SARKOZY E MERKEL ENCONTRAM-SE NA 2.ª FEIRA PARA DEFINIREM NOVO TRATADO DE CARIZ NEO-NAZI EUROPEU

Alemanha e França unidas numa aliança neo-nazi exigem novo tratado europeu e soberania da UE nas suas mãos

Sarkozy revelou hoje que vai encontrar-se com a chanceler alemã na próxima segunda-feira, em Paris, para "salvar o futuro da Europa". O presidente francês, Nicolas Sarkozy, revelou hoje que irá encontrar-se com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Paris, na próxima segunda-feira, para juntos discutir propostas reformistas que irão "salvar o futuro da Europa". "Iremos elaborar propostas franco-alemãs de forma a garantir o futuro da Europa", disse hoje Sarkozy. Num discurso em Toulouse, França, o líder francês reconheceu ainda que o combate à crise de dívida que tem atingido a zona euro tem sido "decepcionante". "A Europa tem decepcionado desde o início da crise da dívida. O Tratado de Maastricht provou ser imperfeita. São previstas sanções, mas não se aplicam e não dispõem de instrumentos de urgência. Temos que reinventar tudo, para reconstruir tudo", referiu Sarkozy, citado pelo espanhol El País. Segundo o presidente francês, o futuro da nova Europa terá de passar necessariamente por um governo económico e por maior disciplina fiscal e orçamental e por maior solidariedade. Caso contrário, sublinhou, a "União Europeia pode ser varrida pela crise se não conseguir reagir". Sarkozy frisou, de resto, que a União Europeia não significa "perder soberania". "A União Europeia significa mais soberania porque representa maior capacidade de actuação. Ganhamos soberania com os nossos aliados", disse.

NO DIA EM QUE É QUASE UNÂNIME O FIM DO EURO, PASSOS COELHO ANUNCIA MAIS DURA AUSTERIDADE PARA 2012

o actual Primeiro-ministro é completamente insensível à situação já sufocante das famílias  

Pedro Passos Coelho, revelou que novas medidas de austeridade serão aplicadas, em 2012. Com o sector público no limite, resta à maioria governativa cortar no privado, sendo que os subsídios de férias dos trabalhadores poderão funcionar como salva-vidas de Portugal, para um eventual incumprimento de défice. Passos Coelho, concedeu uma entrevista à SIC, no dia em que foi aprovado o Orçamento de Estado para 2012 (OE2012), considerado pelo próprio Governo como o mais austero da história da Democracia portuguesa. Mas o ano que vem poderá reforçar esta realidade: perante um quadro de incumprimento de défice, que o executivo admite, o Orçamento mais austero poderá estender-se ao sector privado. Confrontado com a possibilidade falharem as previsões do Governo e o executivo ser obrigado a aplicar mais medidas que afectem os rendimentos dos trabalhadores, Passos Coelho não hesita: Obviamente, poderemos ter de adoptar novas medidas e recorreremos a todos os dispositivos”. Nesta entrevista à SIC, o chefe de Governo reagiu às críticas internas, com destaque para as palavras recentes de Manuela Ferreira Leite, que acusou o executivo de aplicar medidas recessivas e inadequadas para a situação do país. “Não vivo com fantasmas, mas não tenho receio dos fantasmas internos”, afirmou. Também Pacheco Pereira foi, num debate da SIC, crítico ao Primeiro-ministro comparando-o a um "gestor de uma empresa em falência".

REVELAÇÃO DE SEGREDO NA "CASA DOS SEGREDOS" LEVA PJ A DESCOBRIR O ESTRIPADOR PORTUGUÊS

os segredos mais secretos revelam por vezes verdades surpreendentes

Concurso da TVI foi ponto de partida para deter suspeito de mortes de três prostitutas de Lisboa em 1992 e 1993. Crimes prescreveram, mas está preso por matar mulher em Aveiro, há 11 anos. "Conheço o 'estripador de Lisboa' e ele é da minha família". Este "segredo", apresentado como trunfo por um candidato à "Casa dos segredos", da TVI, pôs fim a quase 20 anos de mistério sobre mortes bárbaras de prostitutas. O suspeito foi denunciado pelo próprio filho. Não poderia ter sido mais fortuita, após anos de investigações infrutíferas, a forma como a Polícia Judiciária (PJ) chegou ao alegado responsável pelos assassinatos de três prostitutas em Lisboa e uma em Esgueira (Aveiro). José Guedes, de 46 anos, suspeito de ser o “estripador de Lisboa” foi detido pela Judiciária. Ao semanário “Sol, confessou a autoria do homicídio de três mulheres na década de 90, crimes que já prescreveram. A ser julgado será pela morte de uma prostituta em 2000.

BANCO CENTRAL EUROPEU ACEITA AJUDAR O EURO A TROCO DE AUSTERIDADE EXTREMA E PERDA DE SOBERANIA DOS DEVEDORES


não contentes com a destruição social já causada, os banqueiros querem mais sangue...

O novo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, deu ontem um sinal de que o banco poderá dar uma resposta mais assertiva à crise do euro se os países fizerem um "pacto orçamental" com regras ainda mais exigentes para o défice e a dívida. As declarações de Draghi no Parlamento Europeu surgem numa altura em que ministros das Finanças da zona euro e economistas são quase unânimes ao afirmar que só o BCE tem poder de fogo para travar no curto prazo a crise que ameaça a moeda única. A Alemanha está a forçar uma revisão agressiva dos tratados, para incluir regras mais duras e sobretudo um nível de vigilância orçamental (e de poder sancionatório) muito apertado. O ministro da economia germânico, Phillipp Roesler, apontou ontem que os países têm de estar preparados para perderem soberania orçamental. Roesler, que faz parte de um dos partidos mais conservadores (o FDP) da coligação liderada por Angela Merkel, propõe um limite de 2% para o défice orçamental (abaixo dos 3% do Pacto de Estabilidade) e sanções automáticas para os incumpridores que podem incluir congelamento dos fundos estruturais e perda dos direitos de voto em decisões europeias.

Berlim quer ainda que a Comissão Europeia tenha direito de veto sobre os orçamentos dos estados-membros antes de serem votados no parlamento. Sobre o papel do BCE, o ministro alemão – que cola a sua opinião à de Angela Merkel – considera que a instituição "vai tomar as decisões que encara como acertadas". Fonte comunitária explica ao i que a institucionalização desta disciplina orçamental é um passo decisivo para a Alemanha poder aceitar medidas de urgência credíveis, como o envolvimento dos recursos financeiros do BCE (a máquina de fazer dinheiro) no combate à crise. A "ordem sequencial" de que Draghi fala é esta: primeiro acertam-se as regras, depois virão as ajudas. O maior envolvimento do BCE – pedido abertamente esta semana por vários ministros das Finanças do euro na reunião do Eurogrupo – parece estar a caminho de acontecer. A oito dias da cimeira europeia de líderes – apontada pela própria Comissão Europeia como sendo decisiva para a sobrevivência da moeda única – a gravidade da crise está a empurrar a Alemanha, a França e o BCE para o caminho de uma maior integração orçamental, feito sob pressão e enorme falta de tempo. Itália e Espanha aguentarão pouco tempo os juros que o mercado de dívida soberana fixa actualmente (baixaram ontem assim que foram divulgadas as afirmações de Mario Draghi), o contágio alastra a outros países e há o risco cada vez maior de uma corrida aos bancos e de paralisação dos canais normais de financiamento no sistema bancário.

VICE-PRESIDENTE DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS SEQUESTRADO E ASSALTADO

a história repete-se e um novo 25 de Abril, mais violento, poderá estar a emergir nas ruas...

Norberto Rosa foi sequestrado e roubado ontem à noite em Lisboa, disse o próprio à agência Lusa. Norberto Rosa explicou que foi assaltado para lhe retirarem os cartões de multibanco, sublinhando que não foi alvo de qualquer tipo de violência. "Eu estou bem, não houve violência. Pediram-me os códigos dos cartões e eu dei. Ainda não sei o valor levantado mas devem ter feito o máximo permitido", disse o vice-presidente da CGD à Lusa, acrescentando que foram utilizados três cartões em duas caixas de multibanco. Norberto Rosa esclareceu que foi abandonado num acesso do IC17 "ao fim da noite" e que dormiu em casa, recusando-se a prestar mais declarações. O Jornal de Notícias indica na sua página de Internet que o ex-secretário de Estado do Orçamento de Manuela Ferreira Leite, no Governo de Durão Barroso, foi atacado por dois homens armados. Não confirmando a identidade da vítima, fonte da PSP disse à agência Lusa que um homem foi sequestrado na terça-feira às 21:50 na Pontinha. "Um homem foi sequestrado por dois homens que o obrigaram a sentar-se no banco de trás do seu carro e a efetuar dois levantamentos de dinheiro em caixas Multibanco em Telheiras e Santo António dos Cavaleiros", indicou. Confirmando o furto da viatura e do dinheiro, a mesma fonte refere que a vítima foi abandonada no IC17, na zona de Camarate. Outra fonte policial, contactada pela Lusa, indicou que a vítima apresentou uma queixa na Esquadra da Pontinha e que o caso já está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

MILITARES VÃO A BELÉM PROTESTAR À PORTA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

contra o Orçamento de Estado de 2012 que faz cortes violentos em vários sectores militares  

Dirigentes das associações socioprofissionais das Forças Armadas e "todos os militares que queiram e possam"vão estar na quarta-feira nas galerias do Parlamento e depois numa vigília em frente ao Palácio de Belém para protestarem contra o Orçamento do Estado para 2012. Serão 18 os dirigentes das três associações do setor que irão à Assembleia da República assistir à votação final global do Orçamento do Estado para 2012, segundo o presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA), o coronel Pereira Cracel. Mais tarde, a partir das 18:00, os mesmos dirigentes "e todos os militares que queiram e possam" somar-se ao protesto irão para a porta do Palácio de Belém, a residência oficial do Presidente da República, que é o comandante supremo das Forças Armadas, para fazer "uma vigília" que tem como objetivo pedir a Cavaco Silva que vete o Orçamento do Estado, mas também que receba as associações do setor pela primeira vez. A vigília em Belém e a presença na Assembleia da República no dia da votação final global do Orçamento foram decididas a 12 de novembro, no final de uma "manifestação nacional" que reuniu em Lisboa cerca de 10.000 militares, segundo as associações que organizaram o protesto. Os militares protestam sobretudo contra os cortes que os afetam e a retirada de direitos inerentes à condição militar, sublinhando que estão a ser equiparados a qualquer funcionário público quando lhes são pedidas obrigações e disponibilidade que não existem para nenhum outro grupo profissional.

