EM PORTUGAL 23.000 IDOSOS VIVEM COMPLETAMENTE SÓS

solidão, isolamento e maus tratos à 3.ª idade são reflexo de uma sociedade insensível, pobre e convertida ao novo-riquismo 

A GNR identificou 23 mil idosos a viver sozinhos ou isolados, mais 7.405 do que na "Operação Censos Sénior" realizada no ano passado, revelou hoje aquela força de segurança. Segundo dados fornecidos à agência Lusa, dos 23.001 idosos identificados pela GNR , 18.082 vivem sozinhos e 2.483 residem em locais isolados. A Guarda Nacional Republicana registou ainda 2.436 idosos que vivem sozinhos e isolados. A segunda edição da "Operação Censos Sénior" decorreu entre 15 de janeiro e 29 de fevereiro e teve como objetivo registar todos os idosos que vivem sozinhos ou em locais isolados na área de responsabilidade da De acordo com aquela força de segurança, este ano foram registados mais 7.405 idosos do que no ano passado, quando a operação permitiu identificar 15.596. O distrito com mais casos é o de Bragança, com 2.442 idosos a viver sozinhos ou isolados, seguindo-se o de Santarém, com 2.131, Évora, 2.037, Guarda, 1.912, Castelo Branco, 1.810 e Viseu, com 1.897.

ESTALEIROS DO ALFEITE PREPARAM-SE PARA ENCERRAR DEFINITIVAMENTE

devido a políticos corruptos ou insensíveis Portugal perde todas as suas infraestruturas, uma a uma, dia após dia 

O Alfeite está condenado a morrer. Esta é a convicção dos trabalhadores, segundo o sindicalista Rogério Caeiro que considera “manobra de diversão” do governo o anúncio de que os Estaleiros têm trabalho com a reparação da corveta João Roby, como ontem revelou o secretário de Estado da Defesa. Segundo Braga Lino, os Estaleiros Navais de Alfeite vão reparar a corveta João Roby, uma encomenda que representa um encaixe de seis milhões de euros. A informação, “se era uma resposta às minhas afirmações sobre a total paralisia do Alfeite, não adianta grande coisa à situação dos estaleiros, pois dá trabalho por apenas três ou quatro meses”, reagiu Rogério Caeiro. “Foi dito para nos calar”, acrescenta o delegado do Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa (STEFFA), que ontem afirmou à TSF que os 600 trabalhadores dos estaleiros de Almada se apresentam todos os dias num local de trabalho onde “não há nada para fazer”, pois “a carteira de encomendas no Arsenal do Alfeite é zero”. A situação tornou-se insuportável desde que “algumas chefias começaram a dizer que a empresa vai despedir 200 trabalhadores”, explicou Caeiro. Apesar de não haver encomendas, os salários têm sido pagos em dia. O sindicalista lamenta que a Marinha tenha deixado de encomendar trabalhos de manutenção e reparação aos estaleiros de Almada, frisando que “se não for a Marinha a pôr aqui trabalho, não há futuro possível para o Alfeite”.

CÁRITAS ALERTA PARA AUMENTO EXPONENCIAL DA POBREZA

as penhoras do Governo e a nova lei das rendas ("lei dos despejos") está a deixar milhares sem condições de vida

A Cáritas Portuguesa alertou hoje para o “exponencial” aumento do número de casos de exclusão social em Portugal, anunciando que recebeu mais de 90 mil pedidos de ajuda em 2011. Em comunicado, a instituição oficial da Conferência Episcopal alerta mais uma vez para “o flagelo da crise económica”, que se reflete num “crescimento considerável da pobreza em Portugal”. Dados da Cáritas relativos a 2011, que apenas referem números de 13 das 20 Dioceses, revelam que mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição e, a nível individual, foram declarados mais de 93 mil pedidos. “Só no primeiro trimestre do ano passado, e de acordo com os dados divulgados no comunicado do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, a instituição registava um aumento das situações de emergência social na ordem dos 40 por cento, número que aumentou consideravelmente nos últimos meses de 2011”, refere no comunicado. Os registos da Cáritas apontam ainda para uma alteração do perfil dos mais carenciados em Portugal. A população em risco económico e social apresenta, atualmente, características mais abrangentes, incluindo não só os mais jovens e a população em idade de reforma mas, cada vez mais, a população adulta e ativa, que foi empurrada para “o limiar da pobreza e para a exclusão social”, devido a situações de desemprego, salários em atraso, custos excessivos com a habitação, falência de negócios familiares ou de doença. A instituição reitera que irá dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver, em colaboração com as várias paróquias, no sentido de “alimentar a esperança dos portugueses e proporcionar-lhes condições de dignidade que permitam a todos acreditarem que serão capazes de ultrapassar estes tempos difíceis”. O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, defende, no comunicado, a necessidade de serem criados novos postos de trabalho e condições favoráveis à manutenção de pequenas e médias empresas. “O Governo tem de criar incentivos para o aparecimento de novas empresas, dando condições fiscais favoráveis, agilizando os procedimentos e ajudando as empresas a serem competitivas para que os portugueses consigam ultrapassar esta conjuntura”, acrescenta.

