AUTO-ESTRADA A32 ÀS MOSCAS DEPOIS DE TER CUSTADO 11 MILHÕES POR KM

a construção de estradas é precedida de estudos; quem fez o estudo de tráfego que levou à construção deste elefante branco?

A A32 foi inaugurada há cinco meses e dá a sensação de ter tido mais gente a falar dela do que a percorrê-la. A autoestrada que custou 11 milhões por quilómetro (386 milhões, no total) está às moscas. A Brisa e a Auto-Estradas Douro Litoral divulgam, esta quarta-feira, os dados de tráfego das suas concessões para o quarto trimestre de 2011. No que diz respeito às estradas do Norte, serão conhecidos dados para a A1, A4 e A3 e ainda da concessão Douro Litoral - A41 Picoto/Ermida, A43 e A32.

SARKOZY: "HÁ DEMASIADOS ESTRANGEIROS EM FRANÇA"

foi com ideias xenófobas destas que Hitler iniciou a sua saga contra a Europa

Nicolas Sarkozy, candidato à sua própria sucessão, durante um debate televisivo com o socialista Laurent Fabius afirmou que há demasiados estrangeiros em França. No mesmo debate sublinhou o seu desempenho durante a crise económica que abalou o mundo, desempenho que não foi partilhado por Fabius. “…São os franceses que julgarão. São eles que perguntarão se durante a crise eu os protegi. Se perante a violência que se bateu sobre o mundo, a Europa, a França, fiz bem o meu trabalho, ou se falhei. Depois olharão para François Hollande e perguntarão se ele teria feito melhor”, destacou Sarkozy. “Não. Fará melhor”, retificou Fabius Na ocasião, Nicolas Sarkozy prometeu ainda que, caso seja eleito, reduzirá para metade o número de imigrantes acolhidos cada ano, estimado em cerca de cem mil. Nas mesmas circunstâncias anunciou que também criará um imposto sobre os lucros das grandes empresas.

DÍVIDAS DE HOSPITAIS A FARMACÊUTICAS COLOCAM VIDAS EM RISCO

a falta de compressas para cirurgias no Hospital de Almada foi um alerta para a gravidade e implicações do problema

Os hospitais públicos estavam a dever, em Janeiro, mais de 1.300 milhões de euros aos laboratórios farmacêuticos, mais 30 milhões do que no mês anterior. O prazo médio de pagamento fixou-se nos 478 dias, tendo também crescido face a Dezembro (476 dias). O Centro Hospitalar Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente) é a entidade que mais deve aos laboratórios (mais de 175 milhões de euros), mas o Centro Hospitalar do Nordeste é o que deve demora mais tempo a pagar (899 dias), segundo os dados hoje divulgados na página da internet da associação portuguesa da indústria farmacêutica (Apifarma). O prazo médio de pagamento aos laboratórios derrapou 105 dias face a Janeiro do ano passado, altura em que os hospitais públicos deviam 983 milhões de euros. Os ministros da Saúde e das Finanças já disseram que será libertada a verba de 1.500 milhões de euros, proveniente da transferência de fundos de pensões da banca, para pagar dívidas dos hospitais às farmacêuticas. Esse pagamento começará a ser feito em Abril, mas o modo que será feito está a ser negociado entre o Ministério da Saúde e a Apifarma. Os ministros da Saúde e das Finanças já disseram que será libertada a verba de 1.500 milhões de euros, proveniente da transferência de fundos de pensões da banca, para pagar dívidas dos hospitais às farmacêuticas. Esse pagamento começará a ser feito em Abril, mas o modo que será feito está a ser negociado entre o Ministério da Saúde e a Apifarma.Partilhar

TRANSTEJO SUSPENDE BARCOS DEVIDO A PLENÁRIO DOS TRABALHADORES

entre as 13h25 e as 16h20 os passageiros terão de aguardar pelo fim da reunião...

O Grupo Transtejo anunciou hoje que as ligações fluviais entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, vão parar na tarde de terça-feira devido a um plenário dos trabalhadores. Os trabalhadores da empresa Soflusa, que pertence ao Grupo Transtejo, vão realizar um plenário no Barreiro, que vai originar a paralisação das ligações entre o Barreiro e o Terreiro do Paço das 13:25 às 16:20 e no sentido inverso entre as 13:25 e as 16:50. Os trabalhadores estão contra as reduções de horários no transporte fluvial e as alterações de escalas de serviços, temendo despedimentos no futuro. Vão também analisar uma proposta dos trabalhadores da empresa Transtejo, que pertence ao mesmo grupo, para a marcação de um dia de greve nas duas empresas, de três horas por turno, ainda durante o mês de março. O grupo Transtejo anuncia que o terminal do Terreiro do Paço será esta terça-feira encerrado nos períodos de paralisação das ligações "por questões de segurança".

