PASSOS COELHO VAIADO RUIDOSAMENTE NO PORTO

foram arremessados cenouras e ovos ao carro de Passos Coelho

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi  ontem recebido na Reitoria da Universidade do Porto por centenas de manifestantes em protesto, embora protegido por um perímetro de segurança e um forte contingente policial. À chegada dos carros oficiais, os manifestantes, muitos deles com bandeiras da CGTP, entoaram palavras de ordem. "Contra o aumento do custo de vida" e "FMI fora de Portugal! Há outro caminho" são algumas das mensagens que se podem ler nos cartazes. No local estava também um autocarro da CGTP. O primeiro-ministro entrou diretamente nas instalações da Reitoria, sem contacto direito com a população.

Pedro Passos Coelho, em dia de greve geral, participou no encerramento do centenário da Universidade do Porto. Com a manifestação da CGTP na cidade do Porto, houve oportunidade para muitas pessoas efetuarem uma receção ruidosa a Passos Coelho. O primeiro-ministro foi hoje recebido na Reitoria da Universidade do Porto por centenas de manifestantes em protesto, embora protegido por um perímetro de segurança e um forte contingente policial. À chegada dos carros oficiais, os manifestantes, muitos deles com bandeiras da CGTP, entoaram palavras de ordem. O primeiro-ministro entrou diretamente nas instalações da Reitoria, sem contacto direito com a população. Pedro Passos Coelho, em dia de greve geral, participa hoje no encerramento do centenário da Universidade do Porto. Alguns indivíduos foram agredidos pela polícia, na Praça Carlos Alberto. Segundo o que a Lusa testemunhou, um indivíduo foi preso e, na sequência da detenção, outros manifestantes perseguiram o carro da polícia. Nesse momento, agentes da polícia desferiram várias bastonadas nas pessoas que se encontravam nas imediações.

ANONYMOUS: RESPOSTA À POLÍCIA JUDICIÁRIA SOBRE O CASO TUGALEAKS


https://www.youtube.com/watch?v=JCEg50TlsVY
(vídeo publicado em várias redes sociais pelo grupo ANONYMOUS em resposta ao caso TUGALEAKS)

GREVE GERAL EM PORTUGAL COM ADESÃO ENTRE OS 70% E OS 100%

lutar contra Governos Totalitários a Autoritários é uma imposição social que cabe a cidadãos livres

A adesão à greve geral nos transportes situa-se entre os 70% e os 100%, segundo o primeiro balanço feito nesta manhã de quinta-feira pela Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações. «No setor dos transportes e comunicações a adesão está a ser significativa», avançou à Lusa o coordenador da Fectrans, José Manuel Oliveira, ressalvando que a greve é de 24 horas e, por isso, os números são ainda preliminares. Segundo o coordenador da Fectrans, os comboios da CP estão parados, com a totalidade dos trabalhadores em greve, não estando a ser sequer realizados todos os serviços mínimos. «Na CP, além daquilo que são os serviços mínimos - e penso que, até ao momento, não foi possível realizar aquilo que estava previsto - há uma adesão de 100%», disse, acrescentando que também a CP Cargas está parada. Também paralisados estarão o Metro de Lisboa e os barcos da Soflusa, enquanto as restantes empresas funcionam a «meio gás». «O Metropolitano de Lisboa está paralisado, a Soflusa está paralisada, a Trantejo tem apenas uma embarcação a funcionar, a Carris está na ordem dos 50% de adesão, o Metro do Porto só tem uma linha a funcionar, portanto [com uma adesão de] qualquer coisa como 90%, a Rodoviária da Beira Litoral tem uma adesão de 90%, os Transportes Sul do Tejo (TST) estão a 70% e os portos vão estar parados ao longo do dia». O coordenador da Fectrans, que também representa trabalhadores do setor das comunicações, refere ainda que aqui a adesão ronda os 70%.

PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL EUROPEU DIZ: "O VELHO MODELO DO ESTADO SOCIAL EUROPEU MORREU"

para a Alemanha a guerra ao estado social dos europeus está em curso com a Alemanha a ganhar...

