GOVERNO DEMITE ADMINISTRAÇÃO DAS ESTRADAS DE PORTUGAL MAS DEIXA DE FORA AUTORIDADE NACIONAL P/ SEGURANÇA RODOVIÁRIA (ANSR)

já agora por que não demite o Governo o presidente (Paulo Marques) do ANSR?

O Governo já decidiu a estratégia a seguir na ressaca do caso Lusoponte. Uma vez perdida a confiança política nos três administradores da Estradas de Portugal que estão em funções, o Governo preferia a sua demissão imediata, mas tem um plano B: a nomeação de um presidente que assegure a relação de confiança entre uma empresa pública e a respectiva tutela e, no entendimento do Governo, o seu normal funcionamento. O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, foi claro na declaração que concedeu ao Expresso, no sábado: "terei de reflectir seriamente sobre a situação que se criou". Qual situação? A Estradas de Portugal reteve ilegalmente, segundo o instituto regulador do sector (INIR) um pagamento de 4,4 milhões de euros à Lusoponte pela não cobrança de portagens na Ponte 25 de Abril em Agosto. Mesmo tendo a Lusponte, por indicação do Governo, cobrado a referida portagem no ano passado, o contrato de reequilíbrio financeiro (FRA-8) impõe que o não pagamento seria uma violação ao acordo. Neste processo, o papel da Estradas de Portugal e da sua administração - reduzida a três desde que há um ano e meio Almerindo Marques e e Eduardo Gomes apresentaram a demissão - foi, no entender do Governo, lesiva das responsabilidades do Estado. A Estradas de Portugal - o braço financeiro do Governo nas relações com os concessionários - reteve o pagamento, e a Lusponte queixou-se ao regulador, que lhe deu razão. Posteriormente, suportado num parecer de um assessor técnico, Sérgio Monteiro ordenou o pagamento. Mas a desconfiança em relação à empresa, que também é acusada de divulgar publicamente documentos sobre este processo nas últimas semanas, estava perdida. A primeira ideia era demitir os três administradores, mas isso teria custos de indemnização que o Governo não quer pagar.

PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL DIZ QUE "MINISTRO DAS FINANÇAS É FORRETA"

Vítor Gaspar em vez de Álvaro Pereira à frente do QREN são más notícias, diz António Saraiva da CIP

Todas as confederações patronais portuguesas querem que seja o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, a coordenar os fundos comunitários e não o ministro das Finanças, Vitor Gaspar. António Saraiva, da Confederação Empresarial de Portugal, receia que, "sendo forreta, não se promova dinâmica na economia." Todas as confederações patronais portuguesas - agricultura (CAP), comércio e serviços (CCP), indústria (CIP) e turismo (CTP) - querem que seja o ministro da Economia a coordenar os fundos comunitários (QREN) e a ter a última palavra sobre os dinheiros europeus. António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), explicou ao JN porque não quer Vítor Gaspar a ter a última palavra na questão da gestão dos dinheiros do QREN: "As finanças são como as empresas. Quando a gestão da empresa fica na direcção financeira, a direcção comercial ressente-se, os clientes ressentem-se. Se deixarmos esse dinheiro nas finanças com a falta de recursos que temos hoje, e usando uma figura popular - forreta - receio que sendo forreta, os recursos são escassos, não se promova dinâmica na economia e nós precisamos de alguma audácia e risco".

CARLOS CÉSAR PEDIU FIM DA AUSTERIDADE A PASSOS COELHO PARA OS AÇORES

também Carlos César considera que o que é demais, é demais...

Em declarações aos jornalistas, na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, depois de ter sido recebido por Pedro Passos Coelho durante mais de duas horas, Carlos César adiantou que os Açores pretendem "ir ao mercado para ter 150 milhões de euros, embora isso não constitua qualquer acréscimo de endividamento líquido", precisando "do apoio do Estado para esse efeito". Por outro lado, o presidente do Governo Regional dos Açores defendeu que "não é necessário aplicar medidas de restrição ou de austeridade a uma região que já cumpre com todos os rácios e com todos os indicadores que o país procura atingir, e ainda não atingiu". Carlos César deixou ainda uma reivindicação relativa ao endividamento das empresas regionais: "Tal como o Estado afecta valores do fundo de pensões da banca ou o pagamento de endividamentos bancários de empresas públicas do Estado e da Administração Local, e estando aí até incorporadas contribuições na ordem dos 2,5 por cento dos Açores, também não me parece excessivo que esse fundo também possa contribuir para melhorar a situação das empresas regionais do ponto de vista também do seu endividamento".

