JUÍZA DO CASO ISALTINO "PERMITE" QUE ISALTINO CONTINUE EM LIBERDADE

estranhos privilégios: com 2 anos de prisão declarados, Isaltino goza-os em liberdade...

Uma “reinvenção de Kafka”. Esta é a expressão duríssima que o procurador do Ministério Público de Oeiras usa para descrever as decisões da juíza do processo Isaltino Morais, que têm permitido ao presidente da Câmara de Oeiras continuar em liberdade. No seu recurso para o Tribunal da Relação, o procurador Luís Eloy diz que a não emissão dos mandados de detenção para que Isaltino cumpra a pena de dois anos “representa uma gravíssima violação de regras básicas de funcionamento do sistema judicial e de princípios basilares de confiança no Estado de direito que carecem de reposição rápida e integral”. Um processo kafkiano, como diz Luís Eloy, não dirigido ao réu mas ao Ministério Público, “na sua tarefa estatutária”. “Quando se associa Franz Kafka ao processo penal costuma pensar--se numa máquina despersonalizada que esmaga os réus, seguindo regras obscuras, efectuando aplicações injustas e incompreensíveis, por assim dizer, kafkianas”. Ora para o procurador Eloy, “a cronologia recente deste processo representa uma verdadeira reinvenção de Kafka, não dirigida ao arguido mas ao Ministério Público na sua tarefa estatutária, prevista no art.o n.o 1 g) do respectivo estatuto, em que ‘compete especialmente ao Ministério Público promover a execução das decisões dos tribunais para que tenha legitimidade”.

A sentença transitou em julgado a 31 de Outubro e o Ministério Público emite os mandados de detenção para cumprimento da pena. Contudo, a 11 de Novembro o despacho da juíza considera que não está “estabilizado” o acórdão que decidiu a recusa do juiz para efeitos de emissão de mandado e não aceita “por ora” a prisão de Isaltino. O não deferimento do mandado é, na opinião do procurador de Oeiras, “completamente injustificado”: “Não se compreende que um juiz tenha estabilidade judicial para decidir todas as questões e não tenha para deferir imediatamente o pedido de execução da prisão decretada.” O tom do recurso é muito duro: “Não há meias competências no que ao poder judicial diz respeito: ou se tem competência para todas as decisões ou não se tem competência para nenhuma.” À nova tentativa do Ministério Público de fazer cumprir a pena de prisão, a juíza voltou a responder com um “nin”. Luís Eloy é arrasador: “Após três promoções, com uma decisão condenatória transitada em julgado na mão e com o prazo de prescrição de pena a correr, o Ministério Público continua a não ter, por ora, o deferimento da sua promoção e a não poder, como lhe compete, executar a decisão condenatória penal da Relação de Lisboa e cível do Supremo Tribunal de Justiça, numa interessante reinvenção de Kafka.”

ESPECTÁCULO DE MADONNA NA ABERTURA DO SUPER BOWL 2012 COM ALUSÕES AO DOMÍNIO ILLUMINATI DA NWO

deusa-faraó, deusa do sol, Madonna terminou o espectáculo com traje ritual, capa negra llluminati 

Com uma audiência recorde, 114 milhões viram a performance de Madonna no show do intervalo da Super Taça. O instituto de pesquisas Nielsen disse ter sido o programa mais visto da história da televisão norte-americana, ofuscando a audiência de 111 milhões do jogos de 2011. Milhões de telespectadores sintonizaram o luxuoso espectáculo de Madonna, inspirado em Cleópatra, dando à "Material girl" a distinção de ter o show de intervalo mais assistido na história do Super Bowl. Com efeitos especiais inovadores e hollywoodescos, Madonna apresentou-se como Cleópatra dominando o mundo, com referências claras à deusa She Ra (da BD) e onde não faltaram alusões directas aos llluminati e à NWO que dominam o mundo actualmente, pois representou a pirâmide de luz, o olho que tudo vê (simbolo dos llluminati), as alusões ao Império do Sol, terminando o espectáculo com  a sua música gospel - Like a Prayer - onde todos os intervenientes estão vestidos de trajes maçónicos com capas negras. Madonna aproveitou o evento espectacular para anunciar a sua nova tournée que terá início em Israel, antes de ir para a Europa, com passagens pela América do Sul e Austrália, onde não se apresenta há 20 anos, depois de ter estado 3 anos afastada dos palcos. Os detalhes sobre os shows na América do Sul ainda não foram divulgados. O espectáculo em: http://www.youtube.com/watch?v=IHCiYbdoscc&feature=related.