EM PORTUGAL 23.000 IDOSOS VIVEM COMPLETAMENTE SÓS

solidão, isolamento e maus tratos à 3.ª idade são reflexo de uma sociedade insensível, pobre e convertida ao novo-riquismo 

A GNR identificou 23 mil idosos a viver sozinhos ou isolados, mais 7.405 do que na "Operação Censos Sénior" realizada no ano passado, revelou hoje aquela força de segurança. Segundo dados fornecidos à agência Lusa, dos 23.001 idosos identificados pela GNR , 18.082 vivem sozinhos e 2.483 residem em locais isolados. A Guarda Nacional Republicana registou ainda 2.436 idosos que vivem sozinhos e isolados. A segunda edição da "Operação Censos Sénior" decorreu entre 15 de janeiro e 29 de fevereiro e teve como objetivo registar todos os idosos que vivem sozinhos ou em locais isolados na área de responsabilidade da De acordo com aquela força de segurança, este ano foram registados mais 7.405 idosos do que no ano passado, quando a operação permitiu identificar 15.596. O distrito com mais casos é o de Bragança, com 2.442 idosos a viver sozinhos ou isolados, seguindo-se o de Santarém, com 2.131, Évora, 2.037, Guarda, 1.912, Castelo Branco, 1.810 e Viseu, com 1.897.

ESTALEIROS DO ALFEITE PREPARAM-SE PARA ENCERRAR DEFINITIVAMENTE

devido a políticos corruptos ou insensíveis Portugal perde todas as suas infraestruturas, uma a uma, dia após dia 

O Alfeite está condenado a morrer. Esta é a convicção dos trabalhadores, segundo o sindicalista Rogério Caeiro que considera “manobra de diversão” do governo o anúncio de que os Estaleiros têm trabalho com a reparação da corveta João Roby, como ontem revelou o secretário de Estado da Defesa. Segundo Braga Lino, os Estaleiros Navais de Alfeite vão reparar a corveta João Roby, uma encomenda que representa um encaixe de seis milhões de euros. A informação, “se era uma resposta às minhas afirmações sobre a total paralisia do Alfeite, não adianta grande coisa à situação dos estaleiros, pois dá trabalho por apenas três ou quatro meses”, reagiu Rogério Caeiro. “Foi dito para nos calar”, acrescenta o delegado do Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa (STEFFA), que ontem afirmou à TSF que os 600 trabalhadores dos estaleiros de Almada se apresentam todos os dias num local de trabalho onde “não há nada para fazer”, pois “a carteira de encomendas no Arsenal do Alfeite é zero”. A situação tornou-se insuportável desde que “algumas chefias começaram a dizer que a empresa vai despedir 200 trabalhadores”, explicou Caeiro. Apesar de não haver encomendas, os salários têm sido pagos em dia. O sindicalista lamenta que a Marinha tenha deixado de encomendar trabalhos de manutenção e reparação aos estaleiros de Almada, frisando que “se não for a Marinha a pôr aqui trabalho, não há futuro possível para o Alfeite”.

CÁRITAS ALERTA PARA AUMENTO EXPONENCIAL DA POBREZA

as penhoras do Governo e a nova lei das rendas ("lei dos despejos") está a deixar milhares sem condições de vida

A Cáritas Portuguesa alertou hoje para o “exponencial” aumento do número de casos de exclusão social em Portugal, anunciando que recebeu mais de 90 mil pedidos de ajuda em 2011. Em comunicado, a instituição oficial da Conferência Episcopal alerta mais uma vez para “o flagelo da crise económica”, que se reflete num “crescimento considerável da pobreza em Portugal”. Dados da Cáritas relativos a 2011, que apenas referem números de 13 das 20 Dioceses, revelam que mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição e, a nível individual, foram declarados mais de 93 mil pedidos. “Só no primeiro trimestre do ano passado, e de acordo com os dados divulgados no comunicado do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, a instituição registava um aumento das situações de emergência social na ordem dos 40 por cento, número que aumentou consideravelmente nos últimos meses de 2011”, refere no comunicado. Os registos da Cáritas apontam ainda para uma alteração do perfil dos mais carenciados em Portugal. A população em risco económico e social apresenta, atualmente, características mais abrangentes, incluindo não só os mais jovens e a população em idade de reforma mas, cada vez mais, a população adulta e ativa, que foi empurrada para “o limiar da pobreza e para a exclusão social”, devido a situações de desemprego, salários em atraso, custos excessivos com a habitação, falência de negócios familiares ou de doença. A instituição reitera que irá dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver, em colaboração com as várias paróquias, no sentido de “alimentar a esperança dos portugueses e proporcionar-lhes condições de dignidade que permitam a todos acreditarem que serão capazes de ultrapassar estes tempos difíceis”. O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, defende, no comunicado, a necessidade de serem criados novos postos de trabalho e condições favoráveis à manutenção de pequenas e médias empresas. “O Governo tem de criar incentivos para o aparecimento de novas empresas, dando condições fiscais favoráveis, agilizando os procedimentos e ajudando as empresas a serem competitivas para que os portugueses consigam ultrapassar esta conjuntura”, acrescenta.

