TEIXEIRA DUARTE "MUDA-SE" PARA A AMÉRICA DO SUL

depois das ajudas europeias que receberam, as grandes empresas lusas escapam-se para outros mercados

O consórcio liderado pela Teixeira Duarte celebrou um contrato para construir o prolongamento da Avenida Boyacá, na Venezuela. 1,2 Mil milhões de dólares (920 milhões de euros) é o valor do contrato. A Teixeira Duarte celebrou, no dia 23 de Dezembro, “um contrato de empreitada com o “Ministerio del Poder Popular para Transporte Terrestre”, da República Bolivariana da Venezuela, tendo por objecto a construção do Túnel Baralt, do Nó de Ligação Macayapa e do Viaduto Tacagua, integrados na empreitada para prolongamento da Avenida Boyacá até ao Nó de Ligação em Macayapa, permitindo assim a ligação desta avenida à auto-estrada que liga Caracas a La Guaira, na Venezuela”, revela a empresa em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “O montante do referido contrato, sem impostos, é de 4.998.949.070,41 Bolívares Fuertes, correspondendo a cerca de 1,2 mil milhões de Dólares, sendo o prazo previsto para execução da obra de 42 meses”, adianta a mesma fonte.

DESEMPREGADOS VÃO TER DE ACEITAR SALÁRIOS MAIS BAIXOS

um "novo mundo" social, completamente diferente em 2012 do de 2011

A redução dos valores do subsídio para todos os que ficarem desempregados depois da entrada em vigor da lei é, na prática, uma alteração indirecta ao conceito de "emprego conveniente". A redução do valor do subsídio de desemprego vai obrigar os futuros desempregados a aceitar salários mais baixos. Este é um dos efeitos indirectos do novo valor máximo de 1.048 euros (em vez de 1.258 euros), bem como da norma que prevê a redução do valor da prestação em 10% a partir dos primeiros seis meses. "Ou prescindem do subsídio de Natal e aceitam um corte adicional de 20% nos salários do próximo ano, ou o negócio fecha portas dentro de seis meses". Foi nestes termos que a administração de uma empresa da região de Lisboa e Vale do Tejo se dirigiu, no início de Dezembro, aos seus cerca de cem trabalhadores. Governo legisla à boleia da troika. Os credores internacionais avisam que, sem reformas estruturais, o País não cresce.Governo legisla à boleia da troika. Os credores internacionais avisam que, sem reformas estruturais, o País não cresce.

GOVERNO OBRIGA PORTUGUESES A TRABALHAREM MAIS 23 DIAS EM 2012

escravatura: depois de perdermos subsídios, segurança social e saúde, perdemos também o tempo para a família

Cortes nas férias, feriados a menos e horas de trabalho a mais vão penalizar trabalhadores. É o tema da reunião de hoje da concertação social. O "Público" escreve que os trabalhadores vão dar às empresas mais 23 dias de trabalho por ano, caso se aprovem as medidas propostas pelo Governo, a apreciar hoje em reunião do Conselho Permanente da Concertação Social. A reunião está marcada para as 15.00 e pretende-se um "compromisso para o crescimento, competitividade e emprego". Mas apenas o lado patronal parece satisfeito. A CGTP mostra o seu descontentamento com o agravamento dos dias de trabalho e também a UGT não volta atrás, garantindo que não dará acordo a um plano que aumenta o horário de trabalho em meia hora diária.

ESTADO NUNCA MAIS VAI FAZER DESPESAS SEM RECEITAS

voltámos às políticas comezinhas salazaristas

Vítor Gaspar acredita ter encontrado a solução para pôr mão no descontrolo orçamental do Estado: proibir compromissos quando não houver receitas próprias para os pagar. Medida pode ser inaplicável nas autarquias e Saúde O sector público português "nunca mais" vai poder gastar sem ter em caixa receitas suficientes para dar resposta aos compromissos assumidos. A garantia foi dada ontem no Parlamento por Vítor Gaspar, ao anunciar que ainda este ano levará aos deputados uma proposta de lei para "condicionar a capacidade de assumir novos compromissos à disponibilidade de fundos".

CAVACO SILVA DEVIA DEMITIR-SE POR NÃO FAZER CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO E ESTAR CONTRA O POVO PORTUGUÊS

militares deviam avançar para Belém e depôr o Presidente que permite a grave violação da Constituição todos os dias

O Presidente da República reconhece que está «muito preocupado» com a coesão social e diz estar a fazer tudo para limitar as consequências sociais da crise, insistindo que o diálogo entre PSD e PS «é muito importante». No entanto, estas palavras, não passam disso mesmo. Cavaco Silva é o órgão político responsável por fazer cumprir os direitos fundamentais do povo português e da sua Constituição. Não o está a fazer permitindo que o Estado Portuges esteja a ser delapidado, desmantelado e destruído em todas as suas frentes, pelas sociedades secretas infiltradas nos governos a que presidiu, primeiro o de Sócrates da Maçonaria, agora o de Passos Coelho dos Bilderberg de Balsemão.

Cavaco insiste que deve ser encontrada uma «certa igualdade e um equilíbrio na repartição dos encargos da crise», Cavaco Silva fala ao longo da entrevista das «medidas duras de austeridade» que o Governo «pretende realmente implementar» e sublinha a «grande responsabilidade patriótica» que os portugueses têm demonstrado. "Queremos mostrar que fazemos o que devemos fazer. Claro que as pessoas não estão satisfeitas. Mas é o momento para reparar os nossos erros", defende Cavaco Silva, contestando as previsões negativas de que Portugal não conseguirá vencer a crise. Cavaco Silva, que vinca na entrevista o "poder da palavra" de que dispõe, lembrando que todas as quintas-feiras tem "um longo encontro" com o primeiro-ministro e que por essa via pode exercer influência e "comentar as medidas ainda numa fase precoce", renova também os apelos ao diálogo entre PSD e PS. "Nas condições actuais tento fazer tudo para limitar as consequências sociais da crise. O diálogo entre o PSD e o PS é muito importante", defende, recordando que os socialistas não votaram contra o Orçamento do Estado para 2012 e que isso é "muito positivo". Contudo, acrescenta, o diálogo com o PS "continua a ser muito necessário". Além disso, refere ainda Cavaco Silva, é igualmente "essencial" a concertação tripartida do Governo com os sindicatos e o patronato.

ESCUTAS ILEGAIS NA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS LEMBRA OS VELHOS TEMPOS DA PIDE

escutas dentro das próprias empresas? até onde vão chegar a extrema-direita e as sociedades secretas?

Relatório da Caixa Geral de Depósitos aponta para "gravações de conversas a pessoas não gratas" à direcção do Gabinete de Protecção e Segurança. O "Correio da Manhã" escreve que gravações de conversas e "escutas telefónicas internas a pessoas não gratas à direcção ou a certos elementos" do Gabinete de Protecção e Segurança (GPS) da Caixa Geral de Depósitos, são referidas num relatório interno, a que o jornal teve acesso, onde se afirma que existe suspeição quanto a uma compra de microgravadores, que são "accionáveis por voz e cuja necessidade de aquisição parece estranha". "Vários empregados" da CGD disseram que servem para escutas ilegais. As suspeitas, são levantadas "por vários funcionários do GPS", num relatório explosivo que foi mantido secreto nos últimos 14 anos. Três dos actuais responsáveis do banco receberam o documento em 1997 e nunca deram conhecimento dos factos à Polícia Judiciária e ao Ministério Público.

FMI INSISTE NOS DESPEDIMENTOS FACILITADOS NAS EMPRESAS

copiada da Alemanha pré-nazi, esta medida visa, como muitas outras empobrecer a classe média ainda mais

Despedimentos por inadaptação mantêm-se na segunda avaliação do FMI a Portugal. Empresas também vão poder despedir mesmo quando há postos de trabalho compatíveis. O "Diário Económico" escreve que o Governo já tinha demonstrado aos parceiros sociais a vontade de deixar cair uma das propostas da troika, que iria permitir estender a todos os trabalhadores a possibilidade de despedimento por inadaptação quando há objectivos acordados e não cumpridos, por culpa do trabalhador. No entanto, este ponto mantém-se na segunda avaliação do memorando de entendimento. Entre as mudanças previstas, está a possibilidade do trabalhador poder ser despedido por inadaptação mesmo que não tenham sido introduzidas tecnologias ou alterações no posto de trabalho. No caso do despedimento por extinção do posto de trabalho, a empresa deixa de estar obrigada a tentar transferir o trabalhador para um posto compatível.

