GOVERNO VAI EXTINGUIR UM TERÇO DE EMPRESAS MUNICIPAIS

Miguel Relvas, implacável no desmantelamento de "alguns" compadrios municipais

Sem avançar números concretos, secretário de Estado prevê um corte “substancial” no número de empregados nas empresas municipais. "Um terço das empresas apresentam indicadores financeiros insustentáveis." As contas são de Paulo Júlio, Secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, destacando que "31% [das empresas municipais] tem resultados negativos antes das amortizações, e em 25% o nível de endividamento é três vezes superior aos recursos próprios". Após a apresentação do Livro Branco do Sector Empresarial Local, a polémica instalou-se. O passivo revelado no sector aproxima-se dos 2,4 mil milhões de euros, ninguém sabe ao certo quantas empresas existem e o Governo prepara para o início do ano uma proposta de lei para regulamentar o sector. A extinção de empresas será, garante o secretário de estado, decidido pelas autarquias em consonância com a nova legislação, mas um ponto é claro. "Os municípios decidirão, mas não podem manter as estruturalmente deficitárias. Temos um terço das empresas a precisar de uma completa reestruturação", garante Paulo Júlio ao Económico.

Com 392 empresas contabilizadas - apenas 334 apresentaram as informações solicitadas pelo estudo - há exemplos para todos os gostos. Embora não identificadas, há pelo menos duas empresas com passivos superiores a 210 milhões de euros, num universo em que a média ronda os sete milhões de euros, mas em que o valor mais frequente é inferior a um milhão de euros (919 502,66). Há sectores com valores positivos - as empresas de fornecimento de água e saneamento básico têm um valor acrescentado bruto (VAB) de 187 milhões de euros - e outros deficitários - as empresas de âmbito cultural apresentam um VAB negativo de 34 milhões de euros - num conjunto que no final consegue um VAB positivo de 183 milhões. E foi pelo lado positivo que a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) leu o relatório. Lembrando a passagem em que ao Sector Empresarial Local (SEL) é reconhecida a promoção do "desenvolvimento económico e a melhoria da qualidade dos serviços prestados e a eficiência da gestão", a ANMP argumenta que "em áreas de claríssimo pendor social, como o são os transportes escolares ou a alimentação das crianças, não se pode ter resultados económicos positivos". Em declarações à Lusa, Fernando Ruas (que o Económico tentou, sem sucesso, ouvir até à hora de fecho desta edição) mostrou-se disponível para "ver o que é necessário expurgar" no sector empresarial local. Mas através do comunicado enviado as redacções, o presidente da ANMP lembrou que o poder local só é responsável por 0.7% do défice nacional.

STANDARD&POORS PREPARA-SE PARA COLOCAR PORTUGAL NO "LIXO"

depois de termos a tabuleta "lixo" à porta, a saída do Euro é o passo seguinte  

A Standard & Poor's (S&P) ameaça cortar o rating de Portugal para notação de ‘lixo' e prepara-se para colocar os países do euro com ‘rating' máximo em vigilância negativa, segundo o "Financial Times" e a Bloomberg. Alemanha, França, Holanda Áustria, Finlândia e Luxemburgo arriscam-se assim a perder o ‘rating' de AAA nos próximos 90 dias. A informação avançada pelo jornal britânico e pela agência noticiosa ao início da noite e, foi confirmada posteriormente por um comunicado da S&P. A Bloomberg adianta mesmo que a agência norte-americana colocará o ‘rating' de todos os países da zona euro em vigilância negativa. A notícia do FT surge após Merkel e Sarkozy terem acordado tomar mais medidas para travar a crise, o que até deu alento aos mercados de dívida e bolsistas ontem. Já o euro, que até esteve a ganhar 0,71% contra o dólar durante a sessão, inverteu para terreno negativo após a notícia de que a S&P ameaça retirar o ‘rating' máximo às economias com melhor nota de crédito na zona euro. E apesar do acordo entre Berlim e Paris para uma maior integração e para regras orçamentais mais rigorosas, os analistas da S&P aparentam querer ver para acreditar. Segundo o FT, a agência informou os governos daqueles seis países que a reavaliação será feita o mais rápido possível após a cimeira europeia que ocorrerá no final da semana. Segundo o FT, os analistas da S&P referiram que "a falta de progressos feita até agora pelo políticos europeus em controlar o contágio da crise financeira pode reflectir a fraqueza estrutural no processo de tomadas de decisões na zona euro e na União Europeia".

CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO LICOR BEIRÃO EM TOM SATÍRICO A MERKEL E SARKOZY

"querida Angela/Sarkozy, Portugal está a dar o seu melhor... Boas Festas"

O Licor Beirão acaba de lançar a campanha de Natal. Inspirada na situação difícil que Portugal e a Europa atravessam, a agência de publicidade Uzina criou uma campanha em que Angela Merkel e Nicolas Sarkozy são protagonistas. "Nesta altura do ano devemos oferecer o nosso melhor, neste caso o Licor Beirão", explica Manuel Soares de Oliveira, da Uzina, relativamente à mensagem da campanha, que aponta para uma "mensagem secundária nos cartazes que é o de 'Neste Natal ofereça o que é Nacional'." Tudo começou com um briefing da parte do cliente para faz uma campanha de Natal e, " partir daí, não houve restrições e surgiu esta ideia", conta o responsável da Uzina, que destaca ainda a intenção que a "comunicação tenha a maior actualidade possível." Dando o exemplo da campanha do Futre, também para o Licor Beirão, executada em 10 dias desde a criação até ir para a rua, o mesmo responsável da agência defende que a ideia foi aproveitar estas duas figuras conhecidas, "apelando ao sentido de humor muito português de conseguir-mo-nos rir das nossas dificuldades". Questionado quanto às reacções esperadas, Manuel Soares de Oliveira diz que têm sido positivas. "Em termos internacionais, onde tem havido uma ampla divulgação da campanha através de diversas notícias e de divulgação em vários sites e blogs - campanha com forte capacidade viral - as reacções também têm sido muito positivas, dado o tom amigável da mensagem", refere.

CASAL DE IMPERADORES, MERKEL E SARKOZY JÁ TÊM "ORDENS" PARA RESTANTES SÚBDITOS

o casal de imperadores, depois do jantar íntimo onde decidiram o futuro de um bando de palermas europeus

Os líderes do novo Império germano-gálico, chegaram ontem a um acordo genérico para regras orçamentais mais duras e punitivas na União Europeia, que entendem ser um dos passos para a resposta global à crise na zona euro. Angela Merkel e Nicolas Sarkozy apresentarão este acordo para aprovação dos restantes países europeus na cimeira da próxima sexta--feira, considerada crítica para a sobrevivência da moeda única. Num sinal de pressão adicional sobre a zona euro, a Standard&Poor’s, a maior agência de notação financeira do mundo, avisou ontem os seis países mais sólidos da zona euro que passa a haver 50% de probabilidades para um corte do rating. Na cimeira os países do euro serão pressionados a aceitarem o acordo, de que a Alemanha não abdica para ceder a assistência temporária do Banco Central Europeu aos países em maiores dificuldades no mercado de dívida. Os restantes países do grupo dos 27 têm até sexta-feira para decidir se querem fazer parte do grupo com um Pacto de Estabilidade e Crescimento reforçado. “Veremos se será com 17 ou com 27”, afirmou ontem Nicolas Sarkozy, ao lado de Angela Merkel, na conferência de imprensa conjunta em Paris. “Mas vamos em frente a todo o vapor para reestabelecer a confiança no euro e na zona euro”, acrescentou.

Por outras palavras, membros como o Reino Unido e a Polónia podem bloquear as mudanças no universo a 27 – fora do euro –, mas os estados da zona euro não têm margem para fazê-lo, o que colocará problemas aos governos da Irlanda e da Holanda, que poderão ser forçados pela pressão política interna a realizar um referendo (de resultado incerto). Os países fora do euro que aceitarem o acordo são livres de o fazer. Ir “em frente a todo o vapor” significa alterar parte da arquitectura actual da zona euro, transferindo mais soberania para a Comissão Europeia e reforçando o carácter austeritário do antigo Pacto de Estabilidade e Crescimento. O acordo implica ampliar o poder de vigilância orçamental (retirando margem aos estados na política orçamental), instaurar um esquema de pesadas sanções automáticas para quem falhar os objectivos e pagar integralmente a dívida pública da região, sem partilha de riscos com os credores privados. Os líderes das duas maiores economias europeias assumiram que na actual situação de emergência para o euro a aliança franco-alemã tem “importância estratégica”. França acabou por ceder na questão da vigilância orçamental e das sanções automáticas (embora tenha conseguido que o Tribunal Europeu de Justiça não ganhe poderes para rejeitar orçamentos nacionais). Os franceses cederam, também, na questão da emissão conjunta de dívida, as chamadas eurobonds – França e Alemanha não darão qualquer sinal nesse sentido na próxima sexta-feira.