QUEBRA NOS CEREAIS OBRIGA A IMPORTAÇÃO DE MAIS DE 100 MILHÕES

tempos de guerra económica: cereais mais caros em altura de crise levará ao aumento do preço do pão

Com 100 mil hectares de produção de cereais já condenada, os mais de 2.500 produtores afectados pela seca que se instalou em Portugal já perderam 40 milhões em investimento na produção, segundo a Associação Nacional dos Produtores de Cereais (ANPOC). Mas se os produtores já estão a perder, a falta de oferta nacional para a procura do país vai levar o impacto da seca às contas públicas. “Num quadro geral, Portugal vai ter de aumentar a sua exposição aos cereais importados”, avançou Bernardo Albino, presidente da ANPOC, especificando de seguida que cada hectare produz pouco mais de 5 toneladas de cereais, tonelada essa avaliada em 200 euros. Contas feitas, os cem mil hectares perdidos vão obrigar a comprar 105 milhões de euros a produtores de fora. Isto quando o equilíbrio da balança comercial é crítico para apaziguar a troika. Mas a factura que a seca vai impor ao país e aos produtores ultrapassa os cereais. Das batatas à saúde animal, passando pelo feijão, pelas couves ou pelas ervilhas, os riscos actuais para a agricultura ainda são imprevisíveis. A Confederação Nacional de Agricultores (CNA) chamou a atenção do i para os riscos acrescidos que a falta de chuva cria à produção deste ano: a falta de pastos está a obrigar os produtores de ovinos, caprinos e bovinos a incorrer em custos inesperados com rações – e o aumento da procura está a fazer disparar os preços até 80%. Depois há a questão dos terrenos. “A continuada ausência de chuva, se persistir em Março ou Abril, ou se a chuva não surgir de forma lenta e constante, vai deixar mais culturas em risco”, apontou Armando Carvalho, dirigente nacional do CNA.

ALUNOS ENDIVIDAM-SE PARA ESTUDAR: O MODELO NORTE-AMERICANO IMPLEMENTADO PELOS GOVERNANTES DA NWO

dificultar a educação, ou seja, estupidificar a população é um dos objectivos da NWO para escravizar a população mundial

Bancos aprovaram só num mês mais nove milhões para este ano lectivo, com o Estado como fiador. Incumprimento já ultrapassa os 1,4 milhões de euros. Os estudantes universitários portugueses continuam a endividar-se para conseguir pagar os estudos. Só no primeiro mês das candidaturas para este ano lectivo, apontam os dados fornecidos ao Negócios pela Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM), foram concedidos mais 725 empréstimos, no valor de nove milhões de euros. Desde que, em 2007, arrancou o sistema de crédito com garantia mútua para estudantes do Ensino Superior, em que o Estado se assume como "fiador", mais de 16 mil alunos endividaram-se em quase 200 milhões de euros para conseguir o "canudo".Partilhar

OBRAS DO PARQUE ESCOLAR CUSTARAM 5 VEZES DO QUE O PREVISTO

 as obras de construção derrapam aos milhões e é o Estado que tudo paga sem questionar estes "estranhos" incumprimentos