GREVE GERAL NO REINO UNIDO PROMETE MOBILIZAÇÃO TOTAL

desde os tempos de Tatcher que não se via uma mobilização popular tão forte em Inglaterra

Os cortes nas pensões da função pública que deverão afectar mais de dois milhões de britânicos estão na base da greve geral que promete paralisar hoje o Reino Unido, mas há muitas mais reformas que vão levar um número elevado de pessoas à rua. "Esta acção vai acontecer. Não há hipótese absolutamente nenhuma de qualquer acordo", dizia ontem à Reuters Dave Prentis, líder da Unison (maior central sindical britânica, que representa 1,4 milhões de funcionários públicos), acrescentando que já há planos para novas paralisações no início de 2012 se o governo de coligação não ceder. De acordo com 30 sindicatos que vão participar na greve geral, espera-se que a adesão à greve de hoje supere a mobilização de 1979 contra as reformas neoliberais do governo de Margaret Thatcher. E até os três milhões de britânicos de 1926, que continua a ser a maior mobilização do género na história do país. "Este é um dia importante, bem mais importante do que as pessoas julgam. Quando se escreverem livros de História sobre a política deste país, 30 de Novembro de 2011 será sempre referido", acrescentou Prentis. Está previsto que 90% das 22 mil escolas públicas fiquem fechadas hoje. Várias companhias aéreas confirmaram ontem a redução no número de voos para o Aeroporto de Heathrow (em Londres, o mais movimentado da Europa), por receio de que haja longos atrasos e enchentes de passageiros no aeroporto. De acordo com a Trades Union Congress (TUC), a central sindical que está a coordenar a paralisação, estão previstas mais de mil manifestações em várias partes do país.

COMEÇAM A SER PREPARADOS PLANOS DE CONTINGÊNCIA PARA A DESAGREGAÇÃO DO EURO


vamos voltar a imprimir escudos, uma tarefa para países ricos, em plena crise de dívida

Ontem pela tarde, na Faculdade de Direito de Lisboa (FDL), economistas reputados também já traçavam os seus planos de contingência para uma desagregação do euro. José Silva Lopes, ex-ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal, admitiu sem reticências que pode não haver saída para o euro: "Se o BCE não começar a imitar a Fed e o Banco de Inglaterra [como credor de último recursos dos Estados] a UE vai para o desastre, e vai para o desastre rápido", afirmou, acrescentando que, ao nível orçamental, "é preciso um orçamento federal que se veja" para fazer face a políticas comuns e a necessidades de estabilizadores automáticos. O homem que acompanhou de perto as anteriores intervenções financeira em Portugal, nos anos 70 e 80, admite que se possa ter ultrapassado o ponto de não retorno, sendo por isso necessário começar a cenarizar. A desagregação do euro pode assim tomar uma de três formas: um colapso com desintegração desordenada; a saída de alguns países da moeda única, como Portugal e Grécia; ou a saída da Alemanha e dois ou três países do Norte. Os receios de Silva Lopes são uma quase certeza para João Ferreira do Amaral, professor do ISEG e talvez o economista que mais se destacou, desde o início, na crítica ao projecto de moeda única. "O fim da Zona Euro como a conhecemos está à vista. Julgo mesmo ser inevitável", afirmou, num tom sereno de quem defende a saída de Portugal do euro. Mas, frisa, essa saída tem de ser concertada com a UE, e deve acontecer apenas após uma estabilização da actual crise. A receita para a estabilização foi partilhada com Stuart Holland (Faculdade de Coimbra) e Jacques Bourrinet (Universidade d'Aix-Marseille III).

REINO UNIDO RETIRA TODO O PESSOAL DIPLOMÁTICO DO IRÃO

sinais preocupantes de uma perigosa e arriscada guerra entre NATO, Rússia, China e Irão

O Reino Unido retirou todo o pessoal diplomático do Irão. A informação foi confirmada pelo ministério dos Negócios Estrangeiros britânico. A tensão aumenta nas relações entre o Reino Unido e o Irão depois do ataque desta terça-feira contra a embaixada britânica em Teerão. Londres considera o incidente “um erro sério do governo iraniano” que vai ter “consequências graves”. O governo britânico convocou o responsável iraniano no país realizou uma reunião de crise em Downing Street, na presença do primeiro-ministro David Cameron. Em comunicado, o ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano disse lamentar o ataque. A representação diplomática na capital iraniana foi atacada por indivíduos que protestavam contra as novas sanções impostas por Londres ao Irão. Os manifestantes, apresentados pelos meios de comunicação social estatais como estudantes islâmicos, entraram por duas vezes nas instalações da embaixada e ocuparam também durante horas a antiga residência do embaixador britânico. A reportagem em: http://pt.euronews.net/2011/11/30/reino-unido-retira-todo-pessoal-diplomatico-do-irao/.

EUROPA À BEIRA DO PRECIPÍCIO CORRE SÉRIO RISCO DE DESINTEGRAÇÃO EM ESPIRAL

sem serem criadas condições para crescimento a economia auto-destrói-se, segundo Vítor Bento

O presidente da administração da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, discursava no jantar debate da APGEI, no Porto, tendo defendido que "vai ser muito complicado resolver esta situação sem criar condições de crescimento" para os países da periferia. "Estamos à beira de um precipício onde, se as coisas forem mal geridas, a Europa pode entrar numa situação de crise bancária generalizada, de depressão económica e eventualmente de desintegração", alertou. Segundo o conselheiro de Estado, "esta situação é muito parecida com a dos anos 30", acrescentando que "o Euro está a ser uma amarra muito forte para a qual não é fácil de arranjar uma solução". Neste momento, acrescentou, "praticamente todos os países estão em situação de potencial insustentabilidade, portanto todas as dívidas estão praticamente em situação de insustentabilidade e esta é a razão que explica porque é que a crise da dívida se tornou a crise urgente, não sendo a origem do problema", justificou. Advertindo que "se não se resolverem as condições de crescimento não se resolvem as condições da dívida", Vítor Bento afirmou que "a partir do momento em que se criou esta espiral negativa em que as taxas de juro atingiram determinado patamar é difícil voltar para trás".

GREGOS CORREM AOS BANCOS A LEVANTAR TODO O SEU DINHEIRO


o tesouro grego voltará a ser a arqueologia...

As saídas de dinheiro dos depósitos bancários na Grécia foram de 13 a 14 mil milhões desde o início de Setembro ao final de Outubro, segundo disse o governador do Banco da Grécia, George Provopoulos a uma comissão parlamentar. A notícia é avançada pelo “site” noticioso “Business Report”, que cita o responsável. Provopoulos disse que o fluxo de saídas de dinheiro dos bancos comerciais do país continuou nos primeiros 10 dias de Novembro. "Em Setembro e Outubro, dois meses muito maus devido à incerteza política, tivemos uma perda de 13-14 mil milhões de euros", disse o governador citado pela Bloomberg numa comissão parlamentar.

OLLI REHN ADMITE QUE A EUROPA TEM 10 DIAS CRÍTICOS PELA FRENTE

Rehn considera os próximos 10 dias, uma contagem decrescente para a decisão final sobre o Euro

Olli Rehn admitiu esta manhã que a Europa entrou na fase decisiva dos seus esforços para estabilizar o euro e garantir que este continuará a ser a moeda partilhada por 17 países. “Estamos a entrar no período crítico de dez dias para completar e concluir a resposta da União Europeia à crise”. O comissário responsável pelos Assuntos Económicos falava em Bruxelas, à entrada do encontro dos ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia. Na véspera, na reunião restrita aos responsáveis dos países do euro (Eurogrupo), os ministros admitiram que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) não conseguirá, por si só, alavancar a sua capacidade de actuação para um bilião de euros – valor considerado como o mínimo necessário para garantir e sossegar os investidores de que a Europa terá meios para acudir mais países, eventualmente uma Itália que ontem pagou uma taxa de juro insustentável de 7,5% para se financiar nos mercados. É a primeira vez que o Eurogrupo admite que as decisões saídas da cimeira de 26 de Outubro já não bastam, agora que o fogo dos mercados chegou em força a Itália, a terceira maior economia do euro.

