modo a que instâncias europeias possam ter uma palavra decisiva na concepção dos Orçamentos nacionais.

GOVERNO PREPARA-SE PARA O PIOR: A SUA QUEDA DEPOIS DA PRIMAVERA

PS prepara-se para "assaltar" o poder, aproveitando os abusos troikistas e autoritários do Governo

Depois de um fim-de-semana de conversas com o PS, a maioria recuou e introduziu uma alteração ao Orçamento do Estado que sobe de 485 para 600 euros o limite a partir do qual os subsídios de Natal e férias começam a ser cortados a funcionários públicos e pensionistas. Mas a alteração não evitou que o Governo levasse uma profunda facada nas costas da bancada do Partido Socialista. Até ao último momento, José Seguro dava a entender que votaria a favor, mas o resultado foi surpreendente para a bancada do PSD e do CDS. A proposta apresentada pelo PSD e CDS, mesmo depois de adaptada e suavizada, foi considerada “decepcionante” pelos socialistas que se aliaram assim à esquerda para enfrentar as medidas autoritárias abusivas e anti-constitucionais do Governo. Os socialistas fizeram as contas e concluíram que havia margem para só cortar os subsídios de férias e de Natal a partir dos 750 euros – o valor a partir do qual o corte é progressivo – e para aumentar o tecto do corte dos dois subsídios para os 1250 euros. A intenção não foi acolhida pelo governo, que preferiu avançar com uma “cedência muito curta”, no entender dos socialistas, e levou o PS a demarcar-se da possibilidade de os dois partidos fazerem uma proposta conjunta. Com mais medidas autoritárias a caminho, justificadas pelo Governo como sendo necessárias para que a economia portuguesa cumpra os critérios exigidos pela UE, FMI e Troika, só resta Passos Coelho p+reparar-se para a rápida queda do seu Governo, talvez logo após a Primavera, como aconteceu com o de Sócrates.

DEPOIS DE REUNIÃO COM GOVERNO CGTP DECIDE AVANÇAR COM SEMANA DE LUTA ENTRE 12 E 17 DE DEZEMBRO

"trabalho forçado" imposto pelo Governo PSD não é admissível num estado livre e democrático  

A CGTP decidiu fazer uma semana de luta, a realizar entre 12 e 17 de dezembro, contra o aumento do horário de trabalho e em defesa do emprego, salários e direitos. O protesto decorrerá em todo o país, com ações que serão definidas por cada setor e região. Manuel Carvalho da Silva considera que o aumento do horário de trabalho em meia hora diária, proposto pelo Governo, “configura-se como trabalho forçado e merece toda a reação e luta” dos trabalhadores. “A CGTP diz clara e inequivocamente aos patrões e ao Governo que desencadeará todas as formas de luta possíveis contra o aumento do horário de trabalho e apoiará os trabalhadores no terreno para que desenvolvam as formas de luta que entendam necessárias, no quadro da legalidade”, afirmou o sindicalista. O secretário-geral da Intersindical defendeu que os trabalhadores “têm mais sustentação legal para lutar contra o aumento do horário de trabalho do que o Governo tem para impor este aumento, pois o suporte legal é zero”. Para Carvalho da Silva, o aumento do horário de trabalho “significaria a muito curto prazo mais desemprego, a redução dos salários e o aumento da exploração, com implicações nas contribuições para a segurança social e nas receitas fiscais do Estado”. O secretário-geral da CGTP falou aos jornalistas no final de uma reunião do Conselho Nacional da central, tendo como cenário um enorme cartaz contra o aumento do horário de trabalho, com a promessa de que este “Não Passará”.

PRESIDENTE DA COMISSÃO EUROPEIA ABRE GUERRA DIPLOMÁTICA COM ALEMANHA E FRANÇA

pressionado pelos EUA, Barroso não esconde o seu desconforto face às decisões incompetentes da dupla Merkel-Sarkozy

O presidente português da Comissão Europeia demonstrou de forma determinada ser a favor de uma intervenção “mais activa” do Banco Central Europeu (BCE): "no início da crise grega, não teve acolhimento na altura, mas actualmente são cada vez mais as vozes que pedem uma maior e imediata intervenção do BCE para conter a crise da dívida e evitar a implosão do euro, como é o caso da própria Comissão Europeia". Se até aqui o presidente da Comissão, Durão Barroso, se esforçava por mostrar que não havia grandes divergências em relação à Alemanha, afirmando que se tratava apenas de timings, o vice-presidente espanhol da Comissão, Joaquín Almunia, mostrou ontem que as divergências com Bruxelas e Berlim são profundas. Almunia criticou abertamente os governos alemão e francês por bloquearem propostas da Comissão para resolver a crise do euro e advertiu que a Grécia tem “poucos dias” de liquidez. Em declarações à TVE, Almunia criticou a falta de discussão ou mesmo rejeição das propostas da Comissão para responder à crise da dívida e queixou-se que mesmo as medidas que são adoptadas acabam por não ser postas em prática. O vice-presidente da CE avisou que por isso, e se não se resolver rapidamente o pagamento da última tranche do resgate financeiro à Grécia, Atenas terá problemas de liquidez que se estenderão a outros países, como Irlanda e Portugal, que considerou “vítimas imediatas” do problema grego. (in, Jornal i).