MINISTRO DA ECONOMIA AMEAÇA DEMITIR-SE POR CAUSA DO QREN

o Ministro da Economia fez uma birra por perder poderes e quer sair do Governo

Álvaro Santos Pereira ameaçou demitir-se no Conselho de Ministros da última quinta-feira, onde esteve a ser discutido o esvaziamento dos seus poderes na gestão do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Segundo fontes próximas do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira tem manifestado que o seu abandono do governo poderá decorrer já nos próximos dias, antes do Congresso do PSD marcado para o final deste mês. Vítor Gaspar apresentou no último Conselho de Ministros uma proposta de resolução para suspender durante 30 dias todas as candidaturas ao QREN, prevendo também a reprogramação das verbas. De caminho, a proposta entrega às Finanças o poder de supervisão sobre a gestão dos fundos. Na sala do Conselho de Ministros, a polémica foi intensa. A maioria dos ministros não gostou de ver um dos seus pares desautorizado dessa forma pelo ministro das Finanças. Passos Coelho estava ausente, mas Paulo Portas, em representação do primeiro-ministro, defendeu o ministro das Finanças. Curiosa foi a posição de Miguel Relvas, ministro-adjunto e braço direito do primeiro-ministro, que esteve contra a ideia de Vítor Gaspar – manifestando-se mesmo numa intervenção violenta –, colocando-se assim numa trincheira oposta à de Passos Coelho.

Passos Coelho – na conferência de imprensa da noite de sábado em que foi reeleito líder do PSD – colocou-se publicamente ao lado da posição do Ministro das Finanças na questão do QREN. “Cabe ao ministro das Finanças uma palavra muito relevante, para não dizer decisiva, sobre a forma como a reafectação” dos fundos comunitários “deve ser feita”, disse o primeiro-ministro. Ao mesmo tempo garantiu que o Ministério da Economia “continua” com a coordenação. Mas na prática, a última palavra sobre aquela que é hoje uma das únicas vias possíveis para estimular a economia será a de Vítor Gaspar. A reprogramação dos 2,5 mil milhões de euros de verbas comunitárias, disponíveis até ao final do próximo ano, dependerá da tal “palavra decisiva” de Gaspar. Porquê reprogramar? Para que “Portugal possa executar melhor o envelope financeiro de que dispõe”, diz Passos. A frase sugere a pouca fé do primeiro-ministro na gestão dos fundos comunitários que até agora, no essencial, esteve nas mãos do ministro da Economia e do secretário de Estado Almeida Henriques (próximo do ministro Miguel Relvas).

"AUSTERIDADE É DEMAIS" GRITARAM PROTESTANTES À PORTA DO CONSELHO EUROPEU

é preciso demolir a UE como a UE está a demolir a sociedade europeia a favor da NWO 

Lisboa, Atenas, Madrid e Bruxelas foram alguns dos palcos europeus com manifestações contra a austeridade, em resposta ao apelo da Confederação Europeia dos Sindicatos. Em frente ao edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, a euronews ouviu algumas das vozes que protestam contra os novos esquemas de rigor a serem aprovados na cimeira da União Europeia, quinta e sexta-feira. “Construam uma outra política, a vossa política de austeridade não funciona e criou um abismo entre os cidadãos europeus e os dirigenats da Europa”, disse Claude Rolin, secretário-geral do sindicato CSC. “A Grécia está em défice, mas o equivalente a très vezes a dívida publica da Grécia está em bancos na Suíça. Logo, há formas de obter o dinheiro sem que sejam os trabalhadores a pagar por ela”, é a opinião de Michèle Dehaen, do sindicato CGSP. A correspondente da euronews em Bruxelas, Gulsum Alan, realça o extremar de posições: “Apesar de decorrerem manifestações anti-austeridade por toda a Europa, os líderes da UE vão assinar, esta sexta-feira, em Bruxelas, o novo do pacto orçamental. Mas os sindicalistas acreditam que esse tratado pode conduzir a Europa à recessão. “

NASA PREOCUPADA COM POSSÍVEL ROTA DE COLISÃO DE ASTERÓIDE COM A TERRA EM 2029

possível realidade ou procura de financiamentos da NASA?

Uma equipa internacional de astrónomos advertiu que a força gravitacional da Terra pode atrair um enorme asteróide na sua passagem perto do planeta em 2029 e modificar assim a sua órbita, o que poderia provocar uma forte colisão entre ambos alguns anos depois. Segundo o jornal britânico The Times, o asteróide, baptizado como 2004 MN4 e que passará a uma distância entre 24 mil e 40 mil quilómetros da Terra, não representa um perigo real por enquanto, mas se a sua órbita se desviar poderá colidir com o globo terrestre por volta do ano 2034. Veja a simulação do que pode acontecer às cidades e ao planeta perante um fenómeno desses: http://www.youtube.com/watch?v=bl96ztMw1FA.