O FEEF, que dispõe de 440 mil milhões de euros, sendo que metade já está comprometido com os programas de ajuda a Portugal, Irlanda e Grécia, poderá oferecer "seguros" contra o risco de obrigações soberanas do euro, o que lhe permitirá alavancar a sua capacidade de actuação em cerca de 250 mil milhões de euros. Mas para ir mais longe, precisa da ajuda do FMI que, por seu turno, está também sob enorme pressão, já que boa parte dos seus recursos estão afectados a países europeus, sendo improvável que grandes accionistas, como os Estados Unidos, queiram passar novos cheques na ausência de planos claros e credíveis sobre como a Zona Euro tenciona garantir a sua própria sobrevivência.. As atenções viram-se agora para expedientes que permitam ao Banco Central Europeu ajudar os Estados em apuros - através do FEEF ou do próprio FMI - sem que essa intervenção possa ser interpretada (em particular, pelo Tribunal Constitucional alemão), como uma violação do seu mandato. A independência do BCE é uma das "linhas vermelhas" que Berlim não passará, mas a urgência da situação poderá forçar o Governo alemão a ceder a alguma criatividade jurídica. Aparentemente alheia ao exército crescente de políticos e economistas que pensa que verdadeiramente urgente é garantir liquidez a preços razoáveis aos Estados do euro, a Alemanha continua a bater na tecla de que mais disciplina e capacidade para a impor são a solução para a crise do euro. É nesse sentido que está a ultimar proposta conjuntas com a França para rever os Tratados e criar uma “União de Estabilidade” em que, a promessa de mais solidariedade, será antecedida por regras muito mais duras de disciplina orçamental e pela transferência de novos parcelas de soberania, de modo a que instâncias europeias possam ter uma palavra decisiva na concepção dos Orçamentos nacionais.

GOVERNO PREPARA-SE PARA O PIOR: A SUA QUEDA DEPOIS DA PRIMAVERA

PS prepara-se para "assaltar" o poder, aproveitando os abusos troikistas e autoritários do Governo

Depois de um fim-de-semana de conversas com o PS, a maioria recuou e introduziu uma alteração ao Orçamento do Estado que sobe de 485 para 600 euros o limite a partir do qual os subsídios de Natal e férias começam a ser cortados a funcionários públicos e pensionistas. Mas a alteração não evitou que o Governo levasse uma profunda facada nas costas da bancada do Partido Socialista. Até ao último momento, José Seguro dava a entender que votaria a favor, mas o resultado foi surpreendente para a bancada do PSD e do CDS. A proposta apresentada pelo PSD e CDS, mesmo depois de adaptada e suavizada, foi considerada “decepcionante” pelos socialistas que se aliaram assim à esquerda para enfrentar as medidas autoritárias abusivas e anti-constitucionais do Governo. Os socialistas fizeram as contas e concluíram que havia margem para só cortar os subsídios de férias e de Natal a partir dos 750 euros – o valor a partir do qual o corte é progressivo – e para aumentar o tecto do corte dos dois subsídios para os 1250 euros. A intenção não foi acolhida pelo governo, que preferiu avançar com uma “cedência muito curta”, no entender dos socialistas, e levou o PS a demarcar-se da possibilidade de os dois partidos fazerem uma proposta conjunta. Com mais medidas autoritárias a caminho, justificadas pelo Governo como sendo necessárias para que a economia portuguesa cumpra os critérios exigidos pela UE, FMI e Troika, só resta Passos Coelho p+reparar-se para a rápida queda do seu Governo, talvez logo após a Primavera, como aconteceu com o de Sócrates.

DEPOIS DE REUNIÃO COM GOVERNO CGTP DECIDE AVANÇAR COM SEMANA DE LUTA ENTRE 12 E 17 DE DEZEMBRO

"trabalho forçado" imposto pelo Governo PSD não é admissível num estado livre e democrático  

A CGTP decidiu fazer uma semana de luta, a realizar entre 12 e 17 de dezembro, contra o aumento do horário de trabalho e em defesa do emprego, salários e direitos. O protesto decorrerá em todo o país, com ações que serão definidas por cada setor e região. Manuel Carvalho da Silva considera que o aumento do horário de trabalho em meia hora diária, proposto pelo Governo, “configura-se como trabalho forçado e merece toda a reação e luta” dos trabalhadores. “A CGTP diz clara e inequivocamente aos patrões e ao Governo que desencadeará todas as formas de luta possíveis contra o aumento do horário de trabalho e apoiará os trabalhadores no terreno para que desenvolvam as formas de luta que entendam necessárias, no quadro da legalidade”, afirmou o sindicalista. O secretário-geral da Intersindical defendeu que os trabalhadores “têm mais sustentação legal para lutar contra o aumento do horário de trabalho do que o Governo tem para impor este aumento, pois o suporte legal é zero”. Para Carvalho da Silva, o aumento do horário de trabalho “significaria a muito curto prazo mais desemprego, a redução dos salários e o aumento da exploração, com implicações nas contribuições para a segurança social e nas receitas fiscais do Estado”. O secretário-geral da CGTP falou aos jornalistas no final de uma reunião do Conselho Nacional da central, tendo como cenário um enorme cartaz contra o aumento do horário de trabalho, com a promessa de que este “Não Passará”.

PRESIDENTE DA COMISSÃO EUROPEIA ABRE GUERRA DIPLOMÁTICA COM ALEMANHA E FRANÇA

pressionado pelos EUA, Barroso não esconde o seu desconforto face às decisões incompetentes da dupla Merkel-Sarkozy

O presidente português da Comissão Europeia demonstrou de forma determinada ser a favor de uma intervenção “mais activa” do Banco Central Europeu (BCE): "no início da crise grega, não teve acolhimento na altura, mas actualmente são cada vez mais as vozes que pedem uma maior e imediata intervenção do BCE para conter a crise da dívida e evitar a implosão do euro, como é o caso da própria Comissão Europeia". Se até aqui o presidente da Comissão, Durão Barroso, se esforçava por mostrar que não havia grandes divergências em relação à Alemanha, afirmando que se tratava apenas de timings, o vice-presidente espanhol da Comissão, Joaquín Almunia, mostrou ontem que as divergências com Bruxelas e Berlim são profundas. Almunia criticou abertamente os governos alemão e francês por bloquearem propostas da Comissão para resolver a crise do euro e advertiu que a Grécia tem “poucos dias” de liquidez. Em declarações à TVE, Almunia criticou a falta de discussão ou mesmo rejeição das propostas da Comissão para responder à crise da dívida e queixou-se que mesmo as medidas que são adoptadas acabam por não ser postas em prática. O vice-presidente da CE avisou que por isso, e se não se resolver rapidamente o pagamento da última tranche do resgate financeiro à Grécia, Atenas terá problemas de liquidez que se estenderão a outros países, como Irlanda e Portugal, que considerou “vítimas imediatas” do problema grego. (in, Jornal i).

VIOLENTA EXPLOSÃO NO IRÃO EM ZONA NUCLEAR SERÁ INTERVENÇÃO SECRETA DA CIA?

ataque secreto da CIA ou de Israel, ou simples acidente em instalações nucleares iranianas?

O som de uma explosão foi ouvido na cidade iraniana de Ispão, de acordo com o chefe da polícia da província com o mesmo nome. É na terceira maior cidade do país que se encontra uma dos maiores complexos nucleares do país que processa urânio, no entanto não se a explosão ocorreu junto ou no interior da central nuclear. O porta-voz da Agência Internacional de Energia Atómica, Gill Tudor, afirmou que a organização estava a acompanhar as notícias publicadas pela imprensa iraniana, mas não dispõe de mais informações. Este incidente suspeito surge três semanas após uma importante explosão numa base militar a 45 quilómetros de Teerão. O incidente aconteceu no dia 12 de Novembro e terminou com a morte de 17 membros dos Guardas da Revolução, incluindo o responsável pelo programa de mísseis do corpo de elite das forças armadas iranianas. As autoridades afirmaram que a explosão foi provocada por um acidente numa altura em que várias armas estavam a ser deslocadas. A reportagem da Euronews em: http://pt.euronews.net/2011/11/29/irao-o-som-de-uma-explosao-foi-ouvido-na-cidade-de-ispao/.

ISRAEL ATINGIDO COM ROCKETS DISPARADOS DO LÍBANO

será este um ataque "false flag" de Israel contra si próprio para justificar atacar o Líbano?  

A região da Galileia ocidental, no norte de Israel, foi atingida com vários “rockets” disparados do sul do Líbano. O ataque não provocou vítimas, de acordo com um comunicado do exército israelita. O Tsahal afirma no documento que considera tratar-se de um incidente grave e diz que é da responsabilidade do governo e das forças armadas libaneses evitar este tipo de incidente. A artilharia israelita ripostou, com disparos de tiros de obus para o sul do Líbano. As imagens em: http://pt.euronews.net/2011/11/29/israel-atingido-com-rockets-disparados-do-libano/.