VIOLENTA EXPLOSÃO NO IRÃO EM ZONA NUCLEAR SERÁ INTERVENÇÃO SECRETA DA CIA?

ataque secreto da CIA ou de Israel, ou simples acidente em instalações nucleares iranianas?

O som de uma explosão foi ouvido na cidade iraniana de Ispão, de acordo com o chefe da polícia da província com o mesmo nome. É na terceira maior cidade do país que se encontra uma dos maiores complexos nucleares do país que processa urânio, no entanto não se a explosão ocorreu junto ou no interior da central nuclear. O porta-voz da Agência Internacional de Energia Atómica, Gill Tudor, afirmou que a organização estava a acompanhar as notícias publicadas pela imprensa iraniana, mas não dispõe de mais informações. Este incidente suspeito surge três semanas após uma importante explosão numa base militar a 45 quilómetros de Teerão. O incidente aconteceu no dia 12 de Novembro e terminou com a morte de 17 membros dos Guardas da Revolução, incluindo o responsável pelo programa de mísseis do corpo de elite das forças armadas iranianas. As autoridades afirmaram que a explosão foi provocada por um acidente numa altura em que várias armas estavam a ser deslocadas. A reportagem da Euronews em: http://pt.euronews.net/2011/11/29/irao-o-som-de-uma-explosao-foi-ouvido-na-cidade-de-ispao/.

ISRAEL ATINGIDO COM ROCKETS DISPARADOS DO LÍBANO

será este um ataque "false flag" de Israel contra si próprio para justificar atacar o Líbano?  

A região da Galileia ocidental, no norte de Israel, foi atingida com vários “rockets” disparados do sul do Líbano. O ataque não provocou vítimas, de acordo com um comunicado do exército israelita. O Tsahal afirma no documento que considera tratar-se de um incidente grave e diz que é da responsabilidade do governo e das forças armadas libaneses evitar este tipo de incidente. A artilharia israelita ripostou, com disparos de tiros de obus para o sul do Líbano. As imagens em: http://pt.euronews.net/2011/11/29/israel-atingido-com-rockets-disparados-do-libano/.

"ISTO É O PRINCÍPIO DO FIM DO EURO"

Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI considera que o Euro já iniciou o seu fim irremediável

Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, escreve que está lançado o mote para a dissolução da união monetária. "Os investidores enviaram aos políticos europeus uma mensagem dolorosa na semana passada quando a Alemanha teve uma emissão de dívida seriamente decepcionante", escreve Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, num artigo publicado hoje no blogue "The Baseline Scenario", e assinado em conjunto com Peter Boone, da London School of Economics. Recorde-se que nessa emissão, da última quarta-feira, a Alemanha não conseguiu vender a totalidade das obrigações a 10 anos, no leilão com a procura mais baixa desde a criação do euro, pelo menos. O juro desses títulos de dívida também subiu face à última emissão comparável. Para Simon Johnson - um dos primeiros economistas estrangeiros a antecipar um resgate a Portugal, e que na altura até mereceu resposta de Teixeira dos Santos -, a mensagem deste falhanço é clara: "a Alemanha já não é um porto seguro". No artigo, os dois autores indicam que desde a crise financeira global de 2008, os investidores se têm focado no risco do crédito e têm recompensado o país liderado por Angela Merkel com baixos juros. "Mas agora os mercados vão focar-se no risco da moeda", antecipam, o que terá como consequência o aumento da inflação e "o euro pode entrar em colapso de uma forma que coloca em risco todas as obrigações em euros".

Por tudo isto, Simon Johnson e Peter Boone consideram que "isto é o princípio do fim da zona euro". Os dois autores referem que Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e agora Itália têm grandes quantias de dívida de curto prazo que não conseguem refinanciar a baixo custo e que os maiores bancos europeus estão na mesma situação. "Mais realisticamente, nenhum destes países vai conseguir financiar-se nos mercados financeiros no curto prazo", e o ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, está fora da realidade quando defende que o país vai voltar ao mercado em 2013, argumentam. Mais ainda, Simon Jonhson e Peter Boone consideram que mesmo com uma "bazuca" financeira, o BCE não iria conseguir restaurar a competitividade nos países periféricos, e que, por isso, os países mais problemáticos do euro, onde se incluirá Portugal, iriam precisar de muitos mais anos de "dura austeridade e reformas orçamentais para estabilizar a dívida". Para os dois autores, o rumo da zona euro está a tornar-se claro. "À medida que as condições na Europa se agravam, vai haver cada vez menos activos em euros que os investidores podem comprar com segurança". "Aguarda-nos uma tragédia". É a triste previsão dos dois autores, que terminam o artigo referindo que nos resta apenas a esperança de que os políticos europeus estejam a planear discretamente uma acção concertada para "evitar que a desordem se transforme em caos".