DECLARAÇÕES SOBRE EMIGRAÇÃO DE PASSOS COELHO CRITICADAS POR PS, BE, PCP E... MARCELO REBELO DE SOUSA

Rebelo de Sousa também considera graves as afirmações, a 2.ª vez que o 1.º Ministro aconselha à emigração...

O comentador Marcelo Rebelo de Sousa não poupou este domingo à noite o primeiro-ministro por este ter dito que os professores sem trabalho em Portugal devem procurá-lo fora do país. "Passos não pode convidar os portugueses a emigrar", disse Marcelo, classificando as afirmações do primeiro-ministro como "graves". No seu habitual espaço de comentário no Jornal das 8 da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou: "Atenção que ele [Passos] não é um comentador político, é o primeiro-ministro de Portugal". "Se ele tem dito que há desemprego, mas o Governo está a tratar com as autoridades brasileiras e angolanas, no sentido de encontrar saída profissional, vocacional e pessoal, isso era bem dito. Agora como ele disse... Eu já disse o mesmo em relação a um secretário de Estado, mas é mais grave dito por um primeiro-ministro", acrescentou. "Os portugueses querem um primeiro-ministro que lhes diga: 'Eu vou governar de tal maneira que não será preciso emigrar para o estrangeiro'", disse ainda Marcelo.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, mostrou-se também, neste domingo, "profundamente chocado" com as afirmações do primeiro-ministro no sentido de os professores desempregados emigrarem, considerando Passos Coelho "um primeiro-ministro demissionário". "Significa que é um primeiro-ministro que está demissionário, que está passivo e de braços caídos", disse o líder socialista aos jornalistas em Maiorca, concelho da Figueira da Foz, onde participou num almoço de Natal com militantes. Também o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, já mostrou a sua indignação por o primeiro-ministro ter admitido que os professores portugueses podem encontrar no mercado de língua portuguesa uma alternativa ao desemprego em Portugal, aconselhando Passos Coelho a emigrar. "Penso que o senhor primeiro-ministro podia aproveitar (a sugestão) e ir ele próprio desgovernar outros países e outros povos. Não desejo no entanto que esses países e esses povos sejam os nossos irmãos de língua portuguesa", disse Mário Nogueira, reagindo à entrevista publicada, este domingo, pelo Correio da Manhã.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje «inaceitáveis» as afirmações do primeiro-ministro no sentido de os professores desempregados emigrarem, desafiando Passos Coelho a explicar aos portugueses porque é que toma medidas que aumentam o desemprego. "Como é que estão preocupados com o emprego se todas as medidas que tomam vão no sentido de mais desemprego, com esta ideia peregrina que Passos Coelho foi avançando já que a alternativa será a emigração para o Brasil ou para Angola. É inaceitável", afirmou Jerónimo de Sousa.Em reação às declarações de Passos Coelho, que aconselhou os professores que ficaram sem emprego a irem trabalhar para o Brasil ou Angola, o dirigente bloquista Jose Gusmão diz que depois dos jovens e dos professores, falta saber "quem será o próximo conjunto de portugueses a quem o Governo apontará a porta da rua". O Bloco considera ainda que a promessa de baixar impostos em ano de eleições contrasta com a "borla fiscal" à banca que se poderá estender por 20 anos.

MORREU O DITADOR NORTE-COREANO KIM JONG-IL

o 3.º filho do ditador, com menos de 30 anos, trará novos conflitos diplomáticos com o mundo  

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, morreu aos 69 anos, foi esta madrugada oficialmente anunciado pela televisão estatal daquele país asiático. O óbito ocorreu num comboio, durante uma visita do chefe de Estado a uma região fora da capital, Pyongyang, ainda segundo o anúncio da TV estatal. Segundo os media internacionais, Kim Jong-Il terá sofrido um AVC ou um enfarte. No entanto, as causas da morte não foram divulgadas, falando a comunicação estatal apenas em "mau estar repentino". Os problemas vasculares do homem que desde 1994 comanda os destinos da Coreia do Norte são conhecidos. Em 2008, Kim Jong-Il sofreu uma trombose que o afastou da vida pública durante meses. O terceiro filho do ditador, Kim Jong-Un, que não terá ainda 30 anos, será o sucessor da liderança do regime. Segundo a BBC, a agência de notícias do país, a KCNA, já emitiu mesmo uma nota apelando aos coreanos para darem o seu apoio ao jovem.