Mario Draghi diz hoje na imprensa alemã que "o pior já passou" na crise da zona euro. O presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirma, numa entrevista hoje publicada pelo diário alemão "Bild", estar convencido de que o pior da crise da zona euro já está ultrapassado, admitindo haver ainda alguns riscos. "O pior já passou, mas continua a haver riscos", declarou Draghi, salientando que a "situação está a estabilizar-se, os dados básicos da zona euro, como a inflação e sobretudo os défices públicos, são melhores do que, por exemplo, nos Estados Unidos". De acordo com o presidente do BCE, a confiança dos investidores regressou e há várias semanas que aquela instituição não teve que voltar a intervir, adquirindo títulos da dívida soberana. "Agora é a vez dos governos, que têm de conseguir garantir que a zona euro seja, a longo prazo, resistente às crises", apontou. Na mesma entrevista, Draghi indicou que a "Alemanha é um exemplo" por ter conseguido reinventar o Estado Social sem incorrer em dívidas desproporcionadas. "O velho modelo do Estado Social europeu morreu, porque com frequência não funciona sem dívidas. Os alemães reinventaram-no sem dívidas desproporcionadas", constatou.

TRIBUNAL DE CONTAS CHUMBA DEFINITIVAMENTE TGV E PRIVADOS EXIGEM RECEBER 264 MILHÕES DE EUROS DE INDEMNIZAÇÃO

um país de pobres e políticos corruptos financia os privados com projectos falhados à conta do esforço dos contribuintes

O Acórdão do Tribunal de Contas aponta diversas ilegalidades do contrato e trava negócio assinado pelo Governo de José Sócrates. O Tribunal de Contas (TC) decidiu recusar o visto prévio ao contrato assinado entre o Estado e a concessionária privada Elos, liderada pela Soares da Costa e pela Brisa, para a construção e exploração do primeiro lanço de alta velocidade ferroviária (TGV), entre o Poceirão e o Caia, junto à fronteira espanhola. O acórdão do TC foi conhecido ao final do dia de contem, quase dois anos depois de a Refer, a 27 de Maio de 2010, ter remetido ao TC, para efeitos de fiscalização prévia, um contrato de concessão, celebrado a 8 de Maio desse mesmo ano, entre o Estado português e a concessionária Elos. Em comunicado, o Ministério da Economia destaca que a decisão do TC "vem encerrar a polémica em torno do projecto do TGV, que será assim definitivamente abandonado" e promete que "o Governo vai agora analisar com pormenor os termos do acórdão do Tribunal de Contas tendo em vista as suas consequências jurídicas e económicas de modo a defender o interesse público e os contribuintes portugueses". "Não podemos ainda comentar o teor do acórdão, que começámos a estudar agora. O conselho de administração da Elos tem de reunir e decidir sobre as iniciativas que poderemos tomar. Espero que se concretize o cenário e ambiente desejável de negociação entre as partes com o Estado", disse António Castro Henriques, presidente da Elos e da Soares da Costa, em declarações ao Diário Económico.

GOVERNO BRITÂNICO REDUZ IMPOSTOS A CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS

Inglaterra resolveu contrariar a falsa austeridade europeia tomando medidas sociais humanistas

O anúncio foi feito pelo ministro britânico das finanças, George Osborne, na apresentação do orçamento de estado para o ano fiscal de 2012/2013. Pelo terceiro ano consecutivo, Osborne apresentou um orçamento de austeridade que reflete o objetivo governamental de reduzir o défice público no período de cinco anos. “Temos que manter o rumo pelo que não temos grande margem para generosidade. Tomámos decisões difíceis, por isso também não temos necessidade de apertar mais o cinto. Trata-se de um orçamento fiscalmente neutro para um período de cinco anos e conseguimos isto através de uma redução modesta nos impostos e na despesa”, adiantou o ministro britânico. Entre as medidas em destaque neste orçamento conta-se o aumento do imposto sobre a venda de imóveis avaliados em mais de um milhão e 198 mil euros assim como a redução dos impostos sobre rendimentos individuais acima dos 180 mil euros por ano. Apesar de alguns sinais de otimismo, o crescimento da economia britânica continua a ser fraco. A taxa de desemprego é a mais alta dos últimos 16 anos.