"ISTO É O PRINCÍPIO DO FIM DO EURO"

Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI considera que o Euro já iniciou o seu fim irremediável

Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, escreve que está lançado o mote para a dissolução da união monetária. "Os investidores enviaram aos políticos europeus uma mensagem dolorosa na semana passada quando a Alemanha teve uma emissão de dívida seriamente decepcionante", escreve Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, num artigo publicado hoje no blogue "The Baseline Scenario", e assinado em conjunto com Peter Boone, da London School of Economics. Recorde-se que nessa emissão, da última quarta-feira, a Alemanha não conseguiu vender a totalidade das obrigações a 10 anos, no leilão com a procura mais baixa desde a criação do euro, pelo menos. O juro desses títulos de dívida também subiu face à última emissão comparável. Para Simon Johnson - um dos primeiros economistas estrangeiros a antecipar um resgate a Portugal, e que na altura até mereceu resposta de Teixeira dos Santos -, a mensagem deste falhanço é clara: "a Alemanha já não é um porto seguro". No artigo, os dois autores indicam que desde a crise financeira global de 2008, os investidores se têm focado no risco do crédito e têm recompensado o país liderado por Angela Merkel com baixos juros. "Mas agora os mercados vão focar-se no risco da moeda", antecipam, o que terá como consequência o aumento da inflação e "o euro pode entrar em colapso de uma forma que coloca em risco todas as obrigações em euros".

Por tudo isto, Simon Johnson e Peter Boone consideram que "isto é o princípio do fim da zona euro". Os dois autores referem que Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e agora Itália têm grandes quantias de dívida de curto prazo que não conseguem refinanciar a baixo custo e que os maiores bancos europeus estão na mesma situação. "Mais realisticamente, nenhum destes países vai conseguir financiar-se nos mercados financeiros no curto prazo", e o ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, está fora da realidade quando defende que o país vai voltar ao mercado em 2013, argumentam. Mais ainda, Simon Jonhson e Peter Boone consideram que mesmo com uma "bazuca" financeira, o BCE não iria conseguir restaurar a competitividade nos países periféricos, e que, por isso, os países mais problemáticos do euro, onde se incluirá Portugal, iriam precisar de muitos mais anos de "dura austeridade e reformas orçamentais para estabilizar a dívida". Para os dois autores, o rumo da zona euro está a tornar-se claro. "À medida que as condições na Europa se agravam, vai haver cada vez menos activos em euros que os investidores podem comprar com segurança". "Aguarda-nos uma tragédia". É a triste previsão dos dois autores, que terminam o artigo referindo que nos resta apenas a esperança de que os políticos europeus estejam a planear discretamente uma acção concertada para "evitar que a desordem se transforme em caos".

MÁRIO SOARES: "SE A EUROPA NÃO MUDA, TERÁ DE HAVER UMA REVOLUÇÃO"

Soares, com a sua experiência de vida política não duvida: uma revolução social na UE está para breve

Mário Soares diz estar preocupadíssimo com a situação na Europa e admite que podemos estar em vésperas de “uma revolução”. Em entrevista ao jornal 'i', Mário Soares diz que "a Europa está numa crise profundíssima, está à beira do abismo" e "a União Europeia está desorientada", lembrando que "dantes era constituída por duas grandes famílias políticas: os socialistas e os democratas-cristãos, que seguiam a doutrina social da Igreja. Hoje não há democratas-cristãos, ou quase não há, porque já não seguem a doutrina social da Igreja, seguem o neoliberalismo, tendo o dinheiro como principal valor. Estas duas famílias políticas foram colonizadas pelo neoliberalismo". E aponta um dos culpados pela actual situação da Europa: "O senhor Blair teve uma importância maléfica nisto tudo, porque convenceu bastantes partidos socialistas europeus a converterem-se à 'terceira via'".

Considerando "grave" a nomeação de primeiros-ministros não eleitos, como aconteceu em Itália, na Irlanda e na Grécia, o histórico socialista defende que para subsistir a Europa "não pode deixar de ser uma federação democrática". E se o actual estado de coisas no Velho Continente não mudar "vai ser terrível. Não só para nós, europeus, mas para o resto do mundo. E não sabemos onde podemos parar". E concluiu: "Se for assim, terá de haver uma revolução. As revoluções às vezes são rupturas e resolvem os problemas. Tenho alguma esperança numa revolução pacífica, não violenta, mas na ruptura profunda. Não gostaria de uma revolução violenta no meu País. Seria terrível para todos". Na mesma entrevista, O ex-Presidente da República criticou ainda o comportamento da 'troika'. "A troika, como diz, bem, o presidente do BPI, é um conjunto de tecnocratas de quinta ou sétima linha, que julgam poder governar por nós. Alguém aceitará que tecnocratas estrangeiros, de várias procedências, governem o nosso País? Mas por que carga de água?", disse. E o "mal", frisou Mário Soares, é os conselhos da troika estarem a ser "acolhidos pelo governo. Como se fossem ordens. Ora nós estamos a cortar tudo e não estamos a construir nada para obter maior crescimento económico e para reduzir o desemprego. Se assim continuar, daqui a um ano vamos estar pior do que estamos hoje. (in, Económico).

OBAMA PEDE AOS POLÍTICOS DA UE PARA RESOLVEREM RAPIDAMENTE A CRISE DO EURO

Obama demonstrou impaciência pela incompetência europeia em conter a crise do Euro  

O Presidente norte-americano disse ontem, na Cimeira em Washington, que resolver a crise de dívida na Europa é de “grande importância” para os EUA. O Presidente norte-americano, Barack Obama, pediu hoje aos líderes europeus que resolvam rapidamente a crise de dívida na zona euro, uma vez que é de "grande importância" para os EUA a resolução dos problemas na Europa. Após o encontro com o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, Obama garantiu que ele e a sua administração estão "preparados para fazer a sua parte" na estabilização da economia mundial. O líder norte-americano revelou ainda que o impacto da crise de dívida na zona euro foi largamente debatido na cimeira anual entre os EUA e a União Europeia. Ao lado de Obama, também os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia falaram aos jornalistas. Van Rompuy considerou que tanto a União Europeia como os EUA precisam de "tomar medidas fortes" para manter a recuperação económica, ao mesmo tempo que Durão Barroso mostrou" total confiança" de que a Europa vai saber lidar com a crise. Além da crise de dívida, também o programa nuclear do Irão, o fortalecimento das relações comerciais entre as duas partes, as perspectivas de paz no Médio Oriente e o terrorismo estavam na agenda da reunião anual.

COM MEDO DA ESQUERDA GOVERNO ADMITE REPENSAR MEDIDA DA MEIA HORA EXTRA PARA OS TRABALHADORES

os parceiros sociais recusaram a proposta que é altamente ilegal e inconstitucional  

Os sindicatos recusaram ontem, na reunião mensal com o Governo, o aumento de horários proposto pelo Exevcutivo Social Democrata. Do lado dos patrões, o Comércio volta a insistir em mexidas nas férias. O Governo garante que continua empenhado no diálogo social e ontem mesmo admitiu que está disposto a ouvir alternativas ao aumento dos horários no sector privado. Por outro lado, patrões e sindicatos vão avançar para reuniões entre si, antes de insistir num acordo tripartido sobre competitividade. "Se existirem alternativas, se os parceiros entenderem que têm alternativas, o Governo está perfeitamente disposto a ouvir exactamente essas alternativas", disse o ministro da Economia no final da reunião de concertação social. Álvaro Santos Pereira indica assim que está disposto a negociar uma medida que devia vigorar nos próximos dois anos, anunciada pelo primeiro-ministro como forma de compensar mexidas na Taxa Social Única. O Diário Económico sabe que o aumento do tempo de trabalho continua a ser a medida considerada pelo Governo como mais indicada para os objectivos.

MERKEL SÓ SALVA O EURO SE ASSUMIR SOBERANIA ECONÓMICA SOBRE TODOS OS PAÍSES

tal como Hitler, Merkel assume finalmente que quer TODO o poder económico da UE nas suas mãos

Alemanha quer uma união orçamental com sanções e poder de decisão das autoridades europeias nas contas dos países do euro. Enquanto os ministros das Finanças se reúnem hoje em Bruxelas para decidir se poupam a Grécia à falência técnica nos próximos 20 dias, em Berlim o governo alemão anuncia a estratégia para salvar o euro do colapso, numa altura em que o gigante italiano já se financia a mais de 8%. O objectivo é obter, o mais rapidamente possível, uma revisão do Tratado de Lisboa, criando uma união orçamental, a que Berlim chama ‘união de estabilidade", com sanções, sistemas de controlo e poderes intrusivos das autoridades europeias nas contas dos países do euro. E só depois considerar soluções solidárias, como sejam ‘eurobonds' ou uma participação mais robusta do Banco Central Europeu. O plano alemão será debatido pelos líderes europeus a 9 de Dezembro em Bruxelas, antecipando-se algumas resistências. Até ao novo Tratado estar em vigor, cabe ao BCE e à sua compra avulsa de dívida soberana a tarefa de acalmar os mercados. Em alternativa discute-se activar a nova linha de crédito do FMI com os recursos que sobram no Fundo de Resgate.