MINISTRO DA ECONOMIA AMEAÇA DEMITIR-SE POR CAUSA DO QREN

o Ministro da Economia fez uma birra por perder poderes e quer sair do Governo

Álvaro Santos Pereira ameaçou demitir-se no Conselho de Ministros da última quinta-feira, onde esteve a ser discutido o esvaziamento dos seus poderes na gestão do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Segundo fontes próximas do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira tem manifestado que o seu abandono do governo poderá decorrer já nos próximos dias, antes do Congresso do PSD marcado para o final deste mês. Vítor Gaspar apresentou no último Conselho de Ministros uma proposta de resolução para suspender durante 30 dias todas as candidaturas ao QREN, prevendo também a reprogramação das verbas. De caminho, a proposta entrega às Finanças o poder de supervisão sobre a gestão dos fundos. Na sala do Conselho de Ministros, a polémica foi intensa. A maioria dos ministros não gostou de ver um dos seus pares desautorizado dessa forma pelo ministro das Finanças. Passos Coelho estava ausente, mas Paulo Portas, em representação do primeiro-ministro, defendeu o ministro das Finanças. Curiosa foi a posição de Miguel Relvas, ministro-adjunto e braço direito do primeiro-ministro, que esteve contra a ideia de Vítor Gaspar – manifestando-se mesmo numa intervenção violenta –, colocando-se assim numa trincheira oposta à de Passos Coelho.

Passos Coelho – na conferência de imprensa da noite de sábado em que foi reeleito líder do PSD – colocou-se publicamente ao lado da posição do Ministro das Finanças na questão do QREN. “Cabe ao ministro das Finanças uma palavra muito relevante, para não dizer decisiva, sobre a forma como a reafectação” dos fundos comunitários “deve ser feita”, disse o primeiro-ministro. Ao mesmo tempo garantiu que o Ministério da Economia “continua” com a coordenação. Mas na prática, a última palavra sobre aquela que é hoje uma das únicas vias possíveis para estimular a economia será a de Vítor Gaspar. A reprogramação dos 2,5 mil milhões de euros de verbas comunitárias, disponíveis até ao final do próximo ano, dependerá da tal “palavra decisiva” de Gaspar. Porquê reprogramar? Para que “Portugal possa executar melhor o envelope financeiro de que dispõe”, diz Passos. A frase sugere a pouca fé do primeiro-ministro na gestão dos fundos comunitários que até agora, no essencial, esteve nas mãos do ministro da Economia e do secretário de Estado Almeida Henriques (próximo do ministro Miguel Relvas).

"AUSTERIDADE É DEMAIS" GRITARAM PROTESTANTES À PORTA DO CONSELHO EUROPEU

é preciso demolir a UE como a UE está a demolir a sociedade europeia a favor da NWO 

Lisboa, Atenas, Madrid e Bruxelas foram alguns dos palcos europeus com manifestações contra a austeridade, em resposta ao apelo da Confederação Europeia dos Sindicatos. Em frente ao edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, a euronews ouviu algumas das vozes que protestam contra os novos esquemas de rigor a serem aprovados na cimeira da União Europeia, quinta e sexta-feira. “Construam uma outra política, a vossa política de austeridade não funciona e criou um abismo entre os cidadãos europeus e os dirigenats da Europa”, disse Claude Rolin, secretário-geral do sindicato CSC. “A Grécia está em défice, mas o equivalente a très vezes a dívida publica da Grécia está em bancos na Suíça. Logo, há formas de obter o dinheiro sem que sejam os trabalhadores a pagar por ela”, é a opinião de Michèle Dehaen, do sindicato CGSP. A correspondente da euronews em Bruxelas, Gulsum Alan, realça o extremar de posições: “Apesar de decorrerem manifestações anti-austeridade por toda a Europa, os líderes da UE vão assinar, esta sexta-feira, em Bruxelas, o novo do pacto orçamental. Mas os sindicalistas acreditam que esse tratado pode conduzir a Europa à recessão. “

NASA PREOCUPADA COM POSSÍVEL ROTA DE COLISÃO DE ASTERÓIDE COM A TERRA EM 2029

possível realidade ou procura de financiamentos da NASA?

Uma equipa internacional de astrónomos advertiu que a força gravitacional da Terra pode atrair um enorme asteróide na sua passagem perto do planeta em 2029 e modificar assim a sua órbita, o que poderia provocar uma forte colisão entre ambos alguns anos depois. Segundo o jornal britânico The Times, o asteróide, baptizado como 2004 MN4 e que passará a uma distância entre 24 mil e 40 mil quilómetros da Terra, não representa um perigo real por enquanto, mas se a sua órbita se desviar poderá colidir com o globo terrestre por volta do ano 2034. Veja a simulação do que pode acontecer às cidades e ao planeta perante um fenómeno desses: http://www.youtube.com/watch?v=bl96ztMw1FA.

CANNES E ÓSCARES MANIPULADOS PELOS GRANDES INTERESSES DA NWO

a manipulação de resultados dos festivais de cinema começa muito antes dos resultados finais

O filme francês “O Artista”, que fala sobre a passagem do cinema mudo para o sonoro, foi o vencedor da 84ª edição dos Óscares, realizada no domingo, no Kodak Theatre, em Los Angeles, ao conquistar os prémios de melhor filme, actor, realizador, guarda-roupa e banda sonora original, informou ontem a Reuters. “O Artista” fez também história, além de vencer na principal categoria, a de melhor filme, por ser a primeira produção sem a bandeira norte-americana a conseguir o título. O seu realizador Michel Hazanavicius foi eleito o melhor do ano. Jean Dujardin, que interpretou a personagem do famoso “artista” que se transforma num inadaptado na mudança do cinema mudo para os “falados”, foi distinguido com o Óscar para melhor actor. A extrema qualidade cinematográfica da película, a todos os níveis, é inegável. Mas não foi patrocinada apenas pelo seu produtor francês...