CARLOS CÉSAR CRITICA DECLARAÇÕES DE MERKEL SOBRE APLICAÇÃO DE FUNDOS DAS ILHAS DA MADEIRA

Merkel meteu a colherada onde não devia; estará Merkel interessada em ficar com as nossas ilhas, como pretende com a Grécia?

O presidente do Governo dos Açores, Carlos César, criticou hoje as declarações da chanceler alemã, Angela Merkel, sobre a aplicação dos fundos europeus na Madeira, que apontou como sendo um mau exemplo dessa aplicação. "Os comissários europeus têm legitimidade para fazer declarações sobre qualquer parcela do território da União Europeia, mas não me parece que um Chefe de Estado de um país possa falar com esta liberdade sobre uma região de outro país", afirmou Carlos César. O presidente do executivo açoriano, que falava aos jornalistas nas Velas, durante a visita estatutária do governo à ilha de S. Jorge, frisou estar "à vontade" para comentar as declarações da líder alemã, já que "há pouco tempo o presidente da Comissão Europeia disse que a aplicação dos fundos europeus nos Açores tem sido exemplar". Para Carlos César, "a chanceler alemã desconhece o que é fundamental, que é a diferença entre a obtenção de resultados num território contínuo e no centro da Europa como a Alemanha e num território ultraperiférico e dividido por ilhas". Carlos César admitiu, no entanto, ser "evidente que a Madeira tem problemas", recordando que, se forem retirados ao PIB regional madeirense os valores induzidos pela existência da zona franca, "a Madeira fica com um PIB semelhante ao dos Açores". "Como os Açores tiveram menor investimento e estão espalhados por nove ilhas, isso significa que as nossas políticas tiveram melhores resultados", frisou. O presidente do executivo açoriano falava aos jornalistas à margem da inauguração das obras de reabilitação de um troço de 1,7 quilómetros da estrada regional que liga S. Pedro a Velas, num investimento de 900 mil euros. "Esta foi uma intervenção importante porque se trata da única via de acesso às Velas", afirmou, acrescentando que as obras realizadas permitiram "tornar a estrada mais segura e mais operacional em caso de necessidade de intervenção rápida" para responder a um eventual acidente.Partilhar

AUTORIDADES CONFISCAM MANSÃO DO PROPRIETÁRIO DO SITE MEGAUPLOAD

a perseguição à liberdade da internet acompanha o aperto da malha fascista da Nova Ordem Mundial

As autoridades da Nova Zelândia confiscaram, esta quinta-feira, uma mansão nos arredores de Auckland do fundador do portal Megaupload, Kim Schmitz, que está detido e poderá ser extraditado para os EUA por alegada pirataria informática e crime organizado. O Ministério de Desenvolvimento Económico da Nova Zelândia explicou que esta medida, que responde a uma ordem emanada na semana passada do Alto Tribunal de Auckland, permitirá inspeccionar e avaliar a propriedade. Umas semanas antes da sua detenção, Schmitz, conhecido como Kim Dotcom, comprou esta mansão nos arredores de Auckland por cerca de 3,3 milhões de dólares (2,5 milhões de euros), de acordo com a Rádio Nova Zelândia. Hoje foram também apreendidas a Schmitz motos aquáticas, um carro e jóias. Pouco depois da detenção do fundador do Megaupload, no mês passado, a polícia neo-zelandesa apreendeu carros de luxo, obras de arte, armas, computadores e outros bens de Schmitz avaliados em cerca de 13 milhões de dólares (10 milhões de euros), tendo também sido congelados os seus activos noutras partes do mundo. As autoridades americanas consideram que o Megaupload causou mais de 500 milhões de dólares (377 milhões de euros) de perdas na indústria do cinema e da música ao violar os direitos de autor de empresas e que conseguiu com isso benefícios de 175 milhões de dólares (132 milhões de euros).

MINISTRO DA ECONOMIA ACHA NORMAL QUE HAJA DESPEDIMENTOS NOS TRANSPORTES

a frieza dos comentários do Ministro sobre os despedimentos revela bem a falta de sentimento social deste Governo