FUNCIONÁRIOS DO FISCO SÃO ATACADOS VIOLENTAMENTE TODOS OS DIAS PELOS CONTRIBUINTES

o fisco, a nova PIDE que deixa famílias na miséria através da cobrança coerciva, multas pesadas com juros e penhoras

As repartições de finanças e os trabalhadores dos impostos estão a sofrer agressões quase diárias, que há uma semana culminaram no espancamento de uma funcionária que fotografava em Viseu um imóvel para penhora. A situação é denunciada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), Paulo Ralha, que receia que o pior ainda esteja para vir. "Com o agravar das dificuldades, nomeadamente a partir de meados deste ano, com a ausência de subsídios [de férias e Natal], a diminuição nos reembolsos do IRS e o aumento do desemprego, temo que este tipo de situações se agrave ainda mais". Olhados como o "rosto do Estado", os funcionários do fisco foram sempre alvo do descontentamento dos contribuintes, mas agora estas situações já não são apenas esporádicas ou "meras" agressões verbais ou atos de vandalismo. "Nunca tínhamos chegado a este ponto de agressões físicas, com a intensidade que se tem verificado nestes últimos tempos", afirmou Paulo Ralha, explicando que desde finais de Novembro ocorreram sete casos graves, entre os quais ataques com explosivos, sequestro de funcionários ou assalto com armas de fogo, além de postarem a inscrição "ladrões" à porta das repartições. O caso considerado mais grave ocorreu a 24 de fevereiro com uma funcionária do serviço de finanças de Penedono, em Viseu: "A colega deslocou-se para tirar fotos de um imóvel que ia ser penhorado e foi confrontada pelo dono da propriedade que a agrediu violentamente e a atirou para o chão e, já com ela no chão, voltou a agredi-la ainda mais", contou. Paulo Ralha acredita que as agressões são estimuladas pela situação de crise que o país atravessa, por existirem muitos contribuintes que não conseguem pagar as suas despesas e se sentem injustiçados e retaliam, além do sentimento generalizado de revolta contra os sacrifícios pedidos pelo governo, entendendo como rosto do Estado a Autoridade Tributária.

CADA PROCESSO DE PEQUENO FURTO CUSTA AOS CONTRIBUINTES 700€

com a crise agravada pelos Governos de Sócrates e Passos Coelho o aumento da criminalidade é paga pelos contribuintes

Cada processo judicial relativo a pequenos furtos custa ao contribuinte entre 500 a 700 euros, segundo o Ministério da Justiça, que quer transformá-los em crimes de natureza particular. Nas propostas que constam da revisão do Código Penal, que serão enviadas esta semana aos parceiros do setor da justiça, o Governo defende que nos casos de furtos em estabelecimentos comerciais, sempre que o proprietário consiga reaver o material furtado, deve ser ele próprio a deduzir acusação. Nos crimes particulares, a lei exige que o ofendido apresente queixa e deduza acusação, ou seja, o Ministério Público não acusa, não leva a causa a julgamento, sendo o queixoso obrigado a constituir-se assistente no processo, pagando uma taxa de Justiça devida e a constituir advogado. Desta forma, as custas do processo passam a ser pagas pelo proprietário do estabelecimento comercial. Os casos de furto em que o material não é restituído mantém-se como crimes semipúblicos, sendo também necessária a queixa do ofendido, mas a acusação pertence ao Ministério Público. Ficam igualmente salvaguardados os casos em que o furto é cometido por duas ou mais pessoas, uma vez que nestes casos é justificada a intervenção do Estado. A transformação dos pequenos furtos em estabelecimentos comerciais em crimes de natureza particular foi anunciada pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, durante o último Congresso do Sindicato de Magistrados do Ministério Público, que decorreu no início do mês, no Algarve. Na altura, a governante defendeu que "a opção comercial de exposição de produtos ao público não pode deixar de ser acompanhada pela adopção, de quem faz essa escolha, dos meios necessários e adequados à sua vigilância e salvaguarda" e sublinhou que a justiça penal "não deve ser chamada a intervir nestes casos, sem que o ofendido deduza ele próprio a acusação".

MEGAINSPECÇÃO DO FISCO ATACA PEQUENOS COMERCIANTES

o secretário de Estado pretende assim conseguir receitas para o Fisco 

Fisco vai passar o comércio a pente fino a partir de Abril. Conheça os motivos no Correio da Manhã. Esta medida repentina parece ser uma forma de compensar a quebra de cerca de 5 milhões de euros que o Governo sofreu em relação ao previsto. O orçamento de Estado também não está a correr como planeado pois a despesa está a aumentar e as receitas a descerem exponencialmente.