GOVERNO PODE ESTAR A PREPARAR A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE

depois da privatização da SS, a da Saúde deixaria os portugueses sem quaisquer serviços sociais

O Governo de Passos Coelho pode estar a tentar apagar os registos públicos da corrupção na Segurança Social e na Saúde. Ao privatizar estes serviços sociais basilares de uma sociedade, o Governo destruirá a maioria das provas escritas e físicas da corrupção governamental do Estado português das últimas décadas. É um verdadeiro branquear da história. A ex-ministra da Saúde Ana Jorge disse na noite de terça-feira que teme que o sector venha a ser privatizado pelo actual Governo, ao ter de poupar mil milhões de euros na área em 2012. "Suspeito que seja uma questão ideológica e não uma orientação da 'troika', porque vamos reduzir o acesso público à saúde e aumentar em alternativa o sector privado e lucrativo", afirmou Ana Jorge à Lusa. "Preocupa-me esta poupança porque vai significar uma redução na prestação dos cuidados", acrescentou a responsável da Saúde do anterior governo de José Sócrates. Ana Jorge falava à margem da Assembleia Municipal da Lourinhã, à qual preside. O Governo terá de poupar quase o dobro nos custos com o sector da saúde que o estipulado na primeira revisão do memorando de entendimento com a 'troika', passando assim de 550 para mil milhões de euros. De acordo com a segunda revisão do memorando de entendimento do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), o Governo fica agora obrigado a originar poupanças no sector da saúde em 2012 de mil milhões de euros.

GOVERNO DEMISSIONÁRIO DE PASSOS COELHO FAZ AUSTERIDADE À BRUTA ANTES DE SAIR

Sócrates, Troika e Passos Coelho arrasaram o Estado Social e Económico em Portugal em apenas 3 anos...

O objectivo é traçado até 2014. Meta de redução de pessoal na função pública duplicou entre Setembro e Dezembro. O Governo comprometeu-se a duplicar o ritmo de redução do número de funcionários públicos entre 2012 e 2014. Só na Administração Central, a redução prevista será de 30 mil empregos, contra os 15 mil enunciados há três meses. Nas câmaras e nas regiões autónomas, a redução será de 7600 empregos. No documento da segunda revisão ao programa de ajustamento económico e financeiro acordado com a troika, o Governo afirma que irá limitar as admissões na administração pública de modo a alcançar reduções anuais de 2%. Em Setembro, a meta era de apenas 1% ao ano. As aposentações serão uma forma de redução do pessoal, mas não a única. Além disso, a Troika exige ao Governo mais mobilidade geográfica na Função Pública escreve hoje o Jornal de Negócios. Serviços de Saúde, Segurança Social e Emprego são os principais alvos da medida. Memorando confirma revisão dos escalões salariais e aumenta a pressão sobre a redução do número de funcionários O Governo vai reforçar os mecanismos de mobilidade, "nomeadamente mobilidade geográfica", até ao final do segundo trimestre do próximo ano, prevê a nova versão do memorando da troika, avança hoje o Jornal de Negócios. Esta "optimização" da gestão de recursos humanos será particularmente dirigida a áreas como a Saúde, a Segurança Social ou o Emprego.

TAXAS MODERADORAS PASSAM PARA MAIS DO DOBRO E SERVIÇOS DE ENFERMAGEM PASSAM A SER PAGOS

a enfermagem passa a ser paga e os portugueses afastar-se-ão assim dos cuidados básicos de saúde

As taxas moderadoras das urgências hospitalares vão passar a custar a cada utente entre 15 e 20 euros e as dos centros de saúde aumentam de 3,80 euros para 10 euros, segundo uma portaria a ser hoje publicada. De acordo com a portaria, que entra em vigor a partir de 1 de Janeiro, acrescem a estes valores as taxas moderadoras por cada meio complementar de diagnóstico e terapêutica (MCDT) efetuado no âmbito da urgência, podendo o total chegar aos 50 euros, mas nunca ultrapassá-lo. Assim, o documento estipula para o serviço de urgência polivalente um aumento de 9,60 para 20 euros de taxa moderadora. A urgência básica e a urgência médico-cirurgica, que custavam 8,60 euros, passam a custar 15 euros e 17,5 euros, respetivamente. A portaria das taxas moderadoras fixa ainda para o Serviço de Atendimento Permanente ou Prolongado (SAP) um valor de 10 euros, o que representa um acréscimo de 6,20. No âmbito das consultas, as de medicina geral e familiar, ou outra médica que não a de especialidade, os valores passam de 2,25 euros para 5 euros.

ALUNOS DESMAIAM NAS ESCOLAS POR FALTA DE ALIMENTO NA GRÉCIA

a fome volta à Europa; talvez esse seja um dos planos dos neo-nazis europeus para acabarem com a esquerda...

Os professores na Grécia estão preocupados com os vários casos que se têm registado nos últimos meses de alunos que desmaiam nas escolas por fome e desnutrição e já alertaram as autoridades para o caso. O primeiro ocorreu há cerca de um ano e a ele seguiram-se mais denúncias de professores, que garantem que alunos seus estão na escola até às 16h sem comer nada o dia inteiro. Os meios de comunicação deram conta do caso, mas as notícias foram catalogadas de exageros jornalísticos até que, há cerca de duas semanas, um rapaz de 13 anos desmaiou num colégio da Heraklión, a capital da ilha de Creta. Quando a directora avisou a mãe, que trabalha a tempo parcial numa empresa municipal e tem quatro filhos, ela disse que a sua família não comia nada há dois dias. O assunto transformou-se em debate nacional e a imagem da comida a ser dividida nas escolas despertou, entre os mais velhos, o pesado inverno de 1941-42 quando, depois da ocupação nazi, mais de 300 mil pessoas morreram de fome. Entretanto, a direcção escolar de Atenas assegurou que, desde que começou o ano lectivo, várias escolas básicas prepararam cerca de 5.500 refeições por dia e destacou que 67 dessas refeições são para alunos em condições de necessidade extrema. A semana passada, o semanário pro-governamental 'To Vima', citava fontes do Ministério da Educação Nacional a afirmarem que está a ser preparado um programa de distribuição de senhas no valor de dois ou três euros para os alunos de escolas de regiões com alta percentagem de pobreza.

PAULO RANGEL REFORÇA A EMIGRAÇÃO COMO SOLUÇÃO POLÍTICA E ECONÓMICA PARA PORTUGAL

para além de propor que os portugueses saiam de Portugal, ainda querem "gerir" o processo?

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel sugeriu na terça-feira a criação de uma agência nacional para ajudar os portugueses que queiram emigrar, considerando que essa pode ser uma "segunda solução" para quem não encontra trabalho em Portugal. Segundo Paulo Rangel, a emigração pode ser, não "uma primeira solução", mas "uma segunda solução" para "pessoas que têm condições para isso, que ainda não têm a sua vida montada, que são mais jovens, mais ligados à aventura", porque "pode ser uma forma de as pessoas terem rendimento, de terem uma experiência, de terem uma ligação ao País feita de outra maneira, de servirem também o País". Isto não se aplica a "profissionais que já estão na casa dos 40 anos, que já têm as suas famílias formadas, que têm filhos em idade escolar", ressalvou, insistindo que não se deve "diabolizar a emigração, especialmente de quadros qualificados, como uma saída provisória, como uma má saída, mas uma saída para a crise". O que Paulo Rangel não disse é que a emigração de jovens e de pessoas qualificadas como os professores representa uma oportunidade, para mandar para fora do país os principais opositores a regimes totalitários de extrema-direita, como po que a Troika e a Alemanha pretendem que Passos Coelho instale em Portugal e no seio da União Europeia. Para além disso, o facto de ser o Estado a "gerir" o processo de emigração, permite controlar melhor o paradeiro dos emigrantes e dos seus rendimentos, para assim lhes aplicar os impostos devidos nacionais... Uma vergonha estes políticos...

CP ADIA PAGAMENTO DE SALÁRIOS DEVIDO À CRISE

CP à beira da falência? Como é possível os gestores terem deixado que isto acontecesse de um dia para o outro?

A CP não vai pagar o salário de Dezembro aos seus trabalhadores no dia em que é habitual. E espera conseguir fazê-lo "no último dia útil do mês de Dezembro". “Face a gravidade da situação financeira da empresa e das insuficiências momentâneas de tesouraria, bem como a inadiável necessidade de satisfação das suas obrigações vencidas perante o Fisco, a Segurança Social e os Fornecedores, o Conselho de Administração vem informar todos os seus Colaboradores da impossibilidade de proceder ao pagamento dos vencimentos, no dia 23 de Dezembro, conforme tem sido prática em anos recentes”, revela um comunicado enviado pela empresa aos trabalhadores a que o Negócios teve acesso. “Esperamos contudo fazer esse pagamento no último dia útil do mês de Dezembro, aliás, como é habitual em todos os restantes meses”, adianta a mesma fonte. A CP já tinha alertado para a possibilidade de não pagar salários, caso os trabalhadores avançassem com as greves, uma vez que estas estavam a “afectar de forma grave as receitas da empresa”, de acordo com declarações da administração da empresa feitas no início de Dezembro. E estão já marcadas novas greves para Dezembro e Janeiro. Os maquinistas da CP vão parar dias 23, 24 e 25 de Dezembro e a 1 de Janeiro e vão ainda fazer greve às horas extraordinárias até ao final deste mês.