A posição alemã cedeu na questão da obrigatoriedade da imposição de perdas aos credores privados nos casos de futuros resgates financeiros a países do euro. Esta partilha de risco era visto como um dos factores que alimentou o receio e a desconfiança dos mercados. “A Grécia é e será a excepção”, afirmou Merkel. “A mensagem para os investidores em todo o mundo é de que na Europa nós pagamos as nossas dívidas”, juntou Sarkozy. As notícias da existência de um acordo e a aprovação no domingo de um pacote de austeridade em Itália (e de outro ontem na Irlanda) geraram ontem uma reacção positiva no mercado de dívida, com os juros de Itália a dez anos a caírem abaixo de 6%. A reacção positiva esmoreceu no final do dia, quando a S&P colocou a Alemanha, a França, a Holanda, a Áustria, a Finlândia e o Luxemburgo (os seis países do euro com nota máxima AAA) em vigilância negativa, citando como justificação o agravamento da crise na zona euro e a falta de previsibilidade e de progressos na sua resolução. Um corte dificultaria o financiamento de futuros pacotes de resgate europeus – afectando os juros suportados, por exemplo, por Portugal no empréstimo da troika.

TAXAS MODERADORAS DA SAÚDE VÃO AUMENTAR EM 2012 PARA MAIS DO DOBRO

nada como anunciar mais austeridade agora também na Saúde, em plena crise e austeridade

A partir de Janeiro de 2012, as consultas nos centros de saúde passam de 2,25 euros para 5 euros euros, enquanto nas urgências hospitalares a taxa moderadora passa de 9,60 euros para 20 euros, disse Paulo Macedo no programa da RTP, Prós e Contras. Segundo o ministro, "as taxas moderadoras vão depender do facto de ser uma urgência ou de ser uma consulta de cuidados primários". "Estamos a falar de uma consulta poder passar para 5 euros e de uma urgência polivalente passar para 20 euros. Os valores ainda não foram publicados vão ter de ser objecto de uma portaria", indicou. Com esta medida, o Governo prevê arrecadar uma receita de cerca de cem milhões de euros. No final do mês passado, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde tinha dito no parlamento que menos portugueses vão pagar taxas moderadoras, devendo ficar de fora desta obrigação um milhão de portugueses.

IRÃO ABATE AVIÃO-ESPIÃO DA CIA JUNTO A INSTALAÇÕES NUCLEARES

os Estados Unidos estão a envolver a UE numa perigosa guerra nuclear com o Irão  

Forças iranianas abateram um avião não tripulado ("drone") dos EUA no seu espaço aéreo, segundo fontes militares citadas por vários "media" do Irão. A cadeia de televisão Al Alam diz que o aparelho norte-americano era um "drone" RQ-170 e que foi abatido "no Leste do Irão", ou seja, próximo da fronteira com o Paquistão e o Afeganistão. A agência noticiosa Fars, considerada próxima da Guarda Revolucionária do Irão, também avança a informação de que o aparelho dos EUA foi abatido e que está agora na posse de tropas iranianas. Os Estados Unidos recorrem frequentemente a aviões não tripulados para atacar insurgentes no Iraque e no Afeganistão.

CASTELO BRANCO VENDEU ANEL DE 35.000 EUROS PARA PAGAR ORGIA EM HOTEL DE LUXO

desmentidos em público tentam apagar o ego "dark" escondido de Castelo Branco  

José Castelo Branco vendeu um anel de 35 mil euros após encontro em quarto de hotel. De acordo com o "Correio da Manhã", um anel da colecção de Betty Grafstein serviu para pagamento de uma sessão de sexo em grupo em que José Castelo Branco esteve envolvido com o empresário João Ferreira e a mulher. O encontro, ainda de acordo com o mesmo jornal, terá acontecido num luxuoso hotel de Lisboa.

