GREVE DA GROUNDFORCE AFECTARÁ VOOS NO NATAL E FIM DE ANO

despedimentos em Faro poderiam ter sido evitados mas a Direcção não quis saber

Quatro sindicatos que representam os trabalhadores de terra da TAP entregaram um pré-aviso de greve para os dias 24 e 29 de Dezembro, com o objectivo de «inverter» a tentativa de despedimento colectivo dos trabalhadores de Faro. De acordo com o pré-aviso de greve, a paralisação decorrerá entre as zero horas e as 24h do dia 23 de Dezembro e entre as 21h e as 24h do dia 22 e as zero horas e as 3h do dia 24, nestes dois últimos casos apenas para os trabalhadores que deviam entrar ou sair de serviço nestes períodos. No dia 29 de Dezembro, a greve decorrerá entre as zero horas e as 24h. A paralisação vai abranger também os períodos entre as 21h e as 24h do dia 28 e entre as zero horas e as 3h do dia 30 para os trabalhadores que deviam entrar ou sair de serviço naqueles períodos. Os sindicatos da Indústria Metalúrgica e Afins (SIMA), Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA) têm como objectivo «levar o conselho de administração da TAP/SPDH a alterar o seu comportamento anti-negocial, prepotente, arrogante, lesivo dos interesses dos trabalhadores».

No pré-aviso de greve, os quatro sindicatos contestam «o acto de má gestão prefigurado na intenção de despedimento colectivo em Faro», afirmando que «foram apresentadas propostas que, mantendo a escala em funcionamento» reduziriam os custos operacionais «em cerca de oito milhões de euros, tornando-a clara e inequivocamente viável». O administrador delegado da Groundforce, Fernando Melo, anunciou em Novembro que a empresa iria suspender a sua operação no aeroporto de Faro e dispensar os 336 trabalhadores. A empresa de handling é detida a 100 por cento pela transportadora aérea TAP e possuiu bases operativas de assistência a bagagens no Porto, Lisboa, Porto Santo e Funchal.