Por detrás de todo o espectáculo montado em Hollywood parece estar uma estratégia puramente comercial dos EUA, uma vez mais com "mãozinha" da CIA e das estratégias secretas da Casa Branca para que a indústria de Hollywood prevaleça em todo o mundo, por ser uma das maiores indústrias lucrativas daquele país. Costureiros famosos, jóias das melhores marcas, um espectáculo publicitário a todas as marcas da elite llluminati da NWO. Nos dois últimos festivais de Cannes, apareceram filmes premiados da grande máquina de produção norte-americana e arrebataram prémios naquele que era conhecido como o maior festival de "série B" da Europa. Uma forma dos EUA invadirem em força a produção cinematográfica francesa e europeia e assim esmagarem os realizadores mais "à esquerda", com menores recursos e maior criatividade. Como pagamento dessa estratégia para favorecer as produtoras mais ricas do mundo, a NWO obteve em troca o grande destaque de uma mega-produção belgo-francesa ao estilo de Holywood anos 20/30 onde todas as estratégias visavam claramente arrebatar o máximo de estatuetas e, sobretudo, dar nas vistas. Até o discurso do melhor actor foi pensado nessa estratégia de unificação, claramente preparado com antecedência. Esta grande produção teve o claro apoio da máquina produtiva de Hollywood e de mega-financiamentos da CIA. A NWO tenta assim a união cultural forçada entre EUA e Europa, ao mesmo tempo tentada por Merkel na política e na economia. Conseguirão enganar tantos milhões de pessoas?

KODAK FALIDA NÃO ESTEVE PRESENTE NOS ÓSCARES "AS ALWAYS"


na era digital, a maior empresa de revelação do mundo faliu. O que nos espera quando os gigantes caem?

A empresa Eastman Kodak, falida, viu o seu nome retirado da transmissão dos Óscares no domingo. Em vez de Kodak Theatre, como era conhecido desde 2002, o local onde ocorreu a cerimónia de premiação foi designado como Centro Hollywood e Highland, nome do complexo de edifícios onde o teatro se encontra inserido. A Kodak entrou com pedido de concordata no início do ano e, na quarta-feira passada, rompeu o seu contrato de patrocínio com o teatro. Em 2000, a empresa assinou um contrato de 74 milhões de dólares para usar o nome do teatro de Hollywood. Deveria permanecer até 2020, mas, com a lei de falência, pôde pedir a rescisão do documento. Agora, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e o CIM Group, responsável pelo edifício, vão decidir se a cerimónia vai continuar a ser realizada neste teatro a partir de agora. A sofrer com a mudança maciça dos consumidores para a fotografia digital, a KODAK diz que o seu pedido de falência, que lhe dará protecção face aos credores, visa a obtenção de liquidez nos EUA e no estrangeiro para rentabilizar a propriedade intelectual não estratégica, resolver o passivo e, assim, permitir à empresa que se concentre nas linhas de negócio mais valiosas.

O pedido de falência não abrange as subsidiárias fora dos EUA, que vão continuar a honrar todas as obrigações, segundo se lê no comunicado que a empresa publicou no site. A empresa espera pagar salários nos EUA e manter os serviços aos consumidores. A Kodak tem estado com dificuldades financeiras crescentes, foi ameaçada de expulsão da Bolsa de Nova Iorque devido à brutal queda do valor das acções e obteve agora uma linha de crédito de 950 milhões de dólares, a ano e meio, do Citigroup. “A Kodak está a dar um passo significativo para completar a sua transformação”, disse o presidente executivo, Antonio M. Perez, citado no mesmo comunicado. O mesmo responsável realçou que o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA, a que a empresa recorreu, lhe dá “as melhores oportunidades para maximizar valor em duas partes críticas” da sua tecnologia: “as patentes de captura digital, que são essenciais para uma vasta gama de aparelhos móveis e outros aparelhos de electrónica de consumo”, e as tecnologias de impressão e armazenamento de imagem, “que dão à Kodak uma vantagem competitiva” no crescente negócio digital. Mas a empresa tem sido criticada justamente por, há cerca de uma década, não ter iniciado com o vigor necessário a transição para o digital. “São uma empresa presa no tempo”, disse um professor da Universidade Reyrson de Toronto, Robert Burley, citado pela Bloomberg. “A sua história era tão importante para eles, esta rica história centenária em que fizeram muitas coisas espantosas e muito dinheiro pelo caminho. Agora a sua história tornou-se um passivo”, acrescentou. A Kodak, símbolo do capitalismo norte-americano, foi criada por George Eastman, que inventou o filme fotográfico, e chegou a Portugal em 1919. O primeiro produto da Kodak no país foi a câmara Brownie, lançada em todo o mundo, a um dólar, em 1900.