CANNES E ÓSCARES MANIPULADOS PELOS GRANDES INTERESSES DA NWO

a manipulação de resultados dos festivais de cinema começa muito antes dos resultados finais

O filme francês “O Artista”, que fala sobre a passagem do cinema mudo para o sonoro, foi o vencedor da 84ª edição dos Óscares, realizada no domingo, no Kodak Theatre, em Los Angeles, ao conquistar os prémios de melhor filme, actor, realizador, guarda-roupa e banda sonora original, informou ontem a Reuters. “O Artista” fez também história, além de vencer na principal categoria, a de melhor filme, por ser a primeira produção sem a bandeira norte-americana a conseguir o título. O seu realizador Michel Hazanavicius foi eleito o melhor do ano. Jean Dujardin, que interpretou a personagem do famoso “artista” que se transforma num inadaptado na mudança do cinema mudo para os “falados”, foi distinguido com o Óscar para melhor actor. A extrema qualidade cinematográfica da película, a todos os níveis, é inegável. Mas não foi patrocinada apenas pelo seu produtor francês...

Por detrás de todo o espectáculo montado em Hollywood parece estar uma estratégia puramente comercial dos EUA, uma vez mais com "mãozinha" da CIA e das estratégias secretas da Casa Branca para que a indústria de Hollywood prevaleça em todo o mundo, por ser uma das maiores indústrias lucrativas daquele país. Costureiros famosos, jóias das melhores marcas, um espectáculo publicitário a todas as marcas da elite llluminati da NWO. Nos dois últimos festivais de Cannes, apareceram filmes premiados da grande máquina de produção norte-americana e arrebataram prémios naquele que era conhecido como o maior festival de "série B" da Europa. Uma forma dos EUA invadirem em força a produção cinematográfica francesa e europeia e assim esmagarem os realizadores mais "à esquerda", com menores recursos e maior criatividade. Como pagamento dessa estratégia para favorecer as produtoras mais ricas do mundo, a NWO obteve em troca o grande destaque de uma mega-produção belgo-francesa ao estilo de Holywood anos 20/30 onde todas as estratégias visavam claramente arrebatar o máximo de estatuetas e, sobretudo, dar nas vistas. Até o discurso do melhor actor foi pensado nessa estratégia de unificação, claramente preparado com antecedência. Esta grande produção teve o claro apoio da máquina produtiva de Hollywood e de mega-financiamentos da CIA. A NWO tenta assim a união cultural forçada entre EUA e Europa, ao mesmo tempo tentada por Merkel na política e na economia. Conseguirão enganar tantos milhões de pessoas?

KODAK FALIDA NÃO ESTEVE PRESENTE NOS ÓSCARES "AS ALWAYS"


na era digital, a maior empresa de revelação do mundo faliu. O que nos espera quando os gigantes caem?

A empresa Eastman Kodak, falida, viu o seu nome retirado da transmissão dos Óscares no domingo. Em vez de Kodak Theatre, como era conhecido desde 2002, o local onde ocorreu a cerimónia de premiação foi designado como Centro Hollywood e Highland, nome do complexo de edifícios onde o teatro se encontra inserido. A Kodak entrou com pedido de concordata no início do ano e, na quarta-feira passada, rompeu o seu contrato de patrocínio com o teatro. Em 2000, a empresa assinou um contrato de 74 milhões de dólares para usar o nome do teatro de Hollywood. Deveria permanecer até 2020, mas, com a lei de falência, pôde pedir a rescisão do documento. Agora, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e o CIM Group, responsável pelo edifício, vão decidir se a cerimónia vai continuar a ser realizada neste teatro a partir de agora. A sofrer com a mudança maciça dos consumidores para a fotografia digital, a KODAK diz que o seu pedido de falência, que lhe dará protecção face aos credores, visa a obtenção de liquidez nos EUA e no estrangeiro para rentabilizar a propriedade intelectual não estratégica, resolver o passivo e, assim, permitir à empresa que se concentre nas linhas de negócio mais valiosas.

O pedido de falência não abrange as subsidiárias fora dos EUA, que vão continuar a honrar todas as obrigações, segundo se lê no comunicado que a empresa publicou no site. A empresa espera pagar salários nos EUA e manter os serviços aos consumidores. A Kodak tem estado com dificuldades financeiras crescentes, foi ameaçada de expulsão da Bolsa de Nova Iorque devido à brutal queda do valor das acções e obteve agora uma linha de crédito de 950 milhões de dólares, a ano e meio, do Citigroup. “A Kodak está a dar um passo significativo para completar a sua transformação”, disse o presidente executivo, Antonio M. Perez, citado no mesmo comunicado. O mesmo responsável realçou que o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA, a que a empresa recorreu, lhe dá “as melhores oportunidades para maximizar valor em duas partes críticas” da sua tecnologia: “as patentes de captura digital, que são essenciais para uma vasta gama de aparelhos móveis e outros aparelhos de electrónica de consumo”, e as tecnologias de impressão e armazenamento de imagem, “que dão à Kodak uma vantagem competitiva” no crescente negócio digital. Mas a empresa tem sido criticada justamente por, há cerca de uma década, não ter iniciado com o vigor necessário a transição para o digital. “São uma empresa presa no tempo”, disse um professor da Universidade Reyrson de Toronto, Robert Burley, citado pela Bloomberg. “A sua história era tão importante para eles, esta rica história centenária em que fizeram muitas coisas espantosas e muito dinheiro pelo caminho. Agora a sua história tornou-se um passivo”, acrescentou. A Kodak, símbolo do capitalismo norte-americano, foi criada por George Eastman, que inventou o filme fotográfico, e chegou a Portugal em 1919. O primeiro produto da Kodak no país foi a câmara Brownie, lançada em todo o mundo, a um dólar, em 1900.