Berlim ganha tempo para ver até onde estão dispostos a ir os periféricos com as suas reformas. "Primeiro, temos de ter uma união de estabilidade e depois veremos como isso funciona", disse o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, citado pela Bloomberg. BCE e ‘eurobonds' "são debates que teremos depois, não agora", de momento "qualquer discussão sobre ‘eurobonds' reduz a probabilidade de termos o enfoque necessário" nas mudanças ao Tratado. Esta integração orçamental, acrescenta Michael Meister - deputado porta-voz do partido de Angela Merkel -, é a pré-condição para que a Alemanha rever no futuro a sua posição sobre soluções de risco partilhado. E mesmo assim, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, deixa o aviso para os que falam em "mostrar a Bazooka": "Na Europa não podemos fingir uma força financeira que não temos". A Alemanha explora a posição de maior país e maior contribuinte da UE, fixando os termos dos acordos futuros. O discurso de Merkel no Parlamento a 2 de Dezembro vai determinar os contornos do acordo político de revisão do Tratado a fixar entre os líderes na semana seguinte. Estas mudanças, explica Seibert, "devem poder ser adoptadas num prazo de tempo que será surpreendentemente curto para alguns". Trata-se de um "calendário ambicioso porque acreditamos que a Europa não pode esperar para sempre".

HACKERS DIVULGAM DADOS PESSOAIS DE 107 POLÍCIAS EM RETALIAÇÃO DA VIOLÊNCIA POLICIAL NO DIA DE GREVE GERAL

em retaliação da violência policial frente ao parlamento, 107 agentes da PSP ficaram "a nú" na net

O jornal Público divulga hoje que alguns hackers divulgaram dados pessoais de 107 polícias de Lisboa e ameaçam toda a PSP. Ministério da Administração Interna não comenta, no entanto, a quebra de segurança sobre os agentes de Chelas. O ataque, da autoria do "Lulzsec Portugal" foi assumido como uma resposta à alegada violência policial durante os protestos do dia 24, dia da Greve Gerakl, junto ao Parlamento.

JOSÉ SEGURO MENOS SEGURO NA LIDERANÇA DA BANCADA DO PS APÓS VOTAÇÃO CONTRA MEDIDAS DO PSD

Seguro foi "traído" pelos seus companheiros de bancada pois pretendia votar a favor

'Mail' entre deputados não permitiu voto a favor no atenuar do corte de subsídios. Direcção do PS queria votar a favor da proposta que ontem o Governo apresentou para diminuir o impacto dos cortes nos subsídios em 2012. A bancada socialista revoltou-se e, depois de um debate entre vários deputados via e-mail, Seguro e Zorrinho viram-se obrigados a um volte-face: o PS absteve-se. Entre os vários contestatários surgiram deputados como Eduardo Cabrita (presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças), José Lello, Filipe Neto Brandão, Isabel Moreira (que violou a disciplina de voto, decisão que agora a direcção da bancada diz estar a "avaliar"), Idália Serrão e Sérgio Sousa Pinto. Apesar de ter garantido que votaria a favor de qualquer proposta que tornasse o orçamento menos injusto, Seguro recuou. O PS votou contra a subida dos 1.000 para 1100 euros do limite mínimo a partir do qual funcionários públicos e pensionistas perdiam dois subsídios. E absteve-se no número que definia a modulação dos cortes para trabalhadores e pensionistas que subia o limite dos 485 para os 600 euros. Horas antes, António José Seguro, havia garantido estar disponível para votar a “favor qualquer proposta que torne o Orçamento menos injusto”. A proposta de alteração foi, contudo, aprovada com os votos do PSD e CDS. O BE, PCP e Verdes votaram contra. Esta proposta significa que mais 120 mil pensionistas e mais 40 mil funcionários públicos não vão sofrer reduções nos subsídios de Natal e de Férias em 2012.

DÍVIDA DA PARQUE EXPO É CINCO VEZES SUPERIOR À RECEITA

corrupção ou incompetência? como pode dar prejuízos tão elevados a gestão de uma zona imobiliária prime?

A dívida de curto prazo da Parque Expo atingia, no final de 2010, 150 milhões de euros e era cinco vezes superior ao volume de negócios gerado pela empresa em 2009, revela um relatório do Tribunal de Contas. "Assim, a satisfação daquele compromisso terá ficado seriamente comprometida, face à evidente insuficiência dos fundos gerados pelo seu negócio para a sua adequada cobertura", considera o Tribunal de Contas (TC) numa auditoria relativa à sustentabilidade de 14 empresas públicas relativas aos anos de 2006 a 2009. O TC adianta que a Parque Expo registou prejuízos consecutivos entre 2007 e 2009, totalizando 33 milhões de euros negativos em termos acumulados, e observa que "apesar da sua actividade mercantil o recurso ao crédito tem sido um meio de prover às necessidades financeiras da Parque Expo cujas consequências e impactos acabam por ser supridos pelo Estado, através de reforços do capital social". O Estado gastou, até 2009, cerca de 491 milhões de euros com a Parque Expo, mais de metade do total despendido com o universo de empresas analisado neste relatório. O total da dívida bancária destas empresas ascendia a mais de 352,5 milhões de euros, sendo 61 por cento da responsabilidade da Parque Expo. A extinção da Parque Expo foi anunciada pelo Governo em Agosto.

ZONA EURO CONSOME MAIS DE UM TERÇO DO DINHEIRO DO FMI

o FMI é um negócio de milhões e de colonização política dos EUA, mascarado de ajuda económica e financeira

O Fundo Monetário Internacional (FMI) regressou à Europa desenvolvida. Depois de várias décadas a financiar economias emergentes e promover reformas nos países em desenvolvimento, o Fundo "mudou o chip", reforçou os seus recursos e entrou em países que sucumbiram a uma doença que parecia confinada às regiões mais pobres do globo: perda de financiamento externo. O FMI voltou à Europa desenvolvida mais de duas décadas depois. Último apoio foi a Portugal e acabou em 1987. O "Jornal de Negócios" escreve que depois de várias décadas a financiar economias emergentes e promover reformas nos países em desenvolvimento, o Fundo Monetário Internacional (FMI) mudou o "chip" e regressou à Europa desenvolvida, entrando em países que sucumbiram a uma doença que parecia confinada às regiões mais pobres do globo: a perda de financiamento externo. Primeiro foi a Grécia, depois a Irlanda e, finalmente, Portugal. Os três países já receberam do FMI cerca de 32,4 mil milhões de SDR's (uma moeda "artificial") - mais de um terço do crédito total que o organismo de Washington tem neste momento distribuído. E um valor em crescimento, já que o programa português está no início e o grego será reforçado.

CRISE DA ZONA EURO DOMINA CIMEIRA EM WASHINGTON


em todas as cimeiras Obama esforça-se por arrasar o Euro, para sobrelevar o Dólar

A cimeira União Europeia - Estados Unidos decorre hoje em Washington e terá como tema central a situação económica actual e a resposta que deve ser dada para enfrentar a crise e promover o crescimento. O encontro contará, do lado europeu, com as presenças do presidente do executivo comunitário, Durão Barroso, do presidente do Conselho, Herman Van Rompuy, e também da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton. Do lado americano, estarão no encontro o presidente do país, Barack Obama, e a secretária de Estado Hillary Clinton. Com o intuito de "reforçar a parceria transatlântica", diz a "Comissão Barroso", o encontro procurará chegar a pistas que conduzam ao crescimento económico e à criação de emprego, depois de uma semana marcada por novas agitações na crise da dívida soberana na zona euro. Na sexta-feira, por exemplo, foi noticiado que o próximo Governo espanhol, liderado por Mariano Rajoy (PP), estaria a estudar a eventualidade de recorrer a ajuda financeira externa como uma das opções para fazer frente à pressão dos mercados, segundo a imprensa, cenário posteriormente desmentido pelo partido. Outra novidade na espiral da crise registou-se na quarta-feira, quando a Alemanha, a maior economia do euro, falhou o objetivo de angariar seis mil milhões de euros num leilão de dívida, com a procura das obrigações alemãs a ficar a 35 por cento do total previsto. "Com a economia mundial a passar por momentos de incerteza e com grande mudanças a decorrer no sistema internacional, a relação transatlântica é agora mais relevante do que nunca", disse Durão Barroso em antecipação à cimeira UE-EUA. Temas como as mudanças climáticas ou a energia serão também parte da agenda do encontro de hoje, que se debruçará igualmente sobre a situação em países como o Irão, Síria ou Afeganistão, entre outros. A "primavera árabe", movimento de contestação popular que levou à queda de líderes políticos do mundo muçulmano, estará também no centro do debate. (in, Económico).

MOODY'S AVISA QUE TODOS OS PAÍSES DA ZONA EURO PODERÃO A PARTIR DE AGORA SOFRER CORTES DE RATING

neste momento ainda há 6 países na Zona Euro com notação máxima (AAA)  

“A continuada e rápida escalada da crise da dívida e da banca nos países da Zona Euro ameaça a notação de crédito de todas as nações europeias”. O alerta foi enviado ontem à noite pela agência norte-americana Moody’s, num relatório especial sobre a crise da dívida na Europa. Ainda que considere que o cenário mais provável é que a Zona Euro se mantenha íntegra e que apenas a Grécia tenha de renegociar a sua dívida (forçando os credores a perdoarem uma parte dos fundos que emprestaram ao país), a Moody’s adverte que os riscos, sobretudo associados à inacção política, são agora de tal forma elevados que não se pode por de parte uma implosão repentina da união monetária. “A Zona Euro está a aproximar-se da encruzilhada entre mais integração ou maior fragmentação”, considera a agência. “Apesar de a Zona Euro, como um todo, possuir uma robustez económica e financeira tremenda, a fragilidade institucional continua a adiar a resolução da crise e a pesar sobre os ‘ratings’” de todos os países, prossegue o relatório, com a Moody's a precisar que todas as notações serão "revisitadas" ao longo do primeiro trimestre de 2012. Neste momento, são ainda seis os países do euro que possuem notação máxima (AAA), o que tem permitido ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira ter também "rating" máximo. Dentro deste grupo, o "rating" francês e austríaco são os que parecem mais ameaçados.