MEIA HORA EXTRA POR DIA PODE SER "TROCADA" POR SÁBADOS E FERIADOS "À BORLA" PARA AS EMPRESAS

a nova escravatura da NWO está a chegar a Portugal pelas mãos da Maçonaria dos llluminati e Bilderberg

Havendo acordo, será possível ter sábados e feriados de trabalho a custo zero. Todos os trabalhadores privados ficam sujeitos à meia hora. As empresas poderão convocar os empregados para trabalhar nos feriados sem que, para tal, tenham de pagar qualquer remuneração ou dar uma folga. Ano Novo ou 1.º de Maio podem estar em risco, na sequência da proposta de lei do Governo que vai ser discutida no Parlamento. De acordo com o projecto que regula o aumento do horário de trabalho em mais meia hora por dia, todos os trabalhadores do privado ficam sujeitos à medida, que também vai prevalecer sobre as convenções colectivas.

FACTURA DA EDP AUMENTA JÁ EM JANEIRO PARA 4% PARA AS FAMÍLIAS

o cínico e sarcástico marketing da EDP chega a ser ultrajante para os consumidores 

Para trás ficou a possibilidade de um aumento na ordem de 30% como anunciou Passos Coelho. Uma subida de 4% anunciada ontem pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Para os consumidores que beneficiem da tarifa social, num universo estimado de 666 mil clientes, o aumento será na ordem dos 2,3%. O cálculo da ERSE estima que este aumento represente cerca de 57 cêntimos numa factura média mensal de 26 euros. A subida dos preços aprovada pelo Conselho Tarifário, depois de submetida à apreciação da Autoridade da Concorrência e dos serviços competentes das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, entra em vigor a 1 de Janeiro e acontece apenas três meses depois do aumento do IVA de 6% para 23% na electricidade (e no gás). A subida de 4% fica muito aquém do aumento na ordem dos 30% que chegou a ser admitida por Pedro Passos Coelho no Parlamento e é possível porque o Governo empurrou para 2013 os custos de manutenção de equilíbrio contratual a pagar à EDP e subsídios à produção em cogeração, além de outros encargos. No total, fica adiado para os próximos anos o pagamento de 1.080 milhões de euros, que acabaram por se reflectir na factura do consumidor final.

MARQUES MENDES ACUSA MEXIA DE FAVORECER E.ON NA VENDA DA EDP

o negócio da venda da EDP começou mal e vai acabar ainda pior

O ex-presidente do PSD criticou a "falta de independência" do presidente da EDP no processo de privatização da eléctrica. A poucos dias de ser revelado o vencedor do processo de privatização da EDP aumentam as vozes a acusar Portugal de estar a favorecer os alemães. Depois do Financial Times ter feito manchete a denunciar o facto de Merkel estar a pressionar Passos Coelho para escolher a E.ON, ontem à noite na TVI, foi a vez de Marques Mendes acusar o presidente da EDP. "O Dr. António Mexia em pleno processo de privatização foi à Alemanha visitar um dos concorrentes, a E.ON, e isto foi transmitido como um sinal de que ele estava a patrocinar a candidatura dos alemães contra a candidatura dos brasileiros e dos chineses, isto é do pior que pode acontecer. Eu pergunto: ele foi à Alemanha a titulo de que? A mando do governo? Não me parece. Foi negociar algum lugar para ele? Sim, porque já se diz que além de se manter como presidente da EDP, se os alemães ganharem vai ter um lugar mesmo na administração na Alemanha", afirmou ontem , Marques Mendes, actualmente administrador executivo da empresa Nutroton Energias. "O presidente da EDP devia ser um exemplo de isenção total. Não pode haver nenhum sinal de preferência por este ou desvantagem em relação àquele. Não é bom este comportamento. É importante que tudo decorra com a maior das transparências", conclui o ex-presidente do PSD.