UE "À RASCA" PEDE 31 MILHÕES À INGLATERRA

este pedido de 31 milhões é visto por muitos como uma provocação, um convite à saída da Inglaterra da UE 

Os ministros da União Europeia vão hoje pedir à Grã-Bretanha uma contribuição de 30,9 mil milhões de euros para um pacote do Fundo Monetário Internacional (FMI) que visa o resgate da moeda única, revela hoje o jornal inglês Daily Telegraph. O pedido será realizado esta segunda-feira quando os ministros das Finanças da União Europeia discutirem, em conferência telefónica, o fundo de 200 mil milhões de euros para eventuais novos resgates a países europeus em dificuldades, disse uma fonte europeia não identificada ao Daily Telegraph. Se a Grã-Bretanha aceitar tornar-se-á no segundo maior contribuinte para aquele fundo, a par de França e depois da Alemanha. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, que vetou o projecto de alteração do tratado europeu, prometeu, porém, que não contribuiria de forma directa para esse fundo. "Não acordámos um aumento dos recursos bilaterais na semana passada", disse sexta-feira um porta-voz de David Cameron, salientando que a Grã-Bretanha "deixou muito claro nesse encontro que não contribuiria para esse fundo de 200 mil milhões de euros". A Grã-Bretanha é já responsável por 14,3 mil milhões de euros em empréstimos e garantias à Grécia, Irlanda e Portugal.

Depois da Cimeira do Euro e da troca pouco amistosa de palavras entre Sarkozy e Cameron, agora o governador do banco central francês lançou mais farpas à Inglaterra. O rating da dívida dos dois países – e as ameaças que as agências têm feito ao rating máximo da França - é outra questão que já motivou algumas trocas de acusações. A França lamenta que a avaliação do rating britânico não tenha sequer sido ameaçada, isto apesar do elevado défice orçamental e dívida pública, da subida da inflação e do abrandamento da economia do Reino Unido. Ontem, foi a vez do governador do banco central francês, Christian Noyer, entrar nesta guerra de palavras e criticar as agências de rating. Noyer disse que, tendo em conta os fundamentais das duas economias, o rating do Reino Unido é que deveria ser cortado. Mais uma vez, do lado britânico a resposta não se fez esperar. Membros do governo afirmaram que os mercados financeiros têm confiança nas medidas que têm sido tomadas pelo governo de Cameron para reduzir o défice orçamental.

THE ECONOMIST: PORTUGAL TERÁ 831.000 DESEMPREGADOS EM 2013

só os políticos é que parecem cegos perante os resultados das suas próprias políticas

A unidade da “The Economist” aponta para que a taxa de desemprego suba para 13,9% no próximo ano e atinja o pico máximo de 14,9%. Quando terminar o programa de ajustamento acordado com a ‘troika', Portugal terá 831 mil desempregados. A previsão é da The Economist Intelligence Unit (EIU) que aponta para que o pico máximo do desemprego seja em 2013, altura em que o número de pessoas sem trabalho irá representar 14,9% da população activa. Em apenas dois anos de ajustamento orçamental - 2011 e 2012 - a economia portuguesa vai somar mais 173 mil desempregados do que em 2010, ano em que ainda estava a recuperar da crise do ‘subprime', mas ainda não tinha pedido ajuda externa. De acordo com a EIU, que fornece as previsões para a revista britânica "The Economist", a taxa de desemprego subirá no próximo ano para 13,9% da população activa. Ou seja, terminado o ano de 2012, o país terá mais de 775 mil pessoas sem trabalho. Mais: o desemprego continuará a aumentar no ano seguinte, até atingir os 14,9%, o que equivale a mais de 831 mil desempregados. A destruição massiva de postos de trabalho será o resultado de três anos consecutivos de recessão. É que, de acordo com a EIU, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional irá encolher 4,1% em 2012 e 2,1% em 2013, depois de uma quebra de 1,4% este ano.

BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS QUER GOVERNANTES CORRUPTOS DA ÚLTIMA DÉCADA JULGADOS POR CRIME ECONÓMICO

criminalizar os políticos corruptos poderá ser o caminho afirma o bastonário

O Bastonário da Ordem dos Médicos defendeu que há alternativas ao aumento das taxas moderadoras e quer que governantes da última década sejam julgados por crime económico. Perante uma plateia de 500 médicos recém-formados, este domingo no Porto, José Manuel Silva optou por um tom crítico às políticas de saúde em Portugal, defendendo que o aumento das taxas moderadoras não é o caminho a seguir. «Não é admissível aumentar os impostos sempre aos mesmos. Para isso não precisamos do ministro das Finanças, basta um contabilista. É necessário que a economia paralela pague impostos. Só isso seria suficiente para equilibra o Orçamento do Estado», defendeu. «Se o ministro da Finanças não sabe como fazê-lo, que dê lugar a quem saiba, porque não é difícil taxar a economia paralela», completou. No discurso, o bastonário da Ordem dos Médicos recuou ao tempo de Salazar para falar de um futuro incerto para os recém-formados. José Manuel Silva lembrou as «críticas que eram feitas ao anterior regime, que não dava condições de vida aos seus cidadãos» e que os obrigava a sair do país, para alertar que em 2012 os jovens médicos podem ser confrontados com uma nova realidade, «um excesso de candidatos para o número de vagas de especialidade». A reportagem em: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2194142.

GRUPO DE CIDADÃOS LANÇA MOVIMENTO PARA AUDITAR DÍVIDA PORTUGUESA

para o movimrento, AUSTERIDADE não passa de uma máscara, de uma fachada para uma agenda económica escondida

Um grupo de cidadãos independentes e de pessoas ligadas ao Partido Socialista, Partido Comunista Português e Bloco de Esquerda querem promover uma auditoria à dívida pública portuguesa. Os princípios orientadores desta acção foram definidos no sábado, num encontro inédito que reuniu mais de 600 pessoas em Lisboa. Entre os elementos eleitos para a direcção desta iniciativa estão nomes como Octávio Teixeira, Manuel Carvalho da Silva, José Castro Caldas, José Paupério Fernandes, Boaventura Sousa Santos, Nuno Teotónio Pereira, Ana Benavente e Adelino Gomes, numa lista de 44 pessoas. Na base deste movimento cívico estão as várias questões sobre as razões que levaram ao endividamento de Portugal e que acabaram por originar um pedido de auxílio ao Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia. Pretendem os seus promotores determinar a origem e os valores da dívida. Saber se existe parte da dívida que é ilegítima e não deve ser paga por todos os contribuintes. “A propaganda de matriz neoliberal promove a ideia de que a dívida pública portuguesa se ficou a dever sobretudo aos gastos com as funções sociais do Estado”, lê-se no documento saído do encontro. “No entanto, há contratos públicos pouco escrutinados, de que resulta, a prazo, maior endividamento público. É o caso de diversas Parcerias Público-Privadas (PPP), que, como indiciam relatórios do próprio Tribunal de Contas, se têm vindo a revelar gravosas para o Estado.”

O movimento descreve a auditoria que pretende fazer como externa, porque a comissão não é estatal, e independente, porque garante um muito maior grau de transparência e de prestação de contas aos cidadãos. “No entanto, não significa que ela prescinda da colaboração com instituições públicas específicas, como o Tribunal de Contas, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público ou o Banco de Portugal”, acrescenta. “Pelo contrário: essa colaboração deve existir e deve ser estreita, já que estas instituições possuem dados e competências essenciais para levar a cabo o trabalho de auditoria. É preciso obtê-los e exigi-los.” O movimento acusa também as autoridades nacionais de não estarem a encarar o problema da dívida na óptica dos interesses da população portuguesa. E que esse foi o motivo principal de se unirem, para promoverem um processo de auditoria cidadã à dívida pública nacional. “A auditoria deve avaliar a complexidade do problema da dívida, calcular a sua dimensão, determinar as partes da dívida que são ilegais, ilegítimas, ou insustentáveis, e exigir a sua reestruturação e redução para níveis social e economicamente sustentáveis”, exigiram os participantes no encontro de sábado. “Este trabalho pode levar à conclusão de que há parcelas da dívida que devem ser repudiadas.”

Para o movimento, a austeridade, ou a estratégia de “desvalorização interna”, com que o governo promete resolver de um só golpe os problemas do défice das contas públicas e das transacções com o exterior, é uma falácia. O aumento do desemprego, induzido pela recessão, combinado com a retracção da protecção social aos desempregados, são os mecanismos que acabam por forçar a redução dos salários e retrair ainda mais a economia, pela diminuição da procura agregada. Ao contrário de recuperar as contas, a economia tenderá, segundo os subscritores, a entrar numa espécie de armadilha, quanto mais se paga a dívida, mais se deve. Mais. No encontro foi salientado que esta estratégia ignora o risco de uma permanente derrapagem das contas públicas resultante da retracção da receita fiscal criada pela recessão. Sendo que também é “socialmente brutal e economicamente fútil”. E que no final da intervenção da troika, Portugal terá uma dívida pública maior e estará mais pobre.

COMENTADOR DA SIC NOTÍCIAS COMENTOU COMENTÁRIO DE PASSOS COELHO SUGERINDO QUE PORTUGAL TEM GENTE A MAIS...

o comentarista comparou Portugal a uma empresa e disse que a empresa tinha gente a mais... 