Álvaro Santos Pereira admitiu que haverá "dispensa de trabalhadores" no sector dos transportes, através de rescisões por mútuo acordo. "O que está acertado com todos os membros do sector é que estas reformas que irão levar a poupanças muito significativas (...) passam também pela dispensa de trabalhadores no sentido de rescisões por mútuo acordo e isto é uma decisão que é consensual", disse o ministro da Economia em entrevista à SIC. Em relação ao número de trabalhadores a dispensar, Santos Pereira referiu que serão "as próprias empresas que terão de decidir, porque depende das suas necessidades". O ministro da Economia reafirmou também que a reforma no sector dos transportes vai permitir salvar "milhares de postos de trabalho" e também argumentou que a nova lei da concorrência dá "mais músculo" ao Executivo. "Fazemos estas reformas por convicção e não porque a troika nos pediu", afirmou, referindo-se às reformas estruturais que incluem a revisão da lei laboral, da concorrência e o programa Revitalizar. "Temos demasiada legislação e demasiado complexa. É importante simplificar a legislação para que as nossas Pequenas e Médias Empresas sejam cada vez mais competitivas", sustentou. No que respeita a privatização da TAP, Santos Pereira não quis adiantar pormenores, dizendo apenas que a companhia aérea "será privatizada brevemente" e que além da preocupação do Governo no sentido de que continue a ser uma empresa de bandeira, "o 'hub' tem de ficar em Lisboa".

FISCO FISCALIZOU 642 MILHÕES DE EUROS EM FALTA NO ANO PASSADO

com o fisco a actuar como a PIDE, muitas empresas fecham portas e os despedimentos colectivos dispararam

Fisco realizou mais de 91 mil acções de controlo fiscal em 2011. Empresas foram os principais alvos das fiscalizações. No ano passado, o Fisco detectou 642 milhões de euros de impostos em falta, menos 30% face aos 921 milhões de euros identificados em 2010. Este valor diz respeito a fugas ao Fisco ou a erros detectados nas declarações de impostos, mas que entretanto a administração tributária forçou os contribuintes a regularizar. De acordo com o relatório da actividade da Inspecção Tributária, a que o Diário Económico teve acesso, foram realizadas 91.132 acções de controlo fiscal no ano passado. As empresas foram os principais alvos da fiscalização: 55.458 receberam a visita dos inspectores tributários. O relatório conclui que o IRC detectado em falta está em queda: uma diminuição de 44% para 100 milhões de euros, menos 77 milhões face ao ano anterior. Mas, em contrapartida, a administração tributária detectou mais faltosos no IRS, com um aumento do imposto em falta de 15% para 45,4 milhões. Os fiscalistas justificam esta situação pela não entrega de retenções de IRS e o maior controlo de benefícios fiscais e acréscimos patrimoniais não justificados. "Estão a detectar-se mais erros, face às alterações nos últimos dois anos nas deduções à colecta e as empresas não estão a entregar as retenções na fonte", esclarece o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro.

PASSOS COELHO DÁ MACHADADA NO COMÉRCIO DE CARNAVAL E NOS ESPECTÁCULOS PREPARADOS COM UM ANO DE ANTECEDÊNCIA

mensagem do 1.º Ministro: afinal para se ser palhaço não precisamos de sair à rua no Carnaval...

Sobre a tolerância de ponto retirada pelo Governo ao dia de Carnaval, Passos Coelho dizia. "É tempo de saber quem quer lutar para vencer crise ou ficar agarrado a velhas tradições". O primeiro-ministro desafiou a que se façam as contas ao que o país produz trabalhando no Carnaval, considerando que é tempo de "saber quem é que quer lutar para vencer esta crise" ou "ficar agarrado às velhas tradições". Em declarações aos jornalistas, e depois de confrontado com as várias críticas ao seu anúncio de que este ano não haverá tolerância de ponto no Carnaval, Pedro Passos Coelho assinalou que a celebração do Carnaval se faz em vários dias e não apenas numa terça-feira e defendeu que os portugueses "saberão entender" esta decisão. Passos frisou ter anunciado a ausência de tolerância de ponto "a quase 20 dias de distância" do Carnaval e defendeu que isso "que não quer dizer que os portugueses não possam celebrar aquilo que é uma tradição em Portugal". "Podem fazê-lo durante o fim-de-semana e  também toda a indústria que está montada em torno do Carnaval", notou. Questionado sobre o impacto económico negativo que esta decisão pode trazer, o primeiro-ministro desafiou todos a fazerem as contas ao que "um país inteiro que trabalha dois dias pode produzir".