REVISTA TIME ELEGE "O MANIFESTANTE" COMO FIGURA DO ANO

a escolha foi polémica, mas parece ser justa e acertada dada as convulsões sociais de 2011

A revista "Time" escolheu "o Manifestante" (The Protester) em função de um certo paternalismo ocidental sobre o que não é nem Europeu, nem Americano. Precisámos sempre de heróis porque, precisamente, não conseguimos construir memória colectiva sem ícones. Essa é a nossa vulnerabilidade maior, daí a dependência que temos da democracia, o "pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros". As revoluções árabes, Atenas, Madrid, Nova Iorque, ou o que se há de seguir, não são palcos ficcionais cujo romantismo da luta sirva para exultar e desculpar o pequeno preguiçoso dentro de cada um de nós, e autoconsagrar esta nossa ridícula visão ocidental de democracia, alimentada ao ventilador artificial pelas redes sociais e pela suposta omnisciência libertária da "geração google". Aqueles palcos são locais de intenso sofrimento, de lucidez induzida à força pela infâmia de criminosos de Estado, de abusadores do poder, de homicidas com exércitos à sua disposição. Esta idolatria extrema das convulsões, e consequente desvalorização das lideranças e das ideias, pode levar-nos para um caminho de demissão colectiva dos valores políticos aceites. Para trás fica Mohamed Bouazizi, o tunisino que se imolou em plena rua, num acto de desespero ficou registado como "o início" de todas as revoluções árabes - ou não - que se lhe haviam de seguir. Grécia, Itália, Inglaterra e Noruega seguiram o exemplo na Europa.

EPUL EM CRISE LEILOA DEZENAS DE CASAS AO DESBARATO

até mesmo empresas da dimensão da EPUL estão já a largar carga ao mar...

Os leilões são abertos a toda a população e os valores são "inferiores aos preços normais de mercado". A EPUL vai leiloar nos dias 14, 15, 16 e 19 de Dezembro de 2011 dezenas de fracções localizadas na cidade de Lisboa, a preços que vão desde os 6.300 euros até aos 5,6 milhões. Vão estar em hasta pública vários apartamentos no centro da cidade, diversas lojas e escritórios, estacionamentos, terrenos, equipamentos desportivos e edifícios históricos como o do antigo Palacete da Quinta de Sant'Ana, localizado em Telheiras. Segundo anunciou a empresa em comunicado, todos os bens em venda, que fazem parte do património da EPUL, vão são licitados "a preços inferiores aos praticados normais de mercado". E o leilão é aberto a toda a população. Amanhã, dia 14, a hasta pública é mista, compreendendo sobretudo estacionamentos e fracções para habitação, bem como alguns terrenos. Já nos dias 15 e 16 os leilões são especializadas em lojas/comércio e por isso "direccionadas para empreendedores que pretendam criar o seu próprio negócio", refere a EPUL. No dia 19 a hasta é direccionada a grandes investidores que queiram adquirir terrenos com grande potencial urbanístico. O conjunto dos imóveis a leiloar atinge os 43 milhões de euros.

STCP REDUZ 30% DAS CARREIRAS E HORÁRIOS NO GRANDE PORTO E AUMENTA PREÇO DOS PASSES SOCIAIS

as medidas do Governo continuam a esmagar a classe média numa política de terra queimada

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) propôs ao grupo de trabalho que está a estudar a reforma da rede de transportes nas áreas metropolitanas o corte de 16 ligações entre o Porto e os concelhos circundantes, eliminando mais de 30% das carreiras que fazem esses trajectos, bem como a redução do número de autocarros a circular na cidade à noite e ao fim de semana. Os passes sociais vão também aumentar 16% com a entrada em vigor da intermodalidade já em janeiro de 2012.