WIKILEAKS GANHA PRÉMIO DE JORNALISMO ONLINE

CIA conseguiu roubar 95% dos fundos e contribuições dos apoiantes do site, mas não conseguiu calar a verdade

O portal WikiLeaks ganhou um prémio de jornalismo, na Austrália, terra natal do seu fundador Julian Assange, pelo combate em prol da "liberdade de expressão e da transparência". O WikiLeaks, criado em 2006, divulgou documentos classificados do exército norte-americano e cerca de 250 mil telegramas diplomáticos. Um painel independente, formado por jornalistas e fotógrafos, destacou o "excepcional contributo para o jornalismo" do portal, na entrega anual dos Walkley Awards. O WikiLeaks "usou a nova tecnologia para penetrar nos trabalhos internos do Governo, para revelar uma avalanche de inconvenientes verdades num golpe de publicação global", frisaram os responsáveis dos Walkley Awards na cerimónia de atribuição dos prémios que teve lugar no domingo.

DISPARAM ASSALTOS EM OUTUBRO A SUPERMERCADOS, GASOLINEIRAS E OURIVESARIAS

os roubos a ourivesarias triplicaram de Setembro para Outubro

Os roubos a supermercados, ourivesarias e gasolineiras foram os que mais subiram em Outubro, mas os assaltos a viaturas lideraram os crimes registados pela PSP, segundo um relatório da Polícia sobre a zona metropolitana de Lisboa. O relatório do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (COMETLIS) de Outubro sobre a criminalidade violenta no que toca aos roubos a estabelecimentos e viaturas, a que agência Lusa teve acesso, refere que no mês passado foram registados 43 crimes, representando os assaltos a viaturas 30 por cento, ourivesarias 19, supermercados 16 e bombas de gasolina sete por cento. O documento refere que a divisão com maior número de roubos foi Loures, com 10, seguindo-se Cascais e Benfica (terceira divisão), com sete cada, e Sintra, com seis. Segundo o relatório, em Outubro confirmou-se a «tendência de subida dos roubos em supermercados, atingindo níveis dos meses de Janeiro e Abril» em que se registaram também sete assaltos. A PSP indica que a maioria dos roubos a supermercados na região da capital foi efectuada com recurso a armas de fogo, tendo todos os suspeitos fugido a pé. Os assaltos a bombas de gasolina também aumentaram em Outubro face ao mês anterior, passando de dois para três, roubos que foram praticados com armas de fogo e usadas viaturas para a fuga. No mês passado verificou-se ainda «um aumento significativo dos roubos a ourivesarias», quase o triplo de Setembro e atingindo o máximo do ano com oito, ocorridos maioritariamente nas divisões de Loures e Sintra, com três assaltos em cada.

MINISTRO DA SEGURANÇA SOCIAL CORTA NOS SUBSÍDIOS MAS COMPRA CARRO DE LUXO DE 86.000€

depois do episódio eleitoralista da "vespa", Mota Soares já se sente confortável na corrupção do Estado

De acordo com o Correio da Manhã, Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade e Segurança Social, faz-se transportar num carro de luxo, cujo preço de venda ao público ronda 86 mil euros. Depois de cortar o rendimento social de inserção e subsídio de desemprego a milhares de famílias, numa altura de cortes nos subsídios de Natal e de férias de funcionários públicos e pensionistas e em que se pede contenção aos portugueses, o ministro que, em Junho, se apresentou na tomada de posse do Governo liderado por Pedro Passos Coelho ao volante de uma vespa desloca-se agora num carro novo, com matrícula de Julho de 2011.

SARKOZY E MERKEL AFIRMAM QUE COLAPSO DE ITÁLIA SERÁ O FIM IMEDIATO E DEFINITIVO DO EURO

Merkel e Sarkozy estão, por incompetência, a defender o Dólar em detrimento do Euro

Sarkozy e Merkel disseram ontem ao primeiro-ministro italiano que "o colapso" de Itália levará ao fim do euro, indicou hoje o governo italiano. O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, reafirmaram "o seu apoio à Itália afirmando-se conscientes que o colapso de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro e a uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis", de acordo com um comunicado do governo italiano publicado após um conselho de ministros. Durante a mini-cimeira que reuniu na quinta-feira os três dirigentes em Estrasburgo (França), Merkel e Sarkozy manifestaram a sua confiança em Monti e no empenho de Itália "no esforço comum destinado a encontrar soluções para a grave crise financeira e económica da zona euro", acrescentou o governo italiano. Monti confirmou o objectivo de Itália de atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e assegurou que Roma vai aprovar rapidamente medidas destinadas a relançar o crescimento. As taxas de juro para a Itália continuaram hoje a atingir recordes, um dia depois da reunião de Monti com Merkel e Sarkozy.

PROTESTOS EM VÁRIAS CIDADES NORTE AMERICANAS A FAVOR DO MOVIMENTO "OCUPAR WALL STEET"


por todo o mundo os movimentos estão a aumentar rapidamente, como é urgente que aconteça

Há duas semanas em várias cidades dos EUA foram realizadas "acampadas" anti-Wall Street. Em quase todas passados uns dias os protestantes foram mandados embora pela polícia. Vários foram presos em St. Louis, Salt Lake City e Denver. A polícia prendeu 27 manifestantes em St. Louis e 15 em Salt Lake City. Os manifestantes reuniram-se nestas cidades em solidariedade com o Movimento "Ocupar Wall Street" o movimento que protesta contra o domínio económico dos gigantes mundiais que impõem aos Estados Soberanos as suas regras económicas, apenas regidas pelos lucros fáceis. A reportagem de Salt Lake City em: http://www.ksl.com/?nid=148&sid=17662170.

DAVID ICKE REVELA INFORMAÇÕES SOBRE PEDOFILIA E SEITAS DE VAMPIROS QUE ABUSAM DE MENORES EM INICIAÇÕES

Icke revela como a seita "Cosmic Vampires" viola crianças e jovens nas suas iniciações perversas

David Icke foi entrevistado no programa de 24 horas de lex Jones, realizado no passado dia 11.11.11 e revelou factos importantes da sua investigação sobre pedofilia em todo o mundo. Icke conclui que basicamente o actual problema de pedofilia é altamente preocupante, já que está a ser dominado por estranhas elites como Maçonaria, Seitas (Cosmic Vampires, por exemplo) e Religiões. O mínimo múltiplo comum é que estes grupos, apesar de não o admitirem publicamente, realizam cultos a Lúcifer, às entidades e forças da energia negra, e nesses cultos incluem muitas vezes iniciações a jovens e crianças, filhos e familiares dos próprios membros, iniciações na maior parte dos casos que incluem violação e acto de pedofilia em grupo. Muitas crianças e jovens entram desta forma no violento mundo de mentira e teatro destas elites e a sua alma fica para sempre "retida" no grupo, fazendo assim aumentar este exército de fiéis às forças demoníacas. Sair equivale a morrer. Muitos destes jovens, em troca de favores do grupo, acabam por aceitar facilmente todos os "jogos" que lhes são impostos pelo grupo. Vale a pena ouvir a reportgem: http://www.prisonplanet.com/cosmic-vampires-perverse-masonic-initiations-of-the-nwo-with-david-icke.html.

DÍVIDA SOBERANA DA ITÁLIA ESTÁ A DEIXAR ALEMANHA E UE EM PÂNICO

Olli Rehn não quer a Alemanha a financiar mais casos perdidos na UE

Em nome da estabilidade, Olli Rehn pediu à Comissão de Orçamento do Parlamento italiano para tomar medidas rápidas e ambiciosas de forma a travar o contágio ao país e acalmar os investidores. De visita a Roma, à margem de um encontro com o novo primeiro-ministro italiano, o Comissário europeu para os Assuntos Económicos reiterou que “para reverter as expectativas do mercado é importante enviar mensagens fortes.” Também na capital italiana, o comissário europeu para os Serviços financeiros, Michel Barnier, apoiou a implementação de reformas, durante uma visita para analisar as “golden shares” do Estado. A dívida italiana representa 120% do PIB. Esta sexta-feira, o país pagou os juros mais altos desde a criação da moeda única. O Tesouro vendeu 8 mil milhões de euros de dívida a seis meses, mas com um juro recorde que superou os 6,5%. A esta colocação somou-se outra de dois mil milhões de euros, em obrigações a dois anos. Mas também aqui o juro disparou para os 7,8%. A chanceler alemã e o Presidente francês disseram em Estrasburgo ao primeiro-ministro italiano, Mario Monti, que “o colapso” da Itália levaria inevitavelmente ao fim da moeda única.