DESPEDIMENTOS COLECTIVOS DUPLICAM EM PORTUGAL

despedimentos colectivos facilitados pelo Governo repetem a história pré-nazi

O número de empresas que recorreram ao despedimento colectivo mais do que duplicou em 2011, face ao ano anterior. Entre Janeiro e Dezembro do ano passado, recorreram ao despedimento colectivo 641 empresas, uma subida de 118% face a 2010, e foram despedidos 6.526 trabalhadores, o que representa um aumento de 88,5%, face ao ano anterior, em que foram despedidos 3.462 trabalhadores num universo de 294 empresas, de acordo com a Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT). O número de trabalhadores sujeitos a esta medida também aumentou consideravelmente: no ano passado foram abrangidos por esta medida 4.777 trabalhadores, número que compara com 22.480 trabalhadores em 2010. A DGERT revela ainda que do total de trabalhadores visados em 2011, o processo de despedimento de pelo menos 6.922 não está ainda concluído e 224 processos foram revogados. Todavia, este número quase que duplica face ao final de 2010, ano em que 3.462 aguardavam a conclusão do processo, tendo sido revogados 73. Numa análise por regiões, do total de empresas que recorreram ao despedimento colectivo, o número mais elevado fixou-se em Lisboa e Vale do Tejo (289), seguindo-se a região Norte (252) e a zona Centro (58).

Segundo o artigo 359º do Código do Trabalho em vigor, "considera-se despedimento colectivo o efectuado pelo empregador, simultânea ou sucessivamente no período de três meses, abrangendo pelo menos dois trabalhadores se a empresa tiver menos de 50 trabalhadores, ou cinco trabalhadores se a empresa tiver pelo menos 50 trabalhadores, com fundamento em encerramento de uma ou várias secções ou estrutura equivalente ou redução do número de trabalhadores determinada por motivos de mercado, estruturais ou tecnológicos". Para este efeito, consideram-se, nomeadamente, "motivos de mercado, a redução da actividade da empresa provocada pela diminuição previsível da procura de bens ou serviços ou a impossibilidade superveniente, prática ou legal, de colocar esses bens ou serviços no mercado", bem como "o desequilíbrio económico-financeiro, a mudança de actividade, a reestruturação da organização produtiva ou a substituição de produtos dominantes". Motivos tecnológicos, alterações nas técnicas ou processos de fabrico, automatização de instrumentos de produção, de controlo ou de movimentação de cargas, bem como a informatização de serviços ou automatização de meios de comunicação são também considerados.

BANCA COM PREJUÍZO RECORDE ACIMA DOS 1.000 MILHÕES

ontem só o BPI abriu a bolsa a perder mais de 10%

As contas de 2011 ficarão na história da banca, pela negativa. Já quanto ao capital, o sector nunca esteve tão sólido. A apresentação de resultados anuais para a banca, que arranca esta semana, não promete boas notícias. Tudo somado, os cinco principais bancos do mercado deverão apresentar prejuízos acima dos 1.000 milhões de euros, ainda que se preveja que um deles - o Santander Totta - apresente resultados positivos. O BCP deverá liderar o ‘ranking' com os prejuízos mais elevados, seguido muito provavelmente por esta ordem: CGD, BPI e BES. Este número pode ainda ficar mais negro caso, como alguns analistas antecipam, algumas instituições aproveitem os maus resultados de 2011 para "limparem" o seu balanço, com vista a iniciarem um novo ano sem os fantasmas dos anos anteriores. Com estas medidas, as equipas de gestão do sector tentam também preparar os bancos para os imprevisíveis efeitos que a crise ainda pode ter no sector. Depois, a banca tem ainda de contar com as novas exigências da autoridade bancária europeia e da ‘troika' e, em alguns casos, com os efeitos da transferência dos fundos de pensões. O BCP deverá ser um dos bancos que mais vai querer aproveitar para limpar e reforçar o seu balanço. De acordo com os cálculos dos especialistas ouvidos pelo Diário Económico, o maior banco português deverá revelar prejuízos recordes, equivalentes a mais de dois terços da sua capitalização bolsista, ou seja, superiores a 700 milhões de euros. Juan Pablo López, analista do Espírito Santo Investment Bank, numa nota de ‘research' publicada esta semana, reconhece que "os resultados do [BCP] do último trimestre de 2011 vão ser distorcidos pelo reconhecimento de impactos extraordinários". O analista, que antecipa prejuízos de 499 milhões de euros para o banco ainda liderado por Santos Ferreira, refere, por exemplo, que a transferência do fundo de pensões deverá ter um impacto líquido de 198 milhões sobre os resultados do banco e que o BCP deverá ainda completar o ‘writedown' do ‘goodwill' das suas operações na Grécia, actualmente registadas no balanço por 147 milhões de euros.