PORTUGAL O 3.º PAÍS MAIS POBRE DA EUROPA ENTRA EM ESPIRAL ECONÓMICA DESCENDENTE


João Paulo Guerra do Económico conta-nos como é ser o 3.º mais pobre da UE  

Portugal, onde o PIB per capita correspondia em 2009 e 2010 a 80,1% da média europeia, é o terceiro país mais pobre da zona euro. Pelo que é difícil compreender que a receita para sair da crise seja o ainda maior empobrecimento do país e do seu povo, como decidiu a ‘troika' e no sentido em que procede o Governo de coligação Lapa / Caldas, com a bênção de Belém e o ámen do Largo do Rato. Num mapa da Europa, Portugal fica no Terceiro Mundo, bem abaixo da Grécia, taco a taco com a Eslovénia e um pouco acima da Eslováquia e da Estónia. A questão é que a Europa, enquanto existiu como projeto, só funcionou para a burocracia e as diretivas que favoreciam os interesses dos muito grandes e gananciosos. A Europa, que agora quer proibir o défice excessivo nas constituições, nunca emitiu diretivas a proibir a pobreza, o desemprego, a indigência, ou a mandar transpor para a ordem interna dos países o bem-estar e o desafogo. E depois, por motivos meramente estratégicos, juntou num mesmo continente conteúdos tão diversos e tão distantes como a Noruega e a Bósnia-Herzegovina, a Suíça e a Bulgária, ou até mesmo o Luxemburgo e Portugal. A coesão não passou de um ‘slogan' e o Luxemburgo tem um poder de compra médio que representa mais do triplo da média do poder de compra dos portugueses. E Portugal, que o salazarismo reduziu a uma horta estagnada e a contrarrevolução a uma quinta de compadres, entrou para o clube - primeiro da Comunidade Europeia, depois do euro - sem condições para pagar a jóia e malbaratando os fundos europeus.

STANDARD&POORS PREVÊ RECESSÃO DA ZONA EURO JÁ NO INÍCIO DE 2012

2012 será o início do Apocalipse... económico

A agência de notação financeira S&P estima que o BCE baixe a sua taxas directora para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma ligeira recuperação económica ocorrerá provavelmente nos Estados Unidos, ao passo que uma ligeira recessão deverá persistir na Europa", escreve a Standard & Poor's numa nota, divulgada na quarta-feira e noticiada pela AFP, sobre "as perspectivas de crédito no mundo em 2012". A agência norte-americana quantifica a probabilidade de uma recessão nos Estados Unidos em 35% e prevê que o Banco Central Europeu (BCE) baixe as taxas de juro para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma incapacidade de regular os problemas da dívida pública na Europa e nos Estados Unidos poderá provocar uma crise mais pronunciada. O imobiliário, o emprego e a confiança dos consumidores continuam a ser as áreas mais preocupantes para as economias desenvolvidas", explica a agência. De acordo com Jean-Michel Six, economista-chefe da S&P; para a Europa, "o sector industrial já está em fase de contracção na maior parte dos países europeus, devido ao enfraquecimento da procura dos mercados emergentes e à prudência acrescida dos consumidores", situação que deverá persistir, alertou. "Vemos, de novo, uma subida das taxas de poupança em toda a região, devido às incertezas renovadas sobre os mercados financeiros e aos factores políticos. As famílias estão nervosas quanto à possibilidade de a crise se prolongar por demasiado tempo e que ocorra qualquer coisa dramática", disse ainda Jean-Michel Six.