CENTRAL NUCLEAR DE CÁCERES A 100KM DE PORTUGAL PAROU POR PERIGOSO SOBREAQUECIMENTO

a falta de peritagens regulares tão comum na Europa pode levar a perigosos acidentes nucleares como o de Fukushima

A central nuclear de Almaraz II, em Cáceres, a 100 quilómetros de Portugal, parou ontem a produção por causa das altas temperaturas detectadas numa das bombas de refrigeração. De acordo com o Conselho de Segurança Nuclear espanhol (CSN), a paragem não programada do reactor justifica-se com “a presença de altas temperaturas numa das bombas principais de refrigeração do reactor”. “Como medida preventiva, e antes de alcançar um valor que obrigue a uma paragem automática do reactor, os responsáveis decidiram parar a central” e desligá-la da rede, acrescenta o CSN em comunicado. Este organismo garante que “os sistemas de segurança actuaram correctamente”. A paragem da central “não representa riscos nem para as pessoas nem para o ambiente e está classificada como o nível 0 na Escala Internacional de Ocorrências Nucleares (INES)”, conclui o CSN. A INES é uma escala com sete níveis definida pela Agência Internacional de Energia Atómica e pela OCDE, utilizada para divulgar à sociedade a gravidade de um evento nuclear. O acidente da central nuclear de Fukushima (Japão), em Março, foi classificado como nível 7 nesta escala, assim como a catástrofe de Tchernobil (Ucrânia), em Abril de 1986. Em Espanha existem seis centrais nucleares em funcionamento, num total de oito reactores (as centrais de Almaraz e Ascó têm dois reactores cada), segundo o Conselho de Segurança Nuclear. As restantes são Santa Maria de Garoña, Trillo, Cofrentes e Vandellós II. Uma central, José Cabrera, já foi definitivamente encerrada. Estas centrais produzem cerca de 20% da electricidade consumida no país.

PASSOS COELHO COMEÇA A USAR ÚLTIMOS "TRUNFOS" NA MANGA PARA DESCULPAR AUSTERIDADE

mentiu como os anteriores 1.ºs ministros e começa a usar "trunfos escondidos" para evitar perda de popularidade maior 

Passos Coelho diz que o País estava numa situação "muito pior" do que dizia o Governo socialista. O primeiro-ministro afirmou na terça-feira à noite que o Governo foi obrigado a aplicar mais medidas de austeridade para atingir os objetivos do défice para 2012 porque a situação era pior do que dizia o anterior Executivo. "Nós não dissemos que queríamos fazer baixar o défice mais depressa e que, por isso, íamos aplicar uma dose de austeridade maior, para conseguirmos eliminar esse problema profundo. Não, nós precisámos de ir mais além para chegarmos aos mesmos objectivos", disse Pedro Passos Coelho em Setúbal. Segundo Passos Coelho, só há "uma leitura" para o sucedido: "Se precisámos de ir mais além para chegar aos mesmos objectivos, é porque o nosso ponto de partida não era aquele que nos tinha sido comunicado pelo anterior Governo. Era muito pior". O chefe do Governo falava a cerca de duas centenas de militantes social-democratas, numa reunião partidária da Assembleia Distrital de Setúbal do PSD Satisfeito com a avaliação positiva do programa de ajustamento da economia portuguesa feita pela "troika" constituída pelo FMI (Fundo Monetário internacional), BCE (Banco Central Europeu) e Comissão Europeia, o presidente do PSD reconheceu, no entanto, que o país continua em "situação de emergência". "Quando o PSD ganhou as eleições e formou Governo com o CDS/PP, nós estávamos numa verdadeira situação de emergência nacional. Estávamos e estamos", acrescentou Pedro Passos Coelho, reconhecendo que "há muito trabalho por fazer, apesar das reformas estruturais já efectuadas, ou que estão em curso". "A 'história' que estamos hoje a fazer teria sido evitada se durante os últimos anos Portugal tivesse feito as reformas e não se tivesse endividado ao ritmo que se endividou.

CAVACO SILVA PELA PRIMEIRA VEZ FALA COMO PRESIDENTE AOS PORTUGUESES

o Presidente deixou de tomar medicação ou resolveu trabalhar, fazer aquilo para que foi eleito?

"É impossível impor mais austeridade aos grupos mais vulneráveis da sociedade", afirmou o Presidente da República, Cavaco Silva, em entrevista à TSF. "Há um conjunto que nós chamamos hoje os "novos pobres" que são aqueles que são mais atingidos por medidas que, não tendo em devida conta a especificidade de cada grupo, as atingem. É preciso olhar às pessoas", disse o Presidente da República. "Eu penso que esse é um conhecimento generalizado. É impossível impor mais austeridade a grupos como aqueles que eu acabo de referir", acrescentou. Ao longo da entrevista, Cavaco Silva referiu-se aos pensionistas, aos pequenos empresários, às famílias que sofreram reduções "abruptas" dos rendimentos ou que estão sobreendividadas. Presidente da República critica supervisão e agências de rating Na mesma entrevista em que lamentou que os líderes europeus se deixem "chantagear" pela agências de rating, defendendo que sejam regulamentadas, Cavaco Silva criticou a falta de supervisão na Europa "Não se critique apenas a Grécia, não se critique apenas a Irlanda, não se critique apenas Portugal, que podem ter tido as suas responsabilidades por terem ultrapassado alguns limites", a nível de desequilíbrio orçamental, de dívida pública ou de dívida externa. "O certo é que a supervisão multilateral não foi realizada por quem competia realizar com a eficácia com que devia ser realizada", considerou.