Ministro diz que a auditoria da Inspecção de Finanças mostra que cada obra subiu quase 13 milhões de euros. As obras da Parque Escolar, responsável pela requalificação da rede pública de escolas, tiveram um custo superior em 450% face ao inicialmente estimado. O ministro da Educação e Ciência revelou ontem no Parlamento que tem já em seu poder a auditoria pedida à Inspecção Geral de Finanças, a qual, garantiu Nuno Crato, mostra que cada obra realizada por aquela empresa pública teve um custo real de 15,45 milhões de euros, sendo que o valor estimado para cada uma rondava os 2,82 milhões de euros. Ou seja, ficou cinco vezes e meia mais cara que o valor orçamentado. Esta terá sido uma das conclusões da auditoria que, segundo o membro do Executivo, "está concluída" mas que nem o ministério das Finanças nem a o da Educação quiseram ontem divulgar por inteiro aos jornalistas. Por saber, fica o valor total do desvio nas contas. No entanto, durante a audiência na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, o ministro revelou ontem que a auditoria mostra que a Parque Escolar "deveria ter estabelecido tectos máximos do investimento para cada obra" e não o fez. Além disso, a auditoria sublinha que a empresa "deveria ter feito uma apreciação crítica da arquitectura antes de avançar com as obras." Nuno Crato reforçou esta ideia e disse que a Parque Escolar "não o fez" e que, por isso, "houve uma subida de custos muito elevada", tendo sido esta uma das principais razões do endividamento da empresa que tinha previstas 332 intervenções em escolas. Por revelar também ficou o futuro da Parque Escolar. O ministro indicou que ainda está por concluir a auditoria do Tribunal de Contas, estando já na fase de contraditório.

MAIS DUAS IDOSAS ENCONTRADAS MORTAS EM CASA

23.000 idosos vivem completamente sós ou isolados; a morte chega silenciosa...

Duas mulheres, de 80 e 70 anos, foram encontradas mortas em casa pelos bombeiros, em Lisboa, na terça-feria à tarde. Uma mulher de 80 anos foi encontrada já cadáver pelo Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) em Lisboa numa habitação na Rua S. João da Praça. Fonte do RSB disse que o corpo foi descoberto pelas 14.30 horas de ontem. Duas horas mais tarde, o regimento foi chamado à Travessa do Barbosa, onde encontrou outro cadáver, também de uma mulher, com 70 anos.

AUTO-ESTRADA A32 ÀS MOSCAS DEPOIS DE TER CUSTADO 11 MILHÕES POR KM

a construção de estradas é precedida de estudos; quem fez o estudo de tráfego que levou à construção deste elefante branco?

A A32 foi inaugurada há cinco meses e dá a sensação de ter tido mais gente a falar dela do que a percorrê-la. A autoestrada que custou 11 milhões por quilómetro (386 milhões, no total) está às moscas. A Brisa e a Auto-Estradas Douro Litoral divulgam, esta quarta-feira, os dados de tráfego das suas concessões para o quarto trimestre de 2011. No que diz respeito às estradas do Norte, serão conhecidos dados para a A1, A4 e A3 e ainda da concessão Douro Litoral - A41 Picoto/Ermida, A43 e A32.

SARKOZY: "HÁ DEMASIADOS ESTRANGEIROS EM FRANÇA"

foi com ideias xenófobas destas que Hitler iniciou a sua saga contra a Europa

Nicolas Sarkozy, candidato à sua própria sucessão, durante um debate televisivo com o socialista Laurent Fabius afirmou que há demasiados estrangeiros em França. No mesmo debate sublinhou o seu desempenho durante a crise económica que abalou o mundo, desempenho que não foi partilhado por Fabius. “…São os franceses que julgarão. São eles que perguntarão se durante a crise eu os protegi. Se perante a violência que se bateu sobre o mundo, a Europa, a França, fiz bem o meu trabalho, ou se falhei. Depois olharão para François Hollande e perguntarão se ele teria feito melhor”, destacou Sarkozy. “Não. Fará melhor”, retificou Fabius Na ocasião, Nicolas Sarkozy prometeu ainda que, caso seja eleito, reduzirá para metade o número de imigrantes acolhidos cada ano, estimado em cerca de cem mil. Nas mesmas circunstâncias anunciou que também criará um imposto sobre os lucros das grandes empresas.