TROIKA EXIGE AO GOVERNO TAXAS MODERADORAS DA SAÚDE AINDA MAIS ELEVADAS

o ataque do FMI à saúde dos portugueses roça quase o arianismo nazi  

Governo prevê encaixar 199 milhões, mas a ‘troika’ exige que a receita das taxas moderadoras chegue aos 250 milhões no próximo ano. Os aumentos das taxas moderadoras anunciados nos últimos dias podem afinal vir a ser ainda mais gravosos. O Diário Económico sabe que o valor global da receita das taxas moderadoras que o Governo já anunciou, de 199 milhões no próximo ano, não satisfaz as exigências da ‘troika'. Na segunda revisão ao cumprimento do memorando de entendimento, que ocorreu no mês passado, os chefes da missão do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, exigiram ao Governo uma receita adicional em taxas moderadoras de 150 milhões de euros em 2012, apurou o Diário Económico. Com os aumentos já anunciados, o Governo está a prever uma receita adicional de apenas 99 milhões. Isto significa que caso o Governo cumpra à risca as exigências da ‘troika' terá de avançar com taxas mais caras para compensar o desvio de 51 milhões. Mas a factura que os portugueses terão de pagar pelos cuidados de saúde poderá ainda ser agravada em 2013: é que, de acordo com a ‘troika', o Executivo terá de somar à receita arrecadada no próximo ano, mais 50 milhões de euros no ano seguinte.

DEPUTADO DO PS: DEVEMO-NOS "MARIMBAR" PARA OS CREDORES DE PORTUGAL E "TEMOS DE TER CORAGEM DE NÃO PAGAR A DÍVIDA"


deputado reforçou: "vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome"  

Um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do PS defende que Portugal devia ameaçar deixar de pagar a dívida externa. O deputado socialista Pedro Nuno Santos, líder do PS-Aveiro, sustenta que o Governo devia ignorar as exigências dos credores internacionais e dessa forma poupar os portugueses aos sacrifícios a que estão a ser obrigados. “A primeira responsabilidade de um primeiro-ministro é tratar do seu povo. Na situação em nós vivemos, estou-me marimbando para os credores e não tenho qualquer problema enquanto político e deputado de o dizer. Porque em primeiro lugar, antes dos banqueiros alemães ou franceses, estão os portugueses”, disse Pedro Nuno Santos no último fim-de-semana, durante um jantar de Natal socialista de Castelo de Paiva. No mesmo discurso disse estar-se “marimbando” para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que o fez, lembrando que o país tem um trunfo: “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem”. Pedro Nuno Santos defende que estamos numa guerra política e que os líderes europeus devem usar todas as armas do jogo. Em relação à questão da dívida afirmou: “Nós temos primeiros-ministros na Europa que estão mais preocupados em passar uma mensagem aos credores: que nós somos gente responsável; não se preocupem, nós vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome, mas nós vamos tratar de pagar a nossa dívida”. O discurso do deputado durante o jantar: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=42825.

MARROCOS EXPULSA TODOS OS NAVIOS EUROPEUS DAS SUAS ÁGUAS

Portugal é o 2.º país mais prejudicado por esta falta de acordo entre a UE e Marrocos