DEZENAS DE MORTOS E CENTENAS DE FERIDOS EM NOVA VAGA DE ATENTADOS NO IRAQUE

atentados "false flag" da NATO para reforçar e garantir a sua presença (negócio) no Iraque?  

Uma série de atentados que atingiu o Iraque, esta terça-feira, provocou pelo menos 43 mortos e quase 200 feridos. O ataque mais mortífero aconteceu na cidade santa xiita de Kerbala, onde morreram pelo menos 13 pessoas e 48 ficaram feridas. Em Kirkouk, uma viatura armadilhada explodiu perto de uma esquadra da polícia. Um homem queixou-se das forças de segurança: “Há um quarto de hora, vimos um carro suspeito amarelo. Começámos a gritar para que os serviços de segurança viessem, mas ninguém apareceu. O proprietário da loja em frente, atingida pela explosão, correu para chamar por socorro, mas ninguém o ouviu. Logo depois, a viatura explodiu”. Um outro carro carregado de explosivos teve por alvo a comitiva que transportava o governador da província de Anbar. Um dos guarda-costas morreu. Oito pessoas ficaram feridas. Na segunda-feira, o Iraque já tinha registado cinco atentados, que provocaram três mortes. Uma onda de violência que acontece uma semana antes da cimeira da Liga Árabe, prevista para Bagdad.

COMISSÃO EUROPEIA CONSIDERA QUE GOVERNO ESTÁ A VENDER BPN A PREÇO DE SALDO AOS ANGOLANOS

que negócios fizeram Passos Coelho e o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Angola?

A Comissão europeia questiona escolha do BIC e duvida que a venda seja menos onerosa do que a liquidação do banco. Este é um dos principais assuntos de hoje na edição impressa ou no e-paper do DN. Certo é que desde a visita da comitiva portuguesa de Passos Coelho a Angola, o Governo parece ter favorecido o BIC na compra do BPN e a Galp sofreu um forte impulso de capitais angolanos o que levou o Estado a perder na administração daquela empresa, fundamental na economia portuguesa.

NÚMERO DE DESEMPREGADOS SOBE EM FLECHA E OFERTAS DE EMPREGO CAEM A PIQUE

o Governo continua preocupado apenas em poupar no Estado e não cria emprego, abandonando os portugueses à emigração

O número de desempregados inscritos no final de Fevereiro aumentou 16,6% em relação ao ano passado. Já as ofertas de emprego caíram 37,2%. Os desempregados inscritos nos centros de emprego não param de aumentar desde Outubro do ano passado. No final de Fevereiro, o Instituto de Emprego e Formação Profissional dava conta de 648.018 desempregados, um aumento de 16,% em comparação com o mesmo mês do ano passado e de 1,6% face a Janeiro. O IEFP dá conta de um aumento homólogo de 27% dos desempregados que estão inscritos há menos de um ano, enquanto o desemprego de longa duração teve um crescimento menos acentuado, de 2,5%. Os jovens formam os principais afectos: no último ano o número de inscritos até aos 24 anos subir 21,4%. No final do mês havia em stock 8732 ofertas de emprego por preencher, uma contracçã ode 37,2% face ao ano passado. A contracção do mercado de trabalho ganha expressão quando se olha para as novas inscrições. Ao longo do mês de Fevereiro dirigiram-se aos centros de emprego 60228 desempregados, mais 19,6% do que em Fevereiro de 2011. Ao mesmo tempo, as ofertas de emprego registadas ao longo do mês totalizaram 5705, registando uma queda homóloga de 35,4%. As colocações não foram além de 3459, menos 30,5% do que há um ano. O fim de trabalho não permanente continua a ser o principal motivo invocado pelos inscritos (representa 37% das inscrições), seguindo-se o despedimento (20,1% das inscrições).