DÍVIDAS DE HOSPITAIS A FARMACÊUTICAS COLOCAM VIDAS EM RISCO

a falta de compressas para cirurgias no Hospital de Almada foi um alerta para a gravidade e implicações do problema

Os hospitais públicos estavam a dever, em Janeiro, mais de 1.300 milhões de euros aos laboratórios farmacêuticos, mais 30 milhões do que no mês anterior. O prazo médio de pagamento fixou-se nos 478 dias, tendo também crescido face a Dezembro (476 dias). O Centro Hospitalar Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente) é a entidade que mais deve aos laboratórios (mais de 175 milhões de euros), mas o Centro Hospitalar do Nordeste é o que deve demora mais tempo a pagar (899 dias), segundo os dados hoje divulgados na página da internet da associação portuguesa da indústria farmacêutica (Apifarma). O prazo médio de pagamento aos laboratórios derrapou 105 dias face a Janeiro do ano passado, altura em que os hospitais públicos deviam 983 milhões de euros. Os ministros da Saúde e das Finanças já disseram que será libertada a verba de 1.500 milhões de euros, proveniente da transferência de fundos de pensões da banca, para pagar dívidas dos hospitais às farmacêuticas. Esse pagamento começará a ser feito em Abril, mas o modo que será feito está a ser negociado entre o Ministério da Saúde e a Apifarma. Os ministros da Saúde e das Finanças já disseram que será libertada a verba de 1.500 milhões de euros, proveniente da transferência de fundos de pensões da banca, para pagar dívidas dos hospitais às farmacêuticas. Esse pagamento começará a ser feito em Abril, mas o modo que será feito está a ser negociado entre o Ministério da Saúde e a Apifarma.Partilhar

TRANSTEJO SUSPENDE BARCOS DEVIDO A PLENÁRIO DOS TRABALHADORES

entre as 13h25 e as 16h20 os passageiros terão de aguardar pelo fim da reunião...

O Grupo Transtejo anunciou hoje que as ligações fluviais entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, vão parar na tarde de terça-feira devido a um plenário dos trabalhadores. Os trabalhadores da empresa Soflusa, que pertence ao Grupo Transtejo, vão realizar um plenário no Barreiro, que vai originar a paralisação das ligações entre o Barreiro e o Terreiro do Paço das 13:25 às 16:20 e no sentido inverso entre as 13:25 e as 16:50. Os trabalhadores estão contra as reduções de horários no transporte fluvial e as alterações de escalas de serviços, temendo despedimentos no futuro. Vão também analisar uma proposta dos trabalhadores da empresa Transtejo, que pertence ao mesmo grupo, para a marcação de um dia de greve nas duas empresas, de três horas por turno, ainda durante o mês de março. O grupo Transtejo anuncia que o terminal do Terreiro do Paço será esta terça-feira encerrado nos períodos de paralisação das ligações "por questões de segurança".

EM PORTUGAL 23.000 IDOSOS VIVEM COMPLETAMENTE SÓS

solidão, isolamento e maus tratos à 3.ª idade são reflexo de uma sociedade insensível, pobre e convertida ao novo-riquismo 

A GNR identificou 23 mil idosos a viver sozinhos ou isolados, mais 7.405 do que na "Operação Censos Sénior" realizada no ano passado, revelou hoje aquela força de segurança. Segundo dados fornecidos à agência Lusa, dos 23.001 idosos identificados pela GNR , 18.082 vivem sozinhos e 2.483 residem em locais isolados. A Guarda Nacional Republicana registou ainda 2.436 idosos que vivem sozinhos e isolados. A segunda edição da "Operação Censos Sénior" decorreu entre 15 de janeiro e 29 de fevereiro e teve como objetivo registar todos os idosos que vivem sozinhos ou em locais isolados na área de responsabilidade da De acordo com aquela força de segurança, este ano foram registados mais 7.405 idosos do que no ano passado, quando a operação permitiu identificar 15.596. O distrito com mais casos é o de Bragança, com 2.442 idosos a viver sozinhos ou isolados, seguindo-se o de Santarém, com 2.131, Évora, 2.037, Guarda, 1.912, Castelo Branco, 1.810 e Viseu, com 1.897.