NEW YORK TIMES: "PORTUGAL LITERALMENTE JÁ NÃO TEM NADA A PERDER"

Portugal perdeu tudo o que havia para perder; resta-nos agora a agonia de uma economia moribunda

O New York Times descreve as expectativas dos investidores para a evolução da crise da dívida soberana em Portugal. Os mercados financeiros estão "preocupados com Portugal", e os investidores acreditam que a dívida portuguesa será reestruturada como a da Grécia, escreve o New York Times. O artigo, escrito pelo correspondente do diário nova-iorquino para a Península Ibérica, descreve as expetativas dos investidores para a evolução da crise da dívida soberana em Portugal. Segundo o Times, quando a Grécia concluir um acordo para a reestruturação da sua dívida, é provável que Portugal "venha a seguir". O Governo grego está atualmente a negociar com os credores a dimensão e formato do 'haircut' (redução) da dívida. O economista Edward Hugh, citado pelo Times, afirma que "o mais provável é que Portugal diga que também quer um acordo desses", até porque "literalmente já não tem nada a perder". O artigo nota que o Governo português tem reiterado a sua intenção de cumprir o acordo de assistência financeira assinado com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e que até agora não contemplou a hipótese de reestruturação. O Times cita ainda Albert Jaeger, chefe da delegação do FMI em Lisboa, segundo o qual "a vantagem mais importante que Portugal tem [sobre a Grécia] é provavelmente o seu consenso político e social interno".

"FECHO DOS TRIBUNAIS É MACHADADA NO INTERIOR" DIZ AUTARCA DO PSD

parece claro que este Governo está a fazer um "shutdown" do país inteiro a favor do federalismo de Merkel

O vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Fernando Campos, do PSD, considerou o encerramento de tribunais como "a machadada final" no interior, alertando que um acesso difícil à Justiça poderá levar a que se faça "Justiça com as próprias mão". "Dois terços do território estão a ficar desertificados e agora tomam medidas para acelerar esta desertificação. Se o interesse é que a gente saia daqui, então que digam de uma vez e nós fazemos as malas e vamos aí para um dos bairros periféricos dos grandes centros criar mais problemas", afirmou o também presidente da Câmara de Boticas, um dos tribunais a encerrar. Fernando Campos realçou que o encerramento de tribunais "é uma machadada final nos territórios do interior", porque o Ministério da Justiça (MJ) não é um ministério qualquer, mas sim "o último representante da soberania do país". "Nós não queremos mais nada que não seja Justiça. E a Justiça tem de ser feita fazendo um estudo e uma proposta de reorganização séria, que tenham em atenção as preocupações das pessoas e que não impeçam o acesso à Justiça. Se não, elas passarão a fazer Justiça pelas próprias mãos e o Estado de Direito não deve permitir que isso aconteça", disse. O autarca social-democrata classificou o estudo que serviu de base à reorganização dos tribunais como "uma vergonha" e considerou que a solução encontrada demonstra a "insensibilidade de quem faz a régua e esquadro, e com o guia Michelin, uma proposta de reforma do mapa judiciário". "Isto é absolutamente de quem nunca saiu de Lisboa, de quem está habituado a passar férias nas praias do Mediterrâneo, de quem não faz a mínima ideia de quais são as dificuldades do interior do país", afirmou.

ELÍSIO ESTANQUE: A CLASSE MÉDIA EM EXTINÇÃO RÁPIDA

só ficam a elite de um lado com todos os poderes e do outro uma população global de pobres escravizados

O sociólogo Elísio Estanque concluiu que a classe média portuguesa corre sérios riscos de desaparecer como consequência da grave crise económica que o país atravessa. Esta é uma das conclusões a que o sociólogo chegou e um dos temas abordados num livro que vai lançar esta semana. Segundo a obra, a classe média «está em risco de um empobrecimento muito rápido» que pode levar a um «descontentamento mais amplo na sociedade portuguesa». Os resultados desta condição podem levar ao «enfraquecimento do sistema socioeconómico» e fragilização do sistema democrático, defende o autor. No livro «Classe Média: Ascensão e Declínio», o sociólogo defende que muitos jovens que têm formação superior e pertencem à classe média experienciam uma «condição de precariedade e insatisfação relativamente às instituições e à classe política», sendo mesmo esta faixa da sociedade que «alimenta os movimentos de protesto». 16:56 - 29-01-2012

CHANCELER ALEMÃ QUER CHINA A CORTAR PETRÓLEO AO IRÃO

um conflito nuclear global com o Irão é o que pretende a Nova Ordem Mundial, cumprir o plano de globalização de Hitler