CENTRAL NUCLEAR DE CÁCERES A 100KM DE PORTUGAL PAROU POR PERIGOSO SOBREAQUECIMENTO

a falta de peritagens regulares tão comum na Europa pode levar a perigosos acidentes nucleares como o de Fukushima

A central nuclear de Almaraz II, em Cáceres, a 100 quilómetros de Portugal, parou ontem a produção por causa das altas temperaturas detectadas numa das bombas de refrigeração. De acordo com o Conselho de Segurança Nuclear espanhol (CSN), a paragem não programada do reactor justifica-se com “a presença de altas temperaturas numa das bombas principais de refrigeração do reactor”. “Como medida preventiva, e antes de alcançar um valor que obrigue a uma paragem automática do reactor, os responsáveis decidiram parar a central” e desligá-la da rede, acrescenta o CSN em comunicado. Este organismo garante que “os sistemas de segurança actuaram correctamente”. A paragem da central “não representa riscos nem para as pessoas nem para o ambiente e está classificada como o nível 0 na Escala Internacional de Ocorrências Nucleares (INES)”, conclui o CSN. A INES é uma escala com sete níveis definida pela Agência Internacional de Energia Atómica e pela OCDE, utilizada para divulgar à sociedade a gravidade de um evento nuclear. O acidente da central nuclear de Fukushima (Japão), em Março, foi classificado como nível 7 nesta escala, assim como a catástrofe de Tchernobil (Ucrânia), em Abril de 1986. Em Espanha existem seis centrais nucleares em funcionamento, num total de oito reactores (as centrais de Almaraz e Ascó têm dois reactores cada), segundo o Conselho de Segurança Nuclear. As restantes são Santa Maria de Garoña, Trillo, Cofrentes e Vandellós II. Uma central, José Cabrera, já foi definitivamente encerrada. Estas centrais produzem cerca de 20% da electricidade consumida no país.

PASSOS COELHO COMEÇA A USAR ÚLTIMOS "TRUNFOS" NA MANGA PARA DESCULPAR AUSTERIDADE

mentiu como os anteriores 1.ºs ministros e começa a usar "trunfos escondidos" para evitar perda de popularidade maior 

Passos Coelho diz que o País estava numa situação "muito pior" do que dizia o Governo socialista. O primeiro-ministro afirmou na terça-feira à noite que o Governo foi obrigado a aplicar mais medidas de austeridade para atingir os objetivos do défice para 2012 porque a situação era pior do que dizia o anterior Executivo. "Nós não dissemos que queríamos fazer baixar o défice mais depressa e que, por isso, íamos aplicar uma dose de austeridade maior, para conseguirmos eliminar esse problema profundo. Não, nós precisámos de ir mais além para chegarmos aos mesmos objectivos", disse Pedro Passos Coelho em Setúbal. Segundo Passos Coelho, só há "uma leitura" para o sucedido: "Se precisámos de ir mais além para chegar aos mesmos objectivos, é porque o nosso ponto de partida não era aquele que nos tinha sido comunicado pelo anterior Governo. Era muito pior". O chefe do Governo falava a cerca de duas centenas de militantes social-democratas, numa reunião partidária da Assembleia Distrital de Setúbal do PSD Satisfeito com a avaliação positiva do programa de ajustamento da economia portuguesa feita pela "troika" constituída pelo FMI (Fundo Monetário internacional), BCE (Banco Central Europeu) e Comissão Europeia, o presidente do PSD reconheceu, no entanto, que o país continua em "situação de emergência". "Quando o PSD ganhou as eleições e formou Governo com o CDS/PP, nós estávamos numa verdadeira situação de emergência nacional. Estávamos e estamos", acrescentou Pedro Passos Coelho, reconhecendo que "há muito trabalho por fazer, apesar das reformas estruturais já efectuadas, ou que estão em curso". "A 'história' que estamos hoje a fazer teria sido evitada se durante os últimos anos Portugal tivesse feito as reformas e não se tivesse endividado ao ritmo que se endividou.

CAVACO SILVA PELA PRIMEIRA VEZ FALA COMO PRESIDENTE AOS PORTUGUESES

o Presidente deixou de tomar medicação ou resolveu trabalhar, fazer aquilo para que foi eleito?