Cavaco Silva lamentou ainda que os líderes europeus se deixem "chantagear" pelas agências de rating que, defendeu, devem ser regulamentadas. "Surpreende-me como é que vinte e sete chefes de Estado e do Governo se deixam condicionar e até chantagear por três agências de rating norte-americanas". Cavaco Silva defendeu que é preciso uma regulamentação que garanta transparência nas agências de rating, e que resolva eventuais problemas de conflitos de interesse. Salientando que a "visibilidade tipo directório" da Alemanha e da França é "bastante negativa" para a Europa, pondo em causa a coesão e comprometendo as relações com o resto do mundo. "Está-se a tentar avançar num federalismo mitigado na área orçamental, na medida em que se procura reforçar a disciplina orçamental, a supervisão dos orçamentos dos Estados-membros, a coordenação das políticas económicas. Isto são passos no sentido federal. Mas estamos muito muito longe de um orçamento federal.", afirmou o presidente, lembrando que o Orçamento da União Europeia corresponde apenas a 1% do produto interno bruto Cavaco Silva considerou que a carta de Cameron "está incompleta", nomeadamente quanto ao que propõe para o crescimento económico, já que não defende políticas expansionistas aos países com excedente orçamental que permitam equilibrar a austeridade nos países do Sul e evitar que o crescimento seja "anémico". (in, Jornal de Negócios).

CONTRIBUINTES QUE PAGAM IVA OBRIGADOS A ABRIREM CONTA E-MAIL NOS CTT OU PAGARÃO MULTAS ATÉ 3.750€

Azevedo Pereira informou da medida anunciou multas até 3.750 a quem não o fizer...!

Os contribuintes do regime de IVA vão ser obrigados, já a partir de Abril, a ter um endereço electrónico nos Correios para receberem as notificações do Fisco. As empresas e contribuintes que estejam abrangidos pelo regime de IVA terão de, até final de Abril, utilizar obrigatoriamente a caixa postal electrónica para efeitos de notificações da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). Caso não o façam estarão sujeitos a multas que variam entre os 150 e os 3.750 euros. Estes contribuintes deixam assim de ser notificados através do ‘email' pessoal e passam a receber as comunicações do Fisco via caixa postal electrónica dos CTT. A possibilidade já existia, mas era voluntária. O Orçamento do Estado deste ano tornou-a obrigatória. Algumas empresas e contribuintes singulares enquadrados como trabalhadores independentes e que paguem IVA já foram avisados pelas Finanças: "A notificação electrónica passa a ser obrigatória para todos os contribuintes que sejam sujeitos passivos do IRC e do IVA", pode ler-se na nota enviada. Assim, as empresas e os contribuintes enquadrados no regime normal de IVA que tenham contabilidade organizada terão de criar a caixa postal electrónica até 31 de Março. Para os que se enquadram no regime normal trimestral de IVA o prazo vai até 30 de Abril. A medida inclui-se no processo de simplificação e desmaterialização das notificações aos contribuintes. Estes podem aderir à caixa postal electrónica através do portal da Autoridade Tributária e Aduaneira ou, no caso dos contribuintes que já têm caixa postal electrónica activa através da Via CTT, seleccionando como entidade a Autoridade Tributária e Aduaneira. No entanto, em qualquer dos dois casos, a adesão à caixa postal electrónica só estará concluída com a aceitação expressa no portal da AT, pelo que, mesmo os contribuintes que seleccionarem a entidade AT na Via CTT serão direccionados para o Portal das Finanças.

BANCO MUNDIAL: O ACTUAL MODELO DE CRESCIMENTO CHINÊS É INSUSTENTÁVEL

preocupado com a ameaça chinesa no mercado mundial Zoellick alerta para moderação da China

O presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick, exortou hoje a China a "reformar" a sua economia, afirmando que o país "atingiu um ponto de viragem" e que o "actual modelo de crescimento "é insustentável". "A causa a favor das reformas é convincente porque a China atingiu agora um ponto de viragem no seu processo de desenvolvimento", disse Zoellick em Pequim, no lançamento do estudo "China 2030", elaborado pelo Banco Mundial e pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento do Conselho de Estado chinês. Segundo Zoellick, o modelo de crescimento da China, assente em grande parte nas exportações, "não é sustentável". "Chegou a altura de estar à frente dos acontecimentos e adoptar grandes mudanças nas economias mundial e nacional", acrescentou. A economia chinesa cresceu em média cerca de dez por cento ao ano ao longo das últimas três décadas, sendo hoje a segunda maior do mundo, a seguir à dos Estados Unidos. "Os líderes chineses reconheceram que o modelo de crescimento do país, que teve tanto sucesso nos últimos trinta anos, necessitará de mudar e acolher novos desafios", disse Zoellick. O presidente do Banco Mundial considerou que a China tem agora "uma oportunidade" para "promover um crescimento inclusivo, sem danificar mais o ambiente" e "continuar o seu caminho para se tornar um responsável parceiro da economia internacional". Contudo, Zoellick advertiu que o referido estudo, apesar de patrocinado pelo governo chinês, deverá suscitar resistências por parte de pessoas com "interesses instalados" no modelo actual. "As reformas não são fáceis. Muitas vezes geram recuos", disse. O estudo recomenda nomeadamente o "redimensionamento do vasto e poderoso setor das empresas estatais", adiantou no fim-de-semana a imprensa oficial. Em 2011, o crescimento da economia chinesa abrandou para 9,2 por cento - menos 1,2 pontos percentuais que em 2010 - e este ano deverá continuar a abrandar. O crónico excedente comercial da China também diminuiu devido à queda da procura na União Europeia e nos Estados Unidos, os dois maiores mercados das exportações chinesas. (in, Jornal de Negócios)

SINDICATOS COMEÇAM A PREPARAR HOJE A GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO

este Governo tem de cair rapidamente ou continuará a demolir tudo o que Portugal tinha de positivo

A coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública considera que a semana de luta, que hoje começa, vai ser "um marco importante" para a preparação da greve geral de 22 de março. "A Frente Comum marcou esta semana de luta contra o agravamento das condições de trabalho na Administração Pública mas também com o objetivo de preparar e dinamizar os trabalhadores para a greve geral", disse à agência Lusa Ana Avoila. A semana de luta, convocada pela Frente Comum, tem a ver com a retirada de direitos aos funcionários públicos, a redução de salários e pensões e alteração do Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas (RCTFP). "Os problemas dos trabalhadores do setor público e do setor privado são os mesmos: o aumento do custo de vida, os impostos, os problemas sociais. Por isso, esta semana de luta pode servir de preparação e para criar uma dinâmica para a greve geral, cujo objetivos se aplicam a tudo o que está a ser feito na Administração Pública", afirmou Ana Avoila. A semana de luta, que termina a 05 de março, incluirá vigílias, plenários e debates. O primeiro dia do protesto será ocupado com um debate sobre os efeitos das propostas do Governo na vida dos trabalhadores e nos serviços públicos.

PUTIN CRITICA POLÍTICA AGRESSIVA DOS EUA E DA NATO

para Putin as ofensivas da NATO e dos EUA estão a minar a paz e estabilidade do resto do mundo

O primeiro-ministro e candidato à presidência da Rússia, Vladimir Putin, considera que a política de segurança dos Estados Unidos e da NATO é nociva para o resto do mundo porque mina a estabilidade. "Os norte-americanos estão obstinados com a ideia de obter a segurança absoluta dos Estados Unidos, algo utópico e irrealizável, tanto no plano tecnológico, como geopolítico, e isto é precisamente a essência do assunto", escreve Putin num artigo hoje publicado no diário Moskovskie Novosti. No seu artigo, em que expõe o seu programa eleitoral no campo da política externa, Putin considera que os Estados Unidos e os países da NATO têm uma concepção muito particular sobre a segurança que difere de forma radical da posição de outros países como a Rússia e a China. "A invulnerabilidade absoluta para um país significa a vulnerabilidade total para o resto e não podemos compartilhar essa perspectiva", frisou. Putin sublinhou a postura dócil de muitos governos ocidentais face à estratégia de segurança norte-americana em numerosas ocasiões que não tem em conta os interesses nacionais ou regionais dos seus aliados. Ao explicar a sua posição, o dirigente russo deixa claro que, se voltar ao Kremlin, Moscovo defenderá a sua política externa do ponto de vista da sua segurança e interesses nacionais. "A Rússia chamará sempre as coisas pelos seus nomes de forma aberta", prometeu. Putin não escondeu também a sua preocupação face à crescente ameaça de uma guerra contra o Irão. "Se tal coisa ocorrer, terá consequências realmente catastróficas", advertiu.

O candidato a Presidente da Rússia propõe que se reconheça o direito do Irão "ao desenvolvimento do programa nuclear civil", incluindo o enriquecimento de urânio, a troco do controlo multilateral da Agência Internacional de Energia Atómica sobre todos os programas nucleares iranianos. O primeiro-ministro disse ainda estar de acordo em que os direitos humanos estão acima de tudo e que os crimes contra a humanidade devem ser punidos pela justiça internacional. "Quando se atenta contra a soberania nacional e se defendem os direitos humanos a partir do exterior, de forma seletiva, e, no processo dessa "defesa", violam-se os direitos de muitas pessoas, incluindo o direito à vida, aqui não se pode falar de missões altruístas porque, na realidade, é pura demagogia", considerou. Neste sentido, o primeiro-ministro russo critica a política do Ocidente em relação à Síria e põe em causa o êxito da "primavera árabe". Putin qualificou de "extremamente drástica, no limiar da histeria" a reação do Ocidente ao veto que a China e a Rússia impuseram no Conselho de Segurança da ONU ao projeto de uma resolução contra o regime de Bashar Assad. "Gostaria de prevenir os nossos colegas ocidentais da tentação de recorrer ao esquema simplista que usaram anteriormente, ou seja, forjar uma coligação de países interessados à margem da aprovação no Conselho de Segurança", acrescenta. "Ninguém tem o direito de assumir as prerrogativas e poderes da ONU, especialmente no que se refere ao uso da força em relação a outros Estados soberanos", frisou. Dirigindo-se diretamente à NATO, Putin acusa essa aliança de, nos últimos anos, ter realizado ações que não se enquadra no seu caráter "defensivo". Referindo-se ao alargamento da NATO, escreve: "não me deteria neste tema se esses jogos não se realizassem junto das fronteiras russas, se não pusessem em causa a nossa segurança e não influísse negativamente no mundo". (in, ionline).

ALBERTO JOÃO JARDIM CONTRA-ATACA MERKEL E PASSOS COELHO

Alberto João chamou a atenção para o facto de a Alemanha estar a dominar a Europa economicamente

Alberto João Jardim afirmou ontem que o país pode necessitar de mais ajuda financeira e considerou que Portugal precisa de medidas que coloquem a economia a crescer e não da prática de cortes "daqueles rapazinhos que estão lá no Governo". "Eu não sei se não será preciso ir reforçar este apoio estrangeiro, mas se a gente começa a reforçar e reforçar, vamos cair na mesma história daqueles problemas da Grécia", afirmou Alberto João Jardim no Faial, concelho de Santana, onde hoje visitou a XXI Exposição Regional da Anona. Perante dezenas de pessoas que se concentraram no adro da igreja local, às quais explicou as circunstâncias da dívida da Madeira que determinaram o pedido de ajuda financeira ao Governo Central - iniciativa que vai repetir pelo arquipélago -, o chefe do Executivo insular referiu-se à "última asneira" do ex-primeiro-mninistro José Sócrates "antes de sair", que foi ter fechado o acordo com a troika em 78 mil milhões de euros, "um quinto praticamente daquilo" que o país precisa. PS de Sócrates "roubou" a Madeira Sobre o PS de José Sócrates, Alberto João Jardim reiterou que roubou a Madeira: "Roubou-nos, tirou-nos o dinheiro que era nosso para dar a Lisboa e aos Açores", declarou. "Enquanto com o PS eles roubaram-nos, com estes conseguiu-se chegar a um acordo, embora eu também não ande aqui de mãos dadas com o Governo da República", avisou.