GOVERNO QUER FAZER APROVAR LEI QUE LIMITE GRAVEMENTE O DIREITO À MANIFESTAÇÃO EM PÚBLICO


foi com medidas como esta que Hitler limitou a 100% a liberdade de expressão na Alemanha  

Parecer da Comissão Nacional de Protecção Dados considera inconstitucional a nova lei proposta pelo Governo de Passos Coelho e afirma que Ministério da Administração Interna quer deliberadamente limitar o direito à manifestação. Esta lei pode ser o princípio do fim da liberdade do direito à manifestação conquistado no 25 de Abril. Por isso mesmo, é da maior importância que seja debatida publicamente esta grave proposta, pois o que o Governo PSD pode estar a querer é montar um sistema político blindado ao povo, ou seja um novo regime totalitário, em que a Federação Europeia é que dita as regras, sem oposição interna, o mesmo que Hitler pretendia fazer nos anos 30, a todos os países da Europa e do Mundo.

ESTADO PAGOU MAIS DE 5 MILHÕES A ADVOGADOS POR AJUSTE DIRECTO

advogados, um dos lobbies que mais serve a corrupção política

O Estado gastou mais de cinco milhões de euros, sem concurso público, com serviços contratados a escritórios de advogados. Empresas, Governo e outros organismos públicos contratam as maiores sociedades de advogados para pareceres e outros serviços jurídicos. Metade dos cinco milhões de euros gastos em ajustes directos em 2011 foram entregues a quatro escritórios. A Sérvulo Correia, que lidera a lista dos ajustes directos, recebeu no ano passado quase 800 mil euros. O bastonário da Ordem dos Advogado, Marinho e Pinto, defende que a norma seja o concurso público "com regras e cadernos de encargos transparentes" e estranha que o Estado nunca reclame dos honorários pagos às sociedades de advogados. A actual lei estabelece limites: o primeiro-ministro pode utilizar 7,5 milhões de euros num ajuste directo, um ministro pode gastar até 3,7 milhões, enquanto um director-geral pode ir até aos 750 mil euros.

AGENTES DE EXECUÇÃO E PENHORAS BURLAM ESTADO E DEVEDORES EM MILHÕES DE EUROS

aproveitando-se da confusão da crise, estes agentes ficam com parte dos bens recebidos ou apreendidos "legalmente" 

Em apenas um ano, as queixas apresentadas contra os agentes de execução quase quadruplicaram. Há dezenas de agentes de execuções suspeitos da prática de crimes. Os casos mais frequentes são de peculato e branqueamento de capitais: apropriam-se de dinheiro que recebem de devedores e, em vez de o entregarem aos credores, "lavam" as verbas obtidas e apagam os vestígios da burla. Vinte desses encontram-se suspensos e dois foram afastados daquela actividade. Ao Diário de Notícias, a presidente da Comissão para a Eficácia das Execuções, Paula Meira Lourenço, pede que lhe seja confiada uma equipa de investigação criminal para este casos. Este ano já houve mais de 1500 queixas contra agentes - no ano passado ficaram-se pelas 409, e em 2009 não foram além de 71. Em Portugal existem cerca de 900 agentes de execuções. Neste momento encontram-se pendentes 1,2 milhões de acções executivas.

JARDIM PREPARA "GUERRA CIVIL" CONTRA GOVERNO SE ACABAR A ZONA FRANCA DA MADEIRA

se Alberto João contar tudo o que sabe sobre certos políticos, a República fecha para obras...