O comentador da SIC Notícias - Vítor Andrade - do Jornal Expresso, comentava esta manhã no Jornal de Economia as declarações infelizes de Passos Coelho, reforçando que na última semana alguns políticos fizeram várias afirmações "infelizes" que não favorecem nada a imagem de Portugal perante a crise. O comentador afirmou ainda que sugerir que mão-de-obra qualificada emigre "já diz muito sobre as elites políticas deste país". Mas este comentador fez uma declaração ainda mais infeliz quando comentava o comentário de Passos Coelho. "Vamos comparar Portugal a uma empresa" e logo de seguida conclui "Portugal é uma empresa mal gerida... com gente a mais...". Ou seja por teorema, se comparou Portugal a uma empresa e diz que a empresa tem gente a mais, Portugal tem gente a mais e por isso deve emigrar? Vejamos o que diz no início do minuto 1:08: http://sicnoticias.sapo.pt/programas/edicaodamanha/article1066364.ece.

SEM CLIENTES DEVIDO À CRISE A MAIORIA DOS CASINOS EM PORTUGAL AMEAÇAM FECHAR

casinos, antros de vício do dinheiro, estão a fechar, uma boa notícia desta crise... 

Os casinos mantêm os clientes, mas estes apostam menos. As receitas desceram e as perspectivas são para piorar devido "à crise" e à "concorrência ilegal", acusam estes estabelecimentos. Artur Mateus, da Associação Portuguesa de Casinos (APC), revelou que a crise nestes estabelecimentos começou a acentuar-se em 2009, quando "as receitas brutas dos jogos caíram 10,3% face ao ano anterior (de 387,7 para 347,7 milhões de euros". Tratou-se de "um decréscimo sem precedentes na história do sector, que se verificou apesar da abertura do Casino de Chaves em 2008, e do consequente aumento, de nove para 10, do total de casinos em exploração", disse. Também o ano de 2010, com 344,5 milhões de euros, caracterizou-se por "um agravamento deste decréscimo de receitas, que se agudizou em 2011". Já este ano, o decréscimo em Janeiro situava-se em 3,29%, face ao período homólogo de 2010, com um agravamento progressivo que, em Setembro, se cifrava em 4,77%. Para Artur Mateus, esta situação deve-se "não só à crise generalizada que afecta toda a economia, como também a factores específicos", como a "concorrência ilegal, e nunca combatida pelo Estado, dos casinos online, responsáveis por uma significativa alteração dos hábitos de aposta dos portugueses e pelo consequente desvio de receitas de uma actividade legal e altamente tributada - a dos casinos legais - para o jogo na Internet, não sujeito a qualquer tributação em Portugal".

LOUÇÃ ATACA GOVERNO ACUSANDO-O DE LANÇAR "ROTEIRO DE TERROR ECONÓMICO"

para o PS Passos Coelho está apaixonado pela austeridade; para o BE ele está é "viciado"

O líder do BE fez na sexta-feira passada um violento ataque a política de Passos Coelho, acusando-o de estar a por em causa o crescimento económico do país. Francisco Louçã acusou Passos de aplicar 'um roteiro de terror' sobre a economia, prejudicando o Serviço Nacional de Sáude e o emprego e apelidou de 'fanatismo' a intenção do chefe do Executivo de introduzir em Portugal o limite ao défice estrutural. Uma intenção que deriva de uma imposição saída do tratado firmado no último Conselho Europeu. O líder do Bloco de Esquerda quis saber se Passos Coelho pretende impor esse limite á custa do emprego e do Serviço Nacional de Saúde e Passos negou que a introdução da regra de ouro - matéria que acabou por dominar grande parte do debate desta manhã - 'não sacrifica' o SNS, nem implica que se 'acaba com não sei quantos empregos, nem com sei quantos hospitais'. Passos voltou a frisar que só poderá 'haver crescimento económico com responsabilidade e disciplina' e sustentou que é convicção sua e dos seus parceiros europeus que o equilíbrio orçamental é uma necessidade e uma regra que tem que estar bem definida. 'Os nossos orçamentos devem ser equilibrados', disse, poucos antes de Heloísa Apolónia, do PEV, ter avisado o primeiro-ministro que as pessoas 'não aguentam mais austeridade' e depois de António José Seguro, líder do PS, ter acusado o Governo de ter como única receita a austeridade. Francisco Louçã ainda acusou Passos Coelho, indirectamente, de estar a fazer uma 'nacionalização chinesa, brasileira ou alemã, na EDP e desafiou o primeiro-ministro a explicar porque razão visitou recentemente a EON, uma das empresas que estará a concorrer a compra do capital da eléctrica portuguesa. Passos ainda não respondeu porque a bancada do Governo esgotou o sem tempo nas respostas ao Bloco de Esquerda.

PS ACUSA PASSOS COELHO DE ARRASAR A SEGURANÇA SOCIAL E DE FAVORECER O LOBBY DAS SEGURADORAS

José Seguro acusou o PSD de favorecer o lobby das seguradoras ao privatizar a SS

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusa o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho de querer dar uma machadada na Segurança Social. Ontem, Passos Coelho admitiu ao Correio da Manhã que dentro de 20 anos as reformas podem cair para metade. António José Seguro pede explicações. “Nós exigimos essas explicações e queremos saber onde ele [Passos Coelho] se fundamenta porque o único estudo que nós conhecemos que veio a público e que aponta nesse sentido não é nenhum estudo de organizações internacionais: foi um estudo divulgado há um mês da Associação Portuguesa de Seguradoras que, obviamente, tem um interesse específico nessa área da Segurança Social”, disse Seguro. É por esta e outras razões que António José Seguro acusa Pedro Passos Coelho de fazer tudo ao contrário: “Dá más notícias, não passa uma semana sem anunciar novos pesadelos para os portugueses, muitas das vezes sem sustentação qualquer. Neste momento precisamos do contrário, não de ilusões, mas de verdade”. O líder socialista deixou estas declarações durante um almoço de Natal com militantes em Maiorca, no concelho da Figueira da Foz.

HOMEM DE BROOKLIN ATEIA FOGO A IDOSA DENTRO DE ELEVADOR

o crime foi horrendo e pode ser um sinal preocupante para o terrível ano de 2012 

A polícia nova-iorquina deteve este domingo um homem suspeito de ter, na tarde anterior, emboscado uma mulher num elevador e de lhe ter ateado fogo, noticiam os media locais.O suspeito dos crimes de homicídio e fogo posto chama-se Jerome Isaac e tem 47 anos. Segundo a ABC, o homem, que cheirava a gasolina, entrou numa esquadra policial e confessou ter assassinado Deloris Gillespie, de 64 anos. O homem é suspeito de ter apanhado a mulher logo depois de ter entrado no elevador, lhe ter atirado com gasolina e ter-lhe de seguida pegado fogo utilizando um cocktail molotov, deixando-a presa na cabina a arder. A reportagem em: http://www.youtube.com/watch?v=MI0_cleLDGk&feature=player_embedded.

GOVERNO QUASE DEMISSONÁRIO FAZ REUNIÃO DE EMERGÊNCIA JUNTO DA NATO EM OEIRAS

o líder do PS diz não ter dúvidas: este Governo está sem rumo, viciado em austeridade  e demissionário  

António José Seguro reagiu duramente à entrevista de Passos Coelho sobre os professores e diz que só Governo "demissionário" mandaria emigrar. Também as distritais do PSD, pressionadas pelos militantes que votaram neste Governo, exigem fim da austeridade ao Primeiro-ministro. Após dez horas a afinar a estratégia das reformas para um "ano difícil", o conselho de ministros extraordinário de ontem, em Oeiras, acabou sem conclusões, como planeado. E enquanto os ministros se reuniam, na Figueira da Foz o líder da oposição ensaiava a resposta: António José Seguro acusou Passos Coelho de estar "apaixonado pela austeridade". Também a afirmação do primeiro-ministro, numa entrevista, de que emigrar é solução para evitar desemprego dos professores não ficou sem resposta, com o líder socialista a acusar Passos Coelho de estar "demissionário", "passivo" e de "braços caídos". E para juntar às pressões sobre o Executivo, as distritais do PSD contestam agravamento da austeridade. Num almoço no Fundão, dirigentes sociais-democratas pediram ao Governo que comece a aplicar resultados dos sacrifícios.

DECLARAÇÕES SOBRE EMIGRAÇÃO DE PASSOS COELHO CRITICADAS POR PS, BE, PCP E... MARCELO REBELO DE SOUSA

Rebelo de Sousa também considera graves as afirmações, a 2.ª vez que o 1.º Ministro aconselha à emigração...