"É impossível impor mais austeridade aos grupos mais vulneráveis da sociedade", afirmou o Presidente da República, Cavaco Silva, em entrevista à TSF. "Há um conjunto que nós chamamos hoje os "novos pobres" que são aqueles que são mais atingidos por medidas que, não tendo em devida conta a especificidade de cada grupo, as atingem. É preciso olhar às pessoas", disse o Presidente da República. "Eu penso que esse é um conhecimento generalizado. É impossível impor mais austeridade a grupos como aqueles que eu acabo de referir", acrescentou. Ao longo da entrevista, Cavaco Silva referiu-se aos pensionistas, aos pequenos empresários, às famílias que sofreram reduções "abruptas" dos rendimentos ou que estão sobreendividadas. Presidente da República critica supervisão e agências de rating Na mesma entrevista em que lamentou que os líderes europeus se deixem "chantagear" pela agências de rating, defendendo que sejam regulamentadas, Cavaco Silva criticou a falta de supervisão na Europa "Não se critique apenas a Grécia, não se critique apenas a Irlanda, não se critique apenas Portugal, que podem ter tido as suas responsabilidades por terem ultrapassado alguns limites", a nível de desequilíbrio orçamental, de dívida pública ou de dívida externa. "O certo é que a supervisão multilateral não foi realizada por quem competia realizar com a eficácia com que devia ser realizada", considerou.

Cavaco Silva lamentou ainda que os líderes europeus se deixem "chantagear" pelas agências de rating que, defendeu, devem ser regulamentadas. "Surpreende-me como é que vinte e sete chefes de Estado e do Governo se deixam condicionar e até chantagear por três agências de rating norte-americanas". Cavaco Silva defendeu que é preciso uma regulamentação que garanta transparência nas agências de rating, e que resolva eventuais problemas de conflitos de interesse. Salientando que a "visibilidade tipo directório" da Alemanha e da França é "bastante negativa" para a Europa, pondo em causa a coesão e comprometendo as relações com o resto do mundo. "Está-se a tentar avançar num federalismo mitigado na área orçamental, na medida em que se procura reforçar a disciplina orçamental, a supervisão dos orçamentos dos Estados-membros, a coordenação das políticas económicas. Isto são passos no sentido federal. Mas estamos muito muito longe de um orçamento federal.", afirmou o presidente, lembrando que o Orçamento da União Europeia corresponde apenas a 1% do produto interno bruto Cavaco Silva considerou que a carta de Cameron "está incompleta", nomeadamente quanto ao que propõe para o crescimento económico, já que não defende políticas expansionistas aos países com excedente orçamental que permitam equilibrar a austeridade nos países do Sul e evitar que o crescimento seja "anémico". (in, Jornal de Negócios).

CONTRIBUINTES QUE PAGAM IVA OBRIGADOS A ABRIREM CONTA E-MAIL NOS CTT OU PAGARÃO MULTAS ATÉ 3.750€

Azevedo Pereira informou da medida anunciou multas até 3.750 a quem não o fizer...!

Os contribuintes do regime de IVA vão ser obrigados, já a partir de Abril, a ter um endereço electrónico nos Correios para receberem as notificações do Fisco. As empresas e contribuintes que estejam abrangidos pelo regime de IVA terão de, até final de Abril, utilizar obrigatoriamente a caixa postal electrónica para efeitos de notificações da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). Caso não o façam estarão sujeitos a multas que variam entre os 150 e os 3.750 euros. Estes contribuintes deixam assim de ser notificados através do ‘email' pessoal e passam a receber as comunicações do Fisco via caixa postal electrónica dos CTT. A possibilidade já existia, mas era voluntária. O Orçamento do Estado deste ano tornou-a obrigatória. Algumas empresas e contribuintes singulares enquadrados como trabalhadores independentes e que paguem IVA já foram avisados pelas Finanças: "A notificação electrónica passa a ser obrigatória para todos os contribuintes que sejam sujeitos passivos do IRC e do IVA", pode ler-se na nota enviada. Assim, as empresas e os contribuintes enquadrados no regime normal de IVA que tenham contabilidade organizada terão de criar a caixa postal electrónica até 31 de Março. Para os que se enquadram no regime normal trimestral de IVA o prazo vai até 30 de Abril. A medida inclui-se no processo de simplificação e desmaterialização das notificações aos contribuintes. Estes podem aderir à caixa postal electrónica através do portal da Autoridade Tributária e Aduaneira ou, no caso dos contribuintes que já têm caixa postal electrónica activa através da Via CTT, seleccionando como entidade a Autoridade Tributária e Aduaneira. No entanto, em qualquer dos dois casos, a adesão à caixa postal electrónica só estará concluída com a aceitação expressa no portal da AT, pelo que, mesmo os contribuintes que seleccionarem a entidade AT na Via CTT serão direccionados para o Portal das Finanças.