Na ocasião, Alberto João Jardim assumiu ainda ter "muitas dúvidas" em relação às medidas em curso no país e na Europa. "O que é preciso em Portugal é a economia crescer, é haver mais emprego, estas medidas que aqueles rapazinhos que estão lá no Governo em Lisboa estão a tomar - corta, corta, corta, corta, - uma economia onde corta, corta e que não cresce não gera impostos, não gera receitas, e é o que está a suceder na Europa", alertou. Para o presidente do Governo Regional, a Europa "precisa de imprimir mais moeda" de forma a "haver mais movimento comercial, fazer crescer a economia e o número de postos de trabalho". Grande disciplina financeira "Se fosse mandão lá na Europa, não era esta a política que fazia", afiançou, sustentando que o Governo alemão "gosta desta política" porque o país faz 80% das exportações "dentro da Europa", pelo que não lhe interessa que "os outros países cresçam muito".

Considerando que, embora tenha perdido a guerra, a Alemanha é "quem manda na Europa" e a sua política "é não deixar mais moeda em circulação" para evitar inflação, Alberto João Jardim insistiu: "Sem inflação não há hipótese de recuperar uma economia (...). De maneira que se me perguntarem se esta política está certa, para mim parece-me que não, não era a política que eu faria para recuperar o país, mas eles estão numa, eu estou noutra". Sobre o programa de ajustamento financeiro da região, o governante reconheceu que "vai obrigar a uma grande disciplina financeira", mas que a "sustentabilidade financeira ou era agora ou era nunca". "Eu quero deixar o Governo dizendo, está aqui a obra e estão aqui as finanças metidas na ordem", acrescentou. No final do discurso, Alberto João Jardim percorreu os espaços da exposição, onde antes do Partido Trabalhista Português defendeu a produção da anona e distribuiu panfletos sobre os seus benefícios terapêuticos. Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/jardim-critica-rapazinhos-que-estao-no-governo=f707192#ixzz1nZln63Ac

BRUXELAS ESPERA RECESSÃO MAIOR EM PORTUGAL ESTE ANO

os resultados de políticas neo-salazaristas fora do seu contexto estão a afundar a economia portuguesa

Economia vai cair 3,3% este ano, pior do que esperado em Novembro e muito pior que a zona euro (-0,3%). Só a Grécia fará pior (-4,4%). Portugal vai sofrer uma recessão este ano na ordem dos 3,3%, de acordo com as previsões económicas da Comissão Europeia, hoje divulgadas em Bruxelas. Trata-se de uma contracção superior à de 3% prevista em Novembro último pelo executivo comunitário, e coloca Portugal numa recessão severa, bem longe da "ligeira recessão" europeia, que será este ano de -0,3%. Mais optimistas, o Banco de Portugal prevê um recuo de 3,1% e o governo 3%. No ranking de crescimento europeu, só a Grécia atinge uma marca pior, com um recuo de 4,4%, depois de ter caído 6,8% em 2011. A Espanha, o maior parceiro económico português destruirá este ano 1% da riqueza produzida em 2011, sendo o terceiro pior país nesta matéria este ano. Bruxelas atribui este recuo em 2012 aos "esforços adicionais de consolidação orçamental e à desalavancagem acelerada das famílias e das empresas". As exportações vão "sofrer" com a "desaceleração adicional da procura externa para os produtos portugueses no primeiro semestre". Sobretudo a procura vinda de países da zona euro, nota o relatório da Comissão, tendo em conta que 8 países dos 17 do euro estarão em recessão em 2012. E além disso, as condições de crédito nos mercados financeiros "deverão permanecer apertadas". Este é o segundo ano de recessão consecutiva em Portugal, depois da marca de -1,5% em 2011, agora confirmada de novo nestas previsões, que é 0,4 pontos percentuais, melhor do que a anterior projecção. Isto porque a queda no consumo não foi tão intensa como tinha sido esperada. Para 2013, a Comissão esperou em Novembro último uma ligeira retoma, com um crescimento de 1,1%, mas para esse ano anda não foram actualizadas as previsões.

SONDAGEM DA CATÓLICA É CLARA: MAIORIA DOS PORTUGUESES CONSIDERA QUE PASSOS COELHO ESTÁ A GOVERNAL MAL...!

quantos meses mais ainda temos de aturar as birras deste "betinho" incompetente e autoritário?