O comentador Marcelo Rebelo de Sousa não poupou este domingo à noite o primeiro-ministro por este ter dito que os professores sem trabalho em Portugal devem procurá-lo fora do país. "Passos não pode convidar os portugueses a emigrar", disse Marcelo, classificando as afirmações do primeiro-ministro como "graves". No seu habitual espaço de comentário no Jornal das 8 da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou: "Atenção que ele [Passos] não é um comentador político, é o primeiro-ministro de Portugal". "Se ele tem dito que há desemprego, mas o Governo está a tratar com as autoridades brasileiras e angolanas, no sentido de encontrar saída profissional, vocacional e pessoal, isso era bem dito. Agora como ele disse... Eu já disse o mesmo em relação a um secretário de Estado, mas é mais grave dito por um primeiro-ministro", acrescentou. "Os portugueses querem um primeiro-ministro que lhes diga: 'Eu vou governar de tal maneira que não será preciso emigrar para o estrangeiro'", disse ainda Marcelo.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, mostrou-se também, neste domingo, "profundamente chocado" com as afirmações do primeiro-ministro no sentido de os professores desempregados emigrarem, considerando Passos Coelho "um primeiro-ministro demissionário". "Significa que é um primeiro-ministro que está demissionário, que está passivo e de braços caídos", disse o líder socialista aos jornalistas em Maiorca, concelho da Figueira da Foz, onde participou num almoço de Natal com militantes. Também o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, já mostrou a sua indignação por o primeiro-ministro ter admitido que os professores portugueses podem encontrar no mercado de língua portuguesa uma alternativa ao desemprego em Portugal, aconselhando Passos Coelho a emigrar. "Penso que o senhor primeiro-ministro podia aproveitar (a sugestão) e ir ele próprio desgovernar outros países e outros povos. Não desejo no entanto que esses países e esses povos sejam os nossos irmãos de língua portuguesa", disse Mário Nogueira, reagindo à entrevista publicada, este domingo, pelo Correio da Manhã.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje «inaceitáveis» as afirmações do primeiro-ministro no sentido de os professores desempregados emigrarem, desafiando Passos Coelho a explicar aos portugueses porque é que toma medidas que aumentam o desemprego. "Como é que estão preocupados com o emprego se todas as medidas que tomam vão no sentido de mais desemprego, com esta ideia peregrina que Passos Coelho foi avançando já que a alternativa será a emigração para o Brasil ou para Angola. É inaceitável", afirmou Jerónimo de Sousa.Em reação às declarações de Passos Coelho, que aconselhou os professores que ficaram sem emprego a irem trabalhar para o Brasil ou Angola, o dirigente bloquista Jose Gusmão diz que depois dos jovens e dos professores, falta saber "quem será o próximo conjunto de portugueses a quem o Governo apontará a porta da rua". O Bloco considera ainda que a promessa de baixar impostos em ano de eleições contrasta com a "borla fiscal" à banca que se poderá estender por 20 anos.

MORREU O DITADOR NORTE-COREANO KIM JONG-IL

o 3.º filho do ditador, com menos de 30 anos, trará novos conflitos diplomáticos com o mundo  

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, morreu aos 69 anos, foi esta madrugada oficialmente anunciado pela televisão estatal daquele país asiático. O óbito ocorreu num comboio, durante uma visita do chefe de Estado a uma região fora da capital, Pyongyang, ainda segundo o anúncio da TV estatal. Segundo os media internacionais, Kim Jong-Il terá sofrido um AVC ou um enfarte. No entanto, as causas da morte não foram divulgadas, falando a comunicação estatal apenas em "mau estar repentino". Os problemas vasculares do homem que desde 1994 comanda os destinos da Coreia do Norte são conhecidos. Em 2008, Kim Jong-Il sofreu uma trombose que o afastou da vida pública durante meses. O terceiro filho do ditador, Kim Jong-Un, que não terá ainda 30 anos, será o sucessor da liderança do regime. Segundo a BBC, a agência de notícias do país, a KCNA, já emitiu mesmo uma nota apelando aos coreanos para darem o seu apoio ao jovem.

MEIA HORA EXTRA POR DIA PODE SER "TROCADA" POR SÁBADOS E FERIADOS "À BORLA" PARA AS EMPRESAS

a nova escravatura da NWO está a chegar a Portugal pelas mãos da Maçonaria dos llluminati e Bilderberg

Havendo acordo, será possível ter sábados e feriados de trabalho a custo zero. Todos os trabalhadores privados ficam sujeitos à meia hora. As empresas poderão convocar os empregados para trabalhar nos feriados sem que, para tal, tenham de pagar qualquer remuneração ou dar uma folga. Ano Novo ou 1.º de Maio podem estar em risco, na sequência da proposta de lei do Governo que vai ser discutida no Parlamento. De acordo com o projecto que regula o aumento do horário de trabalho em mais meia hora por dia, todos os trabalhadores do privado ficam sujeitos à medida, que também vai prevalecer sobre as convenções colectivas.

FACTURA DA EDP AUMENTA JÁ EM JANEIRO PARA 4% PARA AS FAMÍLIAS

o cínico e sarcástico marketing da EDP chega a ser ultrajante para os consumidores 

Para trás ficou a possibilidade de um aumento na ordem de 30% como anunciou Passos Coelho. Uma subida de 4% anunciada ontem pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Para os consumidores que beneficiem da tarifa social, num universo estimado de 666 mil clientes, o aumento será na ordem dos 2,3%. O cálculo da ERSE estima que este aumento represente cerca de 57 cêntimos numa factura média mensal de 26 euros. A subida dos preços aprovada pelo Conselho Tarifário, depois de submetida à apreciação da Autoridade da Concorrência e dos serviços competentes das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, entra em vigor a 1 de Janeiro e acontece apenas três meses depois do aumento do IVA de 6% para 23% na electricidade (e no gás). A subida de 4% fica muito aquém do aumento na ordem dos 30% que chegou a ser admitida por Pedro Passos Coelho no Parlamento e é possível porque o Governo empurrou para 2013 os custos de manutenção de equilíbrio contratual a pagar à EDP e subsídios à produção em cogeração, além de outros encargos. No total, fica adiado para os próximos anos o pagamento de 1.080 milhões de euros, que acabaram por se reflectir na factura do consumidor final.

MARQUES MENDES ACUSA MEXIA DE FAVORECER E.ON NA VENDA DA EDP

o negócio da venda da EDP começou mal e vai acabar ainda pior

O ex-presidente do PSD criticou a "falta de independência" do presidente da EDP no processo de privatização da eléctrica. A poucos dias de ser revelado o vencedor do processo de privatização da EDP aumentam as vozes a acusar Portugal de estar a favorecer os alemães. Depois do Financial Times ter feito manchete a denunciar o facto de Merkel estar a pressionar Passos Coelho para escolher a E.ON, ontem à noite na TVI, foi a vez de Marques Mendes acusar o presidente da EDP. "O Dr. António Mexia em pleno processo de privatização foi à Alemanha visitar um dos concorrentes, a E.ON, e isto foi transmitido como um sinal de que ele estava a patrocinar a candidatura dos alemães contra a candidatura dos brasileiros e dos chineses, isto é do pior que pode acontecer. Eu pergunto: ele foi à Alemanha a titulo de que? A mando do governo? Não me parece. Foi negociar algum lugar para ele? Sim, porque já se diz que além de se manter como presidente da EDP, se os alemães ganharem vai ter um lugar mesmo na administração na Alemanha", afirmou ontem , Marques Mendes, actualmente administrador executivo da empresa Nutroton Energias. "O presidente da EDP devia ser um exemplo de isenção total. Não pode haver nenhum sinal de preferência por este ou desvantagem em relação àquele. Não é bom este comportamento. É importante que tudo decorra com a maior das transparências", conclui o ex-presidente do PSD.

REVISTA TIME ELEGE "O MANIFESTANTE" COMO FIGURA DO ANO

a escolha foi polémica, mas parece ser justa e acertada dada as convulsões sociais de 2011

A revista "Time" escolheu "o Manifestante" (The Protester) em função de um certo paternalismo ocidental sobre o que não é nem Europeu, nem Americano. Precisámos sempre de heróis porque, precisamente, não conseguimos construir memória colectiva sem ícones. Essa é a nossa vulnerabilidade maior, daí a dependência que temos da democracia, o "pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros". As revoluções árabes, Atenas, Madrid, Nova Iorque, ou o que se há de seguir, não são palcos ficcionais cujo romantismo da luta sirva para exultar e desculpar o pequeno preguiçoso dentro de cada um de nós, e autoconsagrar esta nossa ridícula visão ocidental de democracia, alimentada ao ventilador artificial pelas redes sociais e pela suposta omnisciência libertária da "geração google". Aqueles palcos são locais de intenso sofrimento, de lucidez induzida à força pela infâmia de criminosos de Estado, de abusadores do poder, de homicidas com exércitos à sua disposição. Esta idolatria extrema das convulsões, e consequente desvalorização das lideranças e das ideias, pode levar-nos para um caminho de demissão colectiva dos valores políticos aceites. Para trás fica Mohamed Bouazizi, o tunisino que se imolou em plena rua, num acto de desespero ficou registado como "o início" de todas as revoluções árabes - ou não - que se lhe haviam de seguir. Grécia, Itália, Inglaterra e Noruega seguiram o exemplo na Europa.

EPUL EM CRISE LEILOA DEZENAS DE CASAS AO DESBARATO

até mesmo empresas da dimensão da EPUL estão já a largar carga ao mar...