Marrocos pediu aos barcos que operam no âmbito do acordo de pesca firmado entre o país e a União Europeia (UE) que deixem imediatamente as "águas nacionais", em reação a uma votação dos deputados europeus, que bloquearam nesta quarta-feira a prorrogação de um acordo bilateral vigente. "Nenhuma atividade de pesca da frota europeia será tolerada e todos os barcos operando no âmbito do acordo de pesca entre Marrocos e a UE estão convidados a deixar as águas territoriais nacionais, esta quarta-feira, antes da meia-noite", informou o ministério marroquino de Relações Exteriores, em um comunicado. Os deputados europeus bloquearam nesta quarta-feira a prorrogação deste acordo, pedindo que os interesses da população sarauí sejam levados em conta. "A decisão do Parlamento europeu marca, assim, um desenvolvimento lamentável, com sérias consequências sobre o futuro da cooperação entre o Marrocos e a UE em matéria de pesca", acrescentou o ministério. A chancelaria marroquina destacou que o voto do Parlamento europeu "interpela (...) as autoridades do Reino enquanto à possibilidade de uma reavaliação global de sua associação com a UE". O Marrocos lamentou o voto do Parlamento europeu, destacando que ocorre em um momento em que "se celebram negociações com a UE no âmbito das perspectivas promissoras para ambos em outros aspectos da cooperação, entre eles o comércio de serviços, a mobilidade e a readmissão, bem como a implementação de um 'estatuto avançado' e em particular a perspectiva da instauração de um Tratado de Livre Comércio global".

AIR FRANCE DESPEDE 2.000 FUNCIONÁRIOS

2012 será o ano dos despedimentos em massa na UE, repetindo a história da Alemanha pré.nazi 

A Air France prevê suprimir dois mil postos de trabalho em 2012 através da não substituição de trabalhadores que saiam da empresa, no âmbito do plano de poupanças de 800 milhões de euros em três anos, adianta a imprensa. "Dois mil empregos suprimidos na Air France em 2012. Esta é, segundo várias fontes, a redução de efetivos, hoje prevista pela companhia tricolor, com o congelamento das contratações", noticia o jornal francês "La Tribune" que será publicado hoje, citado pela AFP. "O congelamento das contratações, que desta vez abrange todas as categorias de pessoal, é uma das medidas do plano de poupanças que será apresentado ao conselho de administração a 11 de janeiro", refere o jornal económico. O programa inclui ainda o congelamento de salários e promoções, bem como "uma forte redução dos investimentos, sobretudo informáticos" e menos receções de aviões em 2013, noticia o título. "A frequência dos voos mais deficitários será diminuída", avança o jornal, acrescentando que "para não afetar a rede da companhia, um dos seus melhores ativos, apenas uma ou duas linhas serão fechadas". O jornal afirma também que um segundo plano será apresentado entre maio e junho de 2012 para vigorar no próximo verão. Este plano foca-se "de forma estrutural na atividade de curto e médio curso da Air France, que vai perder este ano quase 600 milhões de euros". Questionada pela AFP, a Air France não quis comentar estas informações. O grupo tinha já lançado um plano, a que chamou 'Challenge 2012, que permitiu poupanças de 595 milhões de euros no exercício de 2010/2011, encerrado no final de março. Em dois anos, a empresa reduziu o pessoal efetivo em dez por cento, disse um porta-voz em setembro.

PEDRO MOTA SOARES AVANÇA COM PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL

se o Estado já quase não pagava o que devia, imagine-se seguradoras a pagarem subsídios...  

O governo de Passos Coelho, pela voz do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, voltou ontem a introduzir a discussão de um tecto máximo nas contribuições e nas pensões, conhecido como plafonamento e que consiste na privatização parcial do sistema público da Previdência. Pedro Mota Soares confirmou a adopção de um novo regime, sem especificar quando entrará em vigor. Apesar de a reforma da Segurança Social carecer ainda de estudos e debates públicos, o ministro deixou algumas pistas: “Só vai abranger as gerações futuras”. “A reforma é dirigida aos mais jovens, aos trabalhadores que ainda não entraram no mercado de trabalho ou àqueles que fazem descontos para a Segurança Social há pouco tempo”, avançou Pedro Mota Soares, à margem do fórum ‘Poupança, Pensões e Reformas, organizado pelo “Correio da Manhã”. A reforma, que promete avançar de forma “moderada e participada”, vai deixar de fora “os trabalhadores que têm carreiras contributivas mais longas”, uma vez que estes “já não têm tempo” para alterar o perfil de contribuições, explicou o ministro. O responsável pela pasta da Segurança Social garantiu que a “liberdade de escolha” será acautelada e terá de “ser expressa”. Em termos práticos, parte das contribuições serão obrigatoriamente mantidas no sistema público, o que garantirá a componente de solidariedade do próprio sistema. A partir de determinado montante cabe aos trabalhadores optar por fazer descontos complementares, sobre a parte remanescente, para um sistema “público, mutualista ou privado”.