A chanceler alemã, Angela Merkel, pretende usar a sua visita desta semana à China para estimular o governo chinês a reduzir as importações de petróleo do Irão, confirmou uma fonte do governo alemão nesta terça-feira. Na semana passada, a UE decidiu proibir a partir de julho todas as importações de petróleo do Irão, o segundo maior produtor da Opep, num esforço para pressionar o país a abandonar o seu programa nuclear. "É de interesse alemão que a China não eleve as suas importações (do Irão). Seria bom se a China reduzisse as suas importações", disse essa fonte aos jornalistas. Merkel embarca na quarta-feira para a China, que criticou o embargo petrolífero europeu por considerá-lo "uma abordagem não-construtiva". A China, segundo maior consumidor mundial de petróleo, tradicionalmente opõe-se a sanções unilaterais contra o sector energético iraniano e vem tentando reduzir as tensões que ameacem o fornecimento petrolífero. A UE vai esperar até julho para implementar o embargo porque assim dará tempo para que países em crise económica, como Itália e Grécia, encontrem fornecedores alternativos. Antes disso, em maio, o bloco irá rever sua estratégia e decidir se esta será mantida.

TRABALHADORES DA CERÂMICA VALADARES EXIGEM SALÁRIOS EM ATRASO

e quando as maiores empresas do país começam a fechar portas...

Os trabalhadores da Cerâmica de Valadares, em Gaia, rejeitaram, esta quarta-feira, em plenário, a proposta da administração de pagar os salários em atraso de forma faseada, mantendo-se em protesto nas instalações até que haja nova proposta.A administração da empresa garantia o pagamento do mês de Dezembro até à próxima sexta-feira e o restante até dia 17 de Fevereiro. Raul Almeida, da Comissão de Trabalhadores, disse aos jornalistas que os trabalhadores vão continuar junto às instalações da empresa "pelo tempo necessário" e até que a administração convoque e apresente nova proposta. "Até lá vamos ficar aqui", acrescentou. Dezenas de trabalhadores da Cerâmica de Valadares passaram a noite junto às instalações da fábrica para impedir a entrada e saída de mercadoria. Os trabalhadores concentraram-se, terça-feira de manhã, em frente às instalações da empresa, em Gaia, para exigir o pagamento dos salários de Dezembro e Janeiro. A fábrica centenária Cerâmica de Valadares, que emprega cerca de 400 trabalhadores, esteve já paralisada no final de Dezembro de 2011, devido à falta de dinheiro para pagar o gás. Na altura, estavam em atraso os salários de Novembro e de Dezembro e o subsídio de Natal.

MERKEL CONFIRMA PLANO DOS ILLUMINATI PARA DOMÍNIO E NAZIFICAÇÃO GLOBAL APOIANDO OS "ESTADOS UNIDOS DA EUROPA"

o plano de domínio global dos llluminati é um sonho bem antigo; Hitler foi um desses servis adeptos da Ordem

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse em entrevista publicada, esta quarta-feira, por seis jornais europeus que a sua visão para o futuro da União Europeia passa por uma união política."A minha visão é a União Política, porque a Europa tem de seguir o seu caminho próprio e exclusivo. Temos de nos aproximar passo a passo, em todos os âmbitos políticos. Porque o certo é que cada vez percebemos com maior nitidez que cada tema do vizinho nos diz respeito. A Europa é política interna", afirmou a dirigente alemã em resposta a uma questão sobre os Estados Unidos da Europa. A entrevista conjunta foi concedida a 19 de janeiro ao El Pais (Espanha), Le Monde (França), The Guardian (Reino Unido), Süddeutsche Zeitung (Alemanha), La Stampa (Itália), e Gazeta Wyborcza (Polónia) e publicada no dia de abertura do Fórum Económico Mundial em Davos. De acordo com Merkel, "no decurso de um longo processo" vão ser transferidas mais competências para a Comissão Europeia, que funcionará como um "Governo europeu para as competências europeias", o que implica um Parlamento forte. O jornal britânico The Guardian interpretou as palavras de Merkel em relação à Grécia como um sinal de que Atenas poderá vir a falir sem mais apoio de Bruxelas: "Há o caso específico da Grécia, onde ainda não se conseguiu estabilizar a situação apesar de todos os esforços efectuados tanto pelos próprios gregos como pela comunidade internacional. Temos que acalmar tudo isto para recuperar a confiança dos mercados".