GOVERNO LANÇA LEI QUE DÁ PENA DE PRISÃO ATÉ UM ANO PARA FALSAS DECLARAÇÕES AO FISCO

como sempre, esta lei apenas irá atingir os mais pobres, lançando-os ainda mais para o abismo

Proposta do Governo para alteração do Código Penal prevê penas de cadeia para quem prestar falsas declarações ao Fisco. Mentir sobre a identidade ou a situação fiscal passa a dar direito a prisão. Quem prestar falsas declarações às Finanças ou a agentes da autoridade arrisca uma pena até um ano, segundo as alterações aos códigos Penal e do Processo Penal que o Ministério da Justiça já enviou para discussão pública. A pena pode chegar mesmo aos dois anos se o contribuinte mentir sobre o seu estado civil na assinatura de uma escritura. Na prática, em todas as manobras que enganam o Fisco e pretendem obter benefícios do Estado a que não se tem direito ou impedindo-o de exercer a sua acção, passam a ser abrangidas por esta possibilidade, segundo a proposta de alterações que é revelada pelo 'Diário de Notícias' e pelo jornal 'Público' nas suas edições desta terça-feira. Em concreto, se por exemplo declarar que é divorciado, sem o ser, se disser que é apenas funcionário, mas o facto é que é o gerente de uma empresa, ou que tem um filho que na verdade não é seu só para ter benefícios fiscais, arrisca-se a ser punido. Estas práticas passarão a ser consideradas crime. Mentir sobre a identidade do condutor que foi apanhado em excesso de velocidade por um radar, por exemplo, ou indicar uma morada falsa, dificultando, desse modo, o recebimento de notificações judiciais ou fiscais, são comportamentos que entram igualmente no leque de casos susceptíveis de punição. A proposta do ministério de Paula Teixeira da Cruz confirma ainda as intenções da ministra da Justiça em fazer alterações às prescrições, suspendendo os prazos logo a seguir à condenação. A intenção é evitar recursos sucessivos por parte dos arguidos com o intuito de não cumprirem pena imediata.

GOVERNO ATACA CONTRIBUINTES COM JUROS DE 7% SOBRE DÍVIDAS AO FISCO

vale a pena ler a edição do Correio da Manhã de hoje sobre este tema

O Correio da Manhã noticia hoje em manchete que as Finanças estão a cobrar juros de mora de 7% sobre as dívidas em impostos.

ASSUNÇÃO ESTEVES ESTEVE À BEIRA DE SE DEMITIR DA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

o Governo começa a ser pressionado por todas as forças políticas para deixar de ser ditatorial

Assunção Esteves ameaçou demitir-se durante uma reunião no Parlamento, entre os líderes parlamentares para resolver a questão da comissão de inquérito ao BPN, noticiou a TSF e o Público. Neste encontro as posições entre o PS e a maioria PSD/CDS extremaram-se e a Presidente da Assembleia da república teve que lançar a ‘bomba atómica' para resolver a questão. Ao que o Económico apurou junto de fontes socialistas Assunção Esteves terá ameaçado demitir-se quando Luís Montenegro, do PSD, se mostrou irredutível em aceitar que prevalecesse no requerimento a palavra potestativo como insistia o PS. Nuno Magalhães, do CDS, já estaria a aceitar uma proposta de conciliação entre partidos, mas o líder parlamentar do PSD não estava a querer ceder. Já a direita tem uma versão diferente do que aconteceu na reunião de ontem à noite. Outra fonte da maioria avançou que "tudo se deveu à irredutibilidade de Carlos Zorrinho para que a palavra ‘potestativo' contasse no título do documento". Luís Montenegro, líder da bancada laranja, de facto não quis ceder neste braço de ferro o que terá levado Assunção Esteves a dizer, em tom de riso, assegura a mesma fonte, "esta legislatura está cheia de casos inéditos, mais dois ou três e eu vou-me embora". Palavras que a direita entendeu como um desabafo e não como uma ameaça efectiva de demissão. Tudo isto aconteceu num dia em que a presidente da Assembleia da República foi muito pressionada pelos partidos, mesmo durante o plenário, com várias questões burocráticas a suscitarem trocas de palavras com o PS e algumas desorientações logísticas. No final, Assunção Esteves conseguiu fazer com que os dois principais partidos chegassem a um consenso para a comissão de inquérito ao BPN e hoje Assunção Esteves já garantiu que "só o povo é que me vai tirar daqui, ou quando eu quiser ir embora, no final do mandato". Segundo a TSF, Assunção Esteves ameaçou, mas não sem antes ter citado o contrato eleitoral que os deputados têm com o povo. Questionada sobre o braço de ferro com a direita, ontem à noite, respondeu: "Lembramos muitas vezes nos nossos debates a nossa relação com a rua, com a vida. É o essencial da função política".