TRANSPORTES PERDEM QUASE 3 MILHÕES DE UTENTES POR CAUSA DA CRISE E DOS AUMENTOS

num país com população de 10,5 milhões, 2,7 milhões é uma perda muito significativa  

O desemprego, os aumentos sem paralelo nas tarifas, a contracção no rendimento disponível das famílias por via de aumentos fiscais, dos preços ou pela redução dos salários actualmente em curso... As razões são mais que muitas e as empresas de transporte começam a sentir o seu impacto: desde Agosto, mês em que entraram em vigor os aumentos médios de 15% nas tarifas, as empresas de transportes começaram a sofrer uma quebra de 5% a 6% na procura mensal – cerca de menos 2,7 milhões de passageiros por mês –, segundo dados até Outubro recolhidos pelo i junto da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop) e de algumas empresas públicas de transporte. Só a transportadora rodoviária de Lisboa, a Carris, está a registar quase menos um milhão de passageiros por mês desde os aumentos de 15%. A Carris transporta por ano cerca de 240 milhões de passageiros, e a tendência de quebra manteve-se em Novembro, segundo dados preliminares da empresa. Cenário idêntico vive-se na Sociedade Colectiva de Transportes do Porto (STCP) e, neste caso, o impacto do aumento de 15% das tarifas é evidente. A procura pela rede de comboios urbanos nos meses em análise recuou 3,2% face ao período homólogo, enquanto a oferta do Metro de Lisboa registou uma quebra homóloga de 1,8%, transportando 42 milhões de passageiros entre Julho e Setembro deste ano. A actualização tarifária em 15% decretada pelo governo em Agosto também mexeu com algumas empresas privadas, já que alguns títulos que subiram de preço são passes combinados para privadas e públicas. As empresas representadas pela Antrop, segundo a associação, transportam anualmente cerca de 400 milhões de passageiros. Caso a quebra registada entre Agosto e Outubro se mantenha constante, tal implica que num ano estas empresas vão perder 20 milhões de passageiros. Já na Carris, o impacto anual pode chegar a uma redução na procura equivalente a menos 12 milhões de passageiros.

MANUEL ALEGRE LIDERA MOVIMENTO CONTRA O FIM DE FERIADOS HISTÓRICOS

em nome da austeridade e do federalismo, a UE está a apagar a história dos países europeus   

Movimento cívico socialista já reuniu 500 apoiantes. Manuel Alegre, José Magalhães, José Lamego e António Arnaut são alguns dos nomes que contestam decisão de cortar feriados históricos. O candidato a Presidente da República Manuel Alegre manifestou-se «completamente» contra a supressão ou alteração de datas de comemoração dos feriados históricos e dos religiosos com maior significado civilizacional. Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre demarcou-se do ante-projecto apresentado pelas deputadas independentes do PS (do Movimento Humanismo e Democracia), Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro, no sentido de suprimir dois feriados religiosos e dois feriados histórico-políticos. «Independentemente da boa intenção dos proponentes dessa ideia, há feriados que, por aquilo que representam na História de Portugal, não podem ser suprimidos nem comemorados à segunda-feira, a menos que haja coincidência de data», sustentou. Para Manuel Alegre, «assim como o Natal se comemora a 25 de Dezembro, o 10 de Junho tem de ser comemorado a 10 de Junho, o 1º de Dezembro a 1 de Dezembro, o 25 de Abril a 25 de Abril, o 1º de Maio a 1 de Maio e o 5 de Outubro a 5 de Outubro». «Sou completamente contra que se suprima a comemoração de alguns destes feriados, porque correspondem a factos que moldaram a nossa História e a nossa identidade», frisou Manuel Alegre. Manuel Alegre deixou ainda uma advertência às forças políticas que admitem suprimir ou alterar as datas de comemoração dos feriados: «Penso que esta minha opinião corresponde ao sentimento profundo do povo português.»