GRÉCIA RECUSA CEDER SOBERANIA ORÇAMENTAL À UE

Grécia, berço de civilização na Antiguidade está a ser atacada pelos neonazis europeus  

Atenas teria de abdicar da sua soberania orçamental, aceitando a colocação permanente das finanças gregas sob o controlo de um comissário e ainda de tornar lei a prioridade do pagamento da sua dívida aos credores. Sem estas condições, a entrega de 130 mil milhões de euros previstos na segunda tranche de ajuda à Grécia, poderá estar em risco. Mas Atenas já recusou discuti-las. "Está fora de causa que nós aceitemos, essas são competências que pertencem à soberania nacional", reagiram fontes governamentais gregas. "Há efetivamente uma nota informal que foi apresentada ao Eurogrupo” para colocar sob controlo europeu o orçamento grego, "mas a Grécia não discute uma tal eventualidade", sublinhou a mesma fonte, confirmando a notícia, avançada pelo Financial Times. Segundo a proposta, alegadamente colocada pela Alemanha, as finanças gregas ficariam subordinadas ao parecer de um comissário, designado pelos ministros das Finanças da zona euro. Este comissário do Orçamento teria o poder de vetar as decisões orçamentais decididas pelo governo grego.

A segunda condição, avançada igualmente no documento, seria a aceitação de que os rendimentos do estado grego dariam total prioridade ao pagamento futuro da dívida contraída por Atenas junto da Comissão Europeia, do FMI e do Banco Central Europeu (troika) e de investidores privados. O objetivo seria impedir ameaças políticas de incumprimento por parte do próprio governo grego e ainda a "eliminação de facto da possibilidade de incumprimento". "Só o remanescente poderá ser usado para financiar os gastos primários", considera a proposta. Esta segunda medida terá ainda de se tornar lei, "de preferência através de uma emenda constitucional", conclui a nota que sublinha ainda cumprimento "dececionante até agora" da Grécia, que a obriga a aceitar a "transferência da soberania orçamental para um nível europeu, por um certo tempo." O documento conclui pela necessidade de colocar "a consolidação orçamental sob orientação e sistema de controlo rigorosos". No documento, ambas as condições são consideradas essenciais para o Eurogrupo aprovar um Memorando de Entendimento que desbloqueie o segundo pacote de resgate à Grécia. A Grécia arrisca entrar em bancarrota se não receber uma nova tranche de 130 mil milhões de euros. As condições para o desbloqueamento da verba têm estado a ser negociadas há duas semanas, incluindo um perdão da dívida grega por parte dos bancos credores.

ESPANHA RETROCEDE 30 ANOS NA LEI DO ABORTO

Europa a regredir socialmente... até à Idade Média...?

O ministro de Justiça espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón, confirmou ontem que a reforma da actual lei do aborto, aprovada em 2010, vai pôr fim à interrupção voluntária da gravidez até as 14 semanas e voltar ao sistema anterior, onde o aborto só é permitido em casos de violação, mal formação do feto ou risco de vida para a mulher. A reforma da lei para “defender o direito à vida” será “a mais progressista que já fiz”, explicou Gallardón à imprensa espanhola. Para o ministro, a lei aprovada pelo governo socialista há dois anos “não pode pressupor a desprotecção dos direitos do não nascido”, segundo a doutrina de 1985 do Tribunal Constitucional. Gallardón lembrou que a lei actual foi aprovada “sem consenso e com a opinião desfavorável dos órgãos consultivos” e indicou que a reforma será inspirada na defesa do direito à vida como manda a doutrina já definida pelo Tribunal Constitucional. O ministro já tinha anunciado uma modificação da lei que incluía a eliminação da possibilidade das menores entre 16 e 18 anos poderem interromper a gravidez sem autorização dos pais. Para o ministro, a lei vigente é um “erro” porque implica que em Espanha “uma menor de idade deve pedir autorização aos seus pais para fazer um piercing ou uma tatuagem mas possa legalmente interromper a sua gravidez, sem sequer ter de comunicá-lo aos seus pais”.

TRANSPORTES MAIS CAROS A PARTIR DE HOJE

depois de todos os aumentos, esta medida obrigará muitos portugueses a deixarem os transportes e a andarem a pé

Governo fala de aumento médio de 5% nos transportes, mas preços chegam a subir 64%. Andar nos transportes públicos é mais caro a partir de hoje, com a entrada em vigor dos novos tarifários. O Governo anunciou um aumento médio de 5%, mas a análise dos preços anunciados para os diferentes títulos de transporte mostra uma realidade diferente. Os aumentos irão afectar em particular pessoas de baixos rendimentos e idosos com pensões superiores a 500 euros. Neste último caso, os aumentos vão variar entre 59% e 64%, o correspondente a mais 14 euros no passe L1, usado na grande Lisboa, ou mais 17 euros no L12. Também os títulos mensais para os mais novos, os passes 4_ 18 e sub23, que se desloquem apenas na rede de Metro sofrem um aumento de 82%, passando de 11,95 euros para 21,75 euros. Nos combinados Carris/Metro e passes L1, L2 e L123 os aumentos serão na ordem dos 56%. Nos passes combinados que funcionem no Metro de Lisboa e CP ou a Transtejo/Soflusa, para quem usa a linha de Sintra, linha da Azambuja e barcos para a margem sul, sofrem aumentos na ordem dos 30%.