ESTALEIROS DO ALFEITE PREPARAM-SE PARA ENCERRAR DEFINITIVAMENTE

devido a políticos corruptos ou insensíveis Portugal perde todas as suas infraestruturas, uma a uma, dia após dia 

O Alfeite está condenado a morrer. Esta é a convicção dos trabalhadores, segundo o sindicalista Rogério Caeiro que considera “manobra de diversão” do governo o anúncio de que os Estaleiros têm trabalho com a reparação da corveta João Roby, como ontem revelou o secretário de Estado da Defesa. Segundo Braga Lino, os Estaleiros Navais de Alfeite vão reparar a corveta João Roby, uma encomenda que representa um encaixe de seis milhões de euros. A informação, “se era uma resposta às minhas afirmações sobre a total paralisia do Alfeite, não adianta grande coisa à situação dos estaleiros, pois dá trabalho por apenas três ou quatro meses”, reagiu Rogério Caeiro. “Foi dito para nos calar”, acrescenta o delegado do Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa (STEFFA), que ontem afirmou à TSF que os 600 trabalhadores dos estaleiros de Almada se apresentam todos os dias num local de trabalho onde “não há nada para fazer”, pois “a carteira de encomendas no Arsenal do Alfeite é zero”. A situação tornou-se insuportável desde que “algumas chefias começaram a dizer que a empresa vai despedir 200 trabalhadores”, explicou Caeiro. Apesar de não haver encomendas, os salários têm sido pagos em dia. O sindicalista lamenta que a Marinha tenha deixado de encomendar trabalhos de manutenção e reparação aos estaleiros de Almada, frisando que “se não for a Marinha a pôr aqui trabalho, não há futuro possível para o Alfeite”.

CÁRITAS ALERTA PARA AUMENTO EXPONENCIAL DA POBREZA

as penhoras do Governo e a nova lei das rendas ("lei dos despejos") está a deixar milhares sem condições de vida

A Cáritas Portuguesa alertou hoje para o “exponencial” aumento do número de casos de exclusão social em Portugal, anunciando que recebeu mais de 90 mil pedidos de ajuda em 2011. Em comunicado, a instituição oficial da Conferência Episcopal alerta mais uma vez para “o flagelo da crise económica”, que se reflete num “crescimento considerável da pobreza em Portugal”. Dados da Cáritas relativos a 2011, que apenas referem números de 13 das 20 Dioceses, revelam que mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição e, a nível individual, foram declarados mais de 93 mil pedidos. “Só no primeiro trimestre do ano passado, e de acordo com os dados divulgados no comunicado do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, a instituição registava um aumento das situações de emergência social na ordem dos 40 por cento, número que aumentou consideravelmente nos últimos meses de 2011”, refere no comunicado. Os registos da Cáritas apontam ainda para uma alteração do perfil dos mais carenciados em Portugal. A população em risco económico e social apresenta, atualmente, características mais abrangentes, incluindo não só os mais jovens e a população em idade de reforma mas, cada vez mais, a população adulta e ativa, que foi empurrada para “o limiar da pobreza e para a exclusão social”, devido a situações de desemprego, salários em atraso, custos excessivos com a habitação, falência de negócios familiares ou de doença. A instituição reitera que irá dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver, em colaboração com as várias paróquias, no sentido de “alimentar a esperança dos portugueses e proporcionar-lhes condições de dignidade que permitam a todos acreditarem que serão capazes de ultrapassar estes tempos difíceis”. O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, defende, no comunicado, a necessidade de serem criados novos postos de trabalho e condições favoráveis à manutenção de pequenas e médias empresas. “O Governo tem de criar incentivos para o aparecimento de novas empresas, dando condições fiscais favoráveis, agilizando os procedimentos e ajudando as empresas a serem competitivas para que os portugueses consigam ultrapassar esta conjuntura”, acrescenta.