BANCO MUNDIAL: O ACTUAL MODELO DE CRESCIMENTO CHINÊS É INSUSTENTÁVEL

preocupado com a ameaça chinesa no mercado mundial Zoellick alerta para moderação da China

O presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick, exortou hoje a China a "reformar" a sua economia, afirmando que o país "atingiu um ponto de viragem" e que o "actual modelo de crescimento "é insustentável". "A causa a favor das reformas é convincente porque a China atingiu agora um ponto de viragem no seu processo de desenvolvimento", disse Zoellick em Pequim, no lançamento do estudo "China 2030", elaborado pelo Banco Mundial e pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento do Conselho de Estado chinês. Segundo Zoellick, o modelo de crescimento da China, assente em grande parte nas exportações, "não é sustentável". "Chegou a altura de estar à frente dos acontecimentos e adoptar grandes mudanças nas economias mundial e nacional", acrescentou. A economia chinesa cresceu em média cerca de dez por cento ao ano ao longo das últimas três décadas, sendo hoje a segunda maior do mundo, a seguir à dos Estados Unidos. "Os líderes chineses reconheceram que o modelo de crescimento do país, que teve tanto sucesso nos últimos trinta anos, necessitará de mudar e acolher novos desafios", disse Zoellick. O presidente do Banco Mundial considerou que a China tem agora "uma oportunidade" para "promover um crescimento inclusivo, sem danificar mais o ambiente" e "continuar o seu caminho para se tornar um responsável parceiro da economia internacional". Contudo, Zoellick advertiu que o referido estudo, apesar de patrocinado pelo governo chinês, deverá suscitar resistências por parte de pessoas com "interesses instalados" no modelo actual. "As reformas não são fáceis. Muitas vezes geram recuos", disse. O estudo recomenda nomeadamente o "redimensionamento do vasto e poderoso setor das empresas estatais", adiantou no fim-de-semana a imprensa oficial. Em 2011, o crescimento da economia chinesa abrandou para 9,2 por cento - menos 1,2 pontos percentuais que em 2010 - e este ano deverá continuar a abrandar. O crónico excedente comercial da China também diminuiu devido à queda da procura na União Europeia e nos Estados Unidos, os dois maiores mercados das exportações chinesas. (in, Jornal de Negócios)

SINDICATOS COMEÇAM A PREPARAR HOJE A GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO

este Governo tem de cair rapidamente ou continuará a demolir tudo o que Portugal tinha de positivo

A coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública considera que a semana de luta, que hoje começa, vai ser "um marco importante" para a preparação da greve geral de 22 de março. "A Frente Comum marcou esta semana de luta contra o agravamento das condições de trabalho na Administração Pública mas também com o objetivo de preparar e dinamizar os trabalhadores para a greve geral", disse à agência Lusa Ana Avoila. A semana de luta, convocada pela Frente Comum, tem a ver com a retirada de direitos aos funcionários públicos, a redução de salários e pensões e alteração do Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas (RCTFP). "Os problemas dos trabalhadores do setor público e do setor privado são os mesmos: o aumento do custo de vida, os impostos, os problemas sociais. Por isso, esta semana de luta pode servir de preparação e para criar uma dinâmica para a greve geral, cujo objetivos se aplicam a tudo o que está a ser feito na Administração Pública", afirmou Ana Avoila. A semana de luta, que termina a 05 de março, incluirá vigílias, plenários e debates. O primeiro dia do protesto será ocupado com um debate sobre os efeitos das propostas do Governo na vida dos trabalhadores e nos serviços públicos.

PUTIN CRITICA POLÍTICA AGRESSIVA DOS EUA E DA NATO

para Putin as ofensivas da NATO e dos EUA estão a minar a paz e estabilidade do resto do mundo

O primeiro-ministro e candidato à presidência da Rússia, Vladimir Putin, considera que a política de segurança dos Estados Unidos e da NATO é nociva para o resto do mundo porque mina a estabilidade. "Os norte-americanos estão obstinados com a ideia de obter a segurança absoluta dos Estados Unidos, algo utópico e irrealizável, tanto no plano tecnológico, como geopolítico, e isto é precisamente a essência do assunto", escreve Putin num artigo hoje publicado no diário Moskovskie Novosti. No seu artigo, em que expõe o seu programa eleitoral no campo da política externa, Putin considera que os Estados Unidos e os países da NATO têm uma concepção muito particular sobre a segurança que difere de forma radical da posição de outros países como a Rússia e a China. "A invulnerabilidade absoluta para um país significa a vulnerabilidade total para o resto e não podemos compartilhar essa perspectiva", frisou. Putin sublinhou a postura dócil de muitos governos ocidentais face à estratégia de segurança norte-americana em numerosas ocasiões que não tem em conta os interesses nacionais ou regionais dos seus aliados. Ao explicar a sua posição, o dirigente russo deixa claro que, se voltar ao Kremlin, Moscovo defenderá a sua política externa do ponto de vista da sua segurança e interesses nacionais. "A Rússia chamará sempre as coisas pelos seus nomes de forma aberta", prometeu. Putin não escondeu também a sua preocupação face à crescente ameaça de uma guerra contra o Irão. "Se tal coisa ocorrer, terá consequências realmente catastróficas", advertiu.