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse na noite de domingo que se a palavra do primeiro-ministro "não for honrada" relativamente à Zona Franca "será outra a atitude" da região. "A razão por que os deputados da Madeira votaram a favor do Orçamento [do Estado para 2012], embora com a declaração de voto que os senhores conhecem, é que antes da votação o primeiro-ministro lhes disse - aos deputados do PSD e ao deputado do CDS - que a Zona Franca ia para a frente", afirmou Alberto João Jardim. O chefe do Executivo regional, que falava aos jornalistas ao chegar ao aeroporto da Madeira, sublinhou que foi "perante este compromisso" que os deputados "tiveram aquele voto". "Têm a palavra do primeiro-ministro, agora compete ao primeiro-ministro cumprir a sua palavra. Da nossa parte, que estamos a negociar com a República, tivemos mais um gesto de boa vontade, acreditamos na palavra que nos deram", declarou o líder do Governo madeirense, advertindo: "A História não parou com este Orçamento do Estado. Se a palavra do primeiro-ministro não for honrada, obviamente que outra será a atitude da Madeira".

A semana passada, todos os partidos com assento parlamentar chumbaram a proposta dos deputados da maioria eleitos pelo círculo da Madeira para prolongar os benefícios fiscais da Zona Franca da região para além do corrente ano, situação que levou os parlamentares do PSD do arquipélago a admitirem não votar favoravelmente o Orçamento do Estado. Para o líder do Governo Regional, esta situação significa que "o regime está velho, está esclerosado e é curioso ver que tendo havido uma mudança geracional em quase todos os partidos portugueses, essa mudança geracional tenha servido para um conservadorismo de regime". À pergunta se está decepcionado com o actual Governo, de coligação PSD/CDS-PP, Alberto João Jardim disse: "Não, eu estou decepcionado é com a política portuguesa no seu global, vocês conhecem as minhas concessões sobre o país e não é isto que eu acredito para o país, conhecem as minhas concessões sobre a Europa, não é isto que eu acredito para a Europa". Segundo o presidente do Governo Regional, "se não houver profundas mudanças, [o país] não desaparece, porque os países não desaparecem, embora na História haja isso, mas vai para o fundo e muito para o fundo".

EUROPA SEM RUMO DÁ CARTA BRANCA A MERKEL E SARKOZY PARA DECIDIREM O QUE QUISEREM


já não existe paciência para tanta incompetência junta...

A chanceler (ou nova Führer...?) alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy encontram-se hoje em Paris, numa tentativa para afinarem posições, arrancando uma série de encontros que decorrem ao longo da semana, numa nova tentativa para estancar a crise da dívida na Europa. Depois de na semana passada, ambos os responsáveis terem acordado na necessidade de existir uma maior integração orçamental entre os países do euro, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy procuram hoje afinar as suas posições, para apresentarem uma proposta comum na reunião de líderes da União Europeia da próxima quinta-feira. Merkel e Sarkosy pretendem implementar medidas de disciplina orçamental mais coercivas, o que envolverá alterações aos tratados, porém os dois líderes mantêm algumas divergências, que vão procurar solucionar no encontro de hoje. Questões como o papel do Banco Central Europeu (BCE) na resolução da crise e os mecanismos de sanção para os países que não cumprirem as metas do défice são alguns dos pontos de desacordo, segundo avançou o “Le Jounal du Dimanche”, citado pela Bloomberg. A reunião de hoje em Paris, no formato de um jantar de trabalho, constituirá a oportunidade de Sarkozy e Merkel "afinarem" então as propostas, com vista a apresentá-las aos restantes 25 chefes de Estado ou de Governo da União Europeia, que se reunirão entre quinta e sexta-feira em Bruxelas, em mais uma cimeira considerada decisiva para a zona euro, sob forte pressão dos mercados. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, tem mostrado abertura a uma eventual alteração aos tratados, tendo defendido na semana passada a ideia de que tal "pode ser uma contribuição que demonstre que o euro é irreversível, que todos os Estados-membros estão unidos no apoio à moeda única", mas tem defendido que tal não pode ser "desculpa para atrasar reformas" e decisões que "têm de ser tomadas agora" para estancar a crise económica e financeira.