CAVACO PEDE "CONFIANÇA" AOS JOVENS

o que é preciso é paciência para aturar os discursos desta figura política decorativa

"A confiança é a palavra verdadeiramente chave neste momento. Sem confiança os empresários não investem, os empresários não contratam mais pessoas, sem confiança é difícil atrair o investimento estrangeiro, sem confiança os capitais procuram outras paragens, sem confiança é difícil mobilizar os cidadãos para vencer as dificuldades", afirmou. O Presidente da República falava no auditório municipal de Mirandela, no final de mais uma manhã passada em Trás-os-Montes, onde disse que fez questão de visitar para mostrar que "todos têm de ser mobilizados". Nos tempos difíceis que o país atravessa, o "desafio mais sério" para o presidente da República, "é o combate ao desemprego" e "a confiança é uma chave que pode abrir a janela de esperança no futuro para os nosso jovens". Cavaco Silva lembrou os cerca de 800.000 portugueses desempregados e os cerca de 150 mil jovens que não têm emprego. "É preciso mobilizar toda a comunidade portuguesa para conseguir inverter a tendência para a queda da produção económica e a queda do emprego", referiu, defendendo que "o futuro do nosso país vai depender muito da capacidade, como comunidade, para criar um ambiente favorável ao investimento empresarial, à produção de bens que concorrem com a produção estrangeira, que podem ser exportados ou substituir produtos que neste momento são importados". Ressalvou, no entanto, que "ao mesmo tempo" é preciso manter "a coesão social" e, para isso, considera necessário "mobilizar todas as forças, todas as iniciativas, todas as regiões do país", com destaque para o papel das autarquias. A reportagem: http://sicnoticias.sapo.pt/economia/article1399999.ece.

SANTA COMBA DÃO REGISTA MARCA "SALAZAR" PARA VENDER PRODUTOS LOCAIS

o que diriam os alemães se fosse criada uma marca "Hitler" para vender queijos e vinhos?

Ideia parva, ideia de milhões, chamem-lhe o que quiser, mas um conjunto de oportunistas vai utilizar o nome de um ditador para ganhar dinheiro pois, segundo eles, este nome "vende" best-sellers... Só em Portugal, um país onde ninguém se insurge, poderia permitir uma vergonha destas, para além do facto de que registar um nome de um político como seu ser altamente inconstitucional. Salazar vai ser marca registada para potenciar a economia do concelho que viu nascer o antigo Presidente do Conselho, Santa Comba Dão, e um dos primeiros produtos com esse cunho será o vinho “Memórias de Salazar”. O projecto da marca “vai contar com a firme oposição” da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP). António de Oliveira Salazar nasceu no Vimieiro, a 28 de Abril de 1889, onde está também sepultado, mas a ideia de recorrer à “marca Salazar” para o desenvolvimento do concelho, como explicou à Lusa o presidente da autarquia, João Lourenço (PSD), “não pretende alicerçar-se no saudosismo nem nas romarias da saudade” em relação ao antigo ditador.

“A nossa é sempre uma perspectiva objectiva e histórica, porque os juízos de valor não têm de ser feitos pela autarquia, têm de ser as pessoas, os historiadores, os investigadores [a fazê-los]. Nós temos apenas de demonstrar a nossa convicção de que o que estamos a fazer é útil para o concelho e para a região. E se temos um vinho “Memórias de Salazar” é porque sentimos que as pessoas procuram essa ligação quando nos visitam”, disse o autarca. António Vilarigues, dirigente do núcleo local da URAP, lamentou que a autarquia prossiga na ideia de recorrer à “realidade trágica” do Estado Novo, “que conduziu à detenção de milhares de portugueses e à morte de centenas”, para alicerçar o desenvolvimento do concelho. “Estamos perante a mesma questão de sempre, a tentativa de reescrever a história daquilo que foi o regime fascista em Portugal”, apontou Vilarigues, sublinhando que “este revisionismo histórico é uma ofensa a milhares de portugueses que sofreram às mãos de Salazar”.