MINISTRO DA ECONOMIA AMEAÇA DEMITIR-SE POR CAUSA DO QREN

o Ministro da Economia fez uma birra por perder poderes e quer sair do Governo

Álvaro Santos Pereira ameaçou demitir-se no Conselho de Ministros da última quinta-feira, onde esteve a ser discutido o esvaziamento dos seus poderes na gestão do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Segundo fontes próximas do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira tem manifestado que o seu abandono do governo poderá decorrer já nos próximos dias, antes do Congresso do PSD marcado para o final deste mês. Vítor Gaspar apresentou no último Conselho de Ministros uma proposta de resolução para suspender durante 30 dias todas as candidaturas ao QREN, prevendo também a reprogramação das verbas. De caminho, a proposta entrega às Finanças o poder de supervisão sobre a gestão dos fundos. Na sala do Conselho de Ministros, a polémica foi intensa. A maioria dos ministros não gostou de ver um dos seus pares desautorizado dessa forma pelo ministro das Finanças. Passos Coelho estava ausente, mas Paulo Portas, em representação do primeiro-ministro, defendeu o ministro das Finanças. Curiosa foi a posição de Miguel Relvas, ministro-adjunto e braço direito do primeiro-ministro, que esteve contra a ideia de Vítor Gaspar – manifestando-se mesmo numa intervenção violenta –, colocando-se assim numa trincheira oposta à de Passos Coelho.

Passos Coelho – na conferência de imprensa da noite de sábado em que foi reeleito líder do PSD – colocou-se publicamente ao lado da posição do Ministro das Finanças na questão do QREN. “Cabe ao ministro das Finanças uma palavra muito relevante, para não dizer decisiva, sobre a forma como a reafectação” dos fundos comunitários “deve ser feita”, disse o primeiro-ministro. Ao mesmo tempo garantiu que o Ministério da Economia “continua” com a coordenação. Mas na prática, a última palavra sobre aquela que é hoje uma das únicas vias possíveis para estimular a economia será a de Vítor Gaspar. A reprogramação dos 2,5 mil milhões de euros de verbas comunitárias, disponíveis até ao final do próximo ano, dependerá da tal “palavra decisiva” de Gaspar. Porquê reprogramar? Para que “Portugal possa executar melhor o envelope financeiro de que dispõe”, diz Passos. A frase sugere a pouca fé do primeiro-ministro na gestão dos fundos comunitários que até agora, no essencial, esteve nas mãos do ministro da Economia e do secretário de Estado Almeida Henriques (próximo do ministro Miguel Relvas).

"AUSTERIDADE É DEMAIS" GRITARAM PROTESTANTES À PORTA DO CONSELHO EUROPEU

é preciso demolir a UE como a UE está a demolir a sociedade europeia a favor da NWO 

Lisboa, Atenas, Madrid e Bruxelas foram alguns dos palcos europeus com manifestações contra a austeridade, em resposta ao apelo da Confederação Europeia dos Sindicatos. Em frente ao edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, a euronews ouviu algumas das vozes que protestam contra os novos esquemas de rigor a serem aprovados na cimeira da União Europeia, quinta e sexta-feira. “Construam uma outra política, a vossa política de austeridade não funciona e criou um abismo entre os cidadãos europeus e os dirigenats da Europa”, disse Claude Rolin, secretário-geral do sindicato CSC. “A Grécia está em défice, mas o equivalente a très vezes a dívida publica da Grécia está em bancos na Suíça. Logo, há formas de obter o dinheiro sem que sejam os trabalhadores a pagar por ela”, é a opinião de Michèle Dehaen, do sindicato CGSP. A correspondente da euronews em Bruxelas, Gulsum Alan, realça o extremar de posições: “Apesar de decorrerem manifestações anti-austeridade por toda a Europa, os líderes da UE vão assinar, esta sexta-feira, em Bruxelas, o novo do pacto orçamental. Mas os sindicalistas acreditam que esse tratado pode conduzir a Europa à recessão. “

NASA PREOCUPADA COM POSSÍVEL ROTA DE COLISÃO DE ASTERÓIDE COM A TERRA EM 2029

possível realidade ou procura de financiamentos da NASA?