Os leilões são abertos a toda a população e os valores são "inferiores aos preços normais de mercado". A EPUL vai leiloar nos dias 14, 15, 16 e 19 de Dezembro de 2011 dezenas de fracções localizadas na cidade de Lisboa, a preços que vão desde os 6.300 euros até aos 5,6 milhões. Vão estar em hasta pública vários apartamentos no centro da cidade, diversas lojas e escritórios, estacionamentos, terrenos, equipamentos desportivos e edifícios históricos como o do antigo Palacete da Quinta de Sant'Ana, localizado em Telheiras. Segundo anunciou a empresa em comunicado, todos os bens em venda, que fazem parte do património da EPUL, vão são licitados "a preços inferiores aos praticados normais de mercado". E o leilão é aberto a toda a população. Amanhã, dia 14, a hasta pública é mista, compreendendo sobretudo estacionamentos e fracções para habitação, bem como alguns terrenos. Já nos dias 15 e 16 os leilões são especializadas em lojas/comércio e por isso "direccionadas para empreendedores que pretendam criar o seu próprio negócio", refere a EPUL. No dia 19 a hasta é direccionada a grandes investidores que queiram adquirir terrenos com grande potencial urbanístico. O conjunto dos imóveis a leiloar atinge os 43 milhões de euros.

STCP REDUZ 30% DAS CARREIRAS E HORÁRIOS NO GRANDE PORTO E AUMENTA PREÇO DOS PASSES SOCIAIS

as medidas do Governo continuam a esmagar a classe média numa política de terra queimada

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) propôs ao grupo de trabalho que está a estudar a reforma da rede de transportes nas áreas metropolitanas o corte de 16 ligações entre o Porto e os concelhos circundantes, eliminando mais de 30% das carreiras que fazem esses trajectos, bem como a redução do número de autocarros a circular na cidade à noite e ao fim de semana. Os passes sociais vão também aumentar 16% com a entrada em vigor da intermodalidade já em janeiro de 2012.

PORTUGAL O 3.º PAÍS MAIS POBRE DA EUROPA ENTRA EM ESPIRAL ECONÓMICA DESCENDENTE


João Paulo Guerra do Económico conta-nos como é ser o 3.º mais pobre da UE  

Portugal, onde o PIB per capita correspondia em 2009 e 2010 a 80,1% da média europeia, é o terceiro país mais pobre da zona euro. Pelo que é difícil compreender que a receita para sair da crise seja o ainda maior empobrecimento do país e do seu povo, como decidiu a ‘troika' e no sentido em que procede o Governo de coligação Lapa / Caldas, com a bênção de Belém e o ámen do Largo do Rato. Num mapa da Europa, Portugal fica no Terceiro Mundo, bem abaixo da Grécia, taco a taco com a Eslovénia e um pouco acima da Eslováquia e da Estónia. A questão é que a Europa, enquanto existiu como projeto, só funcionou para a burocracia e as diretivas que favoreciam os interesses dos muito grandes e gananciosos. A Europa, que agora quer proibir o défice excessivo nas constituições, nunca emitiu diretivas a proibir a pobreza, o desemprego, a indigência, ou a mandar transpor para a ordem interna dos países o bem-estar e o desafogo. E depois, por motivos meramente estratégicos, juntou num mesmo continente conteúdos tão diversos e tão distantes como a Noruega e a Bósnia-Herzegovina, a Suíça e a Bulgária, ou até mesmo o Luxemburgo e Portugal. A coesão não passou de um ‘slogan' e o Luxemburgo tem um poder de compra médio que representa mais do triplo da média do poder de compra dos portugueses. E Portugal, que o salazarismo reduziu a uma horta estagnada e a contrarrevolução a uma quinta de compadres, entrou para o clube - primeiro da Comunidade Europeia, depois do euro - sem condições para pagar a jóia e malbaratando os fundos europeus.

STANDARD&POORS PREVÊ RECESSÃO DA ZONA EURO JÁ NO INÍCIO DE 2012

2012 será o início do Apocalipse... económico

A agência de notação financeira S&P estima que o BCE baixe a sua taxas directora para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma ligeira recuperação económica ocorrerá provavelmente nos Estados Unidos, ao passo que uma ligeira recessão deverá persistir na Europa", escreve a Standard & Poor's numa nota, divulgada na quarta-feira e noticiada pela AFP, sobre "as perspectivas de crédito no mundo em 2012". A agência norte-americana quantifica a probabilidade de uma recessão nos Estados Unidos em 35% e prevê que o Banco Central Europeu (BCE) baixe as taxas de juro para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma incapacidade de regular os problemas da dívida pública na Europa e nos Estados Unidos poderá provocar uma crise mais pronunciada. O imobiliário, o emprego e a confiança dos consumidores continuam a ser as áreas mais preocupantes para as economias desenvolvidas", explica a agência. De acordo com Jean-Michel Six, economista-chefe da S&P; para a Europa, "o sector industrial já está em fase de contracção na maior parte dos países europeus, devido ao enfraquecimento da procura dos mercados emergentes e à prudência acrescida dos consumidores", situação que deverá persistir, alertou. "Vemos, de novo, uma subida das taxas de poupança em toda a região, devido às incertezas renovadas sobre os mercados financeiros e aos factores políticos. As famílias estão nervosas quanto à possibilidade de a crise se prolongar por demasiado tempo e que ocorra qualquer coisa dramática", disse ainda Jean-Michel Six.

TROIKA EXIGE AO GOVERNO TAXAS MODERADORAS DA SAÚDE AINDA MAIS ELEVADAS

o ataque do FMI à saúde dos portugueses roça quase o arianismo nazi  

Governo prevê encaixar 199 milhões, mas a ‘troika’ exige que a receita das taxas moderadoras chegue aos 250 milhões no próximo ano. Os aumentos das taxas moderadoras anunciados nos últimos dias podem afinal vir a ser ainda mais gravosos. O Diário Económico sabe que o valor global da receita das taxas moderadoras que o Governo já anunciou, de 199 milhões no próximo ano, não satisfaz as exigências da ‘troika'. Na segunda revisão ao cumprimento do memorando de entendimento, que ocorreu no mês passado, os chefes da missão do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, exigiram ao Governo uma receita adicional em taxas moderadoras de 150 milhões de euros em 2012, apurou o Diário Económico. Com os aumentos já anunciados, o Governo está a prever uma receita adicional de apenas 99 milhões. Isto significa que caso o Governo cumpra à risca as exigências da ‘troika' terá de avançar com taxas mais caras para compensar o desvio de 51 milhões. Mas a factura que os portugueses terão de pagar pelos cuidados de saúde poderá ainda ser agravada em 2013: é que, de acordo com a ‘troika', o Executivo terá de somar à receita arrecadada no próximo ano, mais 50 milhões de euros no ano seguinte.

DEPUTADO DO PS: DEVEMO-NOS "MARIMBAR" PARA OS CREDORES DE PORTUGAL E "TEMOS DE TER CORAGEM DE NÃO PAGAR A DÍVIDA"


deputado reforçou: "vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome"  

Um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do PS defende que Portugal devia ameaçar deixar de pagar a dívida externa. O deputado socialista Pedro Nuno Santos, líder do PS-Aveiro, sustenta que o Governo devia ignorar as exigências dos credores internacionais e dessa forma poupar os portugueses aos sacrifícios a que estão a ser obrigados. “A primeira responsabilidade de um primeiro-ministro é tratar do seu povo. Na situação em nós vivemos, estou-me marimbando para os credores e não tenho qualquer problema enquanto político e deputado de o dizer. Porque em primeiro lugar, antes dos banqueiros alemães ou franceses, estão os portugueses”, disse Pedro Nuno Santos no último fim-de-semana, durante um jantar de Natal socialista de Castelo de Paiva. No mesmo discurso disse estar-se “marimbando” para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que o fez, lembrando que o país tem um trunfo: “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem”. Pedro Nuno Santos defende que estamos numa guerra política e que os líderes europeus devem usar todas as armas do jogo. Em relação à questão da dívida afirmou: “Nós temos primeiros-ministros na Europa que estão mais preocupados em passar uma mensagem aos credores: que nós somos gente responsável; não se preocupem, nós vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome, mas nós vamos tratar de pagar a nossa dívida”. O discurso do deputado durante o jantar: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=42825.