IRLANDA ANUNCIA MAIS AUSTERIDADE PARA ACALMAR A CHANCELER MERKEL

ao ministro Brendan Howlin cabe anunciar hoje as medidas austeras de Merkel para a Irlanda 

Parte do novo plano de austeridade da Irlanda, avaliado em 3,8 mil milhões de euros, vai ser detalhado hoje e amanhã pelo Executivo do país, numa altura em que a Irlanda parte para o quarto ano de austeridade. O ministro Brendan Howlin revela hoje como o país vai cortar 2,2 mil milhões de euros em despesas no próximo ano. Amanhã será a vez de o ministro das Finanças, Michael Noonan, divulgar quais as medidas a tomar para arrecadar mais 1,6 mil milhões de euros em impostos. O Governo da Irlanda, o segundo país do euro a solicitar um programa de assistência financeira, está a implementar mais cortes orçamentais com o objectivo de convencer os investidores de que será capaz de regressar aos mercados em 2013. O país caminha para o quarto ano de medidas de austeridade, que equivalem já a 20% do PIB. Contudo, os irlandeses colocam agora em causa este esforço, já que as dúvidas sobre a sobrevivência do euro estão a aumentar. “Há um medo genuíno sobre o colapso do euro e o que pode acontecer” em resultado deste cenário, afirmou um gestor de activos à Bloomberg. O anterior Governo irlandês começou a implementar medidas de austeridade em 2008. Desde então, o rendimento médio de uma família irlandesa baixou 423 euros por mês. A economia encolheu 15% e a taxa de desemprego disparou para 14,5%, contra os 4,8% verificados em 2007. Apesar das medidas de austeridade na Irlanda terem sido implementadas com sucesso e o país estar a ser elogiado pelas entidades que o estão a financiar, os juros da dívida pública irlandesa têm subido nas últimas semanas, voltando a aproximar-se dos 10% na maturidade a 10 anos. A propósito da cimeira europeia desta semana, o primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny (na foto), afirmou que os lideres europeus têm que implementar “decisões claras”. Caso contrário, “a confiança internacional e o investimento na Europa vai continuar a cair”. Partilhar

MINISTRA DO TRABALHO ITALIANA CHOROU AO FALAR EM "SACRIFÍCIO" QUANDO APRESENTRAVA MEDIDAS DE AUSTERIDADE

chorou porque talvez saiba que, por mais medidas de austeridade que se tomem, a Europa já não tem solução

Cabia-lhe apresentar parte das medidas do novo pacote de austeridade aprovado pelo Governo italiano. Sob a pressão das câmaras, Elsa Fornero não conseguiu pronunciar a palavra "sacrifício" – a voz e as lágrimas atraiçoaram-na, quando falava, em directo, para milhões. Veja aqui o vídeo. As imagens correram mundo. A voz embargada e as lágrimas da ministra do Trabalho marcaram ontem o anúncio do novo pacote de austeridade em Itália. Elsa Fornero estava a anunciar o aumento do número de anos mínimos de descontos para um italiano se poder reformar sem sofrer cortes – 42 para os homens e 41 para as mulheres. Quis pronunciar a palavra “sacrifício” mas não foi capaz. Coube ao primeiro-ministro, Mario Monti, elencar todos os sacrifícios que serão pedidos aos italianos para que o país possa eliminar o défice orçamental em 2013, permitindo à sua gigantesca dívida (quase 120% do PIB) entrar numa rota descendente mais sustentável.

RELATÓRIO OCDE: PORTUGAL O 6.º PAÍS DO MUNDO COM MAIS DESIGUALDADES SOCIAIS

 estamos alegremente a caminhar para um 2.º ou até 1.º lugar se conseguirmos ganhar ao México

Portugal continua a ser, de acordo com vários indicadores, um dos países mais desiguais do mundo desenvolvido. Os 20% mais ricos têm rendimentos seis vezes (6,1) superiores aos dos 20% mais pobres. Em média, na OCDE, o fosso entre ricos e pobres é menos cavado (5,5 vezes). A tabela das desigualdades é liderada pelo México (onde os 20% mais ricos têm 13 vezes mais do que os 20% mais pobres), seguido de perto do Chile (12,8), Turquia (8,1), Estados Unidos e Israel, ambos com um rácio de 7,7. Mas ao longo das últimas duas décadas, o rendimento dos que menos ganham subiu em Portugal, em média, 3,6% ao ano, bem acima da subida de 1,1% registada nos rendimentos dos que mais têm. Estes valores contrastam com a dinâmica, contrária, na OCDE, onde os rendimentos dos que mais têm cresceram acima (1,9%) dos que menos têm (1,3%). Estes são dados constam do relatório hoje divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) , que constata a persistência e mesmo o agravamento das desigualdades na grande maioria dos países da organização. O relatório destaca, em particular, o facto de países com fortes desigualdades, como os EUA e Israel, terem acentuado o fosso entre pobres e ricos, e de o mesmo fenómeno ter atingido países tradicionalmente mais igualitários, como a Alemanha, a Dinamarca e a Suécia. No caso português, o relatório apresenta várias lacunas relativamente a dados mais recentes, mas é possível constatar a evolução positiva do rendimento real desde meados dos anos 80 até meados da década de 2000, com o crescimento dos rendimentos dos que menos têm a quase quadruplicar o dos mais ricos.