O candidato a Presidente da Rússia propõe que se reconheça o direito do Irão "ao desenvolvimento do programa nuclear civil", incluindo o enriquecimento de urânio, a troco do controlo multilateral da Agência Internacional de Energia Atómica sobre todos os programas nucleares iranianos. O primeiro-ministro disse ainda estar de acordo em que os direitos humanos estão acima de tudo e que os crimes contra a humanidade devem ser punidos pela justiça internacional. "Quando se atenta contra a soberania nacional e se defendem os direitos humanos a partir do exterior, de forma seletiva, e, no processo dessa "defesa", violam-se os direitos de muitas pessoas, incluindo o direito à vida, aqui não se pode falar de missões altruístas porque, na realidade, é pura demagogia", considerou. Neste sentido, o primeiro-ministro russo critica a política do Ocidente em relação à Síria e põe em causa o êxito da "primavera árabe". Putin qualificou de "extremamente drástica, no limiar da histeria" a reação do Ocidente ao veto que a China e a Rússia impuseram no Conselho de Segurança da ONU ao projeto de uma resolução contra o regime de Bashar Assad. "Gostaria de prevenir os nossos colegas ocidentais da tentação de recorrer ao esquema simplista que usaram anteriormente, ou seja, forjar uma coligação de países interessados à margem da aprovação no Conselho de Segurança", acrescenta. "Ninguém tem o direito de assumir as prerrogativas e poderes da ONU, especialmente no que se refere ao uso da força em relação a outros Estados soberanos", frisou. Dirigindo-se diretamente à NATO, Putin acusa essa aliança de, nos últimos anos, ter realizado ações que não se enquadra no seu caráter "defensivo". Referindo-se ao alargamento da NATO, escreve: "não me deteria neste tema se esses jogos não se realizassem junto das fronteiras russas, se não pusessem em causa a nossa segurança e não influísse negativamente no mundo". (in, ionline).

ALBERTO JOÃO JARDIM CONTRA-ATACA MERKEL E PASSOS COELHO

Alberto João chamou a atenção para o facto de a Alemanha estar a dominar a Europa economicamente

Alberto João Jardim afirmou ontem que o país pode necessitar de mais ajuda financeira e considerou que Portugal precisa de medidas que coloquem a economia a crescer e não da prática de cortes "daqueles rapazinhos que estão lá no Governo". "Eu não sei se não será preciso ir reforçar este apoio estrangeiro, mas se a gente começa a reforçar e reforçar, vamos cair na mesma história daqueles problemas da Grécia", afirmou Alberto João Jardim no Faial, concelho de Santana, onde hoje visitou a XXI Exposição Regional da Anona. Perante dezenas de pessoas que se concentraram no adro da igreja local, às quais explicou as circunstâncias da dívida da Madeira que determinaram o pedido de ajuda financeira ao Governo Central - iniciativa que vai repetir pelo arquipélago -, o chefe do Executivo insular referiu-se à "última asneira" do ex-primeiro-mninistro José Sócrates "antes de sair", que foi ter fechado o acordo com a troika em 78 mil milhões de euros, "um quinto praticamente daquilo" que o país precisa. PS de Sócrates "roubou" a Madeira Sobre o PS de José Sócrates, Alberto João Jardim reiterou que roubou a Madeira: "Roubou-nos, tirou-nos o dinheiro que era nosso para dar a Lisboa e aos Açores", declarou. "Enquanto com o PS eles roubaram-nos, com estes conseguiu-se chegar a um acordo, embora eu também não ande aqui de mãos dadas com o Governo da República", avisou.

Na ocasião, Alberto João Jardim assumiu ainda ter "muitas dúvidas" em relação às medidas em curso no país e na Europa. "O que é preciso em Portugal é a economia crescer, é haver mais emprego, estas medidas que aqueles rapazinhos que estão lá no Governo em Lisboa estão a tomar - corta, corta, corta, corta, - uma economia onde corta, corta e que não cresce não gera impostos, não gera receitas, e é o que está a suceder na Europa", alertou. Para o presidente do Governo Regional, a Europa "precisa de imprimir mais moeda" de forma a "haver mais movimento comercial, fazer crescer a economia e o número de postos de trabalho". Grande disciplina financeira "Se fosse mandão lá na Europa, não era esta a política que fazia", afiançou, sustentando que o Governo alemão "gosta desta política" porque o país faz 80% das exportações "dentro da Europa", pelo que não lhe interessa que "os outros países cresçam muito".

Considerando que, embora tenha perdido a guerra, a Alemanha é "quem manda na Europa" e a sua política "é não deixar mais moeda em circulação" para evitar inflação, Alberto João Jardim insistiu: "Sem inflação não há hipótese de recuperar uma economia (...). De maneira que se me perguntarem se esta política está certa, para mim parece-me que não, não era a política que eu faria para recuperar o país, mas eles estão numa, eu estou noutra". Sobre o programa de ajustamento financeiro da região, o governante reconheceu que "vai obrigar a uma grande disciplina financeira", mas que a "sustentabilidade financeira ou era agora ou era nunca". "Eu quero deixar o Governo dizendo, está aqui a obra e estão aqui as finanças metidas na ordem", acrescentou. No final do discurso, Alberto João Jardim percorreu os espaços da exposição, onde antes do Partido Trabalhista Português defendeu a produção da anona e distribuiu panfletos sobre os seus benefícios terapêuticos. Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/jardim-critica-rapazinhos-que-estao-no-governo=f707192#ixzz1nZln63Ac