MARROCOS EXPULSA TODOS OS NAVIOS EUROPEUS DAS SUAS ÁGUAS

Portugal é o 2.º país mais prejudicado por esta falta de acordo entre a UE e Marrocos

Marrocos pediu aos barcos que operam no âmbito do acordo de pesca firmado entre o país e a União Europeia (UE) que deixem imediatamente as "águas nacionais", em reação a uma votação dos deputados europeus, que bloquearam nesta quarta-feira a prorrogação de um acordo bilateral vigente. "Nenhuma atividade de pesca da frota europeia será tolerada e todos os barcos operando no âmbito do acordo de pesca entre Marrocos e a UE estão convidados a deixar as águas territoriais nacionais, esta quarta-feira, antes da meia-noite", informou o ministério marroquino de Relações Exteriores, em um comunicado. Os deputados europeus bloquearam nesta quarta-feira a prorrogação deste acordo, pedindo que os interesses da população sarauí sejam levados em conta. "A decisão do Parlamento europeu marca, assim, um desenvolvimento lamentável, com sérias consequências sobre o futuro da cooperação entre o Marrocos e a UE em matéria de pesca", acrescentou o ministério. A chancelaria marroquina destacou que o voto do Parlamento europeu "interpela (...) as autoridades do Reino enquanto à possibilidade de uma reavaliação global de sua associação com a UE". O Marrocos lamentou o voto do Parlamento europeu, destacando que ocorre em um momento em que "se celebram negociações com a UE no âmbito das perspectivas promissoras para ambos em outros aspectos da cooperação, entre eles o comércio de serviços, a mobilidade e a readmissão, bem como a implementação de um 'estatuto avançado' e em particular a perspectiva da instauração de um Tratado de Livre Comércio global".

AIR FRANCE DESPEDE 2.000 FUNCIONÁRIOS

2012 será o ano dos despedimentos em massa na UE, repetindo a história da Alemanha pré.nazi 

A Air France prevê suprimir dois mil postos de trabalho em 2012 através da não substituição de trabalhadores que saiam da empresa, no âmbito do plano de poupanças de 800 milhões de euros em três anos, adianta a imprensa. "Dois mil empregos suprimidos na Air France em 2012. Esta é, segundo várias fontes, a redução de efetivos, hoje prevista pela companhia tricolor, com o congelamento das contratações", noticia o jornal francês "La Tribune" que será publicado hoje, citado pela AFP. "O congelamento das contratações, que desta vez abrange todas as categorias de pessoal, é uma das medidas do plano de poupanças que será apresentado ao conselho de administração a 11 de janeiro", refere o jornal económico. O programa inclui ainda o congelamento de salários e promoções, bem como "uma forte redução dos investimentos, sobretudo informáticos" e menos receções de aviões em 2013, noticia o título. "A frequência dos voos mais deficitários será diminuída", avança o jornal, acrescentando que "para não afetar a rede da companhia, um dos seus melhores ativos, apenas uma ou duas linhas serão fechadas". O jornal afirma também que um segundo plano será apresentado entre maio e junho de 2012 para vigorar no próximo verão. Este plano foca-se "de forma estrutural na atividade de curto e médio curso da Air France, que vai perder este ano quase 600 milhões de euros". Questionada pela AFP, a Air France não quis comentar estas informações. O grupo tinha já lançado um plano, a que chamou 'Challenge 2012, que permitiu poupanças de 595 milhões de euros no exercício de 2010/2011, encerrado no final de março. Em dois anos, a empresa reduziu o pessoal efetivo em dez por cento, disse um porta-voz em setembro.

PEDRO MOTA SOARES AVANÇA COM PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL

se o Estado já quase não pagava o que devia, imagine-se seguradoras a pagarem subsídios...  

O governo de Passos Coelho, pela voz do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, voltou ontem a introduzir a discussão de um tecto máximo nas contribuições e nas pensões, conhecido como plafonamento e que consiste na privatização parcial do sistema público da Previdência. Pedro Mota Soares confirmou a adopção de um novo regime, sem especificar quando entrará em vigor. Apesar de a reforma da Segurança Social carecer ainda de estudos e debates públicos, o ministro deixou algumas pistas: “Só vai abranger as gerações futuras”. “A reforma é dirigida aos mais jovens, aos trabalhadores que ainda não entraram no mercado de trabalho ou àqueles que fazem descontos para a Segurança Social há pouco tempo”, avançou Pedro Mota Soares, à margem do fórum ‘Poupança, Pensões e Reformas, organizado pelo “Correio da Manhã”. A reforma, que promete avançar de forma “moderada e participada”, vai deixar de fora “os trabalhadores que têm carreiras contributivas mais longas”, uma vez que estes “já não têm tempo” para alterar o perfil de contribuições, explicou o ministro. O responsável pela pasta da Segurança Social garantiu que a “liberdade de escolha” será acautelada e terá de “ser expressa”. Em termos práticos, parte das contribuições serão obrigatoriamente mantidas no sistema público, o que garantirá a componente de solidariedade do próprio sistema. A partir de determinado montante cabe aos trabalhadores optar por fazer descontos complementares, sobre a parte remanescente, para um sistema “público, mutualista ou privado”.

TRANSPORTES PERDEM QUASE 3 MILHÕES DE UTENTES POR CAUSA DA CRISE E DOS AUMENTOS

num país com população de 10,5 milhões, 2,7 milhões é uma perda muito significativa  

O desemprego, os aumentos sem paralelo nas tarifas, a contracção no rendimento disponível das famílias por via de aumentos fiscais, dos preços ou pela redução dos salários actualmente em curso... As razões são mais que muitas e as empresas de transporte começam a sentir o seu impacto: desde Agosto, mês em que entraram em vigor os aumentos médios de 15% nas tarifas, as empresas de transportes começaram a sofrer uma quebra de 5% a 6% na procura mensal – cerca de menos 2,7 milhões de passageiros por mês –, segundo dados até Outubro recolhidos pelo i junto da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop) e de algumas empresas públicas de transporte. Só a transportadora rodoviária de Lisboa, a Carris, está a registar quase menos um milhão de passageiros por mês desde os aumentos de 15%. A Carris transporta por ano cerca de 240 milhões de passageiros, e a tendência de quebra manteve-se em Novembro, segundo dados preliminares da empresa. Cenário idêntico vive-se na Sociedade Colectiva de Transportes do Porto (STCP) e, neste caso, o impacto do aumento de 15% das tarifas é evidente. A procura pela rede de comboios urbanos nos meses em análise recuou 3,2% face ao período homólogo, enquanto a oferta do Metro de Lisboa registou uma quebra homóloga de 1,8%, transportando 42 milhões de passageiros entre Julho e Setembro deste ano. A actualização tarifária em 15% decretada pelo governo em Agosto também mexeu com algumas empresas privadas, já que alguns títulos que subiram de preço são passes combinados para privadas e públicas. As empresas representadas pela Antrop, segundo a associação, transportam anualmente cerca de 400 milhões de passageiros. Caso a quebra registada entre Agosto e Outubro se mantenha constante, tal implica que num ano estas empresas vão perder 20 milhões de passageiros. Já na Carris, o impacto anual pode chegar a uma redução na procura equivalente a menos 12 milhões de passageiros.

MANUEL ALEGRE LIDERA MOVIMENTO CONTRA O FIM DE FERIADOS HISTÓRICOS

em nome da austeridade e do federalismo, a UE está a apagar a história dos países europeus   

Movimento cívico socialista já reuniu 500 apoiantes. Manuel Alegre, José Magalhães, José Lamego e António Arnaut são alguns dos nomes que contestam decisão de cortar feriados históricos. O candidato a Presidente da República Manuel Alegre manifestou-se «completamente» contra a supressão ou alteração de datas de comemoração dos feriados históricos e dos religiosos com maior significado civilizacional. Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre demarcou-se do ante-projecto apresentado pelas deputadas independentes do PS (do Movimento Humanismo e Democracia), Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro, no sentido de suprimir dois feriados religiosos e dois feriados histórico-políticos. «Independentemente da boa intenção dos proponentes dessa ideia, há feriados que, por aquilo que representam na História de Portugal, não podem ser suprimidos nem comemorados à segunda-feira, a menos que haja coincidência de data», sustentou. Para Manuel Alegre, «assim como o Natal se comemora a 25 de Dezembro, o 10 de Junho tem de ser comemorado a 10 de Junho, o 1º de Dezembro a 1 de Dezembro, o 25 de Abril a 25 de Abril, o 1º de Maio a 1 de Maio e o 5 de Outubro a 5 de Outubro». «Sou completamente contra que se suprima a comemoração de alguns destes feriados, porque correspondem a factos que moldaram a nossa História e a nossa identidade», frisou Manuel Alegre. Manuel Alegre deixou ainda uma advertência às forças políticas que admitem suprimir ou alterar as datas de comemoração dos feriados: «Penso que esta minha opinião corresponde ao sentimento profundo do povo português.»

PASSOS COELHO INSULTADO POR POPULARES NA INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE ARTE MODERNA DE MATOSINHOS

quando os Primeiros-ministros são vaiados em público, ficam pouco tempo no poder

Foi em Matosinhos que Pedro Passos Coelho teve, esta quarta-feira, a sua primeira “chuva” de apupos e insultos enquanto primeiro-ministro. À chegada ao novo Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, que inaugurou, houve manifestações de descontentamento de alguns populares, mas também outras de apoio. Na partida das viaturas oficiais houve mesmo necessidade da intervenção policial para acalmar os ânimos mais exaltados. Na cerimónia, o primeiro-ministro defendeu que “cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia” de que o país nunca recupera. E rejeitou que, em tempos de crise, a arte e a cultura devam ser subordinadas a outras prioridades. Durante a sua intervenção, após ter visitado o novo espaço cultural, o primeiro-ministro defendeu que “hoje o desafio crucial para os portugueses é saber aproveitar todas as capacidades de cada pessoa”, condenando o facto de “durante demasiado tempo” Portugal ter reservado “um olhar desaprovador para a irreverência das novas gerações”. “Este não é o Portugal em que eu acredito. (…) O capital humano não é senão a capacidade de inventar um futuro novo, de multiplicar possibilidades e abrir horizontes. Cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia de que nunca recuperaremos. Isto vale para as artes como para a economia”, defendeu.