A URAP, adiantou o dirigente do núcleo da união em Viseu e Santa Comba Dão, “nada tem contra a investigação e o estudo daquilo que foi o estado Novo”, mas frisou que “toda a documentação importante está na Torre do Tombo” e, por isso, “aquilo que se pretende para Santa Comba Dão nada adianta”. O objectivo da autarquia – que criou já a Associação de Desenvolvimento Local (ADL) de Santa Comba Dão – é “ligar um nome conhecido em todo o mundo aos produtos da terra”, como é o caso do vinho, criar condições para historiadores e investigadores poderem estudar o Estado Novo e fornecer aos visitantes um espaço que lhes permita contactar com o passado de Oliveira Salazar na sua terra”. A questão comercial e da marca merece “a clara oposição” da URAP, frisou António Vilarigues, que contesta a ideia de ligação das memórias de Salazar ao desenvolvimento quando “é sobejamente conhecido que o Estado Novo produziu subdesenvolvimento, obrigou milhões de portugueses a emigrarem para fugir à miséria e conduziu milhares à morte e às prisões e a 13 anos de uma guerra colonial geradora de imenso sofrimento”. “Todos os dados estão aí para desaconselhar esta ideia. A 24 de Abril de 1974, Portugal era um país subdesenvolvido e com uma pobreza onde todos os índices de desenvolvimento humano o colocavam na cauda da Europa”, acrescentou.

A ideia da autarquia é dar agora um “novo fôlego” ao projecto, criar uma “marca Salazar” e, através da ADL, “procurar investidores que permitam o desenvolvimento integral da ideia, que passa pela recuperação da área urbana do Vimieiro ligada ao património que pertenceu a Salazar e espaço envolvente”. Toda a parte de recuperação patrimonial pode custar, segundo o autarca, dez milhões de euros, dinheiro esse que terá de vir da iniciativa privada, “mas também de entidades públicas” que tenham como missão o desenvolvimento local, sendo que este “é um dos ‘projectos-âncora’ para o desenvolvimento da região Dão-Lafões”. Segundo João Lourenço, “o tempo dos grandes investimentos acabou para as autarquias. Os municípios têm tudo feito, das redes de saneamento aos espaços culturais e desportivos, e, obrigatoriamente, o papel dos municípios terá de ser redireccionado, o desenvolvimento tem de partir de ideias locais”. Em cima da mesa há, todavia, questões por resolver, como o património ainda na posse dos dois herdeiros - Rui Salazar, que vive no Vimieiro e com quem a autarquia “tem tudo bem encaminhado”, e António Salazar, o outro sobrinho-neto do ditador, “com quem decorrem conversações com muitos pormenores por acertar”. (extractos do Jornal Público)

POLÍCIA JUDICIÁRIA ACUSA ADVOGADOS DE FAZEREM CADA VEZ MAIS LAVAGEM DE DINHEIRO DE CLIENTES

as máfias privadas expandem-se e recorrem ao trabalho dos advogados para protegerem os seus bens

Os advogados são cada vez mais procurados por políticos e gestores corruptos para disfarçar a origem de dinheiro sujo, diz a Judiciária, mas parecem ignorar a lei do branqueamento. Em 2011, não denunciaram uma só suspeita à PJ. "Cada vez mais, os branqueadores de capitais, nomeadamente os PEP [Pessoas Expostas Politicamente] corruptos, procuram o aconselhamento ou serviços de profissionais especializados, em particular, os advogados, para ajudar e facilitar as suas operações financeiras, que envolvam esquemas de grande complexidade, visando disfarçar a origem e a propriedade do dinheiro", assinala o relatório que a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária acaba de elaborar sobre a sua actividade em 2011.

ORÇAMENTO EUROPEU À BEIRA DO COLAPSO E SEM DINHEIRO PARA REEMBOLSOS

a má gestão e despesismo da UE continua; não conseguem nem sequer controlar as suas próprias contas

No mesmo dia em que o parlamento alemão, o Bundestag, deu o “sim” à participação da Alemanha no novo Mecanismo de Estabilidade Europeia (MEE), no valor de 500 mil milhões de euros, o responsável pelos orçamentos da Comissão Europeia queixou-se de que o principal orçamento da União se encontra numa situação crítica. Ou seja, enquanto a Europa tenta salvar a Grécia e o euro, o orçamento comunitário está em vias de entrar em colapso. O orçamento da União Europeia está “em vias de entrar em colapso” de pagamentos, porque os grandes contribuintes, solicitados a salvar o euro, se mostram relutantes em aumentar a sua participação, avisou ontem Alain Lamassoure, presidente em exercício da comissão dos Orçamentos do Parlamento Europeu.