Uma equipa internacional de astrónomos advertiu que a força gravitacional da Terra pode atrair um enorme asteróide na sua passagem perto do planeta em 2029 e modificar assim a sua órbita, o que poderia provocar uma forte colisão entre ambos alguns anos depois. Segundo o jornal britânico The Times, o asteróide, baptizado como 2004 MN4 e que passará a uma distância entre 24 mil e 40 mil quilómetros da Terra, não representa um perigo real por enquanto, mas se a sua órbita se desviar poderá colidir com o globo terrestre por volta do ano 2034. Veja a simulação do que pode acontecer às cidades e ao planeta perante um fenómeno desses: http://www.youtube.com/watch?v=bl96ztMw1FA.

CANNES E ÓSCARES MANIPULADOS PELOS GRANDES INTERESSES DA NWO

a manipulação de resultados dos festivais de cinema começa muito antes dos resultados finais

O filme francês “O Artista”, que fala sobre a passagem do cinema mudo para o sonoro, foi o vencedor da 84ª edição dos Óscares, realizada no domingo, no Kodak Theatre, em Los Angeles, ao conquistar os prémios de melhor filme, actor, realizador, guarda-roupa e banda sonora original, informou ontem a Reuters. “O Artista” fez também história, além de vencer na principal categoria, a de melhor filme, por ser a primeira produção sem a bandeira norte-americana a conseguir o título. O seu realizador Michel Hazanavicius foi eleito o melhor do ano. Jean Dujardin, que interpretou a personagem do famoso “artista” que se transforma num inadaptado na mudança do cinema mudo para os “falados”, foi distinguido com o Óscar para melhor actor. A extrema qualidade cinematográfica da película, a todos os níveis, é inegável. Mas não foi patrocinada apenas pelo seu produtor francês...

Por detrás de todo o espectáculo montado em Hollywood parece estar uma estratégia puramente comercial dos EUA, uma vez mais com "mãozinha" da CIA e das estratégias secretas da Casa Branca para que a indústria de Hollywood prevaleça em todo o mundo, por ser uma das maiores indústrias lucrativas daquele país. Costureiros famosos, jóias das melhores marcas, um espectáculo publicitário a todas as marcas da elite llluminati da NWO. Nos dois últimos festivais de Cannes, apareceram filmes premiados da grande máquina de produção norte-americana e arrebataram prémios naquele que era conhecido como o maior festival de "série B" da Europa. Uma forma dos EUA invadirem em força a produção cinematográfica francesa e europeia e assim esmagarem os realizadores mais "à esquerda", com menores recursos e maior criatividade. Como pagamento dessa estratégia para favorecer as produtoras mais ricas do mundo, a NWO obteve em troca o grande destaque de uma mega-produção belgo-francesa ao estilo de Holywood anos 20/30 onde todas as estratégias visavam claramente arrebatar o máximo de estatuetas e, sobretudo, dar nas vistas. Até o discurso do melhor actor foi pensado nessa estratégia de unificação, claramente preparado com antecedência. Esta grande produção teve o claro apoio da máquina produtiva de Hollywood e de mega-financiamentos da CIA. A NWO tenta assim a união cultural forçada entre EUA e Europa, ao mesmo tempo tentada por Merkel na política e na economia. Conseguirão enganar tantos milhões de pessoas?

KODAK FALIDA NÃO ESTEVE PRESENTE NOS ÓSCARES "AS ALWAYS"


na era digital, a maior empresa de revelação do mundo faliu. O que nos espera quando os gigantes caem?

A empresa Eastman Kodak, falida, viu o seu nome retirado da transmissão dos Óscares no domingo. Em vez de Kodak Theatre, como era conhecido desde 2002, o local onde ocorreu a cerimónia de premiação foi designado como Centro Hollywood e Highland, nome do complexo de edifícios onde o teatro se encontra inserido. A Kodak entrou com pedido de concordata no início do ano e, na quarta-feira passada, rompeu o seu contrato de patrocínio com o teatro. Em 2000, a empresa assinou um contrato de 74 milhões de dólares para usar o nome do teatro de Hollywood. Deveria permanecer até 2020, mas, com a lei de falência, pôde pedir a rescisão do documento. Agora, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e o CIM Group, responsável pelo edifício, vão decidir se a cerimónia vai continuar a ser realizada neste teatro a partir de agora. A sofrer com a mudança maciça dos consumidores para a fotografia digital, a KODAK diz que o seu pedido de falência, que lhe dará protecção face aos credores, visa a obtenção de liquidez nos EUA e no estrangeiro para rentabilizar a propriedade intelectual não estratégica, resolver o passivo e, assim, permitir à empresa que se concentre nas linhas de negócio mais valiosas.