SOARES TRANSFORMA MANIFESTO "UM NOVO RUMO" EM MOVIMENTO POLÍTICO E CÍVICO

farto de assistir à destruição do Estado Social, Soares decidiu passar à acção e mobilização cívica

Mário Soares e um grupo de amigos do fundador do PS planeiam lançar, no próximo ano, um conjunto de debates que pode «abrir a influência da área socialista», na sequência do manifesto 'Novo Rumo', que esta semana veio apelar à mobilização política e cívica de quem se opõe às medidas de austeridade. «Isto não afecta nada o PS, muito pelo contrário», diz o soarista Vítor Ramalho. «Do nosso ponto de vista, ajuda ao alargamento da influência da área do socialismo democrático. E forçará – no bom sentido – a direcção do PS a ver que há gente com experiência longa na vida pública que tem a concepção de que a intervenção política é uma causa nobre» adianta ao SOL. Na calha, para o próximo ano, está um movimento de intervenção que assentará num conjunto de debates envolvendo figuras com peso político, algumas sem filiação partidária. «Estamos a pensar também em personalidades internacionais», antecipa Ramalho. O texto 'Novo Rumo', divulgado em vésperas da greve geral, começou, no entanto, a germinar há mais de mês e meio, entre o grupo que se reúne, com ou sem Soares, «de dois em dois dias». O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Medeiros Ferreira, o ex-dirigente do PS Pedro Adão e Silva, o próprio Vítor Ramalho, um dos socialistas mais próximos de Soares e líder do PS/Setúbal, Vasco Vieira de Almeida (advogado e ex-ministro pelo PS) e o professor universitário Mário Ruivo integram o grupo e assinam o documento.

NOBEL DA ECONOMIA DECLARA QUE AUSTERIDADE É SUICÍDIO ECONÓMICO COLECTIVO

Joseph Stiglitz, sabe como a maioria dos economistas que a austeridade só tem efeitos políticos

O prémio Nobel da Economia em 2001 e antigo vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, afirmou na quinta-feira que as políticas de austeridade constituem uma receita para "menos crescimento e mais desemprego". Stiglitz considerou que a adoção dessas políticas "correspondem a um suicídio" económico. "É preciso perceber-se que a austeridade por si só não vai resolver os problemas porque não vai estimular o crescimento", afirmou Stiglitz, num encontro com jornalistas na Corunha, em Espanha, onde proferiu a conferência. O economista sugeriu ao novo governo espanhol que vá "além da austeridade" e que proceda a uma reestruturação das despesas e da fiscalidade como medida básica para criar emprego. Recomendou em particular uma fiscalidade progressiva e um apoio ao investimento das empresas. "Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio", afirmou. Para o Nobel da Economia de 2001, "a menos que Espanha não cometa nenhum erro, acerte a cem por cento e aplique as medidas para suavizar a política de austeridade, vai levar anos e anos" a sair da crise. O antigo vice-presidente do Banco Mundial disse que as reformas estruturais europeias "foram desenhadas para melhorar a economia do lado da oferta e não do lado da procura", quando o problema real é a falta de procura. Por isso, rejeitou as propostas a favor de mais flexibilidade laboral: "Se baixamos os salários, vai piorar a procura e a recessão", alertou Stiglitz, defendendo que "é necessário" que a flexibilidade seja acompanhada por "compensações do lado da segurança" para os trabalhadores. "Em economia, há um princípio elementar a que se chama efeito multiplicador do orçamento equilibrado: se o governo sobe os impostos mas, ao mesmo tempo, gasta o dinheiro que recebe dos impostos, isto tem um efeito multiplicador sobre a economia", explicou, apresentando a sua receita para sair da crise.

VÍTOR CONSTÂNCIO, O PRÓXIMO PRIMEIRO MINISTRO ELEITO PELOS FEDERALISTAS EUROPEUS?

a UE já tentou depois da queda de Sócrates "implantar" o "iluminado" Constâncio; tentarão outra vez?  

Com a previsível queda do Governo de Passos Coelho para breve, já em 2012, a União Europeia poderá estar a preparar mais uma das suas cartadas mágicas. A estratégia da falsa crise económica tem, a curto prazo, o único objectivo de forçar os países da União Europeia a aceitarem à força, a Federação Europeia, que ao mesmo tempo que se está a consolidar com os EUA na preparação da NWO, que dominará muito brevemente todas as decisões políticas, económicas, mas sobretudo militares em todo o Mundo. Apenas a China poderá parar este processo de totalitarismo da NWO. Mas até essa hipótese já foi pensada pelos EUA que preparam secretamente  uma guerra (provavelmente atómica) com a China, depois de provocarem falsos conflitos diplomáticos e económicos com aquele país. Mas no que toca a Portugal, a estratégia passará por provocar a queda do Governo (facto que Passos Coelho já sabe) e colocar mais um Bilderberg do Banco Central Europeu - Vítor Constâncio (Maçon-llluminati de alto grau) a governar Portugal sem ter sido eleito pelo povo. Também Mario Monti (Itália) e Lucas Papademos (Grécia) estiveram nas reuniões Bilderberg, passaram pelo BCE e pertencem à Comissão Trilateral, um verdadeiro ninho da Máfia Económico-Política Bilderberg. A União Europeia começou por experimentar na Bélgica como podia dominar um país a partir do Parlamento Europeu. Seguiu-se a Grécia, Itália. Agora Portugal. Espanha será a próxima vítima desta estratégia ditatorial, camuflada de federalismo.

GOVERNO SECRETO PSD-PS DECIDE ÀS ESCONDIDAS O DESTINO DE PORTUGAL


Carlos Zorrinho do PS entra nestes jogos de Sociedades Secretas do Governo PSD, recheado de llluminati's

Os líderes parlamentares do PSD, e do PS almoçaram ontem, num restaurante em Lisboa, com o Orçamento do Estado para 2012 à mesa. É através de Luís Montenegro e Carlos Zorrinho que, de forma muito reservada, os dois partidos procuram ainda um entendimento para incluir no documento algumas das propostas dos socialistas, embora o caminho a percorrer não seja fácil. Uma coisa é certa: existe das duas partes o desejo de, na discussão na especialidade, incluir ideias do PS no Orçamento. Duarte Pacheco, coordenador do PSD na Comissão de Orçamento e Finanças, disse ontem ao i que “seria útil” contar com algumas propostas do maior partido da oposição no documento, mas insiste na ideia de que “não há qualquer hipótese” para acolher as alterações de António José Seguro tal como elas estão. As conversas entre a maioria e o PS estão reservadas a um núcleo restrito e, entre o PSD e o CDS, existe a convicção de que ainda é possível chegar a um acordo que permita alargar o consenso à volta do Orçamento. “É sempre possível fazer alterações ou adaptar propostas e há prática disso na Assembleia da Republica”, afirma Duarte Pacheco, num claro desafio aos socialistas para que se aproximem das intenções da maioria. Os últimos dias tornaram evidentes as dificuldades em conseguir essa aproximação. O PS insiste em cortar só um subsídio a funcionários públicos e pensionistas e na manutenção do IVA para a restauração e o governo não abdica destas medidas com o argumento de que não seria possível cumprir as metas do défice. As 23 alterações ao Orçamento propostas pelo PS passam ainda por medidas com menor impacto orçamental. Uma delas é poupar as pequenas e médias empresas e mais impostos e manter a aplicação da taxa de IRC de 12,5% nos lucros até 12.500 euros das empresas. Em contrapartida, os socialistas propõem o aumento da sobretaxa sobre lucros acima dos 10 milhões de euros para 5%.

ALEMANHA A UM PASSO DE SER ARRASADA PELOS MERCADOS

Merkel está a ser "encostada" e prepara-se para sair da governação, por incompetência arrogante, basicamente

Não foi um país periférico que dominou as atenções ontem na crise do euro, nem Itália ou França. O foco de instabilidade e desconfiança esteve na fortaleza económica da Europa: a Alemanha. O Tesouro alemão não conseguiu colocar 35% de um empréstimo obrigacionista a dez anos, ampliando os receios de que os países da zona euro fiquem paralisados por falta de financiamento. Os economistas falam de um ponto de viragem na crise. Para uma taxa de juro média de 2% a dez anos, a Alemanha não encontrou compradores para mais de um terço dos títulos. Apesar do fracasso, o porta-voz do ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, tentou conter os estragos, defendendo que o leilão falhado não significa que a Alemanha esteja a enfrentar problemas de refinanciamento. Na ressaca do leilão, os juros a dez anos subiram para 2,25%, um valor ainda muito baixo. No entanto, nos media online que os investidores lêem, o resultado foi encarado como um “desastre”. Apesar de ninguém admitir um cenário de crise de financiamento na Alemanha, vários analistas temem os efeitos de um fracasso da potência mais sólida da Europa na percepção que os mercados têm dos restantes países. “Se o país mais forte da Europa tem dificuldade em conseguir capital, uma pessoa treme quando pensa nos leilões que aí vêm de outros países europeus”, apontou à Reuters Mark Grant, gestor de activos numa casa de investimento dos Estados Unidos. “As obrigações alemãs estão a perder poder de atractividade porque os mercados acreditam na história das eurobrigações, ou seja, que basicamente a Alemanha está muito perto de garantir a dívida dos outros países”, aponta à Reuters Achilleas Georgolopoulos, gestor no banco Lloyds. A chanceler, Angela Merkel, continua a rejeitar a ideia de obrigações conjuntas – sublinhada de novo esta semana pela Comissão Europeia – e o BCE não admite ser financiador de último recurso. O fim pode estar mais perto – falta saber quão perto.