A Comissão Europeia deve apresentar a 26 de Abril a sua proposta orçamental para 2013, mas é “pouco provável” que os Estados aceitem um aumento, lamentou-se Lamassoure em Estrasburgo, acompanhado pelo comissário do orçamento Janusz Lewandowski. Os Estados-membros impuseram um orçamento de austeridade para 2012 com despesas limitadas a 129,1 mil milhões de euros, menos que os 133,1 mil milhões solicitados pelo Parlamento Europeu. O comissário Lewandowski confirmou ter dificuldades em encontrar 11 mil milhões de euros para reembolsar as facturas apresentadas pelos Estados em finais de 2011 e disse que está a negociar um orçamento rectificativo para pelo menos metade dessa quantia. “O orçamento europeu não tem um euro de défice, mas está à beira do colapso”, avisou Alain Lamassoure. “Estamos perante um problema político.

A Alemanha, França, Holanda, Finlândia e Áustria, que são contribuintes líquidos, recusam-se a fazer qualquer aumento dos seus contributos nacionais, porque sobre eles recai o peso do resgate do euro e não querem pagar duas vezes”, disse. “Para o médio e longo prazo é preciso dotar o orçamento europeu de recursos próprios”, sublinhou. Um grupo de trabalho debate uma taxa sobre as transacções financeiras, disse, explicando “ser claro que isso não é para 2013”. Entretanto, o conselho de ministros da Alemanha elaborou uma proposta de lei que aprova o mecanismo de resgate e protecção do contágio da crise da dívida soberana na zona euro, que deverá entrar em vigor em Julho. O Mecanismo de Estabilização Europeia tem um limite de 500 mil milhões de euros. Depois do “sim” do governo alemão à proposta de lei, o parlamento terá de a aprovar. O MEE é o fundo permanente que substituirá o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o mecanismo de resgate temporário da zona euro, que expira em 2013. Tem uma componente de liquidez de 80 mil milhões de euros, para os quais a Alemanha, como maior economia da zona euro, tem de contribuir com 22 mil milhões. Depois dos resgates à Irlanda, Grécia e Portugal, o fundo só dispõe de 250 mil milhões de euros, de um total inicial de 440 mil milhões.

OTELO SARAIVA DE CARVALHO DEFENDE INTERVENÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS PERANTE PERDA DE SOBERANIA DO POVO

a perda dos direitos e liberdades do povo justificam uma intervenção militar a curto prazo

O coronel Otelo Saraiva de Carvalho afirmou esta quarta-feira à noite, em Coimbra, que só as Forças Armadas, em nome do povo, poderão resolver o problema da perda de soberania de Portugal. Para o "Capitão de Abril", tal como o que se passava com o governo socialista liderado por José Sócrates, com atual executivo "há esta submissão grande em relação à grande potência atual da Europa que é a Alemanha", com "uma perda de alta soberania" de Portugal. Ao proferir uma palestra no Instituto de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) sobre "As Forças Armadas na Defesa da República e da Democracia Portuguesa", Otelo disse que àqueles que reclamam um novo 25 de Abril responde "sem dúvida que era necessário". "Esta perda de soberania é tão marcante que, foi por isso que eu disse, estão a ser atingidos limites. Quando esses limites forem ultrapassados... E aqui, nesta ligação constitucional das Forças Armadas ao povo, com as Forças Armadas ao lado do povo, em defesa do povo português, aí de facto as Forças Armadas terão que atuar", sustentou. Para Otelo Saraiva de Carvalho essa atuação das Forças Armadas passaria por "uma operação militar que derrube o Governo que está" em funções. "Mesmo apesar de eu saber que o Governo foi eleito. Mas foi eleito em que condições? E atualmente há satisfação dos portugueses em relação ao poder que foi eleito? E se houver outras eleições haverá satisfação? Não!", responde aquele que foi um dos protagonistas da revolução democrática do 25 de Abril, em 1974.