GOVERNO ALARGA PRAZO PARA DOIS ANOS PARA EVITAR NACIONALIZAÇÕES DA BANCA

 bancarrota e a nacionalização são já inevitáveis face ao desinvestimento generalizado da economia

Gaspar acabou de anunciar que vai alargar em dois anos o prazo para que os bancos ajudados pelo Estado evitem a nacionalização. Poucas semanas depois de ter aprovado em Conselho de Ministros a proposta de lei de recapitalização da banca que define que se o Estado não recuperar o montante injectado nos bancos que recorrerem à linha de capitalização pública, de 12 mil milhões de euros, no prazo de três anos, o Estado poderá nacionalizar estas instituições, o ministro das Finanças anunciou esta manhã que o Governo decidiu alargar este prazo para cinco anos. Esta era uma das reivindicações da banca para "melhorar" a lei de recapitalização da banca. "O Governo desde já demonstra abertura para alargar a duração da primeira fase a cinco anos, conforme exposto pelo Banco de Portugal e Associação Portuguesa de Bancos", disse Vítor Gaspar no Parlamento, acrescentando que o Executivo tem abertura para "melhoramentos" na proposta de lei, que a tornem mais eficaz e eficiente. O ministro das Finanças garantiu ainda que a remuneração do Estado com o capital injectado nos bancos será sempre superior à paga pelo empréstimo internacional. "Esta [remuneração do Estado] será sempre superior à aplicada a Portugal" no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira, assegurou Vítor Gaspar, no Parlamento.

GANG SEQUESTRA DIRECTOR DA RTP

serão estes já os prenúncios de uma revolta popular contra a austeridade neo-nazi?

Depois do sequestro do vice.presidente da Caixa Geral de Depósitos, este será o segundo alvo do gang. Depois do 1.º sequestro, o site da CGD foi atacado por hackers. Desta vez o gang, que será o mesmo, sequestraou o director da RTP Fernando Alexandre que foi obrigado a fazer três levantamentos no Multibanco. Também ficou sem carro, mas a PSP recuperou-o posteriormente. Será de esperar um novo ataque de hackers à RTP?

SEMANA DE GREVE EM JANEIRO NOS TRANSPORTES

centrais sindicais lutam contra medidas inconstitucionais do Governo e das empresas  

Dirigentes e activistas sindicais do sector dos transportes marcaram hoje uma semana de luta para a segunda quinzena de Janeiro, que deverá incluir greves em vários meios de transportes. A decisão foi tomada no final de uma manifestação que terminou na praça Luís de Camões, em Lisboa, perto do Ministério da Economia, onde os sindicalistas entregaram um documento reivindicativo. Os contornos da semana de luta vão ser definidos numa reunião do sector dos transportes, a realizar a 4 de Janeiro entre estruturas sindicais da CGTP, UGT e independentes.

SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA RECEBIDO COM PROTESTOS

a barragem põe em causa a classificação do Douro como Património Mundial

O secretário de Estado da Cultura foi recebido hoje, na Régua, com protestos contra a construção da barragem de Foz Tua e com os manifestantes a alegarem que esta colocará em risco a classificação do Douro como Património Mundial. Francisco José Viegas recebeu do partido "Os Verdes" uma carta aberta e uma prenda que simboliza uma "gota de água do Douro", na qual se reflectem os seus socalcos. Uma gota que, segundo a dirigente Manuela Cunha, não se quer que se transforme numa lágrima do Douro pela perda da classificação. O governante aceitou e, mais uma vez, frisou que não admite perder a classificação. "É obvio que não admitimos perder a classificação, nós achamos que não está em causa perder a classificação", afirmou o secretário de Estado. Aliás, Viegas fez questão de sublinhar que até foi a primeira pessoa a chamar a atenção para esta questão no Parlamento. "Não vamos perder a classificação. Depende de conseguirmos minimizar todos os efeitos negativos que a barragem pode ter e depende de consensos", insistiu.

ALTERAÇÕES DO GOVERNO NO ENSINO DEIXAM 2.600 PROFESSORES SEM HORÁRIO

Nuno Crato, visivelmente contente com os resultados destes cortes

Alterações do 5.º ao 12.º ano eliminam 60 mil horas de aulas semanais. A revisão curricular que o Ministério da Educação e Ciência pretende implementar já no próximo ano lectivo implica a eliminação de mais de 2.600 horários completos de professores nas escolas públicas, entre o 5.º e o 12.º ano de escolaridade, em consequência da redução de perto de 60 mil horas de aulas semanais. Os sindicatos não duvidam de que esta reorganização vai implicar a saída de muitos professores e exigem o estudo de impacto financeiro. O ministério defende que o que interessa são os interesses dos alunos.

MUITAS DITADURAS COMEÇAM ASSIM: "QUEM NÃO PAGAR AS SCUT VERÁ O SEU VEÍCULO PENHORADO PELAS FINANÇAS"

Passos Coelho arrasa a economia das famílias e instaura um Estado inflexível com punho de ferro?

As Finanças preparam-se para penhorar o carro de quem não pagar portagens, avançou o semanário Expresso ontem. Esta é uma das medidas mais duras a ser aplicada em 2012, a quem resistir ao pagamento das SCUT. Os infractores ficarão ao abrigo da nova lei do Orçamento do Estado para o próximo ano. As coimas (10 vezes superiores ao valor da portagem...!!!) serão passadas a partir do próximo mês, e quem não pagar poderá ter um processo instaurado.

HILLARY CLINTON: "INGLATERRA TERÁ SEMPRE UM GRANDE PAPEL NA EUROPA"

Hillary agradece assim à Inglaterra o fim do euro, ou seja, o ressurgimento do dólar

O chefe do governo britânico recebe apoio de Washington depois das críticas dentro e fora do seu governo sobre o fracasso da Grã-Bretanha na cimeira europeia. Na câmara dos comuns David Cameron, defendeu que tentou “genuinamente chegar a um acordo”. O vice-primeiro-ministro Nick Clegg afirmou que receia que o país fique isolado dentro da UE. O líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, acusau Cameron de nem sequer conseguir convencer o seu vice-primeiro-ministro dos méritos da sua tomada de posição em Bruxelas. Em Washington o ministro dos Negócios Estrangeiros, William Hague, defendeu que “a Europa pode criar circulos de decisão a diferentes níveis e nem todos os países têm de participar em tudo”. Por sua vez, a Secretária de Estado norte americana acredita que esta situação não irá afectar o Reino Unio e que o país vai continuar a desempehar um papel imporante na Europa. O acordo vindo do eixo franco-alemão, leva alguns países a renunciar a alguns elementos de sua soberania nacional para que a zona do euro funcione de maneira mais segura. A reportagem em: http://pt.euronews.net/2011/12/13/gra-bretanha-tera-sempre-um-grande-papel-na-europa-diz-clinton/.

PORTUGAL EM PLENA MISÉRIA AVANÇA COM 1.000 MILHÕES DE EUROS PARA FUNDO DE RESGATE EUROPEU

por um lado pedimos, por outro damos: alguém percebe esta economia europeia?

A decisão de antecipar a entrada em vigor do novo fundo de resgate obriga o Governo de Passos Coelho a desembolsar mil milhões. A decisão dos líderes europeus de antecipar em um ano a entrada em vigor do fundo de resgate permanente - o MEE, mecanismo europeu de estabilidade - para Junho de 2012 vai implicar que Portugal encontre, até essa data, cerca de mil milhões de euros nos mercados, que é a sua fatia para constituir o capital inicial desse fundo. Além disso, Portugal vai ser chamado a contribuir para o pacote de 200 mil milhões que os europeus acordaram emprestar ao FMI para que este reforce o seu papel no combate à crise do euro. Esta contribuição será no entanto opcional. Caso Portugal queira fazê-lo, a sua fatia de créditos ao FMI - através do Banco de Portugal - ascenderia a mais 3,5 mil milhões. A Irlanda, que também está sob programa de ajustamento, já decidiu ficar de fora, e - tendo em conta o acordo da cimeira - Portugal tem até ao final desta semana para escolher. O facto de Portugal estar ligado à máquina em termos de financiamento do Estado permite-lhe não contribuir para as tranches de empréstimos do actual fundo de resgate (FEEF) à Irlanda por exemplo, mas para a constituição do novo fundo de socorro está previsto que todos os países contribuam, em função da quota de capital no Banco Central Europeu. Esse montante não vai contar para os critérios de défice mas pesará, de qualquer forma, no endividamento do país, com os juros pesados a que o mercado agora empresta.