PASSOS COELHO INSULTADO POR POPULARES NA INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE ARTE MODERNA DE MATOSINHOS

quando os Primeiros-ministros são vaiados em público, ficam pouco tempo no poder

Foi em Matosinhos que Pedro Passos Coelho teve, esta quarta-feira, a sua primeira “chuva” de apupos e insultos enquanto primeiro-ministro. À chegada ao novo Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, que inaugurou, houve manifestações de descontentamento de alguns populares, mas também outras de apoio. Na partida das viaturas oficiais houve mesmo necessidade da intervenção policial para acalmar os ânimos mais exaltados. Na cerimónia, o primeiro-ministro defendeu que “cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia” de que o país nunca recupera. E rejeitou que, em tempos de crise, a arte e a cultura devam ser subordinadas a outras prioridades. Durante a sua intervenção, após ter visitado o novo espaço cultural, o primeiro-ministro defendeu que “hoje o desafio crucial para os portugueses é saber aproveitar todas as capacidades de cada pessoa”, condenando o facto de “durante demasiado tempo” Portugal ter reservado “um olhar desaprovador para a irreverência das novas gerações”. “Este não é o Portugal em que eu acredito. (…) O capital humano não é senão a capacidade de inventar um futuro novo, de multiplicar possibilidades e abrir horizontes. Cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia de que nunca recuperaremos. Isto vale para as artes como para a economia”, defendeu.

GOVERNO ALARGA PRAZO PARA DOIS ANOS PARA EVITAR NACIONALIZAÇÕES DA BANCA

 bancarrota e a nacionalização são já inevitáveis face ao desinvestimento generalizado da economia

Gaspar acabou de anunciar que vai alargar em dois anos o prazo para que os bancos ajudados pelo Estado evitem a nacionalização. Poucas semanas depois de ter aprovado em Conselho de Ministros a proposta de lei de recapitalização da banca que define que se o Estado não recuperar o montante injectado nos bancos que recorrerem à linha de capitalização pública, de 12 mil milhões de euros, no prazo de três anos, o Estado poderá nacionalizar estas instituições, o ministro das Finanças anunciou esta manhã que o Governo decidiu alargar este prazo para cinco anos. Esta era uma das reivindicações da banca para "melhorar" a lei de recapitalização da banca. "O Governo desde já demonstra abertura para alargar a duração da primeira fase a cinco anos, conforme exposto pelo Banco de Portugal e Associação Portuguesa de Bancos", disse Vítor Gaspar no Parlamento, acrescentando que o Executivo tem abertura para "melhoramentos" na proposta de lei, que a tornem mais eficaz e eficiente. O ministro das Finanças garantiu ainda que a remuneração do Estado com o capital injectado nos bancos será sempre superior à paga pelo empréstimo internacional. "Esta [remuneração do Estado] será sempre superior à aplicada a Portugal" no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira, assegurou Vítor Gaspar, no Parlamento.

GANG SEQUESTRA DIRECTOR DA RTP

serão estes já os prenúncios de uma revolta popular contra a austeridade neo-nazi?

Depois do sequestro do vice.presidente da Caixa Geral de Depósitos, este será o segundo alvo do gang. Depois do 1.º sequestro, o site da CGD foi atacado por hackers. Desta vez o gang, que será o mesmo, sequestraou o director da RTP Fernando Alexandre que foi obrigado a fazer três levantamentos no Multibanco. Também ficou sem carro, mas a PSP recuperou-o posteriormente. Será de esperar um novo ataque de hackers à RTP?