MAÇON-MINISTRO MIGUEL RELVAS ENTRA E SAI DO CONGRESSO DAS FREGUESIAS VAIADO FORTEMENTE

porque será que da Maçonaria só saem "iluminados" com instintos anti-povo e neo-nazis?

O ministro Miguel Relvas (maçon da Loja Universalis do GOL) foi fortemente contestado neste sábado, quando foi encerrar o congresso da Associação Nacional de Freguesias. Metade dos 1.600 congressistas abandonaram a sala onde decorreram os trabalhos, em Portimão. Uma forma de virar as costas à proposta de extinção de freguesias defendida pelo Governo. Interrompido diversas vezes por vaias e palavras de contestação, o ministro garantiu que a reforma administrativa do país irá para a frente. “Vamos ser claros. Esta reforma da Administração Local é uma exigência geracional e o Governo está determinado na sua concretização”.Este governo acobardou-se quando soube que teria de mexer nas autarquias, onde é o partido com mais Municípios e Freguesias e onde mantêm muita da sua força e satisfaz muita da sua clientela, interna e externa. O cartão do partido é garantia de empregos e "arranjinhos" e negócios para muitos empresários, empreiteiros e comerciantes. Resolveu por isso poupar os municípios, de onde sabiam vir muito maior contestação, e atacou os mais fracos - as freguesias. 

Mas, as freguesias, até mais que as Câmaras Municipais, são a ligação mais próxima das populações ao Estado para a resolução dos problemas locais e, se nas grandes cidades isso não se faz sentir muito, nas pequenas aldeias isoladas do interior é uma necessidade. São também, para todos aqueles que desejam e exigem uma nova forma de democracia, mais participativa e que respeite a opinião dos cidadãos, o local indicado para conseguirem iniciarem a mudança. Movimentos de cidadãos podem concorrer às eleições para criarem uma relação muito mais próxima e directa com os fregueses, levando para as Assembleias de Freguesia as propostas decididas por Assembleias Populares convocadas para discutir os problemas e encontrar as melhores soluções. Fizeram por isso muito bem todos aqueles que o vaiaram e lhe viraram as costas. Agora é iniciar a luta para tentar travar mais este ataque do poder à qualidade de vida de todos nós. Apesar da contestação da maioria dos que ficaram na sala, o ministro revelou que o Governo está inflexível no compromisso de reduzir as 4.259 freguesias actuais, “para dar escala e valor adicional às novas entidades que resultarão do processo de aglomeração”, sustentando que elas terão reforçadas a sua actuação e competência. Reforçou a medida com o argumento: "há quase 1.600 juntas que recebem transferências do Estado inferiores a 25.000 euros" e, no entanto, só em senhas de presença do executivo "gastam 10.000" .

VIOLÊNCIA POLICIAL NO DIA DA GREVE GERAL FOI ACÇÃO PREPARADA PELAS POLÍCIAS

tal como na Cimeira do G20 no Canadá, a polícia utilizou métodos de infiltração e provocação