O pedido de falência não abrange as subsidiárias fora dos EUA, que vão continuar a honrar todas as obrigações, segundo se lê no comunicado que a empresa publicou no site. A empresa espera pagar salários nos EUA e manter os serviços aos consumidores. A Kodak tem estado com dificuldades financeiras crescentes, foi ameaçada de expulsão da Bolsa de Nova Iorque devido à brutal queda do valor das acções e obteve agora uma linha de crédito de 950 milhões de dólares, a ano e meio, do Citigroup. “A Kodak está a dar um passo significativo para completar a sua transformação”, disse o presidente executivo, Antonio M. Perez, citado no mesmo comunicado. O mesmo responsável realçou que o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA, a que a empresa recorreu, lhe dá “as melhores oportunidades para maximizar valor em duas partes críticas” da sua tecnologia: “as patentes de captura digital, que são essenciais para uma vasta gama de aparelhos móveis e outros aparelhos de electrónica de consumo”, e as tecnologias de impressão e armazenamento de imagem, “que dão à Kodak uma vantagem competitiva” no crescente negócio digital. Mas a empresa tem sido criticada justamente por, há cerca de uma década, não ter iniciado com o vigor necessário a transição para o digital. “São uma empresa presa no tempo”, disse um professor da Universidade Reyrson de Toronto, Robert Burley, citado pela Bloomberg. “A sua história era tão importante para eles, esta rica história centenária em que fizeram muitas coisas espantosas e muito dinheiro pelo caminho. Agora a sua história tornou-se um passivo”, acrescentou. A Kodak, símbolo do capitalismo norte-americano, foi criada por George Eastman, que inventou o filme fotográfico, e chegou a Portugal em 1919. O primeiro produto da Kodak no país foi a câmara Brownie, lançada em todo o mundo, a um dólar, em 1900.

CENTRAL NUCLEAR DE CÁCERES A 100KM DE PORTUGAL PAROU POR PERIGOSO SOBREAQUECIMENTO

a falta de peritagens regulares tão comum na Europa pode levar a perigosos acidentes nucleares como o de Fukushima

A central nuclear de Almaraz II, em Cáceres, a 100 quilómetros de Portugal, parou ontem a produção por causa das altas temperaturas detectadas numa das bombas de refrigeração. De acordo com o Conselho de Segurança Nuclear espanhol (CSN), a paragem não programada do reactor justifica-se com “a presença de altas temperaturas numa das bombas principais de refrigeração do reactor”. “Como medida preventiva, e antes de alcançar um valor que obrigue a uma paragem automática do reactor, os responsáveis decidiram parar a central” e desligá-la da rede, acrescenta o CSN em comunicado. Este organismo garante que “os sistemas de segurança actuaram correctamente”. A paragem da central “não representa riscos nem para as pessoas nem para o ambiente e está classificada como o nível 0 na Escala Internacional de Ocorrências Nucleares (INES)”, conclui o CSN. A INES é uma escala com sete níveis definida pela Agência Internacional de Energia Atómica e pela OCDE, utilizada para divulgar à sociedade a gravidade de um evento nuclear. O acidente da central nuclear de Fukushima (Japão), em Março, foi classificado como nível 7 nesta escala, assim como a catástrofe de Tchernobil (Ucrânia), em Abril de 1986. Em Espanha existem seis centrais nucleares em funcionamento, num total de oito reactores (as centrais de Almaraz e Ascó têm dois reactores cada), segundo o Conselho de Segurança Nuclear. As restantes são Santa Maria de Garoña, Trillo, Cofrentes e Vandellós II. Uma central, José Cabrera, já foi definitivamente encerrada. Estas centrais produzem cerca de 20% da electricidade consumida no país.