RENDIMENTO SOCIAL ACABA PARA 44 FAMÍLIAS POR DIA


um Governo indiferente à pobreza, um Governo que leva 44 famílias por dia à pobreza extrema

No último ano, 80 famílias portuguesas perderam o Rendimento Social de Inserção (RSI) a cada dia que passou e mais de metade - 44 famílias - vivia no distrito do Porto. De futuro, avisou já o Governo, haverá ainda mais cortes e fiscalização. O distrito do Porto foi, de longe, o mais atingido pelos cortes no RSI (sendo certo que, sozinho, responde por um terço dos beneficiários de todo o país). Em Outubro, perto de 38 mil famílias tinham direito à prestação, menos 16 mil do que no mesmo mês do ano passado, uma descida de 44 famílias por dia. Ou seja, só o Porto respondeu por metade da redução de beneficiários da prestação social sentida em Portugal. A restante descida ocorreu em Braga, Faro, Vila Real e Viseu, já que a situação não se alterou sensivelmente no resto do país.

DEPOIS DE INVESTIR NA DÍVIDA SOBERANA PORTUGUESA CHINA BAIXA RATING DE PORTUGAL

os países afectos à NWO continuam a destruir os mais pequenos em jogos económicos até ao fim...

Agência de 'rating' chinesa Dagong baixou hoje a notação da dívida soberana de Portugal de BBB+ para BB+, com perspetiva negativa. A agência, que na quarta-feira tinha colocado a Grécia no pior nível da sua escala (CCC), prevê que o Produto Interno Bruto de Portugal desça 1,7% em 2011 e 3,5% em 2012. "A economia portuguesa não pode voltar a um crescimento positivo a médio prazo, a menos que se assumam reformas fundamentais no sistema económico do país e nas suas estruturas", assinalou a agência, utilizando terminologia semelhante à de quarta-feira para analisar a situação grega. A Dagond ficou conhecida internacionalmente em agosto quando baixou a nota da dívida norte-americana de A+ para A "com perspetivas negativas" depois de o Governo norte-americano anunciar um acordo para aumentar o teto da sua dívida. A agência foi fundada em 1994, mas não tinha qualquer relevância nos meios de comunicação chineses até este ano, em que a crise da dívida soberana na União Europeia e nos Estados Unidos aumentaram as expectativas de que a segunda economia mundial adquira mais títulos de dívida dos mercados ocidentais. A China, que tem a maior reserva de divisas em todo o mundo, é o maior detentor de dívida norte-americana com títulos no valor de 1,15 biliões de dólares e prometeu este ano aumentar a compra da dívida de países europeus, incluindo a Grécia, Portugal ou Espanha, mas nunca publicou dados concretos relativos a essas operações. A Dagong tem um sistema de classificação idêntico ao das agências de rating mais conhecidas como as norte-americanas Moody's, Standard & Poors e Fitch, onde a melhor nota é AAA, Seguida de AA e A, e a C a pior nota. Sobre a própria dívida chinesa, a Dagong outorga uma classificação de AA+, ou seja a segunda melhor nota possível.

DURÃO BARROSO QUER RETIRAR SOBERANIA ORÇAMENTAL A PORTUGAL

Barroso passa assim um atestado de incompetência ao Ministro das Finanças e ao Governo 

Presidente da Comissão Europeia propõe vigilância apertada e medidas correctivas aos países que estão a pagar empréstimos. Portugal vai ficar sob vigilância apertada da Comissão Europeia até meados da próxima década, altura em que se espera, em Bruxelas, que o país tenha pago até 75% do seu empréstimo. Trata-se de uma entre várias novas regras intrusivas de governação económica na zona euro, ontem propostas por Durão Barroso. "Um Estado-membro será posto em supervisão pós-programa até que um mínimo de 75% da assistência recebida (...) tenha sido devolvido", pode ler-se na proposta de regulamento sobre a supervisão para os países intervencionados onde se incluem Portugal, Grécia e Irlanda, mas também aqueles que venham a receber ajuda preventiva, como se fala agora para outros países do euro, demasiado grandes para serem ‘resgatados'. No caso de Portugal e Irlanda, uma fonte comunitária avisava ontem que "estamos a falar de, no mínimo, mais uma década, ou talvez um pouco mais, até se chegar a esse limite". Estes 75% do total do empréstimo a Portugal correspondem a 58,5 mil milhões mais juros. A fatia do FMI - 26 mil milhões mais juros - deverá ser paga até 2022, e o resto entre 2014 e, no máximo, 2042 se o país beneficiar de obrigações a 30 anos que os dois fundos de assistência europeus oferecem. Porém, a média de maturidades dos empréstimos europeus não deverá ir muito além dos 12,5 anos. Esta vigilância apertada implica uma perda ainda maior de soberania orçamental, com visitas surpresa dos técnicos europeus e relatórios semestrais de missões europeias (Comissão e BCE), sujeitando-se a medidas correctivas.

GREVE GERAL É NECESSÁRIA PARA "RESISTIR AO RETROCESSO SOCIAL E CIVILIZACIONAL"

é preciso um novo 25 de Abril para quebrar o ciclo de opressão social dos políticos corruptos ao serviço da NWO

Deixar o euro é como sair de uma guerra, avisa Carvalho da Silva, para quem Portugal está sob ocupação estrangeira. Em entrevista ao JN, o líder da CGTP diz que a greve tem, por isso, uma dimensão patriótica e, espera, conseguirá despertar a sociedade. O tempo é de resistência ao "retrocesso social e civilizacional". Não acha que os sindicatos devem ser mais activos na apresentação de soluções concretas em vez de serem apenas reivindicativos? Os sindicatos têm propostas concretas, o problema é que não se enquadram nos catecismos dos poderes dominantes. Propomos que se considere uma nova forma de distribuir a riqueza, o combate à economia clandestina, não deixar que o económico e o financeiro se sobreponham ao político e valorizar o trabalho. Não esperem que os trabalhadores cujo trabalho não é valorizado reajam positivamente. Quanto ao Euro, este não vai continuar como até aqui. Vai haver uma só moeda ou mais do que uma? Vão manter-se todos os países ou alguns serão empurrados para fora? Em Abril do ano passado disse que países pequenos como o nosso, se forem empurrados do euro podem ficar, em termos sociais, sob pressões idênticas à saída de uma guerra...

Quanto ao Bloco de Esquerda, o partido apelou a uma "grande" participação na greve geral. "Será o primeiro dia em que o País responde à troika", sublinhou Francisco Louçã, que falava em Braga, numa ação de mobilização para a greve geral. Para o líder bloquista, "já se viu o que a troika cá veio fazer: destruir a economia, promover o desemprego, promover a miséria, encarecer a saúde, atacar a educação, atacar a cultura, ir atrás dos salários". Por isso, Francisco Louçã quer que a greve signifique o princípio de um novo 25 de Abril, "que é tão importante para salvar a economia, salvar o respeito, salvar a democracia e trazer dignidade". Será, sublinhou, uma jornada de luta "contra o empobrecimento e a exploração". Louçã lembrou que os portugueses já são obrigados a trabalhar mais meia hora gratuitamente por semana e que talvez venham a ter de trabalhar um sábado "sem o pagamento de um cêntimo". Disse ainda que o BE não desistirá de lutar contra o "roubo" dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos. "E agora querem baixar ainda o salário. É uma política de terra queimada, não esquecem ninguém, vão atrás de toda a gente", criticou. Garantiu que o partido "recusa" o aumento do IVA para restaurantes, comércio, pequena actividade comercial, cultura e espectáculos e saudou o PS por se ter manifestado de acordo com esta posição. Exigiu igualmente a tributação do património de luxo, "um imposto sobre quem ganha fortunas a partir da especulação de terrenos e da especulação imobiliária".

BES VAI CORTAR SALÁRIOS DOS SEUS FUNCIONÁRIOS EM 2012

Governo de Passos Coelho está a coincidir com os obscuros objectivos das Sociedades Secretas pró-extrema-direita

Ricardo Salgado admitiu hoje que o Banco Espírito Santo pode proceder a um corte dos salários dos funcionários do banco no próximo ano, citando a recessão prevista para a economia portuguesa. “A profundidade da crise e a perspectiva de recessão de 3 % no ano que vem obrigam a cortes nas despesas das empresas privadas”, disse Ricardo Salgado, citado pela TSF. Assinalando que “não está previsto” o corte de salários no banco, Salgado admitiu que este cenário no BES não pode ser posto de lado. O Orçamento do Estado prevê o corte dos subsídios de Natal e de férias dos funcionários públicos em 2012 e a troika, na última revisão ao programa de assistência financeira a Portugal, recomendou que também os privados seguissem o corte de salários da função pública. O presidente do BES espera que o banco não seja obrigado a pedir ajuda do Estado, mas lembrou, de acordo com a TSF, que “há acontecimentos constantes que nos surpreendem e inclusivamente alterações dos regulamentos e das disposições da supervisão”.É preciso “esperar mais algum tempo porque ainda não conhecemos os resultados das análises que foram feitas aos bancos nem os efeitos da transferência dos fundos de pensões”.Partilhar