A actuação da polícia, com agentes infiltrados na manifestação da greve geral de 24 de Novembro, que se mostrou serem os responsáveis da violência que aconteceu, tanto provocando eles próprios os confrontos, agredindo civis ilegalmente e acabando mesmo por entram em confronto com a própria policia que fazia o acompanhamento do protesto. As declarações iniciais do Ministro e das forças policiais foram deploráveis, o comentários da Direcção Nacional da PSP ainda piores e há um coro de protestos de exigindo o apuramento de responsabilidades pelas ilegalidades cometidas e pela forma como pretenderam "contaminar com violência" um protesto pacifico e legal. Por exemplo o bastonário dos advogados Marinho e Pinto diz que actuação da PSP “vergonhosa e indigna” merece inquérito parlamentar. “Devem ser exemplarmente punidos os comandantes policiais ou membros do Governo que permitiram essas práticas.” “O objectivo dos agentes provocadores é desacreditar a contestação social à política do Governo”.“Pelo que me apercebi, tiveram atitudes mais radicais, para levar as pessoas a segui-los”. “Ficámos com dúvidas sobre se não foram outros agentes da PSP que lançaram cocktails molotov para as repartições de finanças.” Toda a informação, fotografias e videos no blog 5 Dias. Esta gente há muito que renegou a constituição e a lei e age como se de uma ditadura se tratasse. O pior é que não se pode ser uma ditadura enquanto houver cidadãos que não se calam e que teimam em denunciar e combater a prepotência e o ataque ás liberdades. Mas ainda pior para eles é que cada vez há mais gente a indignar-se, a ganhar consciência que uma mudança, não de governo, mas de sistema é urgente, a querer ter voz activa nas decisões. (in, We Have Kaos in the Garden).

CAVACO RECUSA ACEITAR A EVIDÊNCIA DO FIM DO EURO

apesar de no Parlamento Europeu ser já uma realidade admitida, Cavaco não se conforma com a desagregação

Em entrevista à revista norte-americana Time, Cavaco Silva diz-se convicto de que dentro de um ano ou de 20 anos "o euro estará aqui". Questionado sobre se o euro será viável, Aníbal Cavaco Silva respondeu: "Será uma moeda credível a nível mundial. Dentro de um ano, dentro de 20 anos, o euro estará aqui". Contudo, acrescenta Cavaco Silva, demorou demasiado tempo para que os líderes europeus e mundiais reconhecessem que "nenhum país, nenhuma região" está a salvo do risco de contágio. Sobre a possibilidade da China participar num resgate da Zona Euro, o Presidente da República recorda que o PIB 'per capita' chinês é menos de metade do grego e que os próprios chineses questionam porque razão devem colocar dinheiro no Fundo Europeu de Estabilização Financeira, quando os próprios europeus não o fazem. "O que eles disseram foi que estão preparados para, talvez, colocarem recursos extra no Fundo Monetário Internacional", lembra Cavaco Silva. Nas 10 perguntas colocadas ao chefe de Estado português é ainda destacada a situação portuguesa, com Cavaco Silva a apontar algumas das coisas que correram mal, como o aumento da dívida externa ou a subida do défice. "Agora estamos a corrigir esses erros", refere, reiterando a promessa de que Portugal irá cumprir o acordo de ajuda financeira negociado com a 'troika' e que estão já a ser realizadas reformas estruturais para aumentar a produtividade.

SEMANA EUROPEIA TEVE PROTESTOS EM VÁRIOS PAÍSES

a sociedade europeia oprimida pela incompetência da UE está prestes a rebentar

A semana foi marcada por greves e manifestações em Portugal, Grécia, Bélgica e Reino Unido. As medidas de austeridade impostas pelos governos têm sido a causa de greves e protestos em alguns países da Europa. No Reino Unido, por exemplo, registou-se esta semana a maior greve geral de sempre no país. As imagens disponíveis em: http://economico.sapo.pt/noticias/europa-em-protesto_132846.html.

"A BANCA INTERNACIONAL TEM DE DESAPARECER E OS GOVERNOS TÊM DE SER EXTINTOS" PARA AS PESSOAS SOBREVIVEREM A ESTA CRISE

lutar agora pelos nossos direitos enquanto cidadãos livres, ou sucumbir à nova escravatura económica

Num misterioso vídeo colocado na internet, o personagem do filme "V de Vendetta" renascido fala-nos do que devemos fazer para sobrevivermos ao mundo que está a ser montado por banqueiros, políticos e elites ligadas à NWO e aos Bilderberg: http://www.youtube.com/watch?v=mWPwcgW9hV4&feature=share .