PASSOS COELHO: "VAMOS CUMPRIR O PROGRAMA... CUSTE O QUE CUSTAR..."

bem instalado na vida, Passos defende "custe o que custar" para o povo, já no limite das suas capacidades

O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou na terça-feira à noite que os sociais-democratas têm um "grau de identificação importante" com o programa acordado com a troika e querem cumpri-lo porque acreditam nele. "É curioso que o programa eleitoral que nós apresentámos no ano passado e aquilo que é o nosso Programa do Governo não têm uma dissintonia muito grande com aquilo que veio aser o memorando de entendimento celebrado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional", declarou Passos Coelho, durante uma sessão com militantes do PSD sobre a revisão do programa do partido, num hotel de Lisboa. Depois de acrescentar que o diagnóstico da situação do país feito pelo PSD "não estava muito desviado da observação atenta especializada que o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional tinham", Passos Coelho concluiu: "Quer dizer, há algum grau de identificação importante entre a opinião da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional e que é a nossa convicção do que é preciso fazer". "Acreditamos no programa" Segundo o presidente do PSD, por esse motivo, "executar esse programa de entendimento não resulta assim de uma espécie de obrigação pesada que se cumpre apenas para se ter a noção de dever cumprido. (...)Vamos cumprir o programa custe o que custar", acrescentou. "Por isso, não fazemos a concretização daquele programa obrigados, como quem carrega uma cruz às costas. Nós cumprimos aquele programa porque acreditamos que, no essencial, o que ele prescreve é necessário fazer em Portugal para vencermos a crise em que estamos mergulhados", reforçou. Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/passos-portugal-vai-cumprir-o-programa-custe-o-que-custar=f702383#ixzz1l7h97d2T

SUICÍDIOS E CORPOS NÃO IDENTIFICÁVEIS TEM VINDO A AUMENTAR

este é o resultado social directo da austeridade europeia e nacional para muitas pessoas: o suicídio

Suicídios e pessoas por identificar têm vindo a aumentar. Apesar de não existirem dados concretos dos últimos meses sobre o número de suicídios e de cadáveres por identificar, o director da Unidade de Informação e Investigação Criminal da Polícia Judiciária, Ramos Caniço, revelou ao jornal Destak que a tendência é de aumento. A crise pode ser uma das justificações, mas o responsável destaca os problemas familiares como principal motivo. Já no que respeita a desaparecimentos voluntários, ou seja, pessoas que fogem para recomeçar de novo em outro lugar, regista-se uma manutenção dos números. «Dá a sensação que a crise, ao contrário do que se podia pensar, uniu as famílias.» Além disso, a conjuntura económica fez com que «não seja tão fácil mudar» e recomeçar do zero. Mil desaparecidos em 2011. Em relação aos desaparecidos na região da Grande Lisboa, 2011 fechou as contas com um balanço semelhante ao dos anos anteriores com pouco mais de mil participações, que não equivalem ao mesmo número de desaparecidos, pois cada pessoa, sobretudo os jovens, podem constar desta lista mais do que uma vez. «Se desapareceram 500 ou 600 pessoas é muito, os restantes são casos de desaparecimentos múltiplos. Há jovens que desaparecem 15 vezes num ano.» Além disso, nestas estatísticas «também estão incluídos os raptos parentais», que o responsável apelida de «falsos desaparecimentos» porque a criança ou jovem não desapareceram realmente. Ou estão com um progenitor a quem não foi cedida a responsabilidade parental e que entretanto a subtraiu ao ex-companheiro ou estão com os pais a quem este foi retirado e institucionalizado, e isso já é «um sequestro». O responsável acrescenta que na maioria dos raptos parentais, as crianças e jovens são levados para fora do País, mas que também é comum haver menores estrangeiros localizados em Portugal na mesma situação. Para Ramos Caniço, os desaparecimentos não são neste momento problemáticos, pois 500 desaparecidos num universo superior a um milhão de pessoas, e em que se estão a encontrar todas as vítimas, é um balanço positivo...