A maioria dos portugueses (62%) considera que o Governo liderado por Pedro Passos Coelho está a ter um mau desempenho. A sondagem da Universidade Católica para a RTP revela ainda que, apesar de descontentes com a actuação do Executivo, três quartos dos portugueses não encontram alternativa na oposição. A percentagem de portugueses que dá nota negativa ao Governo quase que duplicou face à última sondagem da Católica, em Setembro. Nessa altura 36% consideravam que a prestação do Governo era má e 32% elogiavam o seu desempenho. Agora 62% chumba a actuação do Executivo de Passos Coelho e 29% atribui nota positiva, o que revela que os que, em Setembro (com três meses de governação), não tinham opinião formada, agora criticam o Governo. Apesar das críticas, e de 40% da população achar mesmo que os sacrifícios impostos aos cidadãos (através, nomeadamente, do aumento de impostos) não levarão a bom porto, a grande maioria (73%) não encontra melhor alternativa em qualquer um dos partidos da oposição. A sondagem da Católica foi realizada nos dias 11 e 12 de Fevereiro. Foram obtidos 978 inquéritos válidos com uma margem de erro máximo de 3,1% .

PORTUGUÊS DESPEJADO NUMA RUELA ATÉ MORRER POR EMPRESA DE CONSTRUÇÃO NA BÉLGICA


António Nunes Coelho, 49 anos, vítima de ataque cardíaco depois de cair de andaime foi abandonado por estar ilegal

António Nunes Coelho, de 49 anos, ainda esteve vivo “entre 15 minutos a uma hora” depois de ter sido despejado pelo patrão e dois colegas da obra, numa ruela deserta de Bruxelas, onde estava a trabalhar ilegalmente. Depois de ter caído de um andaime, vítima de um ataque cardíaco, em vez de ser socorrido foi transportado de camião e abandonado num local deserto. As autoridades belgas investigaram o caso e a autópsia concluiu que o português foi abandonado ainda com vida, noticiou na terça-feira o jornal belga La Dernière Heure. O emigrante português, que vivia há 12 anos na Bélgica em situação legal, tinha sido despedido da empresa de construção belga Cassal há cerca de dois anos. Como não encontrava trabalho decidiu aceitar o que seria apenas um pequeno biscate não declarado como estucador, três dias por 500 euros. Levantou-se às cinco da manhã, entrou às 6h e, ao final da manhã, caiu de um andaime vítima de um ataque cardíaco. No estaleiro gerou-se o pânico e o responsável logo chegou para tratar do assunto, noticiou a imprensa. Só que o patrão, em vez de pedir socorro, chamou dois funcionários para ajudarem a transportar o homem para um camião. Depois de uma viagem de duas horas abandonaram o corpo numa ruela deserta de um parque de Bruxelas. De regresso ao trabalho, retomaram a obra. A imprensa noticiou o que se passou este mês, mas o corpo já foi encontrado a 12 de Novembro, por um transeunte.

O facto de ser sábado, um fim-de-semana prolongado, e o cadáver estar com roupas de trabalho sujas de tinta e gesso levantou as suspeitas da polícia que, depois de dois meses de investigação, localizou o estaleiro onde tudo se passou, da empresa EG-Batineuf. Foi aberto um inquérito por falta de assistência a pessoa em perigo, ocultação da cadáver. Estão em causa várias infracções laborais, como trabalho não declarado, ausência de documentação social, condições que colocam em perigo a segurança e a saúde dos trabalhadores. Segundo o site informativo Lusófonos na Bélgica o patrão já tinha sido condenado em 2011 por empregar mão-de-obra clandestina. O patrão da obra não só abandonou o operário como, nessa mesma noite, mandou um empregado pressionar a viúva, Lurdes Nunes, para que nada revelasse, oferecendo-lhe 10 mil euros para não ir à polícia, “e mais algum de tempos a tempos”. Lurdes, que vive em Bruxelas com 700 euros por mês, recusou a proposta diz o mesmo jornal. “Nunca iria aceitar aquele dinheiro sujo. Estou muito satisfeita com o trabalho da polícia.

Deixaram-no morrer e desfizeram-se dele como se fosse um cão”, afirmou ao La Dernière Heure, no início de Fevereiro. O português, natural de Ervedal (concelho alentejano de Avis) tinha pendente no Tribunal de Trabalho de Bruxelas um processo por despedimento abusivo. O irónico é que depois da sua morte se soube que a justiça lhe tinha dado razão, condenando a empresa a pagar-lhe 14 mil euros, a empresa recorreu. Segundo declarações de Rik Desmet, sindicalista da Federação Geral de construção FGTB, citado pelo site Lusófonos na Bélgica, o trabalho ilegal no país está a crescer: "Três quartos destas pessoas são originários de países lusófonos (portugueses, brasileiros, cabo-verdianos e angolanos). É muito difícil controlar este circuitos de tráfico humano, dado que eles trabalham em muitos locais diferentes. A construção é um sector onde os acidentes ocorrem com frequência. Se um trabalhador ilegal na construção tem um acidente, geralmente os chefes não sabem o que fazer temendo as multas".

ESTRANHO INCÊNDIO DE 5 VIATURAS EM MASSAMÁ, UM AVISO A PASSOS COELHO?

Passos Coelho que vive em Massamá ataca o povo português mas continua a viver numa zona de alto risco?

Um incêndio de origem desconhecida destruiu ontem à noite cinco carros em Massamá. As viaturas estavam estacionadas em frente a uma zona comercial. O alerta foi dado por volta das 20h00. Os bombeiros demoraram mais de uma hora a controlar o incêndio. A polícia está a investigar o motivo do fogo. Um vídeo amador mostrando a situação está já disponível no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=l68R2LWgEEg&feature=player_embedded. Depois da calorosa recepção a Gouveia, Passos Coelho já entrou claramente numa rápida espiral descendente de popularidade e favoritismo. (in, DN).